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Full text of "Da glottica em Portugal"

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iijo tix Uiaxuio. 



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Ja élottka m lortupl. 



CARTA AO AUCTOR 



DO 






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Mee principes soni qu'entre deux points 
la llgne droite est la plus coorte ; que le 

toQt est plus grand que sa partie Je 

tiens ausai que deux et deux font quatre; 
mais je n'en suis pas sur. 

P. L. Ck)rRiEB. 






RIO DE JANEIRO. 

N 

TYPOGRÀPHIA -PERSEVERANCA-, RUA DO HOSPICIO, N. 91. 



1672. 



^CSOH-Z 



Era a presente carta destinada a inser^So em appen- - 
dice ao tomo X do Dkcionario hMiographico portuguh^ onde 
a impensada benevolencia do auctor, mal advertido 
quanto ao espaco que a contestacelo havia de tornar, Ihe 
afiang&ra hospedagem. 

Emquanto aguardava a impressfto do volume, re- 
tardada por embaracos sobrevindos, crescia o monte, as 
publicacoes novas multiplicavam-se, e o escripto, traba- 
Iho puramente de polemica e portanto de opportunidade, 
envelhecia, expondo-se a necessitar inteira refundi^ao. 

Chegam-me as primeiras folhas da Introducgào ao 
Thenouro da liwjna portuguesa de Fr. Domingos Vieira. 
Apenas lidas, entendo nao dever por mais tempo diflFerir 
a publicidade da carta, que ahi sai com todas as lacnnas 
da redaccfeo primitiva. 



M . de Hello. 



Novembro de 187i. 



{Da 
(^lottica tra |)ortugal. 



AO EXM. SR. INNOCENCIO FRANaSCO DA SILVA. 



No segando tomo do Supplemenlo ao Diccianario bihliographico^ 
tractando do escripto dado ao prelo pelo sr. Francisco Adolpho 
Coelho com o titulo A lingua portuguesa; phonolpgia, etymologia^ 
morphologia e syntaxe^ fez-me V. Ex. a honra de perfilhar algumas 
ideas que, em referencia à parte publicada, e sob a impressSo da 
primeira leitura, à pressa Ihe communiquei. 

Nilo é intento meu dilatar por agora a analyse do livro. 
Na capa das suas producgOes novissimas annuncia textualmente 
o sr. Adolpho Coelho que a edic&o exhausta do fasciculo « sera 
substituida por outra publica^So ». habito das retractatùmet 
— cette hàbitude qui n'est plus dans nos nueurs littéraires; cette critique 
de soi-méme, qui serait regardie de nos jours cornine un aveu d^im- 
puissance ou de versanti ^ — , o habito das retractationes est& pro- 
fundamente inoculado no seu espirito, e a falta de critica alheia 



1 Renan, Études d'histoire religietMe, 6* ed., pag. lu - iv. 



obriga a ser o critico de si proprio. Esperemos portanto que o 
auctor tenha ncabado de passar a esponja sdhre aquelle trabftlho 
que parecift fadado a deeatiar os tempos; e emquanto 

Le pluriel met une S A leura medU culpfts, 



aeompanliemos o sr. Adolpho Coelho atravfis de um folheto de 
20 pBRÌnas, manifesto famoso, a cujo appareciraento deu origem 
alludìdo passo do Dicciùnario. 

Ent^iwlPU V. Ex. dever declìnnr bk vantftpcna m\ frustrar 
OS riscos do dcbate; nSn eu. Heclainei consepuintemente o men 
quinhiio de responsnbilidnde, e pedi que, clippada a bora, me 
fosse consentido intervir. De graciosa annueneia dii prova està, 
a que, por arremédo de enidicSo alleman em taef tiEtsiimptos , 
rhamarei carta public». 

Pretendendo nella aqtiilatar os argumentos do folheto do 
sr. Adolpho Coelho, devo, ante» de tudo, dar a V. Ex. e receber 
parabens por nilo termoB de relractAr-nos de cousa nenhuma. 
que està escrìpto estS escripto. Snhiram incoliimes da foposa 
referta todas as proposicOes do DicHonario. O sr. Adolpho Coelho 
nSo consepuiu provar a antipruidnde, em Franca nera em Tngla- 
tOiTB, doB estudoB e especulacOes no ramo de saber rjue uns 
dizem pkilologia comparada , ontros elywnhgia scinnlifìea , outros 
phonoloffia, UngvisUra ou ffloatoloffia; que Mnx Miiller, com jul^r 
que absolutamente Ihe nllo desconvem as desipnncOos de mytio- 
login p fonologia, denomina sHmcia ria lingwigifm, e a que o srr. 
Adolpho Coelho quer que chamemos frlottica — aem italicoa. 

No correr d'està carta a penna mais de urna vez terS de 
reeuar ante a violeneia da nfrpresslto reeebida. Embnra ! 

As invectivas descompostas que a exacerbaefio daft vaidades 
e a temulencia das choleras littcrarias inspiravam nos grain- 
maticoa do seculo XVI , plottìcos de entHo , a quem , por urna 
flgura tomada a propria liufrua em que usavam vibrar os seuB 
asporos <;onvicios, deu a critica moderna o nome signifteatÌTW' 
de gladiadoref , a bruteza d'essas invectivas julgava-a eu eon- 
demnada peto espirito do tempo. Ke ha quem cm nossos diaa 
pretenda imitar — nSo ereio que na destreza e vigor da diale- 
ctiea — a polemica dos Scioppios e Scaliperos. tanto peior. 



Vai preceito daa antlgRs Parabolas nos manda curar do l>om 
nome. Obcdecnmos-lhe pois, e embrenhemo'-nos, smarrita ìt 
diruta ria, pela sflva tehaggia ctas Ohierv&còes actrca tio Siedo- 
natio bibliographieo portugués e ge« melar. 

Extranhae no meu proposito, ae conBÌderac9es limiaareB 
KÒbre DiaSonario fecliam a pas- 5 ''om os sppuintes poriodoa ; 

« Vfia indiosr Binda uni erro ina lenificante, mas que prova 
■lue o noRso bibliopraiilio iiSo e.atfi habilit4uln para ler o titulo 
(le qualquer livro portugueH. fì urna emisa a que n critica nSo 
dCTia dar attencSo; vai ró corno curìosidade. 

« Kos mss. da pdade media ha urna ab'breviRtura nssfe 
similhantc a iim 9, quc se le os, porqiie n5o (? mais que a li;»- 
cBo de iim o coni um s\ essa abbreviatura pnseou para as pri- 
meiras obras irapressas. É practica constante transercvel-a por 
OS-, nuncR nenhnm paleographo se lembrou de o fazer de nutra 
maneira. Poia bem, o sr. Innocencio, niio a sabendo ler, re- 
prescntn-n ima gin osamente por urna apoirtrophe, faiendo anaim 
suppor no leìtor menos entJ'ndido a existencin de urna con- 
traccno impOHsivel nos titnios e rubricas de alpuns antigos 
liiTos. Asaim na subscripijBo do Cancionfira de Rnende trans- 
Cpeye elle doiento» cruzaà' em vez de dotentos cruzados [cnaad "J, 
gulnheitt' e Wi ino* era ve7, de guinhfniot (qnynhfnl" ) e *»i anot, 
p do mesmo erro ha outroa esemplos no DicHonario. a 

Primeiramente, cuido que o sr, Adolpho Coelho flcaria 
rnnitfl cmbaracndo com a sua cxplicacfio: « abbreviatura que 
HC le M, porque nSft é mais que a lipa^Ro de um o com um s a, 
se alpriient Ihe dicpsne que nos mamiscriptos da cdade media 
«asa abbreviatura vale quawi sempre ut ' e raramente m *. As 
vezea, na mesma pnlnvrn, tem a um tempo o valor de us e oi, 
corno nos eitemplos cit-adoa em Chassant '. Casos ha, pori>m , 



I « Alfrnmns f fnla das notns tironianaa ] rh^Rarnm ale dAb : Lo) 
7 para siunilcar et: g para sìsniBcar u». n J. Psdro BinEmo, Disser- 
tai^ chronologifns « criticai, t. TV, pari, i, pag. 103. 



ero que representa atl, e outros em quo corresponde a am, 
cvn, con e com '. 

Depois, a iina^ìaada censura pnrece-me inrolver urna las- 
timavel confosSo de bibliographìa com paleographìa. Por certo, 
na traosIa^So de uni manuscripto dos seculos medios darà por 
CTtenso paleog^rnpho aa palavras que achar em abbreviatura. 
bibliograplio, pelo contrario, na deacrip^So de um incunabulo, 
de um livro paleotcpieo, conservarli todas as eh ara eteri sticfts 
typographicas do originai, supprindo-aa, onde nas officinas fai- 
tarem signaes proprios, por abbreviuturaa convencionaeH. 

Ocioaa fora a allega^So daa grandea obras de bibliographia 
extrangeiraa para abAno de um facto que se pdde verificar de 
sìmples catalogo» destinados ao commercio de livros; e bastar 
-me-ha indicar o exemplo domestico, quo nos honra, das Curio- 
tidades hiUiographicat , cujo auctor, o ut. Tito de Noronba, ao 
deacrever o Caneioiteiro geral, hoiivc de representar polas siglas 
« cruzad' », a quinlient' « as raesmissimaB palavraa da subg- 
crip^fio final, occorrendo do modo possivel a falta de typos fae 
limite corno ob Didots os mandaram fundìr para o Manual de 
Bnmet. 



Fendo, em vSo, eate primeiro golpe, entra o sr. Adolpho 
Coelho a lamentar que V. Ex. tenba feito do DiccionarÌQ <t ins- 
trumento de vingan^» pequcninas, em que o seu espirito, cego 
pela paìxào, !be faz perder de vista o bom senso e a verdade ■ . 

N&D me parece que certas violenciae de expressSo poasam 
offender ninguem. Desattendido e ultrajado por outro homem, 
que fez o antigo stoico? N&o se irritou, nfio vingou a injuria, 
nem a perdoou; mas dice nSo estar injuriado. Motore animo noti 
agnotit quavt ignovisset. 

auctor do follicto procede segando a opiniSo vulgar de 
que as palavras, quanto mais grossas, mais aleijam. É urna 
infelicidade para elle, nada mais. Diz pois, nlludindo ao artigo 
que no Diccimario se inscrcvc com o seu nome : « So a paix9o 
poderìa dictar essas paginas, em que tristemente se manìfeatam 



;. xxxiv: Natalia de Wailly, ÈUìtimts 



inepcia, ignorancia e ma fé. » A innocua victima, preterindo 
a quBStSo de aaber d'onde essa paixSo nasceu , occupar- se -ha 
unicamente de exnminar & luz da verdade as paginaa desgra- 
cadas ijue ella produzùi. É-llie indiffereate o jui^o aue V. Ei. 
e olguns doa seua coUegas da Academia possam formar d'elle. 
Escrevp Bó para que o publico portugués, tfio pohre da aolida 
educatilo intcllectual , coolie^a a verdade. 

Entìio prosegue: ■■ ar. Innoccncio, querendo, ao que pa- 
rece, demonstrar a insìgnificancia de alguns tnibalhos de glot- 
tica que teaho publicado , e nSo tendo conhecime'ntA nlgum 
exncto d'essa scìencia e da sua hìstorta, pds de parte a questSo 
do valor intrinseco d'esses trabalhos e passou ao campo da 
inven^So e da insinua^fio meaquinba. Incapaz até de apreciar 
a parto puramente formai do meu livro , b6 conseguiu repetir 
o que um toi-dùanl critico tinlm escripto acérca d'essa parte ». 

Mais abaixo nccrescenta: « Nunca dei ìmportancia ao Juizu 
que o Afistareho Porlugvit fez a meu reapeito. » — a juizo 
que o Aristarcho Portuguis faz da.s minha.s criticas é pcrfeita- 
rounte inepto ». E de caminho, ao repetir o titulo d'aquelta 
publicB^Ho. que o Diccionario U Arùlareo, mnrca o sr. Adolpho 
Coellio com urna unbada s&bia a orthographia da obra. 
illustre professor de glottica (professor i« partibns infidetium) usa 
coro V. Ex. a charidade de Ihe enKÌnar a escrevcr ArùlarcKo. 

Mas quél Dga que se tracia de ponctuatidades de etimo- 
logia, nSo ha logar para beaita^Oes nem trans igenciaa. 

Judtciosamente discorre um auctor nosso acérca do cou- 
mum achaque a que pds o nome de egoUmo das linguai^: e o 
intl^rprete de Piatilo, Victor Cousin, com egual desafdgo argue, 
na traducijSiO das Leit, a desfiguracSo dos nomeg gregos, tìcìoso 
reflultado do eatudo da antiguidade hetlenica, excluaivamente 
vista atravéa da antiguidado latina. O sr. Adolpho Coelbo, 
que cita Platfto e sabe o alpha e o omega de todas as couaas; 



■ « Ohamarcnioa asMio osta tendencia univerBol em todoB oa jiovos 

fiarn aacianallzuretn a ortliog^apbla iloa nomea proprìos alheioa. Oa la- 
inoB tatinlzaram oa nomea gregos, oa pnvus do non? barbarizarom ob 
latinos, OH urabcs urabizarain oa duvos diulcctoa que ao oatabuleceram 
com as monarehias wisigothicaa, e nóa os moilemoa tambcm estro- 

EUmos rociprocamento oh nomos proprioa una dos outros », Nsvu k 
Anvk.Ltio ( Panorama, ISM. pag. 334 ). 



(]\ie nos briniln com urna reRexfio de Lottnei sòbre a orthojra- 
phia e cncogrniiiiìa da palavrn goiktco, e continua a dìzer lùrlaras 
as liDguas a que Schleicher rhama tata¥as; o ar. Aiiolplio Coelho, 
para ser Aherente, tinha neceasidade de escrever Aristarihe 
OH pelo menos Aristariho ', seguinclo na restHuicfio dofi nomea 
proprios uso hoje univorsnl rntre os philologos dii AUemanha, 



■ Nas etymologiaa do eeu dìccionarìo usa Conalaiicio eeie modo du 
transcTipcao da conaoanle irrega aapirada. « Notei — diz elle— a aspi- 
ralo forle ou X poi" 'U" '^'^ ^i" ^^^ <le ''^i e Por ph eni vei de ^w. 
O ypsilon de algìins vncabnios gregos mudci cm u, quando està letlra 
Ih e corresponde no termo latino a. 

Sendi) alias do perfeita applica^jlo A noBsa lini^ia o ropnro do Grole 
contrs a practica inaniFcslaìnente erronea de repreeeiilar em nomes 
gr^oa o r. pelo e inglfia, um aimplea cftBo de translacSo do Itappn em A 
parec« maravilhar o si*. Adolpbo Coelho. Orto é «ine na prefatSo & sua 
Phonalogia tas de proposito ama nota para extranhar que rùii se ache 
transcrìpto kubé. 

A (luestào : Deveremo^ esrrever sempre as palavras viitdaa do gl'ego 
segundo a ùHhogrfiphia latina , ùu aer>emos escrevel-as segundo a 
portuguisa, e conio bebidas immediatatuetUe dos livros gregos I toi 
examinada nas Uemorias da Academia, 1. Vili, pari, i, e reaolvìda 
conlorme aa ideaa do tompn. Dir-se-hia que naqurlte nnno {1830-1821} 
09 mais ardentes propujjnndores da orthographia elymologica se haviam 
pactuado para volarem o lianniin"nto do eh e do ph, os digraphos ron- 
Teacinno'^a e rlassìcos do Istiro, dosaforando-os da honntsa inoradia «in 
line eetavam noB Lusiadas e naa Decadus. Oom i> auctor das IleftexSe* 

Cias, Rodrigo Ferreira da Costa, e com o celebro jarìBconsulto 
uel Borges Cameiro fazia cAro o Jortial eneyclopeaieo do JobA 
AgnslinliD de Macedo (n" iv, ubril do IfflfJ} ; a nào li muito quo Jero- 
nymii Soares Barbosa, escrevundo enlSo a sua Grimmalica pHloM' 
phìca, oB acompanhaaae. 

Eni DoBSOB dias, e generalizado jk pela impronsa o nso quo chegiVra 
n eoDsidorar-se olitiolnto, a opiniSo d'estria homens aindn achou pcho 
no gremio da Acadcmia. Vg-se dos pareceres impressos doa ara. conae- 
IheiroB Viale e Antonio do Serpa , nas Tolbas avulsas dos Aponcta- 
mfttlos para wn syxtema de orthographia. N5o vao tao longc os doutos 
ocademicos corno Edaardo Raous, quo na Orlhngrapìuì ratxontielU tm 
écriture phonétiQue , moycn ^univnrsatiser ramdetnent la ìecture , 
i'icriturc, la bùnne proncnciation et l'orthographe, et de i-iditire con- 
sidérabìement le pme de» journauw et des livres (Paris, IStìT)) prò- 
punba a eliminacfio das lettraa C, K, H, X, Y, W, e six plantes paroait^i 
sur le vienx trono de l'alphabet, six lettrea parfaitement aupcmnea, 
doni il «prait grand tcmps de Taire l'amputation »: e por suo parte □ 
ar. A. de Serpa contenta-sc com a snppressilo do y e do k. 

Està Dllima lottra, c)Re, segando Duu1« Nnncs, k qaanto an noasa 
Ungo» & Bcriptura Portugupsa, he letra sobria. & ociosa », leve sempre 
entr(< n/is impusnadores o detensores, JoSo Franco Barrcto quer que ci- 
crcvamoB kcrrlìa, kieto, etc., e invoca eni defenaa do Boa alvitro 

Oregofl, romSoa, e loda n outra gente. 



uao que jà, com mais ou meiios restrìcjOes, ftdoptaram Tliirlwall 
e apóa bUb Grotc e o aeu traductor francfis aa HUtoria da Grecia, 
Cox DOS Conlos dot deuses e heroes , os Ménards do tractado Da 
Btculptnra auliga e moderna, Lecoote de Lìsb nos Poenas antt'ffos, 
nos Poemas tarbarot, nas traducgOes de Homero , oa de n Mos- 
khotì 1 e do3 Hymnoi orpHicor. 

Collaborador do Iteiatorio sóbre o proffrtiso dot lettra» em 
Fran{:a, Tlieophilo Osutier, ao nomi&r o livro doa Poemas antigas, 
applaude e oxclama: « Le cenlawe Chirou a reprit le k a '. 

Echoam pela terra os io*.' do triumpho. poeta recome?» 
o canto, e oa aona da kithara do divmo ÀDakr6i3ii repetem: 



plfiibeat le» -, 
ot ilo qui est 



vin, cbantons BaUibos qui invi'oU la danse. ik qui 
.». ^. ,^ rlrcs, <|ul est l'e^al d'Erde, guì onlbuiuDe KytlieK, 
U belle Kbaria! * 



Eatarà ainda o ar. Adolpho Coellio no tempo em que Nodier, 
dmtm- Neophobo, eacaudaUzado com a imminente ruina da 



C8los uoni°B itnonarchia, ehimiea, etc.l por-cA, soli dc-[)ar')c«r, qiu> 
adótc o k (los-(Jregu3 : pois ó melhor cliamnt de tura, unia leira Ès- 
ttangeira, iloquo eecrovur o g, que em Portugal geralmcnlc lum dife- 
real« prouuncia: o qoe uam BuccJe ao-ch, quo ja em muitas dìsoens 
eBt& rcc!biJo em Portugol, com privUegìoB de k n. Maia contenne Ab 
ideas de hoje é, porèm, a opìnìfio de Borges L'ornciro : <■ Pelo <iue per- 
(ence ao A, aòmeiita o poJeriamoB oacruver por eiemplo oiu kaitnda», 
paratheoe, parahleta, kaUigrafia, katmàgra/o, rfc: porAm o u«y pre- 
Minta rejeiut geralowale està lelra, salvo oiu alguns nomea pniprìos 
tomados de na^s estrangclras quo nelics a eacrevem, corno, knHh, 
katnpU, kirphman. ou sn eacreTermos algunin pulitvra gri'i^u aem a 
tradUKìr, corno ni> kyrie eltUon, ou oo foemina akoumox (muiÌMi- »m- 
mutulaj de Lucrt-cio «. ( Gramm., Orthogr., « Ar^ihm. Port., p. 19l>,) 



Chlron n'repris b A, qui lui donne un aspoct plus (aroucbe, et tea 
noms de lleux ne aa produiaeut dans les vore Ju aoÈUi qu'avuc lour 
Téritablo orttaograplie ui lears ópilhéteB traditioDaelles.— ...BientAt 
Vm se tait & wa reatilutlgna dea noma aoUquos qui ucuupont d'aliurd 
un peu l'olii, et l'oa joult sana eOort et EBiia Tatigue de culle poesie 
anaU^re, noblu et puru, qui prodnìt l'cffoC d'un tempie d'ordru doriquc 
ddcoupuut sa bUùuhvur sur un fund de iuoata}[Qos violeliea ou sur 
nn pan ile ciol lileu u. [Itayjiort mr Ist progria dei lettrea, ItjGS, p. 91.) 



i da historin, cxtranhnva a Thierry o emprégo da 
lettra K, cette yerptndicKlaire maiasade, armée de deìix poialex 
nbliqneii et divergenUs? ' 



opiniOes em orthopraphiii poderSo 
mas nSo tanto ae suas ideaa BÙbre 



Sendo assim, as suas 
manifestar al pira atraso, 
eloeujfio. 

Que, ha cem annos, Bufl'un, compondo a renda dos punlios, 

escrevesse centra o nenlogo Mercier ii apologria nobiliasima da 
urte e do estylo ' , hem estava. A multiplicidade da conlieoi- 
mentoB, a sìngularidade dos fnetos e achados novos, jiisto era 
fle Ihe entSo affigurassem, emquanto aos livros, nJlo bastantes 
Hadores de immortalidade. D'ahi as palavras do famoso dit- 
enrso de reeepfHo : n S'ils aont écrìts sana goùt, snns noblesse et 
sans genie, ils périront, parce que les connaissances, les fsits, 
les découvertes s'oolèvent ajsément, se transportent et gagnent 
méme a étre mis en oeuvre par des mains plus habiles ». 

Mas Buffon stì podia ser cartilha pnm o sr. Adolpho Coe- 
Iho emquanto « o podantismo da escliola reagia BAbre o aeu 
espirito ». Hoje, se o Arùlareho Ibe nota a dureia ferrea doa 
pcriodos, e afflrma que a propriedade nos termos Ihe fallece ; 
se accusa do desconhoeer a locucSo castiga e de infringir 
as regras grammaticaes uà mcBma obra em que tracta de arvo- 
rar-ee mestre da sciencia, o sr. Adolplio Coelho responde 
que o poucto de vista sob qite trnbalka nbsolutamente diverso, 
a poncto de vista do auctor d'esse livro, corno o de todos que 
fazem a crìtica d'easa maneira, é absolutamente diverso do 
poncto de vista sob que trabalbo. Nilo gasto o meu tempo a 



I Aug. Thierr>-, Dix ana d'éludes historiguns, pag. 585 ila ed. de I1S>9, 

* Philarète Chasles, referind* as vicissitncleB historicaa e eatab»- 
tecendo a liccio genuiau da celebre phrase Le style est Vhomme jntmt, 

f braso sóbre cuja lidiina intelligcncia tSo divorsanieute diacorrera JoSo 
aulo e Uesel, Edmoad Arnould e o auctor da Gj/mnastica intellet^Mal, 
dìz: n Buffon n'atUquail pos Beulemont les fanaliques d'irrégulariU, 
d'inapiration fébrile et de oitliyrambe seatimental, mais tout un groape 
Bciontiflque, ennemi de l'art, faìBant bon marcbé de la forme et au 
style, n'estimanl qae 1p foit. rìnventlon, la découverto, rexperienee, la 
manipolalion, le inécanisnie, la scìence en un mot: groupc qui n'a pas 
dimlniié, taibli aa recale depuis cetìs epoque, et quE BuITod plus que 
personne ftait en droit de combattrc u- 



ftrredondAr periodos, a consultar o diccioimrio de epithetoa, ou 
a evitar oa pneumas que me sahem dos bicos da penaa ». 

Procedendo do sentiinento Taniiliar a urna plebe de escri- 
ptores que, ù Ferreìra, ó Bernardes, 



e A tea parells. et, d'un ur trlomptainl, 
iMm de nicaco Betrit qui leo defead ■, 



resto addivinfaa-se. É a apologia do calSo ', um dithyrambo 
«0 enxacocD.. . 

Credo em 11, deus: a Ib viva... 

livro ^nii de Quinctilìano : Cicero, Orador, cap. xxiii... no 
envés ; a negHCfio do Oh ne ut que par le ttyle ( Chateaubriand ), 



* Com a accep^o de gira, algaravia, vasconi^ ou germania, falla 
em MorBoa csla palavra. iJsii-a, vnleiido-iui^ da auctorìdode do sr. Mendes 
Lcal: ■ D'cste modo, quaiquer Far^ em ealiìo disputa prima/ias eoo) o 
Alfageme ou Frei Ijuìs de Sousa » [A America, voi. 1, pag. 33). 

Pela declaracào estampada na caderaeta aO" do Grande Diccionario 
portuffuis de Fr. Uomingos Vieira, sabi>mos liojo que n oa IrabaUiOB 
ne revis^, elymoiogias, accresce ntamentos, eie., ole,, da lettra C era 
deante, sSo leitoa pelo disLinctÌBsiuio e jA bem coohecido sscriptor em 
tiabalhos profundìsaimoa da lingua portuguesa, o EJun. sr Àdolpbo 
Coellio B, Alli, se uào monte u fama, cada vocabulo n quaai que per ai 
eonslitun uum monognipbìa ». Consuitaila, comu a urgencia a reqoer, a 
monograpbia do calao, encontro. addenda unica no que vom em Moraes : 

« a. J t OALiO. s.m. 1?) Oiria do9 liidrSoa: geringonca. » 

ElollDitAoaJnha tolvez Dito satiufactoria, que apeoas cusla aaa aa- 
•ignantes a suppresa&o, tre» linhaa aeima, de nm log^ar da I/istoria 
(ta India de Piato Pereira, aliogado por Moraea deade as primeiras 
edi^s. 

Em tal penuria, a obra de Franeiaque -Michel Èlades de philotogie 
eomparéc sur l'argot et sttr ies ictiomM analogves parlèa en Europe 
«t m Asie a pondo nna acode com a llneza do urna pagina eub a 
rubrica di IcttroacapiUiea: CALAO ou akoot naa volkiirs i-urtiious, 
onde se ve que o porlugu^a tom, corno as demaia linguai da Europa, a 
na Dira, \ i-xiat^ncla d'eaù para logo so comprova com exemploa 
eolhidoa no 1° voi, da Prei Paulo, ou os ioit TityUeriot (LiBboa, IHU], 
" roman portugais écritpar pluaìenrs hommes de lettre», dont le plus 
remarquatilir était M. Corvo de CamÒes, mi-mbre do l'AcaJémie de 
XJabonne ■ — justam^nte a meama curiosa Hcfào de que o Diccionario 
■tibliographico dk por aucloroa Ajma l'iiito de Souaa e o «r. Antonio 
da Cwilia Sonto-Maior. 

A maneira dos seus illualrca owmplarea dea romanecB ile Suo e 
Balzac, nlguns doa personugens do livro [alani ti« sua Hnijutigcni de 



do Ce qui me disliifftte de Pradon,cest guej'e saù écrire (Bacine); 
urna uJinullasSo universal em Bumma de todas as fórmulas da» 
velhas poeticaa e das philoaophias novaa : SwrtoiU qn'eu vos écriu la 
langue révérée . . . (Boileau) ; — j1 etocut&o é tkdo. Urna senleHca... 
(Filinto): — Il faul, avanl loul, que l'homme de Utires possedè la 
piilosopkù et le ^itie de la parole. San» cela il ne iawa Jamait 
frapper la pensée ( Proudlion ) ; — Cesi le stylc qui fait la durie de 
tamre. Oles sa forme à Homère, vow atez Silaubé (V. Hugo). 

n Para mim — continua o ar. Adolpho Coellio — a lingua é um 
facto, cujos momentos e geaese tracio de estudar, sem attender 
fto resultado practico que possa provir do meu estudo u. 

Se o resultado prnetico llie n5o importa, podiamos per- 
guntar-lhe para que se dà entSo ao trabalbo de. imprimir ob 
sena livros, e até para que os escreve. 



calSo. su d'ell'is conhec I \ ural n ole w-o tb u men or a tal ou tal 
capUulo dna Mwraeeis e al nua p mos a lor as palavras Bolon Ben du 
poeta [t. VII, 8» ed. do 1882 pag 3~H dS3 

« Ije peoBitur qui sb détournern t de 1 argot rea^mblera t fi un 
ehlrurgion qui se dÉiournerait du u e re ou duna verme Ce s«rait 
un philulogue hésltaut à exam ner un fait d la laugue uu pb losopho 
hésitanl fi Gcruter un fa t de I buj aniU Car 1 Ijut bien le d re & 
Mux qui l'ignoreut, l'argot est tout eaaamblo un phenoména httéra re et 
un résuluit gocial. ^u'est ce {uc largai propr ment dit^ L argot est la 
langue de la iniséte. 

Il ... Faire Biunager ut soutenit ou d sbus lo loubl u dessua du 
goulTie, ne fùl-ce qu'uo tragm nt d une langue quelc oqu qua 1 ì on tuo 
a ])arléa ut qui se perdn ( cest ft diic un d s u n s buns ou inau 
vais, dont la civìlisatioit se donipoa ou ss con pi |u e sL tendru les 

aervice, Piante l'u rctndu te vaulant ou ne le vonlaat pas en faisont parler 
le pliéniciea à deux aoldats i,artbag)Qo s ce ser e M li e 1 a rendu 
en faisaut parler le levant n et toutes sortea de paiola Sx Unt de ses 
perso» na)tc3 ». 

Snrde-Qos porSm — opaae aa eoi n a nssu i to — a 
qnestào doa versos em cari T 1 nguti 

punica e que se nào pa m 

todo o Diundo, dix Uu.1 n N t^^ 

do t'^mpo as linguagei s do ar 

Adolpho Coelho, a sci u ai 

reduzlam a puro irland s na op o u d ^ a r ej u \ lu na 

proVBVf^lmenle dizer, que oad m ac cbamou e anctor do Ei»a o i ubi adu 
em 1753, An Easay on tìm aiUigu iy of the trtsl languag f j a 
eodntton of thf insh vnth tht punte language unti am f ì o ng 
Ireland to be tlie Thu <• of the attcxents eU, Leo £ic u> la o qut 
eslropia tìlulos de livrea e nomea de auctnr^s 

para cuncluir quanto k obra de Fra caiu Mi bel nolare que u 
abalisaitu pbilologo poJer a ter visto e n Bluleau I ocabular\o art 
Oira (u palavrn que e desc nboclda a todaa aa dades da 1 ngna * 
assevera .). l'edrii Kibeiro ), Giria nu (rira do SujiplomvntO, duas Uataa 
niaÌB cgpiusas de cupressòes da nossa gira popular. 



« Por mnis que os grammatico^ legislcm e pratendam iic- 
inobiliiar as linguas coni as regra» por elles invenUdod, e. 
qae qua» sempre nBo silo mais quc a m& eKpress&o de uni 
fiwtto, ellaa aegueat ÌDoeRtiant«nieiito o cureo de suaa trans- 
formacaes «- 

A:>i linguas s&o variaveis, quem o nega? n É uni ficto co- 
nhecidissimo — diz em outra parte o sr. Adolpho Coelho — ; 

iioa se duvidou d'elle ; nSo valia a pena insistir nnmn nocAo 
elcmentarissima » '. Sim ; mas um philoLo^o illnstre, que 6 a» 
masmo tempo um luminar da aciencia medica, jii obaervou qn*, 

no organtemos vivos que aSo, aa Unguaa, juactamcnte com 
«ma Tìda e urna plysiologia sua, teem tambem a sua liigienf 
ftBpecinl. Verwltil corno os idiomns, o sr. Adolpho Coellio beai 
' 4 reconliece, tasto que se dA pressa t*m acoreacontar: (Quem 
Uà ou escreve urna lingua so é obrìgado a empregar aa fórmas 
e construccdes grammaticaea d'easa lingua u. E, gra^aa a eatn 
coofl^s&o improvjaa, aqui u«tà urna contenda que por 8m pSi 
de accòrdo as opìnioes dmideotes, e uà qual, comò na peca do 
tragico iagléa, tudo està bem porque tudo ocaba cm becn. 

Maia algum acatamento ia fiìrmas e coostruc^Oes grammii- 
tivaes, eia ahi, ets o que se princLpiou por pedir ao sr. Adolphu 
Coelho. Deaejou-se-Uio depois alguma cortezia de Uniruagem. 
Entendeu-sc que o respeito para com as vivos, que ulgum» 
coQStdemc&o para com mortos nSo enim absolutamente iiicou- 
ciliaveiii com a aciencia. Imaginou-se que, para dar-nos, conio 
V, Ex. diz, a peregrina notidade de qme o portugvéa tem do 
lati«t ', n^ liuvia, em rigor, necessidade de ìnjuriar a quanto» 
em Portugal pxercitain n protìsafto das lettras. 



1 I n Nb «clencia da iinguaguni a prinieira idea, o priniciro prioaiftt» 
i que u liiitningcm an Irauatoiina ». V. àuolpuo iJobliio, Intrutlucfi-j 
■0 Granile Dia:, port., 1672, pag. xvu.t 

1 u K o inala (erto linài que o Komaao p6JB dir aer Eapwitiu 
sudltu no sea Imperio, ni asrA suas coróuicas e uscriturits, uà estas, 
wuila* uexea aà fiiaorfimicB au «enhor de quS t&lniii : maa a sua lingoA- 
sem qui- nuB ilcon em lestimunlio de soa attoria n. Jo9o do Barro a, 
Dialogo em lovoer da notta tìngcag^m, Uaboa, la*) (CofnptiofSo *? 
ruT-tcu obrat, 1786, pag, 23111. — " Mas o Latim. que aaquelles tòpos, 
Ai onlros muytM dcapoys, ae tallou 7 fortogal, ni era puro. dS grama- 
lical, cotno vemoa ? inuytiis doacaì:B, quo nosaoa istorìadores trawm è 



18 



Vejamos agora em que termos o sr. Adolpho Coelho julgou 
airoso e digno de si reconvir : 

« So num paiz corno o nosso, onde nunca se soube o que 
seja critica, e os idolos litterarios andam involvidos em cond!- 
tante atmospbera de incenso ; onde a educatilo intellectual prodnz 
servilismo das opiniOes, amesquinha os espiritos, tornando-^MS 
incapazes de se emancipar dos preconceitos, é que póde haver 
nm academico assÀs inepto para publicar essas palavras que 
acabo de transerever. Nem uma palavra para provar que sejam 
falsas as minhas assergQes acòrca da ignorancia que em Por- 
tugal existe dos trabalhos da moderna sciencia das linguas; 
dos erros de Ribeiro dos Sanctos, cardial Saraiva, Jo&o Fedro Ri- 
beiro sóbre a origem da nossa lingua ; das etymologias absurdas 
e ridiculas que se encontram no Diccionario do sr. D. José de 
Lacerda; do meu juizo acérca do livro do sr. Leoni ; ou para pro- 
var, por exemplo, que as opiniOes relativas ao latim vulgar, expres- 
sas na Introducano da ffisioria de Port%gal do sr. A. Herculano, 
nSio sejam erroneas. Provar é proprio dos espiritos logicos ; com- 
prebende-se, pois, que sr. Innocencio so declame e nSio prove ». 

bdjo d'està formidavel objurgatoria, jÀ que o nSo posso com- 
parar com o do cavallo grego, origem das desgra^as de Troia, 
consideral-o-bei similbante &s fortalezas pintadas das guerras 
da China. 

De loiD c'est quelque chose, et de près ce n'est rien. 

£xaminemol-o por ponctos. 

1°. Iffnorancia dos trabalhos da moderna sciencia das linguas. — 
Subministram provas centra està assercfto: 



suas obras.... Mas «oìiio <|Uijr ime. fosj^o, da Lingua Latina, ou Ro- 
mana, leve principio, &> nome o Romance, de que agora usamos. & he 
cdmu pàrecer entro todos os doutos; & o mesmo sentem da sua os 
Francezes: donde if antigo Po3ta, alegadode Antonio Dominico, S o sen 
Assertor Gallicns, e. 9. oisse. 

Vn Clerc de Chasteaudtm Lambert Licors la ftty 
Qui de Latin la trest, db en Roman la mit m . 

J. Franco Barrato, Ortografia da lingva portvgve^aj Lisboa, 
1671, pag. 27. . 



As ReflexóM ethmgraphicas^pkUologicas e kùinrtras a profosito 
lU umOr ptiblicatào rtcmle s6hre a origem celtica da /iapiM porlugwta 
[Panorama, 1H44), onde o sr. Alextmdri' Herculimo, reportan- 
(lo-^e li opinìBo (le que as lìnguna (In Europa (■hnmadas mlies 
I primitiva^ teem urna origem cominum — « o aanskrit, ou 
n mais auti(^ idioma que o ^rou, e tniubem no grego, oo 
latim, ao teutonico, ao slavo e no celtico a ' — se mostra fami- 
r com &3 elucubrncOea dos pliilologos de Allcmnnha e Ingln- 
terra. 

A OracBo inaugurai uà abtrtxra do Cuno Superior df Ltifraa 
em 1862, pelo sr. vìsconde de Paìva Uanso. Ahi apparecem no- 
mencladoa as publicacOes capit&es relativas às lioguas e litto- 
nitum da India. Entre oiitros, .aflo os nomes de Schlegel, 
Bopp, Lassen, Kuhn, Pott, Aufrecht, Bòhtiingk, Dorn, Oppert, 
Pictet, Eichhoff, Dumast, Renan, Whitney e Ascoli invocndos 
i npoto dRs nocOes da modempt pliìlologia; e oh de Creuzer, 
fìórres, Mas Mtìl!er. Roth, Windischmann, Mannhardt, Benfey 
e Alfredo Maurj ailumiani a iniciacfio nos resultados da roytho- 
logia com para da. 

A serie de artipos ìnsertos pelo sr. dr. Rodrigfues de Gus- 
m&o na Gatfla de Porlugal (julbo de 18&4 ), onde, tractando do 
discurso pablicndo por D. Pedro Montau com o titillo J}el 
•aiMto y el neologùno, e anal^sando-o A luz das doutrinas 
modernamente recebìdaa eAbre a origem e forma^&o das lingua-s 



■ As idoas actuaea st^bre o parcateaco do gregtt, do latim u do 
I sanBkrllo esUUi claramente exposloa dusUb palavms do Max Mu^(^r: 

u Sansluit ia not the aiuUier of Groek aod Lalin, aa Latiti ia ot 

['rench and Italitu. Saaskrit. Greek, and Latin are sislera, vnrielies 

' of ono und the Bome type. Tlicy ali poìnt to some earlier stogo when 

[ liiey wuro lesa ditTerent Trom caeh olher Ihitn they now oro: bui no 

i more. Ali wo ean s«y in favour uf Sanskrit ìa, Ihat ìl is ,the «hìuat 

l SiBter; that it lios rciaiaod many wofls uiid ttrnia l'&i clinnf»! nnd 

I «orruiited thon Greek and Latin..., The only disiiaction wUièii San- 

j skrit ìb enUUed to clalm ia tliat ffhleh Austria usnd to clalni in the 

I Gennun ConrerleratioD — lo he the llrsl anioDg uquals, primus irUtr 

[ pare» n. (Lectures on the fcicinru of lamjuage, !>• ad., 1071, t. Il, 

f Mg. Hit.) — M When Sanakrit had onc<! assumed ita right position, 

, wlien ]K!0pIe had once bccome fiiiniliariaed with tho lilea thal thi^re 

must liavo eiÌHted a lunguage munì primitive than Greek, Latin, and 

Sauskrit, and fomiing the comuiuii hack^roaud of tbes« Ibree, aa w?ll 

M ot the Tflntanic, Ccltic, and Slavanic branchea ot Bpae«h, ali Iati- 

rigea aeemed to l'ali l>y thcnwclvoB into Ihnir righi poaìliun n, fl'om. 
pag. IM.) "^ 



t)Ue o»« nossos maioreg di^tiain romunees ' , e que lioje ciia- 
mftmos novolatinas' , roma»at >, ou tumbem romanicas'' , se 
mostra profundamente imbebido nas ideas do seu nuctor, jii 
de Biites BCreditndo corno pliilologo pelo ensaio do Diccionario 
tttmológico de la ieagua cllslellaHa, Madrid, 185G. 



' n ... Me a Tìndu dos Vandalos, Atanos, Godoa, di SueuoB, & 
outroa barbaios qne aoe Bomanoa auccederaò, & corromperaò u Ungon 
Latina com a sua, Ai a misturaraò da maitos vocabiiloB assi seas 
conio de outroB naciJeB burbaraa une conaigo trouieraù, de que se veu 
tOasr a linsoa que oje fallamoB, qne por sor Ungoa, qu« b^m fonila- 
■neatoa da Homaaa, ainda que corrapla llic chamamoB oje Roma/ice u. 
DUAitTH KuNEs DO LiKo, Ongem da tingoa portegjyesa, lii06 ( pag. 31 dn 
ed. d" IWl]- 

* a Depuls quelquc tsmpa, sona prétoxto que néolati» est un mol 
liybride. on dit souveat noBolalines, mot cncore plus barbare, oar a 
compose Sst contraìro an genìe de la languo latino •>. Gabton Pabis, 
Introdmction à la Gì'ammaire des tangues romane^ de F. Diez, 18U3, 
pag. 90. 

> a Os romonoa chamavem latina a sua lingua; romana veui 
apenas urna vez etn versos cilndos por Plinio, Hist. nal., itl,2 [ leia 81,3 j 
e raramenle se encontra lambem na edade media (cf. \. W. Sehlegol. 
Oiiere., oot, 24). RoiitanUche Sprochen {litiguat romanUai ì é ex- 
preBSSo odoptaia sÒ modernamente, e na AUemanba, para denominaqfio 
geral de todas as quo proouderam do laUm. Onda urna d'esaas lingnas se 
arrogava outr'ora aqu^lla designacàn. O antigo trovador Jaufre Kudei, 
por esemplo, diz do provencal [Bartsch, Chr..-il. prot.. Gì): 

Seoes brau de i>ar»(Hmlau 
traicet lo vere que diBUtua. 
plKQ Bt en lengi rammi. 

fer una prosa en 

io, (Uè Sarmiento). 

, ^ , 1 (vej. 09 ewmplos 

n Raynouard, Choia:, VI, 87t), o «abatantlvo do provencal e do anligo 
fnincès romani, hispanbol romance, ìtalisno romariao, formado du 
alvffrbio romanice, posto uào (osso uso dizer lingua *-- - '*" 



ninido romani-ium : d'alii o verbo proveacal romamar, romaacear, 
Raynouard, quo por tangue i-ariiane anlenaia nnioamento o provanflal. 

Para as designar geDcnoamente servia-se da periphrasu langues de 
Europa latine, e pur ultimo do composto niolatinea, que acliou mÉs 
acceilHvtio D. Friciurico U'iet, Grammnlìk der romartitchtti Spra- 
chftt, 3" Fd., t. I. 1870, paif. 73. — a La location latine n lingua romana ■ 
ddsl^ait soas les Cario)iringlflns, la lanaue (rjn^aise naissaate, le laUn 
ntslx^: par onposition 6. a lingua latma n, qui déBigoait te latin ela«- 
«gwp B. A. Braohet, Dictionnaire élymologique de la tanfi» 
frangaise (1870), «rt. Roman. 

* Exomploa d'eata variedade de deaignocOes : 

a PrìmeiTO a ProTeaca, a provincia piir anlonomasia, que (óra 
ewmpta das gnerras e mal toeada pela conquista, depois a reU(RU 
dOB cruditoB, conlinuniln sempre, e crescente até o secuio XVI e Ulvot 



estudo do sr. Julio Cnldim aObre a Cempetirào ilo ai-ligo 
ipeloB, em defesa de urna asBereno da Qrainmaliea naeional. 
AdTerte, depois de apresentar um quadro dos artipne non 
principaes dialecto» neolatinofl: «Agora era o lopnr de citar 
l'dbre 11 fonnacDo do artiffo pelo o pareeer dos pliilologos qiie 



\k fópft teem escripto e estilo 



ilo sObre a fonnarflo da» 



lingiias romanas, o rora o seu voto auetoriitav a aossà don- 
trina ». {Gateia de PortHgal, U de feverpìro de 1665.) 

H flnatmente un obFiervni^i^efi do n. dr. Pereira Calda» ncérca 
do opuficiilo descripto sob n° A, 2586 do Diedokario [t. Vili, 
'887 ). nas quaeH nos depara a indicai^Ao (los trabalboa gram- 
maticaeq execiitados pelo» hellenìsta» moderno» (nfio todosnem 
OR principaes) que em \lleinaiihn e Franca deram novo rumo 
philoBophico Bo estudo do urep) '. 



;il<^ lioJH, relrotrabiram a liiiRua l'anni» para ii lingua romana: IhU- 
nUaraiii mais u mala a deffenerado romance para a nuu oriupui . 
miis nil» Foì itar-llie ani cliaiuctur qae cUc nfio livesev, \''\ npumr-llie 
o ehamcter que se Iho all«nlra ». G arre ti. Carta bob MPtoreR 
do OjrtMevlo arérra da ofigem da lingua jiorltigueiia, 1814, jtua. nv.— 
■ Quarviii al^ne, coma Ita^onnrd, «luo o proven^Rl, itlianiti <ioe tio- 
vadoTOB, (uBsu a vonladcira lingu» romance, typo uno e antico df. 
lodas as mtia. OutroB impugnani formalmenli! essa unMa-le dos dia- 
leetoH nio-latinox ». M o n d e b L e a 1 , As duas Peninrulas ( Ama- 
pica, voi. III. 1971, pag. Ti). — n Na recoDstnic;fta dassica dna Un- 
gnaa moderaaa, e priucipalmenle nas i{ue cliatnam neo-romona», ou 
aaa do moio-dia da Ivuropo, ceipiuccmo'-nos de qae A ortliographis 
andava liitada, corno parte PBStncìal. a onho^pla e a pr>i)>o<lìa doB idio- 
maa rlasBìcoaii, Latino Coellii», Inttrucrao popolar (0 Pano- 
rama, IRìa, nag. iiff J. — n Muratori n5o attenileu a ijoc «atea irea 
■eculos da eoadii media (oriun um pnriodo de elaboratilo, lenta, ^im, 
mas jioderuBa e (ecunda; perìodo duroulo o qual. sceundo a noasn 
opiniaij, coiiiccou a adberoncia de idiomaa locaes a lingun <la socie- 
dade romana, j4 modìllca>los por està, j& nioditlcando-a, atf' que, tuo- 
itidoB, dito aa novaa linguiiK, a qui>, pela sua lign^Bo coni a alma matei; 
chainAmos Binda linguBB rotnanas ou rmnancen », A. S o r n m " n h o , 
Origem da lingua portuguaa, 19B7, paic 18.— <■ *'i eacriptoB de 
Fnchs, de I.ernclie. de WonFmpp, do Blon-lelli. de Hammpr, do Oeliui. 
de Corssen. leem ccnlribuiilo poderoMmcule pam cAclarci^cr aa OrìKent 
dna cSnco linguua romanitaa ainda hojo vivns, o italiano, o porlnguAi, 
a eaatelliano, o trancte e o wulanhio, e d't'ata lluKOaceni ondo bk .ìimvo- 
ram tnntoa e tio tomoBoa inonumcntuB Utterarios, o nnligu prrj\en- 
(al B. Il a t i n o C o e 1 li o, Ralatono da rommùi»ao enraneaiili' it<^ 
pri^r 4 Acadvmia Seal da» Srintcioi de Litboa motto 'k Ignar 
A •>/fgito a puhlicr^So do tHei-.ionai-in da lingua porluguem, W70, 
pag. 17. 

I NnsiA rcgenha. roT(oeain«nte ilcroctiva, cabnria um ilos primeiroa 
lognTPB HO sr. linaio fìomna Montniro, bc por (nrtnna Uvcsacni vindo a 
lame oa vus escriptoe, inaionncnie u osludo ucArua do AmadU de CiiHld, 
«itja pubiicHrAo j& ctii ììHB, nu Cio-fn atìbrf^ <i rìtuartTo da ilìia ile 



lato quanto aos eacriptorea vivoa. D'aquelles cujo nome a 
morte npagou. baatnr-me-ba aponctar o insignissimo linguista 
Gomes de Mouru, e uin unico doa aeus lìvroa, a Noticia ime- 
cincia dot monvmentos da lingua latina. Dez pagina^ da intro- 
duccfio offerecem, 8<5 de seu, uma exposi^So completa dos prin- 
cipioK mais adeantados da scìencia philoiogica. Heferindo-oa 
3ummaria niente ; 

OpinìOcs s6bre a queatfio da origem da linguagem, estu- 
dada deadc Lucrecio até Herder [ §§ 7-13). Phenomenos d» 
altera(;ao daa lìnguiis. Dialectoa portugueaes ' {§§18 e 19). Theo- 
ria da alfinidade. A Ruropa deve a Asia suas lÌDguas dìversfig, 
aaaim comò sua popiilacfto, e em (terni suag opinioea, aciencias 



mento de d 

da VigBo dos temyoK 

I Inaanaavcl na inveatlgs^So dna nosson monunientos liltorarioB, e 
lenilo o doin da critica num gran apuradissimo, J. Goraea Monteiro # 
seni duvida aouclle a quein mais competia escrever a hiatoria litt«ra- 
rla de FortnjtBl. ami ^sludo sùbre o Amadia de Gaula é um traballio 
dev incrivcl paciuncia, um archivo da meltior e mais vasta erudicSo, um 
modula da ninia fioa critica lilterarla. Quom conticctr a difliculdade de 
ir buscar e indagar a ong»m d'estc liviv, para o que 6 Decegaario largo 
conLecìmenio das linguas e iiltoratura proventaea. avaliari o trnbnlfid 
quÈ Di'- tenì dado. A critica mais cdgente nSo terA por certo unr nolai' 
nesta obra, que è ao mestno tempo um catudo sAbre o romancn de ca- 
vollarìa, sdhtn a sua signiDcacùo i* importanza na lilteraltira d? cda:le 
mèdia, e aùbrc a romia(ào daa lin^aa do meio-dia, e sous miue prp- 
cioeoe monumentos n. A. Sorouenho (Abd-Allah), Ite'cista litteravya 
do Porto (Hetnsta Pettinnilai; II, 1S."«-£J7, rag, 812). 

II A renascenta etn Portugal deve^ae a trea homena, Garrett, Ator 
xandre Herculano e losé Oomea Monteiro. A tatla de ambitSes, a 
deepreoccupav^ <le si, duib abne^atSo qnaai iadoscalpavel, flKerani 
Cam que o reslaui'adoi' de Gii Vicente nào atirasae à luz a aaqueii' 
eia das auas eiiiloraj^m : nSo veiu tornar a parti< que Ihe compeUa 
na aureola do gloria que cìnge os nossoa dous maiorea vultoa liUe- 
rarioB. Este ìleacuido (ez cum qne o dGsmereceaaem : ti&o quiienu» 
acredttar na boa t6 doa seas ttieaoums. Firme no aeu plano, Jo*i 
Oomea Monteiro oontinnou a t>reparar oa aubsidioa para a Sistoria 
Htleraria de Porluiial ; eia eaaencial um trabolho swro a fonnacStt 
da lingua, Tnadou-o a^bre oi monumeotos primitivos de pofaia, sAbre a» 
carliis doa roraee, aóbre as locu^&es da litteralura culla, coadjuv^o 
pelna deacobertas recentee, e pela dlrcccào acienlillca que neaae tempo 
come^drastomar a lìn^niiatiea h, I'heopiiilu Braoa, J. Got7tt3 Afonirìro 
(Rtcista eontemporanea di- Portugal e Bramii, V, 18M, pag. 338 ). 

1 Pvofundo deaaccordo na questuo; Que voni a aer nm dialectOT 
aparta dcade log» lienitn do auclor da Grammaire de ìa langue d'óil, 
Antns di> aesigualar o equivoco dos que imaifinam siirem em toda a 

Sarte oa dialetiioa comijifòea da Unguagem Utteraria . eatabeleoe Mu - 
liiller a neeeasidade de determinar o que elle entende por dialecto. ^ 
Whiint'j- nSo heaìla cin declarar crroncas aa opiniòca proItsaadM 



verdnduiras e fklsas, artcs e usos (§ 17). Intuito^, alcunce e 
utilidade da compnra^io do tnaior numero de lìnguas, corno fun- 
damento da scieocia etymolog'ica e fonte da theorìa phìlosophicn 
da gramiautica (§§ 21 e 2fl). Difflculdades- Proeosao de averi- 
I gua^&o a ponleriori ad pHus ( § 15 ). Vicìo de antip^^s syt!temas; 
falsidade ou incprteza de etymologias qiie passavaia por exa- 
ctau. Principio^ demaflìadamente universaea quo a compara^So 



ueeto oasumplo pur Max Mailer c^ Kenan, e &s doutrinas de sQibos 
OppSi sen apliurianio : n Dloli'Ctic voriety impUee originai unily ». 
\Liinguage arù the itudy of languoge, lw7, piig. 176.) 

Uin eacriptor dosso di? grande nome obscrvu ijue a lingua por. 
tnguesa, quasi unica e indivisa, apresenta o plipoomi'no singular d? 
n&o ler um b6 dialecto provincial bem characleru:ado o distiocto. Outro 
diz : o Bm muitoB reìnus da Asia , princi paini ente nos portoa marìti- 
tnoe, Bc fala um diallelo portnguèa, corno lìnguaffom communi eulre 
sqUT'lks povos, quasi da mesmn maneira que na Europa nos servimos 
do fntncfa n. Analonanicnte aflimia, traclando do poriuguts, um au- 
ctor extrasgeiro : a Soit sur le coniinent, soit dana lea colonica, il 
n'olTre pna da dialectcs, mais seulement Jes varitEtés. ti a produìt un 
jargon analogue à la languc franque, jargon nommé lingoa aerai, et 
parlfi anr lea cótés orientale et oecideolalc de l'Afrique, et le long des 
cdlea de Ceylan et des Indes ». Diefeobacli, aut^a de toiloa, dcclaràru: 
a Nio pod^moa mencionar difTereni'aa importanl^s de dialecto, salvo ec 

SuiwrmoB eicpptnar a lìngua vnlgar dn provincia hispanhola lìalliza... 
[as Indios occidentaes, onde ss fala undÀ multo o pottusuès, formou-ae 
etn al^ns Ic^ares uma mitturu orni o indiaau: e asalm tambem na 
Aln<?rica ». (Ueber die jeUipgn romanischirtt Srhriflxpraehen, \(&l, 
paa.dtl], A sua parto, o ar. Adulplio CooDio entende guc ha verdaduiros 
aiàlectoH portugneava: • O gallego, por exsmplo, nSo é um dialoolo liis- 
panhol. maa eim um dialecto pnrtuguès, mais proxìmo do [alar de 
D, Vinis quo a nossn llnguBffnm d« lio)e, OBsim conio o dialecto de 
Cef 13o. que é niio oomii ae imaginou niua corropcAo da noasa lìngua, maa 
no aasvuclat bom portugu^a arclialoo », [A lingua portuffu^a, pas. tv.) 
Pallaram-me absolatamoate tOnnipntoB para o exame d'eata ultima 
ccpocic, Brunct [VI, 5"pd.) desoreve aob n» 1117(1 um livro que nBo 
pude veri Prtmeiro* erufnoj ne iingua porluffueia de ilha iJ« C'Hjlntt. 
firal iHilrwIiont in (Kn Ccylon portùguesv iangv/tge, ftgando pei 
imprefxaiio, il^ W. B. Foie, Coloiribo. 1818. E nut catalogo do livros 
do plillologia orleolal publli-aJo nni !tw)6 menziona a aeguinta versfio 
eui ■ indo-portugut's ii : Bibhu. Sora Testantanto de Nassu Senhor 
« Battadar Jcirui Chn.'to. lradu3xdo ne indo-pwtugu^m. Colombo, 
oBleiiin <ln Miaaoit Wealvyan», 1BV>. Na inlroducuiLo i tìrammatka da 
lingua coneani do pa-lp- Ttiom&a Estevaiii ("> ed., Nnvo-Goa. Ia57) 
Icio porPm Ha acgiiint'>a palavras do ir. cotuellìciro Iiivani. rva^ioiidendo 
A oljsprvucito de Erakino Pcro'. quo ài. a lingua tngUwi pria mais apta 

Cara Fomiar urna linoua franca na India: >■ Par»oe-nos quo 'isli> prò- 
lomu ]a eaU rcsolviiló, ou pelo monoa proximo do sua rtaotufào d^ad-- 
muilo lompo ; e que a lingwi franta Ailoptada é ■ purtuguuaa. Està 
lingua Kala-ao e & vulgar dasdr o UutenUo ali- ao catu Uumurim. NSo e 
daKonheeìda na costa de Oorumandcl ati Bengala. E commum, wm 
maior on menor purexa. eni Ccyiao, uo archipelago Maialo e na Cliina. 
Eniiìiulc-aA eni tìino e ein varioa gn>p|)OB doa ardii pulngoa Ocoanicos. 
«e., eie. 1., ( Pag. xxvl.) 

E frefiu^ntenicntt; referldo para o ealudo do idioma de Ceyloj 



mais ampln das lioguaa convenceu de ialsos {g§2L6 3i). 
KiempUflca^QeB d& dotitrìna da compara^So ( ^§ 20 e S5 ). 

O 8 82, Criterio das verdadts Hymologica», é decisivo. Trans- 
orevo-o por inteprra: ■ Està scìencìa é em ffrande parte con- 
jectural ; mas, se ns conjerturss clymologicBs se apoiam em 
exemploa miiltiplicadOB. eh Fonologi pam ente «pRTiidos passo « 
passo no idioma em que a patavra controvertida tem sua fami- 
lia, e bem assim aaa lingua»; sòhre tiido as mais analogas a 
este idioma, mais antigas ijue elle, ou ao nieno^ coat^mporn» 
neas ao meamo; emflm, uà os factos da hìstoria, os usos e as 
opiniSes concertam h armonicamente com eatas deduc^s phi- 
lologicas, em tal caso aqiicllas conjecturaa, desinvolvìdas e cor- 
roborada« por criticos judiciosoa e de erudicfio vasta e profunda, 
podem converter-se em probabilidades veliementes, e até entrw 
na ordem de wrdades demonstradas u. 

Dos principiofi qua separam a moderna da antiffa phiiolofpa, 
doa tres instramentos de obserracSo qoe a sciencia actual em- 
prega para o estudo dos mais delicadoa phenomenos lìn^fulstì- 
cos, douB, a his/Dria e a comparalo' , ahi oh veraos iiidicados. 
Fallava o tercoiro, a pJumeltra. § 381, consagrado a expor a 
lei da tranemutacfio das lettras, e a apresentar um paradigma de 



tehingales. rhin0tUs, cingalSx, singhalet, singhala, Hnhala, stnlu^ea i 
•Ì6 toifoe l'BteB modos sa acha o noma escripto ] □ vocahuliu'ìo ile Cai- 
laway : A Vocabularj/ : toilh uxiiful phraaes, and familùir dialogue» { 
in the Èngtiah, Portvgueae, anà Cingalese languagea. Colombo, 1818. 
A esse afaslalo ramo do tronco draviiiiaDO lì) cbarna o noBso BarroÉ 
[Decada 111, 1. il, cap. t ) h lìngua chinerà », do proprio noma dos 
povoe quo a ralam, ehittgAUas, e que o anòtor da noticia intitulada ffiA- 
(alidade historica da ilha de CeylSo, Joào lUbein, \6 com dìfTersnte 
acoenlo chingaids. 

Acòrea -ìm ooshos dialecCoa promette-nos o sr. Adolpho Coalhoaai 
.ippendix qua è trabalho inteiramente novo. Em boa bora venlia; 
poiB com raiào podémos diser pelo portuenés o que da sua lingua 
considara Miguel Bréal : a U n'ost point do patois, si ohfuur et n 
humbte qu'il paraisse, qui no devienne pri^cicux aux yeux de l'histt^en 
et chfr A un patrioliame intalligent, ai noaa sonifions que chaqM» di»- 
lecti uontiaot uae portica de nolre passe et represente nn^ àea facctt«a 
dn géoie natiooal ». {Les idéei laUnU-n du langage, 1868, pog. 6.) 

1 « fi erideote quo, quando se tracia de detcrmìDar ns fontea d'onde 
piovém a lingua paitugunaa, por exemplo, lui qual ella se (ala e 
escrcve aclualmente, d mieter dlstioguir os prìmeiros rudimentoa ava 
no momento da fùndagfio da monarchia, e croagfiodo nome portnguto, 
conatituiam a lin(!ua^m dos christàos habitantes do paya : porquo Indo 
o que depais accreSccu, e sem o que aquella Uncnagem nào tena cbegado a 
ser, corno hojo é, urna lingua digna de rivalizar com os maie coltas. 



radicaes comparadoi^, vem inteirar eete complexo de (ioutrinas. 
Abrindo o Iìtto nn pRana^m respectìvs, cuidn-se ter deante 
(loa olhoB urna pagina de Schleicher ou Leo Meyer. Oauctor. no 
deeurso do seu trabalho, teve acasio eonhecimento da Oransialira 
^ìitìHan de Grimm, comei.'nda a publicar em 1819? 

2°. Erros ie BAeiro dos Sanctos, eardial Saraica, Jiito Pt^o 
Rtbeiro sàbre a origem. da nassa linff%a. — Nenhuma razito de ur- 
^noia Oli da intereitse litt^^rario auonsethava a insÌBtir Duma 
questAo vencida. O erro d'aquelles hamena eminentes, erro com- 
muni n urna eechola qup ainda vive ', tìnha sido demonstrndo 
na refutB(;5o anonviria A lingua porluguesa i fiiha da latma. na 
Hùtoria de Portugal, no estiido de J. Januario de Torres e Al- 
raeidn, no Genio da lingua portvguesa, e mais recentemente na 
thcBe escripta pelo sr. Aupusto Soromenho para o concorso da 
fìftdeira tic Utteratura moderna no Curso Superior da Lettms. 

Mas sr. Adolpho Coetho, encarecendo ax xuas asserfCes 
corno «e foram outrns tantoH achados ou confluNfies novas. 



I 



dPrìTou-o, nSo j& d'e8«a funte primitiva, mas 'l'agnellaa aand>> (oroin 
beber os eacrìptorea que desile os priiicipios ilo seculo XVI comec^ram 
a acepilhal-a da rudeza que M^ cntao a deaDsurava. 
> ■ ParoM-nos quo, obaTvadi) esto niethodo analyiieo e systematico 
no exame ilos afnnidodee de cada uni dos elemento» Rraimnalicaet e 
lOHtcoB da liagaa portugueuB codi na extraniieìraa, mala antjftas ilo que 
«Ila on «uas cootan«as, a» pivlpra mais racilmente determinar, do quc 

Kto melLedo vh^ e deBultorìo ijuo ale ottura ae lem anRnìdo. o qup 
a ìdo rcMbendo daa lÌDfpian aiias coevas. e o que, cbegando-se A 
«pocha d'onde diala a sua orÌRcnj, ella recebèru de oadaum dos povoB 
qne nm dlITerentoa tempo* conquislaram o paya. e, aegundo a sua 
iDMOr ou Tnunor dimora nall->, se amalgamaram cam n» dcscendenles 
doa luuochthonofl ». ^ilvestkb Pisniuao FsttiiEiBA, Origr!fi.f p, aflUrti- 
dodfW rfn.» lingua» em aerai e da portugueta tni j>artieul/ir, arliim 
poeUinmo [RetiUta Peninsuiar, II, I856-1S&T, pag. àm). 

1 Braehet. Dictionnaire élymolosii^ue de la latxgue francaiiie (tSÌO), 
psg. XXXVII : !.. Lef^r, La cettomanie el les éttidea altiqitea ( Revvte 
dm egurt littéraires. VII, 1889-1870, pafi. 818). 

« H. d'Omaliue a repria la Ibéso aonionue d'abotil en France par 
H. Henrici, puia en Ansleterre par Latham. Cei doux aatents vont 
mime plus ihìd que notre aavant collide. Lo premier, ailmcttant, 
flOMiae M. d'Omaliaa, que lea évAoenieDU ont UtnJouiH suivi le mòmo 
eonra, afflmie qne VOccident a («ujours anvahi Vdritnt. Par sDitp. il 
*M poité & regariler le aanscrlt comnic ilérivnnt du lìeltique; il n'hésìte 

Cm à rcRanlei- t«ut"s iee languos ilìtea nio-laiinisc ooinme des fllles de 
Iflague eelto-ligare au gauloisi'. aimple dialaele du vieux celtique, 
, .1- — jouM 9KU8 le noni do languì! proMrifaCr: 



U regarik 



' lalin 1ui-ii 



engcndr<^ diro 






I i«eoaaidenl-*a. AebmAt» aoros sio, «un cfctb», 
BO que Tmtnas ver. 

■ i'ma hTpoAcse tal [ a da angen da anpu Uagnal en 
propria pan attnhir qncm «« qoùeoae eoBaidenr aem gianda 
trabalbo eoperior ao wlgar. Dotts midttaa coatanponuMB 
<le Sibeiro d<H Sant<», Aotooio Csetasa do Amanl e Jofc 
pM]ro Bibriro, deixaram-» sedniir por eUa, tendo rewfaido 
a lai urna d'sqndle s^v coll^n. «^oe foì por ^l» olh»do 
conto um i^iilologo protaaiìssimo ■ : e C*fi*ao do Amarai Doma 
IiiUDildr Bota de nma memom (Mem. d« litt. port. I. rii, 
p, 210, B. 271 — 1806), e Fedro Bitwiro aa obra mais tbIìomi 



^ ^— n 

flit dotte cbeniitMt les p^aplM «1 le* laagnaa dDètidcat ea Oiunl. 
Qaant fa Lathun, il rccoitnall qnc lUtsttnre «al KBett; est le* pn- 
miena migratioits : maU. recoarant i la laétiiode A priori, U ^peaaa 
qa'eltcs oQl dù aroir Uen de l'aire U phu élendii^ r^rs l'am la 

C' > r-wserré». «t il eonclat qne h aìége preouer da sanseiit a M 
i r«d oa aa nid-ABl des c>>iiUnes oA «e parìe le Udia«BÌea, et 
ooe aoQ origine esl eofopéenne ■. A. de Qca ~ " - ■ - 

let jirogrèt dt Canlliropologie, 1867. pag. 4SI. 

t ■ Ce«t «inai qu'nn écrivaiii de l'Molc d , . 
retronr^ la Gante dans le lac de CaMlée et en a tir^ la ( 
ave Jéma-Chrisl élail CcìUÌ ■ H. Gaidoi, Berue eeitiqtàt. 1, 1830- 
£972. pag. 467- — ■ Otte pnblicatioD de M. de BeUosuel, jóstement ho- 
norée da premier prìs Gobert par rAcadémie des InacnplioBS, ptcte 
partoDt l>mpreinte d'un effort ligonreai poor bure sortiT les étndia 
celtiipes des traditioiia fantaiaisles od eUes s« traiuenl litt^raÌT«in«nt M 
poètiqnement ehet nona depois le coDuneneenieoI de ce aiécle en ToilanI 
ponr ainsi dire d'on rìdean de Beai? l'abtme de noti« ìgooiance >- 
H. d'Arbois de JnbainTille. o. e., pag 457. — ■ Cesi en taia 
que des crjtiqu'^s émineots [M. Alfred Maary, par eiomple) ont dècUré 
qne les recherches de M. de Bellnguet mettaient n néant l£ (anens qra- 
tém? des GaUs *t dea KyinriB, ima^né par M. Amédée Thierri'.... 
Notre histoire, tetle qn'elle osi racoatée dùis noa oaTrafies clasaìqms, 
est encore empoisonnèe à sa sourte celtiqa?. et les écrìvains (jue kar 
■eienee. lenr talenl et lenr crìlirjne lienoent d'onlìnaiie sur la bOBB» 
Toie se laissent égarer, dès qa'ils oat mis le pied sur le sol de la Ganle. 
par dea revenanta cootre lesqu^^ls la crttìque miyli^rtie a pourUnt tronv^ 
dee eiorcismes. Téraoin l'iUnstre M. Guizot qai, dans Vltisioire de Framot 
racoMie à me» enfanti, a mal^nconlrensemeot repris cette tbéorie 4» 
la daalité de la raix ganloise (Galla et KvmTis), dont YEtÌMoginir 
gauUtUe de M. de Bellosoel a montre rinaailé ■>. H. Gaidoi, Rftme 
politique et liUéraire, 1873, pag. tìJ.] 

■ A philologia poTlngnesa n 

zir que lentia valor. Nevea „ 

(Fratteisco). Correia da ^nn eram homens snperiores A «aehola un 

3 ne se filìavam. Se tìvessem vindo tiinta anoos mais tardo, o «Biado 
as noBSBs IcltrAs seria p)r eerto menos desconaolador d. F. ADOtPBO 
CoKLHo. Estuilo sòbri 03 eaneiimtiros porttuuttes (Jomat titltroric, 
I. 1989, pag. "'• 



(|ue noli dciKou ( Dissertante s chrouolagii^as e criticai, etc, t. 
I, p. 177 aiiq, — 1810) declararnra-ae sem rebu(o pela idea da 
orìgrem celtica do portti^uSii, ante» medino do mestre » '- (A 
Lingua porluffvesa, pag. xiv.) 

A nota de AntoDÌo Gaetano do Amarai, nota nSo b6 Ini- 
milde, senio timida e comò que mcdrosa, dir., alludindo aos 
vocabulos do idioma patrio que frequente mente appafecem 
substituidos Ros Utinos nas antigas escripturua de doa^Oe» >■ 
em outroB contractos: » Muìtas d'estns palavras do idìom» 
Tulgar nSo teem sìmilUan^a nem analog^ia alluma com as la- 
tiniis. que parere favorecer a opiniao que defende nSo scr 
orijl^inada da linffiia latina a vul^ar dae Hispanltas, na qua! 
diacussao nSo entràmos, por nfto ser este o seu logar com- 
petente «, (Pag. 212, nota 211.) 

NSo quBrer entrar na UÌBCUsaio, jiilfrar que tal ou tal in- 
no parecf facorecer umn idea enunciada, a isto chama o 
sr. Adolplio Coelho declarar-se sem rebitro pela idea ! 

Do aeu lado, Joio Pedro Ribeiro, que vem refcrindo, em 
sentìdo divergente da suo, a opiniao de Terperos, cBcrevo: » Kii 
porèm me persuado que a lingua originai dos hìapanhoes ai- 
n&o extinguiu com a dosiina^So dos romanos: nntea, conser- 
vando-se taml)«m através da dominacilo doa grodos, suevo» e 






ohm do ftcademico Rlb«irn dos Sanctos. &ita bislorìa i . 
lingue poilugucsa analysavn por meio de documento» tiiBloricos 
uni iIoB malcTÌaea qnu bavìaw i>ntrado na sua compositào, i 

CQmslanrJaa 'lu" tinliam ìnfluldo aóbrc a sua fórni» avtual. Ob r._ 

OS povoa do norie, os arabes tiuhain successivamente modificado » 
lim^ por bOp» enconlroda no pnys, ii està lingua era na sua orìgem 
celtica. (I acadcniico Rìbcìro di a cada lun o quo Ibe pprlence e Itu 

Srohindaa obstTvai'Cws sòbre ob resultalos d'itsla compbaifSo, quero 
ixer, sObre b Unpia aclnal, a qual uio é um dialcclo da cftsielhana. 
corno niuilos auclorcs cxtranReiros leom prelendido ; pois que as mala 
antigas poRSlaa bispanliolas, por excmplo us de Macias, anlsriores A 
monarcbia porlu)^UBa i vcja as observacòfis de Torres e Aluteida no 
Tol. I do Inalituto, U&S, pag. 172 ] foram escriptas em portusué». Esl« 
sabìo, naacido para brilbar sòbrn uni thoatro mais ampio, i!r de todos 
Oa liumens o menoe accelerado cui faxer publicos os geus Irabalbos : 
eli» communicou & Acadeniia lodos bb parUcularidades da obra de qui' 
aMamoB falaado. mas nSo a tinba pubucodo aiA o anno de ITWi, nem 
ainda nl^ hojo lem eahìdo A lui •>. J. (^ounEU ut SsnitA. Memoria OU 
tritta rapida lóbre o tstado dai .tHennat » dai Inillat4ettras «m 
Porluf/al, IWM, trad. de F. Frinire de L'arvalbo (Primeiro Snuaio tùbrr 
higtoria litteraria de Porlvtial, ISV), ps^. tóS). 



arabes, foi n' *t« quarto periodo que se subdividiii em easte- 
IhiiiiR, ^llegH, etc. Ab provas d'està proposicSo nao cahem 
noB lìmites de urna breve dissertac&o. Bullet, no prefacio do 
aeu DJccioaario Celtico, o demonstra, e melhor se poderi ver 
naa erudilns obras a este respeito de meu inestre o sr. An- 
tonio Riheiro dos Sanctos, lo(?o que ae publiquem palo prelo ». 
[Dissfrla^afft, t. i, pag. 179.) 

aiictor pn-ivade-ie, por natra, inclina-se a admittir, a crar 
verdadeirq a detuoa3trac9o de Bullet, demons^trRcilo a que os 
rnesnios documentos produzidos para diverso firn tio livro da 
.1. Fedro Ribeiro parece dnrem forca. Tfio lonpe enta, porèm, de 
a receber cegamenta, que logo apOs, nota 5, acere>iceDta: « NSo 
pretendo nbonar cm perai a oripem celtica que Bullet attrihue a 
muitos nomes de povoacOcH, moutes e rios de Portupnl: bastarti 
lembrar que Vil/a de Conde teve este titulo milito modemamente, 
lì Bullet o deriva de oripem celtica ". 

Passa depois o sr. Adolpho Coelho a exp!icar-nos comò n»;- 
nhum d'aquelles tres erudito» chepou a publicar os principio^ 
em que fundamentavam a sua opinilo; corno havia dis8idente8 
d'està entre os aeus proprios coUegaa da Acadeinia ; comò o 
proprio Ribeiro dos .Sanctos se linitou simplfsmenle a exprimil-a 
numa memoria em que, flel no aeu systema, vai escutar os 
primeiroH vagidos da nossa poesia elitre os turdetanos. O que 
tudo remata com a Heguinte afiìrmativa, da maiR flagrante e 
lastimosa inanidade: « Os scua manuscriptos philologiuos con- 
«ervados flelmente na Bibliotheca Nacional de Lisboa nfio oos 
dizem corno elle pretendia demonstrar a intrincada thesa : é 
tudo nelles fragmentado, desconnexo conio obra de um espirilo 
incapaz de chegar a aynthese n. (Pag. xv.) 

Como 1 Duaa linhas abaixo o sr. Adolpho Coellio ajuncta: 
Il NKo cntraremoH aquì na analyse d'cB^e labyrintho de conje- 
cturas e contradic^Oes, de esforcos v5os para demonstrar thesee 
abtiurdns : seria traballio ìnutil, completamente inutil. » Iato é, 
reaonliece oa eaforgos do auctor pam demonstrar it buh thesa, 
e 80 mearao tempo declara que os manuscriptos uBo nos diiem 
comò a pretendia demonatrar! N&o o dizem, e a elles refara 
Jo5oPedro Ribeiro ossa demonstraclo 1 E os srs. Andrade e Sei- 
xas, 08 rfow .tocioa do Conttreatorio , abalan^am-se a deolarar no 
prologo do «cu opusculo: « Um var&o dos mais insignea entre 



I 



aós por seu$ va^tos coahecimentos em muitos r&mos da e 
hamaDA, o er. Aatoaio Bibeiro doa Saoctos, eubjeitou està opiniSo 
ao exame da mais severa critica, e naa varias memorias qua, 
em diiferentcs aessOes , leu na Academiu, demonstrou, ftogundo 
nosea humilde opiniBo, que u lingua portugueaa aio tiravu sua 
orìgem da latina » 1 

Cumpria que n verdade, plus ancienne gut louta Iti opinioni 
ptoa en a tua, «pparet-esae a entender nesta demanda, Nfto se 
affectou formosa e grande eatado para sahir do seu pogo. A ver- 
dade eil-a «qui. 

Antonio Bibeiro doft Sanctos deixou em um dos scus manua- 
criptos a delineu^fio completa do modo corno inteat&ta sustentar 
a theoria do celticiamo. escripto esiste no archivo da Aea- 
demitt Real da'* Sciencias, e intìtula-se : Memoritu para a historia 
das origeiu e progreaios da lingua pOTtngnesa. A còpia que tenho 
presente enclie !t2 laudas de -l" maximo. Leem-se no firn tis 
rubricas: ■ José Correia da Serra. Coimbra, 1784, — Imprìina-se 
e volte a conferir. Mesa, 17 de maio, l'ìW) ». (4 asai^naturas.) 

Depoiade algumaa palavras de exordio, dìz o aiictor; a Haven- 
do porAin concluid» a primeira parte d'cata obra, isto é, n das ori- 
gens, antes ijue tomecemos de apreaentar successivamente & Aca- 
demin as meraorins de que ella consta, jul^mos multo util para 
IKÌb anticipar-llie o prospecto do plano geral que eeguimos ncllaa, 
fazendo aqui a sìmples exposìefto de aeua artigos capitaea e da 
ordom por que vjlo distribuidoa ; porque do cxame que d'ellea Szer 
a Academia poderemos receber as advertenciaa e instruccOes de qu>? 
em verdade necessitAmos, ou para corrigir, ou para aperfeii,'oar d^ 
trabnlbos a que no» tcmos abalancado », 

Aprenenta o auinmnrio da introduc5fio geral ; e, vindu ao 
ussumpto da parte I : " Come^&moH por dar noticia dos principaea 
escriptorea que falaram das origeus de nossa vulgar lingungem 
e das outras de Hispantia; de auas desvairadas opiniOes, e oni 
particular das que aa derivam : 1°, do phenicio : 2°, do grego : 
3*, do latira. — Hxame dos seus fundamentos. Mostrftmos em 
goral a inauffleiencia dos fundamentos e ra/.Oea que tiveram par» 
nttrìbuirem a estaa linguaa a tlliagSo e conatìtui^.Oo fundamcutiil 
das actuaea de Hispanha. — Doutrlna que seguimoa. Propomos 
depois a nosaa opiniSo, que noa pareceu mais bem fuadada que 
as outra%, depois das muitn.s indaga^Oes analj'tica^ que Rzemoà 



ne»ta materia; a quBi é aefliin : A lingua porluffttesa t lodat 
at Maù de Hupanka, quanto ao se» [nudo primitiw, capital e ckara- 
(terùtico, ino dialeelot, tmis ou menot aUerados, do homo a»Uiga 
celtico u, 

DivisXo DA doutbiSa. — ABsenta aqui o anctor as tres pro- 
posicQes fundamentaes da sua memoria. Os prolegomenos d% 
nbra comprehendem : Noticias preliminare» acèrca do8 celt&e ; 
tefitimunhos dR et^criptores antigos e modernos ; origem dos 
celtas ; colouias ; uROS e coatumes ; lingua e dinlectos em qne 
antigamenta se retalhava; vocHbiiIario celtico; dialectoH actuaes. 

Prova T. Origem celtica doB antigos povos de Hìspanba. 
A prova versa sdbre s. ^ograpbin e as autiguidades, abran- 
irendo. quanto àquella: n 1», a geographia celtica da Lustta- 
nia; 2% a geographia celtica de Betica; 3°, a geographia celtÌM 
da Tarraconense ou Celtiberia. Acompanham a cada urna d'estas 
tres |>j'ovÌncifts outras tantas cartas geographicas, ero que vKo 
poi* novo eiitjlo disti net» mente assìgnaladoe e demarcados os 
povos celtas com as denoininaciìeB pnrtieularea com que foram 
geralmente conhecidos ». Segue-se o exaiiie dos nrgiimentos em 
contrario. 

Nft segundft parto da prova, referente és «ntiguidades de 
Hispnnha, promette-se o auctor a mais escrupulosa critica: 
" CuidAmos muilo. ... 5°, finalmente : que as combina^Oes nestes 
artigos .sejam sempre analogas, naturaes, e sem violencis, nSO 
se attribuindo jamais nem a uns nero a outros cousn alguroa 
qne nSo seJH apoiada sabre a fé dos antigos classicos. — Para 
Tormar n comparacfio consideràmos o que foram nossos maiores, 
isto é, as suas ideas, os seus sentimentos, as suas inclina^Oes 
particulares, e as nccfles exteriores que resultaram d'estes prin- 
eipios na ordem da roligifto, da moral, da constituicito politica 
do estado, do governo domestico e economico, das 8rt«s e 
sciencias, e de tudo mais que constituiu o seu character, 
nssiro geral comò especiflco e uacional ». 

Vem, logo após, a enumeracfio analitica das BubdivisSes, 
tiro Bà dos ponctos, o da arte militar, pede ao auctor Iarg& 
e:(planacfto: n A milicia é a parte mais notavel em que nos- 
S09 hÌ.'5panhoes sobrcmaneira se distinguiam entre todas aa 
nacOes antigas, e a que nos abre vastas «cenas para a com- 
paracSo dos seus usos e costumes com os da gente celtica. . 



Rntrttndo nos artìgoB (le comparalo, conaideràmoB em parli- 
cular : I, a sua cducn^So militar, em tudo sijmilhante il dos 
povos celbis, iBto é, Aa altas idaas e sentimentos militares que 
OS Qoeson tinhain, e a.^ accOes e facaDli&s que resaltavam d'el- 
. 1°, o seu cxtremado valor |}j &s annas; 2°, o continuo 
uso d'elUs DOS lui^smos tempos de paz; 3", os seus particu- 
lares sentiinentos ncérea da liberdade e dn oscravidfio; 4", o 
Heu valor no accom metti mento e na dcfesa; 5°. o demasìndo 
, denpre») que faziam da vida; 0", a morte na guerra, htivida 
' entre elle* pela ttó mort« bonrosa e Hìgnn do hom^m ; 7°, a 
aua affei^Ao e extremus nssignnUdos por aeus capitfies; 8", a 
i gymnafitica, e partìculariuente os jo^a e eepectacnlos pu- 
blicoH, que foBsem arremedos de guerra, para exercicio e 
mostras de valor e destreza; 9°, o uro dos musmos jogos e 
cHpocUiculoe para provas do mereeimento de cada um na pre- 
tensSo de cousaB de milita estima; 10", o uso dos mesm 
jogos e eepectaculon para provas do direito e juati^a de cada 
um nas suan lides e deoaven^n»; 11", o esilio de saltear e fazer 
ttnvalfradn^ oas terras alheiaK d. 

Resultado. a Da rennifto e combinacfio da« duas partes d'està 
priraeira prova, luta é, da geographia celtica dn Hispanha e de 
suaa anti^iiilades celtieas, resulta n ilemonstru^ao aensivcl e de- 
cisiva de que OS celtas foram a gente mais antiga, mais popu- 
losa e dominante em nossa Hispanha, e, corno tal, origem e tronco 
de Qosflos padrea ». 

Prova li. Etimologia celtica das antip^H cousas de Hinpanha. 
Pretendidan etymologiafl hebraicas, phenicias, gregas e latinas 
(jue se teem dado a rauitos de nossos nntigoa nomes. <i Para que 
noseas etymologiai; celticas se posiiam haver por exactas e apti- 
radaa, tractAmoH de guardar constante mente as cautelaa seguintes : 
1°. Semente admittimos aquellas etvmologias que sfto de 
mai» antlgos de que t^mos noticia em nossa liistoria. 2°. Enco- 
Ihemos a maior part* d'cllafl da classe d'aquelles nomes que 
luenos alteratilo costumam ter, quaen os dos povos, logares, cl- 
dadftj, villas, rios. monten, deusns, etc. 3°- Entre entes meiimos 
tomàmos s6monte nquelles qui; oii ^(1 teem no celtico valor e si- 
^ifIca;&o, ou no mostram tftn analngos em sua derivaqSo e com- 
|)0«j(So& lingua celtica, que parece que claramente tiram d'olla. 
.... 6°. CuidAmos tambem em Hs verificar, quanto permilte a 



Il istori a, co m oB nomes mais modoraog que os rooiaDOs e ^dos. 
e maiormente os arabes idgum&s venes Uibb substituiram, cuja 
BÌ^iflca^&o corra spondo exnctamente & que néa Ihef duoos. 
T, finalmente. Por atsiliarmos alguns repuros^que se podism 
ikMr edbre as dìversas fórmas ooiu que apparecem algumas vesot 
OB mesmoa non^es que entro si se compamm, cuìdAinoe em àtx 
o extrauto das reflex^ee pliilosopliicas que se tcem feito seém 
dft Ka»lo^ia das lettras, e da facilidade com que 011 se transtor- 
uMu aa ordem da compo8Ì^&o, ou se substituem umaa &s outrasu. 
•Segue o prospecto do Vocab»lario etymologiro. 

Bcsult&do da prova li. « Desta prova, pois, resulta a demons- 
tragfio de que a maìor parte dos nomes antigos das couaas mais 
aot&vois de Hispanha, de que nos ficarsiu notìcìas por sua et>'- 
mologia, descendem ossene ial mente do celtico ■■ 

Do AKTIGU CELTICO BISPANHOL NO TEUPO DOS ROMANOB, IMS 

NM;f>ES SEPTEMPTitio^.^^s E DOS AtiAfiEs. Dìvìs&o 601 troB epochas. 
Bpoclia I. Romaites. — Provas geraes ; provas parlieulares e 
]iositivas. Referindo, entrc os argumcntos em contrario, ja os 
quo se faaiem do vocabulario portugiitìs, u por parecur que de- 
riva immediatamente do latìin », ja os que costumam formar 
da analogia da grammatica das linguas do Hispanha com a 
Utiuu, di£ : n Quanto ao vocabulario, tractdmos de mostr&r : 
!"■ Que muitBs das palavras havidas por latinas, ou s&o |»K- 
mitivas e radicaes em tudas as linguas imtigas, ou traascea- 
dentes a multa» linguas cntrc si diversa». 2°. Que muitaa aoo 
véem da mesma fonte nativa d'onde a latina derivou as que se 
parecem com ellas. 3". Que outme eram immediatumonte pro- 
vìncianriK de Hispanha, das Gallias e de outros territorios cel- 
tico^, que OS romanos haviam adoptado em seu tempo, dan- 
do-lhes terminaQ&o latina, -l". Que oiitras eram provincianas da 
moia edade, que os raesmos oscriptores nacionaes tomavam de 
unti propria lingua, barbarìzundu na latina em que oscreviam, 
que, pelas encontrurinos em euns obras, e nfio haver d'vllas 
moaumentOB nas linguas vulgares d'uquuihi edude, us bsveaaofl 
eommummente por latinas, ou derivadas u eompostas do latini 
corrupto. 5°. Que oa vocabulon verdadeiramente latinos que 
niìs temos iiio teem propor^&o alluma com a infinidade de 
outros quo nSo sSo, alias nntigos e charocterìsticos .dr noi 
lingua e das mais de Hispanha. 6°. Que aasim mesmo graade 



parte d'elles fontm adoptndos entre ntfs muito depoia da for* 
macfio dos dialectoa hiapanlioes, pam o que fix&mos a epoeha 
da iotroduc^ao de muitos vocabulos latinoa. 7°. Que non megmos 
vocabulos Intinos recebidos de milito longe em noaaa lingua 
as dìGTerenteB inflexOea e variacOes que nossoa mBiorea coua- 
tantemente Ihea davam, reduzindoHDa a urna certa fórma e 
analogia particular, provam bem que subsiutia entre ellea urna 
linguagem ìnleiramoiita diversa da latina, por cujo molUe rc- 
fundiam ludo quanto recebìam dos latinos, — Quanto 4 gram- 
matica, moBtrfcmos que a eonformidade em muitas eousna: 
Foi effeito da grammatica uniTcraal e commum &s linguai 
cultas. 2*. Quo noutraa couaaa nos vem a analogia Cora o 
ìatìia da meama fonte primitiva d'onde elle havia derivado. 
3*. Que nfto tom&mos muitaa couaaa essenciaes no latìm, que 
naturai era que as tomaaseruos, bb d'elle deacendease a aoaaa 
lingua. 4°. Que temos outras muìtas tHo particulnrmente noa- 
aaa, e t&o capìtaes e characteriaticas, que Dita teem esemplo 
00 Ifttim, nera aSo de sua indole e natureza ». 

Epocha II. iVafflMK;)(*»i/W(j(Hi«. — Suevos, vandaloH e alanos: 
. No locante aos ultimoa, as provas aKo deduzidaa ; « ... 8". 
rOODfronta^to do gothico ou antico tudeaco, de que ee 
. moQumcntoa na traaladaQ&o doa Evangelboa do bìspo 
las obras de Vulcanio. ... em Scherz, e era Micbaeler, 
. a linguagem vulgar que apparece noa primeiroa monu- 
mentoB qua temoa do romance biapanhol ; e aqui fazemoa juizo 
sAbre a controveraia da authenticidade das laminaa de Oranada 
e do Fuero Ju2go ou traduccfio das leì.s doa godos em Un- 

Kpocha III. Araba. — Provas. Exame sflbre a introduecflo o 
mistura do arabigo. Concine : ■ Ainda que todaa eataa cousas 
eram motivoa bnstantea para ae ospalliar o arabigo por nosaa 
lingua, comtudo n£o tomàmos d'elle tao grande parte comò 
vulgarmente so cr<ì : o que conArraàmos pelo oxauio quc faze- 
mos das t&buasde Aldrete, da Tamarid, de Escolano, de Nunea 
de outroa mais, em que mostràmos que muìtas daa palavras 
que tìverara por arobigns, ou fi&o propriamente celticas, ou 
teem no celtico derivarlo egual, e muitaa vezes mais facil, 
mais aenaìvcl e immediata para se orar quo nosaos maiorea ns 
traziam meuos do arabigo que do seu antigo celtico n. 



« Resultado total. Das iirovne nue daniOB nest-as tres epochi 
concluimoa : se pois o latim, a lingua dos povos septemtrionaeB 
e arabigo nem ohegaram a ser lingiuas donuQantea età toda a 
Hispanhn, nem poderam alterar o antìgo liispanhol de maneira 
qat! o traosmudassem em outra lingua diversa, o antigo celtico 
nao podia deixar de persistir, quanto ao »cu fundo, em todo a 
tempo da domina;^ d'estas nacOea. È a segunda propostqfio 
que tinLamoa para provar », 

DiJ ANTIOO CELTICO HISPANHOL NA FORUAgXo DA LIMOUA 

PORn'dUESA li 0A3 ouTOAS ACTUA8S DB EtsPANHA. Altera^fiss 
do celtico. Sua divisfio em dialectos. Provaa geraGs e porti- 
cularee. 

Do vnscongo. n Quanto ao vascon^o, consider&moa aa dìversas 
opiniOes quc ha acdrca da sua eitcns&o no antigti, e em sua re- 
la^ìlo com 08 demais dìatectos de Hispaoha ; de seu estado actual, 
e dos subaidios quc temo^ para as combtnacOes que fazemoa 
d'elle com a nosaa lingua b. — n TirftmOB a.^ provas: 1". Do 
character doa cantnbros, dos gnscOea, e de oiitros povoa da coatn 
Beptcmtrìonal de Hispasba. 2°. Da bistorta politica d'estea povos 
naa diversas revolucOoa de Hiapauba. 3°. Do vocnbulario de 
muìto.i nomea do mais puro celtico, couscrvados ninda hoje no 
vaaconco com a mesma sigoificacSo generica ou especifica, proprU 

ou figurnda 5°, Daa propriedades particulares e charactcria- 

ticas da lingua vascongada por que se assimeiha ao celtico, no 
que nelle notaram os escriptorea antigoa. 6°. Da analogia e con- 
cordancia etymoiogica e grammatica! que tem o vascon^o com 
OS dialootoa aetuaos do celtico ', etc. >. 

Lingua portugueaa. <• Do vascouco passftmoa finalmente a tr*- 
ctardalingua portuguesaparademonstrarmos em particular a aus 



I \ pag. XV nscrevo o sr, AJolplio Coelhe: a Nr>utru maouscriplo 
intilalado ii Da filUifClo celila do rascoiifo u basta-lhe um osuiBsiauina 
numero Ae pnlarras celticas ou prctendidas ceRlcas que eo encoatram 
flessa lÌDgna, que j& acn 1800 llervas Unlia mostrado que nSo tinlia nn 
la^So ccirn nenliuma outra da Europa, para julgar provaio que ella 6 
puro celtico ». 

Segne-se que em 1784 ( annunciava jà eatào k Academia haver concluliio 
a serie das suas nieiaoriaa) devia Antunìo Bìbciro eslar tanto ao cobo 
de nm livro de 1900, que podesee prevenir-lhe as opiniùea. E digo ISOO 
por compraier coni o sr. Axlolpbo Ooeltio : porquantu o Catàlogo de las 
tengitas de lai naciones conocidas foi impresso entre 1800 e 1805, e, 
supposto na intrai)uci;ao da obra se proponila a questuo <to vasconpi. 



actual Alìa^So do celtico. Gm hIjiIoo d'ella damo9, além das razSes 
geraes e communs acs outroB diftlectos actuaes de Hispanha, ae 
aeguintes provas, que aasfia noa parecem decisivas: l°,um vocabu- 



euskara, oskuara, cantabro ou corno methor nome baja, aito os voU. ui 
a TI OS quo inilividaodBJiiento tractam das Lenguas y naeionrs ejtroìisas. 
No meamo aaao Uè 1784 Hervàa (e n5o Hi^rvas) publicàra, oin itafiano, 
reBumìdo esb^^o da obra, sob o tìlulo Catalogo delUt lingw! conoseìule 
« notisia della loro aiKnUà e diversità, uiu Tolume, o xva da sua Idea 
dall' uniarso, espuaìe de Knsmoi do seculo XVIII; mas aio lì cerlainento 
a esse qua o ar. Adolpbo Cóeliio ealendqu rcferir^se- 

A. Hibeiro dos Sanctos, considerando o vàacooco conio dialecto do 
celtico, se adoptava um pareccr contro o qual se podia allegar o de 
i.eibnix (Leibmbi), ocìDgia-se a urna opiniSo consurroda no seu Lempo. 
Prova-so com as mesmas palavras de Herràs: « Caniden, famoso por 
sa Iiistoria inglesa, que Uume no ha lleeado A oscurecor con la snya, 
aunque tan célèbre.,,, se ^dìtocò tiuando dixo que eron nnaa mismas 
loB lenguaa liretònioa y c&ntabro ó oasoongaia. Està equìvocaclon lian 
adopladu y repotido oaanlas autorca inEleses hon traUdo liasta ahora 
de nslns lénguas, y Martiniero en el aruculo Celtes de su diccionario 
geogràllco aatorlzó dicba eriuivncacion con aa testimonio que lUega 
ouino ocolar, y qno verdaderomcnte so dcbe Itamar ciego y ràlsiBimo. 
Leibiiilcio ha sido ano de loa poco» autorca que acertadamcQle ban 
aDnuado ser la lengua bascnn^a lotalraenta diversa de las demaa 
lenauos ciiropeas ». {Catàlogo, I, pog. 49.) Prova-se esaalmente com 
a oliservacSo de Max Moller no seu parallelo cntre a Catàlogo e o 

Uonda primilif (Lectwa, I •, pag. 15.>, 156): « Gebelin speaks of 

Bask as a dialect of Celile ». — n He (llervaa] bad proved that Bask 
was Dot, as waa commonly supposod, a Celtic dialect , but au indn- 
pendenl language, spoken bv Iho eorliest ìnhabitanta of Spaio, as 
proved by the namcs of the Spanisi) moantains and rivers d. 

Decidir da une lado eslA ueaU qu^stOo a verdada, nSo me pareco 
aìnda agora facil empreso. Tanto que Uie occorre eiaminar a a phy- 
slonomia dos prìndpaes romancns talodos no solo de Iberia s, resalvH 
Amador de loa Rios: eaetviuaeto fiempre el antico euicaro, de todox 
àetetntjanle. ( Hisioria critica de la liieratura nspanola. II, 1863, pag. 401.) 
Bopp iVergleicheTtde Gratnmatik, I '. 1N&7, p. 31] nSo sabe a quo fa- 
miua ile lineuas ha de perfillial-o. Alfredo Msnry ( La Terra «t VHottinte i, 
1660, p. 530) diz: « Le bosque participe à la foia par ses proci^dós 
granunaticanx dea languea airìcHìnos, ougro-japonaisei et américalncs; 

' mais eaivant M. II. de Cbarencey, il ee rapprache boaucoup plus de 
Bea dcrnières, particulièremcnt de la famille atgiqne n. E logo depois: 
x Deus rétat aetuel de la scienc«, on ne pcut nea décider sur Tori- 

eine de la langne cuskarienno Elle appartient vraisemblablenieot 

a la mème sonche qoe l'idiomc dea Ligurus ot dos Slcules.... Sì les 
Ligures et les Sicules élaient origiDaircmeut vcnus do l'Afrique 8ept«n- 

[ trlonalc , comme on a remarqué plos baut qu'll y a Ucu de le pensor. 
~a basquB serait un dea plus neux repr^entants des Idiomes libyquea n. 
As opiniiìes de Goilhenne de Humboldt no celebre livro sùbru ob 
abOTteines de Uispanha {Prufung dee Unlemuchungen ubar ilfe Vi-I>e- 
taohner Hisjraniens vcrmitteltì der baskiirhcn Sprarìu, 1831) vojn-as 
aBsim maumidas em BontaT : Consista o principol merito dcstn tra- 
balbo CUI ostabelccer, mediante a expllca^So dos nomas de logares 
aotigo-htspanicos liboricoa) o oulros da lingua vaaconca. a ideiitidade 
eBsencial d'està com o iberico ou a Bua deriva^ delle, a cm veri- 
ficar cuidadosamealc a dilTosSo dos iboroa dentro e farà de Hisponha. 
aaOim corno a ana mescla com oa celtaa e parcial fustlo com os celli' 



Urioceltico-portuguÈs;2', um diccioaario liarmoniuo do portogué'i 
C do8 dialectos celticos ; 3°, urna annljse etjmologica e gnminfttì- 
l'ftl dos primeiros monumentos da lingua portugaesa ■>. Tractando 



betoB. Ao mesiDO passo analjBB o charocter do vasconso, e, «m con- 
Irario da similhaaca aoterìonnente sapposU por Severio pae, aaaignala 
A atteDfào a diDéKa^a eiiatente entro essa e aa linguas amerìcaDas ». 
{Oexchiehie ikr Sprachioisseruchaft. Itì69, pag &19.) Conarmadaa na 
ffttmitmalique ibàrUnne de Boudard, as id^ss de Humboldt brani 
recentemente combatidas , por Biade, num livro, fmcto de qoatoni* 
annos de inveatiga(SeH, Étudts sur l'origine des Basqìtss, a cojo rea- 
p^ito Iranscreverei algumas refiexdea de J. Vinson, eacrìptor ^andementi.' 
veraado no assuinplo : <■ Uans aa pretniàro parlte [HMtonqus et pati- 
tion du problème) M. Biade rattache les Baaqaea actucla aui Vascoos 
d'abord canlonnéd aa sud dea Pyrénées qu'Us iranchìsaeni pour Ui pre- 
raléra foia vera Ics VI" et VII» aiéclea de notre ère, Lea Basqnes, 
ajonte-t-ìt, na descendent potat dea Cantabrcs qui étaient Celtea.,.. La 
asconde ^artìe t ^> Basqves d'apris l'afithropologie, la philologie, la 
toponi/mie, la numismatigue, le droii coutumier et les chantt hérvi- 
faes) est une sorte de monoeraphìe du p:>uple basque : M. Biade 
niontre iju'on ne [ronve, en denors de aa langue, rien de particiUier 
che; ce peuple qui a sabi aous tous les rapporta l'iafluence dea races 
ciuj l'oDt BUC(»saivom<^nt ealoure u. — u M. Biade oppoae A Humboldt et 
a M. Boadarit deuxsorlca d'armuneats Par eette djscussion, H. Biade 



ì actuels, que par suite la laneae basjuc n'a gnére éltì parlée t_ 
dehora dfi aon teniloire aetuel : M. Giade refuso aussi de croire à 
l'eiialenco dea Celtibéres a, — o Le livre de M. Biade aura eu au moina 
le mérile de provoqusr un aouvel exameu de la queation qui reste 
entiérc. Car il n'eat poiot prouvé non plua quo le baaquc n'a jtunais 
dépasaé aon domaine aciuel, Lea déconvertea de la science modenie 

![Ui nous a i^vélé les grandes migmtions dea peuples anliqaea dous 
ont croiro Tolootiers que le pays bosquc eat a'iuteinent ia derniére 
étape dea peuplades euscarienaes. Maia la llnguistique positive ne ae 
crintenta pas d'intnltions, ne so paia paa d'hypollifaes, et repousas les 
coDcluaiona hatives tiréea de rappoc&Dinents' uasardéa par de aubtìla 
manipulaleura d>? mots b. {Rerue ae linmistiqvi: et Ae philologU c«m~ 
parie. IV, 1870-1871, pag. 50, 57, 62.] 

Maa eia finalaiente em que termos o problema, para eaclarecer u 
qua! ai nanierosaa publicai;Oea do principe L. Luciano Bonuparle tanto 
estSo contribuiudo, nos appareco oxposto por outro philotogo applicado tt 
resolvet-o, e cujo nome, Jacintho de Cbarcncej, jA acima vìmoa cìtado: 
« Laffinité de ìa laiwu? basque avec cellea du Nouveau- Monde, quo 
nouH nous Bonimes dejii eiTorcS de démontrer, semble bien atteater l'ori- 
|{iae européenno dea naliona amérìcaincs. — ...Le basque actu?l eat 
ceriaincment un débris dea tdiomea en vigneur cbez les raeaa qni 
commencent il envahir l'Europ? occidentale. Nous savons mÈme qne 
des dialeetca voiainB du basque aetuel réatérent en ripieur duna 1 A- 
quitaine et la plus grande partie de La peninaule ibénque longtemps 
encore apréa la conquete romaine. Ce aont les bommes du catte epo- 
que qui portérent duna nos règions l'art de polir la pierre, les pre- 
mìers rudimenta de l'agriculture et de l'art paatoral ; mais l'usage d/m 
métaui leur resta inconnu au moina pendant longtamps. Le type de. 
ì'bomme da celte perioda est oneore celui que nous reirouvona cbei 
no grand nombre d'Européens actuels, spéciaUment chec les ruMa 
bniasa des borda do la Mediterranée. Nous aommea tréa-porté k rolr oa 



pm espeeial do Dieeionario karmonieo ',diz: « Quanto à escoiha dan 
palavraB e a sua classifiMcRo no dieeionario, poiiios em primeiro 
logar ae portupiesas, e as tomilmos da elnsse d'aquellas que sfio 
mais Fint {gas e fiindamentaea da lingrua, eitrahidasdeseusprimei- 
ros tnonumentfls, e ninda de outros mais modernos que noa conser- 
varam prende oiOpia de vopabulos antifros; e niSo siidos escriptos 
era lingungr^m, mas tambem dos que fie eacreveram em latim, por 
ronterem urna boa parte das palavras portuguesas d'aquelles tem- 
pos, a què nn composiuKo ee dava t^rmìna^Eo latina. Pelo qiie os 
citntctos se fl^eram dos veraos e cautilenaa que correm entra oh 
noBBoe por nhttis dos primeiros dias da monarchia ; das leì>< anti- 
paa e das dos codigns ou oompilacOes de nosao direito, aasìm im- 
preesoB corno ineditoB'; doa foraes, das r.oncordatas,dosart.igos de 
c6rt«B, dna eseripturaa, detestamentos, dedoa^Oea e contractoe e 
de outros titulos Hntigos; doa dous lìvroa velhos das linhat^iig de 



i te r^BUlIat li'un melange de la i 



a do la pìerro taillée a toc l'un 

I doute le rain^au eettlqne, En 

. . s noms ile praague tous Ics nnlmaux domestiqnea en Daaqai?, 

lonqu'ilB ne soni paint, à ane époqU') éviJemment rócrntf, em- 

pniat^ Boit Bu latin, aoii aax dialectcB remans, alleatene une orlfnne 

' ~ 'n-tenlement indo-nuropéenne ea Renerai, mnìs encore p arti culi ^ re- 

^nt celtique, ou plutei celto-pélasi^qne ri fandmit ilonc admcttr', 

' jnsqn'ii plus ampie informe, que Celtcs et Pélasges e'étaient détachés 

'"" ~!) la Qn de l'epoque du renne ». (Rcclierches 

e domestigues, de piante* eultivces et de mé- 
itiux rhei la Bogquen ( Actet da la Socifti philologiqtit. I, lBi^,pag. S}. 

i Vgatòitlaiio Juzrrnonieodalingvavorluguefaedf oulrasmititns, 

%a cotuaa e nrrJSe* proprias do estaao primitivo do homem. 2 \ol. 

._n i: N" A, 1395 do Dicrioftario bibUitgraphico. Refendo entre Bs 

obru que se conjcrvain na sala dos manuscriptos da Bibliotheca Xa- 

cional de Lishoa. 

I Kos Pritiiriros trafo* de urna Reienha da litteratura porttiguesa 

' ( T, £yil, sr. conselbeiro J. Silvestre Kbciro. falando dos diffeTen- 

tes cwriptos dn Ribeiro dos Sanctoa s^bre as origens da nosaa lingua, 

fulverte : « DesBracadomeat", por(ni, o que existe a similhante respeito 

I é informe a pooco aproveitavcl g, E ao mencionar o volume iotitalado 

Origen» eelUrat : ■ por atigmentar e acabar, dir urna nota escripta 

pela propria lettrn ile A. RibeJro dos Sanctos: e o mesmo piVile dizer-sn 

» respeito ile quasi todos os mannoeriptos de qne se conipùi n Bi- 

hHoiheea Itibivtnna ». Appli car-so-ba tnmbem eeta obs'-n'aciio ao t'oni- 

iMario hitrmonieof Similhavelmenl'* ao qne de oulros refern o anclor 

da lUncnha, limìtar-an-hito ein aponclamentos oa deus volnmcs? Itmorivi), 

. Atloliiho Coellirj. alludindo ao niesmo corpo de manuscriploa. 

— . 1 A orJnm inalerial ù assàs grande nelles pam que ob posBanios 

nlbar cumo siinpl'^a nponctnmcntos n. 



> dar-se-ihes o poesivcl impulso : 



Portugal ' ; dos dialcctoa particulares das provincins ; dos adagios 
e proverbios da lingua: doa termos particulares de noasa a^rì- 
cultura, da cavallaria, da armerìa, An. voiateria, da milicia, da 
marìnliagem, e de outras nrt«s o couaas ootareìsque e d tre nòe 



tambom as sollicitacòes particniares de alguos lentes da Faculilade Ju- 
ridica, os guaes neeta coUccfSo esperaram eacontraTvalioaossul)Sidios 

Sara a ainda tao incompleta e obscura hislorìa do diretto patria. Aitai 
'isso a publicacào dos foraes, que constitucm uina sec(ào d'asta serie, 
era de urna utiLìdade material evidente nas gneslòea aiìbre os antigoa 
bena do coroa, que diariamente bo agitam no tòro ; devcodo-ae oecres- 
ceotar que no ostado octoal das sciencias historicas o estudo das 

fontes do dìreito merece consideracSo especial 

u As leÌB ^raes do reino e os costunes da Curia Regia, qne se 
podorani deecobrir, pertencenles &. epocha qua t>;rmina com o reinado 
dn AfTonso HI, sobpm a mais de duzentos e cinqucnta monumeatos 
legislativos. Bedigidas em parte no latini barbaro d'aauelle tompo. 
eaaaa leJs n3o eliegaram até nós scnào em vorsòes do aoculo XIV e XV. 
Comparando-se os vario» textos rl'esta logiala^So, oSerecìam-so, nio 
raro, versòes diversas da mesma lei teilaa em diBTorentea logares e 
tempos, apresentando de continuo variantoa, mais ou meaoa csaen- 
cìai's, quo cuQipria nproveitar. ... A pubUcacSo d'està pane dos 
moDumentns, a qne sO faltam os obserracòas a nolas do e^tot 
[o Sr. A. Herculano}, devidamenle ordenada, seria urna das mais uteU 
para alargar os liorixonles das origcns da nossa jurisprudencia ■. 
[RelaloHo do sr. A. de Oliveìra Marrcca, a p. vii da Conta dirigida oo 
Ministerio do Usino pela segumla classe da Academia Real das Scien- 
cias sàbre estado aoi trabalhos relalivos d ptiblica^So dos « Manu- 
móntos historifos ds Portugal n e sóbre a suspeyuSo d'etles, 1356.) 

I Assidi corno anteviu para a historia da lingua o alcance dos 
nioTiumentos prlmitivos da legislat^o, assim abrangeu Ribolro dos 
SanctoB no mesmo larga olliar o alcance do estudo dos nobillarioa 
antoriores ao secolo XVI, primoiro que a sciencia contemporanea viosae 
revelar loda a importancia d'sates monumentos, a dar-nos emflm rea- 
tituido & tórma authentica o mais precioso d'entre elles, o que por 
tantos annos andou atlrlbuldo ao cande de Barcellos. 

n Livro das Linhagens, ahamado do oonde D. Pedro — di* * 
sr. A. Herculano — é o ifvro, nòo dn um homem, niaa sim de um 
povo du urna epoclia: é urna especi? de resisto aristocratico, cdja 
orìpem se vai peraor nas trevaa que cercam o ber^o da monarchia. 
Ata o ultimo quandi do secalo XV, tempo em que parece ser o»- 
cripto o codice que hojo se considera corno originai, e que euste 
no Arcbivo do remo, cada gcra^ào ahi foi laudar uni memento da 
sua passagem na terra ; cada urna d'ellas o allcrou segundo as 
opinloes qne vogavam, e o accrescentou com os acontecimentos 
mais notavQÌs recentemente occorridos, e com aa Buccassùt'S das fo- 
milias, CMjaa tradicòes historicas e cujoa direitos esl« livro era 
destinado a perpetuar.... Nas suas paginns sonte-se viver a edado 
mèdia: ouve-se a anecdota corlesan, de amor, de vingunca ou da 
dlasolufào, comò a contavam eBeudciros o pageos por emIbs do ar- 
mas, e as lendas corno eorriam de liocca em bocca, narradas pela 
vclha cuvilbeira juncto do lar no hynvemo. AssistimoB, por malo 
d'elle, Ab fatanhas dos cavalleiroa em desaggravo dn propria honra, 
aos feitoB de lealdadc, éa covardiaa doB tracoB, &a iasolencias dos 
Tortes, <-, emllre, a grande parta da Vida intima do solar do intangAo, 
do rico-lmniein e do pjgo real, que as chroaicas raro : 



tractàmos de muitos tompos ; finalmente dna obraa do nossos 
clusaìcos em t€<Ia o gc^ncro, mniormente dos comicos. Aa pHln- 
vras portuguesaa euecedem por sua ordem ob vocsbulos dos 
dialectoa coUicos, it aubcr, oa doa tres dinlectos mais puros, 
quaes" b5o : 1°, o vbscooco ; 2°, o bretSo ìnsulano ; 3°, o 
bratto Hrmorìco. Oa de outras linguaa antigaa e modernns, ijue, 
poatr) que muìto domudados, conservam todavia alguma partv 
do antico celtico; taes sfio; 1°, o pelasgo antigo; 2", o runico e 
seua vario» dialectos ; 3°, o teutonico ou antigo germanico e 
«uà diversos dialectos; 4", o francés, etc «. 

1 ParecerA paradoxo que o vaaconco a bretSo armorieo, o 

bretfio insulano e nlgrum&a outraa d'estaa linguas havidss até 

aquì entro ii6s por multo disparatadafi e dissimilhanteR de nossa 

1 lingua, podcrio agora aorvir-lho de apoio e do poncto de com- 

I para^So para por ellns se conlirmar a sua filincSo actual ', 

' apezar da total separatilo e cstranbeza em que tecm estado umaa 

das outras, e das divcrsas fórma» que a differenza dos tempo» e 

dos lognrcs teem neceesaria mente introduztdo nellae, que assim 

mcsroo conservam entre si tantas relacOes, tfio intima.», tiio ana- 

logas. tio sensìveis e conatantea. que, n&o podendo de alguma 

sorte reputar-se caauaes, provam com evidencia seu estreito pn- 



e que n hìstoTìa, corno a secala XVI a refonnou a poliu, aclioii 
indigna de oocu^r os seus periodoa briUianlea moldados peloa de 
BaUualio e de Livio u. ( Memirria sùbre a origem protaviU doa li- 
— I de linliagent, 13M, pag. 1.) 

> À Grammatica de Zeuas, qua propriamente Tundou a philoloaia 

celtica, foi poblicada «in 1863. Em n&4 j4 u memoria Jc A. Rib«iro 

I dOB Sttnctoa ealAva auclorizada para a improtsào. Melo acculo depois uni 

t pliitolagn suìsao aponctava à Franca o caminbo quo iraportavn seguir 

T noBla ordem de explora^i. 

- On a'cst beaucoap occupé de celtique pnndant los premiéres années 
: Biécle : mais on l'a tait en general sana grande utilità, fante de 
[ connuiBBancas suOìeantDS en graromairo compai^ùo. Lei seuU triivaux 
t de celle epoque qui consorvent une valour aujonrd'ljui sont lu Gram- 
fittiairit cetlo^retonne de I.e Gonìdec et le Dirtionnaire brelon-rrarn'aif 
du m^ino auleur. La graniniaìre a paru en 1907 et le dictionnaire en 
\ 1S2L L'objet do cea deux ouvragcs est simplement de Ìoìt-ì oonnaltn- 
I )*dut actucl de la langne : l'antenr a, d'ordinaire, la prudcnee d'évller 
L dra epéculations phitol(»iqvea que l'étenduc restreinto de ses connais- 
I saneea aurait rendues 6ien hasardéos. Maia, pour Atre truelueusc. 
1 l'Atude no devait pas »•> bomer au breton scluel ; olle derait ronioo- 
I ter Blu formeB aneiennos de ce dialecte ; olle devait comprnndre leu 
I ntrea dialeclcB néo-cclUquei et tona lea mota kshIoIb conictvós par li 



renteseo e a derivac&o de urna mesma fonte e matriz ( 
de toilas ellas » '. 

Ab restantes paginas da memoria cooteem : Ultimes consi- 
deracaes sòbre o estudo comparativo dos idiomas. Traina geraes 
do Vocabulario celtico-portvguls e da Aualyse etytnologica e gran- 
natical dos primeiros monunmlos da lingua. Concluaflo, 

Tal é, mas que por alto indicadaa aa suas partes, o ea- 
cripto inedito de Antonio Ribeiro dos Sanctos. 



constater les analopies et les rìiCérences, do défenniner on un mot les 
caractéres propres de l'i^icimo dispam. — C'cst de l'annuo 1837 que datant 
les premierB pas dans cetl« voie. Cette année, en effel, Le Gonidec pu- 
blìa, avec une traducI[on, la Vie de sairìte Sontte (Buhes sontei Notin), 
myatère brcton, qui, auivaot M. de I,a ViUomarquè, anrait été écrìt 

Sartie au sin" aiecle. partie va xiv*. ... CVat ausai en 1837 qu'a para 
i mémoire de M. A. Pictet inlitulé De l'affinité des langues celti- 
ques avec le saTiscrit. Bien que l'auteur ne soit pas frani^aìa, noVB 
n'hèsitona paa & meutionner eon livre, qui a èib imprimé ji Farla et 
<fni a VI) le jonr sona le patronage de notre Acedémie dea inacrip- 
tious et bcllea-lettrea, pulsque l'auteur ne Va pnblié. cnmroe le titre 
l'annonce, qn'aprèa avoir élé couronué pai cotto savante compftfnie. 
Ce Itvre est aujourd'hui arrìéré en bien dea pointa.... Qnoi qn'il en 
soit, l'ooTrage de M. Piclet devait apprendre deux choaea aux amÌ8 
dea étndes celtiquea en France: d'abord, anel avantage présentsàl Ift 
eonnaiaancQ aimoltanée dea dialectea nAo-eeltlquea : euBuit», comUen U 
était utile do comparer ccs dialectea avec lea plua anciennes Isnguaa 
de la famillc indo-européenno, comnie M. G. Buraouf l'avait d^à dé- 
montré, mais dana dea ouvraeea moina abordables au public n. D'Ar- 
boia do Jubainville, fiapport $wr les progrès ae la philologia 
celtique eti France (Recueil de rapprts ; Progrès des étudex claisi- 
gues et dti moyen &ge, 1868, pag. 131-133}.— Suivant la remarque d'un 
philologue de Dublin, aucun Irlandaia, en paaBeasìon de aon idionio n' 
iional, ne preualt la peine d'étndier le galloie et encore moina 1 
deus Butres dialectea du rameau breton : aucun Galloia, & l'oiceptìoa 
toutefola d'Edward Lbuyd, ne connaissait l'irlandais. Quo dire dea aa- 
vanta du continent, ainon au'ila étaient. pour la plupart, abaolument 
étrangcra aux idiomea néoceltiqueB 7 Zeusa a le premier ombrasse dani 
Bea recbcrches l'enaemblo et le détail do toua cea idiomes, rcmonlé 
jDsqn' & leura sourcea, retrouvé on mia en lumière leurs plus aneiens 
monumenta, démontré leur unìtA interne, lout en eignnlant lea difTérenoes 
profondes qui lea sèparent en deux rameax. C'est ain^^i qn'il a donne 
uue base solide A dea invpstigations dout la temerità dps eeltomane^ 
déloumait lea meilleurs esprifSM, E. Morin, EsguUse eom'paratme 
dea diaUctes néoeelHques, part. i, 1868, pag. 1. 

< <• The first naturai and inalìnctive nllorancea, ir aìfted diR^ 
rently by different ciana, would fuUy account both for tlie first origin 
and for the first divcTRence of human apeech. Wo can uuderstaud 
only the origin of language, but lik^wiae the neceasary breaJdnK 
.r — langnago inU> manv ; and -ve pprceive that no amount Of 
the material or the firmai elements of speecb is ìneompatible 
ion of one common aource n. Max AlUller, lictum 
of language, 6* ed.. 1871, t. I, pag- 417. — in Oona 
langues, mal^ les difTérences profondes qui sóparent les 
'llabiquca, lexiques et grammaticale a, loraqu'on va d'uno 



Tariety 

with uie admiasion of 

on the , 

loutea le 

formcs 



I 



A ampia tra^a d'està obra, parallela, pelo lado da con- 
cep^So, aos trabalbos da etjchola historica da AllemHnha, po- 
d*mOs mais exactacnente comparal-a & da Bthnoginie gav,loiie, 
com as suas vastaa divì.KOes era JnlrodvccSo, Glossario gauiis, 
Provas phfsiolofficas, Proras inUllectuaes. 

Na esposicfio do system» e em toda a extensfto do et^cripto 
brìlha aquella perspicuidade e lucidez de phrase a que o er. 
Adolpho Coelho cbama « exprimir-sc em termos mal deflnidoa >> '. 

Quando, porém. se acaba do ler o manuBcripto aeode in- 
Voluntarìament« ao peoKamento a reflexfio de Pascal; h Tous 
leurs principes sont vraia, dea p3n'honien3, dea stolques, dee 
Kthées. Male leurs conclusione sont faussea, parco que lee 
principes opposés sont vraia ausai ». 

Seguia-se tractar de D. FraDcieco de S. Luis. 

sr. Adolpbo Coelho ainda de certo nSo proferiu a respeito 
do moflno prelado a sua palavra final ? No livTO da Phonologia 



pri-mióreB do 
.... . ... cinquante 3DS 

de grammairc hÌBtoriqne comparée, on sait aujounlhui ce que, dona 
ehacune Ae sea voyelles et dans chacuna de ses consaDues. cctt« langue 
commune dos Aryaa subit ou ae anbit pas de variatlona. dans la snite 
dea tcQips et dea localités, pour devenir ìci le eaoakrìt dea Védaa, et 

Sina turd, eelui dea épopées indiennea, — 1&, le tead ou ancien baktrìen 
Zoronstre, — d'un cdt2 pour se tranarormer en vieìl eselavon, do l'an- 
tre, ponr loumer an gotiqua el au ludesque, — ici eneore pour former lo 

Kt«, kA en&D, pour proifulre le latin et ea Hllo la langae rran^aise. 
1 fond de tnutes ces langucs Bo^urs, tonjonra le mAine vocabulaire 
et la memo grammaire, toujnurs la mème langnn mère, formant un 
lont, rigoureuscment un, mais modiflant acs fonnes extérioures à traverà 
les Aeea, sclou le mélange dea races et la diversità dea milieux Réo- 
firaphlqueB II, H. Chavéc, La science du ìanqage et M. Taine 
TivctM de linguUligue et de philologie eom-paré*, V, IffTi, paR. 131 J. 
Cfr. Renan. Histotre generale des langues s^mitigufn, part. 1, 4' ed., 
18<i3, pag. iV> e seg, ; A. de Qaatrefages, Rapjiorl sur les progris 
de l'anthropologi.:, 1BB7, pag. 860-300. 1 

■ « Homem (ine abrangeu duas cdades, bemrazendo-lbes inotua- 

menle a urna pela oulra: anticipando cm melo do seculo passado o 

gtato, o nparo, a pbllosophia d'esto noeso: tran spiantando para o 

preeenle o estuilo, a boa fé, o sabcr do paaeado ; o legandn no fu- 

tnro theaouroa qui» andon deglncantando das antiguidadex rumotissi- 

la ». lito escrevB o ar. viacondo do Castilho. a pag. 32) da Priina- 

ra, acérca da peiaoa de Antonio Ribeiro dos Sanctos, o meecno de 

.Bino sr. AdolpDo Coolho dli que se exprimla em termos mal deflni- 

iioa. Costa e iìilva, no Ensaio biographico-tritieo (I, 31 ) qualidoa-o : 

ft« Respeìtavel magistrado. grande poeta, e grande pbìlologo e sabodor 

f-é^ lingua portugueaa u. b Auctoridade pura n6s de grande respeilo em 

1 tei materia », accrcaccnta D. Francisco do S. Luis no Glostorio dns 



\XS 



o pftrdial (' apeiifts fraeo erudito, e as ideas qua defende idea» so- 
meute avesSKs As sìmples DOcOes do eenso communi. (Pag. xvii.) 
No Orande Diccionario forlugvis o excel lentissimo sr. Adolpho 
Coelho, diatinctisaimo por trabalhoa profuodissìmos, usa meaoa 
ceremonias. Exetnplo [art. Cegar): o O obtuao eapirito do cardial 
D. Fr. Fraiicìsco de 6. Luis, na sua mania de derivar palavras 

portuguesas do hebreu, suppds — ingenuo cardia! nfio per- 

cebeu,,.. De outro Udo a ignorancia do cardial, a qual em vSo 
tentava asconder com una farrapoi^ de erudiciio superflcial, dSo 
Ifae permittiu ver quo da idea de cegar, fazer cepo, se passa 
facilmente a de cegar, obstruir. Bluteau tinha-lhe j& indìcado.... 
■> cardial nio entendeu ». 

Depois d'isto so oa Liero» de critica do sr. Luciano Cordeìro, 
cu cap. vili das Bpopeias da raca motarabe do ar. Theopliilo Braga. 

Pena seria se o novo additador do Grande Diccionario parasse 
em tSo bom caminho. Obteato os deuses immortaes a que Iba 
prolonguem o folleg'o para a continuaciio da Jornada. 

Quanto no pobre cardial est)l decidido que o sr. Àdolpho 
Coelho jurou pOr-lhe os manes a pao e ugua. NEo llie vaia 
las primeiras liahas da sua Afemoria, o nome 



palavfas da lininia francena, s. v. Insinuante. » Tao uonsuinmado em 
lodo o Deaero ile litteralura Como puro em sua lioguagam », declan 
Agiisliono (le Mendonooi Falcilo nas CoTUiderarZes sàbre a Iì«wim 

fortuguesa e s«u estudo ( Ckron. liti, da Nova Acad. Bramatwa, 
. 303 ). « Honra da uiagistratura portu^esa, imilador e èmulo de Fot- 
i u, lialia dicto aotea Almeida Gorrett, o qual, BnatmsDte, indicanda 
algumas das suas composicòes poeticEis, affirma: o SSo de unta eie- 
eancia e purcza de lioRuagem rariaainia em oossas diosu. [Parnaso 
Lusitano, t. I. pag. Uij.) 

Eate hoiiiem que se exprìuiia em termos mal doQnìdoB. Os 
louvorea da lingua que tuo completameato pussuiu e domìDOU cela- 
brou-os elle proprio uos bcUoa versos da sua epistola A Alesis: 



Corr«u pnrelliaa c( 



E camtuda ioda antiio dìo tiniia o Sena 
Ao «utjlime ConielUa. ao griio Racuui, 
Ao crilltìj Boileau padiws Krguido, 
ladiL dOo tlnlia vlato o flavo Rbeoo 
Baiar Oplìi e abrlr-lhe a nova edade: 
Nam B escuiB Albioa. de mar Giogida. 
Satire aa bardas do ThamlBU suberba 
De HTiakeapeare u 



li daausadas li 



tPoa 



s dt Blpi»o Durfimr, I, 64.) 



I de Antonio Ribeiro dos Sanctos, Daturalmente acompnnhado de 

referencla i a obra daB origenn da antiga lingua de Hispanlia b ; 

sr. Adolpho Coelho asaaea-lhe o ter-ae nproveilado d'esses tra- 

balhoa Bem declarar cujos eram. « Argumentos quasi todos 

I aproveitados dos manuacrìptos de Ribeiro doa Sanctos, comquanto 

I o auctor n&o noa fate d'esto seu predecesBom. {Pag. xvi.) 

O principio estabelecido por Antonio Ribeiro, e moia tarde 
por Monboddo e Herras, a respeito da filiacio das linguaa ', 
principio que o sr, Adolpho Coelho, a pag, xv, nos propOi 
conio exacto (n estabelece o principio, alias exacto, de qau nto 
é sdbre vocabulario que deve nssantar a ftlia^.So das Ijnguaa, 
Benfto sòbre o seu organismo intimo * exprimindo-se em termos 
mal deiìnidos, que roveiam bem quo eìle nao fazia idea plara do 
que era o organiamo de urna lingua » '), cste mesmo principio. 



> Mas UùUer, Lertures, 6> ed., 1871, t. I, pag. 155. 

< n sr. Alexandre Herculano moetrou qne, no absolato da theo- 
■ la qua estabolocam, é paradoxal e falso o pensamento dos quo pre- 
tendcDi rejeilar as siDiiltian^as dna vocabuloa para deduzjrem as ori- 
g«nB n eicl usi VBm ente das fòrmulas grammalicaes cu iadoln da lin^ 
gua p. a £ Buipre^ndo os doua meioe, o da j^rammalìca o o das 

Salavras, que se tem podido chegar a eslabelecer as grandus faniilias 
Eis linfcuas ». E mais adeante : a As lin^os Eeguem sempre, espe- 
cialineof(< na ayntaxe, o desinvolvimento ideologico dos povos qne 



ì multipli CI 



s rcla^oce se 



talam. À proporcSo qas g 
vào encouirando enti-e e" 

]ado, e por outro so và_ , ^.._ 

cogitar humano se coordenam, é acaso possivel imaginar qua a fórma 
objectiva nio ae altere e nao siga as transformacòes do verbo inte- 
rior? E nio acoDtecerà o mesmo quando vice versa urna nacSo cor- 
rompida parecd retroceder para a. barbarie?— ... Leiamos urna pagina 
do Nobiliario alLribuido ao condc D, Fedro, urna ciuitii;a do canuìo- 
neiro antigo, um capitalo de li'emiio Lopes ou da traduc^So da Hisloria 
Biblica: imagincmos comò expriniirianios o que lenios na linguagem 
de hoje commum e desaffeclada. Que acbarcmos? Nào serA urna pa- 
lavra ou ouira antiqnnda para substituir, mas a successào dos voca- 
bnlos para iterar, preposifòea para trocar, syulaxe para regularìiar, 
vorboB para reduiir a ontras lenninacòes nos aeus tempos e modos. 
S« d esatte ndessem OS o vocabulario para so aoceitar comi) prova da 
flliacSo as (lìrmulas da gramnialica, Bcariamos as vezoa perplexos 
s6bre se deverìamos conceiler que o portugues de lioje seja o mesmo 
idioma, ou anles idiomas, de quo usavnm os nossos av6s nos seculos 
XJII, XrV 8 XV .. (0 Panorama. 1814, pag. a'J2. ] Cfr. Hixtoria dr 
Poi^ugal, » ed., t. I, pag. 33. 

' Por orgaitumù entende o Sr. A. Coellio a grammatica do urna 
lingua: b vocabulario toma o organiamo de urna lingua, a sua 
grammatica, que é a mesma cousa, despeJaca-o e dispòi essas fra- 
gmentos numa oidem que nada tem que ver com as suas rela^jòa^ 
interìores e. No que respeita A grammatica, eia as auas deGnl;ùe3 ; 



ileclarado em outros termos, e nienos ab Bol litanie nte, pelo c&r- 
dJal ', que dà o nome de indole ou genia * ao 'lue alguns 



•I Qu&o suparlìcines s&O db conhecimcntxia que o sr. Latino Coelba 
tem doB ri!centes Irabalbos sAbre a sciencia da linguaaem, revela-ae 
nesBa distinc^ào qua (az de vocabularìo e grammatica, dlslincfio qne 
se baaeia sdbre luna apparencia e um babito que so n conveniencia 
farA ppraiatir. Para o glofUco, a grammatica, conaiderada objecUva- 
mente, abronge, nas linguaa indogermanlcos, o BysU'ma inteiro das 
raizes, Uicmas, deHincncias casuaes e verboes, doa olementoB da Mlavra 
em samma i>. (0 ReXalorio do sr. Lutino Coelho acérca do Dicrio- 
nario da Academia examinado por F. A. Coelho, 1870, pag. 8 a 7.) 

■ ■ NSo se lieve procurar eslc genio das linguas, nem por conse- 
quencia a sua niiacito « parentesco, nos pariicular'>s vocabulos de cada 
ama, considcrados Eeparn/iamenle, e seta a fórma, ordem, ligafào e 
emprego que os faz servir A pintura e expressao do pensamenla. So 
por nm lai prÌDcipto bouvessemoa de indawr a filiacào da Ungna 
portngupsa, nos venamoB Gxlremamente perpTcxos pitra d^tenninor a 
sua cnamadft matrii : e por ultimo spriamoa obrigadoa a dividir por 
maitos outros idiomas està bonrosa qualìdade. O crego sabirìa com 
soas pretcnsòex. phenìcìo, o arabe, o orientai aili^Rarinm tainbem 
alguns direitos; e nSo faltaria nas proprias linguas da Europa mudema 
quem Buetentasse ter parte na divisào. 

« De ontro modo pois se devo proceder neata materia : de entro 
modo se deve juigor do genio das lioguas, que é o que constìtue a mais 
esseacinl differenza que entre cllos ba: a sabcr, pela sua estmctura a 
eonBtruc(ào ; pela ordom e ligacào com que ellas aispòem os seus voca- 
bulos, a fim de fazercm mais Clara e mais energica a imagem do peo- 
somonto ; pelas dìtTerentes fòrmas grammaticaes com que modiHcam os 
mcsmoB vocabulos; e pelo omprAgo e logar quo Ihcs dio no discnrsOi 
aptiflcando-oB asaim paro bem deBempenharem aqnella pintura e m- 

Sressio. Niato é que Terdodeiramenie consiste a indole e obaracter 
oa varioB idiomaa ; nisto consiale aquelta 'pensar proprio de cada na 
d'elle» ; e por esle caminho se di^vem indagar as relafòes do sea moia 
proximo on maia remoto parentesco n. D. Fbakcisco db S. Luia, Ha- 
moria era que se pretende mostrar que a lingua porlugueia nffo è 

fllha da ialina, nem està foi em tempo algum a lingua vulgar (Jm 
uiiitatiof. {Memoria^ da Acad. R. das Se, t. XII, pari, i, ltS7, pag. I9.j 

' Il Yo distingo en las lenguas tres espeeies do carsctéreB, qua 
combinados en la oracion , forman et gqnio general de un idioma. 
El prìmero es el carftcter gramaiieal ò lóffieo, el scgundo es el uwal, 

y el torcerò el maral, que incluye al /igurado 6 poètico Por 0»- 

ricter lògico entiendo el mocaniamo de la frase , que naciendo del 
órdon con que se eneadenan las IdeaB cn la propoaicion , forma la 
conatruccion ó BÌntdxis particular de cada lengua. . . . Por caracter ub 

entiendo aqnellas escepciones. quo la neci.'sidad lia puesto en Iob pi 

cipios geoerales del arte de hablar para evitar la oscuridad ó la asn^ 
bigùedad en ta cnunciacion de ciertaa nacionea.... Por carActer ò genio 
moral de una lengua . entiendo aquella costa de frasps , en que la 
eleccion de ciertaa imàgpnes , de ciertoa aigiios de comparncion , y la 

Srcferencia de ciertos vozes flBicas muealran la inftuencia del ge^"' 
e la nacion sobre el lengnaje. La eleccion de cstos términoB eo 

parativos y de eatas ìmAgenca no es bija de una conveneion A i 

arbitrarlo y casnal : porquè la difereneia de sensibitidod, edncaeion, 
ejercicioB, ubos y costambres de Iob puebloa, ba determinado la pra- 
ferencia do ciertoa signoe, representa ti vos de los objetos y percepeìo- 



I 

ì 

I 



ehamKm organismo, é a p&g. xvii taxado de sjngiil&r e avdsao is 
simplee nogOea do senso commum ! ■ 

Curioso capittilo, para Bjunctar & hìstoria das optniOe!) 
contradi etori aa de qua Voltaire pretendia assignar vinte volu- 
mes in-fotio, fora o qae posesse era confronto a prefacSo do 
livro sr. Adolpho Coellio oom o Elogio historico de D. Pr. 
FraiteUco de S. Luis, pelo sr. Latino Coelho. 

Onde a Prefa^io affirma quo « a memoria do cardial n&o 
so revela carencìa completa de espirito scientifica, mas ainda 
meamo que elle era fraco erudito, ignorante ató de certos 
ponctos conhecidos da antiga philologia clasBÌea », o Elogio AH. 
O cardial Saraiva, encarecendo as preeminencias de umn 
genealogia quasi mjthologica uo idioma de urna na^ào, jul- 
^udo por ventura deaaireda a lìngua materna, se de tgu 
proxìmo tronco, corno era o romano, descendessc, intentou 
provar numa memoria pliilologiea os erroa da doutrina rece- 
btda. Eeta memoria, moldada na locucSo correcta e alinhadu, 
\t no estylo simples mas elegante que sempre distinguiu o^ 
escriptofl do cardia], se nfio pOde levar a persuasSo aos es- 
piritos racionavel mente obatinados na flliac&a latina, abriu o 



villa proBentaa con mae tuaria, 
C&PUANv, Arie de tradw:»; ud. 
de AlcalA Galiano a V. Salvd, 1S39, pag, xv-xvii. 

■ « L'hannooie lexicale entra dcux langaea, sana l'Iiarmonie gratn- 
moUcale, ne prouve rien. Une laugue peut avoir emprunU beaucoup 
de mota, anna altérer son essence vitale : l'anglaia, malgré l'enorme 
auontll^ (le mota celtiques et romaniqaea qu'il a adopl«3, reste ude^ 
MjiBQu ini^jfralemoDt gemiaDiijue : le persan moderne, malore tous ses 
mou arabes, resta un idiomB d'Iran : le turc-osmaoU n'a non perda de 
WQ ^lénicut tatara, m^me après a'dtre affublé d'une mosso de mol» 
persans et arabes «.A. Schleicher, Las Langues de l'Europe 
moderiK, trad. de Ewarbeck, 1653, pag. 33.— ■ Langa&ges are arranged 
In thfl game class, not becaiia» tliey agree In havìng a copious gram- 
mar or scanty grammar, bui becauee t&ey are deBceadod ( or are aup' 
posed to bc dcscended ) tram some common stock ; wbilst sintllariiy 
of grammatical stmcture, and glossarial identity ara recognised as ote- 
msnte of elassinealion only so far as they are nnidertce of snch eom- 
Binnlly o( origin 1. R. G. Latham, Opiueula. Etsays chiepy phi- 
lolofiieal and elht%osraphU:al, 1800, pag. 146. — « Wbore, Rs in the 
MSe of Indo-European and Semitic speech, vre flnd structural accor- 
danee combined wlth Identity of material, as traced out and de- 
termìned by long-uontinued ond peantraUnn etìióy on tlio part of 
many Invesiigulurs. iliere the unily of the fnmilies ie ptaced beyond 
the roaoh of reasooabla doubta. W. D. Whitney, Laiiguage and 
Hu tludji of tangwage, 1807. pag. 357. — « In the eourae ol these 
coaaidoratlons, wc hai lo Uy down two asioins, to whicli we shall 



csmìnlio a um genero de investiga^Oes quasi deeconbeddas 
em Portugal, as que se referem aoa primordios, desinvolvi- 
meato e perfeicSo do ìdiomtf portupuéa u. 

Se a Prefa^io accresccnta: « Ab ideaa que ahi se "aoliain 
tìxpresaae mostram claramente que o politico liberal nBo ti- 
nha afogado nelle o fcade erudita », o Elogio redargue: « ha- 
bito bDnedictìno, que Ihe sanctifìcou a vida, dSo pOde nunca 
mjrrhar-lbe o cora^ao, aem amesquinhar-lhe o eapirito. Da- 
baìxo do saial do monje vìbrou Eempre em rasgoa de patrìo- 
tismo e em voos de ambi^So litteraria a indole do snbio e a 
tampera do cidadtto ». 

Quando o sr. Francisco Adolpho eacrove ; « A Mtmoria etn 
que se pretende mostrar que a lingua jiortuguesa ndo è jitha da 
latina é concebìda no espirito da enidigSo do convento portu- 
gués, eruditilo que se inspirava da estreìteza e estabiiidftdo 
(la Vida monastica, orudic^ locai, friigmentaria, incapaz de 
chegar a comprebender a vida, e por consequencia a inatabi- 
lidade, a revolu^ao, quer na historìa quer na ling'uagem », o 
ar. Latina Coelho reaponde : « Os exemplos de conscìenciosa 
investigammo bistorìca que Ihe offerecia, dentro da sua propria 
ordem religiosa, a celcbrada e eruditissima congrcga^&o maurìna, 
ae multìplicadas occaaiOes que se Ihe depararnm de cstudar 
OS preciosos archivos nos mosteiros da sua religiilo, inspira- 
ram-lbe a cpenca do que a bistoria se nSo póde j4 hoje eacrevar 
sBgundo aa chronicns viciadas pela credulidade, e qua o viver 
antigo doa povos aó póde reeonstniir-se neste seculo pelos 
documeutos e peìos testimuuhoa genuinoa, interpretados pela 



frequeBtly have to appeal la the progress of oui investigati od s. Tbe 
lirat (ieclares gramtuur to be the most esaoutiol elemeot, and there- 
loxe tUe ground o( classidcation in ali languages which have produo«d 
a delhiite grammaticBl arliculBLìon : the second dani^s Iha pijBsibiUtv 
uf a mixca language u. — « In tlie scìunce ol language, gensalogicat 
classificati on must rest ohiefly od the formai or grammatica! elemaalB, 
which, after tbcy have been atTt^cted by pboQGtic chanso, caa ba faept 
op only by a continuouB traditioa. We knon Uiat Freoch, Italian, 
Spaniab, aad Portngucse must be derjved from a common souroe, 
bccause they sitare grammatical forms in common, which none oi 
Ihese dialecls could have suppUed from their own reaoaTcea, and 
which bave no meaning, or, so to say, no Illa ia any one ol them b, 
F. Mai Mailer, Leetarcs on Ihe science of language. O ed., 1871, 
t. I, pag. 86, 193. — Ctr. Eenan, Bistoirc generale dxs langucs sémi- 
tiqves, part. I, 1803, pag. tó7-458. 



47 



diplomatica e allamtados pela luz da critica moderna. — Quo 
D. Fr. Francisco de S. Luis seguisse no daustro as tradi^Oes 
de erudi^ e de archeologia, nSo é para extranhar em quem 
tinha incitamento da voca^So, e a singeleza e bonanga da yida 
monachal a convidar-lhe o ingenho e a estimular-lhe a ambigSo 
das glorias litterarias. Mas que o monje baja de inscrever o 
seu nome nas memorias da revolu^So politica e nos martyro- 
logios da liberdadCy eis ahi o que nSo se esperaria facilmente de 
quem pelo habito pareeéra renunciar às luctas da yida publica 
e aos mundanos arrebatamentoa da tribuna popular » ^ 

Com a differenca que vai da disiraccào para a mtencào^^ 
Regnard tinha addivinhado o sr. Adolpho Coelho: 

Cesi un hommQ étonnant et rare en 8on espèce 

8ui réve fori à rien, et B'égrare sana cesse; 
cherche, il toume. il brouille, il regarde sans voir; 
Quand on lui parie bkinc, soudaln il repond noir. 

3®. Juizo sóbre o livro do sr, Leoni. — Vamos vendo que o 
sr. Adolpho Coelho queria que V. Ex. mettesse a encyclopedia 
nas s<5s duas paginas de referencia ao primeiro fasciculo da sua 
obra. A conceito seu, esse era o logar proprio para analysar e 
taxar o immenso labor do Genio da lingua portuffuesa, publica^Sio 
recebida pelo pays com admiragSo e recolhimento, que nSo 
com OS euges vulgares, e acérca da qual se promette o laudo de 
julgador a tantos respeitos idoneo qual é o sr. barSo de Villa 
-Nova de Fozcoa. 

O maior louvor da obra, quanto eu posso julgar, està prin- 
cipalmente no facto em que o sr. Adolpho Coelho cifra as suas 
accusagOes: «t Em poucas palavras, o auctor nSo vù nada além 
dos horìzontes estreitos da philologia do seculo passado, cuja 
auctoridade 6 a unica que invoca ». Este j ustamente o seu me- 
rito essencialissimo. Sem o recurso às terminologias forasteiras, 
sem a contribuicfio forgada e diuturna, ou sequer sem a simples 
alcavala imposta aos trabalhos de investigasse germanica, soube 
o auctor, até onde Ihe era permittido» desempenhar para o seu 



« Elogio historico do socio effectivo D. Fr, Francisco de S. Luis, 
recitado na sessSo publica da Academia Beai das Sciencias, em 19 de 
notembro de 18DG, pag. 4-8. 



livro titulo de Genio da lìngua porluguesa, ou cau. 

e pMlologicas de lodas as formai e deriva(5et da mesma lingua. 

A. parta coasagrada ao estudo d»s fórmna gr&mmaticaes , 
parte onde o sr. Adolpho Coelho se digna ao menos convir que 
ha alguns maleriaes aproneitaneis, é copiosisstoia. Mas o iasione 
glottico por isso mesmo conclue que a cxecucdo nSo corresponde 
ao titulo. « A obra — diz — està bem longe de dar, cgmo a 
parte indicada do titulo promette, urna analj-ae do organiemo 
do portuguès: reduz-se quasi toda no que nós chamfLmos mar- 
phologia, e apenas lun ncauhadiesimo capitulo é dedicado k 
phonolo^ìa B- Sim, sem duvida, o auctor n&o chc^ a dar & 
phonoiogia, quer dÌ7,er, ao esame das alteragOes syatematicas 
quo Duarte Nuues, ha quasi tres seculoa, chamava corrupfai 
per troca if iratmuda^aS de lelras ', a extensilo de um d'eases 
fastidiosi ssimos tractadoa de Zatillehre ou LimtterscMeìnatg prò- 
cedentes de Berlin ou Weimar, tractudos a cuja mortai aridex 
attribue Miguel Bréal a ne^cSo ou rcpugnancitt que muitos teen 
a similhaute genero de estudos — em tal sorte que os proprioa 
vulgarizadorea da scieneia se Ihe nao eximem. Um, e doa pri- 
meiros, Ascoli, aiuda ha pouco declarava a freute da sua obra 
capital : n Imperocché, il confessa, io sento un certo orroio 
pei compendj di fonologia comparata u <. 

« acanhadissimo capitulo, e esse mesmo superticialiasimo, 
e, que é peior, ìaexacto o, de que nos fala o sr. Adolpho 
Coolbo, capitulo, ao parecerdeuma grave auctoridade, escripto 
con tanta philoiopkia e clama conio aiundancia ^, é o que, sol) 
titulo de lei da corrupgSo, serve de introito & obra do ar. 
Leoni. Offepecem-noB as suaa paginas o resultado das expe- 
I phonicas, experiencias delicadas, quasi chimicas, dis 



* M Nft qual maneira do comipcaò ha hùas cprlaa letrns <|U0 quasi 
sempre reapondetii a outraa, comò o dìphloogo au, dos Lalinus a qua 
08 Portogucses respondem com o eeu ou, corno por Duilio ou(o, por 
aurum ouro, por taurus tonro, por tauri» louro, por maurus mouio, 
por cautia couue, & por jmiucuj pouco ». D. Nunks co Liiu, OrigsM 
da lingoa portvgvesa, lOOtì, cap. vu [pag. 38 da ed. do 1781). 

< Corsi di glottologia, doli TUlla Regia Ai^ademia Scientifico- Letta- 
raria di Milano, voi. I, pag. ix. Turin e Floronpi (Milào). 1870. 

s J. F. de Castilho, Irit Clasiieo. 3.* ed., pag. 9i. Bio de !»• 



AndnJ LefèTre, proceasos de &&&ljse em qua alguma vantagem 
havemoa de levar aoa antìgos, se'é que nto somos n6a realmente 
oa antigos, corno ji a sciencia tomou a cargo persundir-noii '. 
Sfto podendo negar qite alli eatffio — fructo quasi esclusivo 
de observacOes e combina^Oes proprins * — oa prìndpios da 
phonolog-ia do portuguèa, o ar. A. Coelho nota-lhe deficiencias 
e iaexaclidOea. Mas nSo as ioiputain egnalmente A Grammatica 
de Bopp? Nao aa arguern a BanfeyT Que theoria phonetha tem 
sido nlii mais inciilcada e encarecìda qua a lei de Grimm ', 
( lei da arrogancia letttOHica ', famosa lei a cuja MlPosìi^So de- 
putou Max Milller todn urna liccio dos seua ouraoa? « Et pour- 



< tt Ajoutans qa'& la fausaa idé) d?s Anclsns, qui croyaìent ft une 
dieadmce contiauello de l'humanité, U luut oppaser l'iJó? aloptés par 
la Hióaea moderni, qui croit i. un dèvaioppuniBut progressit ile loa- 
péce humatoo. Diaona eacore quo, dao« lo langa<^ vrai, lea Am^Uns 
aevraloat atro appelés les Jeanss par rapport A noua qui Siimmos 
, leuTs aneinaa, laura mattres et leurs jugca, oomme los liomm^a de 
inir a>ro[)t un jour, par rapport k noua. noa ancieos, noa nialtrea 
OS jiigoa B. P. G. BeBouasH, Résumi titudes d'ontologU gène- 
Lrale et <U ImguUliqUi! generale, 3> ed., Straaburgo, IBSJ. pog. \Si. 

* Nft Grammairi! romparée des toMjfUe» de VEuropii Ialini! àe Baf- 
' nouard ( Paris, 1821, pag, xlit-ilv ) e om Dauìna i La Clef diui limguet, 

Bcrlia, 1801, l. II, paz. 142-150 ) encontram-aa alàuns eleinintoa pura o 
•studo da phonotiCH do portuguèa. Com eapeoiul retoreiicia ao arabe 
csiatem na obra do Fr. JoSo de Souaa aa iDtlicouùea geraoa, 

* ■ La loi de aubatilution dea conaonneB dana Ica languts gormaoiquea 
eat aaua contredit do toulne Ica loia phoaàtiquas celle qut a ea le plus 
de retentiaaement. Ou apergoit mème ctiei lea philologuoa allcmands 
une carlaìiie aalialaction loraque, dana leurs écnta, il^ soot aipenés & 
■D parler, et l'on peut diro qu'ìls manijuent raremetit l'occasion de lo 
hiro a. L. GAuaaiH, Eisat iTniterprétaUon de la loi de suMitution dM 
ootuonnes dann li» languai g^rmaniquen, Parla, 18SS, paij. 1. 

* .1, Grimm, Geichiehta dsr lUMxehen Sprachu, 2* od., t. I, pag. 437. 
Leipzig. ia~i3. 

Coiitru a hypelliestì de Orimm, veja Mai MUller, Lecturgs ', II, 
pa^. ■i\d. O omioente proleaaof ludica, para as cxcepcòes da lei de 
su bali tut (ilo, um artigo de Lottnor, publicBilo db Zeitsahrift de Kuhn, 
XI, png. Itti, e barn aasim aa observa^^ de Oraasinanu no l. Xll. 181. 
Coui rerereacia a oate »saumpto oserete Miguel Bréal: k Jacob Urimm 
fiil h vrtù cr^atear dea étudoa reiativaa aui moJificationa ttus arins.... 
Il avaìt moutrè, par la loi do aubatilutiou dea coiiaouiii?» a1li.'iiiitnil"s, 
«omblen eat important ie ròle dea loia phoniquia daiis la formuliuii vi 
dana la nuilamorplioae dea lliomes. Ailant plue loie eadi'o, ti nvnit 
analyaA la parile la ptua aubtile du lauga^«. aikvoir les voyitlfs. i>t ra- 

I iii<3De & dea sériea uaibraiea, qu' il co[ii|iiii<; lui-nn' \ r<-c1ti'llc dea 

I ooulenra, lea variationa doni cliaque vnyi ll<: ill'in i^<l' ■ si susce|jlilile. 

\ Moia ioi il so Irouva. aur uà point caiJiL-.l, <ii .k-.f .mì I i.m-i; M. Bopp. 

J Ce u'eat pos ie llea d'eipoa^r la Duii'tiu d: unumi .hliv l'iipnphoniu 
{(^Uiut): il nous auffira de diro ijue, non .■■ini-Til liniti'iliuer ii ces 
moilillcaljoiis do la voyeUo uno viueui' sigiiillcntlve. il y voyull une 



tant cette prétendae foi, il n'v a pas à se le diasimuler, n'a 
rien de légitime « '. 

Sao fabas e cahem a mais leve critica, assevera o ar. 
Adolpho Coelho, « as cxplicagOes de alf^uDs siifflsos portugueses 
e a maior parte das dos Utinos, cuja verdadeira natureza sii a 
grammatica comparada p6da descabrìr u. No cstado actual da 
sciencia, nRo munos faeil deve ser, com o ausilio da gram- 
matica a que nfio sei se me permittirSo dar ainda o nome da 
(vnpdroia*, determinar a natureza doa prefixos de urna lingua; 
e comtudo, nos Prùieipios de etimologia, ffret/a, mostrou Curtius o 



raanifadUtion immediata et inoxplieable de la facullé du langage. M. Boi>p 
combatÙt cette hj-polhésa corame il avait combattn la tMoria de Fridério 
Schlegel sur l'orlgiDa daa flexions ». { Introduttion à la tìramtnaira 
eomparée dea langves indo-européennes ile M. Fr. Bopp. Sxtrait dU 
tonw premier, Paris, 1866, pag. i<lxv. Ctt. Exlraii du tome troùiinu, 
im,pag. Lxvi.) 

1 Ilovelacqii", Instructinns pour Vétuds étémenlaire dò la tùt- 
guisliqu'! indo-européenne, pag. lOG. Paris, 1B71. 

■r La fami<uBe Inéorie est doac fanssa dèa san point de départ ■> 
aflirma esplicitamente o auctor em outro opusculo seu, dedicado a Cha- 
vée, de cuios doutrinaa confeBaa Ber esae tratiallio mera aiapliQca^o. 
Diz na deificatoria : « Dana votre cours de 18!i6, abordaat l'étudo si in- 
téreBsantg des idiomes Kcrmaniques, vous fùtes amene, ilés les première! 
legooa, it l'euimen da la loi de Giiram, cette Lauttrerschiebunff, cetl« 
circolation phonétique tenne par l'école allemande tout eatiére ponr 
un phónomàae avere et indiscutable. Sous volre savaote pArolo, loa 

._ _. 1... .. ', iinp iiiterpri'tation rigoureusement phyBÌo- 

><ir i>rdre nntnrel : il appanit que la tùéfy 

i-.u-iMird avec la réaliw des chosea ■. — 

:' Que la théorie émìBe par Grimm, 



faits s 



'taimilnrit n 



. T conlre, laissant h l'écart 

UDÌ' l'i: " < - I 1- I I ' '. iii'si plus admissible qu' historiquement 
dans Uri-.. .-,1.1.1 UL lii.nui=i,i.|ii.; », {La Tliéoritì spicietae de Laut- 
vcrschUbiiiiy, latii, pan. ia,U,lii. ) 

que na.i impcda que a oiicào postbuma do Cowipendium de Sohlst- 
clier, feita i/ste anno, a contiaun a admittir corno uoaclo de d«uLrini^ 
e mcQ<is Biada qui> a memoria de Uaussin à Socleoade de Ling[nisdc« 
de Paris rejeit? a explicacào da tlieoria de Orìmm proposta por Uova- 
lacque, do ineamo modo qu? Baudry ( Grammaire comparée dei langlt4i 
classiqiiiis, I, l«i8, pag. I'tl-150) rejeita a de Uax Miiller. 

phénoRièncs crammalicaux que Qrimm avait aasembléa 
ile classe et placéa sur la mème tigne sont soumia ft nn» 
_. 'elle, et grftca à des instruments dobsorvation plus par- 
n décuuvre dee formationa successlves Ifk où l'illustre germa- 
uiBta avail cru voir Ica variétés simultanées d'un mòmo Ijpi. C'est 
aiosi qne nolro scicuce va toujonrs se développant, et fendant da 
plus CD plus Ai changcr sa dénomiualìoQ de grammaire comparée. 
qui pcut prétcr k des équivoques, contre hdd nom vdrilable, celui da 
Érammairi? liistorique a. M. B r é a 1 , Les Idies latente^ du lengagg, 
1868, pag, 5.— « Oa ne parie pas correct«ment en se s?rvant purement 
du mot grammaire comparie, saas dire cn mime tempa queis sont 



analyse d 

faìta, - 



valor da tbeoria accommodaticia, pe nSo falsa, de Pott acérca 
doB prefixos '. 

Pelaa conclusOes do livro, a obra do sr, Leoni eSo produsiu 
o effeito lomaxtl a que era desti nado : a hypotliese que o nuctor 
se esfor^a por destruir vive, e penetrow Da intrue^ao publiea. 
E ohi resurg'e, para n3o dizer que ahi comeca a contenda cel- 
tica. « Quercmoa falar de urna aingular liypothese acèrca da 
origem do portugufig, que um escriptor nosso, Antonio Ribeìro 
dos Sanctos, falJecido etn 1818, introduziu em Portugal, e que 
boje tem um bom numero de enthusiastas, que mostra roelhor 
que ludo a opposicSo que existe entre a philologia portugueaa e 
asciencia ». (Pag. xi.) 

Preoceupacfto invencivel é està do sr. Adolpho Coelho, auppor 
que as ideas celtìcas, emquanto se radicavam inextinguivelmente 
em Portugnl, « desappareceram la fora deante de inenperados 
deacobrimentos feitoa no campo da Hnguagem ii '. (Pag. svi.) 
Raqueee pois os modernos repre sentante» do celtìcismo — Caa- 
glia na Italia; o hiatoriador daa Hnguas romanicas e da sua lìtte- 



de quelle arammaire 11 e'ogiit. Aa contraire, la philologio, la physio- 
logle, fnniuryogénln, l'analomio, préseotont, A ellea BeiìlcH, tlcs iilées 
Wen nettcs: de sorw que lo terme ^anatomie tomparig est ausai pré- 
Cis que l'expreseion de grammaire comparée est raiiUvit». J. Oppert, 
Ouverture du couri de phitologU comparée dea Inngues indo-euro- 
fiennes à la Bibliothique ImpÌri<Ue, Paris, 1854, paf(. S. 



' [A Mrodurp/la ao Grande DUcionario de Fr. Domingoa Vieira 
tiax cela pergunta: n Quo consirtorai;fiii Be p6ilo ter por boiunns quo em 
DOSSO seculo se fazcin defenaores estrenuos dos absurdos da celto- 
maniaT u E um arligo aJditado ao Dierionario, onài! rsparo que o sr. 
Ailolplio Coalho iifigou diretto de cidade ao partido celtophobo, u nssim 
concebido^ 

fl f CBLTOUAHO, «. m. que tem a eapirìto alacado de celto- 
tnania. Aniouio Ribeìro dos Saatos toi um oeltomano e conirnuuicou 
a sua doen^a intallectual a alguns oatroe erudìtos porluguezes, enlre os 
quaes se coniava o cardeal Saraiva ». 

Na mia nova edicSo do Glossario gaulès ( 1373, pa^. 3 ), illustre 
eolUsta cuja morte a scieucia boje deplora, Itoget do Belloguet, coutrapòi 
aos celtomanus, qne prelendiam fazor folar o balxo-brotdo a toda a Eu- 
ropa, H setta quo, negando resola tamen le Aqaolle idioma e aos seua 
Irmios de Inglaterra e da trlauda a origem celtica, mudàra em volho 
tndesco a li&gaa de Brenno e do Vercingouirix ; e decide qao ao menos a 
naggerac3o dos primeiros, antss do Uescobrimenlo do sanslcrìto, mereola 
Bigama desculpa. ] 



ratura, Bruce-Whyte >, em Inglaterra; em Franca Oranier de 
Casaagnac * e oa raembros do Conjrresso Celtico Internacional 

da Bainti-Brieuc. Subontende-se qae omitto referir-me a JoKo 
Rejnaud. Henrique Martin e Hersart de la Villemarqué, jà accu- 
aadoa de celtomanìa phìlo90pb.ica. 



I « Duclos (Métti, (le T Ac. d. Iiisor. et B.-L. t. XV) fui le premier 
à avanc^r que le (rancais ^tait mi mélange de celtique et de latin. 1a 
Ravalìére adopta celte idée, et, aelon lui, lo latin a été ealé, poux ainai 
dire, sur le celtioue.,.. Antonie Court do Gébelin, esprit tres -originai, 
deriva aussi le irancais itu celtique. En 1811, M. Bruce-Whyle reprìt 
cette idèa ol la pousaa beaucoup plus loiu qne s^s prédécesseurs. ... 
M. Brace-Whyte ne se conietile pas d' attribuer aux langiies romaaea 
noe base celtique et un matériel latin prèpondérant ; il adinet un mélange 
compiei de langues en leur suppaaant ancoro d'une manii^re toute gra- 
tuile dea formcs en grande partie allematides. Un pareti systéme u's 
paa beaoÌD de rélutation u. 0. F. Buanuv, Grammaire de la langvm 
d'óil, 2* ed., t. I, Berlin, 1669, pag. 1. 

* [Em 1859, Bob o tìtolo Antiqìtité despdtoiS; antérioHté de la 
■ lan^ue fran^aise sur le latin, deu & catampa um folhuts de poaCBs 
papnas, no qual toma por nssantado que « au liea de roir, dans lea 
patois, du latin corrompu, il serait plus eiact de voìr cbins Io latin da 
irancais et du patoia épurés ». ( Pac. G.) Nas conclusòes do tilheto 
(pag. 36) esclama: <i Ètraugo contradictionl lo latin, qui n'a paa pu se 
conecrver A Rome, se aerait établi panni nouaT Le peuplc Tomaia a 
lalBaé perir le latin, et les peuplea de la Uaule l'auraieot conaerVé? 
Lea Aquilains, lea Auvergnnls, les Catalana auraient quitte leur langua 
poar approndre une latigue oubliéd aux lieux mAinea où elle ae formai 
Noue D avons paa la torca de discuter de aomblabes hypolK^s°a. Le bon 
aeas aurait dil suture A lis renversor ; nous espérons quo rhìstoUe, 
mieui ilirigée, en fora jualice ». 

Raia e pdi risco por cima d'asta, come dirla porétn um dos noasoa 
eacriptorea de secalo aureo, obra mais penierosa do nnctor. a Hitioirc 
des origines de la languì fraittaUn, que dos preloa do F. Dilot acabA 
de aahir cm um volume de xvi-551 pag., Paris, 1873. aiiiigo polemiata 

E litico abrada a tbnorìa de D. Paulo Pezron, de D. Tiago Martin a da 
ibniz. Reieita a idea de Pasquler, de Ménage e de Claudio t'anoliet. 
Tm corno nao adviados os trabalhoa de Bopp, Pìctet, Max MlÙler e 
Kriderico Diez, que todoe, a parec^r aeu, deixaram a quostào no pbncto 
em quo a eoconlrarum, e, absorvidos no eiatn) daa relacSca, quaeaqner 
que eelas seiam, da: linsuos do Oriente e do Occtiente, ovaairam a so- 
luglio do problema etimologico posto ha dous s?cul03 : A lingua francast, 
considerala na sua essencia, é liogua derivada ou nacional; de totM 
latina ou de fonte gaulesa? Ao qac (pag. 36) rasponde o auctor: 

n Trento anné?s de méditattona et de lecturcs spécialcs ont irréro- 
cablement tlié notre opinion. Noua soutenons qu?, soìt par sa gram- 
maìro, soit par son vocabulaire prlmitif, le frangia est non p.ia Qua 
langue dérivee, soit du latin, aois du groc, mais uue languì nationale. 
Il est bien évident que noiis accantonai? devoir d'établir rigoureuseraont 
cette doctrlne. L'accomplissemom de ce devoir eat le but et l'objet d« 

a ... lea Gaulois, ajande nation avant toute autre, cn Occident, 
eonquérants de la moitio de l'Ilalic longtcmpa nvant quo les Romabw 
ents^nt conquis Véies et Capouo, arbitrea de la Grece aprea la mort 
d'Alexandre, fureal les premiers, aalon le mot de Salluste, A remplir la 
terrò du bmit de teur nom. Ila prtront tour à tour les deu^ villéa les 



StHgular eansìdent o sr. Adolpho Coelho a theoria que d'ahl 
a pouco bft de dar conio originaria de urna eechola do seculo 
XVIII. Siofpilar seri, ainda qiie profcBsada por todn a esi^hota, 
Aoa trabalhos quo nesla o aflilìarani deveu Ribeiro dos Sanctos 
B admissBo ao gremio da Sociedade Celtica de Paris ', a meanui 
que depois se havìa de cliamar, no esplendor de um nome maior, 
Sociedade doB Antiquarioa de Franca. 

Impugna aìnda o sr. Adolpho Coellio algiimas etymoloffias 
do livro- Abstenho-me, sem me despedir, de entrar jà nesta 
queaUo, Icmbrado das palavraa do noaso primeiro auctor de 



langue inui^isa. uans queiii 
laogne gauloise regista et e 
lanKue gauloise prcnd le no 
ce BJiungcmeDt. — IV. La la 



K~ \s illufltrea de l'unlvers, Rome et HioD ; et, aprés avoir ile touéa dana 
livres do Platon, ila achetèrent, par la :nort de soìxante millK dea 
leura, lombée ee combattant sona les mura de iìabylonr, l'injpériasable 
hooneuT d'ètre citÉs dana la Biblc. N'était-il pae & la foia faitx, ridicale 
et itnpie do suppoaer (lu'uoe telle nation, viclorìeuae de l'Orìent et de 
rOccideot, et qui n'a jamals perdu la posseasion do aa patrie, avait to- 
talement perdo aa langue? » 

Esle o artrumenLo do livro. Pela làbna doH capitolos se ajuizarà da 
ma distribuiamo : b I. Elat préaenl de la queation dea oiigines de la 
langue trancaise. Dans quelle voìe doit Mre cbcrcliée la solution. — II. La 

I — i.j .-:-.- .. g^fv^cui ^ la domination romaine, — III, ha 

nom do langne romane. Epoque et causea de 
langne francaiee n'a re^u ni ses mots latins 
dea Romuns, ni ucs mota grecs dos Phocéena. — V. Élimination de la 
théorìe rulaairo qai derive du latin la laoeup TraRcaiBo et le» paloìa, — 
VI. La nailon gauloiso. Ses nombreuses tribus. Son unite, — VH. La 
lonsuB gauloiEo. Ses dialectca. Lea pnlois. — Vili. Ctablìssi^mcnL dea 
Gaulois en Italie, oii les Bvaient précédéa lea tribua latines, ombriennes, 

SSlaagiques et étruaquea. Leur diffnsion en Europe et en Asie, — IX. 
atoia antiquea de rilalic. L'ombrien, l'osque, 1 étruaquc. — X. Latin 
vulgaire, ou patois antique du Latinm. — XI. Latin litteraire de Ronie. 
Sa Tonnalioii et aa cbule comma langue parlée. — XU. Benùasance dea 
nationntités et des langues oeltiques, on ecrit da nouveau Ica patois. — 
Xni. Ciklture dea patois celCiques et formation dea langues littérairea, 
L'ilalien, l'espagnol, le francoia ». ] 

I ■ Oh crediloa litterarios do Antonio Dibeìro dos Sancttis aoavam 
)a com gloria da natio portuguesa em variog eatados da Europa. A Aca- 
demia Celtica de Paria, eapocialmenle occupada coro o que dizia rr'Spcito 
& lingua e anUguidades coltìcae, e da qual eram tambem mpuibros o 
ahhaait Correla da Serra, Volney, Delalande, e o bara» de Humboldt, o 
nomiou seu aucio no dia 3 ventose do anno l'i" da republlca, em quo se 
inatituia ('.i2 de friTereiro de 1801). O diploma, com data de 4 lloreal 
(24 de abril de 1804), Pm virtude do qua] Antonio Bibeiro doa Sanctoa 
reeebeu aqueila iiomiatào, é aasignado pelo |ireaìdr!nt'> Cambray, e pelo 
vioe-presideiiLc, o celebre Ijicép^de. naluraliala diatinctiasinio, e diaci- 
pulo de BufToD e do Daubenton. Na carta do aecretario Jobanneau, com 
quo aquulle diploma lai reraetlido a Antonio Hib^iro doa Sanctoa, l£-aa 

Sue a Aradtmia eeltiea, proeurando a coatIjuvasSo dot saòios mais 
Ulincloi, atlim da Franca comò de loda a Europa, étiteiuUu gua 
dl$eia asiotial-o a $eti» lrahalho$, admittindo-O na nume'n de seta 

kfociiM fxtrangtiro3 ». M. J. MAitqusa Tonnss, Antonio Ribeiro dos 
Sanclos (0 Panorama, 1811, pag. 300). 



I 



grammatica, ao falar das differencaa de lingua latina entre oa 
lettrados d'ella no scu t«mpo, qua naO tenfendiaO anire sì: « Haa 
OS grKmaticos zombai) dos logìcos : e os sumulistas apupaO aos 
rheitoricos: e assi de todos os outros n '- 

4°. Opiniòes erroneat do tr. A. Sfregiano rtlatioas ao laCm 
vulgar. — Ou eu me engano totalraento, ou ha aqui um equivo- 
co, e dos mais eapessos, Pretende-se que V. Ex. deveria ter 
sahido a defender o ar. A. Herculano de erros que nSo existem 
aem Itae hnviam side imputados. Pedia-se ao Dicdonario mais 
que um prochronismo : esigia-se-lhe urna apologia, quasi que 
em lioroscopo, e por anticipk^So de futures desastres e de pe- 
rigos contingentes. 

Porque, se a poucos raeses de publicado o tomo IX do 
DiccioMsrio se viu denuneiada em publico a superficialidade da 
ffitloria de Porivgal ', nunca o sr. A. Coelho notàrn erro a» 
opiniiìes ahi expressas; ou entSo, onde e quando Ib'a.': notàra? 

Abra-se o livro da Phoxologia. Buscar-se-lia inutilmente 
urna palavra de censura à obra — menos todnvia que ae nio 
tenliain por censura estas de pag. xviii ; " Basta dizer que a 
hypotheae de Francisco de S. Luis e da sua escliola foi re- 
futada por alguna outros eacriptores, além do jà menctonado 
sr. Leoni, mas quasi sempre, corno na ffistoria de Porlugal do 
sr. Alexandre Herculano, no campo da lustoriu ». 

Nem um instante me detenho a indagar se ao auctor in- 
cumbia o onua de a contradizer no dominio da grammatica. Sio 
esplicitas B3 Buaa declara^Oes : « Apezar da rapidez com que 



■ Fersfio de Oliveira, Qrammalica de linguagetn jtorlugueta, ta- 

?utid<i edii'So, conforme a de 1530, pelos ars. viaconde de Azevedo e 
ilo de NoroDlia. pag. 86. Porto, 18il. 

^ « ... ilemiUB oste proprio aabio nSo é um repreaen tante da scies- 
cia alleoiao; as tenilcocias do «cu eepirito sào diversa» daa d'està 
sciencia, que todavia conhece e de que aprovoìtou alguns reaultodoe. 
E antss na nova esebola historica francesa que elle se lilia; e d'^la 
deventos conaideral-o uni doa primeiros meatrss, È por iaao mosrao, 
talvez, quo a aclencia da linau^em nào mcroceu a Herculano a at- 
len^iào que Ilio dA qualqner doa primeiroa biatoriadorea conteinpora- 
II80B da Allpmanlia. A pequena parie da HUtoria de Portugaf que 
tracia da origcm da lingua portuguosa nfio parece, pela sua auperBcw- 
lidade, eBcripta por o liomem que eaoreveu o resto d'essa grande 
obra ». F. ADOLfEio Coblro, Sò(n-B a neteindade da inlroduci'So do 
ensmo da glotUca em Forlugal, Lisboa, 1870, pag. 11. 



J 



vaca. 



devemoa proseguir ncsta introduce So, mais larga i 
mente do que deaejaramoa, importa eatabclecer aqui um facto. 
É o do predominio absoluto »lh linguagem doR ronianos na 
epoeliB em que Ihe succcderam os wisigodos ». { Pag. 32. ) — n 

Inodo corno, através do dominio wisigothieo, da invasSo arabe * 
e da reac^fio chrìstan, se foi alterando a IJngungem hispano 
■ AlgDma bora talvcz se lerà enaj^erado b idea da ìnllueDcia que 
t arabe exerceu naa linguas pt>nin8ulares. 
Assim é qne o Br. A, F. Barala, querendo offlimar qnc na con- 
, Ultura da ora<;io j>ortuguesa predomina ciò poiico aquelle elemento, 
se ruporla fi opìniso de n um dos hobbos mais abalisados pliilologoa 
de Coimbra ». Este escreve-lhe: « Eudice, provavelmenle, que para a 
lormncào da lingua pnrtuguesa n&o coocorreu so a lingua ialina, mas 
malto e muite ilevia concorrer a lìngua arabica. eBpcciàlmente quanto 
A eoDieiiura da phraae e do discureo: que eu concluia iato nio do eo- 
Dheclmento ( qac nio teoho ) d'està lingua, mas de ver corno o bebren 
tradoudo & Mita dà bom portusu^s antigo, e o latin, tradurido do mesmo 
tnodu, dà um portuguée mau. Quo iato vlnha, a meu vnr, n&o da lingua 
hebraica ter concorrido para a fonnafào da lini^ porluguesa, suppo- 
■icSo qtie a historia nào tavorece, mas do CBtreito parentcseo exislenle 
entro as duas lingua» hebraica e arabica, ramos (lo mesmo tronco «. 
E mais abaixo: a Ha um nio sei quA de aotagonico na indole das daas 
lìDguaa [ portoguesa e latina ], no seu ar, na sua esCntctura, comquaoto os 
vocatrulos!, na sua grande maioria, Eejam tomadns do lalim. Parece que 
ites materìaca foram vasodos num moldo de multo dilfercnte nalu- 
a. Està rnsfto operou-n em grande parte a lint^ arabica, euppuDbo 
_ pela razSo jA dieta, e pelo prolongado dominio e profunda inlluen- 
,i« do9 arabeB na nosea peninanla u, ( Adeertencias curiosai sàbre a 
Kngua poriuguesa, Coimtira, mo, pag. IB, nota. ) - 

PliifologoB da maior anctoridade teem porém comò iiidubitavel, quo 
da collisSe com o arabe sabira immunn a grammatica ilas tinguaa cas- 
telhana e portunicsa. Eate cuido aer o penaameato de Viterbo, no refe» 
rir-se à domina^ dos sarracenos. h que, sacrincando tudo ao bou torpe 
culto, ambigào e tyrannia, o quo rocnoa perturbaram tei a liiiguagetn 
do pays a. (£fiKidan'o, t. I, Lìaboa, 1796, pag. vii ]. Oicz observa qua 
dos quinlicnios appellativos hiapanhoes de origem arabe coniprelien- 
dldos no catalogo de Hammer [SitivngaberieMe der KaUerl. Akadt- 
mie der Wissmsehaften, t. XlV, Vienna. 1S54) a maior parte de- 
■llpiani objectos sensjveia oa ideas scìenUBcas, principalmente atti- 
~ienleB ooa reiaos da nalureza, & medicina, iLs malhemathicas, il astrono- 
_liia, A musica; bastantes pertencem ès instituifòes politicaa, e em pai- 
'licular eoe empreoos e dignidadua; alguns eoa peses e iiicdidas: oatros 
'«mllm & arte militar. Mas, conio se as Tclaiiòes entro cbrialSos e mo- 
InmiDelsDos se bouvessem clrcumecrlpto ao tracio exterior, impedindo 
m comnmnicatùes aCTectivaa, quaes exietiam enlru godoa e romanos, 
'~'~iliuina d'oquellas palavraa ae póde dizer lomada & esphcra dos SCD- 

lentos, aua der Sphàre da Gemutliea. (Grammatik der romanisclt*» 

■Sproehen, 1 >, 1S56, pag. 97; pag. IVI da traiL franceEa). ICngolmann 
iGloaaaire des moti espagnoU et portugaìs dirirés di l'aralte, Leyde, 
1861, pag. i-in) observa umilhantemcnte : n L'elude de cea mota oflrs 
nn intera parliculicr. Si nouB n'avions uucun autre document ponr 
rtiiatoire de l'Eapagne arabe, ils nons meltraìent en élat de uotis for- 

quelque idée sur lei rapporta qui eiiatoieut entre tea deux peuples. 

noma des impAts, les atenbaiàa et lea garrama>. les otmoaarifiii 
lea percevaient, les alcalda et Ics algvaeiUt qui exertaicut la ju- 




•romana no occidente da Peninsula, até chegar a produzir 
dialectoB difTerentes que se constiti! iram em differentes lingnas, 



rigdicUon ou inanlenaicnt la police, les noois dea poiils et d-^s mesures, 
ita almotacenes qui en avaient la aurìDlendance — tout cela montre 
asaez évidemment, lequel dea dcDX était la race domiiianle. D'un sub« 
coté, le grand nombre de temies de liotanio Isir : o anctor dcclara 
nSo eatar babituado a escrever eni francfla ], di cliimie, d'aalronomie, 
dea arts et dea méliers, que lea Eapagnola ont empruot^s aux Arabea, soni 
une preuve inconteslable de ce que ceux-ci avaient la auperiorité en 
mattere de civilisation.... Touteioie il ne fant paa exa|{ér«r rìnAneace 
arabe sur l'espaouol. Lg DÉnie dea deox laneues était trop dìffétent 
ponr permettre dea rapporta très-intimea. Je laiase volontiera b d'an- 
trea a rintonaliou arabe » et « les leints mauresquea » de l'eapagnol. 
Ni la grammatre, ni la prononciation n'en a été afTect^e. Il n' y a que 
le Tocahulalra qui a été enricbi de mota arabes.... A meanre quo 
les deacendanta dea Gotha rentr^n-nt daos la posseEìsian de leur do- 
maine et que les Arabea foient retouléa. la languo a'est peu-A-pen dé- 
eapée dea allnviana étran^^érea, do aorte qu'on ne trouve dnns le oa»- 
UlTan moderne qu'un oombre trés-reEtrelnt de mota arabea en compa- 
raleon dea aiicieniics chronìques et dea Charles où on les rencontrent 
à chaqne pas a. D. Poachoal de Gayangoa. uas addicùea e nolae a Ti- 
cknor, considera que, reduzido o elemento orientai a parte que hoja 
em dia occupa no Diccìanano de la AcaiUmtia Espanola, nào fórma 
nem o decimo daa voies da lingua, n Pero — occrescniita — » ae agre- 
san è. 61 laa inflnitas qua bau eatodo eu ubo atil«s del aiglo xn y 
ban sido poateriormente expulsadaa del idioma, tuerza aera convenir 
que BU Qùmero ea mucho mayor. No ea decir por eato, corno han pre- 
tendido algunoa, que la Icngua ar&bigo hayn contribuido macho & la 
fonnacion del romance caatellaao. AaarcioD cb eata c|ue, aunque rppa- 
tida basta la aaciedad, ea errònea é infundada, paes una lesgua de 
indole completamente divoraa, que no ho dado ti la nueatra Bino nmy 
pocoa Tdrboa, una aola prepoaìcion y alguna quo otra inteiieccion, no 

ride decirse, sia cometer un aoleciamo tilológico, que ha servido pan 
formacion del castellano. Lo quo si bay cs, quo, superiorca & noao- 
troa en civilizacìon y cnltura, asi corno en arles y comercio, los brabw 
inlrodnjeron en Eapana infinidad de Tocea de agricultura, indnatrìa, 
comercio y artes. y que laa cienciaa misinas, la tnedecina, la bot&idoft 
qnlmica j astronomia, la arquitectura. y haata los aHcioe med^eoa, 
tenian basta mediadoa del Bigio xv una nomenclatnra excluaÌTamenta 
arAbiga, que despuea se ha suatituido con la latina n. ( motoria da 
la literatura espanola. t. IV, Madrid, 1856, pag. 104.) 

Com a opinìào doa «abioa extraneeiroa conrorma a que entra n6i, 
e quaai se deveria crer que antcs d'eltés. enunciou o sr. barào de Foft- 
coa: irA està iiivaafio [acabava do fatar doa barbaros] snceaden no 
principio do soculo Vili a dos arabea. mais borrivcl talvez do qua a 
primeira para a Vida e propriedade doa habilaiites, e que. por ear ■ 
SUB dominatào mais prolongada, contrlbuiu tambem mais para a coi^ 
TUpcio da lingua. Dos povos do norte n3o (or^moa lalvez mais da 
dnzentos vocabulos, emquanlo que do araba nos Hcon uni mu 
conaìdcravel.,.. — Entreianto a maxima parte das polavraa licoui . 

fire sondo a meanna ; o fundo da lingua vulgar flcou sempre aeoda 
atino ; é elle que lìcou sempre dominando om todaa ob exprewSM 
que se rcrerem aoa sentiraontos e & intelU^eacia. Eata ubaerragio é 
importante. Do arabf, de quo r^cebemos tantoa vocabulos, n9o aio 
OS d'esla GBpecio que nòa la fomos buscar : os quo d'elle adoptimos 
nSo se roferem scnSo a arlea e oflieioa de s:-gnnda ncceaalda'le, a ■ 
alguns do chimica e nii?dicina, que elles cultivavam, e os de "'fln'T'f 



I^o eahe neste logar [ a havemos de nverigual-o, cm rela^Sa 
' i portu^eea, onde uos cumpre faze-lo h , eTtaa b.s palnvras 



I drogaB OTicntaes ou de sua compoBìtSo u, {A Lingua portugttexa é 

' fUha da latina. Liaboa, 1843, pag. 65-66. ) 

Sólire a pobreia das fùrroas grEunmaticaea do arabe a o aeu comò 
3 antanonÌBiDO com as linguaa romaiiìcaB recordarei em primelro 
luKor aa palavraa do barào de Dumast, contentando-mR em addtr-1h«S 
o julgamenlD do vcneravel professor Mnnk : a £tranRère t iiolre cer- 
de linguai, pnitiqii'ella appartient au fn^upe eémitique, — la langue 
arabe no fait vibrer dans notre Ama aucun Hciuvenir doux et cher; 
aocnne de ces simpathies proFondea, iijslinctìves. qae ne tardo pas 
k éveìUcr en nona te sanacrit, TÌenx portrait de tamille où nona re- 
trouvons !i cbanue inalant notre imaKe.... Id, le tour de In pensée 
n'est plua le meme : on cat moina eeVére but le cboix da beau ; et 
la (lirecUoD d»a ìdées, changée pour ainei dlm de droite fi gauche, 
difTère prcsnue antant de la nOtre que drfTéront entrn eux les deux sena 
dana leequels marchent lea deux écrltures ». ( L'OrietitatUme mndu 
elastigue, ìi&ney, 1854. pas. 10).— o Si ie dia paunreté, jo re vein 
poÌDt parler d'nne pauvretó da racinea et de mots, car aueun dictìon- 
naire n'eet peut-filre plus rìclie soua co rapport qne le dictionnoire 
arabo (cfr. Jéhan, Dirtiottnaire de titiguistique et de phUolo(rie com- 
pareé, IHM, col. 316, nota]: maia je Tenx parler de la pauvrel^ dea 
lontiea grammatìcalea. de la déclinajaon et de la conjueatBon, de l'im- 
pnìasance abaoliie d'exprimer des ìdéns abstraites, de l'absence totale 
on preaqne totale dea verbea et anbalantifs composéa, — et on aaìt 
qnello Vii, BOUM toua cea rapporta, la grande richesac dea latignes indo- 
enropécnnes. Enfio, je vpux parler de la BÌmplieitt^ de la sentane : lea 
langùes aémitiquea ne s'embaraasent paa dana de Rrandea p^riodea, 
les propositiona aa aulvent eane lucl, aana autre iioa que la conìonc- 
tion et : la diction prosaiqno reaaeinble au langage dea ontants. li est 
à remaritaer quo les Arabea, par eiemple, cnèmo ^ l'apogée de leur 
ciTiliaation, au moyen àge, ne aont jamaÌB parvenaa A. avoir un hie- 
torieQ Hupportablc. Leurs hiatorlena et laura clironiqunura raconlent 
coinine dea eofants. Un Thueydide, un Titc-Llve, nn Tacite, seralent 
ftbMlument impoasìbles dana une lanpie s^mitiqne qnelconqae ». ( Courx 
de languii hébraigu^, chaldaigue et ayj^que au Collège lU Frante, 
lefon d'oìioerture. Parìa, 18G5, pas. 11.) 

Quanto ao numero dea vncaViulos que aa linguaa hiapantiola e por- 
tofiuoaa tomaram de empr^atlnio aaa arubes, nào sào neate poncto 
oonti'BteB 8S opinidea. O oriontaliata Roaen jùlga aue ae pódn livre- 
'ciar no rol doa qtic forant coUigidos por Weaton , Remaint 
of Arabie in the ^panish and Portuguete Laii^ages, Jivro hoje raro, 
pulilicado em Londrca em 1610. Comenall Lewis, A aua parte, accrea- 
cenla: ■ Tbe autlior bad Tentured to mpreas lo Dr. Roeeo an opinion 
Ihal the number of Arabie worda in Spaniah and Portugueae is not 
conaidernble ■, (Ati Essin art ihe origtn and formolion of the Ro- 
mance Languaget, 3* od-, Londrea, iStì, naR. 'ZJiì). D. Joaó Amador 
de los Hioa tnz a tal proponilo a «eguìnte obaervacflo: a Notable ea por 
ùltimo que cn et Poema del Cid aólo ae hallén veintieeia palahraa de 
indndabtu estirpe aribiga, lo qual prunba el poco efecto de la tau de- 
caotada inlliiencia mahometana en In eivìlizBcioii y lenitaa eaoaìiiitBS. 
CuBtro largoa siglos conlaba ya en Empatia la dominacion del Islam, 
cDamlo pi poema ae eacrtbe, conformo en su lugar probaremoa u, {Hit- 
torìa reifica de la literalura etpaRola, t. II, Madrid, 1863. pag. 399). 
~ 1-413, Efr. Monlau. Rudim^nlt» de etimoloaia, 

£nario etimològico de La lengua eattellana. Ma- 



» 




da 1* edicfio ]. Aqui so importa saber se o idioma dos roma- 
nos tomou um ascendente decisivo sObre as linguagens mais 



Ao passo, portila, que una sssitn restringeoi a accio do arabe iioa 
idiomas da Peniasula, ouCi'ob enlendem quR o mix iafluxo se extenden 
por largo à lingua fraacesa. D'Qste numero è Pilian, alo obstante a re- 
attiva da DOva edicSo <lo seu Glossario : n Moo intention o'esl pas d'oiri- 
buer & l'arabe et subsidiairemeiit auporsan etau Iure, une influence cxa- 

grée On peut croire, cepondaal. que la domination dea Arabea en 
paene, leura iavaBìons daaa le niìai de la Francc, Ics exnédiUons 
dea Croiaades et noa refatioiiB maritimea avec le Levant soni lea prin- 
cipnles CBUScs du mélange d'unn quaotite conaidérable de mola otien- 
laux ovoc les aótrea u, IDtetionnaire étymotogique tUs ynols de la lang%i« 
franfaise dirivi» dt Varabe, du itersan ou du Iure, acec ìeurs ana- 
iogues ^ecs, (atifu. tspagnols, porlupais et italiens, lfì66, pag. ut, iv. 
Teja as addicòes resp°ctivas no voi. In da Recue grammaticaU, Paris, 
186a, pao, 505-512). So meamo anntido escreve Defrémery : « Je croia on 
avoìr dit aasez ponr montrer dane ouelle larga proportion notre langue 
s'eat cnrichie dea dépuuiUes de celle des Arabes, el ea mème temps 
avec quelle réscrve et d'aprés quels principes oa ilevralt procéder daaa 
oe gonre de reclierches. C'est une quesUon sur laquetle il n'était pas 
inutile de s'arrAler, puisque d'excoUenta pbUologucB, leia que Teu M. de 
Chevallel iOrigine et formation du la tangve franaaise, t. !, 1853. 
pag. 5, nota] et M. Egger INotions élémentairm de órammairt com- 
jwrde, G> ed.. 1«5, pag. 174. Cfr. Du Méril, Essai phttosophigue. 185a, 
pag. 231-256; Brachel, Grammaire historigue, 2* ed.. I»b8. pag. 51] 
ont vaulu borner ces emnrunla h u quelques mota, presque lous rocon- 
« naissables ft l'article ai, que l'usage n'an a paa atìpare n. (Uémoiret 
d'histoire orienlale. 11, 18u2, pag. 335). Por ultimo o doutor Favrot, 
depois de afEnnar que devcmoa aoa nritbF's (odoa oe elementos da nossa 
civilia89So moderna, viodo a falar da medicina, diz : n Nona leur devons 
lea étixirs, les potions, lea boia, los pilules dor^es; c'eat aux Arabea que 
nona avona cmpninté lea alambics, coranes, aludola, eie. Celle nomen- 
clature, ansai bion que la Domenclaturo aslrooomique, est tonte ttmbs. 
Quand on peose quo l'Espagne et le midi de la Franca ont été pendaDt 
plusicura sléclea aoue la domination arabe, on no peut ótre aumito 
qno nona ayona fait bica des emprunta à leur laogne. Le dieUOD- 
naire de la langue Irancaiae de M. Liltré laiasere, sona cn rapport, 
Bu noint de vuo des étjmologles. Iieaucoup h désirer. [ Sédillot inuMl* 
ainda ha pouco nesta idea, declarando ui^nle a revis&o doa grandcs 
diccionarioa da lingua franceaa, a a neccsudade da emprehcnder pum 
ella o trabalho que para a liìapanhola e a ilaliana tenlanun Doiy » 
Narduccì]. Non-aculement l'influeoce arabe s'esl Tait sentir parrai nona 
BU vili* aiècio do notra ère, mais it diveraea époqucs l'e^pnlsion àe» 
Maurcs de l'Espagne a fait emigrer ea Franca de nombreueos ìtìIhu > 
qui se aont repanduea jusqu'en Anvorene h. ( Mahomet. Leu seieneta 
chei la Arabes. 1860, pag, S7). Cfr. Reinnud, Ineasìorts des SarratttU 
en Francg, et de France en Sanoie, in Piétnont el dan.t la Suisse, pm- 
danl les Vili', IX' et X' siicles de notte ire, 1836, pag. 307. 

Ora neata mcsma quostào da sciencia doa urabea andam aindA 
divididos oa parecerea. Comefaremos por ouvir o de Silvestre de Saey: 
n Si l'on no connalt paa bica l'Iiistoire dea progrèa qu'ils ont tait faim 
ani Bciences qu'ils ont cultivéea, ont sait du moina, à u'en ponvtji 
donlcr, que l'Europe, en rpcevant les sciencna des Arabes, lea n tran- 
vées dana un ótat de culture et d'avancement supérieur A Celai oil le* 
Orecs les aiaient laiaséea. Cela est particuliérement induhiiable pooF 
l'astronomie, la médecine et la ohimie: n'uubUons pas méme l'astro- 
lo(pe el l'alebimie, sciencea qui, malgré la fausae direction qn'elles In- 




1 raenos barbane e confusaa que at£ entSo se falavam e que 
Dio podiam ser exclusivamentc celticae, mas sim inescladas 



(afe, Paris (1861], pag. 39). Sepie-se E. de Quntremére. . „. __ 
dilloi défend, avec une sorte d'enthousiaame, et avecun vrai Ulcnt, la 
gioire scìeDtiQque dea Arabea. Je suis loìn de contester la part qui 
revleat à ce ptuple dans Ics dècouvertea de la scIcnce et Je nler le 
réaultat de sea patientea investigatiuna. Toutefois (et ceci ne peat nuire 
& pcraonne}, ne portons paa trop loia celle prétention favurable que 
les Iravaux des Xrabes uoiu inspirent; il existe, pour la scìeDce, dea 
tirailea mstérìellea, que la saftacit^, le genie meme, ne nauraiciit dé- 

[Mélanges d'hisSoire et de philologìe orientale ^ÌBiìlì, pag. 

'' - '^ ■ ' " — s sfmMe 



démeier co qui appartieni en propro 4 clioqua race, à ciiaque pt-riode. 
Lea travBUK d'Am. SédilloL serviront il reeoudre ces problémea liìsto- 
riquGs. Mais ce que nous pouvons aStrmcr c'ost quo tes Arabes , en 
constituant l'algebre, lant pnr leurs eninrunts aux Grecs et nux ijìn- 
doua, quo par leurs propres découvertes, ont foj)dé eu Europe lea 
Sciences d'observalion et qu'ìts ont occupé l'avant-garde de rinlpinsence 
bumaine ». {HUtoire àes orientalistei de l'Europe du XII' au XiX» 
siicle, t. I, laitì, pag. 132). C^f"^- Graetz , Leu Juifir tT Espagne ^ 
815-1205—, trad. de Stenne, 1872, pag. 76]. Béiinn, finalmente, esereve: 
a La sagesse dea nations sémiliqnes ne aortit janiaia de la parabole 
et des proverbea. On parie aouvent d'une acience et d'une pliiloBoptiia 
arabea, et. en eCTet, pendant un eiécle ou deux, au mojen flge, lea 
Arabea furent bien nos maltrea ; mala c'était en uttendant que nous 
connusaìona Uà originanx greca. Gette acience et celle pliilosophie 
arabes n'étaiont qu'nae mesquine traduction de la acience et de la 
{ibilosophie «recques. Dèa que la Grece auClientìque «e lève, cea ché- 
tivea traduclions dcviennent sana objel, et ce n'eal pas aans raìson que 
tona les pliilolognea ile la Renaiasance entreproniisnt coatte ellea uau 
Traie croisade. A )' regarder do prés, d'ailleura, celle acience arabe 
n'oif^if -i~„ .i'n™v.n T ~ »..nj «n ^^t purement grec ; panni ceni qui 
c'Ataient dea EspagnoU, i ~ 



ì devons aux Sémiles ni notre 



: rlen d'arabe. Le tond e 
la cn^rent. il n'j a pas un vrai aé 

Pareaiis ^crivant en arabe — Nox 

vie polilique, ni nolre art, ni notr. .__ , _., 

Dotre acience. Que leur devons-noua ? Noua leur devous la r 

Le monde onlier, ai l'on excopte l'Inde, la Gliìne, le Japan et lea 

rpiea tnal à tail aaavagca, a adopté les religiona aémìliiiuea n. [De 
pari ita peuples simitiqtti!t daìis l'hUtoìre de la civiliaatUm, dit- 
court d'ouverture du cours de langu-!t hébraigue, ehaldaìque et ly- 
riague, au Collèga de France, 6.* od., 18B2, pag. 17, 91). Cfr. Renan, 
La Chaire A'hiortu au Coilige de France, explieatiotts à mes eoU*- 

ri, 3.* ed.. 19B2, pag. 11; Gueltée, Du JHsrour* d'ouverture de ì£. 
Renan. ISÌi, pne- 0: A. Deacbamps, Le Sémilirme et Jei idéet 



'. Thoopliilo Braga a subatancial embora rapida noticia quo da 
..t Theoria da hUtoj-ia da lilteratura portuguaa deu a Uevue eri- 
P.HgiM d'hiscoire «1 dà lìttérature de *23 do novetabro. Traascrevo a6- 

Sentfl a parte que fai ao meu intento : a JiibliograpKxa critica de 
_ ttoria e lilteratura do ar. Adolpho Coclbn do certo abriri maior 
■pacu 6 noticia, firmada pelas conbecidaa iniciaes G. P. ( Gaalon Pa- 



la]i 






rat dire, tea th^rios Ronnanìquea aubiaaent qanlquefuia 
un peu ainguliòre en pénétrant dans un milieu ausai 



(le iberico, celtico *, phenÌcio,pre^ e punico, bem corno o erara 
no sangnc ob habitantes da Hispanha; mescla qne ainja hoje 
cncontrAiDos nos vcstigios d'epsas linguas, bem apparente^ nos 
deus principaes idioma^ d'està re^&o, o portQgués e o caste- 
Ihano. » {Pag. 33-M.') 

Importa ou nfto censura affirmar que na Hùloria dt Porlugal 
BB questOes sfio trsctadas nos limites da hietorin, o que dìo 
consente duvida è que ofi Frelininarei do livro do sr. Adolpho 
Coelho a cada passo invocam a auctorìdade de tammanho texto. 
Mais : a pap. 15, devo crer que por um esfflrjo de equanimidade, 
hSo a bem inculcar corno especialmente aubstanciosa urna daa 
sua» divis5ea : « Para ver quSo profunda foi a romani^ncBo da 
Hispanha, basta ler a substanoJosa divìs&o 1 da Intrcdv^^So i 
EUtoria de Puriugal do sr. Alexandre Hereulano n. 



h^lérogeno quo celni de la culture portu^iae •■ lea ìdées de M. Braga 
sur l'oreanÌBiition dea Germalns, Eur la divisinn enirc le tcerh-tnan 
Uic] et le lUe, anr la race et la nalionalilé, eie., risqueraieot d'etra 
iaxA k Tajt raosses si elles ne sa tenaient pas autant duns le vague. 
L'adintration qn'ìl épronve pour les Genn^ns sane les tiipn connoltra 
— majore e longin^uo rwerenlia — le pouHse ti un exirfs ìncoiapré- 
hensiblc ft que ne défendrait ancnn savanl allemanj. Il ne fait com- 
mpDcer qu'à l'invasion la rormstioD de la race porlugaiae ; U fait dn 
Goth dea clasaes inférieurea {godo-lite) le seni vériiablc représentant 
de la nationalité, lequel, en acceptaat volontìers la «inquete arabe, 
anrait développé, dana ce que M. Br. impelle Tropèe tnosarabe, la 
vraie poéaie nationale, vivante encore aajonrd'huì ciana lea romaoMB 
popnlairee. Commeot l'autenr n'a-t-il paa tu que les inva^ons gvt- 
manioup et arnbe n'ont otteint que la snrface, etou'en Portnaal com» 
me aulenra, c'eat l'élément indigène ronianisé, ceat-à-dire l'élément 
l'Oman, qui est reale le fond de la race ? Lui qui interprete i 
ment, en preuve de l'orìgine arabe dee poésìea populaires, le 

obacur à'aravia, comment n'a-t-il pas ■" — ' 

le U^moin le plus iirécusable ■"" 

- * ■ '- po'" 

litteratura portuou 



liardS. 
nel fort 



gne et de la poesie f n ( Pag. •'9I-332). Gir. Pinlieiro Cliagas, DetinnoU 
cimento da lìtteralvra porlugtusa, th/rte, Lisboa, WF3, pa^. 46-47 ; 
Oliveira Martina, Theophilo Braga e o Canciorteiro e Bomanrviro 



geral portuguis. Porto, 181)9, pag. 34-35 : 0» Lusindas, ensaio fibre 
CrtmBej e a sva obra, em relafSo d rociedade portugvesa e ao mfici- 
mento da Renaicenfa, Porto, 1878, pag. 170-173, noia : Anthero 4t 
Qnenlal, ConaiderapSes sóbre a philosophia da hialoria lilterarin portu- 
guesa. Porto, 1873, pag. 16-20. — Dbzembro de 1872.] 

• ■ ... every Tndo-Knropean dialect, from Hindoston Io Portngal, 
showB nnequivocal proota either of admixture with Celtìc elemenis or 
ol 8 community ot origin, and noi nntrequently of bolh >i. B. Gabxbtt, 
On the langutiges and dialecU of tlie British Islarlds ( PhilotogiaU 
EtiafS, l^ipiiig. Iti59, pag. I&l). 



J 



61 



No Jofnal liiterario^ publicado um anno depois, é certo que 
o sr. Àdolpho Coelho, sem chegar a dizer-nos em que opinilo tem 
as duas grandes obras cujos titulos tomou para epìgraphe e 
pretexto do seu excurso S faz & mesmìssima parte da Histaria 
de Portugal umas imputagòes vagas, que n&o acabo de enten- 
der. Exemplo : « sr. Alexandre Herculano exprìme-se ass&s 
claramente.... Para f andamento de sua opiniSo sdbre o cha- 
racter grammatìcal do latim vulgar cita o sr. Herculano unica- 
mente OS capitulos.86 e 87 da vida de Octavio por Suetonio » '. 

Conceda-se que assim seja. Fechando os olhos ante a ex- 
pressa referencia dos logares de Cicero e sancto Agustinho, 
das Noites AUicas e das InstUuigùes Oratorias^ que qualquer póde 
ler a pag. 35 e 36; abstrahindo da relagSo dos escriptores mo- 
demos, Du Gange, Hallam, Tiraboschi, Bonamy e Cantù, indi- 
cados pelo auctor a quem mais largamente quizer estudar a 
materia, dèmos que é Suetonio o unico auctor allegado para 
confirmar os argimientos da Historia de Portugal, Que monta, se 
estes sSo exactos e conformes a todo o enxame de textos que 
a erudisse de um Freund, de um Cantù ou de um Du MériI 
chegou a colligir ? Para Burguy, a existencìa — alias negada por 
alguns philologos — de uma lingua popular latina prova-se com 
o simples testimunho dos escriptores classicos'. Diez excusa 
até esse testimunho : é a asser^So contraria que elle faz de- 
pender de prova *. 



1 Schucliardt, Ber Vohalismus des VulgàrlateinSt Leipzig, 1866-1863 ; 
Corsaen, Ueòer Aussprache, Vokalismus und Betonung aer lateinischen 
Spracìie, 2* ed., Leipzig, 1838-1870. 

[ 03 quo nào tiverjm visto no ori^laal estas obras veri ideiramente 
incstimaveis poierào julgar da sua importancia, jà pelas fre:iaeiite3 
referoncias do livro recempublicado de tt. d'A.rbois de JubainviUe La 
Déclinaison latine en Game à l'époqui mérovingienns (cfr. Influence 
de la déclinaison gauloise sur la déclinaison latine^ estudo iinpres- 
Bo na R-.ì}U3 celtiqus, t. I,j 1870-1872, pag. 3aV331 ), jà pela Introdu- 
cgdo ao Grande Biccionario portuguès do sr. Fraacisco Aaolpho Coelho, 
gno a expensas quasi unicas d'aquelles dous auctores apparelhou a 
immensa oruligào da caleraeta iii. ] 

« Jornal liUerario, V* anno, pag. 93. Ooimbra, 1869. 

' Grammaire de la langue d'oli, ou grammaire des dialectes fran- 
gais aux X//« et XI 11^ siècles, 2« ed., t. I, pag. 7. Berlin, 1889. 

* Grammatik der romanischen Sprachen, 3» ed., tomo I, pag. 3. 
Bonn, 1870. 



Poueas linhas acima, o eminente critico tranacreve de Cor- 
newall Lewis ' a deflnicfio de urna antiga theoria ncérca do 
latim popular. Àpproxìmaodo d'essa definì^.So aa considerajBes 
da ffistoria de Portugal, que leve em mente o sr, Adolpho 
Coelho ? Alistar o auctor entre ou que affirmam ser a lingua 
italiana o proprio latim vulgfar qua se falava em Roma ' ? À f é 
que seria inesperado e originai. Sd noa viria entilo a faltar 
chave dos motivos que persuadiram o sr. Adolpho Coelho a dar 
-nofi a glossa das opiniOes do sr. A. Herculano por intermedio do 
texto de um eecriptor inglÈs, que, publicando o sen traballio 
em 1835, n5o fez mais do qiip repetir o que deade 1826 se 
achava impresso no livro Die Poesie der Troah&dtnirs, um doB 
primeiros com que o nome de Friderico Diez se acredltou. 

Lidas na traduc^fto francesa do bario de Roìsin, ei» as 
palavras de Diez ; n II j a plus d'un fiiècle, et ce fui d'abord 
en Italie, on voulut prétendre, qiie pendant l'àge d'or de la 
littérature romaine, à l'ombre du latin classique, ac parlait 
un dialecte partìculier, faisant empiei de l'article, du verbe au- 
xiliaire, voire mflmc d'autres agents des langues modernes, et 



I \Comit>all Leais cacreve nesle logar o sr. Adolpho Coelho; Cor- 
rteuwal a pag. 17 da Lingua porlugitesa, e Cornemat a pag. tx da /H- 
troducfOo . 



B II faut ei 



I ciler Terraason. qui Dt parattre e 



1730 t 



mitif, le leite osgue des XII Tables. Terraason part d'une idfie 
fausae : il prend au pied de la lettre les paroles de Macrobe : Otoie 
terbis teteres usi sunl. Sea restituliona sont peu henrensea ; pOttt 
s'ea onvaincre, il snffit do les coinparer aux textea véritahles qui noni 
sont parvEDus. Mus il a en le mérite de signaler. l'un dea premìen, 
la reasumblance du vieui latin avee ritalicn : il paralt avoir eatrera 
une idée qui est devenue, chez Max MuHor, la baao do toule une 
théorie. D aprèa Io savant philologue, quand une languo lìtténiire W 
decompose, les nouvellca lan^os qui se forment, vìennent non de la 
langue lìtléraire, mais de dialect?s populaìrea qu'elle avait rélègnA* 
dans l'oubli et qui prenneat en quelquo sort Ifur revancho. 11 appvls 
sa théorie sur le développemsnt dea langues romanes. Peut-(lre eOr 
géro-t-il un peu l'inducnca dea dialecbes. Mais les faita lui donnest 
raison jusqn' & un certain point. Ln fraD^ais maU rappelle Vosqna 
mais plus que le latin magis ; le fran(ais maitre, autrefoia meiirt, 
reasemble b. l'ombrleD mestru plus qu' an latin ma^isier. magiìirumi 
le napolitain tiorre paralt venir de l'osqne tiurrnn plutei qua da 
latin turrim u. Rasaste. De la languì osgue d'apris les irtscnptiom 
et de ses rapporta atee U latin, Rennes, 1865, pag, 4. 



i 



qui fturait, entre autres, eng^ndré l'italien '. Ce serait sttri- 
buer à ce dernier une existence grammiiticale au t«mps de 
Cicéron, prétention eiorbitnnte, qui ne saurait s'étajer du 
témoignage des anciens u *. 

Adeaute, fatando das inscripcOes das catacumbas, allude 

. o auctor do folheto ds « invcstigacOes do sr. A. Soromenho 

I sflbre esses monumentos t5o importantes, poin nos apresontam 

dados para a soluc^o do problema que a »r. A. Heruilano 

nfio Houbo resolver ». Nfio soube resolver! iato nffirmndo, nfio 

com o recato de Bopp ', com a modesta circurnspec^So de 

I Diez ' , senSo com a sobranceria que é particiilar ao sr- Adol- 



B Ceti* liynoth^se, soulevée dt's le XV" siicelo par Leonardo 
' Bruni il'Arezzo. fui reproduile [ort au long par CpIso Cittadini, dans 
BOTI Trattato d^lta vera origine e del ■orocesso e nome della nostra 



SPoslérienrement BoDamy, dans un travail dìgna d'aire In, l'a renouveléé 
mais avec m^anr?. Voyez M^moires de l'Académie des iuscriptìons, t. 
XXIV». (NoT* DO A.) 
« La Poesie des Iroubadours, pag. 280. Lille, 1B45. 
* « Créée il y a un demi-siécle, la philologie comparativo est en- 
Rigate Hujonrd'hnì dana Ioqs les pays de 1' Europe; elle a ens clialres, 
aes livrea, ses ionrnaui, sea sociétes spéciali^s : elle a ititronluit dea idées 
noavelles sur l'origine et io développement des idiomos, niodiflé |jro- 
fondément l'ethoocraphie et l'Iiistoirc, transformé les etudes mytholo- 
lues et Aelairé duo jour inattendu le passe de 1' huDianiti^. L' aoteur 
e^ sratid mouvement scientifique est un liomme moduste jnsqu'fi la 
timidite, ne parlant jaiuais de ses dècouverles les plus impartaiites, mais 
«iinant A eiter quelque fait de détail, et laìsaant voir alors par momeiiU, 
-Kox BBìllios discrètes d'un enjonemeut caodìdo, la joie intime gue lui 
'flausent sia travaui ». M. BrCai., Introduction ù la Gramniaire com- 
'faréa des languea indo-europienn^ de M. Pr. Bopp. Emteait dit tome 
'^--lier, Itìea pag, lv. 

> Raynouard avait trayó la routf! en la parcouraiit uvee éclat ; 

Elvianinoins M. Dlei a troavé à glannr uprès ce grand mnltrrt ; et, noua 

Foserons te dire, il a asrantli In champ d'exploration et rcculè la limito 

I.OÌÌ la a1iilnla;^e froncaìse avait piante san drapeuu. ICn lout'^ occaaioa 

l-U s'csC più à randre nommage à son dovancier et. a'il dìITi^re d'opinion, 

^11 Aitiei un sjrst^e cantrodletoire, la lutle est toujours engagéo et 

nuienuc ft armes courtoìses. Pouvalt-il co Atre autrcment? il. Dice 

rti^nt i\ celta classe de savants allemanda dont le Savoie n'est sur- 

i quo par leur eitreme modestie ». F. do Roisin, Essai tur 

.3Urs d'amour, par Frééirio Die:, « Avant-propos du tniducteur », 

Ipag. Il, LiUc, isti! — ■ Tous ceni qui connaissont U. Diez savent 

*~iicUe est la bonté, et, si j'ose ainsi dire, la candeur de co grand et 

' :ste snvant. J' ai été pendant nnf annÀe son anditeur à Bonn, ol 11 

m'eiro pirmis particutìéremnnt de parler avee reeonnaissanc« da 

bierivuillance et de cotta simplicité qui lui ont fait des amis de 

scs étòves. C'est aussi par un axemple psrsonnel que je veux taire 



pho Coelho, e que a critica nem aos mestres do meamo sr. — 
a Corssen ', por exempto, o bellicoso professor Corsami, uomo 
Ihe chama Storm — releva. 

Ha de V. Ex, permittir que eu Ihe poupe aqui um inu- 
til apparato de auctoridades. De quantos livros podìara neste 
momento servir ao meu proposito, lun aó escolherei, que, peln 
faeilidade da aoquisigSo e pela lingua em que ó eacripto, asti 
ao alcauce de todo o homem qua Ì6. Falò de um volume de 
poucas paginas, intitulado Binde sitr le rùle de Vaccent lati» dant 
la lanffue frangale. O nome do auctar dispensa epithetos. Gal- 
ton Paris. Na sua Inlroduc^iio, pag. 5, obaerva: 

« Depuis le II' aiècle avant Jésos-Cluist jusqu'au V» aiècla 
de l'ère clirétienue, le latin populaire esista sana doute i 



appr^ìer le désint^Tessemeut compiei qu' il apporta dans les queatìoiu 
scienUQques. Étudiaat, l'année damiere, un point sur Icqual je ma 
trouvaia un peu en désaocord avec sa gramin^rcìB lai écrivis poor luL 
demonder aon avis, et je retus catte reponse : ■ Voici moa conseil, moa 
a cber ami. Si vous ètea en donle Ah ce qoe j'Hvance. suivaz volte inapi- 
a ralion etn'allezpaa aurfaìro une autoriteetrangére. Nous noua trotapons 
« louB, et les vieiQcs gens sont spécialemenl sujeu à ca défaut de ss tenit 
a allachés l'i une idée ft laquello ila se sont accuutumés. La jnuneasB eat 
plus vive et plus libre ; elle trouve souvent ce qui aous éctiappe. & 
n vous ino docouvrez dea fantes, dites-lc eans tifaiter, jo vous oo re- 
ti mercieraì ». G. Paria, Introductiori à la Gnmmaire lUs lanmas 
romanes, traduiU de raUernand, « Préface d, pag. xviu, Paris, 18a3. 

I « Memo avBc les procédés méthodiqusa les plus scrupulena OB 
ne peut prétendro it tout expliquer ; M. ijorssea <( prétend trop aou- 
VBDl, on peut dire presque toujours. De 14 ses rélraotalioas, eos W- 
tours fréqueats. La polurnìquo de M. Corasen a da moina uet eicel- 
lent cdté qu'elle fait cannaitre sincérement les cantra diclions et doiUlB 
moyen de recourir k leurs auleurs. Par malhcur catte palémiqna est 
sans modération : perniìs d'étraaglcr les geus, mais non pas sana for- 
mes, ou, du moina, sana l'apparence de formes. L'arrogaui-e dana la 
triompha — ou la croyaQce au Iriompbe — est pina que bora de propos. 
M. Corsaon a tort beau jeu sans douM à relever les clioses a paia» 
croyables qui ont èie écriles sur la langua latine, sa pbonétlque et sa 
morphologie, mais aes adversaires ne ponrrnienl'ils, en fafon de la- 
présaillea, dreaser une Itale curieuse des malhabiletés indiennoa, germui- 
quesetautreade notrenuteur? Gela est fAcbeux, maiac'ealen effet la Ma 
nelle vMté, M. Oorsaen. qui, trés louablumBnt. recourt conatainiseat 
au sanskrit, aux idiomes germaniques, et &. loars autraa congèoèrea, US 
tr^le pour l'ordinaire d'une Tafon déplorable. Imposaible di citar anr 
sa foi un mot sanskrit quelconque: libre, parraltem:nt libre d'ignont 
le sankriBt mais non de la marlrrisor I d abbi. HovBLictieic, Tnstrttù- 
tiotis pour l'éHule iUmentaire de la Unguiìliqjn indO'européatMU, 
Paris, Ìd71, pag, 88-83. Ctr. Bréal, Les Progrès di la grammaire cam- 
parée IMémoirea de la Sociéié de Linguistique de Para, t. I, ìSeS-ìSTU 
pag. A'ySó). — [Cfr. eguuLmonte Hevue critiqìte d'hisloire et de IftMra» 
ture, VI, 1873, 1° acmeslre, pag. 198. ] 



«dté de la langue lettrée; les dìfl'érences qui sCparaient ces deux 
langagcs ne flrcat qu'augmenter. . . . De toutes les languea f 
populaires, le latin devaìt (!tre la moìDs su»ceplible de rfgu- 
larité: parie par les peuples de toute l'Europe romaine, mé- 
iangÉ de mots et de locutions empruntés à vingt nations 
-difl'érentea, il dut plu3 que toute autre subir dea modifications 
fortuitea et doB nltérations illogiques. I.es faits eonfirmpnt cette 
rthéorie: les débris les plus anciens du latin populaire que 
'Aous ont conservés soit les inscriptions, aoit les eitations 
4'auteurs, aoit les comiques, nous offrent bien quelques formes 
qui ont passi! dans lea langues romanes, mais nous en pré- 
«entent un bien plus grand nombre qui leur sont étrnngères ou 
qui sont infime tout à fait opposéca à leur esprit ». 

Cotejem-se agora estas palnvras, escriptas em 18()3, com 
as da Eùtoria de Portugal, pag. 34 da primeJra edì^flo — 1846 : 

■ Em Roma o vulgo falava, sem duvida, de um modo di- 
Terso d'aquelle que os escriptores aeguiam. Essa Itngun^m, que 
Buetonio ehama quotidiana, e Aulo-Gellio rustica, é dcnominada 
por outros auctores pedestre, mlgar, simples. Mixturada de vo- 
cabulos deseonbecidos nos livros, imperfeita no mechanismo 
■flos verbos e nas deainencias dos casos, seguia-se-lbe d'abi a 
necussidade de empregar as preposi^Oes mais frequentemente, 
para distinguir estes, e urna ordem naturai e sem inversOes 
uà success&o das palavras ; precisava, emBm, de alterar a in- 
dole da lingua eulta, e de approxitnar-Be, quanto a essa indole, 
<das fórma» mala simples que tomaram oa idiomas modcrnos 
do ineio-dia da Europa. 

B Està linguageiu popular era, porventura, em parte um 
resto da antiga lingua do Lacio conservada tenazment^? pela 
plebe e alimentada pela accessfio suecessiv» doa povos da Italia 
& sociodade romana ; cm parte um resultado das conquiatas. 
>jas longinquHs e duradouras guerras da republica, as legiftes 
Tomanas, vaguuando por diveraaa partea, reaidindo por di- 
I latudos perìodos no meio de extrnnbos, recrutnndu l'uhortes 
' Intoiras entro estes, eram, aabindo de Soma e voltando a ella 
contìnuamente, um vebiculo do palavras e phrasea barbara», 
que tendiam a conservar a linguagem populur indomada polo 
idioma litterario, e, talvez, a afastar cada vez mais um do 
outro. E, na verdade, jd Cicero se queixava de que os ex- 



^ 



tranpeiros, principalEnente ccltas [hraeealae Haliones], affluindo & 
Boma, houvessem attendo tt pureza da diccSo. Por outra parte a 
notavel differenja da lingua plebeta k ling'UB escripta, se deseo- 
bre nos monumentos mnia antigos e nns pnlavras e locu^Oes 
d'squella, as quaes, voluntaria 011 inToluntariameote, totro- 
duziram nas suas obras ainda as mais celebres auctores roma* 

E d'estas ponderacOes, a que nfio ajunctarei unia liaha 
de commentario, pretende sr. Adolpho Coelho adduzir prDV& 
da ignorancia do auctor da Hislorìtt de Portugal ' em relacSo 
& origem do latim vulgar I 

Com o ausilio de um Itvro, um e unico, accessivel por 
egual a todas as posses e ao commnm dos entendìmentos, 
S/atufl dépigraphie ckritienne Sapris les marhrei de la Ganle da 



I [ Vilo-se 03 ^leusca. Um resto (Io escruputo reprimia cin 1869 
e Bstortaliasimo Udador do Jomal litterario. Em 1870... Em ÌSIQ 
conceJia-se ainda qua o sr. A.. Hercalano era ttm sabio, um dos primei- 
roi meatres. De entào para cà vivetnos muito, e nSo nos custa reconbe- 
cermoa a laNOftANciA contLExi d'este e de outros cscxiptores oindS 
maisinsignificaTUes. Teve o sr. A. Coeliio a faci! hombrìdale de a raeo- 
nheci^r: mas teve-a primei ro que ninRuem. no anno ds l^TTS.e em que lo^uT 
À frjiiLe do Thesoitro da lingua portuguesa ile Fr. Domingoa ^eira, 
iogo apÓB a dedicatoria a S. M. I. o ar. D. PeiJro II, na prìmeira pagiaiir 
na priuiqira columna da ItUroduefito. P6de apeaas ahi referir-se és db- 
c5ca ^lenomÌDsdiis neolaUnas ou romanìcaa. bob gens characleres ethaieoc, 
Aa saaa linguas n protuiidamenle aparentadas comò phases parallelu a 
actuaes de um antigo idioma qua as precedeii i>; e, a vinte linhas da 
discunu), acabamlo de afiirmnr que na qneatSo de saber qual loi aqn'tlla 
idioma nào ba j& para a scioacia ttenhwn problema nem n«nmuNs 
durida, àiz : 

n Para a coorme massa eitranha aos progressos dos scieneias taia> 
toricas e pliilologicas ha-o aiada ; ora uessa massa acha-se induids 
em Portugiil a maioria dos quo so arrogani o nomo d^ sabìoa em tadf> 
e que seado jalgados laes por um puliiico que uiio pensa nei» dìBcuUi 
incateni nelle com o peso da auctoridaJe as suaa opiiiiòes absntdiw- 

a Antonio Ribeiro doa Sanctoa, o cardia! Saraiva, Alexandre Ra|^ 
calano, e outros de m^nor reputactìo primaram em mostrar a att . 
ì^orancia completa do verdadeiro meUiodo das invcstigafòea lingula 
liCBS, dpicrminaJo ainda em Vida do primeiro, e qua cbegou a pro- 
dniiir a maior parte dos ssus admiraveis resultados ainda em Vida dv 
segando. O lerceiro, embora relirado hoje da vida litteraria, tem oHi- 
tinuado a repotir nas ullimas eilifSes, com urna lenacidade qui a uri* 
lica nào pAJe penloar, os proposifOes apres^ntadas por elle sàbre eata 
poncto na primeira cdicào de sua Htstoria de Portugal. 

t Ribiiiro dos Sanctos, o cardisi Saraiva e com elles outros escrìpto- 
res ainda mais insigni licantes pretendem que o poTtu^is, e portanla SS 
outraa lìQf^as das ns^R romanicae, s3o dialectos celticos modernos.... 

n O sr. Alexandre Herculano repjte d'ouTido a opiniàu que v 
adeante [ que veremos ndeante Ber falsa? ] ser verdaifeira de que 
gnas das na^òes roroanicas leem a sna origem no Intiin vulgar 



67 



l'iLe Biant (Paris, 1869), se pód>j hoje estudar, iios seus mnie 
3 e poaitivos reaultados, a quest&o das ioacrip^Oes fu- 
fjierarias. Lé-se a pag. 193 : 

1 Le latia, que la polJtique de Some imposait aux natiom; 
JTftiacues, n'endemeure pas moina, en Gaule, Inlangueofflcielle 
■«t dominante '- Les barbares, vainqueurs, l'acceptent eux-mémee 



Ique elio DOS diE acèrca tio latìm vtd^ar e o modo corno elle assenta 

m_H queslSo mastram quo uàa eabia mais quo o cardlal Saraiva do ma- 

ptìlòdo das inv^Btìga;5c3 linguisllcas e do ^atado da pbllologia romanica 

aitando eacreveu. A Gin de illudìr a difliculdade de dar urna expo- 

■i;ùa scientitlcB da quostSo Ja origem das lingiiaa romanìcas e espe- 

cialmenU da pnrtuguesa. ... » 

Da enumoragSo dos crilicoa exclue Victor Hugo os nogadoros : e, 
ao ver qan se subinerf^u em quatro ou cinco Clemfntes desconhecidos 
o nome do Clemente, o hypemritieo ; ao ver Famiano Strada, iosol- 
tadoT de Tacito, aumldo nam Fabiano Spada, por alcanha a Eepoda 
de pan, troiio de Sigismundo AQinisto ; Green, abocctmliador de Sbakes- 
peare, eonfundido com Grcene ; o ioimigo de Dante, Gecchi, cbriamado 
em Cecco, commi aera-ae. a Ila ont compiè, ponr se fairo no p^u d'Aclat. 
nir la grandeur de ceux qu'ils outragcaient. Point Oo sait peu 

Sqn'ils ont exÌBl4. Ila oat te demi-oublì, plus humiliant qui l'oubli com- 
l«t. Eicepté deiu oa trois d'entre eux, devcnua proverluia dana le 
idaìn, espéces de chouettes clouées qui restent pour l'exeinplo, od ne 
(Donnalt paa luus c^s inalbeurcux noma-lA. Db demeuronl dims la pé- 
Bombre. Une notorietà trouble succède à leur eiustence louclie a. { Wil- 
fiam Shakespeare. IStìl, pag. 391-305.) 
NSo aatiim u cxistencia radiosa do ar. Adolpho Coelho. A turba 
joa negndorea a quem a postcridade dcclarou falltdos nlo a entcros- 
Hrà o S(^^ nome. Francisco Adolpbo Uoelho 1 Ita de o (nlaro solet- 
Inr.eBt') nome, e jà a noit^ de aOrontoso obtivio ter& de todo duscido 
■Abre aa paginaa da Uistoria ite Portugal. ì 
I « La eonqnète un joar apporta dans les Gaules un tangaec non- 
veau. t^s idiomes gcrniaaiques y nrentlimption & la suite dus Franclis. 
I.e latin, qui était vaincu, leur resista et les conquit. — Je saia bien 
que ce latin, que les t'rancks trouvérent étabU, avait éié introduit 
par la conqueie daas lea Gaules devennea romaines, ei que l'i^p^o da 
Odaar nous l'avait inoculé : mais nous ne l'avons recu si faeilemeni 
1 qne parce qu'ii convunait k notre tónie, nt j'oaerais diro pare* qua 
MiouB j avona reconnu notre bien. Cesar, en un eadroit de ses Mé- 
mmoirea, parie de l'Iiabilel^ dcs Gautoia ft imiter les inventiona ro- 
laincB. Apparemmeot il n'a pas penaé Ics rabaisaer par li!i : cai 
u'imitaienMls des Rommns, sinon ce que les Romaìns avaioat imiU 
9 pvuples greca ou iUliquea, c'est-A-cRro les mo^ens d'attaqao et de 
''-ie7 Vaincus et inoorporés ft l'empire. Ila imitèri;at lni>nliU sa 
-, la jugeant meilleim pour rendrà lenra penala.... On aubit 
kdmialstration do Rome, on alla au-devant de sa langn?. D'aprda le 
f portroit que Oésar a Iraeé des Gaulots, on comprend tout d'abord 
cummeut l'aversion naturelle pour Ics conquArants ne leur lit paa 
taalr la laagai victorìeuae. Pouple in(;Anieuii. vif, mobUn, les Gaulois 
avfùent trop dldéea pour leura groasiers idiomes ; les Roinalna leor 
«opoTtArent de quoi exprìmor ees Idées ; ils nanniront aiasi k la Tic 
'" tlleotnelle le teademaìn de la vie barbaro ». D, Nir\rd, Eludei de 
•t et ib eritigua tur Us poéi«s latina d-: la dicadenre, 2' eil., 
, 1811), t. II, pag. 33t. 



et se font gioire de r&pprendre et de le parler. Ce qa'il devint 
tout d'abord dans leur bouche, dans celle dea BDciens occn- 
paots ', l'épigraphie nous aide a le connaltre ■- 

Ver-se-ha que as conclusOes do auctor 9i5 dìSeren^ftm daa 
do sr. A. Herculnno em que um se refere ao latim vulg&r na 
Peninsula no prazo da dominacfio romana, outro fio tatim 
dan Gallias * no tempo dn ÌQTaa&o germanica. 



< a Oh a dit, avec qaelqne raìson, qoe le tranfaìa n'est qoe da 
lalia proaoncé à la gauloiw: il est certain, du moins, que la diffé* 
renee dee dialectea romans n'a ea d'autre cause qne la diffétcnce de 
l'orane, ìci BoutenaDt les flnales par l'accent, là ébeignBnt les voyelles 
pleioes et y aabstibianl les voyeUes nasales et IV muet. Hi le* peu- 
ples occilentaiu avaieol eu la proooociation ansai correcte qna la 
race arabe, on parlerai! sDcore aajourd'bai en Fraae?, ea Italie al 
en Espagne, la basse latinilé.... — ■ Qu'od sooge à ce que d«viBt le 
latin daoa la bouchi! dea Gaulois, & ce que devint le- francala trans- 
porte en Angleterre par la conqnéte nonnande et trahi par lea oreillra 
anglo-saionnos. Jc aia par les oreilles. car c'est l'orgaae de l'ouie, 
blen plus quo celui de la voii, qnl règie ces eortes de dégm'laUans : 
quand l'Anglo-Saion écrivaìt peiltgrge pone fied ^ grue, c'étaitì'oieiiJa 
qui rendei un faux témoignaga sur la nature du son u. Renan, 
iiiiloire generale et syslème compare des languet séntitiqUies, part. I, 

4* ed-, 18i>3, nag. 4%, 4il7. — n Se o allemào dos iugleees e frane 

S int^iramente eienpUi de sotaque, qne deveremo* 

J. _._ 1. -.1... ----iis? KB' - 



do tatiin falado por ìbcros, celtas, dacios? 



apprendenim n 



so demaia soava mai differentemente na bocci de ca^ individuo : rud 
elles meeinos, appranderam-a-a c<>ni geut(.> rude, nas duras relacSaa im- 
postoa pelo venocdor ao vendilo, e uaicBDienle eom o Um d-^ ae fii- 
lerem eotender b, Hugo Schucliardt, Der VokalUmtta dai 
Vulgarlateina, 1. 1, 186Q. pag. 83.— a Rime a pu imposer sa gramntaire 
et son Tocabulaire ani rac^a conquìses, elle n'a pu leur imposer avec 
la mème facililé la phonétiqnc Ialine, il cela se con^^it. La pboné- 
tiqoe, étant ce qu'il y a de plus nialériel dans le lansage, dò plnt 
dépandanl mème di^s orgitnes dn peuple qui le parie, doit se disUn- 
pier tout nalurellemont par son caraclére de lénacitó, et je crols qjM 
ToD pourrait souvent à priori diaccrnet si un idiome est origLnatM 
d'un pays, ou s'ìl a éte imporle, en décidant cette seulo qneatlM- 
S'est-u en general modidé d'aprée lea loia phoniqnespropres àl'idioiH 
dont il découle, et aniquelles il s'est borné A donnet pina d'extu- 
sion? on bien posséde-t-il un grand nomliro de loÌ9 euphoniquea <IBl 
luisoieutspéciales?!. Cbarencey, Recherchesrur lesnom*...,tì'tr 
les Batques et les origines de la eivilisalion européenm, 1869, pag. 9. 

> n Augustin voit nnelque chos« de merveilleux, de prédesttDit, 
dans cetto puisaante diffiision de la langue romalne. A cea yeax, e'«it 
le moyen providenttel qui préparaìl la prédicalion generate et i^ida 
de la fili cnréiienne. — Qaelles que soient les cause^ de celle nanÀ 
révolntion si majastuensement annoneée dans le point de vue d« l'M- 
pril roligjoux, une eboso rous frappe: e'est que toulcs l?e GmiIm, 



t Rhin, tontes les Espagm 
iicKiaiDiit la langue latina au iv, au 
dea iilìomea tocaux, de^ patois qui se 
villane: mais la rcligion parìait lati) 



néccssairemcDt l'Italie entità. 
v< siécl^. Sans doute il j «tw 

caehaient dans quelque cola ab 
, la loi parlali latin, la giwm 



Aseigaalnda a razSo por que os romanos convertiara eom 
Pcerta rapidez as outrns DNcionalidadcs na sua, e alcancnvam, 



partait laiin* parl«ut le iulìa èlnìt la langue quc lo vaincgucar ini- 
posait au vaincti. Poar traiter avec lui, pour lui demaniler rtAcp. pixir 
obtenir la remise Je l'impAt, pour prier dana le tempie, imiJMurn il 
rallait la langue latine ■. VUlemain, Tableau de la littiìralurr! 
au moyim fige en France, en Italie, *n Ètpogne et en Ani/letari-e 
(curao de ISIS?), l. I, pog. *-& da ed. da 1665. — « On peut comparci- 
renvahissoment da latin A, ces largea inondations du Nll, qui subnier- 
gent le pays et ne laissent apparalu'o, (A rt là que les okèlles et les 
mluareU de quelnuea villes: ile mèinc, fi fiart tea ruiiiPS de la langiie 
itea C^Ites et cellea de la laoguo dea Fhéoiciens et dea emigrante do 
Pfaocée, le latin couvre comme una mer toule la Gaale miavelle ». 
JKary-Laton, Tableau historique et lUtirairs rie in languì parlis 
fiant le midi de la France et connite sotts le nom de langue nunano- 
'pror^enfale, Paris, 18K, pas- 5.Ì, — «Le latin rustique «alt, (lana In 
Heiutrìe, l'idiome qui aervait aux relationa dea Gallo -Roinaìna aTee 
tea Franca; il fnt un moyen de rapprocliement <^atre les deux race», et 
devint peu fi peu In languo ((énérali; de la nailon, !>on extensiHn 86 
trouva [avorisee par l'nbandon compiei ofi élaJODt tombées les étudea, 
et par riuBoucianco dea osprits pour les eheÉfrd'ft'uvra de la langne 
latine. Le clenié lui-méme cnnlrlbua puiasammeiiC ù le propafter; ear 
Iwaucnup d'ecclesia 8 ti qupb ne connaisBaient quo ce latin vulgair?. et 

"* dtàiont oblig^g de a'en servir pour faire entendre leura inslmC' 

au p«nple. .^u coitimencement du vu° sìécle nona tronvona le 

rnslique employé fi compoaer dee clianta populaìrea; li noua uat 

jfime parvenu quclques vera d'ilne de sea chuaaons qui célèliralt la 

Ictoire rcmport^ par Chlolairc II snr les Saxona. Ce latin élalt ai 

'm devpnu In Inn^n usuelle du peuple, que eette chanaun vnlait de 

nieht* i>n bouch<.<, ''t c|ue les fcmmes a'eo a'^rvaient pour e:c^cal«i' dea 

Uis«a B. A. de Cli <.■ v alle t, Origine et formalxo» de la httìoue 

•antaUe. l. I, 1853. pnff. 25.36. Cfr. t. II, 1857, pafi. a>a8. — « Il y « 

^n»> fcnt ana, la Oaulo entiére éiait rumaine | je meta liora de compta 

M brai da tetre qu'on appaile Bretone francaise ) et lo latin,— peu cic4- 

nnien dr^jfi, — parlò par Ics soldais et les culoiie, lo latin aeant aes aii)i;les, 

■- — --aclaul Boa mols, perdaiit de plus en plus aon caraclére Bynth£lr(jun, 

it graduellement, leoteinenl, un lallu nnnvr<nii, mais nn latin vi'illi, 

decompose, gAlé. de pina en plus fA\È, ici d'un» fofon, \\ d'une nutre, 

et, plua loin, d'une uutre encore. Tello lut l'oiiftino dcs patids latina 

parles en Franco et daiis lo paya vrallon. Ci'a patoia, cornine ccus 

j a'Eepagno, de Porlui^l et d'Italie, vécurent fi cfm du latin liliéraira 

bMonna neulement dea pntriciens, dea doetes, dea rellKloux i?t dcs prè- 

^^■rea. Ila fiTAistiT laUnn, mais ila durent fi la dominaliou Rermnniqua 

^B'ivoiR 8ii à huit cent» mota tudeei)uee, giilliiques, eie, Ila p(irti!<rent 

^■Uffirenta noma, panni loaquels on a BUrtout reiiiarquè ceux ir» lingua 

w^fmlgaris, de tingvM romana rustica». H. Cbavée, Francaii et 

I woallon, paralltìit linguislique, 1857, pag. ti-ui.; La part d^t femmax 

datu Cenieigmimfnl de la langue n»a(«m*ifa, 1809, pag.S3-91.— o Tona 

tee peupies qui ae sont buo^Mé on qui onl coexiale eur le ani de nntro 

paya, Céllea, Pliénlclena, Greca. Latina, Uermaìns, ont apporti^ lonr nart 

eontrikntive ; mais le tont a étA Tatonné par la moin de Rame, dont 

l&'Mnpruintn a lalasé dea tracea si ptofondus, qu'aprfs la decomposi tìoa 

"b lldiome nOlein^yntliéUque. la d'imiiiatloii reala encore au plat latin 

1 moycn ■)!(<*. Li^s déainencea latinea, lea cas bien ou mal appliqndii 

'TuiMrent cncoro le« mota cetUqaes qui rcpnmiseaient et Ics mola 

I nouveaux conqu^ranta venua du Nord h. !.. Docliox, Nouveau 

tclUmnaire de la langue francaisw, IStiO, piig. G. — « Lea lunttucs 



70 



até, substituir a propria linguagem à dos povos subjugados, 
prosegue : 



romanes.... prouvent par lenr caractère, qui est latin, et qui Test 
autant cn Caule et en jSspagne au'en Italie, qu'an cinquiéme siécle, 
quand les barbares s'établirent defìnitivement sur les terrea, ce qui 
restait des langues indigènes n*ètait plus que peu de cbose et uè put 
lenir devant ce demier et terrible cnoc. La latinité devint le rerage 
universel des populations vaincues ; et, quand Tassimilation fot com- 
plétée entre les envahisseurs et les enTahis, c*est*à-dire à peu prés 
vers le temps de Louis le Débonnaire et de Charles le Cnauve, i} 
se trouva que, si la Caule et Tlbérìe avaient dispara dans la latinité, 
la Cermanie transplaiìtée n*y avait pas moina disparu. Seul, le latin 
avaìt pr^dé à la production de huague qui s^était faite. — ... La 
latinité vìctorieuse eflaca le celtique, sauf le coin de la basse Bre- 
ta^e: la latinité mourante absorba la Germanie enyahissante, et ne 
re^ut d'elle oue quelques mots, assez nombreux pour témoigner da 
passai des Germains, assez rares poar témoigner de la prépondé- 
imnce des populations romanes ». £. Littré, JHctiannatre de la 
lofi^M^ ftanfoise^ t. I, 1863, Compiément de la Préface, ou coup 
cTonl sur rhistoire de la langue firimcaise, pag. xlvi, xi.Tn. — « Au 
boat .de quelques sìècles, le latin se trouvm cbangé en une langue nou- 
Telle qu*ou appelait volontiers le roman, ea souvenir de son orìgine 
lomaìne #1 par cppositìon aux diakctes importés en Caule par les 
conquèrants barbiur^s. Dans le roman, quelques mola étaient restés 
des ancìens dìalectes céltìques: qu'^lques mois germaniques s>r étaient 
intnxluìts avec les Fnmcs « les Bour^^Mides , les Yisigolhs et les Nor- 
mand$; mais le fond étaìt, en definitive, la langue latine, la langoe 
des s^ldats de Jules Cesar et de Temoerear Jolien, peu à peu defi- 
gurèi^ par un travaìl instinctif et populaùne ». E. Egger, De ITiis- 
toinr et du ben usage de la langue framcaise { Confèrences populaù 
i-es faites à VAsile Imperiai de Vineent^esK 1^3^ pag. 16. — e Sauf 
un petit coìn d^^ terre, la Bretagne, la Caule entìere au cinquiéme 
sìècle parìe un latin populaire ani, dans son développement contino, 
derimi U fran^ais dans le nord, le prov<»ncal dans le rad.... Le latin, 

Sui devint le francaiss est un mode d^ètie, un état special et pas^iger 
e ranra«)ue: c^mme Tancien t«s-allemand commun, doni le gotique 
est le plus fidèle i^prósentant, et qui, dans le pavs des moota^es, 
devint W baut-allemand. est un autre mode dTètre, une autre manière 
de dereuir (ìVerden^ RacWRT, toum^r à, lat. terti in) de ce mème 
anr^que, de cette languì commune i tonte la race arrane aTant la 
sèMuratioa des trìbas« et que la sci»iioe a aujoudlini fecoostitnée ». 
Cbavèe, £ii«nyN4vi^iit sdemtififue de le lamgue allemutnée^ es- 
eguisse d^um c^urs normuÈl faiii è VÈc^le P9ÌgUrhmfue^ 1871, pag. 
^1. — • On expUqoe donc «ukNtnfhui le latin par Tarv^ne poor 
expUou^^r ensuìte par le latin, le firancais, Fespa^K^ Fitaiìen, le pio- 
Tv«i^ et les aatnps i.Uv>aies romans. et lei. par • loman » , il faot en* 

lendr» une BK\iiàcati«>n du parler vuI^ùk des Romains Après la 

€wi4a^le de la Gaul^ par les SK41ats de la vìeìll^ Rome, nos pères, 
les GaukHS. se min»t à paiier latin, ìcì par fnno*, là par intérèt, 
ailWur>$ par mivi». Bn^f. aa c««aneiK«fl»Mit da T* sìède^ kws des 
pivBùères invask«is fraos^aes, la Caule eatìèi« ètait roBaine de lanoa- 

fé ». Chavèe, Fit^v^^iwswMl ^rWnh^iftw- de la lectware ( IS33), 

pa^. ^ -- r SOkbr^ o imA^-eun^^eu urimitir^ ou lingua aryaca^ Teja a 
Uv^v^edrc^ii da obra de Augusto Flàu V^r^e Jeheu d et Wérteréuek der 
imd*>$^^rmJomii>.'i^en Spnae^kèn: eim smnmekgeseikieiUHeher VersmeK, U II, 
X«»c4«nMrc. |«i^ ^H e s«^.: e cfT. Hovvlaìfau^, Rtrme de limguistìfue et 
iif M ìAtfi ^w oifun^r^, u T, 1;^?^ pd^. M&'Ui. C>. taaibma Oppeit. 



a A assimilagfio devia ser tanto mais facìt ', quanto os ven- 
oidos fossem ou mais barbaros ou de lacas mais mJxturadas, 
I Iilas Gallias realizava-Ge principalmente a primeira hjpothese : 



I 



Ouverture du rùurs dephiJologU comparée de$ langues indo-eufo- 
jiéetincs, 1SU4, pai;. 23-29; LAJi/anistne, disfours d'ouverlure, ISCb, 
pae. 6-U; Bn^al, Lts 'Progrès de la gratntnaire cotnpar^e, tefon 
tatle au Collège da France, 1867 (Mémoire» de la Soeiéli^ de Lift- 

Kistioue de Paris, t. I. pag, 81-83). Do ultima parte da obra de 
U. Blymotogisehe Foruchungett auf dem Gebiete der indo-germani- 
«cAon Spraehnn, t. TU, 1^1, notìcia um critico ingl^e: u The present 
TOlmiie contains ao liiKhly Imporlanl inlroduction, chieBy coticeraed 
-with a retutation of Schleiclier and liis idea of a primilivu ciud 
"typical Ai^an Iniiguago », Tlte Aeadcoijf, voi. II, 1871. pug. 507.] 









para assegurar e 
..elles as suas colontas, 
as suas leu, oa sena costùmes: trocava cQni elles ale os deuses, rs- 
cebendo os exlraobos nos proprios tetnpios, mas cxigindo rpciproci- 
daijn religiosa: dava a provar a esaea iJornens nidi^s o luxo e os pra- 
zeres de qua era meslra: recebia-llies o producto da sua agrìcnllura 
a iadustriB, e iRtereasaTS-os aisim por muiios niodos uà exisieuda 
e prosperìdade da grande republica. Aa conseqnencias d'mte H}*st?ma 
em pajsee de rafas maia antigas e HÌinples, corno usa Galtlas, foruni 
ama assimilai;Sa quasi completa: o que seria, pois, na Peninsula, 
onde elle devia actuar codi tanta mais forca quanto 6 certo (|ue a 
metcla daa gentea, a variedade de oiigi-ns noa osog, o encontrado e 
oonfuso daa leìs e tradiciìea reli^osoB tornavam mala faceis as colise- 
^eneiaa iiaturaes d'aquetle systema?». A. llerculauo, o. e.,paff. SI. — 
.■ De fello, OS Icstimuabos con tempora ti eos. a voe unisona dit hìatoria, 
'OB monumenloB que chegaram alA nòe altestam qun a llispanim. corno 
nol-n di/, o monumento de Ampurias [ n a acr lìgitima a inacripcùo que 
DuartcNniies copiou, n qunlmuiloBcniditos jul^ain falsa e conti af 'ila», 
nllecle Viterbo, Eiitrùlario, 1, ed. de. 1796, pag. v] in mores, in Hn- 
matn. in iura, in ditionem eeasere Somanam: triumpho obliilo nàn pela 
forca (las armus, mas pela immensa superioriilade d'aquella cìvilis&cfio, 
qui! Roma capricbàra cm espnlbar pelo iiiundo, e que o aubjeitou por se- 
ealoB h sua poderosa inUueticta n. A-Soroinenbo, Origem dfi linpua 
rortvgtteia, 1807, pag. 8. —«Lo grand secret de la politiqiie romsine 
réslde, coiiime etiacuii sait. dans la perf'''ction de son mode do colonisn- 
tion. Lnrsqu'uoe province étail conqulac, on employait d^nx moyens pour 
la conservar; le moycn mililoìre consistnit h. entourer la portlon iMin- 

2iìae par dea léflioiis ptacéea & la frontière: une foia le tiays cunquis 
olà Binai de ton(« influence exterieure, on inetiCuait à ITnlerieur une 
admìiiistration énorgique qui broyaìt en peu de tejnpa lea n'siatniiees 
localea; ou imposaìt aux vaìncus la langnc et la rcligion dcH vuin- 

S9urS| on exlerminait & buia clos ou l'on Iraniporìait Ir^s n'calci- 
ala [ Cesar ee vantait d'avoir battu monncùe en venilant i.onimc 
Mclaves un inillion de Oauloìa ] , qu'on rempla^ait par dea colina ci 
llea alTrancbis venus de Rome. Gracc l'i ce mode violent et Imbile, ^n 
i^elqu«a annèea la fuslon dea vaìncus et des vainqu"urB étalt accum- 
'^Ue, ei moina d'un siede aprés la coneuète, on psriait latin dans 
^ioQlc la Oaule. Mais ee latin, qu'importalent en Gnule les colona et 
■ ■» languo de Virgil' quo le fruncals 
inaelgni^ par nos snidata aox Arabes d'Algerie reasemblo ^ l'idìomo de 
_)o«9n<>t ou k cclui de Chateaubriand u. A. Hrachel, Oìttiìtnairu 
hutoriquK di' la lan'jìte Iranfaite, 2* ed. (18U8), pag. 1(1. 



72 



na Hispanha * principalmente a segnnda ». (Pag. 39 da 1* edie§o, 
40 da 3". E a pag. 41:) « Temos procnrado fazer sentir a completa 



1 « Lo qne póncipaimente impNorta à nnestro propòsito es dejar 
aqui consignado el hecDo de qua el idioma de la crìstiandad de Espana 
raé el latin; que la ensenanza se bacia en està lingua, j qne en ^lla 
tambien se escribi'^ron los prìmeros j mas antigaos doeomentos lite- 
rarìos qne se conservan de aqnel tiempo. Esto es mar importante, no 
solo para probar lo muy extendido qne el latin se hallaba desde el 
siglo m basta el tut, sino tambi'^n para deducir la necesan'a conse- 
cneneia de qne no quedó en la Peninsnla ningona otra lengoa bas- 
tante poderosa para lachar con él, al menos en las provincias del 

centro j mediooia EU latin, pnes« corrompido y degradado corno 

& la sazon se hallaba, se conservò en Elspana, segon se babia con- 
servado en otras provincias del imperio romano sometidas al yngo de 
los bàrbaros, constituyendo desde entonces el elemento principal y mas 
importante del idioma vulgar, prò incido por su fusion y amalj^una, y la 
base del castellano moderno ». Ticknor, Historia de la literatura 
espanda, trad. de D. Pàschoal de Gayangos e D. Henrique de Tedia, 
1 IV, Madrid, 1856, pag. 170, 175. — Cfr. D'a r à n , Romancero general, 
ed. da Biblioteca de autores espanoles da Rivadeneyra, t. 1 >, 1859, 
pag. iJi, nota 10; Baret , Histoire de la litUrature espagnole depuis 
ses origines les plus reculées jusqu'à nos jours, Paris, 1863, pag. 7, 
19. — e La filosofia, la literatura, la arqaeologia y la bistoria proeban 
con sns especulaciones y monumftntos, que al establecerse el imperio 
romano era en Espana generalmente bablada la lengna latina: f&cil 
cosa sera por tanto el comprender basta qné ponto debió propagarse 
y extenderse durante el espacio de cuatrocientos y mas aiìos, en que las 
artes de la paz floreci^ron bajo los auspicios do aquellos celebérrimos 
conquistadores, i Poro fué uni versai t>n todàs las regiones de la Penin- 
sula, y entre todas las clases sociales?.... Estos testimonios de Plinio, 
T&cito y Silio, cuya veracidad no admite duda al^na, refiriéndose por 
sus autores à la època del Imperio, y abarcando por su aplicacion 
tan largo perìodo de la bistoria de Espana, ponpn de manifiesto que 
ni se babia podido desarraigar en el espacio de dos siglos y medio la 
primitiva lengua de los espanoles, ni eie los celtiberos; ni se babian 
olvidado en el suelo de Gaficia los dialectos, en que babian sido com- 
puestcs los versos hdrbaros, cantados con extrana armonia por la ju- 
ventui indigena. Nò otra cosa nos muestra el Hispania vocat y el 
Hispaniae appellant de Plinio, el sermone patrio del gran bistoriador 
latino y el patriis linguis de Itàlico, denotando el barbara carmina 
del ultimo la total diferencia que babia entre dicbos dialectos y la 
lengua latina. . . . Asi que, la pretension de los latinistas, abanderada 
en el digno académico don Francisco Martinez Marina, no sólo puede 
ser combatida con los becbos que nos ministra la bistoria, sino tam- 
bien con las razones, de qne noa arma la filosofìa. Creemos, corno este 
erudito, que la lengua del Lacio lué generalmente bablada en la antigua 
Iberìa : creemos mas ; fué, en nnestro concento, la ùnica empleada du- 
rante la dominacion romana en toda clase de negocios pùbiicos; ante 
los tribunales subalternos, ante los conventos juridicos; en los instru- 
mentos ci vi les y criminales; en las escuelas pùblicas; en las asambleas 
populares; en las inscripciones y memorias de tolos géneros ; en las 
monedas de los municipios y colonias; en una palabra, en cuantos actos 
y docum^'ntos se referìan à la aiministracion y al gobiemo, à la religìon 
y & la politica. . . . Pero aun concedido todo, y tenidas en cuenta las ol^r- 
vaciones arriba indicadas respecto de la arquitectura y de la estatuaria, 
todavia deduciraos, comò naturai consecuencia de cuanto va expuesto, 
que la lengua de aquellos poderosos conquistadores no llegò à bacerse 



rcvolucilo operada na ppninsula pela cìvìIìrrcSo romana, e por con- 
■equencin a necessidtide de adraittirmos que a lingua latina che* 
gou a obter inteiro dominio ' neatns parte», cumprindo todavia 
nfto esquecer que essa lingua devia ser a quotidiiina, rustica • ou 



universal ni popular ea (odas laa regìoDCB da Iberìa. » D. .Iosa 
Amajor de losRios, Sabre los origenea y formacion da laa 
lingua» romanrei ( Historia critica da la iìieraiura ••.spaìiola, t. II, 
Mailrld, \mi, pag. HBlt-370).— Cfr. Soromanho, Origem da lin- 
gua portugaesa, 1887, pag. 18-31. 



■ 1 Tbis conqueriog tongue 
largo ami fa' ' * " 

Erigtisb. fili 



' whoso descnndanta i 



part of Europe, aoil, along frith thcìr ha1f-sis(«r, tba 

. .. :ly ali tbe New World, aiid numerous Bcatlored ti-aets, 

il ìsliuids, on every continent and in eveiy Dcean, wbìle ila 



» 



matiTÌal bail loaveiied and ?nriclied the spcech of ali enlìghtenciid 
natioiiH — u'HS the Tamacalar iiltom, not twenty-Uve c^nturies ugo, o( 
a little isolated district in middle Iiaty, n re^on whicb, on any map 
o( the world not dran'n upon a scale tmly gigantic. one mighl eastly 
cover wiUi the una of a tìnger ii. W li ì t n e y , Language antt tM 
Httdy of languagt, tweloe leetures on ffia PrincipUs of Linguistia 
Bcienee, I^ondroB, 1867, paff. 165. — « The eitension of the I^iio tan- 
onaRe ovpi- the connlrles of Wcgtera Europe oceupied by the Romana, 
U a~ fact more easUy praved than accountad for. As the native tribes 
Of Italy, (iaul, and Spain, yielded aneceasively tiio the Roinan arma, 
SO lliKir multifarìoDB dialccta gave way betorc the languagn ot tlicir 
eonquerora. In rnany instances the langaase of conqucring nalions 
boa dJsnppeared. or loft onlv faint tracce of ite existenc? in Mi" u«t- 
(Ive dialecl of thn country.... Bui the Latin, havjng at the sanie lima 
tbe advanlngea accmlnK Irom the intluencn of Rovemment, whlch 

Ìimposnd on the governed the n^ccssity nf uaderstanding it. aeems 
Uke tbe Greek, lo bave propagated itselt by a aort of niagical power 
among tho iuttabitants of western Europe n. Cornewall Lewis, 
^n Ès»ay on iha Ofigin and formatìon of tha Romance X/Htguaget, 
» ed., Londrea, 1803, pag. 18-19. — « Celle lungne de Rome devnait 
dea il pL<u toUto-puissantn : elle débordait, comme un imnienae tl^lue». 
.ba Apuiinins et les Pyrónées: elle refoatait impitoyablemont jnstiu'sux 
,4srnierei4 valléea Inaccessibles ce qn'il restali Rnoore dea laaguea ealtir 
j^no, baaque et albanaiae. Seula, let paya greca, ceux en Urcóo ixitnme 
/te»x dna Ci dona greca, eardaient toujours leur langue matomcUì; Rome 
'ftvait ti«au y plantcr l'algle romain", cet étendard n'a pn en chasser 
ridiomo d» llomérc. Quant an norl germaniqno et fi t est slave , Ipb 
idiomca dn cea barbares ont prévalu centra la languc do Rnme: mai», 
en revancbe, elle a franchi, il y a troia alécUs seuloment, l'Oc^an 
Allanlii|no, dont Rome pnTenne ne connaisBail que le bord urieiitsl. 
L'Am^rlqu'^ du sud et du centro avec lea Antilles parlent, A l'heoro 
qn'il est, la Inngne de Ronie dans troia' tormos ri^centes: en francaìs, 
en e8pn);ni)l •>t en porliigais. Qu"tl" grandiuse et durabln conquJ^tc Uu- 
gutstiquc In. D n 1 ) n a, Romani'rhi! Sprachpirnilie, tra<l. de Ewer- 
Deck (l^is Langues ite l'Europe modeitie, Paria, I8Ó2, pag. 191). 

• n ... o portuguAs vom da lingua popular, ou rustico romano 

anligo, lai qual era falado p^do p'ivo de Roma e dna dilTerRntcrs pro- 

..in....- .In imperio, lito romolaa de Roma pela dìalancia corno pèlcm 

stumes dna divirsas napìes conquIstuJas, Estn latiin, "saini 

totirrompido ou inethorailo, porque ìaao é questlonnvt'l, é quo 6 a buso 



74 



umfUSj miteradm desde kgo por phrmscs e Toeabnlos indigenss ^ 
e enjas difTeren^as do latiin litteimrio so podèmos mté etrto poneto 



dfts ì inguai mipn^fioiMes, e do qaàì a dosba dànttamemu procede ». 
[Bario de FozcoaZ A Umfua portugmeta è fJKm da latina^ tm 
ref^UofSo da wutmaria em aii« o tr.patnarcha €inic 2>. Frameisco de 
S. ImU nega està /SlàafAò, mX pag. & -^ • LesTìng «mt locai dìalects 
om of saghi, we baTe ai present sìx literair modifiatìoBa of Laùii, or« 
more conectlT, of ancàent Italian — the langnupr^ of Poitagal, of Spaìn, 
of Fraoee, of Italr, of Walachìa, and of the Gnaoos of Switmiand, 
called the Boniranarh or BomaBese. The Propeseci, whkfa, in the 
poetzT of the Tronb^doius. attained ai a Tery eajty tùae to a hì^ 

merùy €xr»Deiic'*, bas now snak down to a'mer? 'pattris French 

ìs proVineìal Latin as spoken by the Franks. a Tevtonic race; and, 
to a smaller extent, the same iaròarisiatg bas afleded ali other Ro- 
man dialects. Bnt, from the Terr beginnìng. the stodc wìth whieh the 
Keo-Latin dìakcts started wrns not the dai^ical Latin, bnt the Tolgiur, 
loeaL proTìncìal dial«cts of the middle, the lower, ani the lowest 
rtassé*s of the Roman empire m. Max Mailer. ZjKtm r ts om the 
&Ù1MV of Lamguage^ 1% 1971, pag. ^^ ^L — : « Dans le baa-latin 
<m retrm ie la plnpait des carattèr» qjtn axaient frappé Raynonard 
dans le proTencaL Ces caractèRS ont eie recoonos ponr appartenir 
an latin popnlaiie, et cehii-à est maintenant reconnn oomme la yé- 
ntable sonrce de tontes les langoes roman^s. La sàence est anjoord^hiii 
unanime à reconn^tre ce fait, et M. Din l'affiime dés ks premières 
pa^^es de sa Grammaire, sans mème penser à 1? diacater, comme sì 
cette opinion ne ponTait pfais fair» le sajet mème d^nn dont? ». 
B a s t i n, Les yaureUes recKerches sur la ìamgue franfoise et leurs 
résuHats^ BnEL<?lles. 1872, pag. 3l$^. — « Quando i Romani estesero 
la loro signorìa snUe terre conquistate in Italia e fnorì. tì portarono 
anche la natìn lìn^a, la quale Mgli ultimi secoli dell'impero occidentale 
si troTaTa stabibta non pure in tutta Italia, ma anc»>ra nella penin- 
sola de' Pirenei, nella Gallia e nei paesi del Dannino da Traiano 
sottomessi e popolati di colonie. Questa lingua però non era il latino 
quale è scrìtto in Cicerone o in Tacito, ma quale lo pariara il po- 
polo '.Jingua ntsHca'\ cioè un Tolgar», die secondo i bisofmi e le 
occasioni si andò amf^iando sempre più e allontanandosi dalla lingua 
scrìtta usata dai si^orì e dai letterati, quanto più quella lingua 
perdea vita e mobilità ». R. Fornaciari, Grammatica stortca 
deità lingua italiana, estratta e compendiata dalla Grammatica ro- 
nutna di Federico IHe^, parL I, Turìn, IS^ pag. 1.] 

1 • Ce latin rulgaire ou rustìque a dù naturellement se modifìer, 
lant par Timmùction des langues indigènes, parìées par les différentes 
nations soomises à la domination romaine. que par Tinfluence plus 
ou moins grande, que les langu^^ d'autres peuples ont exercé plus 
tard ». A. de Cihac. IHctionnaire dTètgmotogie daco-romane; éU' 
ments latins comifarés aree les autres Ictngues romams. Francfort 
•/'M. [Moeuncia, ti. Prìckarts^ 1870, pag. toi. — « Noi crediamo che 
ogni popolazione o celtica, o basca o altr.\ quando assunse la lingua 
latina. T'importò ipsofacto moltissimi idiotismi partic.>larì e sopratutto 
e sempre la proitaffirùi del suo prìstino dialetto. Se il lat. patrem 
diviene it. patre^ padre^ venez. pare, prov. paire^ fr. père^ ecc., tutto 
questo ^ spiega, secondo noi, non come un puro srol^^imento, dovuto 
al naturale mutarsi delle lingue col tempo, ma principalmente come 
im efletto delle diverse pronunce dei popoli latinizzati ». Canello, 
Il prof. Federigo JHes e la filologia romanza nei nostro secolo, Fio- 
renza. 1S71, pag. 41-45. — « The vulgar Latin is reco^ùsed as Ihe 



Buapeitar ', sendo as b 
CoufusSu ou faltn dos e: 



i l)roviiveis entre ellns, corno dìceinos, ii 
lì DOS nomes, e das vnriacOcs verbaes • 



\ 



prototype or cliicf Bouree of ali Romance languages, and ia as truly 
contiDued liy tbem as the Bo-callnd Aii^ilo-Ssioii ìs by modem Eogllsb. 
Thìs ÌB noi contradicled by tbe facls tliat classical and medieval Latin. 
Greek, and German bave a larfie abate iu Ibe dìctionary o' sii fio- 
mance languages, tbe IbbI especially io French aud Itliaelo-ltotnaiice ^ 
or thal many Arabie wotds wcre iiilroduced iiito Spanisb, stili moro 
Slavonic inlo tbe Daco-Horaance : or that a pood maiiy worda of ely- 
mology as yot unexplained may be remnanls 'if tlje exUncl laijRuagus 
of tbe several native populationB; for a stili «reator miilure of Ger- 
manie and RomancBt words occnra in tbe Engllsh langaane.... h. 
E. Stcìigol { Tbe Araaemì/, voi 11. Laiidreii, 1S7I. pag. SoS). 



K En quoi diUéroit, dans Ics bei 



t Ages de la latinità, la langue 
' ./ah 



_. uvaluor aujuurd'hui. Seuleinenl, d'aprés quelqne 

trauées par des citoyena asaei mauvoìs elÉves dea ^rammairicns d Athè- 
nes et de MarseìUe, lea unrs aTitérìeureij & l'ère imperlale, les sutres 
cont^mporameB des Dèce et des Dioclétieu, on peut, àéa ces temps-lft, 
coustater l'usage commun de subsUtner buk chutes ou chanf^mcnU 
aecìdentels de déalnence dans les noms et dana les verbes, un plus 
trÉquent empio! des préposltione et des pronoma. Ces prèpositions, ces 
prononia, appartenoient moina peut-ftre A la pure clocution que les di'- 
^nencaa accitlentelles ; mais on en prèféroit l'usage dans le discoura 
tempore, pour suppléar h la noUeaso iiu'on mettolt li prononcor les de- 
sìnences ailli'urs ^ue dans les vera ou les liarangues pompcus^a. — Et 
celle pente une foia tracée dcvJnt chargu" jour plus sensiblu, jusciu'ìi et' 
qn'enun les taogues nèo-lalines sortìreiil tout arméca, (ju'on me puasc 
eel[« expresBìon ambitleusv. du front do Jup)t<>r Capitolin. Les legions 
lomaines los apport^rent aux Toscana, aux Gauloia, aux Espagnols ; 
ù lea adoplérent commc un? sorte de conaècration de toutes les 
que rinfluence romalne faieoìt pènétrer dans leur intelligence h. 
Pavlixo Paris, Essai d'un dìctionnaij-e histojHoKt de la lattgve frari- 

KUe, Discoiirs préliminairt (lu A l'Académlc dea Inscrìpliona et Bel- 
i-L«llros ), Paris, ItJlT, pog. i. 

• [ K I volgari latini parlati in Italia, nei Grìpionl della Svizzera, 
In Ispagna, iii Portogallo, la Valaccbia, in Pi-ovenza, in francia verso 
il principili dell'ottavo secolo dell'era volgare alft eransl traaronnatl 
in idiomi, di cui ciaauuno sì svolgeva da se, indipend^nlcmeiite dogli 
altri. A quest'epoca pertanto si può far risalire l'origine delle lingue 
romanzi! o neolatine, ultima iraa formazione del latino, conseguenza 
noviasima di quel princlpii di alterazione che operando sul latino 
prìmllivo ne divìsero l'antica unltìi nel dualismo del ' imrtno wrfia- 
ntw' e del ' iemo plelieius'. Tali prlncipii si compendiano nella ten- 
denza istintiva al parlar più coniniodo, leme universale delle rlvo- 
lluinnl gloltiche, per la quale suoni si assimilano a suoni o vanno 
' dilnpiandoBÌ. Per essa ebbe luogo urli' antico latino ofTuscaniento di 
oousoQanll lloali, per cui molle forme iiomiuill e verbali ai vonnoro 
fttllevolearlo e si confusero con altre : Indi il bisogno di parole ausi- 
Uiari (preposizioni, pronomi, verbi), indi trae la sua orìginn il diva- 
rio tra lo organismo dell'antico latino o la strutlura degl'idiomi 
Deo-laUni in cui esso vivo ancora u, D. Pkzh, Grammaliea storico- 
eomparatitia della lingun latina giutrla i risultati ihgli Slitdi più 
rarefili, Turin, lidi, pug. 13-H.] 



76 



d'onde era formoso nascesse a ordem naturai no disenrso e o 
uso frequente das preposicQes » *. 

Às ultimas linhas coirespondem no Iìtto do illustre epi* 
graphista as seguintes ( pag. 193-195 ) : 

« Dès le V«, le VI» siècle, le francais peut se prcssentir*. 
Le trouble qu'apporte la confusìon des cas fait apparaitre, k 



1 Levemente em desacoordo com Gaston Paris, Bréal expende a este 
proposito ama opinìào que fora Jà antes enonciada por Faurìel e por 
Da Mèri 1 {JktnU^ II, p. *.i09^I0: Essai philosophique, p. 167): « Nona 
reoonnaissoos qae la prononciaUon et Taccent ont détennìné la perte 
des flexions casaelles: mais noas croyons poaToir sapposer cpCen d^it 
de la prononciation et de Taccent, les flexìons aaraient sabsisté, si elles 

aTaient encore été nécessaires à U langa^ latine Qoand notis obser- 

▼OQS, d*aatre pari, qae malgré rinfloence de l'accent, les lanfi^oes roma- 
nes ont en general gardé lears flexions rerbales, on a peine k conceyoir 
poarqaoi les désinences casaelles devaìent nécessairement soccomber. . . • 
— Cons^rvées i>ar la socìété polie et dans la langae écrite, les désinen* 
ees devinreot inoeitaiiies et s^efiacèrent peo à pea dans l*asage popa- 
laure. Qaand sarvint la catastrophe <}aì, en booleYersant la sodété la- 
tine, fit disparaltre les classes lettrées, les flexions nominales périreot 
avec elles. Ce n>st donc point, comme on Ta dit qnelqaefois, poar 
remplacer les cas disparos qa'on eat recoars aax préposìtions: 1» pie- 
positìons, eroplo3rèes depois an temps immémorial, avaient l<»nt<^ment 
mine Texìstence <les désinences casaelles. La prononciation et Taecent 
toniqne ont fini par les faune disparaltre. Mais ils n*aaraient jamais en 
raison de ces andens servitears de la pensée, si la force qui les ayaii 
Ceiit Tivre, c>st-à>dire la significatìon, ne s'en était pas d'abord n*tirét ». 
{De in forme et de la foncHon des mots^ ie^an faite au Collège de 
Framce pour la rfouteriure dm cours de ffratmmaire comparée, Paris, 
1866, paff. 16, 1$). — [ Tal é egaalmente a condnsào de H. d'Arbois de 
JabainvUle nam livro qae Mussafia [ Romania^ I, -IM ) araUa corno dU 
liamiissimo stttdio : « Àinsì, la caose qai a motivé la création de la 
plapart des formes de la declinai son latine a c^ssé d'exister dés 1a 
coramencement de la période mérovingienne, car la senle raison d*étre 
d^in organe,. c'est la tonction à laqaelle il est destine: cependant les 
fDrmes grammaticales inatiles sabsistèrent pendant les troia siédes 
qa^» darà la période méroTingìenne. Ce fùt sealement pendant la [>é- 
nod-? carìoTingienne qae la simplification des formes mìt le m^tériel 
srammatical en harmonìe av^ la simplification d^»s idé^s. Alors le 
nrancais naqait. Le latin, mort comme langae valgaire, rèdait i Vétat 
de lang:oe sarante oa de oonTentìon , recoavra , poar le bonbeor des 
grammairìens , la distinction dassiqoe des six fonctions casaelles et 
n>conqait le neatn^. Heoxeax les conqoèrants qai boment leor ambi- 
tion À CCS grammaticales victoires ! « ; La Dèdimaison latine en Gaule 
à Cèpoqme mèrorin^ienne^ étude sur les origines de la langue fran- 
foise. Paris, ISì^, pag. 161). Cfr., entre oatros. Ampère, Histoire de 
la fòrmation de la langue ftm^aise^ ^ ed., IS^ p^. 19-iO: Fachs, 
Die romanischen Swai^en in ihrem Verh&ltnisse ^msm Lateinischen<, 
Halle, l^ta pag. ^-;$£l1 

* « X>n sait comment de la langae latine qa'aTait imposée à la 
ile la dooble conqaéte de la paissanc^ romaine et da chnstianisme, 
» forma, par saite de son m^ange ar^ les lai^ea?s celttqoe et tea- 
tonìqoe, ceues dt^s premiers Taincos, et des demiers vainquean, oa 
tìers langage qai recat difier^nts noma dans lesq[aels est marqoé aoa 



cette epoque, In préposition, l'article * de notre laague aans 
flexions *. Au Itou de ninisler tempii, oa dit déjà minester db 
Tsupvr.o ; pour membra d*orum fralmm, un marbré porte mbudra 
A» Dvos KRATKES, forme qui aubsiste dans notre parler vulgaire, 
pour indiquer le rnpport de possession. Notre pronom qui, 
ÌDTBrìHble Bux deus genres, ne montre, dés 431, sur l'épitaphe 



j/rogtéa, qua l'oa appella Bueceasivement, roman rustìque, roman, et 
enlln. osscx lanl, fran^is. On sail commeiit cette lansue, faile par le 
peapte et pour luì, longtemps leBlreinte ft son usago, loiigtemps re* 
t«nuc dane uà état d'iofcrìorìté, do vaseelage, de acrvage, conim? 
ceux qui la parlaìent, it l'égard do la langue des vainqncurs, l'alle- 
mand, de la langue de l'adminìatratioD et de la Tetìgion, le latin, 
e'éleva ello-mème progresaivement au rang de langue domiDBnto, fime- 
sure que, la condition du peuple a'améliorant, il deviai coavenable 
que ses inaUr<>B s'adressaasent & lui directsmeot, à niesure qu'eui- 
mèmes bc détjuhéresl davantage de leur origine étrangére et désap- 
primnt Isur iiliorae primitif u. Patin, Inlraditction a l'Iiisloire lUùS- 
rairt du aiècU de Louis XIV (Mélanges de lUtératare ancienne et 
moderne, Paris, 1810, pag, 182). 

< B Le latin, le vrai latin, le latin (Ics beaux siécles ee vit pas 
a'opérer ea soa organiame eet élrango dédoublement du proaom : il 
n'eut pas ce luoostrueux parasite si familier aui Greca. Mais toutes 
les (urmes da latin vieillisaant et ao gitani, c'eat-&-dlre l'eapagnol, 
l'italieo, le porlugais, le (rangaia, le provenc'il ^t les autros patoia 
TomaDB, se taillerént un arliuls dana VétolTe du pronom dérìvé Ule, 
illa, iilum, iUam, illi, Ulx, illos, iltae, et de Ih Icur il et leur et, 
leur lo ou la et leur le. leur li ou gli et leur loa, leur le et leur tas, 
eU., etc. Diminutif dà Ittue, le représenlant perdu du pronom Aka*, 
«uiakr. ana, ceiui-lA, illa est pour inle coulraoté de inule, cornine 
ultua, qunlqu'UQ, est pour wnlu.< conlracl^ de unulue, dimioulif de 
unui, un, quelqn'un ». Chavée, Les Langues et lei races. Paria, ISSJ, 
iiflg. aa. — Ctr. Esgcr, Notions flétneniairee de gratnmaire aotnparie. 
fi* ed., 1860, pog. 69; Bastin, Ètudes phUologigues sur la langue fran- 
Saise, S. Pnlersburgo, 1870, pag. ifl)-21. — b Pura o sagundo [ o sentido 
individuai deLarminado ] lem a lingua portuguesa o arligo deSnilo o, a 
para o Binguiar, e oa, a» para o plural: a inglesa o sgu the; a traucesa 
o S9U le. la, leu. lirado do demoastratiro latino itle, illa, illud, do que 
tambom os romanoB se sorviam em caso de noceBsidude, e a grega a 
seu i, t. Ti. — ... A lingua latina aio tem arligos, e eò algumas vezea 
por empbase se ssrria do unus, a, um para o primciro [ o seotìdo 
inde termi nado J, e de ilU, illa, illud para o scRundo. Por isso dà eUa 
occasiào a muitaa ambiguidadcs, corno é na Vulgula latina a contra- 
[ dic<;fta entro a allinnacAii de Jeans Cliristo, dinendo: JoOu é prophela, 
^ é a nogacfto d'eaW : Nilo nou propheta ; a qual ilesapparece, asaiai no 

E'ogo Como Qo portUffuAB, com o artigo, dizondo : NSo sou o prophela, 
lo é, o propheta prometiido por Mogie» a. Soarei Barbosa, Au 
L Ituas linguaa, ou Qrammatir.a phitosophiea da lìni/ua portuguesa. 
^ eomparada com a latina. Coimbra {1907). pag. 34, 28. 

• R A la an du qualriéma Bircie, la langue Istia^, du moine dnns 
l'DsagH clu peuple et dans c>lui dea transactionB eiviles, étalt perduc, 
au iléelinant plus, ne conjuguant plus, barbare, dépourruo de toutc 
flexion. Ola dura bien quelques aìecleB ; mais vera le diiléme, quand 
déjiì cominen^ait la langu>) romane, devenue la langue moderue, le 



d'une rcligicuse. Necare prépure le vieux mot nayer, qui se 
ilit toujours (lana les campagne^. B'Ispiritus, que l'on entend 
eocoro aux offlcea de villages, viendra aprii. Aiutare offre la 
suppression qui nous donnera le verbe aider. Dèa le V" eiécle, 
santa prépare le mot sainU. Le g de triginta a'oblitère et nos 
pèrca disunt trienla, comme, plus tnrd, nous écrirons treni». 
Déjà, pour eui, tanto, conune pour nous le mot tanl, indique 
un nombre indetormini'. Des noms en is, en »w, dea génitìrs, 
des accusatifa, perdent la consonne lìnale, et leur derniére syb- 
labe, diminuée d'importance, nnnonce qu'un son muet terminerà 
plus tard, dans notra langue, une multitude de mota '. Des sup- 
pressions de voyelles préparent ausai la prononciation futura b". 



latin stì relcveit, aa puriliait, ee ramenait k des formcs antiques, chez 
les grands Papes et loa Docteurs émioenta qui se succ&lèrent «ans 
ìnlemiplion durant einq Hléclea. Il se retoruia uee laliuité. Gerbert, 
S. Anselme, S. Bonaveuture, S. Thomas, ont ucrìt dans un latin mii, 
a'il a renoncrt aux farmea ambitieuses, amples et périortiques de Ci- 
cérou, n'a ricn do contraire aux loia gónérales de la langue, anx 
précFptes de la syntaxe et aux r^gles tradìtionni^ltea do l'analr^e ». 
A. AUzuRE, Coura <U latin chrétien, Paris, 18&1, pag. Q. 

1 n Lea mota latina, qui entruient dana les différens jargons de 
rEorop", farent tjujours mutiléa comma l«» obéliaques et Isa statOM 
qui tomboiant entra loa maina dea barbarea. Cela vtent de ce que, les 
Latios ayant placd les nuancea de la déclinalson et de la conjuguson 
dana les linalea des mote, nos ancòtrea qui avoient Icurs articles, leurs 
pronouia et leurs verbea auiìliaires, tronquèrent ces flnales qui lenr 
eloient ìnutilea, et qui déflguroìent le mot t leura yeux a. Rivarol, De 
l'universalité de la languì ft-anpaise, Paris, 1781, pag. 5'J. 

> 1 En suivant lo mouvemftnt da lan)(age depuis scs premìers 
texles écrits parvenua juaqu'ù nuus. nous voyiinB Teffet progrcsaif da 
ce travail lattnt [ d'éparation et d'élaboration harmonìquej: un mot se 
contractaut ici, ae développant li. -, une dlpbtliongue si) formant, 
a'cpurant : ano autre si dedoublant par Tinte rcalation d'une conaoniie ; 
une Vovelle ujout«e dana un mot, relrnnctiée dans un autre: dans cea 
longa lAtonne menta, divereea finalea suceesaivement essayéea aa méms 
mot; pois, du mélange perpétuel de cos formsa, tour k tour priaea 
à l'essai, dout loa unaa raeurent, dont lea autrea naìsaont, une con- 
ruaiou inextricable dans rorthograpbc dea textes et dix formes d'ua 
mot éqnivalantea quant au aens, existant en méme tempa: paia ente, 
aa mitieu de ces modifìcationa sana nombri; qui je no fals qu'indi- 
qaer tort en gres, lea mota prennent peu & peu lour état hnrmonlqita 
uniforme ; Ica ayllabes trop sourdea ou trop aigui.'s pour le ton Ré- 
néra! de In langue, s'attónuent en sena divera; la langue a'Ópuro ennn 
peu ù peu: do sa radesse sauvago du xi* siéele eli? paasa & l'élat 
de demi-lormation que nona lui voyons dana le xiii°: puia, se modi- 
Qaot désormaia pina lentement, parca que l'essentifll était fait et qaa 
In reste dépendait du denré de culture qu'atteindrait la nailon, elle 
devient enfin la langue Se Rabelais et la langue de Racine ». Gustavo 
FiLLoT, necherc/ies mr les formes arammaticaUs de la lanfut 
frnn^ise et de ses diaUcti-s ati XIII' sièrle, Paris, I83D, pag. xxxvm. 



Paro aqui. As paginas que segue m e todaa as outras nSo 
eBo menos eiignas de leitura e de attoncfio '. Houve jù quem 
dicesse que um livrinho assira valia mais que toda a fiirra- 
pem encyclopediea do aeculo XVIII. 

Ao resumir os lopares tranacriptos da HiHoria de Portngal, 
observa o sr. Adolpho Coelho : « Nestas tres passapens, corno 
se vÉ, ludo é baseado siJbre meraa probabilidades, e nenhum 
fEtcto se npru^enta na forca de sua realidade » . 

Mas su dogrostìamo presumpcoso, a nieia ^jctencia sem- 
pre ancha e contente de sì, a mediocrìdade fatua que Thz pro- 
Itssflo de espalltar ao vento os seus oraculoa, sd ellas t«era o 
privilegio das decisOea peremptorins e esse improviso no solver 
difilculdadea que Nicolaii Tolentino chamava senlencear de estalo ' . 

É a historia dos idiomas s hialoria dos povos na sua obra 
mais intima. «Les événementa dont se campose cette bìstoire 



1 Acèrca da imnorlancia do estuilo dna inscripgSes lapidnros bb- 

creve o proressor aileniSo J. Mailer, que alias ao limita a rpHumlr 

un loftar do Curlius [Philologie und Spradnnissenaeliafl., Leipiis, 

16G3, pag. 121: « Ogni anno la U>rra ^reca ci dà nuuve lapidi, la 

cnJ lingua talvolta riesce ìnl^llìgibila saltanto sotto il microscopio 

del linguista, che la anallziia. Aacora più ricche sono le Bcuperio che 

in Italia si hnno e cbe illnstrano le antichiU ìtalìclie. I monumenti 

latini, unibri, osci e via dicendo mutarono affatto le nostre idee non 

volo rìniardo all'istoria deUe lin^e italiche, ma ancora rignardo a 

quella dei tempi più anUchì di Rorria. Senza kU studi linguìstici non 

C a intendereltboro h tavole di Gubbio, né quelle di Bantia, né la lapide 

T di Ab«lla,'nè si saprebbe assi^gnaro alla lingua latina il suo posto in 

l'neuo allo altro italiche e nemmeno il rapporto, in cni quella lingua 

Dva colla greca. Anche non poche torme del latino arcaico trova- 

J lOQO in lai modo la vera loro interpretazione u. ( Commetto alla 

U'Orammatica greca di Giorgio Curtiui, r<xaio in italiano. Torio, 



I, paa. : 



-) 



. « Um proeeito quero d'aqui tirar para concluir. Quem pretender 

f dedicar-ae ao estudo do aciencia tao vasta ha de seria e Uohiit'nte pra- 

I ctìcur duas virtudes : consciencia e moilestia, Quanto mais 

} velhoa uos lornfLmos, tanto mais sentimos os limitcs do humano saber. 

Està disposto, dico Cicethe, que as arvores nSo crosfam atò ao cou. 

Cada uni de nò» sd pAde ass?nhorcar-se da am terreno acanbadisBimo, 

e o quo o noBSo saber ganha em eitensSo perde-o inevilaveimcnte em 

profundidade. Era impossivel a Bopp saber iSo cabalmente o sanskrlto 

Como Colebrooke, o tead coma Burnont, o grego oom^ Hermann, o 

10 Lachmann, o atlemAo corno Grìmm, o slavo coma Hiklosich, 

I o celtico comò Zenss. liste inconveniente reside na propria naturerà 

I do toda i scieneia comparada Resguardcmo'-noa da omiiiscioncia e 

l.da infoUiLitidadel ■. Max Mflller, Dos Resultados da xcietKia da 
I tinguagem (Ceber Aie ReruUaU der Sprackwissensehafl. Vorìtuung 
Kwhatten in der Kaiaertiehen UniBereital lu Strasslntrg am XXIIl. 
fMai MDCCCLXXIIJ, » od.. Strasburgo, 1672, pag. 9J, 31. ] 



[dij; um auctor contemporaneo 1 sont des faits raoraux <iu'il n'est 
pas uisé de constater avec une exactitude irréprochable '. La 
rigueur des dutes, qui offre dans l'histoire politique le secours 
sì précicus de Ift chroDologie, est à peu prés interdite à l'his- 
torien d'une laague ; ,les tnmsformatìODS intellecluelles ne sont 
pas de cellea qui se produiaent à joiir fise » *. — n 11 y a 
longtemps que Voltaire a donne le ton qui convient au Trai 
philologue, en lui conseillant ce laaguage : Je dotUe bea%co»p; 
jt eroU, mais je tuù tris-dùpoté à ne plw croirea •. 

Em especial a historia da origem e desinvol vi mento do 
latini vulgar é ainda hojc, entro oa proprios cxegetas da plii- 
lologiii nova, urna das qiiestoes mais arduas e controvertidis * ; 



■ a L'objet du livre quo je pnblie a'eat pas de fournir dea armaa 
l'i l'oapril ds systéme contre Vaatorìté dea ^aiids ^crivains; e; n'est 

Soa Ah recomposcr, avec la poussiéra des ruines, cette doublé hìstoira 
L'S cbosea et ilee mota, dout j'eequissais plus baut quclquss traila: 
ceuvro difflcile, diraì-je impossible aujaurdhui. Moia ai liuteUigenca 
du géuis latiu peut ètre vlviUèa par un sentìment plus vrai de ses 
differente carocterea et de acs formes succeasivee, un recueìl ofi se- 
raient marquéa, dans leur ordre cbronologique et par des monumenta, 
tous les ftges de la laugue, servjrait beaucoup k ce progrés des étudea. 
U oSrìralli à l'IustoiieD et an critique la iiiatière de lecons utìles; en 
Icur inontrant, par ses lacunes mèmee, l'étendue des pertes que noas 
avons (ailes, il les induirait à ne se prpnoncer qu'avec prudeaoe et 
lOserve sur d'ubscurs problèmes d'arabeologie littèraire h. K. Eoukb, 
Xatini narmonis vetustioris réHqvàa seUelas, ltjl3 ( Uémoires £Kìb- 
taire ancienne et de philologie, Paris, 1863, pag. S81]. 

> « I.a oréation et l'exlliiotìon des idiaines ne se (ait pas à un momeot 
pi'écis ni par un acte unìque, inaia par d'inaensibluB chaug^menta. au 
milien desquels le poìnt de tiansiUon net iosaisissable.... — Lea un- 
gnea doivent donc 6tre comparées aux Ètres vivantB de la nature, et 
non à ce rà^ne immuable où la mattere et la torme participont au miaia 
caractére de stabilite, où raccroissuinonL se tatt par n^lomératiuD W- 
térieure, et non par intuseusception.... Qaant auxlorraules m^maS 
de leur développement, rien n'est plus iliOlcUe que de prouoncer h 0B\ 
égard des apbonsmes absolus. , . . — r En (ait de langues, dit tiutUatUM 
a de Humboldt, il faut se gardcr d'aasertions gÉnéralee ■. Rehak, Hi»- 
KHit ei 3i/itèìiie cotnparé aet languii sémil\gusi, J, pag. fl9, 431, 4SS. 

■ Pellissier. La Langue frantaisn depuis ton origine Ju$fi^À 
«OS jours, tableau historique de sa foi-matUm et de ses pfogréM, 
pag. », 'J. Paris, lt«16. 

' Vàie set eatudada no Esbogo de vma historia da lingua p»- 
jr latina de Augusto Fuchs {Die Jìt " ' - ■ 

3>-50) e mais ampiamente nos canilulos (. 

(Drr Vohatitmue, I, pag. 41-16j) ao cxame da bislòrìa da i 

lingua, •ytt^T no exterior, qner ne interior da Italia. Disi indica U 



I nSo menofi ardua que a dn formai;5o do latini primitivo ' , ha- 
vida por Sclileiclier corno af^uclla que maiores difficuldades 



n lasomoia si pu^ dire ehi: noi capi principali le Hc«rche dei due 
snidili coincidono od un medesimo risuitato, e diUeriscono soltanto 
' Bolle isniillcnuoni subalterno. Ma una cliCTeTenza radicalo fra loro é 
questa : che i suini dell'antico ìncivilimBiito de' popoli italici Kiebubr 
li vuole portati dai Pclaagi, dalla lingua do' quali Ta derivare, almeno 
in parte, anco la Ialina : laddove, secondo il Micali IL'Italia avanti 
il dominio de ' Romani. 1810 ; Storia degli antichi popoli italiani, 
18J'2J, quella civìllA, vaio a dire riti, reliponi, istituzioni politiche, 
si operarono iu forza di un proprio eviluppo morale dei popoli ilalia- 
^ ni^ die ne possedevau^i giii i semi elementari, derivati non si aa donde, 
la lingua latina non 6 cbe una modlQcazione deiranliohissi- 
..... ,. .___ . «._..,., "^ -- ^-\^suUa 



a \a 



a linguii indigena, la lìngua oscan. À. 
WSloria Universale di Cesare Cantù. studi critici, fase, in (Slt 
Tmana), MU&o, 1&17, pag. 16. — r 'l'be science of language nas tliron^n 
■ considcrablc Ughi upon tlie chariicter of the ancient populalion of 
Italy. Il seems lo nave bcen iuvadcd in succeBsion by very different 
races. Some of them probaltly wure not ludo-Europeana. Bui Boveral 
trib>'8 of wbìch rnmains tiavc been pres^rved evidently belong to the 
sanie family sa the Latin. In Lhe extreme south-east of the country 
ìnscriplions liBve beon discorcrod conipused in a language which, lor 
want of a hettcr nam>^, has been called lapygian. Il appears at one 
lime lo bave urcvailed mure or less througliout Apnlia and Calabria. 
The remaius or this language bave noi yet been sumcientty deciphered 
lo ilelermioc Ibe exaci i;iltnological position of the peopts by wliom it 
was spoken, and they app^ar lo bave presenUd l>ut little if anr 
KBlBtance lo Ibe superiur civilisnliou of Greecc; for Apulìa, whicn 
ìs epoben of in tbo lime of TìmiRus the historiaa (40U a. u. c. ) as 
lahabiled by barbarous Ujiycians, in less Ihaa Iwo ccDturìes app^ara 
to bc an entirely Greok ilistrict.— Clearer evidcnce ia suppUed ot the 
^relation of IWD other penples, or branches of the same people, wbo 
cupied the middle of the poninsula, i. e. the Latin and the 
> firnnchos. 'l'iie latter, including the Marsians and Samnites 



P III Ih e 
I prnVQil 



rtipri-<ed a e onsiderabl e populalion. The dialeets wbich 
' ' a dose resemblance to one anuther, but 
coDtmst ia the Latin ». Clark, Th» 
Studc-nC; n ■. ■ ■ ■ ,.j,.irative Grommar; avplitdto the Sanskrii, 
Zend, ij'- / '< '"', Anglo-Saieon. and English Languages, 
Londins, I-..'. |ii.'. .j ;, — u Neasuno ignora quanta siasi dispulato 
intornu ui t,i>>»i ,<;,i^<u>i> 'i'italia e all'origine dei nostri antichi dia- 
letti. QucHlu due quesLigni furono ai nostri giorni sosgelta di 

lunghi studi a niulli dotti italiani e strauieri, e ben può dirsi che 
nessuna parto dell' an tic li ita classica abbia più teriqmenle esercitalo la 
paziente investigazione dui filologi e degli erudii! moderni. Tuttavia, 
per quanto non ai possa negare che gli atudi rivolti a questo scopo 
abbiano, nel loro insieme, urand'mnnle contribuito a rischiarare una 
materia si oscura, 6 pur d uopo coutessur francamente che, in tondo, 
le due qnistionì accennale rimangono ancora insolute n. P. Risi, 
j}/!i tinlatiri fatti per npiegare Te anticKe iittgue italiche e apecial- 
mente (■..■^■«^.Y,, Miffi., IHiVl, pap. 10-11. — « The Ibeory that the LaUn 
v,-as pri)iii'< I iiv .1 ii.Kiiiri' of somcwhut discordant elemenls — of 

Bomaii, S.I1 , mol 'i~< m, or ot these aiid Etruscan — broughi toge- 

Ibur liy lii-.['<ii< al . Ili iiiii~i:iitepB, aud llnally fuaedlnto homogeneousneas, 

Is one' whi.'ii l.i.-laii;:- i |,. u former stage of linguislic science, and is 

Bow rejfcled as uncalled-fuT and crounlles» ». Wbllney, Lan- 

^fuagi«(i>vt the stwly Of Language, 1867, pag. 2^30. — Cfr. Donaldson, 



i declarada por Fauriel 



ofFerece a ìnvestigngSo seieotiflca 
problema insoluvel *. 

AllusOoa fraquentea, tantaa veaes confrontadas, doa eacrì- 
ptores romanos affirmam a eiistencia d'esse rude diftlecto, fe- 
lar plebeu, conte m pò nmeo do Ifttim da politica e das lattras, 
latim culto, que em Roma era o que é em Paria a lingua aca- 
demica, une langue daya wnc aUtre langue '. Assini, no tracto 
das claases elevadas, o latim ctasaico, linguagem pura e ea- 
cripta, sfi-mo wbanut; e a seu lado, e coesistiudo com ellx 



Varronianus: a criticai and hUtorieal introduction to the Et^no- 
graphij ùf ancient Italy and to the jiliilological sludy ùf tha Ziltin 
Language, 8* ed., Lonilree, 1S60. passim. — « La Linguistica che bft 
■apulo dar ragione dell'or^n amento glottico l'>ssicalo e grammalicate, 
che lia fiitto rivivere la lingua di Zoroastro (z^nd) e quella di Ciro. 
a di Dario (iscrizioni cuneiformi), die ha decifrato le famose tavola ea- 
tpibine e quelle di Bantla e d'AWUn (umbro ed osco), e i gerghi d^U 
Zin<{arJ, cFie ha ricustruilo in pirte la lingua » la storia dei primiliTl 
Arjns, riudcirft a spiegare prima o poi kiuei misUtriosi idiomi, che som) 
l'Etruscu e il Basco [lingua degli Escalduanachi di Spagna), a rionin 
Ren ''alogicamente le antichi? favelle italiche, n scoprire qualche sictus 
teslimoniania d'un commune sof^ginrno dui prisclii Italo-greci e forse del 
vero essere dei favolosi Polasgi, a darci un quadro posaihitmonte i 
e completo di tutti i popoli e i linguaggi primitivi, coordinati a __ 
conJa della loro origino, forma e sviluppo ». F. G. Fumi, InUtmO 
agli atitdii lingvislici ( tllustrationi filologico-eompaivtine alla Gram- 
matica gì-eca del doH. G. Cvrlius. Napules. 1868, pag, xciv.) 

[ Lo genti italiche s4no costituite dalle latine e dalle uinhro-sabeUiclM, 
a cui appOMengono gli Umbri, i Vol»ci, i Sabini, gli Osci coi SannUi. 
ed altri minori, onde i Umiti del nostro lavoro non ci consentono dì br 
cenno: a prova di ciò stanno le reliquie che gìunaoro a noi di vaiit 
dialetti italici, in ispecie dell'umbro e d'^U'oscn e del p\i\ antico latino. 
Secondo ilMommaen, il latino sta airumbro-sauellico come tis I 
dialetti greci il ionico al dorico : l'osco e l'umbro stanno l'uno all'atro 
come il doriamo in Sicilia ed in Sparla». Peizi, Grammatica ito- 
rico-comparativa della ItMj;iM latina, 1973, pag. 6. Vela pag. &<8. ( 
cfr., na trad. do mosmo auctor, Sciiweizer-Sidler, Teorica 
dei suoni e delle forme dalla lingua latimi. Turin, 1»71, pag. 1-3. (Jp. 
tambem Ascoli, Lezioni di fonologia comparata del sanscrito, 
del greco e del latino, Milào, 1870, pag. ITS-HJ; Corssen, Uebtr 
Atissprache, Vohatismtts und Betonung der lateinisehen Spraehe, t. II, 
Leipzig, 1870, pag. 331. : 



105. Paris, 185L. 



n de la tangttc franfoise. 




I 

I 



' ara idioma subalterno e irrespOHSavel, « aquell'outrn lingua trivial 
i sempre varìavel que tì corno interna recovag'em eomparuda 
com a solemne embaixada a queai incnmbc reprpsentar ofR- 
cialmcnte no esterior a na^So, e gruardar os seus interensoa u ', 
Os testimunhos historicos, porém, os vocnbulos e locu^Ces que 
i noa transmittiram, aufficientes para attestiirem a esiatenda 
de um dialecto popular em que Diefenbacli julga terem-se con- 
aervado, mais que na lingua litleraria de Roma, muitas dns nn- 
tigaa fijrmas ', nilo nos offerecem elementoa para o compnrarmos 
item comsigo mesma nas difierontes edades, nem com o latim 
classico. Sfto membros dispersos que aSo bastam a reconstituir 
o inteiro corpo do idioma ». Haviam-se mister, considera Fauriel, 



I 



dasalco oxiatÌBsem em gernien lodos oa procossos analyticos daa iin- 
goaa romanaa è um facto iunegavet quo no corpo d'osta obra suri lie- 
vidamcnto ilemoastrado ; mas que o lalin] rustico differisse do latim 
classico a poncto de coastiluir urna lingua ou inesmo um dialricto à 
parte, s6 com completo dcsconhocimcmo dos fuctos pódc ser oOìr- 
Biado B. F. A. CoBLiio, A Lingua portuguesa, Coimbra, 1808, pag. 17. 

A terminaotissiina atsercào do sr. Adolpho Coeliio, unanime, ncste 
encontro do seu livro, com o eentimnnto ae Baynouard {Orammnirg 
fompar^s des latigues de l'Europe latine, datis leurs rappoj'ts avec 
la langue des troubadatirs. Parìa, 1831, pa§. XLvm) bastar-me-ha por 
aipjra oppor as seouintea palavras. que quasi à casca da lellra Iraduzo 
de Sohucliardt, Vokalismìis, lom. I, Ì866, pag. 47-48: « sermo pleOeìtts 
oSo @stà para o sermo vrbanus em rela^ao d? desceudaueìa nem de 
aseendencio, porém em rclacio coUateral. Sem duvida o sermo plebeiua 
nasceu do um latim com Tormas mais cheias e mais purea, mas nào 
do senno urbanus. Sem duTida o sermo urtonuj uaaceu de um tatim 
de cbaracti;r mais popular e mais grosaeiro, mas nSo do sermo pie- 
beius. AmboB tiveram raizca na lingua popular archi-romana, prisca 
latitiitas: eram dialectos gemeoa [es waren Zteillittgsdialektt; ] u. 

Bem pòde aar que oa dous annos quo aepararam n publicacàn do 
KvTo porluguès da do livro de Schucbardt dessi'm ao sr. Adolpho 
CSoelho mais acabado conbecimento dos faclos: e, em tal caso, Portu- 
gal, que ale ahi falava em glottica ao modo pur que »o sccuCo 
XV se fatava do Pr^tes Jolto dos Itidias, passa de repente a eitar 
mais adeantaJo quo a propria Ailemanba. Outras e maiores Rloriaa 
teremoa oa porlngueaes de dever aiada ao sr. A. Coelho, desltnodo, 
■eftundo toda a probabilidade, a illustrar-nos com algum traiisccn- 
dental descobrimcnto ac£rca d'esse mesmo Prest^a ou Presta Joào, mal 
, haia vista do livro que, em nova edifSo sob o lilulo Ber Presbyler _, 
Johannes in Sage und Geschiehle, publicou em 1870 o dr. G. Oppert. (]? 

I MendcB Leal, As Duas PemnsuUis (America, III, I37I, pog. 50). 

' Ueber die jet3igen rojnanischen &chrifUprachen, die spanisehe, 
porittgiesiache, rhàtoromanisehe (in der Schaett}, framSsische, iiatiU' 
Mische und d^korontanisehe ( in mehren IMndem des Sstliehan Eu- 
TOpa's), pag. 'H. LeipKig, 1881. 



documentos contiauados e de certa estensSo, que justameute 
fallecem '. As cnncòes militarea de que traiem referencia as hia- 
lorias e as biograpliias dos cesarea ntto chefraram provavelmen- 
te &lé nóa na sua fórma primitiva. No que é fitndameutal, as 
alterncOea do latim uomprovadas pelas inscrip^Oes christans daa 
Cfttacumbas • dcscobrem complèta Jdentidnde com as que se ob- 
tiorvain nos actos escriptos om latim barbaro da meia edade*. 



route de l'Intel lìgnee I M. Al?ian(lri> de Humboldt rencoiitra à Majr- 

EnLtès un vieux perroiiuet doni personne ne pouvait compr^odre le 
Bn|(uaae, parce que cel oiseau répetaìt quelques mots de l'idioma d'one 
tribù, les Aturés, qui s'élait éleinle. Dans quelqu'-a siècies, il y aura 
bien d'autros de c«s perroquela parrai dous. On entendra les feiumM 
ripeter à leurs entauCs des chaosoDB dont le sens ne sera plus con 
pns, ou de jeuncs garfooB poussnr des exclamatioas qui ne sotont pli 

Jae de vains auns, parce que leB langues auiqu?ilca ces mots appartien- 
ronl auroat été oubUées. C'est ninsi cju'oa Franco, dana certaines 
Bles pfipulaires, on roiil dea mots celtiquea qua persoaoe no peat 
fixpliquer u. Alfbedo Minar, La Phitologie eomparée; ses pi-incipes 
ei sa application» nouveUes, Paris, V&7, pag. & 

I Dante ci las orìgìnes de la latigue et de la littérature itoli^n- 
Hcs, t. II, 1851. pag. 433. Cfr. A, de CheTallet, Origine et fonnation 
ite la tanyue frantaiss, part. II, XSUl, pag. ID* Dion, GraaìtnatiA dar 

ronianisehen Sprachnn, 1. 1 ', 1^70, pag. G. 



1 Ls peupto italien 



t catacombe». C'est là qu'il ttnt 



doit devenir grand, 
i donne U ce niol, ea 
et les patita, ce qu 
le tenaient puiat ìa 

lran<7Pr4 . ri ..«tp.InfrèiB. 



dcseendre pour trouvgr les orìgines Ai tout ce qi 
Ì'Y vois d^à le pcuplo dans le sena moderne qa e 
y comprenanl y<^a temm^s, les "nfaala, les faible 
Isa liìBiorieas anciens méprisaient , ce doni ila 
compte. J'y vois un peuph nouveau, iiifilé d' _^ ^... _. .. 
d'aliranchiB. de barbarea, anime d'un esprit qui n'est plus celui da l'anU- 
quité..,. — En pénétr.int daus ces voies téuébreuses, on apprenoil & M 
séparor de tout cs qui est visible, et da la luiuìéro inème par laqaelle toni 
est visible. Le clmetière y onveloppalt tout le reste, comnie l'eterniti 
enveloppe le tcmps; et les oTaCoires praliqués de dislance en distanca 
pour la cólébration des sainls mystéres étaient comme autant de jonn 
ouvertj sur l'immortalile, pour consaler les Ames de la noit d'icl bas..,, 
— Daaa caa inacrlptiona latìnes écrites en lettr^a grecques, bérisaie( d> 
lautes d'orti) ograplin, de fautes de tangne et de prosodie, je prenda 
pour ainsi dire sur le faìt l 'S ignorants qui les ont tracées, et je reew- 
naia ha mères plébéiennes, 1<!B pércs esctaves, gravant furtivemcnt laur 
douleur et leur espérance sur la pierre devant laqucUe ila revieadronl 
s'acenouiller ». A. F. Ozonah, Lei Poètes franciscaim en Italie oW 
treiiième siede, S* ed., Paris, 1»59, pag. 11, 15, HO. 

> Littré, analysando o Dietionnaire fran^ais-latin de QuicbcraU 
cm tanto que afbanta ao pnbljco nSo ternm actuaimente as lettras li^ 
tinos nome mais auctorixado, julga necessario, em coofabulatSo filini- 
liar com o «cu antigo condiscipulo, tnsinaar alguin atnigavel reparo i 
H J'ai sana pein'? acquiescé, quand M, Quicherat, pour rendre /lif, 
oassal, barOH, s'est servi de feudum, vassatlus, baro -, ces mola soat 
de la lalinité mourante, it est Trai, mais non de la latìQiU morta. 
Il n'en est plus de mème pour pagiw, que j'ai bien de la peine k 



KAté que epocha da historìa de Boma ou dn lingaa latina cumprc 
i remontar pani assistir ìl nascenca e cposcimcnto do idioma 
fede qae hfto de provir mais tarde oa dialeetos romanicos, a «etto 
de latin detenére aelon les une, transformé, npproprifi 
louveaux besoins selon les nutres u ' ? Kìs o poneto es- 
LCaliroso, a duvida anti^, a que sii por approxima^So é possi- 
BtcI responder. 



r ditQB tin dicUonnoire Inlin comme l'i^quivslent 'le notri' mot 
page. Sana dcutp jia^iu» est dans Du Ca:ige: mais il faut l>ien dislin- 
■"■"r deus hasaes laiinittìs, celle de laquelle lo rotnan a étó tnit et 
qa) a élé taite sur In roman u. ( HUtoiit de la langue fran^aUe, 
ed., 18G3, t. li, pag SSO.) A observat^o final, eapecio de postulndo 
e se devÀra crer preliminarmente acceito, liem a poderiamos cibasi' 
■ — ,..j| pafig^ Paulo Mej-ar. em argamentatSo com 



tem por ìQUlii està 



B Pini 



la I. 






l'ila ne noiis oRVent ni la 1 . 

n mélange de cca deui Id ^. <■» li- 

?(>rtionnelles A l'ignurance du acrib-^ 
hanl de saintf Bulalie, Paria, IHHl, 
Aaaiiinalando reta differenta, lambi'm unta 
ftgmotogiiehes Wìtrterbueh, 1 ', ISBl, pan. 5 
*— ìve Augnato Brachet: « A n'itr iln laiin 
', du baa-latln (mélange d*j I un ' 1 k' 1 . 

ida espèce du bù-latin, p<>si' - : : ' 1 

bcle, Je veu^ dire le latin dii 1- . ' 1 

incois: ainù mitialiettm nviui i 

Areni metaage en metsagium. i 0^1 l.t U '.•■ 
'ratnmitir* hijfortyiM, 3' ed., pm;, 'S ' 



dos se uà eseri plos 
iiii'iiie, de habetiim {naar 
lì III' [diilolofiiiuniiicnl les 
|i' rdrtì de tub oette idée 
111 la lancuo vnlgalre, 
s uMiuritions du Beeona 
■ 11. (N'olH tur la métri- 
, p^ VX ) 

iJb por Ding e Scliuclmrdt 
: Tokatiimug, 1, paij 621, 
l'inssique, itu latin vul- 

■1 ■■ iii>-, mfimn au dixièrae 
■■■■ 'iirlion serviln du miit 
■■■',1 les clercs transfor- 

facto tre(|ucnte 



- di» 
iJnpUlS 



nio 



_ _. ..._ __ _ _.. ___, .._ treizi^me. Dea f 

«ynnt i\ cnnsigner, dana les ehortea ou dana Ics chriirii|iics lulin-s. 
des lioux dont ila ìi^iuraìent le nom latin, coni posai e ut ce noni sur 
la (iii'iiie friincttise, iniiirprtìtée étymulogiQuement. Or, cornine rtìtyiiLO- 
lORÌt.' i'r-iii$i«lail alnrs & [iirtner un sena a'apnis la valenr pbnnMiipie 
Ues syl1at:Ks daiis les mola, lea tbémna latina sartia de la sont In Ira- 
Uur'iinii il'i^quivoijn 's, In pulparC du tompa ridicules n. (De la forma- 
■ ' . - -- ■ s de lieu, 18C7. pag. 7NJ. Perei nl^qa 



mpioa 



l-<dllÌ<JOB 



roalif i!i 

Voquc doni '111 .; . I . , I 

noia (Semi. - ' 1. . ,-i 1 1 1 

primilivc. ij"'^i "■-''. .; ■>. 'J11..1 11... .iiii. 

me'piers (Vciid^-)> f.''i"' pìIus, Ufi-puil, <ì<\ 
Ma Umpeil f Eure-el-Loirf, Vadum lungi 
de-Lnngroy », el«. 



n Aridus iorraa, théi 
■ulas. '(Ili L'sl Ilonitii'li- 



• appresi- 



, éiittivoiiue de Gu*- 
I aignification (tw noms di Utvx «n 



Usa Édtleatniid Dti Méril a mnsimi clarcza de expressio i 
volta il'esUi a=isitmpto, no Essai philosopMque sur la formatioH 
de la langue fraticaite (Paris, 1852). tì&o faltft às Buas affir- 
mativas o cortejo de provali quo o aiictor mesmo declara in- 
dispcnsavel dos traballio»; de eruditilo ', e em breven phrases 
condensa os factos (jue a observncfio e o estudo teem conse- 
puido apurar no emme da contenda. Leiamos : 

fl Tout ce que l'on uait aujourd'hui de l'idiome du penplc 
se borne à un liien petit nombre d'exprcssions oana date, que 
leur biznrrerie n fait citer par des écrivaina d'une epoque sssez 
recente, qui ns ee doutaient nullement de leur impoFtance 
pouf l'histoire de la Inngue. On y peut eeulement ajouter, par 
une hypctiii-se toute dénuée de preuves, quelques mots trop 
rarcmont emploj'és par les auteurs du siede d'Auguste pour 
paraltra appartenir au langrige habituel des gens lettrfs n. 
(Pag. 164.) — H Ce aVitnit donc pas l'idiome littéraire qoe les 
soldats et les colons romains portaient dans les provinces *, 



I Étudi^s gur qìiiUiues points d'archii 
pag. 3S1. PnriH. 181^. 

t Por occuaiào da Grammatiea latina de Madvig. ultim3m»nl« troda- 
7Ì<1a palo sr. Silva Ùiaa, eacreve a Bìbliogmphia critica de hitloria a 
litinralura do ar. A.'t<itpbo Caalho (1872, pag. 42): « A. Iraduc^io eati fetta 

com ttdeliiade e lauto Ab inodiflcafòes qua fez ptkrecem-nos aeertaJu; 

exropio urna on oatra, corno a otnÌBiito(qui ainJs assim nio se extoad'^ 
a tiiJnfi oscasoa) da indica(5o dos capiluloa doa auutorPB, porqu? Iioje 
estamos no habito de ver ludo autlientloado mellior poauivel ». Na 
Bevm critigv*[lS7ì, art. 23Ò| nota Gastoo Paris a respcito da Tutoria 
da hiuorin da liueratvra portugttesa : ■ I^ea iudicatioos de mnrcea 
(ont d^taut, mais ellea doivcot se Irouver dans les autres éerits da M. 
Brapa ». — n En con tram -sc^ nelles effeclivanionle — reaponde a 



iMphia 



t d'histoire littéraire. 



A. 



las indicatòes ». 1 

I peros, ÌBB Gauloia, onl 
-ì erildals rum^ns, avoc 
} de radmiDÌstntlioo et 



' " Il doit étre évident pour toua que r 
en dea relalions bica plus frfigueoles avcc 
les léttiounair^a, avec li>3 eioplov^a infèrieura 

avec ]xs colnns rotuains iiii'avec Ita aominités aristocralìques ou lil- 
ti^rnireade Rome, et quo kur langage no puuvait guère ètre qu'un 
latin barbare, encore pina remph de barb.iri^mea oue na l'dtalt U 
lauza^ dea aolJata, fermo coitrensii, qui sonnait oòjik si mal am 
oroillei d^licatcs <)as beaux parleurs romaina n. B a a t i n , Étud» 
philoloifigues sur la langue fran^aise, set origittìs. xes princifalts 
formtx grammalicales, set leitres, sm homonumÉS, komographes *t 
pnronì/m&t, 8. Petersbui-go, 1870, pai. 9. ~ a A varialo das liujnuta 
nio procedo unicamente no tempo. O meauio idioma, comò a niesma 
pianta, tranaportado a urna regiSii diversa do primitivo centro de foc- 
ma^àn, dcRsaera tendo a cjnatJtuir |i«las suas continuos varii^des 
nnia eapeoie, 011 p->ln menoa urna sub-napecie, mais do quu urna varie- 
dftdo do iiJioam fuodamontal. Dj laliu provincial brolani as liiiguae 




I ibrìs un lan(?age Yulgnirc, njnnt un vocabulaire spi-cial ' et 
l.des tbrraea particuliéreR ' doni il est Hevenu imposaible d'appré- 
■ «ier complète me nt les ditFérences. On sait Beulement qu'il 
1 «vait acquis une sorte d'unite, puisque un asaez grand nom- 



àe agora. J& o grande mcstre da elotiuencia laltDa, discre- 

teando com Bruto BC£rca da urbanitas, quasi atticismo rouano, convi- 

ilnvn o aeu interlocutor a que fosxe Aa Gnllias a alli acharìa om uso 

muiloB vocobulos que ero Eoma serìam pnrefiTinos.... Estas palavras 

de uni ilialecto locai, estas rerba non trita Rotnai; nào se contentavam 

de esconder a sua ruslicidatle Doa campos daa Galliaa e ilas His^a- 

ohai : a Roma passavam naqur'Ile perpetuo Suxo e refluxo, uaquelia 

I inoeaaontc elaborócila de uiii(lcà(ào civil e intellectual ilo imperio, na- 

L.quelli! cambio cuntinDado eulro a m<>tropots do mundo e aa proviiiciaa 

Bmlimeltiilaa h sita «loniinac&o. È o quo sancto laidoro de Sevilha si- 

jnilicava nestaa palavras cltadas pnr Friedrich Diez: a Unaquaeque 

~~ i taela Eomauemm cuin suia iiplbua vitia guogue et nerborum et 

URI Ramam tranaiiiisit n. Latino Coel ho, itelatorio da cotn- 

mviifìBo encarregada de propor d Ai.'ademia Reni Aas Scieneias de 

WiAsboa mo^ de Wear a «JTeito a publicafUo do Diccionario da 

^ Unj^tia portugueta, 1H70, pag. II. 

, Il Bicordo che É. Littré esprimeva il desiderio, che, coll'aiuto 
Inlli» parole remante moderne, qualche esperto lUologo teatasae di 
■ciompiere tulli i vani che restano al lessico della bassa latinità. Co- 
K^score le aembianze delle parole nel bosso latiuo può essere utile 
" " ; ma utilis«ni0 sarebho poi che dallo atudio dei lin- 

i. li'rìvati dal latiuo, qualche sprazzo di luce sì facesse 
' IiIItio stesso, del quale noi conoaciamo ben poca 
. il' Si! si pensi alle tante forme dialettali che rio- 
I .ib antiquo l'idioma più tardi pulite ed abbellito dn 
^ umilia. Lo stu'lio crìtico dell'iuitiauo o delle lingue 
Hiir-'iii' '.' iiiui siilo un dovere che incomba a noi altri romanisti, ma 
CKualiiieule s tutti i latinisti : i credo non andasse erralo Auguato 
Fucila quando disse elio un interprete di Plauto dov'essere anche pro- 
fnn-ln rriinnnista ». C a n e 1 1 o , Sfuria di alcuni participii neliilaliano 
e 111 /ilir.- liìiiiue romatue (Rivista di ftlologta romama, voi. I, 
Iii...'.i, l-;j, |M_- l'.l}. — Cfr. Diez, Grammatik. l', pftg. 31. — 

" . e definirò, a larghi ma sicuri tratti, gti idiomi e 

ijii II. . >iii' ben sogR>aci]uero a quella potente parala [ fala da 

Il I j. ma sempre reagendo sopra di lei con maggiore o 
i.;i Kuiaa ohe ciosouno di loro la rifrangesse in diversa 

■ niHuii.-ra, L' rìvivi^see, in qualche modo, sotto apoglie romane; rifar la 

■ st-iriu ili queste nuove persone latine, esplorarne la goncai. eriiii^ro- 
^oiamcnlì i- le propaggini: risalir cosi dall'unti parie, al [ani olienti 

Knl --runiani, e scendere, dall'altra, in alno a rìcoroporre e corre^i;erti la 
Bronaca di quelle et&, che possiamo ancora dir moderne ; raucoM'iere, 
'n igueato latgo e cauto lavoro, lesuri iallnlti per l'istoria gen>Tale del 
luguaggio -. ecco exh ohe nuA sin d'ora, e deve volere, la dialettologia 
n«a in geuvrals e ritalrana in ispccio o. Ascoli, Archiiiio glottv- 
a italiano, voi. I, Mlliio, I87J, Proemio, pag. xxxra. ] 

* M No preterito portcito muda usualmonte o Intim por syncop^ a 
(nnda pcssoa de ambiis oa numeros, •• a terceira do plural. o Prmte- 
uni pnrfectutn uctivum s^po per syncopnn profcKur In spcunda 
Mriusque numeri, et terlia in plurali : amaili, audisli, amatiti!, aum 



I p. 'X. È do crer que om linguaguu 



laruntt], audi<;runt n. 



3 lallnos se uSo si 



bre de mota los plus nécessaires à U convarsation joumalière 
ont dÌBparu dea langues form<5es du latin». (Pag. 160.) — a Poor 
se répandre dans les Gautes, ce latin archa'ique ( la latinità 
gauloise ' était bìgarrée d'une fi>ule d'expressions archalquos 
plus TÌvaccs pour la plupnrt que les termos élégants qui 1 
«vaient remplaeéesldut ae soumettre à une fonie d'altérations 



senSo d'estos fórmas abbreviailas, dizendo amasti em vez de amaeitti, 
audisti em vez de audioisU, et«., dss iinaes fòrmas, quasi eeui altera- 



s portugUGSSs amast'', ouvist?, amaste:!, ouvìstes. a 

, maron, ouoiron, corno diceram nossoa maìores. Serve lato 

do faier ver o modo porque muitas vozos o latim ae coDverteu cm Un- 
goiiRGm «nlgar: porque homens ha de tSo luà critica que. cm vet de 
coDipararem oa tempos proxlmos de ambas as llnguas e de colejarem 
o latim rustico coni o nosso anUgo romance, para aaaim fazerem um 
juìzo, querem daddir confrontando a latim de Cìcto com o portante 
que h' je talAinos ». Leoni, Genio da lingua portuguesa, l. I, Lia- 
boa, lft>8, pag. 37B. — « Thus a vcrj slìgbt studv of tbe declina ut 
Latin wìU show ns tbe woida now pure Italiau becoming common ; 
as jiensare. to thiuk, in the wrilines of SI. Gregory; or lire prepo- 
aiti'FU de tot the genitive. Sucb forma were ali doubtlesa common 
long before amoiig the vnlear. lu rurle eepalchral inscriptìona, we - 
bave tlie SS for the X, as Bt^lT for VIXIT : nay, I remember 
aaa iusLauce where this vcrb in writien aa in Italìan ( excplini; tlu» 
changu ol V into B ì, BISSE -. W i s e ni a n , Tatlrg Ifctur^ oti 
the conneinion betuieen Science and tleiyeated Beligiùn, 5* ed., t. I, 
Londres, IBGI, pag. 70, nota. 

< F 1 La trés-picche parente du cauloìa avec le latin est In cauM da 
la facitìté aree loquello lea Gaulnis apprìrent le latin. M»ia la ras* 
semblauce generala dea deux griimmaires n'empéchait pns qu'il n\ eflt 
un c^Tlain nombre do diffi-renees ; et ces différiinceB sexprimèrenì p»r 
dea solécìsmes dans te iHlin vulgaire de la Gaule p. D Arboia da 
JnbainTìlle, La DécUnaimn latine «m GauU à l'epoque mfroviM- 
ffienne. 1873, pat;. 33, Cfr. pai;. 33. — " Celle inSucnce da Ganlola Mar 
notre tanmte. nona rainòne h uu d-roter argument, ou, pour micui dire, 
à une Bupposition qu'? noas avons vne basardéé par M. HoltKmann, 
e'eat qu'il aarait ék, dèa le TÒpie de Caligala. c'est-A-lire l'i la se- 
conde ou troìsièms generation depuis IVirgauisaUoD ilo la (ìauln par 
Anguste, étouffé par la laacue et la civilisation romaines. Olisorvons 
d'abord que le professeur allemand nous prend là de vieilles Ìd*e» da 
B&rbazan, notre eeltùphobe da xvm* siècte. En eecond Iieu, quelque 
adroit'! ou quelque tyrannìque qu'ait pu Atra la politiquc qu'on nou 
dit avoir été suTie sénèralement par le pcuph-roi dans k's pays cooqnis, 
nous avons observe qn'un ctiannement au^si rapide était ìmpoa^ible, 
et nous savana d'aUleurs que cette poliiique na pu triomplier qo'ft 
la lonmte, — et non sana e\ceptioDS, — de l'obalination routinièro OS 
patrlotique dea vaincua e. Rogel de Bclloguet, Ethi%oglnit 
hauloise. t. I ', 1872, pag. 47 • 4-<. — Cfr. B u r g n f, Grammair* 0* la 
langue d'oli, i. Ili =, BerUn (Halle), 1870, pag ix-si. ] 

■ n A tblè du latin, qui va sana cesae r<n dMtnant depuis l'étahliaia- 
ment du clirìstianisme, se formenl, sur do niuvelles liasea, l"a idi*- 
mes nmians, et près d'cux l'an^laia et rallnmand, soit an moyen d> 
lettre matériaux propres, aoit A l'aide de mélangee opérés par la force 
4es événemenls. Lea voyellea reatees purr!a sunt troublées par des adoucis- 



[l'out en acceptnnt un langa^^e qu ils n ava ent pò nt appr s dans 
Meur enfance les ndigenea ne renoncerent pas a 1p rs hab 
■tades de prononc ntion et flrent > nlpnce a 1 ur no Ile Un 



nti des fraetnres et dautrea moyens nconn i3 a. lant |u le 

Instarne do noe Mnaonnes èprouve d s dép acaments dea alterni otiB 
f dea ptrmutatODs et devient plua mde da s aon ensemble L più 
r pari dea Oeuin <; ae pori p l et A lAur plac on Ut empio do puri 



penale v 
Ldécl 



a as'mré Les quatre ou e n- 
lat en paraissant panvrea e 
fi uno se élacnl pourtant dui 



qii i u d torme 1 anc e \ 

Boi \ w n d B expriu er v le et 
Tèa a "Il s par la boache fran a s u 
Uiul A f a l u dco nalsaa l»e Lr>e p i 
bUes brn)6es votatile s éì deea I s i 
iBjIlatea nen eumptent plua aujour 

mpare a èm fi g lad g 

u ij|/t Id t! B n 



aun ton 


n OS s 


B aepind a rra 


nma qu se 


Jb P nu 


a softun 


c« p a d a^ 


nna se u a 


a m ai comp 



") l paresse re 

1 mola lai uè o 1 
I p nt o Stre lev nus b l 
9 t rtes coDsnnnes o y tfi , 
iota u comp a enttro s u q 
hai qUL deun ou m^nie |i 
ma ndus a ond 

vf Ap ft genera de a 
u use tr' pag IIS 



B P aa e n P rtuga 

ngue o a npua d n 

m um B pi ma eoa 

9 A B nacA top i^aph ~ 






u ifaaa ._ _ 

mais a nada <~ „^ -. .. 
la niiaR caatp ana qu ntlu r& 



te é m 
prim 



guo pour l'approprier aus formes naturelles de leur pensée 
Aucun principe uniforme ne put généraliser ces corruptioiU; 
elles dépendaient deB dìverses liabitudea de eliaqne centre de 
population, et dans l'ignorance oii nous sommea de Ir cìp- 
conscription et de la prononcìalion des différents dialectea, 
nouB ne nous expliquona les nombreu^es transformations du 
méme mot que par des hi-pothèpes échaffaudées dnns le vide. 
H paraìt seulement vrnisemblable quo dans les proviaces où, 
gr&ce à leur richesse et a leur nambre, les coIods romains 
exercèrent uno influencc politique et sociale plus dominante, 
loB altémtions de leur Inngiie furent moins profondea et sur- 
tout moins rapidea que dans les autres ». (Pag- HI, Vi'i.) — 
« Pour etrc adoptées par des esprits difffrcnts d'habitudes et 
indépendants les una des autres, ces corruption» ellea-mSmes 



d 



in oftcìi. nell' Allemagna in ig, ich, acb, cosi anche noli' Italia supc- 
riore venne ad avere terminszionp diversa seconilo le legin dìaletUcha 
dell'aniliienle di tali nomi. Quindi i Iluìmenti in 11170 del Veneto, in d 
del Frialano, !n ap, oc della Lombariiia, in è del Piemonle: tonne 
che vengono poi itallaniuale dai Lombardi in ago, dai Friulani la 
aeco, e dai Piemontesi, c^uando lasciate in è, e quando anche ridotte 
ad arco ». Flectiia, Di alcune forme de* nomi locali dell' ItaHa 
Superiora, Turin, 1571. paa. 11-13. — Cfr. Max M tì 1 1 e r . La Stra- 
lifiealion du lanaage, trai), do Luis ilavel [Colleetion ■fihilologiqìte,\* 
faac. da nota sene, Paris, 1869, pag. 3i)-S0, nota J. 

I « O quadro do pensamento, a exprcssào do scntimontn, n com- 
bina;iÌo liarmoniea ilas vozea, . . . fBZi>ni-afl multo mcltiur acm casoi do 
qne Clini elles; e a clareza e precisào das lin(tuas modeniaa é InBni- 
tamento maior que a da liugua Ialina, o qua Ibes ài, sfibro està urna 
superioridade iacalculavol. Que cousa sào casos? eào urna radicai 
com o rragmeato do urna preposicS". que fórma a% terminafUes. [Coma 
Bvnthese daa doutriuas mais recente r sfibro aasumpto, consulle Peixi. 
Grammatica storico-i'omparatira della lingua latina. 18Ì2, paft. STI 
segg.] Nós nio teuios nos nom^a ess.ia terrnina^s, é verdade: 
mas por melo das prepusi^Òes varJAmos o dìacurso a poncto de exprl- 
mirmos todas as vistas do espirito e Uidas as sensacòea ima^navns, 
com urna precisfto e clare/a infinitamente maiores do que os latiaoa 
taiìam pom os seus casos ». |BarSo de Fozcoal A Lingua 
porluguesa è filha Ha latina, Lisboa, 18(3, pa^. 20. Ctr. pag. 41, 

iection, et l'aQiJyBC u 



réquilibre soni nfcesssires pour la ciarle du 



n(>tleté dans les rapporta. Jo n'eù veux pour exemple que tellE 
Ielle lansuo Qnnoise qui nous olTh! jnsqu'a quinze ou vingt cas, pour 
dìsUnguT Iva iliverses nstures de relaliims Krammaticoles : Dirttitu 
mvieras, conipllcatirin inutile; il ne faut pas tanl de couleurs ao 
pi-iiilro p'iur taira et achnvpr ses tabieaux. et rendro toutcs les nusn- 
ces de la nature u. A. R e g n i e r , Tratte de la formation des moti 



devaient dójà se rapporter à des principes instinctìfs, qui 
«"effor^aient de régulnriser le désordre et de le soumettre & 
•des lois Rystématiques '. Loia de chercher à se rapproclier de 
Bon point de départ en remontant le cours des igea, le pfile- 
mèle informe qui avait constitué le roman s'éloi^ait cliaque 
jour davantage do latin, et se pénétrait plus profondément 
du nouvel esprit de la civilisatioo. Mais dans cetto s^-rie de 
transitions incessantes dont se compose l'bisUiìre des idiomes 
qui se disaolvcnt et se reconstruisent, il sernit impossible, 

daw la langve gr^cam, Paris. ISSi," paa. 31-33.— n Si la aupi'rioiiti-'' des 



soiritB <ìt partici! Ilo re 



partlcnlarités, comnie dans la lan^e des AbìpoDes, où le pronùi» (te 
la lioisii'me persoime est ditTérenl selon qu'on ctmcoit rtiomiiie cimnie 
préavDt ou ausBnt, commc delxiut, asaia, couchò ou marubanL, ou voil 
qu'il taudralt piacer boaucoup d'idìomea des aauvages aunlessus des 
ungues dea peuplee les plus clvilisée : et c'est ce qui arrìve aeseis 
fréquemment m6iije de noa joura. llais eoinitie on aa peut raison- 
nableirienl esLini?r la vnluur relative des laogues que d'aprèa la facon 
dont elles se prAttint su développement dps id^cs, on recontinlt •[an 
'c'est tout l'iipposè qui est vrai. CcMe multiplicité de furniPS l'iilravu 
AD effet et arroti! le développement des idées, bien plus qu'-'lli? no le 
bvorìae: o'est un embnrraa pour l'esprit que d'Stre force de ree 'Vnir 
dans un auesi grimd numbre de mola une foule de désionations oeces- 
' " peuvent lui Atre utiles dans loua lea 

uinboldl, De iorigliut lUs fùrmet 

Sammatieah-s et de ievr infmence sur U dévtloppement <Ux idin, 
id. de A. Tounollé, Paria, làófì, paa, '^-Sa. — Ctr. Renan, De Voti- 
fine du lanijage. 4* ed., ISSI, pas. 183 - 183 : B r é a 1 . De la mithode 
comparative apjiliquée a létude des langiies, IflM, pajj. 13. — Sibrc 
•a modilica^òes de constmcGAo, veja, eatre oulros, Ohry, Du Viirb» 
tUbulnntif et de lon emptoi nomm« ttuxiliaire datis Ina cor^jugaisotu 
,aa*nerite, ffrecme et latine, à la coix agline, Aminas {IS-%Ì, ptiii. K>: 
■" " ' De l'Acrentuation dans Ut languis indo-europiennes 

_..-■» qìte madernsì. Paria, 1847, pag. 153-234; Weil, De 

tordr» de» mota dan» let langue» encUftnes comparées auie tanpugs 
mddemei, a« ed., 18t!0, pftg, ^ e seM. ; Thurot, Obsertiatioru aur 
place de la négation ■ noti » cn latin, 1870, pag. 21. 

> ■ Pour quioonque se reporle ea idée ft l'olGciae d'oii sortlrent 
Isa lanifues roraanea. ri y voiE Ics inots se farser, les cas diapnrattre, 
ìes coiijuyaisons se disloquer, la quantité proaodiquc dea syllabos a'mt- 
Wier. les vers mélriquia se défiire, lea adrcrbes prondre une Rnale 
earac (i^ristique, il aemblern quo c'eat le ctiaoa, ou du moine que cbacuna 
'"• (mpulntions rarnanng, taillanl & sa guise dans ccs dépouillea decora 

I anandonnes l't faisant, comme il lui plniHnit, son triade, dovalt 
se se rencitiitrer jamais avcc sa voiaino dans l'admiasion, 1k rnjet, la 
iranafurniaUon des formos et des mota. Pourtant les choses se paa- 
<lirent antrement : et, aa grand étonncment de l'èrudit, les mutations 
.^effectaòrent comrae si un concert préulable lea avait détorminées. Le 
ehnmp des dlvcrginces était illimìté: le pnìnl dea roncanlres dtalt 
-Oniquu; eh bien, ce champ ilUmité, aucuno des tongaes ne s'y en- 

Sge; ce point unique, loules a'y arr^tent u. E- Littiiè. Dictwnnaire 
Ut langue frangaias, t. I, ItSS, pag. xLvii. 



lors mfime que les éléments ne man<iTieraient pas, de caractériser 
des phases et de leur assigner une dste n '. [ Pag. 186. ) 

As investigacOes mais recentea de Schuchardt vieram de 
todo o poncto confirmar as opinioes tilo lueidaroente expostaa 
pelo auct«r nesta parte da sua obra. 

E agora diga-me V. Ex. se onde ludo sSo incertezas, escurìda- 
des, hesitacOes, devia o sr. A. Herculano usar outra lìngua^m, 
transtrocar em realidades as suas liypotheses, dar comò certo o 
coDJeetural ; julgue se emflm nSo é a regra de Voltaire o 
unico criterio admiesivel no esame de problemas de talordem? 

Àqiiestfio do Intim vulgar prende-se outrn nJlo roenosenre- 
dada de difflctildades, outra, a cuja solu^So renunciou o proprio 
fundador da pliilologia romanica — a du forma^Bo dos idiomts 
modernos', problema que por ventura continuare longamenta 
entregue às disputacOes do mundo. 



1 fl JuEqu'ici le but principal lies Buteurs Beinble ayoir òtè de Bini- 

Slifìer 1u qu"Blìi>n et «l'assiener ii l'origine liu romane un" cla^t pnsi- 
vo et un lieu Bpécìal, oh il prìt loat à coup uaissaacc- ol il'nA il sa 
ramilia sur divurs pnjnls. jusiiii'ft co quo, piir stia 6n Tin^ propri', U 
se répandit ilana tiMle l'Europe latine, en étoulTant pompU'tcment les 
diulecfa icidigénes <le cbaqua pi'uple. Nous avouerons Iraiif)iem-''nt que, 
quaiit :\ iious. npréa Ics reclierclies tes plus asaidues, ndus ii'uvuiis pn 
rèussir ft litH-rmiuer, ni mème A cnnjeclarcr. la date ou le berci'aa An 
teli' Iniiiiuo; et ici nous Jevoos faire oba^rver que, si iii'us parlons 
de s ri origine ilons lo tìtre de notro onvr.ige, onns ae prétenions pas 
remontT au-delHi dea preuves qui ressort-int, soit de l'idiome mime, 
soit de la tradition ou de l'hUtoir>, s.iit de sa comparaison aree les 
Uopraos moriva oa -rivMOtes <• . Bruce-White, Hisloire Om 
ìtmguis rotnanes et de Itur litléralure depuii letir origine fusou'mt 
TLi\' siècle, t. I, Paris, IStl, pag, vj-vij. — u A lavorile, lea tradìUoDi 
précls-'a. iv.% ^rcs, les indieatiune de t^iute sorte i[ui rormcnt le foode- 
meni d'une clironologì? de l'hÌBl'iire propr^iinent ililo ne sont k la 4ispo>l- 
tioD i\i- In scipncr3 du lan^age que pour des pfrioiles relativiiinent connes 
et tnrdives. Pour l'hiatoir- de l'aneienre lantroo latine, par eiemple, 
ellesnut étó esplaitfesavec une merveill 'Use nagacité. Mais au deli i» U 
périod'' pour laquelle nous avons 1> témoi^naae des wuTres littéiviTM 
ou den tnaDiiin"iit9, o'eel-à-dire pour la parile de bnaacoup la plu 
èteadac di l'bistoire du lanqas", tiule iadication cxtèrieure de cMtt 
sorte bit complJtement défauL Nnua somm^s entièrement réduits avi 
critéres inteneura ». Curtius, La Chronologie dans la formar 
tion Aes langues indo-gtT^maniques, (rad. do Bergaigue, 1809, pag. 39. 

> ' Jacob Grimm, qu'uiie ^rulilion immense, une grande pénJtTs- 
tioD, une haute intelligence ilu Rèn^e d-s natioos et oes languea, otti 
ftil piacer à bon droit su premier ranfc des pbilolo(ntes, pèche qnd- 
quetois par trop d'iin»ginaÌJoD et de sohlilìle, plus snovent par la 
eouIuBlon et un eDtasseni'<nl d'idées et de Taita qui rea I la lectur» da 
■es livrea «xtrèmement péniMe. M, Diex a porte plus d'orJre daU 
la. disposition de ses mutérlaux : il a mieux di)téré bb scieace et 1*4 
rendu" plus racilemeal ab^irlable; onfìn il a plus sévérement subordoanj 



i 



Desde a hypothese de Raynouard acCrcn da lingua ro- 
Imana, cetU fameuse langue romane qui fui regardie pendant 
Wtingl ans camme Vancien : idiome /fune grande parlie de l'Eu- 
Ifvyw JKC ratiloriCi d'un calembour *, quantas conjccturae, e que 
I divergencias de opiniSo nfto separam Biirguy de Schlegel e 
ISismondi, Ampère de Fallot e Grimm, Littré de Fuclis, o sr. 
Augusto Soromeaho de Alexandre HerculiLna ! 

Sem milito irusto podèmos imaginar o estremo de disso- 
lucSo a que teria cbegada o latim no periodo qiie immediata- 
mente procedeu a forma^ao dos modernos dialectos', e d'essa 



son imaginalion ft aoD oltserfatiaii. ot n'a jamaie demanda- qu'aiisL faits 
eiu-mOmca teur oxpUcatioo logiqoe. Je citc cnuore ses pro|irus pa- 
rolea : u ties fails sont xaoa seuJ aujet : je Ics rasBeuible et ji; Ica ju<;g 
N ansai liiea ()u'il in'esl piissible, voilà tout. J'ai eipresaémcnt l'vilé 

loute recburche qui u'aurait pu dooner que dea resultata lij-potlié- 
H tiques: aUtfli j'ai rertoncó à expliquer la manière doat lee laii^cs 

, ■ romanes se soni (onnées du laliu u. Ce parti pria do no jamai^ se 
_ laiaier aller A des Ldé?a eéiuisant^a, mais sculeuii^ut probables, doaue 
■ «tu travauK do M. Diec une sHreté et une aolidiU (|ni on font la 
Kibase inibranlable de la pliilologia romane u. G aste d Paria, Intro- 
^Atrtion à ta Grammaire des langues romane^ de F. Diez, IStkt, Pré- 
_, - -. . u' ^"t- — Voja E. StsnKol, notici» critica da 3" edigSo 
fllltemBn {The Aeademj/, LondreB, \3J\, pag. ^d], 

< Du Mdril, Floxre et Blance/ìor, Introductien, 1850. pag. c«xv. 
u ELlis, o famoso litteralo e aollector de roninnces e iiallailiis ingle- 
_. j, dnAne a lingua romance ou raman: — « Todos uà dialectos lias pro- 

1 vincias europcas do imporlo cuja base era o lalim vulgar, quaesquer 
■ que fossem ea outros ìagrMieDles que oa m^sma composi^ào entras- 
1 «. (Lewis, E^ìsay on tbo origin iiF tbe romance languages, ISJti.) 

e tiiinbem a opinfao de Schlegel,' contraria à de Uaynuuard, que 

,, i fazer a provencal a lingua commum da Lluropo. O quo de certo 

lanca toi ». G\tiae-fT, Carta aos AA. Uo Opusculo aeirca da origem 
*9 lingtM ■portitg'*'^'', Lisboa, 1841, pag. xiv. 






1 desisnaiiSo ile « 



u desda 



Il por lodoB 



, ■ Eu snu de opiniUo que a 

lectos da lingua romana vulgar n 
o tempo em que ontre osies ramu» -i" 
ai nvolvi monto proprio e ìndepeudeute 1 
que ainda no siculo VII urna pulsa^ào i< 
OS mcmbros do grande corpo certa» trausi tm ,• < ^ |<:im:i< uais. u som 

(èibilanlo do e ant's de e ou i aimples provavulmenln aii iiai]iiellp se- 
tUtlù SO toruou geral, posto que a sua orìgem se maniteslaas>! j& om 
iteropos anteriorca..,. Enconlràm-se na carta de Alboacom, rei do Ciiim- 
1>rR. do anno de 731, palavras que taem phyaionomìa ospecilkanirnte 
portuguosa ou hìspauliula: e, se Itaynouard, Choùi;, I, Introd,, xi e seg., 
ondo r.ipruduz por extenso esto documento ( transcriplo lauibetn por 
Bruci-wbyto, Saoilovnl e Roaseeuw-Saint-Hilaire ; aObre a sua aulheu- 
tìcìdnlo vcja Amajor de los Rbis, Hitloria iviliea, t. II. pa^. 19, e 
OS nucteres mnncionaios em Diez, Grammnlih, 1 ', pag. 100, o um C. 
_ liewis. Essai/, 3* od., paa. 10(1 i aa cita i lavor da sua opinlSo uo lo- 
E^oanle ao dominio da urna lingua romance geral, a verJado é que se de- 
1 citar em prova do contrario, pois do maior nomerò d'oUas resulta 



corrupgSo ' acnso nos offerecern iden os versoa do poeta, ao falar 
dos enviados de Honrique II de Inglnterra que foriim a Sen8 
expor as bubs queìxaa ao papa: 

Auquaal cUseienC liien. pluftor dÌB«ieut mnl ; 

" •-•'-■ •■•• 'iiHiii le! anonuil; 

tie loneraoaal ; 

D'aM por deante, porém, come^am as duvidas ; o na in- 
quiriuSo doa factos 89 distinccOea atting^em um {rmu de «gru- 
deza escliolastica qua faria honra a Scoto, doctor suhiilis, ou a 
Bnrleigh, doclor planiu et peripicuus. 



qoc }k ent3o se acliava bem desinvolvido o distincbi o idioma da penin- 
siils iberica. ... Con siilcro por con segui nte o anno 7u0 da Clirìato cocoo o 
UrtnintM adqi*em da lingua romana rusticaii. Sch (ich ard t. Dar 
Vokalismus des Vulgartaleina, t. I, Leipzig, ISiiJ, pag. 101-103. Ofr. 
Burguy, Grammaire, t. 1, pag. 10 da l>eda'>> si., 1853, IBm. 

I « Os barbaros absorveram na sua liDBUt^em □ idioma opnlcoto e 
majeatoso do puvo a tjunm liaviam avaasal^o. Mas truncoram aqui e 
ocoììl ob vocabalos mais bellos, e ultrajarara em corrup(«las atrevidas aa 
mais puras niodulacSes da toz humana. Pizeram no idioma o auo pra- 
cticaram em ludo, unta alliani^a violeata da civilisagào o da barbarla: a 
lei romana, cocidstindo, incompleta n confusa, ao tailo àa l?i dos salloa 
n do codigo wìsigothico -, as iiiBtitui(òea latinas a par doa costumes 
barbaros; a luxo romano contrastando com a snbriedade germanica.... 
— Aqui um franco eolico enxertou ama palavra cìRcroniana entre dUM 
Tozea do seu dialocto ingrato. Acolà um borguinbào mareou com o bo- 
fejo impuro o ouro de l'ii dos vocabnioa de Virgìliu. Alli um wiài- 
godo uaaociou entro barbarismos afTrontosos nm nom" leutonico mal 
disrarcaito s^)ba3 vesliduraa romanas.... Alutinidade foidesappareeeado, 
ìocruslaila pclas iolluencias gennanicas, assim corno ama antìga me- 
dalha pi'eciosa esconde oa tra^oe Unoa do seu cunlio soh a terra qne 
a oblltterou e corroeu a. Latino Coelho, O Visconde de Almttda 
Qarrell (Panorama, XIII, W5&, pan. 16 ).— « Il y a entro lea deux tn>M 
eiIrÈmes, — la formo latine et la torme franvaisa actuolto,— ane sèrie 
(le trtinsformations qui i>xpliquant soovant l'extrème désaccord qne Dotu 
constatone entro le son daulretois et le soa d'alourd'linl. Malbeurev- 
«ement, noua ne possédons pas toutes Ics notóa de cette gamme chro- 
matique, toutes lea nuancea dont ae aont colorés lea mots nux lUOt- 
rent^ cpoques de leur longue existence. Ce qui nona manque Bortoni^ 
ce aont lea premiéroa traces de leiirs drigradations. Pour contpreodM 
t quel point la langne latine a été torturòe par Ics barbaros, Il bot 
unténdre un Bretan, un Limonsin, un Alsacisn et uu Uaacon lire tuia 

Sago de BoBHuet. Loraque lea mota arrivent aux oreilles ainsi dóflgaréa 
tant do Co^ns div^raea, on so di^maude commcnt le francaia a pn 
Gona^rver encore une si grande ressemblanco avoc le latin. Lm ooa- 
aonnes étaient là heureaaement. EUna ont aorvi dans les mots da 
(li^e li l'invasion barbare h. H. Cocheris, Cours de Inngue frtm- 
roue, HUiQvre de la grammaire. Paria (ItJTO], pag. Vii - 1^ 

• Oamier de Pont-Sainti-Ma^ence, Vie de saint Thonuu Baektt, 
eitada por Du Méril {Essai philosophique, p. VS ) do texto ma. dmofa 
pnblicodo por Hippeau na CotUetion des poéles frangais du mojien agt. 



96 



Max Milller vé-se constrang'ido a declamr que nunca teve, 
brIvo se nSo cliegou a exprimìr-se preeatadn niente, a opiniao 
quo Littré Ihe nttribue sòbre a origem das linguns romanicas ' . 

Aduiittido qu(! és linguaa caibam as denominn^Oes de mtes 
e fiìkas -, sHo Blhas ' do latim essas lin^uasl Sìm, alflrinam 



' torture:! on Ihe Scienct o( Langaage, 0» ed., t. II, Londros, 
1871, paa.SJ?. — Paulo Mever [noia a Ampijre, pag. SàaiprelenUc lor 
impugnaiìo radicalmente a tlieorla dos n maliies garmanicos » | dsttWche 
Schattirung ) proposta pelo auctor. 



le lanenages 

lot obi ed U 



usuai lo cali 

mes of parent 

and dauEhtcr"as appliad to languages; ooCy we must not allow aacli 

ttpparoiitly clear nnl aimple terms to cover obscare aad vaguc con- 

ceptions. Now U we cali Italian the deughtnr of Latin, wb do not 

muan lo o^icribo to Italian a new vital pfinciple. Not a single radicai 

«lement was newly created for the lonnation of Italian. Itaiian ìs 

Latin in a new forni. Italia» )s modem Latin, or Latin ftucient Itflr 

Jiaii. The namBS mother and daughter only mark diCTerent pLiioda 

in Die growUi of a langaage subatanljally llie same n. Max Muller, 

Leetures, I ', pog. 64. — a Si l'on peut appli^ucr quelque pnrt on ptiilo- 

, logie les lermes comnnodeB et clairs de fitiation et de tnatern\té, il 

I pu^t ìDcontestable (|ne c'est au rxppon du latin avpc les languns 

I mmaiies a. G. t a r i a , Introdwclion a la Grammaire dcs langutìs 

\ romansi, Préface, IBSS, pog. x. [ Sào todavia de notar estas palavras 

do r-l^^iile tradnctor do Dioz, na Revue critigue rThistoìre et de 

littéraluri) (18T2, art. 39), refsrindo-se ao opusculo do Haag Yti-glei- 

ehuHg dna Prahrit mit den romanixcken Spraehen : « L>-s lant^iea 

ne vivent pas cornine dcs Étres organiijues ; allea ne produiaent paa 

d'enfanta; elica n'out pas de niort natur<^llo. Cea idÉcs ont déjii éti^ 

«priniées ici plus d^nne ■ foia : plica ont pour réaultat, 

[ de Taire CL-ssqr la distinction établia Jusqu'à prétent 

I mire» et les tatìgues filUs o. [ — « Car le aanskr 

B.HDd, le ccltii^no ou le latin, ce qu'oa peut, par 

B «rement beureiiae du reste, appeller une lanoìui-màre. Cesi un tils, 
I braijclie, ou plutùt oncore une tnaniire ae denenir de l'arien pri- 
;; b a V e e , Frartfais et joalton, parallèle littguisligue, 1857, 
- [ Deìiei ìndìcadas, no Um da nota de pag- 70, oloumaa daa 
~. o estudo da questuo do aryano primitivo. A for^aila il^mora 
18 ] occorrida entro a ìmpresB&o d'Hata e da resppctiva (olha, 
a espa^ para o recribimento e leìtura do opusculo adbre 
^ dtì parertteaca dai littguas indo^ermanicas (Die Verioant- 
Vlltnùse der indogemtanischen Spraehen) do J. Schniidt, 
Itf72. O auctor, cuja a^vidade so lem manifestalo em ou- 

, , Rigacùes glottologicas, nega a posaibilidode da reatituicAo do 

Miiod» iDdo-europoQ. 'l'odd e qualquer touiativa siinilbanle & de 
Scbleichnr, para reconstruir, embora eom element.is correctlssimos, a 
lingua aryaua primiliva- Ibo pareco comparavel & tradnccSo allemaa 
de alwni v.'raiuuio dos Evaagelhoa, fella com palavras, amas liradas 
I traducuiio de Vullìlas [sic, pag. 31), outras & supposta versào de Ta- 
o, outras à de Latbcro. Km samma, considera essa lingua prinii- 
, A qual (altam as condì(ÒBS de individuo historico, mera ilcfAo 





96 



Heyse*, Màtzner", Schleicher *, e vinte outros. N5o ; s&o o 
proprio latim, diz Fuchs *, e repete Burguy ». 

A evolu^ao do latim? urna corrupcSo d'elle? • A lingua lar 
tina no seu desinvolvimento organico e normal, o latim entrado 



latin de trop dégéncrer, cornine il advint aux dialectes sortis de Tan- 
cien hindouy et leur conserva (iuelqu''.s traits de la langae mère ». 
Weil e Benloew, TkéotHe generale de Vaccentuation latine, 
Paris, 1855, pag. 274. — a Des sul langnes ìssues da latin, je n*ai con- 
siderò ici (outre le francai s et le provencal) que Titalien, l'espa^nol 
et le portugais, laissant de còte le valaque, daas lequel l'élément slave 
domine de beaucoup Télément latin. Ènfin, an lieu de designer par 
Texpression de Langues romanes ces six idiomes considérés coUecti- 
vement, j'emploierai, pour abréger, le nom do Roman créé par M. Diex 
pour exprimer l'ensemble des langues fiUes du latin ». Brachet, Du 
Ròte des voyelles l4iHnes cUones dans les langues romanes (Jahrbuch 
pur romanische und englische Literatur^ VII, Leipzig, 1866, p. 801). 
— (r Quindi possiamo dire che la latina veramente fu avola, ma la roma- 
na fu madre delle nuove favelle che ora si parlano in tanta parte d'Eu- 
ropa ». Perticari ( apìMl Cerne vvall Lewis ), Scrittori del Trecento, 
1. 1, e. 7. — « A lingua francesa actual nào està propriamente para a 
lingua latina na mesma rela^ào que as linguas romanicas ate aqui 
referidas [ hispanhola, portu^esa, italiana e provengal ] .... Se estas 
linguas suo tilhas da mae latina, entào a lingua francesa no seu estaio 
actual, nào é senào neta da latina, com a qual so tem communs as 
fei^òes geraes ». F u e h s , Ueber die sogenannten unregelmàssigen 
Zeitwortei* in den romanischen Sprachen, Berlin, 1840, pag. 209. 

1 System der Sprachwissenschaft, g 84, pag. 198, Berlin, 1856. 

« Suntax der neufì'an:g5sischen Sprache. Ein Beitrag zur gè- 
schichtlich-vergleichenden Sprachforschung^ t,I, pag. 6. Berlin, 1843. 

5 Die Sprachen Europa's in systematiscJier Uebersicht, Bonn, 1850, 
pag. 49; pag. 53 da trad. de Ewerbeck, Paris, 1852. 

♦ Die romanischen Sprachen in ihrem VerhàUnisse zum Lateini^ 
scìièny Halle, 1849, pag. 2. A pag. 52 formula do se^inte modo a sua 
these : « Que as linguas romanicas, comò desinvolvimentos em tndo 
naturaes da lingua popular dos antigos romanos, devem ser decisiva- , 
mente consideradas comò aperfeigoamentos ( Vervollkammntmgen ) da, 
lingua latina». 

6 Grammaire de la langite d'oli, 2^ ed., 1. 1, pag. 10. Halle, 1869. 

» « Qnand je dis que cette langue romane des onziéme et douziéme 
siccles est sortio du latin vulgaire et populaire graduellement altère, 
j'ai peur de me faire des querelles; car, d'après les modernes histo- 
riens philologues, les transformations du latin vulgaire ne seraient point, 
à proprement parler, des altérations: ce seraient plutót des dévelop- 
pements, des métamorphoses, des états successifs soumis à des lois 
naturellcs, et c^ui devinrent décidément progressifs à partir d*un cer- 
tain moment: il en naquit comme par voie de végétation, vera le di- 
xième siècle, une langue heureuse, assez riche déjà, bien formée, tonte 
une flore vivante que ceux qui l'ont vue poindre, éclore et s'épanouir, 
sont presque tentes de prétérer à la langue plus savante et plus 
forte, mais plus compliqoée et moina mure, des àges suivants ». 
Sainte-Beuve, estudo recolhido por A. F. Didot < Observations 



97 



na adolescencia, pretendem estes. Resultados antes de urna crise 
que de urna palingenesia, querem aquelles. Idiomas novos e se- 
cundarios que se nSo podem dizer derivados ^, e menos ainda 

sur torthographe ou ortografie frangaise, 2» ed., Paris, 1868, pag. 1^. 
[ Cfr. Gaston Paris, La Vys de Saint Alexis, Préface, 1873, 
pag. 135-136. ] — « Dans l'état d'ignorance où nous sommes sur la 
marche que la langue populaire a suivie du V» au X« siécle, on ne ' 
jicut pas dire si la transformation c[ue la langue latine a subio en 
se chaugeant en lan^ucs romanes n'était pas la marche naturclle d'un 
idiome qui ne subissali plus Tarròt de développement linguistique 
quo cause toujours la culture littéraire ». Eugenio Bitter, Les 
xdées alUmandes sur la langite frangaise ( Retue politique et litté- 
raire^ 1872, pag. lllì.— « Quaift au phénomène vraiment critique et 
exccptionnel que presente la décomposition du latin et la recons- 
Iruction des lan^es romanes avec ses débris, on peut dire qu'il tó- 
moigno encore de l'action soutenue d'une cause persistante, vu les 
resscmblances qui s'établissont finalement entre le systéme grammatical 
des lunguos do recente formation et le systóme grammatical des autres 
idiomes européons qui n'ont subi que la lente action du temps, sans 
secousse révolutionnairc, en passant, par excmple, du gothiquo d'Ulphilas 
à l'allomand intermèdi airo et de rallemand mtermédiaire k l'allemand 
de Tiìithor, ou du slavo de la liturgie russe au russe actuellcment parie ». 
C o u r n t , Considérations sur la marche des idées et des événements 
dans les temps moderneSy t. I, 187*2, pag. 113-111. — « O que sào os 
modernos idiomas neoh\tinos ou ronianicos senào os productos da 
lenta docomposigào, quasi diriamos fermcntagào de linguiigens mais 
coinpletas o primorosas? O que é o portuguòs de hoje senào o descen- 
deuto — cm centenares de geragoes degenerado' — do antigo e nobilissimo 
tronco, de que apenas hojc conserva as fei^òes procminentes, e essas 
m'^siiias confusamente delineadas ?». Latino Coelho, Elogios aca- 
djmiros, Lisboa, 1873, pag. 47. — « Que quer dizer o sr. Theophilo 
Bni^a com a pretcndida coincidencia da formaijào da nacion alidade 
portuguesa com a das linguas romanicas ? A palavra forma^ào applicada 
as linp:uas modernas, comquanto multo empregada, é um tnrmo intei- 
ramento inscientitico e quo leva a uma falsa idea d'essas linguas. 
O que se eli ama linguas modernas nào sào mais que phases actuaos 
de linguas antigas, rcsultantes do uma transforma^o continua, mais 
ou menos consideravel scgundo as epochas e em virtude de condigòes 
accidentaes, ou exteriores à linguagem ». Adolpho Coelho, Biblio- 
graphia critica de historia e litteraturay Porto, 1873, pag. 133.] 

< « De mème qu'il est absurde de dire avec trop de monde quo le 
frangais est derivò du latin, il ne serait pas moins absurde de dire 
(jno le latin ( ou le sanskrit, ou le gothique ) derive de l'Arien pri- 
mi ti f. Non, toutes nos lan^es indo-europeennes, h quelque époquo de 
leur vie que vous les preniez, sont toujours au fond la mòme langue 
ari(?nne, nécessairement uno aux premiers temps de l'existence de notre 
race, mais recevant de l'incessante mobiUté propre à tout ce qui vit les 
moditications plus ou moins profondos, plus ou moins durables, qui les 
firent ot continuent de le faire diverses ( variées ) dans leur perpetuelle 
et indéniablo unite». Chavéo, La Part des femmes dans Vensei- 
gncmcnt de la langue matemelle, 1859, pag. 99-100. — « Le francala 
appartient à cotte classe secondaire de langues qu'on appello quelque- 
fois les langues néo-latines, parce qu'elles sont toutes nees de la cor- 
ruption du latin aprós la chate de Tempire romain, comme Titalien» 
Vespagnol, le portugais, le valaque. Le nancais derive, presque en to- 

7 



96 



reputar transforma^ nem expansSo de ama lingua morta e 
abruptamente sumida, acodem outros ^. 

« Pecca entSo o conceito que attribue a simples tendencia 
analytica, naturai do espirito humano, à decomposigSo das fór- 
mas sjntheticas do latim classico ' , a origem de taes linguas ? 



talité, da latin transformé par les nations clirétìennes et barbares qui 
occupérent le sol de la Game entro la chute de Tempire romain et lé- 
poqae carlovingienne ». E. Egger, Notions élémentaires de gram- 
fnaire coìnparée^ pour servir à Vétude des trois langues classiques^ 
6* ed., 186i>, pag. 6. — « Nous connaissons le vieux latin, corame nous 
connaissons les langues romanes qui, soit par difTérentiation, soit par 
influence étrangère ( vous diriez par croisement), en sont positivement 
dérivées; nous connaissons le vieil indien primitif, et nous connais- 
sons aussi les langues qui en sont dérivées et cellcs qui plus tard 
sont uées de celles-là, les langues imliennes. Nous avons ainsi un 
fonds d'observation sur et soude ». S e h 1 e i e h e r , La Tliéorie de 
Darwin et la science du langage^ lettre publiqtie à M. le Dr. Ernest 
Hceckel, trad. de PommajTol ( Collection philologique, 1» fase., 1868, 
pag. 11 ). 

« « On trouve (et ce résultat m'a frappé dans le cours de mes 
recherches appliquées aux cliang^mens d'une mème langue, pendant 
un certain nonibre de si**cles ) que, quelque grands que soient ces chan- 
gcniens sous beaucoup de nipports, le vérìtabl? systéme grammatica! 
et lexicographique de la languì, sa structure oii grand, resteut les 
mèmes, et qu? li\ où ce systéme devient ditTèrent, comme au passage 
de la langue latine aux' langues roman:»s, on doit piacer l'origine 
d'une nouvelle langue ». G. de Humboldt, Lettre a M, Abel-Ré- 
musatj sur la nature des formes grammaticales en general, et sur 
le gèni-: de la langue chinoise en particulierj Paris, IS'iT, pa?. 72.— 
« In queste ultime [as linguas romanicas] noi abbiamo una formazione 
secondaria, cioè senza che escano naturalmente dal tipo, abbiamo una 
moditicazion'^ generale della relazion? della coscienza colla parola, 
mentre il givc"», e il latino appartengono come il Sanscrito, e il Zen lieo 
allo stesso perio lo di formazione primaria, e la relazione intrìnseca della 
coscienza cogli 'esponenti grammaticali, malgrado tutte le variazioni etno- 
craiìcho, é identica ». L i g n a n a. La Filologia al secolo XIX, discorso, 

Kapol-^s» IsCS, pag. óS. — « L"» latin saliere, sans doute, à la tìn de 

l'empire et aprt'S l'arrivé:» des barbares, et le style de Grégoir.^ de 
Tours est bien loin de la parete de Tite-Livo : mais entìn c'est du 
latin et nnllement uno des langues novo-latines. Puis tout à coup 
il disparait, et l'on voit sortir, comme de dess-us terre, chacun des 
idiomes auxquols il a donne naissance. Il meurt brusquemont et 
sans se trausformer, de sorte quo ces langues secondairos n? peuvent 
en ètre considéré-'s comme la transformation ou l'expansion. 11 y a 
extinction de qutlque choso d'ancien et naissance de quolaue chose de 
nouveau.... On n'est donc pas autjrisé à dire que le latin s'est 
continue dans les langues nouvelles: il est m.»rt sans se dévelop^ 
per, ma's il est mort ^^n laissant des enfants, des héritiers; ce qui 
n'est pas la mème chose. notons-le bien, que se transformer ». 
Li t tré, Histoire de la langue fran(;aisey t. I \ 1800, pag. 110. 

* « Je ne dirai rien des langues néo-latines, nées de la decomposi- 
tion du latin, et qui perdirent peu à peu le caractère synthétique et 
les flexions de leur mere». A. Maury, La Philologie comparée ; ses 



w 



Preferir-lhe-hemos a opinilo de Corssen e Schuchardt, que 
as considerarli productos de altera^Qes phoneticas? 

Deixariam porventura de ter nascido, se nSo fora a in- 
fluencia dos idiomas germanicos? * 

Provieram do latim classico alterado pela mixtao das fór- 
mas popularcs? 



principes et scs applications nouvelles, 1©7, pag. 13.— «C'estde l'a- 
nalyse du grec et cfu latin, soumis à un long travati de dócomposition 
durant les siécles barbares, que sortent le grec moderne et les langues 
néo-latinos. Que sont, en effet, ritalien, rcspagnol, le francais, le va- 
laque? Du latin inutile, prive de ses riches flexions, réduit h des tron- 
^ons de mota écourtés, suppléant par des entassements de monosyl- 
labos à la savante organisation de 1 idiome ancien. Qu'est-cc que le grec 
moderne? Du grec ancien decompose, simplitié, appesanti. Ces idio- 
nies dórivés sont absolunient aux ianguos dont ils tirent leur origine 
co quo lo pali, lo pràkrit, le bengali et les autres dialectos modernes 
do iHindoustan sont au sanscrit ». E. Rena n, De l'origine du lati- 
fjnfje^ 1« ed., 1864, pag. I(i2. — Cfr. Burnouf e Lassen, Essai 
sur le pali, ou langue sacvée de la presqu' ile au delà du Gange^ Paris, 
lS2/>, pag. 140-141 ; F a u r i e 1 , Dante, t. II, 1854, pag. 13 : Ascoli, 
Stu(.[j orientali e linguistici, fase. 1°, Gorizia, 1851, pag. 22-23. — r « Ma 
per ciò che attionsi al mutamento della lingua romana noi varii dialetti 
romanzi ci piace osservare clie questo fenomeno ebbe luogo soprattutto 
per opera doi volghi e nei primi secoli del medio evo : ora nò ai primi 
nò ai sH;()ndi ci sembra confarsi la ipotesi che attribuisce la causa di 
quf Ha trasfonnazioiie al moto del pensiero dalla sintesi primitiva all'a- 
nalisi ». Pezzi, Formazione del futuro attivo negli idiomi italici ed 
ellrììici^ diss^irtfijioHi' storico-comparativa, Turin, 1872, pag. 24. Cfr. 
liivista di filologia e d'istruzione classica, voi. I, pag. 38. J 

1 « Voilà dans quel sens nous croyons qu'il faut comprendre cetto 
assortioii lant do fois répétéc: que les langues romanes sont nées do la 
collisioii du latin avec les idiomes germaniques. Quo l'on ne disc plus: 
le latin a fourni les mots; le Golii, le Frane, le Lombard, le Vandalo 
ont enscignó une grammaire nouvelle. Ce ne sont pas les (ìoths, les 
Francs ot L-s Vandales qui ont renvorsé le vieil éditìce do la languo 
romaiiie; ce ne sont pas eux qui ont porte les premiers coups. Non, l*^s 
idioiiKS nouvoaux étaioiit nés avant leurs invasions. Ils n ont fai t que 
hù\('V un niouvoniont déj;i coinmoncé; ils n'ont fait que dóvelopper, à la 
fav«ur dr. l'i^^norance (ju'ils apportaient avec eux, un germe dangeroux 
«pio los «''tu«U'S avaicnt loujours tcndu jY étoulTer ». Gidcl, Les Trouba- 
doué's ,'t Pètrnrque, Angers, 1807, pag. 10. — «En fait de langue l'élémcnt 
geriiiaiiique ost puromi-nt néologic^ue; et, si je puis ici transporter les 
lormcs de la physiologio, il est de juxtaposition, non d'intussusception ; 
il apporto un ccrtain nombre do mots, il n'apportc pas des actions 
orgaiiiquos qui dórangont la majostu'^use régulanté de la formation ro- 
mane ». L i 1 1 r •'• , Histoire (le la langue frangaise, 1*, 18G:{, pag. 
xxvi.— [ « Lo latin, qui a donne naissanco aux idiomes romans, se 
dislinguait déjà, sans doute, par une tendance visible vers l'abstrac- 
tion ot dos formes concentrees. 11 est douteux toutefois qu'il se 
fùt coniplétement decompose et que les différences qui le séparent 
de SOS tllles fusscnt aussi profondes qu*elles le sont en réalitó, sans 
la doublé invasion qui a transformé l'Occident: celle dos barba- 
res du Nord, qui, en leur qualité de conquérants, n'apprirent qu'im- 
parfaitcment la langue des vaincus, et celle d'une pensée, hébraiquo 



100 



Ou realmente descende m do latim popular com exclusio 
do idioma litterario? * 



8'il en fut jamais, la pensée chréUenne, qui entra comme une épée 
dans le corps énenré et amolli de l'empire romain ». Benloew, 
Aper(U general de la science comparative des langues { S ^» ^^ ***" 
prème des langues citilisées], 2* ed,, Toulouse, 1872, pag. 56-57.] — 
«f On s'est encore demandò quelle influence les idiomes germaniques 
avaient excrcée sur la formation des langues romanes, et si mème elles 
auraient pris naissance sans les invasions du V* siécle et le contact du 
latin avec TaUemand. La question est extrèmement delicate, et de 
nombreuses hypothéses Tont tranchée dans un sens ou dans l'autre ». 
G. Paris, 'Prefacio a trad. de Diez, 1863, pag. x. Cfr. pag. 75 do 
texto, e pag. 62 da 3* ed. 'originai, 1870. 

I « Quant à Tallégation que les langues romanes proviennent du 
parler populaire qui avait cours, à coté du latin littéral, dès l3S plus 
oeaux tonips de la langue, cela non plus n'est ^^rai qu3 dans des li- 
mit'^s assez étroites. Sans doute, elles ont des traces du parler po- 
pulaire; mais j'ai déjà rappelé que ce parler avait souvent un ca- 
ractère de néologisme incompatible avec l'allégation Jont il 8*agit ». 
Littré, Histoire de la langue frangaise^ 2* ed., t. I, 1863, pag. 111. 
— « Au deuxième siècle, la plus brillante epoque de la Gaule ro- 
maine, pendant qu:» le latin populaire est dans l'ombr?, le latin litté- 
raire brille d'un vif éclat; avec les écoles gauloises fleurissaient les 
avocats et les rhéteurs: et Juvénal appelle la Gaule « la nourrice des 
avocats, nutricula causidicorum ». Au cinquiém? siede, quelques 
années avant Tinvasion barbare, la scène a bien changé; la position 
respeclive des deux idiomes est l'inverse de ce qu'elle était trois 
siècles auparavant: le latin littéraire se meurt : le latin populaire 
gagne rapidement du terrain, et cela bien avant que l'invasion de 407 
ait porle ì\ la Gaulo le demier coup: l'institution des curiales, en 
amenant la suppression de la bourgeoisie, porta aux lettres et au 
latin liiièrairo uno funesta atteinte. — .... Mais l'heure dernière sonne 
entìu: les Franks, les Burgondes, les .\lains, les VisigotUs se préci- 
piteut sur l'Empire, et renversent d'un soufflé ce colosse aux pieds 
d'argile: le monument que Cesar avait élevé s'écroulait moins de cinq 
siècles après lui. Dans cette tourmente, l'administration, la justice, 
l'aristocraiie, les lettres disparurent : et le latin littéraire qui en était 
l'organo pèrit avec elles comme il était né, destine à suivre toutes Ipurs 
Ticissitudes. Le latin vulgaire s'accrut alors de tout ce qui p?rdil l'idio- 
me littéraire et le supplanta enlièrement. D'ailleurs, si nous n'avions 
point t\ cet épird tous les témoignages des écrivains contemporains, 
un faìt capital sufHrait à le démontrer : c'est que pour tous les cas où la 
mòme idèe était exprimée par des termes dififérents dans le latin vulgaire 
et dans le latin littéraire, le fran^ais a toujours pris la forme populaire et 
délaissè la fonne savante, preuve incontestable qu:» le latin littéraire, con- 
fine dans les hautes classes, naquit et mourut avec elles, et quii resta 
toujours ignoré du peuple: les exemples de ce fait som innombrables : 



LATIN LITTERAIRS. 

ffeòdowMS 

BquMS 

Verbfrare 

Pugma 

OscmUri 

Ii*r 

Verti 

Urh» 



LATIN POPULAIRE. 

caballus 

batuere 

battaUa 

basiare 

Tlaticum 

tornare 

villa 



FRAXgAlS. 

semaine ivieux tcsepMaiat) 
cAetal 
hattre 
hatailU 
baiur 
TOfage 
toumer 
HlU 



101 



Na ordem da sua forma^So, a prioridade refenda por 
A. de Cihac e por Eopitar à lingua walachia * ou daco-ro- 



LATIN POPULAIRB. 


pran(;ai8 


bucca 


òouche 


catus 


chat 


duplare 


doublet' 


laxare 


la\sser 


exagrium 


essai 


^lutonem 
directus ou drictus 


fflonton 


droit 


mìnaciaB 


menace 


manducare 


manger 


focus 


feu 


JOCUB 


Jeu 


curtem 


court eie. 



LATIN LITTKRAIRB, 
OS 

Pelis 

Duplicare 

Sinere 

Tentamen 

Giilosus 

Jus 

Milla 

Edere 

Ignis 

Ludus 

Aula 

Ces exemples nous montrent combien il est inexact de diro qiie 
le franrais est du latin classique corrompu par un mélange de fomnes 
popiilaires ; c'cst le latin populairc Ini-mémc h rexclusion du latin 
classique. Il en fut de ménrie en Italie et f>n Espagne, l'invasion bar- 
bare tua la langue latino classique ; et du latin populaire naquirent 
l'italion, l'espagnol, le portugais, qui n*^ sont, commo lo fran^ais» que 
le produit du lent dév^loppem^nt de la languo vulgaire romaino. C'est 
la cause de cette rossemblance frappante r[u'on a souvent remarquée 
entro ces quatrc idiomes, langues néo-latines, ou romanes (comme 
disont les Allemands : elles sont saurs : 

i m 

. ..... Facies non omnibus una, 

Nec diversa tamen, qualem decet esse, sororum. > 

Augusto I3rachet, Grammaire historique de la langue fran- 
^aisc, 2* ed. (1868), pag. ^-29. 

1 « Un auteur trés-estimé [Kopitar] publia, il y a plus do quarante 
ans, uno osquisse trf^s-spiritunlle sur les langues nlbanaise, valaque et 
bulgare, où il nomme la langue valaque òu plutót daro-romane le 
plus ancien et le plus particulior des idiom^^s neo-latins. Cotte assertion 
est en elfot assez juste. Le dacaroman, quoique moins riche cine les 
plus jcun-^s langues de l'Occident, où l'élémont romain a ou plus de 
temps do prendre racine, possedè cepen lant plus de mots classiques 
do l'Ago d'Augusto que ces derniéres, et un grand nombre de ses vo- 
cablfs ont gardé Icur acception latin ^, qu'ils ont souvent cumpl«Hen|ont 
changée dans ces idiomes ». A. d e Cifiac, Dictionnaire d'étymologie 
darò romane; éléments latins comparés avec les autres langues roma- 
nes, 1870, pag. VII. Veja Diez, Grammatik, I \ pag. 136, 1 13, e cfr. I ', j). 
y9. — [ La non-continuité du latin en Dacie, et la dato relativoment ré- 
cento do la repriso de possossion de ceite province par les Roumains, 
faits qui me paraissent démontrés par M. Ro'sler, sont d'une grande 
importance pour la philologie romane. On regardait jusqu'ici le vala- 
que comme roprésentant la langue parléc en Dacie par les Romains, 
langue qui, à partir du III« siede ( Aurélicn abandonna la Dacie en 
274), so serait développée dans un isolem^nt complet. Il résulterait de 
cotte opinion qu'^ tous les phénomén^s communs au valaque et aux 
autros langues romanes devaient étre regardés comme remontant au 
moins au III* siécle. S'il on est autrement, si le valaque représcnto 
la langue des Romani de rillyricum et de la Mésie, il a été en con- 
tact avec lo reste du domaine roman jusqu'à l'invasion slave, et a 
pu par conséquent subir encore au V« et mòme au VI« siécle les influen- 



102 



mana ^, que outro philologo contemporaneo, Bapp, à sua parte 
exclue da familia latina, pertence antes ao provencal, comò julga 
Helfferich', ou, segundo Littré', s5o conjunctamente o fran- 
cés e a lingua (Toc ^ os irmàos mais velhos dos idiomas romanicos? 



ces qui se faisaicnt sentir dans le reste de ce domaine ». G a s t o n 
• Paris, Romaniy Romania^ lingua romana^ romancium (Romania^ 
I, 1S72, pag. 11. e pag. 2:^, nota 2). — Cfr. Edgar Quinct, ì<m 
Roumaifis (CEutres comptètes, VI, 1857), pag. 33-60.] 

1 [ « Les peuples qui aujourd'hui, dans les provinc?s danubienncs, 
la Hongrie et la Turquie d'Europe, parlent un idiome latin, se dé- 
signent eux-mèmes par le noni de Romains ' Rumétiy Rumen, Roman), 

3 uè nous leur donnons aussi depuis peu (Roumains]. La désignation 
e Valaques ne leur est appliquée que par les étrangers qui les en- 
tourent : « A la question gue cs i lout Valaque répondra eo sum 
a Romanu.... ìm plupart des Valaques ne savent mème pas qu'on 
« les appelle ainsi. (Murgc) ». Pag. 9. — « Xous repoussons, au nom 
de la science et du ben s?ns, le noni de Daco-Roman : les Romans 
des provinces danubiennes ont conserve par la tralilion vivante un 
beau nom, qui a pris dans l^ur langue une forme si>éciale: qulU 
gardent donc le nom de RottmaitiSy saus s'alTubler du titre prétenti':»ux 
et faux de Daco-Romans ». Pag. 126. — « Les études de M. Rcesler 
sur l'histoire de la Roumanie ont complètement renouvelé la science... 
Pour éclairer le probléme obscur qu'il abordait, il n'a pas reculé 
devant les étuies les plus arJues et les plus diverses; il s'est en- 
foncé notamment dans des recberches plùlologi(iues extrèmement com- 

plexes et en a lire «rimportants ivsultats Mais je p-^use toujours 

quii se trompe en répelant ici [Romcenische Studicn, 1871, p. 145): 
« Le nom dont les Ruumains Sr:» nommont et qui leur est cx>mmun 
« avec les Grecs et en partie avec les Bulgares [ pas sous la mème 
« forme! ] est un souvenir des jours où ils étaient, eux aussi, sujets 
« de Tempire romain d'Orient » . Pag. 2:iJ8. Gaston Paris, Roma- 
nia, voi. I, 1872. Cfr. Max M ti 1 1 e r , LecturcSj 1 *", 1S7L pag. it^.] 

' Ilelfferieh e G. d^ Clerinont. Fit:ì'os francos. D:s coìnniuncs fran- 
gaiscs rn Espagne et en Povtugnl pendant le moycn àge, Berlin, 1860, 
p. VI : Fauriel, UUtoire de la poesie provengale, t. I, Paris, 1840, p. 182. 

5 Histoire d: la langu-j fran^aisc. Étud:s sur les origines, Véty- 
mologie, la granimaire, les dialectes, la tersifirationf et les lettres au 
ìncyen àge, 2» eL. t. Il, pag. TjG, 282. Paris, 1n;>3. 

Mas o mesm.ì auctor uiz em outro logar [Dictionnaire, Coriiplèment 
de la Prèface, 1863, pag. xlviii ) : « Plus bu remonto haut dans 1 bistoire 
des langues romanes, plus les conformit»>s qui les liont sont appa- 

rent^s C-^lte vue d'ensemble sufììt p-^ur ècarter tonte opinion qui 

supposerait qu'une langue romane derive d'une aulre langue romano ; au- 
cune u'a irantériorité ; elles sont toutes coulemporalnes, et, si je puis dire 
ainsi, sceurs jumelles »• — É vorilade comtudo que em livro mais recente 
volta a repMir : « La langue d'oil est, avec la langue d'oc, la lille aìnée 
du latiu ». \Ètudes sur les barbares et le moffen àge, 2* ed., 186'.>, pag. 3:^)). 
-" Cfr. GuessurJ, Grammaires proven^ales' de Hwjues Faidit et de Raf- 
tnond Vidal de Besaudun, 2« ed., Brunsvic, 18o8, pag. xlix: Gaston 
Paris, Histoire poètique de Charlemagne, Paris, 1^, pag. 68, 

^ [ « On sait quo, grAce à une idée nussi cbrétienne que patrio- 
tique, sur la montagne Ste-Victoire {Santo-Venturi), près d'Aix, sur- 



D'entre estes, mnis ainda que o proprio italiano, o portu- 
gufls ' consDrvou eObrB todos o typo da lingua originai ? ' 



git il cetlL- licure ta Croix da Prorenre, coloBsal moniiment, dipuc du 
piédestal ptRaDWHqu» qui le aupport?. Acte de foì et d'iìspcranM, 
concu aii sein de nos recents aaltieurs, ce eigne de aalut dumine et 
bénit de eea braa élendus tonte nolro contrae.... — Sur la base cai^ 
ii(t, URO lurge place est réservée à quatte épigrapliea, rélift^eB en nos 
quatre Jauguei. Car, si Tairon, il y a vìnÈt sìèclss, appelait déjà lefi 

I Frov.>ocaux trilingucs, il pourrait aujourd'ltai ajouter a nutre cunipta 
~in iiiiMlrirnie idìome, quo nous avona gogne depuls 1181. Ainsi que 
.• dAsIruit le Psalmtste, toutea c?b languea vont luuer le Seigneur, cbaa- 

Iter su croix trìompliantc. T^ur eraploi rappellero en tafuio temps 
liiiscs do QOlre Msluire: la colonigalion grecque. la wn- 

Sii' : I ^<:> I .iLjneiJon franeaìse, et, survìvant à toul?3 cee Irana- 
_ >j ' I \ uce tonjours jeune, vive et alerte, clirétinnne, 

(oi, Bon doux parler: Piou! Fioul toujours 
•tIk! le dil ai tijen. — La tace «lui regarda Mar- 
Plkiri^e, recovra mio inscripUon rédigée dana 
11. .' ' . . I < 'i< I liiiiK.', Du cùUi de Rome, patrie di' nos 

['I ' < ' ' '' <!'> nutre sainte Egliae, ìnBcriiitìoa lalino- 

\' ■ i-ili-', ioBcriplion en rrancais. la ianguo de 

ni.- ..:.:. is i.i ii.i. - 1 ii.:r,, la cOtÓ qul est tourné vera Aix, vieille 
vu)'. ;...•■ -i-i i«>, .b^ .«..Lyu^- à URcinseriptinnen provBni;jtl». Revut 
di.'S laiiyiici romanes. iiubliài ìiar la Soetàté vour Vétudii da lan- 
gvei rumanti), l. IV, Wotilpelfier, 1873, pag. awaO. ] 

3 lantiuns afolatincs, cnlle pout-£Crc (ini a cnnsei-vé pour 



DicHonnaire iks Irftrmr de Daalielet 

Il i-, il'.'poia de havi-r Talado do liispanhol, observu: h Rien 

: :.i s lus no certain rapport, qua la comparnìsoD da 

.1,' . ii'inaniecea de la péauisnlo pyiénécnDD. D'un còti, 

, nana le traitem^nt des syllabca latinr-a, sonvunt nno 

iudii' Ielle qu'il en résulte presqne une idenUté: de l'aulre coté, 

cun ili' cea deux pouplcs a une avcraion profondo pour ccrlwies 

mbiiiaisiina de voyelli-e et da cnnsonnea, noi aont eo vogue ehez 

Jutro pcuple- Cello diversité phonÉtico-acouflUciuB est baaén enr uno 

prnralté tiliyaioloaique, an milieu d'une similifadi frappante. Una 

fifl arrire lA, Vobservatenr le plus consciencieux ne pent aller ptUB 

~in: l'état actuol de la acience n'apas ernwre approfondi lea inysU- 

j ilea illTeraìt^ fondamentalea, ci ne los penetrerà peut-òlri' jonioÌB. 

_. Jni, par GXomple, oserait nnus cxpliqucr pourquoi le. PortuKai» it'aiuie 

paa lés diplitlionguea uspagnolcs \e et im, ot mi uénfral I^s diplilhoD- 

gucs ayanl rncccnl aur Icur seconde partic ? Le Porlu^aia oard* 

ainsI flilùlemcnL w «l « brots, li>ls 'in'il hs a pria dana le latin. Il no 

connnlt pus nnn plus le son guttural rigoureusemont aspira dea Eapa- 

gnnls; il 1" reinpIacB par un san aibilani incounu ù ci'uH'Ci a. IHoma- 

ni»ché Sprachfamilie, tiait. de Bwerbeck, pui;. '£&>)■ Cfr. r>lcienbneli, 

ITriwr itie jiliigen ronianUch«n SchrifUiiraelie», ttlJL png, 3-'i, :i9, 

* « L' fnnJ de la langue portunkiso «at antnnt ou pluii latin cnenrQi 
s colui dna nulros languos mdridionales et ni&me no t'itAlienno.... 
n puurrolt donnet uue lomtuJi Uati! di* nums, tic vcrb<'a, d'advorbea 
T l' Portuuaisi a retenns do Latin, et qui nn sont reati^s ni & l'Ita- 
. ni an Fr&ncoU, ni A L'Espngnol Mais cont intona- nous U'observer 
Uva moina do mot^ non latina dana qualro stances du Camoans, 
IW n'on IrouvedanalB'l'aBBe...,)., Denlna. La Clef dia languet 
» o6s«7T«(n>n* «wr Voriyine trt la fortaation tini priMCJpaiet laitguet 



Qua), emfim, a raz5o da eua diversidadc? 

Responda a està questuo, que nfio é a derradeira, o ìubì- 
gne profefisor tautas vczes nomiada. Certo nflo faltarà &s suas 
palavras aquella grande virtude — prcdicado Bupremo de umn 
grammatica em que Proudhon admira a limpidez do diamante 



gu'on parU ut qu'on in-it en Europe, t. IT, Berlin, 1801, pai;. IW, 
HI. — ■ Lea idiomes néolatinB apporléa de l'Italie B'éloiRnpnl JanUiit 
pina dea formes latioes, qse Iob "paya où on Ins parie annt moias ra])- 
procliés de Kome, ou qu'Us ont aubi une occupation moina eompMte oa 
---'-- pniloneée. Ainai, de cea dialectes, eeiiii qui offre Ib plusdV"" 

• \fr. le liitin, pbI. i^fimmo i'olwivr \I. Ampère, levaraqu*: 
ir^ilicn, <iiii ri'iiirillii i^iiiii/iljiiii-iiii'nt les l.raJlitiiiDB tv — ' 
-l-.i-_'ii..l 11 Ir |>iii-liijiLÌ^, r..rrn.'s il.-|in des contréna dfiji 
.11-. I iiri.|iii~.i ■; ilr-, !.■ (.■ni|.': .Ir l'i répiibiique, et od dea 

'V'^',.,Vi''|.'^'".i',i..''-.'f',., ,'.|i',:.'l,''l'i,''lù'jni(.^ ». Frnncia" Wey, 

■■ .'-. rrr.,li,<i.,,<,- .:„ I.':„i,„,.- .;, Fri'ni:: Vnrii, Ulta, paf. 10, 

V, i!l i,..r l.r ,.\|, .■,■!, il rl,,i(' iVln.ulil l.-T- slii-.w sii. 1,-ricili ti.-.w the 

■ " ■ " ■■■ ■ iiifflci-nl 



Iorio i 



fi 



,1 1 



■ l'r. 



! nf tl.t' pronuiitimion ot tho 
ancienl Iloliuns tiiao the ianttuacc wliich ia now apolien in tho pe- , 
nìnauialtseit». Donaldson, Vf»TOTiianuje(cnp. xiv, Cotiftitwlìvnand-' 
palhology of the Latin language ; g Q. The french languagt U IM beft 
modem representalive of the avoken Latin], 3" ed., Londres, IfflO,, 
pag. &2S. — R II étùt naturel qua Vitali», le co!iir meme de la latlnìtf, 
raltnrAt moins profondéocnt : e'eat ce qni advint en efTet, el dea trob 
languea romaneB priiicipalca. In plus pure de tout mélange, cella qii 
demeura la plus srimblaMo fi raiiòenne langue latine el par — 
vocatiulairn et par la richosse. nmsicale de ses conBonnanc>'a, 
ritalieu ji. A. B a i 1 1 y , Manuel pouf VituAe des racitu-x grccqua d 
latifiiu, 1809, poj^. 2-1. — « Avunl tout examen.... on aurait suptiOEJ 
la latinità plua vivace oa Italie; et, ai on avait allenili "Ics tasct 
nne déclinaiBon, c'cst dnns l'Italie qu'on les auraìt cli»rclii-s T 
Bitrémiléa de l'empire et parti cui iérement les horda do la tìeino, 
la Suninie el de l'^acaul, auraient pani moins cnpaMes ile rcf^ 
colte parile orgaiiiqne de la lanpue. A mon avla, ee p li l'^n dimeno 
irqiiiilile ailvint, parce que, k l'épeaue de la Bubver^iun ilélliiit]' 



tìiait de ver 



_ I empire et reala In cn'ar dw 

i dana le tempa qui Euivit imméJinlemenl. Celta 
ailuaiioD s'imprima dans la langue mùme : la vie romaìnc élant rM- 
tèe In plus activo et plua puisBante, la Byntaio romaìae a'V' rU4a- 
davantarre: et, tandia que l'Italie, languissante et désliaMlué" ddTaih> 
pire, p-rdalt la grammaire avec la puìaaaneo, uoe aituation 
tonte nutre aauvait dnns les Gaules un reste de pniasanon , 

reste de i;rQmmaire ii. E. Littré, Histoiì-e de la langue fimnptiiM,. 
II ', l>ii)3. png. (3. Cfr. Dictionnaire ife la langue fi-anfaise ilo ma»- 
mo niicti.r. t. I, 1863, pag. XLVii : Diaz. Gramtnatik, I ', 1870, paft> Vi 
P. Moyer, nota & S* ed. da Hiatoire de la furmation df. la tangmr 
frani-nine de J. J. Ampère, 18ii9, pag. 261 t e Fornaciari. Grammatica 
sloiHca detta lingua italiana, Turio, 1972, pag. ^, g 5 ]. 



■ « Le francai 
vnrbe Immain. Ui 

aspirnlions. dea s 
larynx doni 



est la forme la plus parfaite qu'oit rev&tue 11 
articulation nelle, ferme, jioiée, débarasaée dw 
I gatluraux, dea 8ifn°ments, de tous ces jeiix da 
- le clicDur de l'animotìld belante, mugisaantai 



— a virtude da clareza, prohidade das linguas, corno diz Mi- 
chelet 'r 

■ Le latin populaire qui, en se modiflant diversement, est 
devenules diverseslan^esromanes'.se développa pendant mille 



grognante, shuntante, bnrlaoto, mianlontc et croassanto: une proaon- 
cialian, entfn, eomme les aneiena la rivaient pour les dieux, qui par- 
laient «me grìniace, ore rotvndo: voilà ce fax dislioRiio notre langoe 

Jarlée. Quaal à la granimaire, une correetion sévóre, In limpidità dn 
luTnant ; une pbrase qui, «ans esclure rincersion, va ile préférertcd 
du sujet k l'objnt, du moi au nou-moi, image vivaote de la aouvoral- 
net^ du T'aprit eur la nature, par suite, do lindépendfuice do l'homma 
vis-à-viB de rhonima. On noae a reproclié. cornine une iafìraiité de 
langace, cette direction liabitoelie du diacoore, prDpre k uotTe nalion ; 
il aailìl d'en rappolcr la raiaon métapbyaique >>t la tendance révoln- 
lìonnaire pour metlre l'inculpatiou k néant. Toule la piiilosophie alle- 
mande, sur ce point. noua juatiHe h. ( Du la Justiee dam la HévoMiott 
tt itartx l'ÉglUe, 9> eslndo, linixellas. 1860. pan. IBS), Tbjii l'Iiilar^to 
Cbaslna, Études sur le seixième siirle en Franrg. Paris, IBIS. pag. 80; 



. . . I^rsoue dnna cette Hmpidlté de Inngoge, l'image se r£- 
flécliit par inatunfs, l'imuge mobile <>u p.iBsionni^e. oummo daos la Kon- 
laine al dana Pascal, ju ne sacbe auuun mìroir plus digoe de la pensde 
huRiaioe. — . . . Nulle autre ne possedè au ultime degre le raériio de 
la ciarle, qui est Ih probitó dee lautjucs n. j Origine» du droit franfait 
ehcrehéc» don) tra lutnbolcs ut formule^ du itroit utiiverstl, i. i, uà. 
de BruxcIlBB, 1840. pog. U3-I14, notns. ) 

,_- icira segnida no lÌTro do Cornewall 

Lewis, noe do Du Mi'ril, e mais largnmuntu uh obra conaciencìoaissima 
de Kuchs — viin Ub aqui reunìndo, todos se ajustani eni reooDlieeerem 
onlras tantaa trunsfnriiiacriea, desinv-ilvìninntos, niodos de aer, ou fòrmas 
actuaua di) lAtlm poputar aaa IIURUas a qui por isso ebamamoa romunieaB. 
O susulnio exccrpto eiu qne nm nuctor contemporaneo, A. d'Asaier, 
grandemente veraado em asiumptoa de gloUolo|cÌa, pleileia a Tavor da 
^inljlo adverau, ucabori de mostrar ao ar, A. Coellio que a liypotheaa 
do celticiamo nSu desappareeeu 14 fora àeanle de inegperadns deteo- 
bHmenlox feitoi no camoó ila linguagem; 

U'abord, est-il avere que Is latin dcvìnt l'idiome de la Caule, apr^ 
— "- - -'- " *■ ■■ ' - - "' '-- iinus n'iiéaitons paa 



la conquAt' Toinoinc? Kvìilnmment 

à annner qn'aucun |)liilolo)tne <lignn de __ 

telle énormilé, Admiatre celle tiypothrtan, c'ut nier loutcs lea loia do 
l'hifetoire et de la linguiatique. La Gaule Aomplé'!, moia toujours fré- 
mlasaiite, n'oublia jamais aon indépendiinco. Un pnys vaìncu ne eaurait 
Jamaia accepter le langa^te doa vaiuqa<>ur8. T^rsi|iin lontea ses libertóa 
sont dftmites, que do nouvelles uroyances ont auccrirlA aux aneiennea, 
l'idiome peraisic encorc, cnr e'cst le aìRno d" ralliement contro l'étran- 
ger, le souvenir de la natlonnliù p^nlue, l'eapuir de la dAlìvrance qui 
Tit toujniirs au tond dea eitura. La laninic cVst lo i)euplG et ne peut 
piìrìr qu'aveo luì. Voyes la Or^ce et lea llea de rArchìpcl détonilre de- 

fmia vingt aièclea ics dialectes liélleniquea, cantra le Romain, l'Arabe, 
e Vcniiien et lo Ture. Voyex la Pologne, voyez l'Irlaode, voyez les 
paloLs de nos provincca se refnsant à mourir soua Ics coups que leur 
portcnt sana relAche la presse, la cbaire, la trìbune, In juetice, l'ins- 



106 



ans avec d'autant plus de liberté qu'il n'était pas contenu et 
sans cesse surveillé par une grammaire officielle, réservée à la 



truction primaire,la littérature, la centralisation, c'cst-à-dire la machine la 
plus puissante qui ait jamais règi les destinécs d'un peuple. L'invasion 
iranco-normande, sans exemple peut-ctre da»s les annales de l'histoire, 
n'a pu substituer notre vieil idiome à Tidiome anglo-saxon. Tous les 
mots d'alluvion francaise so reconnaissent à Icur physionomie étran- 
gére comme pour rappeler gu'ils ont été introduits de force, car le fond 
et l'aspect de la langue indiquent toujours une origine germanique. Ce 
ne sont ni les soldats, ni les procureurs, ni les agents du use qui 
font la langue, ce sont les femmes, ce sont les mères. Pour imposer 
le latin aux Gaulois, il eùt fallut uno immigration generale dos familles 
du Latium, et Home n'envoya que scs légions, ses publrcains et son 
prétoire. Des écoles établies dans cjuelques villes ne sulììsaient pM 
pour fai re pénétrer la langue du Capitole dans la population des bour- 
cades ot des campagnes. Le latin ne sortit pas du domaine des classes 
lettrées; le peuple continua à parler l'idiome des ancètres. Ceux-ci, 
partagés en peuplalcs indépendantes, souvent ennemies, avaient néces- 
sairemont autant de dialectes que de divisions politiques. C'est là l'ori- 
gine do ces patois que Raynouard attribuait au morcellemont d'une 
prétondue langue romane, née do la corruption du latin. 

«... Les racines de souche aryenne, sauf quelques emprunts faits 
au Basque, peuvent se rameuer à doux groupes: Tun qui se rappro- 
cherait des radicaux celto-gcrmaniques, l'autre, à physionoraie gruico- 
latine. La grammaire comparée nous démontre que ces rapports de si- 
militude sont antérieurs à la conquéte romaine. Lorsc^u'un mot passe 
d'uno langue dans une autre, il est rare qu'il ne subissi pas quelques 
mutilations sur les syllabes non accentuées. D'ordinaire ce sont les fi- 
nales qui s'oblitórent et parfois mème disparaissent complétement. En 
d'autres termes, le derive est généralnment plus court quo le mot qui lui 
a donne naissance. Par conséquent dans rhypotlièse de Vorigine ro- 
maine de notrc dialecte, chaque expression patoise ne serait qu'une 
expression latine amoindrie dans ses éléments phonétìquf^s. Or c'est 
souvent le contrai re, beaucoup de mots pyrénéens étaat plus riches en 
voyelles, en consonnes et en aspirations fìnales que le mot latin cor- 
respondant. I^a comparaison des constructions syntaxiques conduit à 
des conclusions eiicore plus rigoureuses ; car la phrase, c'est le dessin 
de la pensee, et c'est dans la parole que se reflècte le genie des peuples. 
Si, suivant une expression célèbre, le style c'est l'homme, on peut 
dire avec non moins do raison la grammaire c'est la race. IJn idiome 
peut renouvelcr son dictionnaire h l'aìde d'omprunts étranpjfirs: l'arau- 
canien nous en a fourni un frappant exemple. Mais la structuro 
crammaticalo est immuable, parce qu'clle représe nte l'architecture de 
l'esprit huniain, le moule dans leauel chaque race a coulé ses idées. 
C'est donc dans la construction de la phrase et non dans ihes rap- 
prochemonts suporficiels de mots, qu'il faut chercher la parente ou 
la difl'órence d'origine des langues. Or, à ce point de vue on peut 
afilrmer que tous les dialectes de la Franco sont l'antithèse du latin. 
Nous romplagons les déclinaisons par l'article, les conjugaisons par les 
pronoms et Ics auxiliaires, le passif par l'actif, en un mot la construc- 
tion synthétique par la construction anah'tique. Qu'on ne disc pas, corame 
le veùt Fècole do Raynouard, que ce soiit là des changements postérieurs 
à la conrjuète. Les idiomes celtiqu^s, purs de tout mélange avec Télé- 
ment latin, c'est- à- dire le breton, le gallois, l'erse, l'irlandais, offrent 
les mèmes caractéros. Ainsi grammaire, dictionnaire et histoire s'ac- 
cordent pour repudiar une filiation impossible. 

«... Ce que nous venons do dire de la langue d'oc» s'appliquait 



107 



langue littéraire. Il en resulta un parler qui, dans toute Téten- 
due de l'empire roraain, fut sans doute semblable dans son 



au fran^ais avant que Thistoire en flt une langue savante. C'était un 
dialocte gaulois ayant une couleur latino encore plus effacée que les 
dialectos du Midi. Grandissant peu à peu avec la royaulé, il se crut 
un jour assez fort pour supplanter le latin, jusqu'alors la langue 
des clercs, des jurisconsultos et des lettrés. Or, ce furent précisément 
ces lettrés, ces clers, ces jurisconsultes à qui incomba la tftche de 
doler le nouvel idiome des termes de droit, de módecine, de théologie, 
de philosophie, de littérature qui lui rnanquaient. Ces emprunts ne 
pouvaieut étre faits qu'à la langue latine, la soulo qu'on connùt alors. 
Mais les scribes ne s en tinrent pas là. N 'ayant aucun autre terme de 
comparaison, ils donnérent la tournure latine, l'ortho^aphe latine aux 
mots purement celtiques qui faisaient le fonds de l'idiome. C'est ainsi 
que le vieux frangais perdit insensiblement sa pliysionomie première 
sous l'invasion des termes et des formes orthographiques tìrées de 
la langue des anciens conquérants des Gaules. Mais qu'on analyse 
froidoinont sa contexture grammaticale, qu'on le débarrasse de tous 
Ics termes d'alluvion romaine introduits i>ar l'écrituro, et on no tarderà 
pas à reconnaìtre un idiome gaulois présentant la plus grande analo- 
gie de structure avec les autres diàlectes qui n'ont pas été défigurés 
par le3 scribes du moyen-àge. 

« Les doutes que nòus venons d'émettre sur les origines de la lan- 
gue d'oc et de la langue d'oil se présentent également quand on con- 
sidère la formation du Catalan, du Casti llan, du Portupais, du Roman - 
elio, de ritalien, du Valaque, en un mot de tous ks idiomes qu'on 
designo dopuis Raynouard sous le nom de langues néo-latines. De mème 
nuo pour le francais, les peuples du Sud do l'Europe centrale et occi- 
dentale ne voient dans leurs dialectos qu'une transiormation du latin, 
coninie s'ils voulaient répudier leur origine celtique pour se donnor 
un'^ ascendance plus illustre. Les savants ae Lisbonne ont mème poussó 
si loin l'illusion à cet ógard, qu'ils citent des phrasos dans lestiuelles 
on peut voir, à volonté, du Portugais ancien ou du latin de la déca- 
dence. De tels arguments, dócisifs aux youx de boaucoup de gons, 
nous ont toujours produit l'efFet d'un tour de forco de grammairiens, 
dupes de leur benne foi. Ces analogies tout extérieures s'expliquent, 
coninio dans notre langue, par les racines Indo-Europóennes importées 
par les migrations aryennes du sud et par les empnints faits plus 
tard à la littérature latine. On pf^ut m(>me ajouter que l'intluence de 
Rome se tit moins sentir dans Ics diàlectes de la Peninsulo ibérique, 
que dans ceux du midi de la Gaule 

u Disons entin que l'italieu lui-mème, qui par sa position géogra- 
nliique oi sa lìliation historique semble dériver immédiatement du 
latin, n'est cependant, suivant tonto probabilité, (juo la transformation 
SL'Culaire d'un des anciens patois de la péninsule italiquo. Ces diàlec- 
tes ignorés, tant (pio Rouìe commanda au monde, se sont perpétués 
de génóralion en generation, et l'un d'eux, l'idiome Toscan, plus favo- 
riso par les circonstances localos, est devenu la langue savante de l'Ita- 
lie à mesuro que le latin est descendu au rang de langue morte. 

« Ainsi se confirme ce que nous avons dit au sujet de la classi- 
fication des langues: l'étutfe du langago est encore à son début ; 
cette Science, à peine sortie de la periodo des tatonnements et des 
Iiypothèses, y retombe h chaque pas. La famillo arycnne, la plus im- 
portante, la plus riche en documenta, la plus accessible pour nous, 
n'est encore connue que dans son ensemble. Ses subdivisions ne re- 
posent souvent que sur des à peu près. Le groupe celtique, lo plus 
intéressant pour les peuples de l'Occident, n'a été étudié jusqu'ici que 



eamctère general, mais qnj dans les dilTérenteB régions se dilTé' 
reocin rapidement. Poiirquoi cette diversité? pourquoi les sii 



là grande ttitm khuÌoìm. La vècitable mélhodc ptiilologiqa« ,_ 

SDfflBamnieDt entrée dans Ips taabitnii^B àea Ungvigtes. Trop RonTent 
encoro l'PmpirìBinc et l'i priori sont A notre ìdsu noa prìneipoiix 
RuidesB, [nitioirn naturufla du langage, paria I, Phgftologit (tw 
latigage phonétigtM. Paria. 1868, pag. 130-^.) 

Invoca o aactor as duus ortlens de argum«ntoB de qno se ser- 
vem OS propugiiadores ila apiniSo acceita — a liistoria e a linguiatlca. 
Acompaatiando-d nns scus Taciocìnins. n&o se nos aflijnirB a reieus 
me lenios urna lrnduc9&o ttttacesa. da Memoria de D. Francisco ile S. 

[ Eslnvaui funda iiicditas os Orlgifuis du patoU de la TareiaaÌM 
do palre Pont, nmemhre de pliisieurs Acaitémìes et Sociélés aavoutesa, 
e a UUtoire des originei de la languì! frantaUe de Granier ile Cm- 
flBgnae quando a prpsnnto noia se escrevìa. 

Do iJTrii do s^'guiiilo (ractA uinp la menici GasUiu Paris na Jtenìie 
critigue de 10 do maio de 1873. O quo o sr. Adolpho Geelho ohimia 
« opposi^-à» cntrn a philoloiiia portueuesa o a sciencia u nào i um 
triste privilegio nos^o. É anleB. o talvux e unicamente a repcrcoasSo 
de idcas francesHB. Ji nasini o entvtidin o sr. A. Ilerculaiio, quando 
na rcs|)iiHlH nns riatu sofios do Conterr-atorio negava a A. ffibeìro 
dos Saijctos a invi^n^iio da Iheoriu crliii^a : " Penuilam-noa, dtxeroos, 
ne^ar-tiio a elle a inviniflo da ttuioiia de que a lingaa palria Ulve 
onaeiii celtico e nSo latina. Està idfa veiu du Franta- o qic U se 
tìnna diclo da lingua rrancesa dice-ae ein Portusal, mutaiis mvtandit, 
da porlueniBu, conio em Hispaulia por eate mesmn ttmpo o dUia da 
casl>>lliuiia nm liomem que estuva cm scleacin e consclencia muilo ooinu 
de SiinuloB, o grande hlstoriadnr Martinez 7>larina u. I. Panorama, , 
1814, pag. 393). Ainda agoru, na Refue de lingmsiiqve et de sAtMo- 
uJ ni abrìl da 197^ 

patr 8H La rac c« au as re rdue, «t Tv 

re co aa m an lìques, moia 

UB expUqliHd 

nammé Ober- 

usieniB vidtt- 

uc, où pr««qno 

le celliqiHt 



parie em qaa ■ 



mag 



rour soutenir, 
est probablB 
soia de s'ea 



prisea, taut autaot de pr^purnlion que n'importe quel problemi 



graiidcs languos ronianes sont-elles devennes si distmctes, et 
pournuoi, (laaB rintérieur do chaque coutréc, taat de dinlectes 



qui est taax el paradoial, une prédilecUon qiii se itémoat r^ 

lanituo tiaa^aige a ou aussi la mauvaise chance de servir de preteste, 
avant l'avéneuient de l'école eritiqa'>, à uni' ef-rie d'ouvrages légera et 
brillante qui odI, si on peut ainsi parler, diìuiunilisé le public, en lui 
-règitntant dee jugemonls rapidea proDoncés, d'aprés uà petit nombre 
: faits plus OD. moina biea coiupria, uvee eette assurauce qui s'ini- 
, }so ». (Pag. 339.) — H On peut dire A peu prèe d? VHisloire des eri- 
ainus ile la langtu franfaisn ce qui Aousseaa dit de la NouaeUe 
Mélolna : « Toat lecteur qui ccoira & ce lìvrn est perdu : inaia uu*!! 

■ ne s'en prenne pas à l'auteur : il était perda d'avance n. (Pag. 390.) 
— (c Voilft ce qui s'imprime k Paris, quatanle ans aprés la première 
édltion de la Grammaire Aes languì ro'narui'. ». (Pag- 29i-) — " U 
est, peusous-uouB, inutile de dire que M- Orauicr de Uassattnac ne 
eonnalt de la phonétique oi te nom. ni la chose. Los loia aussi cona- 
tanlea que délicates d'apròa lesquelles les vojrelles et lea oaRHonneH 
latines devienneat lea voyeltcs et les causunncs runiatiee lui aout abso- 
lument ^trangéres. D parie de liu^lstique cornine parlerail da chinile 
un hoDime qui croirait oncore aui quatro éléments, ou d'eolomolone 
un aavant qui ivaorerait le rapport ites chr^snlìdes aux papillous. Kt 
il fHut réluter de pareils livrea! n <Pag '^Qti. ) — « Cesi h croire que 
Tailleur a soutenu — et admirablainent gagiitì— une gagoure qui u'au- 
Taìt pas laìssé d'Atre embarrassanto pour Umt nutre u. ( Pag. 2<J9. ) — 

■ Eu voilì assez.... Nous peusona que cbaeun est ntaiQleuant h méme 
d'appn^cier ce triste livrn. Avant de le fermar pour toitjdur^, neus ne 
pouvens noua empAcber de pr^entcr deuK réflex.ioiia : l'uiie, u'est qa'U 

' «at bien donloareux de voir de iiareilbs pcoduciiuna paralire en Fraaee, 
qnand des paye lougtemps arnérÉB camme l'Italie et lo Portiigal, |se 
jnetletit avec une acUviiA cliaque ìour croissoute au nivaau de la 

. Bcienco ovlnelle ; l'autre, plus conaolaiile, c'ust que eet étonnant nio- 
Bument d'iunorance et de présomplion appacuit uujonrd'hut chez aoue 
comme toiu à fui isole. Lea beuues màtliodas se répanileat di> plus 

'«n plus dona la jeoneaso studieasc, qui ronouveUera peu à peu l'état iiitel- 
.lectnel de notre paj-s : les doctriDoa de M. de Caasaguac nn ruticon- 
treiit déjA plus le bruyaot éeho qu'ellcs auraient Houlevfì jadis, et 
nous «sperona qu'ea rétutant aussi longuement, non saos quclqne 
lionte. co lourd el Incobéroat paradoxo, nous aurons fait un Iravall 
""core plus auparflu qua (astidieux «. [ Pag. 300-901. ) 

N'ào occupa menoa de dez paginas a analyae d'onde transcrevo taea 
palttvrns, litliù pelo sr. Adolpho cjoelbo muito «ntes oue pudeas'jm ter 
chc^ado a està parte da Airiertcu. Pois eniquanto o llvro nssim sug- 
goria ao dlscipulo o coDtinuador de Diaz amargas rcllcxiìes, qs edito- 
tvB, que o sS'j tambiim do Gloamn-ium de Uu Cnnge, do Tlumauru* 
de Heiiriqiio Estienne, da UiUlotheea grega, da colIeccSo do auclores 
lalinos de Nisard ; os edilorcs purisienBcs, aqnella taniilla de impres- 
sores Ulnslres, ainiln ultimamente honra<la na pessoa do san prìucipal 
roprescntantu, socio cleito da Academia Traneesa ( Bibliogravhie ie 
la Frant:i>, Chmniqve do !^ de marto de WIZ, pwt. 49-07. Ban(i\tet 
offsrt i ii. AtiUiroUi Firmin Didot ), os oditores InBerom no cata- 
logo das Buaa publica^'iea a aeguiiite nota de refereacia i obra de Gra- 
aier de Catiagnac: 

u Les théurlea de eet ouvrago dovroot au premier abord sembler 
étranges. L'auteur se propose de prouver. contrairemenl fk l'opinioD 
Kànéraleuent répaadue eu Franco el eii Europe, qua la langue Irau- 



110 



se sontrils formés ? * C'est ici un de ces cas, Messieurs, où la 
science prudente hésite et aime mieux se taire que de donner 



caise et les nombrenx dìalectes parlés en France ne proviennent pas 
de la corraption du latin, mais que catte langue et ces dialectes sont 
la langue originale et nationale des anciens Gaulois, laquelle n*aurait 
jamais cesse d'étre parlée ou écrìte sous la domination romaine. Tonte 
cette partie du livre, qui est la principale» est appuyée de textes his- 
toriques. Une thèse semblabl», soutenuo preuves en mains, par un 
écrivain qui déclare lui avoir consacrò plus de trento ans do travail, est 
hì'en faite pour picjuer la curiosité publique et éveiller l'interèt des 
erudita ». {Publicattons de la librairie Firmin Didot frères^ fils et C*, 
abril de 1873, pag. 27. ) — E accrescento que nao està longe de con- 
formar com esto juizo o de um auctor a quem sào familiares as 
mais recentes indagac6'?s da scioncia das linguas, Neumann : « Nous 
employoiis ces termes [ principes, sur la base desquels la langue des 
Romains s'est transforméo en langues romancs], sans nous cacher 
qu'il y aurait quelque inconvénicnt à ne pas tenir ici comete des 
opinions 'qui poursuivent les orij^ines des langues romancs plutot dans 
l'ancien qaulois. Au moment ou je corrig»? mes épreuves, paràit 1© 
livrc do M. A. Granier de Cassagnac, riche en intéressantes apercep- 
tions de phénomènes historiques, mais dénué do profondour en fait 
de connaissances linguistiques. L'auteur adopte et complète les idées 
de Dom Paul Pezron et Dom Jacquos Martin. Croyant lo francala 
originai, il tftchc do prouvcr que le gaulois resista a la domination 
romaine, pour prendn\ à Tarrìvée des barbares, le nom de langue 
romane. Getto langue était parlée par les illetrés, elle était distincte 
du latin et repose sur un systéme pliilologique oppose du latin. S'il 
en est ainsi, on s'attendrait à uno critiquc des restos de la langue 
gauloisc qu3 nous possédons en debors des patois romans, dont M. 
Granier de Cassagnac so sert avec b«aucoup d'ai resse pour ses dé- 
monstrations.. .. » ( Mèlanges philologiqueSj Prononciation du C latin, 
NeucliAtel, 1873, pag. 52-53.) 

» « Ha sempro dous grandes periodos na firmacao das linguas. 
Grimm viu so o ^rimeiro, e alcvantou sòbre clic urna theoria f:cral. 
Os outros viram so o scendo, e tizeram o mosmo. Que os dialectos 
sahem todos da corrupcjao de uma lingua, basta a evidencial-o o 
grande facto da formagào de todas as linguas vulgares moderuas. Se 
processo linguistico parasse aqui, a theoria de Grimm era coinpleta. 
Mas nào. A variedade dos dialoctos segu?-sn a unidade litteraria. A. 
palavra escripta immobiliza-se entào. As tluctuacòcs da linj^uagem 
cessam doanto das lilteraturas, deante das academias. Na Italia aca- 
baram com o Dante, na Franga com a creacào de Richclieu. É s6 
assim quo a unidade sai da diversidadc; so assim que os sabios que 
citàmos [Max Miiller, Renan, Marsh e Littré ] tcem razào. Comple- 
tam a theoria de Grimm ». Anselmo de And rado, Epopcias 
da historia^ Lisboa, 1866, pag- 165. — Cfr. P i e t o t , Les OHgines 
indo-européennes^ t. T, Paris, 1859, pag. 43-46; Curtius, La Chro- 
nolngie dans la formation des langues indo-germaniqueSy trad. fr., 
1869, pag. 47-51 e pag. 40; De vili e, Étude du dialecte tzaconieny 
1866, pag. 130-131. [ Cfr. tambem Menni e r , Les Coniposàs si/n- 
tactiques en grccy en latin , en frangais et subsidiairement en 
send et en indien, Paris, 1872, pag. 192-191:. ] —«Nella stessa Gal- 
lia altro era il romanzo meridionale, altro il settentrionale, che, illustrato 
alla sua volta dai poemi cavallereschi de* Trovieri, prevalse più tardi 
sul meridionale, e divenne lingua scritta comune a tutte le nazioni 
comprese nel regno di Francia; cosi nella Spagna diflferiva il romanzo 



ì 



Ili 



des réponses qui ne peuvent avoir de certitude. Quèlque jour, 
je n'en doute point, elle sera plus avancée ; on peut déjà 
saisir un certain nombre de faits qui se reproduisent assez 
régulièrement pour inviter à esquisser quelques règles géné- 
rales ; il est très-sùr qu'il n'y a pas d'effet sans cause et que 
les différences dialectales en ont une comme tous les phéno- 
mènes naturels, et il est fort probable qu'on la découvrira plus 
tard ; mais nous n'en sommes pas là, et sauf quelques indications 
que je me réserve de vous soumettre dans la suite de ces legons, 
je dois me borner à constater le fait important dont il s'agit. 
Tout ce qu'on peut dire avec certitude, c'est que le climat *, 



catalano dal castlgliano e dal gallego, i quali ultimi, prevalendo, 
diedero poi origine alle moderne lingue castigliana e portoghese ; cosi 
in Italia il romanzo siculo differiva dal tosco, dall'insubrico e dal 
veneto ; cosi il retico superiore dissonava dall'inferiore ; il dace trans- 
carpatico dal transilvano ; senza tener conto delle minori discrepanze, 
che i' monumenti ci attestano, e che doveano pur essere numerosis- 
sime ». Bionde Ili, Studj sulle lingue romanze ( Stuelli linguis- 
tici, Milào, 1850, pag, 125). Cp. Pers y Ramona, Historia de la 
lengua y de la literatura catalana, Éarcelona, 1857, pag. 41-50. — 
[ c( Que de modiflcations étranges dut subir le latin dans les pro- 
vinces! Combien l'ignorance ou l'oubli des règlos gramraaticalos dut 
altérer uno langue dont chaque peuple se servait en la pliant aux 
formes de son langage habitué! et en la faisant entror do gre 
ou de force dans son moule grammatica! ! Il n'y avait donc plus 
seulement une langue latine ; la langue vuljjaire, celle de la conver- 
sation, d^vait se subdivis*»r en une multituae intìnie de dialectes dif- 
férents. N«)us croyons beaucoup trop modestes ceux des gram- 
mairiens latins de la décadence qui en ont compté douzc, ayant 
chacun un nom particulier: en y faisant un peu d'attention, ils 
en nuraient trouve un bien plus grand nombre». Hippeau, Die- 
tionnaire do la langue frangaise au XII* et au XIII* siècles, t. I-II, 
Paris, 1873, pag. vm. ] 

1 « que se póJe certam'^nte affìrmar, he, que com secreta s}Tn- 
patliia, e consenso da natureza, as palavras se conformai com o gonio, 
e temperamento das nagoens.... Outra differenza com harmonica pro- 
porgaò se ol)serva nas linguas das na(;oens intermcdias, mais, ou menos 
distant^s da parte Austral, ou S^ptentrional do Mundo, corno tambom 
nas terras, quo do Oriente correm ao Occidente, onde pola differente 
constituii^aò dos ares, e outras causas naturaes, huma lingua he mais, 
ou menos aspera, ou bran la ; expedita, ou suspensa ; singela, ou me- 
taforica ; labial, ou guttural; familiar, ou magestosa, que outra». 
B 1 u t e a u , Prosas portuguezas recitadas em dijferentes congressos 
academicos, parte I, Lisboa, 1729 (?), p. 8-9. — « L'influenza del clima 
sulle proprietà delle lingue è quasi nulla; perocché non è il clima che 
fece melodioso l'italiano, e sotto la stessa serenità di cielo foce aspro 
l'armeno, il georgiano e l'arabo; non è il clima che fece più. sonora 
e più suave la lingua dello stentato Lappone e del Negro abbrustolato, 
che non quella dello scjuisito Inglese e del Persiano voluttuoso. Solo 
nei penetrali dell'istoria e della linguistica si pùo scoprir la càusa 
per cui nella musicale Bergamo e nelle delizioso valli alpine ov'èbbero 



la race et Tidiome prtmitif de chaque paja ' ont été, pour 



vita Haydn e Mozart, il pòpolo parli un idioma cosi barbaramentn tronco 
e gullurale B. C. Cattaneo, Sul principio istàrico detiit lirtffU* 
europèe (Alcuni scritti, l. I. MiWo, 1816, pag. 152 ).— n Mélodieux daos 
Ìm regione tempérées, sourd et bref aoua les leux dea tropiques, foit 
et Apre sous lea giace» du nord, il [ I? liinaagB ] peignit la vÌo contem- 

Slative da pAtre, la course haletante du cEaaseur, les cris meaacantB 
e la tribu guarrii^re; il s'associa aa sort dn chaque bnrde, s'appenrtit 
par la barbème, se propagea par la cooquèle, aennoblit pai* la oItì- 
IlBation >>. Eichlioff, Cours libre de grammaire et de phitoloffU 
comparée, discouri d'ouverturt, Paris, ÌBH, paa. 8-9. Cfr. Renan, 
De l'origine du langage, 4" ed., 1064, pag. 188-190. — t « Quelle difK- 
renca, ca effet, entro Tea dialeutcs dea montagnards de la Grece et 
celai de la voluptueuse Ionie, entre le rude allemand dea Alp«B et 
rallemand ai doux dea plaines de la Bnltinuc, entre le Oer catalut 
dea inontagnes da nord de la pcninsule Iberique et le patoia cffA- 
minè des tiédes plaines do l'Audaloasiii. ... enfia eolre les idiomn 
du Nord, hériasós d'aspiratioos péuibles. de conaonnes Katturales, da 
Toyelles aourdes, de BitHem>;nts aigus, et Isa langues du Midi, si purat, 
Si douciis, ai harmonienses I b. A. d ' A s s i e t , Essai de grammtnra 
generale d'aprés la comparaiatm des priitcipales lar\gues indo-ntM- 
pàenrteii, 2- ed., 1872, p*g. m-70. ] 

* [ Sdbre a iafluencia doa iiUomas locaea, Ozonam, La CiMUatUm 
au rinquième HècU), introdKction à une hisloire lù la citMitaXion 
atM tempi barbares, ■» ed., t. II, Paris, 1862, piw. 32a^aS; Biadi, 
Études sur l'orbine des Baiques, Paris (Toulouso?), ISitO, pmg. S49; 
Diez, GravtmaiiK der romanischen Sprach'-ti, *'■ .vi , t !. (loiifi, 1870, 
pBg. T^-73 (65-H8 da trad. Irancesa de A. Bnirh. ! . t; Iti-, i--,:h. 

^(■a. US diversoe aspectos d'està diOiuil <|M' i i : — .nidadoa 

num Sem nuiaerode traballios conlemporanens ■ . ,;i.lii;iirM 

de mais tucil alcance. A. de Hambolilt, Co»»"ii^, ■ .> 'i ■' '"■ ■ ■'■ •■riptio» 
physique du monde, t. I, trad. de H. Fay!, Furia, l>lu. y.\ti. iii-13ì: 
l. II, trad. de Galusky. 1848, pag. 123-131; U'Umalius .I'ìììlIÌu.v. Dti 
raees Auniuiwt, ou éìémimts a'tilmographie, 5* ed., Briiiel]:is, 1U69, 
pag. S e scgg.; A. de Qoatrefages, Uniti de Vetpèce hnìnnim^. Paris, 
iBSl, passim; A. de Gobìncau, Essai sur VinigalUè drs race' hu- 
mainen, 1853-1855 ; Poucliet, De la pluralité des races hm/uiirif^s, la»; 
Pickering, Tha races of Man, otiti their geogra^lucal rfivlnbuliot», 
nova ed., Londres, 180wl : Latbani, Man and his rntgfaiioiix, 1^1 : Fi- 
guier, Les Races humaines. Paria, 1872 ; A. Maury, La Te.-rr el TAont- 
me. iJ* ed., 1869, pag. 3)^-]8tì: BiicliDer, L'Homme scìim la «citfwtf, 
trad. de LpEourneau, 1872, pag. 270 : P, Ftourens, Ontologia natur^y, 
ou étude philosopLiqua des ^(i-ks, 1801, pag. 67-76; Macedo PintO, Ut» 
dna admitiislrnSira e hgislatioa, parie I, tap. lu, Sacas humaiMfi-. 
Coimbra, I8t!2, pag. 87-140 ; Cliavik, Les langues et les races. Paria, 1889; 
BorguiauD, L'Unite de l'espicc humaine et la pìuralité des laiigvet vitr 
miltcet. Strasburgo, 18G1, pag. 13 e segg. ; L. de Rosuy, De la mélMt 
ethnographigue, pour serìiir d'introduction à l'étude de la rac» jmuitt, 
leton fatte au Collèga de France le 13 juin 1870, l'aria, 1873, pag. Ì9i 
3. Baìsaao, De l'origine des dénominations ethniques dans la raet 
aryane, elude de philologie et de mgthotogie eomparées, 1867, pag. Ut 
(cfr- Pictet, Les Origines indo-europìennes, 1. 1, 1859, pag, 28-33; Oor* 
reato. Lettera intorno al significalo del nome « Urgàs u. no 1° lue. da 
Bioista di filologia e (TisCrutione classica, Tunn, 1879. pag. 6-fl); 
Latliam, 77ie tiationalities of Europe, Londres, 1893; Gaalon Pana, 
Romania, toI. I, Paris, 1873, pag. 9U-23; Prondhon, Si les traitét it 
1815 ont cesse d'existert 1863, pag. 9, ó&, 97; P. de Bourgoing, Lu 



t d«i rénùltUions (1, 

I A,bel Hovelacque, Langues, 



natiùnaliU, 1849, pag. 6-13 ; Dromel, Ln Lai 

■ T, Lei Nationatttés). 3> ed., pag. 328-142: 

itatiotuilités, 1873: E. Caro, Lei 



I ttpec Us principes de la aiUction natureUe tt de rhériditi, 1878; 
Valteranee. Le PatUatinisme, Paris (1882? ),piu<ifn; ProndhoD, France 
et itAin (appendice: ii, Nations mesiies leti. 0. d'Eichtbal, Las Trai» 

Srands peuples mMìterranéens et le chrislianùme, Paria, 1865, p, 31-39 ; 
'pporl, L'Aryanùme, 1666, pag. 14): ui, Haces latine* et races ger- 
maniqùet; vi, Digression ethnographique), BmiellHS, 1863, pag. 217-^; 
Raméé, Bittoire da Vùrigine, de l'action et de Vaniantissement dei trai- 
tès de 1815, Frwicfort s. M.. 1866, paR. Iii3-156: X. de QuatretigeB, La 
Race pnwiifnne, Paris, 1871. pag. s-S et alibi ( cfr. Matiriaucc pour 
ITiUtoire prunitive et naturelle de t'homme. Vili, 18T2, pag. 80 P Mgg.) ; 
DutresDo, Race allemande et race franfaise, 1872: iiamoai, Haeckel 
et la théorie de iicolution en AUemagne, 1873, pag. 166-167. 

È do observor que a opiniSo de Gastou Paris iicèrca da oxpres- 
aio j'Qfcu laUna.1 alcanfou a siugular vantagsDì de ser logo adoplada 
em Porlugal pelo sr. Theophilo Braga i a La Bomania, ou l'union dea 
Dations romanea, D'a pas pour base una cammunauté de race. Quand 
on parie dea races latines od eniploic uno eipr^ssion qui manque 
«bsolument de jusLesse : U n'y a pas de racos latines. La bn^e ol la 
civilisation romaiDes ont été adonbèes, plua ou oioins volontuiremeat, 
par les rac«s les plus dìverses, Ligurea, Ibères, CelUs, Iliyrìens, et«. 
C'eit dono sur le sacrifice de la nationalité proprs et originelle que 
repose l'unilé des peuptes romana ; elle a pour base un prìncipe 
U>nt dUfòrent de celui qui conatìtue l'unite germanique ou aiave.... 
L'Europe actuelle, en lant qu'on la confoit comme formant juaqu'à 
un certain point une seule nation ( à laquelle ae ratlachent Ics eta- 
blissementa curopéena du nouvesu- monde f, n'est qu'uae autre forme 
do l'empire romam restaura par Cbarlemagne. Dana le seiu de cotte 
assDcialion, les peuples romana forment un groupe plus éUoitement 
unì, auauel s'opposent, tenant X l'enaemble par un lieo de plus ea 
plus làciie, les deux grandea nalions des Germains et dea Slaves. Cbei 
ces peuples, la nationalité eat exelnaivnment le produìt du aung: la 
Romania su contraire est un produit tout biatorìque..,. Le principe 
dea oatìonaliUa fuudéea aur l'unite de race, trop facilement acoepté 
mimo cheE nona, n'a point eu juaqu'ici de tort heareuses eonaé- 
quences. A ce principe, oui ne ropose que sur une base pbysiologiqae, 
e oppose heureusement celui qui [onde l'exislence et l'independance dea 
peuples aur l'bistoire, la communaulà des intérCta et la particlpatioo & 
une mime culture a. — Me aqui ( i. e.) o noro professof do lilteratura 
romanica do Collegio Ju Franca. Agora o professor novissimo do lillera- 
tura moderna no Curso Superior de Lettraa, em admoestac^o enderecada 
Ao sr. Anthcro de QuenUl, n o homem quo meltaor escreve a lìngua portn- 
i^UGsa (paUvras do ar. Tlieophilo Bratta nas Bpopeia^s da rafu motarobe, 
1871, psff. 377), e que relanceou a noasa biatorìa da mesma altura a qua 
Edgar tjuicet pensou a Philoìophia da hiitoria de Franca a. Pergunta 
I) ar. Theophilu Braga: <• Quem creou essa outro abyauio da politica 
moderna, ohamado — grandes nacionalidades — senSo um ramo ialino, 
)i Franpi? Por nSo comprehender iato, ou por querer set à fursa pa- 
triota, u que coroa <> acu esoripto com eate dispaiale, que prova nÌo 
ter a aciencia nada a esperar d'oste bomem: a Ha um genio latino 
a corno ba um genio germanico. A hiatorìa o revela : e, ouando a 
a historìa loaae rnuJa, a noasa cnnsciencia bradaria sempre, anndo-ltaa 

■ o Bau nome. £ a Bavolu(&u. È este u pensamento secular das ra{a« 

■ (afiiuu: a revoluta') morai, politica e social ». ( ConsiderofSei tobrt 
, a philotophia da historia ìilterarin portugesa, psg. 37. ) sr. An- 
Ltbero nào prova. Quaes stio os faclos d'oasa BevolucM? Vojamos ■. 

" I as all^a^des do sr. Theophilo Braga, & por fim: ■ Alèm 




cmployer l'expression d'un illustre philologua (M. Littré), les 



de Ensciencia. o sr, Anthero fola em rapa» tatinea. 
B Uiz um absucdo historico; m na^es qua recebenm 
italjanos. (raoc^ges, hispanhoes. portngncwi, nlo 
Uem origem Ialina. As ra^as germanicas, kouos, Tandalos, suevoi, ti- 
— -TAin-ae na peninsnla hìapanica: oh ostrosodoa, os lombardos na Italia ; 
fraokos, oi borguinhdes em Franca- As r&éas germaoicas avasuUar 
..jn pelo seu nomerò e pela sua for^a moral e material: Roma ào- 
minava apeoBB pelo vinculo jurldico de urna forte organizaffio adnii- 
nìstrativa. Qnem deu a elsmento anthropologico para constituir a raga? ». 
(Ot Critico» da « Hiitoria da liUeratura partiigiMììa ■, 1S72, nag. 35-36). 
— auctor gjra aasim ao redor de uma queslio sìmpliHcaoa por esla 
ihrssa do Pròudhon (Franca et Rhin, paR, lOG] : << Le Fraa^aia eit uo 
Itre de oonvantion. il n'«xiste pas d. Escrevia ha pouco Abol HaTetacqns 
na ReBttt d» linguUtiqtte et de pkilologie comparée [t. V, Vieaua, 1873. 
pog. 394): K L'anthropologle nous démontre surabondamineut qu'U ett 
puéiil de parler d'une race slave, d'une race latine, d'une race germa- 
niqne, et l'hisloire nous laisse assez volr combien pou la laugue nst 
caractéristique de race ». G obvìo qu« as pnlavras do inconmensnnvel 
crìUeo da Dos«a litteratura team hoje até certo ponete appIicaeSo u u. 
A. Hercnlano, que ainda no tomo I dos Opuscutos (pag. 7-8 ) fata da < Un* 
— •—'->—■- - impaclencla da ambifjào bumana, sobretad" '"" 



ji. do tempo em que Beaoforl publieava a sua disscrta^So sòbre 
a Jncerteia dos primeiroi cinto semlos da historia romana, acaba de 
declarar na Bibtiographia critica (1873, pag. 900); a Em quanto Aa 
ideas, o recente livro doa Opusculos vem evidenclar quo o seu auctor 
ealA a trinta annos de atrazo. Hiatoriador doa tcmpos da eschola ancUi- 
ritaria e analyeta de Guizot, empreliendeu a biatorla daa instituicAos 
Bociaes do povo portuguSs, e mais nada ». — Em presonca d'islo ha qnau 
vergonha em elUr o nome de Roaseeaw Saint-ìlllaire: « La conqaets 
romane, malgré tout ce qu'ella a coùlé i la Gaula, a fini par lui pro- 

fiter, comme e. l'Eapagne, eoo pendant en hìstoìre Lea arts, la clvi- 

liaation du vainquear vlennenC termer les plaies de la guerre, et rfcon- 
elller lei vaincua avec lenr déMte. Ainsi a teujouTB atti Rome, dure i 
qui restate, clemente & qui s'eat eoumia. Grflce A ce aanglant baptèmo, 
la Ganle eat entrée, pour n'en plua sortir, dans le faisceau des nee» 
latiuea; alle a béritS de l'eaprìt de la vieille Rome, i ' 
besoio do connafttes et d'uoiU d. ~ 
Sorbot%ne en 1844 et 1663, Paris, 1 



__ __ .. . . n doublé 

. (Jules Céiar. Cours profetié à la 
'"S(i. pag. 71-79). Ou tambom aa pa- 



difflaulté 

fllka de Rome par l'éducalion, vient __ .. ... 

{latiblo avec la libertà, a plus lourdement pese _ .. _ . 

ongtemps conserva. Le Frnnfaia est un Gaulois latinisé : le Germaio 
qui l'a conquis bous le nom de Frank ne lui a laiaaé quo son nom <•.,. 
Acèrca das theoriaa biatoricas e ethnolagicas do sr. Tlieopkilo Braji 
veja no preeente escripto pag. 59-60, nota; Oorreia Barata, As Bafos 
hiatoricas da p«nttMUia iberica, Ooimbra, 1872; Julia de VUhena. Ai 
ttofat historieas dajae»in»ula iberica e a sua influeneia no direito 
porlK^f, Goiinbra, 1873, pag. 12 n aegg. (et. K. do Uoziére, Cour$ tThit- 
coire de* tégiilatiom compare»», Ufon d'ouverture, 1872, pae- 5. S-18: 
Vainberg, L'École historigtte en AUemngne. 1869, pag. ^^, 41-54: 
Dugat, Court compUmentaire de géographie. histoire et Ugiflation it* 
Stati mtwutniatu d VÈcoU ipéciaU de» langue» orientat«s BÌvant«», h- 
FOn d'ouverture, 1873. p«. 31-361 ; A. Coelbo, tìibliographia crtficd, 1, 
p. 130-183 311. V. tambem Bibliographia. I. IW; Bamnnw, II, 378 ; « 
of. V. Meyer, BecAercAes sur l'epopèe franfoise, iaS7, p. &9-&9. ] 




'tìT' 



V/kfr^wi (te cette opÉration lente ' : mah en quelle propartlan 



.1 donne le noni de rotnanti stu InngueB vulsalreB de U 

' liraaclie pélaiigo-italiqae,... On les appella encore tiéo-minss, déna- 

_. — ,.._ __., _, p^jjj jjj,g ^^jgg qo'eii donnant le nom générique de 



mination e 



ì 



I 



«nt la partii .. , . . 

eitemple, qnt n'est ni gauloìse ni germalno, n'est point 
I une sceur de la lancue de Rome. Seulement, celle-ci a conserve san 
U cachet oaiatiqae : elle s'est fait sanskrite h sa manière. L'autre, aa 
I eoDtraire, a continue parallélemcnt sa lente trans re rmotion ; olle s'est 
I tTéé profireBStvenient un organìsme nouveau dea dèbrìs parfolg inécon- 
[ naliaableH de l'aucieii langage ìndo-pélasgiqne. Pour le lexioIoRue, 1e« 
mota viveat cncore dans le Latin ito Ftome : l'esprit qui Ica crea dans 
la vallèe de Gacliemirc semble cncore Ics nnimcr. Il n'en est pas 
de mfime dea tormos orales mutilées, tronqnéea, dèsorganls^s ou dn 
moina pétriflées dea pateis latina. Il faul, pour comprendro ces voea- 
blea inorganiques et TnippAs de mort, qu'on oit perpétnellement re- 
coura aa\ moìs orgauiques du Latin litteraire, du Sanalirit, dn Greo, 
etc, D. C b a T é e , Lexiologie indo-européenne, Paris, 1819, pag. xiV. 
— a S^niB certains poìnls fort importanU et soua celni dea tendanoes 
Itranimaticatea, on Toit fréquemment uno languo s'éloigner du type 
primìtif. L'ompreinte ro(ue par la languc mère s'eS'aee en grande pai- 
tie : la conscience nationale manifeste nne propension iacontestkbte 
vera un ordre de chcaes tont nouveau. Ccci est frappant surtont a 
l'ègard des idlomes néo-lallna et do la laogue anglaise. Sì ces Idio- 
mes gardent encore | dans une cerlaine mesure que nous ne prèten- 
dons pas détorminer ) les divisiana eatégorìques propres fi la ìamiUo 
indo-europèenne. d'un autre còte ila nous montrenl des tendances bien 
d>fférentes de collea de t«UB les autrea groupea de celle mème fomille. 
TeUe forme grammaticale du troncaia ou de t'italien, par exemple, ri- 
floureusement conforme su genie des Idlomea agglutinants et des dia- 
Mclcs du NouTcau- Monde, n'afTrlra pas do reseemblance avec les for- 
ues d'ancune des autres langues de rEurope". J. do Cbaren- 
e e y , De la elaasilication dea langues et des école» de linguistiqtte 
«H Allemagne, Pana, 1869, pag. ai. — nTout en préparant ninsi les 
Toles du SBVoir, do l'arFranctiIaacment religieui et de f affranchi sscment 
politiquc, il [le moyon flae] a fini, non nas cornine l'empirò rumoiu, 

6M une cataslropbo, mais par une traastormation ualurelle et règu- 
ère qui condult a l'èro moderne. Ce qui a'eat pasaé dans celle èvo- 
iQtion pout ètre mia sona les jens en uno claJre imagc du travaìl to- 
tal de decomposi tian ci de recomposi tlon. Cette image est donneo par 
les langues romanes. Il n'est pas doui«uK quo, par certains cdtée, 
les langues néo-latines ne suicnt une corruptiou du latin et la des- 
tructìou d'un bel organiamo gramntaUCBl : mais, par d'autres cùtès, 
elles BOnt un progrès sur la langue qui fui leur mère. Un caractère 

SIus anatytique, une conjugoiBon plus dèvelopèc, la crèalion d'un con- 
itionncl et de plnaienra prètèritB, l'introducUon d'un arlicle déUnì et d'un 
article indènni ; voilà de notabies perfeclionnemnnta. Il uè taut pas 
compier panni lea mplndres (cuvres du moyen ilge les lannca néo-la- 
tines t. L i 1 1 r è , £(udei «ir lea barhares et le moyen dpe, S" ed., 1869, 
pag. xxvni. — n Les langues romanea ne sont uue du latin populaire ( ni 
bua-latin, ni latin littéraire), plua ou moina allégè do ses flexionB caauel- 
\-)m et verbales. bous l'influencc de l'accent lonique. Leura radlcauz 
■ont latina, sauf quelquGB centaines. lour grammalre eat latine, leur 
«ceent est latin: et c'est lui qui les fonne, qui les fa(Oiine k son gre x. 
André Lelèvre, Acc«nt (onlgue, art. da Encyclopidie ginèraU, 
Paria, ( Lacroìi. Vorboeckhoven e U»), t. I, 1869, pag. 111. — o Pour 
taire comprendre par qnellc transilion le latin a passe aux langues 




oéo-UUaes, il Eaut dira, eo premier lìea, pomment il a'est altèti et 

decompose L'altération de la lanose latine a'eat opérée par la con- 

traction dea mota, la aupprciBaioo dea désiiiencea. la coufusioo dea 
eas. Oh dficouvre Lea rndinients de ces diverses tendancea dans la 

langìie latine à son ^lat le plus ancien —La gramm^re [rancaise 

«at sortie tout entière de la grammaire latino. Il n'eat aucune d« 
MS tOTtaea grammaticaleg dont une forme latine ne soit lo principe ». 
Ampère, Histoire de la formation de la tangiie franpaise, 2" ed-, 
1869, pag. 16 35. — a Que l'on rapproclie et que l'on classe tóutea lea 
allérations que lea mota latina ont subics ponr devenir dea mota fran- 
Cais : permutations de lettres, contractions. apocopes, jiasaage d'une 
catégorie & une autre catéfforie, derivati ons irregulìeres, il n'eat prea- 
que aucune do ces allérations qu'on ne retrouve déjà dans la langue 
latine k dea époquea fort éloìgn^ea de sa décadeace : Ics mota alors 
demeuralent latins en se transfarmant ; pina tard, en se transfor- 
mant davantage, mais prestane toujours d'une fa^on analogue, ila ds- 
vinrent dea mota francais. italiens, espagnola ou valoques ». E g g e r , 
Obtervaiimu sur un proeédé de ilerivation trèt-fi^gu«nt datu la 
langue franfaise et dans Ics autres idiomes nio-latint.ìSIU, paa. 
49-&0, — Cfr, Diez, La Poesie lUs irouluidours, trad. frano., Lille, 
1645, pag. 30&614: Fanriel, HUtoire de la poesie prorenfaU, 
t. 1. Pana, 1846, pag. 231 ; D u M é r i 1, Essai pftilosophigue tur Ut 
formation de la btngue franpaise, 1853. pag. 3ió a segg. ; Mature, 
Dietionnairt éiymologiqut de la langue franfoise usuelU et lUté- 
raire, 1863, pag. iiiix-xi, ; W h i t n e y , Langwtge and the study of 
Langwige, Londrea, 18Q7, pag. 167-lGd; MarsL, Leclvres on the 
English langìtage, 6« ed. inglesa, 1868, P. 254-261; Max Mailer, 
Chips front a German uiùrhshop, t. II«, 18B8, p. 18-92. E veja S e h e 1 e r, 
Études sur la transformation frartpaise des mols latini, Bnuellas, 
1869; Gaston Paris, Elude sur le rOle de Vaccent latin daru 
la langue franjaise. Parìe, 1&S2 : Br achei, Du Utile des coyelJa 
latines atones daru les langues romanes, Leipzig, ludi : Dans gutUts 
conditions les voyetles latines E, I, detiennent-elles A dans les lan- 
gues romanesì ( Mémoires de la Sociélé de LinguisHgwe de Paris, 
t. I, lff7I, p. 410-422]: Boehmer, Zur Lautmandlung der roma- 
nischen Svrachen ( Jahrbuch fiir romanische und englischt Lite- 
raeur, t. X, Leipzig, 1S69, pag. ITa-aCQ} : A. Muasalia, Beitragt 
xur Geschichte der romanischen Sprachen ( Sitsungsberichte dir 
Kaiserliehen Akademie der Wissenschaflen, Philosophiseh'historisAe 
Classe, i. XXXIX, Vienna, 1863, pag. 3Ì5-539; IPeiii. Forma- 
rione del futuro attivo negli idiomi \talici ed ellenici, Tarin, 1872. 
pag. 8-35; D'Ovidio, SulC origine dell' unica forma fteisionale 
del nome italiano, Pisa, 1873 | cp. Flechia e D'Ovidio, Glottologia 
neolatina, na Rivista di filologia e d'istruzione classica, voi. I, Turln, 
18T2, pag. 89-100. 254-266: Musaafla, Romania, I, Paris, 1872, pHg. 4<fi- 
499; CanellD, flicisia di filologia romanza, I, Imola, 1873, pag. 129- 
133) : Proat, Revue de hnguistiijue tt de philologie compane. t. V. 
Vienna, 1873, pag. 314-323]. — « Aaaim, lodoa os cbaracteriaticos que 
D. Pr. Francisco de S. Luis encontiava triumplian temente no moderno 
IHirtugnéB, e que o levavam a dnr-llie urna oriffem diUerente da la- 
tina : 03 artigos, a araprego das prepoaicùes, doa verbos auilUares. 
a ausencia au pelo tnenos a diminuicSo daa dectinucòea e das con- 
jugacòes, tudo isao se encontra jà aa lingua latina vutgar, e ludo 
isso o vumos encoatrar naa lingitas romanas balbuciantcs, podeotlo 
■eguìr facilmente a transic^o por que viiu passando das fùnno&a lati- 
naa para a independencia de novos iJiomaa. Tickoor, comtudo, o emi- 
nente escriptor americano ijue lauta lux tlvrramon na hiat^na liltersTia 
de Uiapantia, suppòi que foram oa godos que trouieram à Penin- 
■ala, e em goral os barbaros iV Europa, a uso dos artigos [ veja a 
nota de pag. 77, e cf. Raynouard, Orammaire comparù, p. S-2Jl 
Leoni, Gmio, I, p. 201-202; Die?. GrammatìK HI', p. 18-47; Ampir*. 



J 



o. r: fi. 36-46; B«iilc»w, Accentuaiion, p. 311 : Base, De l'arlicie, ìxe^ 

Sablicitdn na Rffotte des cours littiraires, I, p. 93-95] e a privai das 
esioencios : mas, ainda que dìo toaae poBsivel eacoQtrar aqnì ou ftUiA 
nos proprios escrìptores romaDos Teetìgios d'essas chtiracterisUcas do 
latin) viilgar. o estudo das inscrip(òes das caUcumbas provava exu- 
berantemenlc qiie ao proprio scio da socìedade latina devemos ir procurar 
araiidos modemos Idiomas s. [PìntiRÌro Chagas] Historia de Por- 
tìtgal, escripta segvndo o plano de F. Denis , t. Ul, Lisboa (IStS?), 
p. 9*. — Veja M. Severim de Faria, Discvrsos i-onos poliiicos ( discuf' 
so II, Dot partes qoe ha de hauer na lingoagetn para ser perfeila, dt 
comò a Portugveta as tem todai, «£ algùas com eminencia de outrari 
lingoasì,'EvQia, ISU; [ BarSo de bozcoa] A lingua portuguesa é filha 
da latina, Lisboa, 1^; Leoni, Genia da lingua portuguesa, 1858; A. 
Soromenho, Origem da lingua porCuguesa, 1U67; C. Hoefer, Por que 
allerafS^ e transformafoes passaram as leltras da lingua Ialina 

rindo d'ella! se formou a lingua porCuguesa t. Rio de Janeiro, 1869 : 
A. Coelbo, A Lirtpua portuguesa; phonologia, etimologia, morpho- 
togia e tyTOaxe, Colmbra, I8tì8 ; Theoria da conjvgatSo em lalìtn e 

Krtugués, Lisboa, 1870 ; Sobri; a lingua porluguesa ( IntroducfSo ao 
ccionario de Fr. Domingoa Vieira, Porto, l«72-lfrJii}. 
[ Jdlfio db 1873. — Na respoata de Granier de Cassai^uac a Gaston 
Paris, publicttda na Reoue i-ritxgue ii" 27, ifl-se, paa. 19 e U ; o M. Gaston 
Paria et tona ceni qui, saus ud seul lexle à alìésaer, prèieodent qun 
les Gatilois apprirent d'abord ie latin, duquel iia di^rivèrent ensuite io 
roman, ont besoin d'un certain nombre de aiécies pour opérer ceti* 
transmutatioQ dee langues, à i'aide de leur alcliimìc imaidnaire. L'hia- 
toire lour retuse ce dèlai n^esEaire à leur théoria. . . . Je dcfie M. Gaston 
Paris et toats l'&cole des iJliartea de citei une seui^ uone d'dh histo- 

KIKN OU CeaONIqUKUR QUai-CONQUE, UIBANT QUE, DA.NS UKE VILLE QOEL- 
CONQUE DE l,A GAULE, OU N£ PAKLA QOE LI LANOUE LATINE, A UNE EPOQUE 

quELCoNouE ; el, s'il me tronve cette uone, je m'avoue balta et tais à 
sa science des excuses publiques. L'bypotliÉBe d'un bau-latin, parie par 
lei powlations dea vllfes ou dea campagues, est une conception creuse, 

Sii n'a paa un seni témoignagc pour elle, el qui en a des massea cantre 
le. Je montrerai en aon lìeu, k l'aids de texles nombreut, emprunlés 
& ce mème latin, non- acuì cment qu'll u'a paa (orme Isa dialectea vul- 

eiircs. mais que lea dialectea rmeairca lui ont prète la plupart de scs 
ruea u. K a pag. ^: u La philulogie (ran^iae de nolre temps, peu 
inventive de sa nature, a puisé sa doctrlne generale dana l'Avertissement 

Silacé par le bénédictin Dom Bivet, en tSle du VII' volume de l'HitCoirt 
ittiraire de la France; tout sort de ih, Roquefort, Raynouard el l'École 
dei Cbartea. Elle est allée puiser le reste de aon bagage en AJlemaimo, 
Mite patrie clasBlquc de l'byputhèae et du rSve laborieui et erudii. Klle 
en a prìncipaiement rapporté, sona ic noni de Gratnmaire comparée el 
de phonéti^ue, les Iravaux de Zeusa el de Frédértc Diez. La routine 
liìstorìque el doginalìque du xvui" aiécle iranfais, el la subtilité pbilo- 
sopliìque el grammaticale du xii* aiécle allemund, voilà les pùles enlre 
lesquele ae meut notre pbilologìo actuelle. Qa'a-t-nlle ajouté à ces era' 
prunts? rienl je me trompe: elle y a ajoulé dea mola barbares: voua 
allez voir lesquels. M. Gaston Parìa el aes collaborateurs de la Romania 
uageot dans la pleine eau de la utPHTKoNOAisoN, el plongent dana les 
profondeurs de la kabalisation. Et l'on croyait la Scbulaatique finie ! ■ 
— SObre uiQ pondo d'està carta (15 pag., a que, se^ndo a lei, oa edi- 
torea da Revtsta tiveram de dar iaserfoo nas auaa prupriaa columnu) 
conteasa OaaloQ Paris que u la crillque porte juate a. Outro ha, porèm, 
que oBo me dispenso de tranacrever : n L'invectlve, qui tal l'erm» des 
pédanta, D'est plus de mise dsjis les lettrvs, depuis que les savanls, an 
introduisant dana le monde te goAt de l'érudilioa, y ont contrade eui- 
m^mea le goùt dea bonncs maniéres e. Tomo a liberdade de recom- 
mendar a medltafSo d'eale texlci no sr. AdtiIpLo Coelho e aos aeua col- 
laboradorea a» liiblìographia critica, j 



ila se aont rafilés, c'est ce qua nouB ne pouvons préciser 
«KCtement » ' - 

Ha mais. Na vìda d'estas linguali, o idioma dos primeiros 
monuiuentoa *, do meemo modo que o das atellanas 



t ' Nous ne rappurtoQS ici qn'un fragment du eerment de Lonia- 
le-Germanique et celui de l'armee gauloise, l'un et l'antre prononcéa 
ea Inni^ue roinane. Noua commencons par ce morceau. quoique tréa- 
connu, parce qu'on l'a tonjourB regardé comme le premier germe, 
l'embri'on de la lanffue francaiae ». Gabriel Feignot, Essax arta- 
It/tique sur Corigine de la langm frangaise, et fur wm rceutil de 
ntonumem authenliques de cette langue, claisés ehronolagigu^menl 
depuis le IX' sièeU jusguau XVW, Dijon, l«3d, pag. 45. — ■ Apre» 
Isa lltanies Csrolincs, les sermenta de 843 aont le document le plus 
anden et le plus important [de la laagne Tainane] : l'aualyae exaete 
de cea sennenU indique déifi rinflueoce de la romane rustiqne sur 
les langues néo-latinea u. Kaynouard, Leìcigve roman mt Die- 
tionnaire de la lafigwe det Irot^adtiun. eomparée aeec les ciutres 
languei de l'Europe Ialine, t, I, Paria, 13^, pag. xvj. — a On doit, 
jB croia, BUpposor l'armée avec laquelle Cliaries le Chauve loignit 
Louia fi Argentarla coraposée dea mèmea peuplea que celle qu'll avail 

eue h Foateney Mainlenant, cea divora pouplea, qui ont pari* de- 

pnia et parlent mème encore des idìotneB aaaez diflereDls pour ne s'en- 
tendre que diSicilement et sur dea clioses Irés-aimples, n'avaìent-ila 
alors qu'un aeul et m6rae idiome, colili du sennent de 812? ou bica 
y avalt-il déjii cntre lea idiomes dont il a'agit les m^mee différaiieee 
au des différencea proportionnellea à cellea que l'oii y a obaervéea de- 
puta, et, en ce cas, Quel eat de ces idiomea celui qui eat employé 

uana le aerment de l'ao M3T N'y a-t-il pas quelque cboae de 

conlraire & toute critique pbiEologique à supposer, comme on l'a lon- 
joura fait, au moina impUcilement, que deux formules de sernienta 
eti un idioma incnlte, iiiBèràee accidentellement dana un livre écrit en 
latin par un Garmain, y ont étè iascrìtea du manière d repréaeMer 
exBctement les formes caracléristiques de cet idiome, les iiuancea '" 
licatea par leaqueUee il se diatlnguail dn latin ? d t'auriel, 1 
(dire de la poesie pfovetif^le, coitrs fait à la Facullé dcs lettre* de 
Paria, t. I, 1840, pag. 22ó, 236,— n Les plus anciennes phrasee qa'on 
Bit retrouvéea juaqu'à préaenl de la langue latine rustique appartien- 
nent au dialeci^ espagnol, adopté dana toule la parlie meridionale dea 
Oaules. C'est le fameui scrment prononcé par Charlea le Ohanre, 
comme roi de Bourgogne, en soii nom et au non> de aes gaerrina, 

ani tous liabltoient les provincea aìtuéea au-deU de la Loire. II est 
e l'anoéo S13 : tout«foiB, ce n'eat pas, à proprement parler, une cmvte 
Uttéraire u. Paulìno Parìe, Essai d'un Diclionnaire historique 
de la langue fran^aise, 1847, pag. 0. — n Le texte des semtenta, qui 
nous a été conaervt^ par l'hiatorien Nithard, nous otTre le plus ancien 
nonument qui exiate, non-se ulement de la langue d'oil, mais encore 
da toutes lea langues néo-iatines. Plusieurs aavanta, induils en en ~ ~ 
per lea teiminaisona en a qui se trouvcnt dans Ica Si^rments, 
eru devoir Us attribner à la langne rouiane du midi de la Franca: 
mala l'hiatoire, aìnai que la lingùiatique, proteateat également etmtR 
cette prdtention.... Cea tenninaisona en a et en o aont un carae- 
t^e generili que toua lea idiomes romana poseédùent dana lenr pie- 



lalètB période, et qu'il» devuieut toua à leur 



nia Ialina. Anssi n'a-t-on pas aeulemeat revendiquè les SermeotB, «n 
laTear de la Provence, mais oncore en favour do l'Italie. Le manus- 
crit du Vatican aufjnel j'empnuite tnoa tette nana en foumit lai-mòme 
la preuve: on y lit ceg moM, trocéa à ta marge par une main du 
siècie deniier ; Giuramento in lingua italiana. On auraìt pu touL 
aassl bien l'adjuger & l'espagnol ou au portugals, et mème, si l'on 
voat n'en tenir au caractàre qui a prìncipalemcnt Uxé l'altenLion de 
mes adversairea. c'oat-A-dire A la préaence de t«l[e ou telle vojelle à 
la lin dea mota, je pousseral leur raisonnemeot iuaqu'au bout eo disant 
qua lea Sennents doiveat ètra aCtrìbuéa ^ l'italien, à l'espagnol ou au 
portOKaia avec plus de raison qu'on dq peut Isi attribuer à la lan- 
gae dW. .. bA. de Chevallet, Origirte et famtaiion de la langue 
fratfaise, t. l, 1853, p. 77-79. — h La langue franousp, en tant que 
langde diatlnete du latin, a eommencé d'eilater dans le conrant du 
DeuTÌémo bÌMo. du moina & eo Jnger par les monumeats écrita. 
Un trouvère du douaiime siede, Henolt, nona apprend qua des vera 
satiriqnes en cetts langue furent faits cootre un comle de Pujtìers qui 
s'élaìt mal condalt dana un combat avec les pirates nonnande. Cea 
vera dn neuviéme aiécle no qous sont point parvenus, ctnaus n'avona 
d'une si baule antiqui!^ quc le aermoiit dea Dia de Louis le D^bon- 
naire ». E. Littré, Otctìonnairn da la langtte franpaise, Préface, 
1863, pag. xxn. — ii'il nous aemble ano lo scmient prononeé en S43 par 
les soldata de Charles le Gbauve n est guère ancoro que du latin mal 
écrit et mal prononeé, noua croyons ausai qu'on peut, avee vrai- 
BembUnee, faìre remonter qncLques cssais de notre liutgac. vutgairc 
JBSqu'au X' siécle, et infime juaqu'au IX* n. Victor Le Clero, 
HUtoire litliiraire de la Prance au quatortiime sièele, t, I ', 1865, pag. 
48&-486. — Si fon compare entro eux les deux plus anciens monn- 
menta de notre idiome, les Strmenis de 813 et la cantilène da sainto 
Eolalie, BÉparés par un demi-alòcle & ptfinc, no est surpris des immen- 
*s profrès aceompUs dana tei intervalle, b 11 senible, a dit M. D[ez 
<> [ Altromani3che Sprachdenkmale, Bonn, 1BJ6, pag. 16 ], que le dia- 
ti lectó francale, devenu langue nation^o par le partage de l'empire, 
» ut rapidement pria la oonscience et l'initiative do son dévclopjje- 
a ment, à peine en germn dana les S^mentsa. Gaston Paris, 
HUtoire ptUiigue de Clutriemagne, 1895, pag. 67.— " Lea o immeoBoB 
progréB » aceompUa par le francais dopius StS, dato des scrments. 
jnsaa'au ebani de aainte Eulalie Min du neuvième siècie ), "■" ''""- 
peni beaueoup moina que M, G. Paris " 



Je croia seuloment que le e. 



I 

I 



1 pea pina latina (tuo co qn'ils sont 
réellement 1. Paulo Moyor, Recherches sur l'epopèe franpaise, 
I8B7, pag. 10.— [ Déiìt, dans les monumenta dn dixiome siècie, la dir- 
térencc entra ces ileui langues [ d'oc e iToU ] est Tortement pronon- 
eé, et la Canliltite en VhùitTievr de saìnte Eulalie est, si j'oso par 
It ainsi, twaacoup plus Irim^aise qne le fameux scrment de H^u. 
H. Chavée, Enieignement scienti/iiiue ta Uature ( 1H73 ), pag, 65, 
1. — ■ Les quatre ou cinq échantillouB, si courts et si précieux, que 
' nous possédons de la lanpae fran^alse Jusqit'au X.1* siécle, sont lous 
étrangera su groupe Occidental. Ponr les Sermenti de ftK, co laito 
vénérable qui commenco notre littèralure, il est difficile de le décider: 
mais il y a des probabillléa pour qu'il se rattaclso plutAt au gronpo 
orienta] n. Gaston Paris, La Vie de Saint Aleans, poime du XI' 
sièrle, Priface, 1873, pag. 41. — « Nous voyons le francala employé 
comme langue dea négoUations politlques après lo partage do Verdun 
dana les StrmerUs de Strasbourg ( 8t2 ) et do Coblentz (800 ] ■. F. 
D i e 2 . Grammaire dus Innguet romanen, trad. de A. Bracbet e G . 
Paris, 1° ta«c., ISJd, mn- liKt. — b Ainsi, par uno eoinoidonco qui lui 

I donne un doublé iniérét natjonal, ce mèinn traité du Verdun, d'où 
data rindópandaDco de la Franco, parce qu'it mariiuc lu sépanitioi 
de» troia roywimes io t'ran». d'AUoinagQ" "' ■'''•-^'■^ f.....~.. =.,.. 



imaggo et d'iiaìie, [ouroit t 



!{om« ' està &iiidH, & preBente bora, posto em riue&tSo, s. titulo 
de ebigms nfio roenos complìcado que o da nacioa alidade do 
auctor das glossas de Caesel, oti o da aulheotìcidade das cartas 
de Egas Monis • e da can^So de Goesto Ansur ', 



le premier enemple do nolro vieiUc Usi 
Preeit d'hUtoire da la lan^ue franfaise. 1 
— ■ Lee sermente sont, apres lea Gloses i 
moDumetit do la lanRite francaìse: ils soat comme cU 
inapprécUble pour l'étude de nos ori^ines linf^latiqueB : an y Borprend 
ea quelque sort sur le fait le travail de la iransformation du laun ■. 
B r a e h e t . Grammaire fiùtort^iK de la langue francfUe, nona ed, 
(folta de roBto de 1BT3: compoaicào typoitraphica da '2> od., aem o 
Mpendice Des rigltx à sm\>re don* la recherche des étymoloQÌM). pag. 
37.— Cfr. Raj'nouard, /n/tuence ite Ut languì romane nutvfue 
svr Us lat^vtes de l'Europe Ialina, 1836. p. 3-24 ; Oonstancio, Novo 
Diccionario critico e etymologico. 1836, p. xi: Thierry, LeUna 
fu,r Vhisloire de France, xi ( p. 113-116 da ed. de l&'iO) : D u MériI, 
Formalion de la la-ngue franfaise, 1863, p. 186-187, 379-403.] 

■ I « Quelle était la laneuB dea Atellancs romaines? Strabon d^dare 
poaitivement que c'était i'osque. Mais Hon témoigna({o est iaotó, et 
it n'est pas conUrmé par les fragments des Atellanea que le temps a 
épargnÒB. Que faire? Faut-il rejoter co lémoignage 7 On éprouve un 
pea d'hésitatioQ, tant il eet con^i en tennes nets, fonnels et préeia. 
Si on l'admet, comment faut-il l'entendre? Doit-oa peneer que toua 
les peraonnages, ou un ECulement, psrlaient l'osque? Ne pourrait-on 
Bupposer quo les mota étaient latins. ou du moina communs au latin 
et a l'osque, mais qu'oa tea oscisait en ehangcant des voyelles. des 
consonnes et lea désinences? De toutes les hypotlièses, la dcmìère ine 
Bourìrait le plus, mais elio a uomme les aun^s un caractère pure- 
ment conjectural. Ce que l'on peut afBrmer, «'est que dans les frag- 
menla de Pomponius et de Noviua, rien ne nous rappelle la langne 
oaque. absolument rien : ni le vocabulaìre, ni les (ormea granma- 
tìcales. ni mAme le noni dea personnoges, qui sont pourtant originai- 
res d'une ville osque u. F. Rubaste, I>e la laitgue osque aimris 
les inscriptionn et de ngs rapports anec ie latin, Reones, 1865, p. W. 

' n Serào com effeito d'elle estas duas canfòes, quo Miguel Leitào, 
Farìa e Sousa a A. Ribeiro dos Sanctos, nào sci porquA, chamani carta», 
e piedosamente creem qne roram acbadaa no castello de Arouce (LonUD) 
quando o tomaram dos mouros? Ou serào ellas tanto de Egas Uonia 
corno eram de Medea ou de Penelope as qne eni seu nome escr«TÌB 
Ovidio a Jaaon e a UlysseaT Nào sei: ho penaamentos verdadeiraroenla 
anligos, mais legitimamenle antigos qua as mesmaa palat-ras, cm qne 
se conheco affecla^ào às vezes. Pfide ser porém, n nào era o prìmeiio 
esemplo de piedosa fraude philolORica [ a este intento veja ob Tactoa 
citados por Lozel, De l'authenlicilé dis chants du Barias-Breix d* 
II. de la VUlemarquè, Saint-Brieuc, I87i, pag. 43-46 1 — pode ser quo 
o fanatismo dos archeologos receìasse dar na singeleza em que o acboa 
teito d'estaa Irovas, ou porque no originai asaìni eram, ou porqne naa 
copias so tivesseui ido vulganzando, e para coofundir a inipiedadn do* 
Bcepticoa Ihes introduzisse palavras obsototas, arcliaismos improprioa 
e talvet anachronicos, sA por dar o que supposeram maior ar de velna- 
tade ao aeu acliado d. Almbidji (iarrett. Da antiga poesia portug*ieta 
{Remsta unieersal lisbOnense, VI, 1817, pag. 100]. 

» Fr. Bernardo de Brito, Segvndn, parte da Monarchia Lvsytana, 



Calorosamente defendida por Littré, e ainda depois por Le 
■ Clero, a supposig&o de um francfis primitivo, idioma rc^ular 



1. I 



Lisboa, 1C09, l. vn, e. ii (pas. 4U-417 da ed. do 16901; Miguel Lei- 
Uo (In Andrade, Miscellanea^ Lisboa, 1G29 [pag. 21-31 da ed. Ja Imp. 
Nacioijal, 1h67}; Antonio Ribeiro doa Sanctos, Anatyse et ì/tn alogica 
e grainmatieal doi primeiroi monum^tntos da lingua poriuguesa (no 
prospeclo inedito ja rcferido a pag. S9 conta entro os monuinoatoa 
cotnpretieodidos neata analyse. de que em 1836 aahìu parte no Jomal 
da Sociedade dot Amigot das Lettras: « ... 4°. Aa cantilenas uuo ee di- 
Sem cotnpoalas em ntemoria da tacanha do cavaUcìro G<iegtt) Ansur u ) ; 
3. Pi^dro Hibeiro, DisiertatÒe* ehronotogieas e eriticas sóbre a hisiona 
' jufUprudencia ecclesitutica e timi de Portvgal, t. 1, 1810, pua. 181; 
'^Hermann, Die làten Liederbiicher der Portugieien, Berlin, lti40, pag. 
_ 1: Alnielja Garrett, Oi Figueiredos ( RliulrafSo, jortial vniversS, 
, Liaboa. 18t>, pag. 02, KJ ) ; Costa e Silva, Ensaio biograpliicocritico 
'tóbre OS meViores poetas portugueses. t. I, 1850, pag. Ai-ll : Garrett, 
totnantieiro, t. I, 1%8, pag. 10-11; José QomeB Monteiro, Val-Dortcel, 
anda gallega (Retitta Peninsuiar, li, 1856, pag. 401-406); F. Wolf, 
^oben portugiesischer und catalaniscKer VoUttromamen, Vienna, 
SM, pia. 10; A. Hercnlano: Historia de Portugat, t. Ili, -2> od., Lis- 
boa, lt:l% pag. 181. nota; Wolf, Studien tur Geiehichte der apani- 
telmn und poytugieaischen Nationallileratur, Berlin, 1859. pag. 6^M; 
F. Diez. Ueber aie ersCe portuaiegische Kttnst-und Hofpoesxe, Bonn, 
LBttS, pug. 1-1; Amado» de Ioh Itioa, Hittoria critica de la literatvra 
agpanola, t. lil^ Uadrid, 1883, pag. 46^463; Alvaro Rodriguoii ile A^e- 
'Mo, Esboto crilieo-liUerario, Punchal. 16GS, pag. 74: Theophilo Bragn. 
"^ancioneiro popular colUgido da IradifSo, Coimbra, ien7, pag, WT-atì; 
lliveira MarUns, ThtopMo Braga eoo CaneiOTteiro e roninninro gè- 
rat porlu^is n (Bevista critica ite littei'atura moderna, n" 'i. Porto. 
'ìtéd, pag. $ì-dS I ; Piaheiro Cliagas. Historia de Portugal escripta se- 
undo o plano de F. Denis, t. 111. Lisboa (1869?). pag. 'JÌ-'M; Diez. 
'rammalik der romanisclum Sprachen, S* ed,, t I, Bonn, lìfji), pag. 99 
'91 ila trad. de A. Bracbel e G. Parìa, 1873] ; Theophilo Braga, Histo- 
Ha d/t litCeratvraportugitesa, IntrùductSo, Porto, 1870, pag, 1)4, 123: 
*' iiles l^nl, As jSuas Peninsulas fAmerica, III, Lisboa, 1871, p.Ttl. 
( Coin todas estas provas se ocliava instniido o prucetsso quando 
irreu ao ar. Tbeophilo Braga ialenlar a sua reviaao. Uni largo ca- 
pitalo das Epopeias da rata mosarabe (1871. pag. 173-307) encliem aa 
totemnia cerba acirca do a poema ou Canfio do FigutHral, sóbre 
quul nté boje » — jura o auclor, Sem se exceptuar e scin tainpouco 
.CQptuar oB moia — o a crìtica ainda nao tem dìelo acnào inepcioB ». 
In le [iz mente, o sea collega o ar. Adolpbo Coellio nem parece ter em 
.grande ci^nta o labor das recentea invesliga^des. nem aureditar inailo 
na authcnUcidade do monumento inoulcado. [Bibliographia critica de 
htiiuria t' lUteraiura, 1873, pag. 140). Morel-Fatlo, que, tracbindo do 
Cani'iontiiro e vomancetro geral do sr. Theopbilo Braga, vom a lem- 
brar as ulmmadaa reliqoiss da noeaa poesia primitiva, diz; « La va- 
leor de ces compositlons, quo certaiaa écrivaias poctugaia. et parmi 
eax l'uutimr de cetto collectLon, s'obslinent Ji regarder commn ks plus 
.ancieoB monumenta de leur poesie, a été apprcciéo par lUbeiro, Bel- 
lermana, F. Woir et «n&a M. Dii^x dont lea argumenls ptiilolugiques 
u)ni\rin6 l'opinion do aes prédécesueura. Il eet désormais acquis 
eoa divors poémes, dana leur forme actuelle du moina, ne ro- 
\if\.\\ pas au-delà du XVI° ou tout au plua do la fin du X.V'- siècle; 
'au»4ì usl-il aupBTftu d'eiamiaur lea argumenls par toeijuelB M. Braga 
.ebtrclia k réfuler lUlMiro ». (Aamonia, II, 1873, pag. 1^). Ao que 
uoKscoDta Gaatou Parìa aaquelle sea rapido diur, eelocilot jmmor- 



k; 



■ i 



e perfeito ', ao9 olhoa de Dii MÉril niifi passa de engenbosa 
chimera '. 

Na opiniSo do sr. A. Herculano, o cancioneiro do Collegio 
do8 Nobres 6 escripto numa eapecie de portuguéa littcrario e 
uBo falado : « Eu nSo sei ee Ihe dice algtima ve:; «ma idea 
maia estrambotica do que o gvarauoya do trovador ', e é qua o 



lalit: « Lea faits qoe K. Braga a rèania depnia, dans sea Epopeas 
àa raga mosarabe [Porto, 18711, oh. lY, poiu établir notammeat 
raathcnlicilé do la cbansoa du j'tgutitml, proavent untq\ieineDt )■ otia 
céUc cliaiisoD étail réeltemenV populnire aa svi* siócie, 2° que la lé- 

fende sur lai{uclle elle s'appuie est beaucoup plus ancieane. Ccst atiso- 
ument !o résultat auquel Wolf esl arrÌTÙ n. ] 

I HisCoire liuéraire ie let France aw qwatorjième HèeU. Di*- 
covri sur Vitat dea Ult>-es, par Victor Le Clerc. Discours sur l'état 
dei beaux-arU, par Ernest Renan. T. I, Paris, 1866, pag. 432-434. 

■ « ... le vleax franct^s se cootinuc, il est vral, dans le frantais 
moderno, dont tìen n'annoDce l'epuiBemont ; mais ponrtaot il ne s^ 
coatinuè qu'à travers une modiflcatian profonde, uoe véritable mine, 
line désnétude Brave qui a. son point d'arrCt au qiiin2iénie aiècle ». 
Li t tré, Étudg sur Adam, tnystiì-e (Journal aes Débats, 29 da 
agosto do 18.")ij; Histoire de la laitgtie (rantaise, 18D3, t. II', pag. 76). 
— « MalheiireuSBinent, co francais primorìiial est un mythe trés io- 
génìeui, mais parfbiteraent chimérique ; les plus visus manoscrita 
n'en conlienneat pas le moindre Écuantilloo, S'ìl ontrait dana une 
Ielle hypolhèoe une parcelle quelconquo de vértté, en so rapprochtint 
da tierceau do la langne, od rcmontent h uae epoque plus reculde, les 
teites devlondraioot plus corrncla et plus pura, et, au contraire, «ux 
qui dÉpassent les premiòres aoDi^es du XII" siécle prenneiit des formes 
leltement irrégulières qu'on no lea comprend plus que par conjCctuN, 
et lea plus vieux aoat prècisiìniant les plus iotormes et Ics plus la- 
tìns.-.. A déraut de faila. un syat^me liistoriqua devrait ati moia* 
s'appnyer sur des Trolsamblaaces, dea analogica, un ensemble quel- 
eonque de raisonnementa, et celui-ci va fi l'oDconlre memo de la le- 
none et du poasible u, D n M é r i 1 , Floire et Blanceflor, poiméi dm 
XIII' siéele, Introduction, 1856, pag. eciii-cciiv. 

'[Vive Dona! A palavra guareaya, enigma oté ao tempo do ar, 
Varnhagen, de A. Herculano, de Bcllermann, de Wolf, Friderico Diec, 
Mnssaila e Grilxmacher, deiiou de o scr do sr. Tbeophilo Braga para tà. 
Eia aqui tomoa a reTelacào : n A origem da palavra guartiaj/a encontn- 
ae no vetho trancés frrois e nair, que ambos sìgnificam a cdr einuota, 
oue veiu a servir de nome a urna vestimenta, corno o birretumt tttt 
aia a aigniflcar o barrete ou gorra. No Roman de la J^OW 
63) encontra-se graie em logar do moderno gris, do meiUO 
IO poema do Sir TiHstrem, oonhocido na cirte da D, Dillli> 
n ambosoa svnonymos.,.. Segando Du MérìI ( Poés. scatti., 
<• designava loda e quaiquer cor que serve pura eofeilar..., 
d'estes factoa comprehendo-so corno do grisetim e rari*». 

Sola attrac(5o dos dous nrro e ao mesmo tempo pela ana eIt(M^ 
inaria lendeocia metathclica e pelaa fùrmas franccsas e ÌDgleaas d* 
graie e eair, se chegou a formar a palavra guarcayit do Canciot»rfftì 
da Ajuiìa. n Havcr por vis guarvaya ■ é urna imagem poetica, par* 
dizer que nào conseguiu dei\ar as veslea de tristeza, e encerra tam- 



vormelha, v 
(t. 5Vt e B 
modo qoe i; 
ao em pregai 
p. 27f) mi 



J 



.CKiicioneiro nSo è escripto em portupués, iato &, no portuguèe 



bem o Bymbnln ecandlnavo. francita a angin-nnrinimd'i, i]a adopfJìo, que 
ve Tcpri-SRtilHva pelo manto, que se exprimla jiel» phrase de outrcm 
Momas: mis ious (« drap, ou tomo em Philjppo de Moiiskcs: par- 
■iksfìous le manfiff u' — A eonctufiSo é pssmosa: «A pnlavra gwtf- 
vai/a, quo para o 8r. Herculana ura simpleeniente estrani botica, en- 
Cerra nma Immensa lui sòbre as oHgena traucesaa do cyelo poetico 
de D. AfTonsfl m, de que tinhamos jA um documento na palavra 
mne-lige B. ITheoria ila historia da ìitteratura portvgueaa. Porto, 
1872. pag, 57-69. ) 

Recoahe^ que depois da influencla do Cj'Clo greco- romano na poe- 
.ria portu^esa, damonstraJa pelo ar. T, Braga com as decimas do fimo 
■da Cùtovxa (Hiitùria dn poesia popular pofiuguesa, 18G7, pag. 168), 
^3o d licito revocar cm duvida a innuencia doa cyclos. J& a etyDialogia 
ids guardava se me iiSo affigura entretaalo reunir as mesmas condita 
{le genuioiaade incontrasi ave 1 ; e, se n liavcr por vòa guarvaya» signi- 
fica que ■ nSo conseguiu dniiar as vestes de triateza », codi o soccorro 
da linma dos trovèèren — troveiros, comò dìi Garrett — , e som mais 
traballio que o de versar o Glossario de Burgay ou a Chrestontathta 
do (rancia antigù de Bartsch, outras eiplicafòes se podcm propor, 
soguado as quaes a mysierlosa palavra signiHqne, 4 escoiha: n bavcr 
eu por vòs proveito » (dr guaiti, icaing, ftanho), vestimenta {gambais), 
pezar {grevattee, agrevance), cncargos (graverens), sftile {guersai], 
oa nnalmento «navtiT eu por y6b de sur garu>al n, isto é, lobishomem: 
«xplicac^es com as quses, se me nfio Illude eicessivanient« o amor 
paterno, Bo n£o vira a pareccr menos darà a •.--■-- 



No n 









"mff 



! Itia y r 



ayT] 



D'aver cu por tos guarvBfS ; 
Pale eu mfa SehoT d'alfaya, 
Nunc» de v6b ouvo, nen ey 
VklÌB d'tiB correa. 

(Tronti t cantarli, fag. 9 



SJ 



Offcrcce alguma difficuldade a leitura do verso que cometa a sa- 
lda copia, leitura qut' nito é lAlvez oulra senSo a d'aquelle verso 
Marlin Pedroielos ( Padrojspllos, segundo Woir, Stwdien, p. 70i) na 
WDcio publieada pelo sr. barilo de Porto-Seguro [ Cancioneirinho A« 
trovai antigas, Vienna, ed. de 1873, pag. lxkiviii): k Y e" [éT] raeu 
■tmig' ajr I H. sr. Theophilo Braga ohviou a dìfflculdade tranacreven- 
'- : K mia S«fior, d^ì aqutl dia, o que nSo importa les^ maior mie a 
__ rhvma. Comtudo a sua IntroduefSo à Bùtoria da ìitteratura (iffJO, 
pag. u3 ) dft Bstlm detlnlJa a aniìga cxpleliva ny : « O gatleziano em- 
(rega acintcmente a expleliva ai. a nravia emprega a expletiva ey ; 
wnbos as cxplctivas na sua pronuncia(3o correspondem à contra- 
C(3o do artigo oc e oÌl, NSo è iato nma mera hypothcse: j& deixà- 
mos indicodos OS Tuctos. Quom primelro flrmou eala deacolràrta e6m 
•% auctorìdade do seu nome, toi o erudito Antonio Bibeiro doa Sanctoss. 
'Falta-me o trabalbo em que a descoberta se firmou: sor& provavel- 
.mcnlfl D escripto inUtulado Dos mais ntttigos monumentos da poesia 
■fortugutsa nos seeulos XII « XIII, couiecado a inserir num pe- 
lìodico ophemnro que nfio pude ver. Que o visse, ainda assim dffll- 
tilmeato acrcditona que A. Ribeiro dos Sanctos chamo ia dosigna- 
f3«H oc e oil artigOB. Ninguem ignora quo ess<>B numes corresponiliam 
•^' differeates modoa de aSlrmacào nas linguaa do meio-dia e ilo 



i certa lingrua immocel, convencioaal e pura- 






Dortc da Franca. Pudem ler-se em Diez ou ItaynouarJ ( Pùé$U dtt 
trouàadouys, pag. ISl da trad. tr.; Choix dei poésiei originalta. IV. 
p&g. 2U ) e até, i[i co rrectisBJma mente verliJoa do franc^B palo sr. 
Theophìlo Braga noa Trovadorea gaUecio-^oHugueaes. 18/1, pa^. 15, 
estes versos da airvente de Bernardo d'Auriac, •vxcitando a expedicSo 
d« Carlos de Valoia contra Fedro li de AragSo, convoDCÌdo de com- 
plicidade DO drama das Vesperas siciliaiias: 

Qu'eru ubraa Araguneiì 

Qui non tr&ncfs. 

E 'l8 Calala wtrec cortes 
Vaynn laa floni, flora a'oarada semenaa, 

Bt ttuiinin dire per tn^o 
Otl et tienfl un luec d'or et de no. 

Analogameote « lingua do si u era a italiana, ou, comò no verso 
da imprecacào afibre a morte do conde limolino, verso i)ue so torna 
a encoQtrar em Petrarca, a lingua delle genti 

Del bel paese là dove 1 ai auoiik. 

) sabo isto petoa livros de pliilologia ( Du Cangie, Gtoi- 
,-..-..., a, ■. Lingìta: Schweiglt^uaer, De la négalion dam Ut 
lattgues romanes du midi et du nord de la France, 1853, pag. 3S. 
Diaz, ItUroduction ù la Grammaire, Tersio de G. Pnris, pag. 139: 
Burguy, Grammaire de la languì doU, II', 809: Bracliet, Gram- 
maire historique, pag. tì ), de nec^Bsìdade o ha de sabcr (lelos livnw 
do criUca ou de liiBlorìa litterarìa ( Delécluze, Dante Alighieri ov la 
poéìie amoùreuse, I, 1^1, paa. 91: Patin, Mélanges de lilUraUire, 
1810, pag. 183: Diez, La Poesie des iroìtùadours, 1815. pag. 6: Villa- 
main, Tableau de la littirature au moyen ftoa, od. de 1SIS5, t. I, ^1. 
Vem cm obras tiio veriadas pelo sr. Tlieopbìro Braga corno é o Romnii- 
cero de Duran (t. I, 3' ed. da Bivadeneyra, 1859, pag. l). Eatk no 
tractado De bulgari eloguentia de Dante (I. i, cap. vui, segundo Diai): 
« Aia aa, aia Oli, aiti al afirmando loquuntar, ut pula Hiffanl, 
Franri et Latini u [Gaston Puris e A. Bracbct leem et Itali]. B a 
ar. Theopliilo Braga, que compiUeou o traciaJo, qae o cita a pag. 96, 
descaì em diier na ìfùtcria dapoitjtia jioputai' (lSo7, pag. 5]; ■ O arligo 
é a trans [ormarlo do pronome : fot o seu uao immoJeraJo qua deu o 
nome Aa llnguos modernas: lingua d'oc, lingua A'oil, lingua do ti, UngU 
de yoD. No Dinionario de Fr. Dnningòs Vieira (I, """ — "' 
repate -. « A jmporLancia do artigo nas linguaa 
Lingua A'Oc, lingua A'Qii, lingua do Si, lingua < 
goac^o do provenfal, do francòs, do italiano, do allem^o, aeguodo 
aeus differenles artigos i> I E advertido pelo ar. Adolplio Coelbo, n» 
no Carnai Utterariù (n°20, ontubro de ISM), pag. 131) Ihe dilla: a n- 
rece em boa logica que no periodo extractado do diccionario ae inclW 
o allomio era o numero das linguai romanicaa ; a confusio nSa Adi 
' aduiirar da parta de quem toma o advcrbio de alBtmacùo d'euaa lia- 
guaa pelo arligo n: fraternalmenta advcrlido, torna a escri^Ter na Bit' 
torta da litteralura portuguesa ( Trttroducctlo. ISrO ) qua as explsti- 
vas at e e]/ 1 correspondem & contracfSo do artigo oc e oit ȓ 

Pudleul tee plus granda darci ne aont pia les pluB flati 

Poitscriptum. Na Reoue critìgue d'histoire et de littiralurt d* 
23 de novenibro de 1873, Uaston Paria, fatando dos cita^ea do ar. TtMO- 
pbito Braga, diz: « Malbeureusement lei ausai le manque de crillqt* 



jBimeiiM: 
) Ya : tal era a dW' 



mente lìtteraria» '. O sr. V&rnfaagen, «sem dcisar de acatar 
I tio enorme auctorìdade », dissente d'està opiaillo ', cujo fun- 

d&mento parece tambem duvidoso a Diez, posto n3o conhe^a as 
^ raxOeB que a justiflcam '. É verdade que a idea de Helfferich, 



I 



se fait parfoia sititir: la philolope notamment parali 8tre le cAté faiblc 
de l'suMur. L'cxplicatìon qu'il propose ( p. 56-07 ) du mot guartaya 
«et iDBdmIseible \graU n'est pas francais et ne bo troupe paa aux 
vers ciUa dn Roman de la Bose ) n. De fello, basta abrir, na pro- 

Sria pagina indicada pelo nosso critico, o livro de Dn Méril, tonte 
e loda a sua enidi^So neate a^sampto, para verificar o erro da 
affinnativa: « Cbnac«r a. trodait le ratr qm se présente si sonvent 
dene le Romans Ae la Rose par graU, ms, v. 546, 863, eie. » (Hi*- 
taire de la poesie scattdinat>e, ProUgomènes, Paris, 1839, p. 277 ]. Na 
tbese do ■Mnìnente proressor o termo e os veraos da traducflBo inglesa 
foram, um tanto eitranbamente, confuodidos com os do originali 

Tomoa o ar. Tbeophiio Uràfia em consMerafào as palavras de G. 
Paris, ao reestampar cm 187S, corno Introducftla ao Thesouro da lin- 
gua portuguesa, o escripto qne em 18J2 Ibe servirà para diaserlacitcì de 
coneurso? N5o; pagou-ao coni additar aos loRares j4 transcriptos doua 
lextos que provam, por um lado, que « os bm^cses usavam roapas 
bordodas de cair e de gris, iato é, de pelics de eaquiloB o de animaes 
eeIvRgens on de ampliiblosn, e por outro que o sentido de vaire, bri- 
Ibante, dos pocmns francaes 4 a mesmo qne o da cnntSo portuguesa. 
(pRg. ccixxi). Ha nada mais concludenln? Sendo anir e grts as pelles 
dos esquilos: eigiiillcaodo oairó o mesmo que brilhante, e vair loda 
» qnalquT cAr que serve para enieitar, ó clsrìssiroo. e compre hende-se 
logo pela Torga da teniiencia metatbetiea. que n haver por vàa guar- 
~~ian quor dizer que nfio conseijuiu deixar as vesles do tristoia, e 
erra lamtMin o symbolo scandinavo, da adopero, que se reprcsen- 
B pelo manto, qui> se ciprimia pela pbrase. eie. Com razoes n3o 
[lOB obvtas se explica em Molière a inudex ila lllba de Oèronte. 
E nito ha de um honi<?ni compadecer-se da penuria intcUeclual do 
Alexandre Horculano, para quom a palavra guarnaya era « simples- 
'nente » estrambotica T ] 



BM die« .. __ _ __, , 

« A minha opiniSo 6 que esto cancionniro se nXo pòde rigoroBamente 
■ dizer escrìpto fra portugufis, mas sim numa espccie de lingua, oa 
a anles dialocto gailìxiano, que parece sTvir para estas compusicdee 
a mnia ou monos lyricss, comò o caslelhano servia para a poesia nar- 
a rativa b, Amador db los Bios, Historia crUica de la tUeratura 
. t. ni, MB.Irid. Ifie3, pag. 465, nota. Veja Nevca e Cai^ 
«Iho. Noticia de alguna tronadores jiortugveies e gallego^ no» pri- 
— '—f serulos da monarchia, e de swts poesia» consideradas corno 
Ito de progreiso e aperfeifioamenlv na littgua nacionat (O Pa- 
in, 1811, pag. 272): e cf. C. da Tourloulon, La a Chirurgie a 
WAlbucasis I Reiyue dea tangues romanes, t. I, Montpellier, 1870, 
W- 0-7J. 

• Troeat e 
aroBaT>elmeMe, n i 
147. Madrid, 1810. 

I U-!ber die ersle portugiesische Kunst-und Bofpoesie, pag. 108. 



Buspeitando nos Praginfntos publìcttdos por Carlos Stuart i 
fiuctor francfis ' tampouco Ihe pnrece mnis plausivel '- 



ischi! und engliiche i 



* a Ss a sua plirun poderìn TazQr duviiia ger o uu auctor dosso l_ 
eional, ou gallega, aasàB se Collis aer portueuè^> mencinDando torma 
de Pnrtugal ». J. Fedro Ribeiro, lìe/tej^es philologicas.CoMbT\, 
1835, pn«. 16. — n Eu tioVia cscrìpto neutro Incnr. ... queo poeta ou Uo- 
yador porLuguGs, aa:;lor da lobredicla co11cC(;bo, ou ao menoa da maior 
e mais prìncipal parte d'ella, eom bom fundatnento se podia auppor do 

tempo de eirei D. Sanclio I de Portugal — Fora <la patria fui en- 

coDtrar um eiemplar da publìca^ào Stuart, Uve occasiùo e tempo de 
dedicar-mo ao esEudo d'esut prìmoroao docomento do noasa lìtleratnra. 
e nia tne serviu pouco o tracio e ubo da liniiua (ranceaa, qua entAo 
ine rod"nvB, para entrar nalj^ns doa enignias d'aquelLe dialecto de 
650 aunos jA passadoa: idioma mixto e composto, comò o do todoa 
08 poeiua da eaehola provencal, de variaa lioipiaa, portuguesa e gal- 
lega, latina. Italiana r> francesa, À [orca de tentatlvas repetidas, de- 
poia de confrontar com o texto do cancionciro os trovadores conlem- 

SorancoH, e ob poucos <>BcrìpIoreB portuRiieaes e extrangeiros em Ti^lgat 
'aqunlla edade ou a olla proxìmos, tenbo coneoguiao, com rariasi- 
maa exc?p<;òo3, dar sentilo corrent'' As Guas troves, O prazer. eenbo- 
rea, que d'està eapccìe ile deaciibrimealos resulta ao eetudioso, vòa o 

Eodcis e aabelB apreciar. STtan^jo quo. depois de atraveasar ceo- 
^nares de legna? do matns vii'gens no Brazit, cliega a deacobrìr 
\eio do metal precioso que busca : o viajante i^ue naa paragens lon- 
ginquua atina com o locai quasi anagado daa cidades quo pereeemu 
na Torapem do tnmpo ; o matliematico que cbegou a resolver o intri- 
cado problema, nfio teem mais dìreito a comprazer-sc de sua boa 
fortuna do que o curìoBO lltterato que pòde rocuar os limites da for- 
macilu reRulor dn lingua portuguBsa quasi dona aecaloa atr&s do asti 
supposto nascimento m. Nevese Carvalbo, Proposta para a ini- 
presxSo do oniigo Cancioneiro do exfincto ColUijio dot Nobres {Actat 
ibu lestJiei da Academia dos Sciettcias de Lisboa, t. I, 1849, nag. 4B, 
51), — Vejft Baynouard, Grammaire comparée dea langues de l Europ* 
latine, dans leura rapporti atee la ìangue des troubadours, Pans, 
1851, pon- «.r-XLii ; Bnllermann, Die alten Liederbùcher der Port»- 
giesen, Berlin, 1S40, pag. 0: Cunha Rivara, Cancioneiro do CoUégit 
dos Kobres (Panorama, 1842, pag. 40(i-107): Diez, Ueber die tnU por- 
tugieiische Kunsiund Hofgoeiit, Bonn, 1863, pag. 1(M-109: Bar«t, JM 
Troubadours et letir infiuence tur la littérature du midi de l'Svrop», 
S- ed-, Paris, 18U7, pa?. 196-197 : Adnlplio Coelho, Sibre a linfHM- 
gsm dot cancioneiros (Jomal iìtterario, I, Coirabra, 1860, pag. fi7); 
Theoptiilo Braga, Trovadores gallecio-vortugueses. Porto, 1871. pag. StHtt. 
E consulte Wolf, Studiai mr Oesckiehte der spanischen und vor- 
tugietisehen Hatiottallileratur, Berlin, 1859, pag. 700-714; GrUimaóher, 
Zvr gallicischen Liederpoesie ( Jahrbvch /W romanische una «■■ 
gliiche Literatur, VI, Leipzig. 1805, pag. Sol-3III. No inesmo vohiiiw. 
pag. 21!S-330, MusBBflB, (j = e im Altportugiesischen, s>'ibre a tòma 
eha das Trovai e cantare*. osBumptn do magro artìguinho do sr. Adol- 
pbo Coelho na Rivista di filologia romama. toI. I, Imola, 1873, pag. 
139-133^: Adnlplio Coelho, Eatudos sóbre os caneiotteiros portvj/itttt 
(Jomal litlerario, I, 1860, pag. 41, 81, 89); Canello, fi prof. Federigo 
Diei e la filologia romama nel nostro steolo, Fiorenza, IWl, pag. 
25.27; r F. A. de V. [barao do Porto-Soguro), Candoneirinho de trmai 
antigas coUigidas àe um grande cancioneiro da kibliothica do FON- 



Basta. N9o a gutaijse iudeclinavol dever de justìca, e por 
melhor quo discorrer tivera a penna retraliir-se. 

Impordoavel temeridade por certo, se, para responder ao 

• ET. Adolpho Coeìho, me proposesse ft apologia da HistoHa, de 

Portugal e o panegirico das excepcionaes faculdades do seu 

auctor, ime frappée à l'antiqw margue, diria Miguel Montaigne. 

NSo o ha mister o grande peosador. 

Ideaa desatadaa aflbre um poncto de debate, as prcsentos 
palavras teem apenas a Bigniflcacfio de protasto, nem outra 
Ihea podia dar, humllde espectador na longa comedia das Ict- 
tras, pela natureza daa auas npplica^Oes quasi extraalio a taes 
estudos, o auctor d'estas pa^inas- 

f, simples a sua fé. Morrcru nella, ropetindo em toe bai- 
xa: Credo. Aos infiein, que niio a olle, diga algum dia a 
eouBcieiicia publica, forcando-os a inclinnrem-se corno o sicam- 
bro conTertido! 

Onorate 1' altieauua poeta- 
si. BCj/mologiat absurdai e ridicftUs do dicciomrio do tr. D. 
Jeté de lacerda. — « ... Que nSo inveatou etymologias, e eo lì- 
mitou a copiar as de Constaacio a, dice V. Ex-, e justamente o 
dice. 

Alguma idea, ainita perfunctoria, do diocionario de Cons- 
tancio ; alguma noticia, embora euperficiat, da liistoria do dic- 
cionarìo do sr. D. José vie Lacerda, sobrarìam a convencer 
d'enta singcla verdade. F.ntretaDto o sr. Adolpho Coelho, que 
se doclarou inimigo dos ponctos de admira^So, pira deante d'ella 
em excusndas admira^Oes: « È curioso o modo por que pretende 
dtìfender o sr, D. José de Lacerda das mintaas imputacOes, U- 
rando-lhe o merito da originai idade, roduzindo-o às coQdi^Oea 
do copista de iuepcias, que, na incapacidade de as reconhecer, 
auctoriia com o seu nome*. (Pag. Q.) 

0» commentarioa do follieto nSo alteram em nada a siii)- 
plicidade doa factoa. Em 185S, comò se tractasse de effuctuar 



eano, Tlenna, ed. de 1S73: Monaci. Canti antichi pùrtogh«n traili dal 
eodiee Valicano 48i)3 ( « Per le noizo del conie I.uigi Manicni colta 
eonlcaaa Fraoceaca Anaiilei n), Imola, 1973'. Paulo Merer, Romania, I, 
PariB, 1872, pag. 119-133 ; II, 1873, pag. 365. ] 



^ 



nova edifiEo do diccìonario de F&rìa, occorreu ao editor intro- 
diizir nAquetla vasta feira da ladra da lingua portuguesa al- 
luma ordem, commettendo no sr. D. José de Lacerda o en- 
cargo de rcver e abbreviar a obra. Expungidos os nomea 
geogrnpbicos, e os de historia e mythologia, com que o corpo 
do famoso aMrto anonyno tinha chegado a avolumar, a primi- 
Hva parte glosaologica, que era de Constancio, veiu e, remanecer 
por intetro, com as suag originaes etymologias, ornamentadas 
estSB, aqui, alli, dos erros de copia e de jmpressfio accrescJdos 
em todo o discurso e através de todos os accidentes da viagem 
— urna viagem de quatro edijOes. 

Puro esgrimir em sécco & logo imputar ao sr. D. José de 
Lacerda as etymologias de Constancio : « Este objecto, qne 
devia constituir a parte mais scientifica de um diccìonario, 
foi tractado pelo auctor de um modo que nos faz lembrar «s 
etymologias de Perion, Swift e o padre Bacellar». E ainda 
depoia: n Accresce ntaremos que este laborioso academieo ma- 
nifesta urna forte tendencia pelo maravilhoso em etjmologìa, e 
deriva frequentemente pslavras gregas, latinas, etc, de radi- 
cses egypcioB, tendencia que vem sem duvida de se ter inspi- 
rado de Court Gehelin [Court de Géhelin] e outros philologos 
do seeulo paasado, que a sciencia fez esquecero. 

D. Francisco de S. Luis {hstiluto, voi. X, p. 43-44), o 
auctor do ffwM'o da lingua portuguaa, Oilorico Mendes na tra- 
duc^Bo de Virgilio (ed. de 1858, pag. 508) e Augusto Jal no 
Qlossaire navligM apodam com discreta moderacSo algumas das 
etymologias de Constancio. Nem todos , porfim , terSo atten- 
tado na Adeertencia preliminar do diccìonario, onde o auctor, 
declarando que procurfira no grego , no persa , sansltrito , 
celtica e teutonico as raizes que o latina Ihe nSo deu, acoda 
a ponderar que, quando refere um radicai a està oti aquella 
lingua, nem sempre eaCende qite Sella veiu direclamenle, ma* ti 
indUa idioma em que se enconlra a terdadeira significacSo Joi 
elemenlos do termo. « Muitas vezes — diz, filando do coptico — 
3Ó Denta lingua antiquissima e toda formada de radicaes al- 
gniflcatìvos monosyllabicos ou mui cuftos, e sem inflexOes pro- 
priamente dictas, encontrei o verdadeiro sentido dos termos 
que em grego nfio admittem deeomposicSo e eiprimem idea* 
complexas ». 



E aqui mais comraummente desperta a incredulidade. Teve 
Conetancìo presentes os trabalhos de Quatremère e Champollìon 
O mogo, OS leiicons de Peyron e Tattam, ou acaeo nos vende 
por factoB vcriRcados os seus repeotes e inven^Oes, e s&a todos 
aquelles garfoa de radicaes eg^pcìoa urna proloDgada zombarìa? 

Como quer que està duvida ne haja de resolver, o Novo 
Diecionario critico e nti/mologico, apezar das auas aventurosaB ■ 
sfitrmativas, da» sua» venialidades e imperrei^Oes, dos seu^ erros 
manifestos, é ainda di»no de aer considerado entre oa trabalhos 
qua um antico diria merecedorea de cyprcste e cedro. 

Posaiiiu o auctor a aciencia do aeu tempo. Henrique e 
Boberto Eatienne, Vossio e Roquefort, Court de GÉbelin e 
Home Tooke, Silvestre de Sacy e oa doua Schlegels Ihe foram 
egualmente familiare^ ; mas, iavocaudo-OB por meatres, nem 
sempre os acompanhou servilmente. Verdadeiro fundador dos 
estudos ctymologicoa em Fortumi, raa^ou afouto o caminbo 
is indapaeaes antes d'elle apenas tentadas por Duarte NunCH 
• Blutcau. Primeiro que nenhum outro entre nòe , bu.scou 
determinar a oripcm e predicados das desinencias da nossa 
lingua, a naturcza e valor doa seu.t preSxos e sufflsoa. No 
esame genealogico das palavra.-f nflo se limitou em appor o 
Tocabiilo da lingua matriz ao vocabulo nacional < : analjsou-o; 
sntendeu fazer-nos conhocida a signiftcacflo dos n gruppoa phoni- 
■eoa », dos elementos aasim invariaveia comò accidentaea a que 
iflaria hoje o nome de themaa e afliios, estabelecendo miuda- 
mentc, Cora Bopp e Egger, com Regnier e Curtius, as particu- 
lares differon^as de radicai a raiz, e de detinauia n terminafUo. 

Das combinagfies philologicaa do seu diccionario larga parte 
Ihe é propria. Perdéra-se a rela^So de vocabulos derivados 



■ Le ilielionnairo qui, au. mot rivai, ajontera poar racine le mot 
rieaiù, no m'apprend rien, s'il ne m'expUque eommenl lea lar 
mni Intins et les jurìsconaultes romains app«lai«nt rtvalis Ub 
rlverains ini se partasaaienl, et souveot bo diiputaient un ruit- 

polir arroser leura prés, et comment co mot a pria de Ih un sbds 

loial. éloigné dn termo primitif. Il un i?et de mSme de preaqu? tous les 
'ots. Dire (|aB itéHrer vicnt de <Uitiderare, et contidirer de eannd«- 
ir«, calamiti di ealamita», admirer de mirare, e'est preiijue nu rinn 
b; c'nat trarlnlre un chiffto par un autre cbiffre, Jt moins d'fntrer 
i8 l'explicntlon memo du terme étranger imporle par nona b. DìcHoh- 
,_ ire da l'AcaAémi» Franffaisc. Simimt éditlon, ^iblUetn 1385. Pri- 
fae* (por Villeuuh), pag. xxiv. 



& 



do grego que André de Resende chegou a collìgir '. A me- 
moria s6brc origeag orientaes ' de paiavraa portuguesae , lida 
em 1788 por Jofio Guilherme Cliriatiano Muller ', e o Eruiic de' 
»m indice das palavras, adaffios, dictos, sentencas, anexitis t phratet 
que a lingua portuguesa tiro% da ffrega sem pastarem pelo intermedio 
da Ialina *, offarecido em 1820 por Fr. Fortunato de S. Boaveo- 



< ■ Assim deixou escripto no liv. i dos qualro qne eBcreven da 
Antiguitatibus Luti'anice, odifào de Evora por Andre de Bur^ (1093), 
ibi. i(8 : e é bem para Heotir que sa perdessem cstes prRCioaos tra- 
balhoa, qno, t'ìloa por inùo tSo habii, mo dispoQBarìain de ontro tìr 
miibanle quo teabo emprehendido ». Fb. Fortonato db S, Ba^fXK- 
TDRi, Do cottelo, frogreasos e deeadencia da litteratuya g>-ega «« 
Por^gal dts^e o eitabelecimento da monarchia, até ao reinddo 4e 
tr. D. José I { Hi3loria e Memoriai da Academia Ji. daa Seieneias 
de Lisboa, t. VUI, parte I, lBa3. pag. 31). 

a Ca qu'on entendait par co dornier mot [lanaues orienteles], aa 
encemenl du si^Ie, c'etaient Ica languee aémitiquea, le turo et la 
peraaa. On aavait tuutefoia, grAce aui publìcutìoas de la Sociéló aaia- 
tìque de Calcutta et aux livree de quelques miBsioanaires cu voya^urs, 
qu il 8'ctait cpnsorvé dans l'Inde un ìdiome aacré dont l'antiquitè d6pas- 
sait, disait-oR, l'Alfe de toutes les langues eoo nues just ju'alors u, Miodsl 
Br&al, Introduetion à la Grammaire eomparée des languei indo- 
«uropéennes de M. Fr. Bopp. Extrait du tome premier. Paria, 1860, 
pag. x- 

3 a Ja nesso tempo o sr. Fr. Joào de Suusa bavia coucluido a 
apresontado o Lexicon ett/mologico das palavras e nomea portttgue- 
ses qwe teem origetn arabiga ; maa o sr. MùIler nào aù exteadea a 
iikdaKatfio das mesmas orìgens a outras lin^as orientaoa que egual- 
mente ooncorrsram para formar o nosso idioma, maa, ouaando eon- 
frontar os aeue catudoa na lingua arabiga com 03 d'aquille Babio 
affatico, notou discretamente no excniplar do Lexicon que consairan 
em seu poder alguns paasoa d'eata obra quo llie pareceram dignoa OS 
illustra^àQ ou emenda u. AiugÀo Morato, Elogio hislorico de JoSg 
Gtfilherme Christiana Muller ( Hietoria e Memorias da Acadtmia, 
t. IV, parte u, 1816. pag. liv ). 

' Urna carta cstampada pelo sr. marquès de Resende em addita- 
menlo à Memoria hislorica de D. Fr. Francisco de S. Lui* SaraiiM 
{ Lisboa, 18l>4 ) fala de um Glossario de vocabulos lalino-gregos, tia- 
balbo niio sei se o mesmo, se diverso do qua anda mencionado na 
lista dos inedllos do cardisi sob o titulo Glossario dos vocabulos da 
lingua eulgar portuguesa derivados do grego : ' Taoibom concorda 
am quanto à vinda e realdencia dos gregus na Lusttania e Gallila, e 
esle objecto tractel su com a possivel clareza e exteneào ; porqus qua- 
rta fazer d'elle objectii de urna intradac;ào ao Glossario de DocaMlir 
tatino-gregos que linha prompto para a ìmpressno, quando ou lÀ 
Unba dinheiro para o imprimir. e que agora toni sofTrido correMni 
e additamenloB, quando eu nSo tenìio senflo momontos sabsceaHiW 
em quo possa aperfei^oar oste trabaiho para o deixar nSo sei aqnaitt». 
(Pag. lliU), O apooctamento inserto a pa«. 168-170 di ìletnoria nltn 
mais a existencia de um manuscripto. affi agora inedito, do auctordt 
IHagnosis lypographica : a Em assemblea de li do novembre de UÉB 
oneraci alnda mais k Academia a Grammatica da lingua grega do pfeON 



I 



tura, estavam eutao e continuam a jazer ineditoa nos archivos 
da Acailemia. Para as ori^ens arabicaa, sim, se Ihe faltou, coma 
SOB falta, a ColUcfio di tocabulot adoptados em porluguls gw 
dtscendrm das linguai arabe e pena, com auoi eij/mologias e 
tignificafùes ]irimtCiva3, de Fr. Manuel Rebello ', teve Constancio 
a obra de Fr, Joiio de Sousa, u um de cujos addìtadorea, Vt. 
José de Sancto Antonio Moura, tomou, entre outras, a etimologia 
do verbo lidar, taxada de suspeita pelo sr. Adolpho Coolho. 
Gloriosos de lodo o saber que nos vem do extranbos, nSo 
-desdenhemo8 o trabaiho d'aquelle ouaado iniciador. Moteja- 
vam-se bontem as et^oioiogìoa de Constancio, comò o elegante 
rbetor latino motejava as do aeu tempo em Granìo, em Elio 
e no proprio Varrfio '. Hoje é Scbleicher, é Corsaen, é Littré, 
é Curtius quem vem pOr fia de Max Milller a nota de esparias, 
labeu com que outros marcarSo as de Diez e Littré, e assim 

A despeito do todos os progressos realizsdos, ha aiuda multo 
de conjoctural e arbitrario ncsta presumpgosa disciplina a que 
cham&mos sciencia etjmologica — da qual se diz que so avaiia 
pela lucia e pela audacia * , e a que é cedo para deferirroos o 
nobre titulo de eciencia da vetd&de '. 



Cnslodio José de Oliveira, quo foi o seguado prafosaor il'fsla lingua no 
Beai CoUef^o doa Nobrcs, ma. em tot., autographo que estava proinpto 
para a impreasòo no tempo da vida de squ auclor, mas nSo chcgou 
a vir & lu2 ». 

t ■ CoinpAs Ulna grammatica para se apprender a lingua arabe : e fez 
orna colleccao de vocabulos portugueses do OTigem arabe: estua obraa, 
pela vasUasinia eruditSo com qu<! foram eecriptas , eiced'^m multo &s 
que jà poBsuiamos no mesmo fonerò a. Antokio Ca£t*no Pkreiiii., 
ttoticia triographica de Fr. Manuel RebeVo dn Silna (Actas das setsTSes 
da Aeaikmta,l. I, Lisboa, 1810, pag. 'jaO). — Diccionario bibliographic9 
portugait, t, VI, pag. 90. 



• De InsHlutione oratoria, 1. i, oap. vi. 

* a ... car la adeoce dont il s'agit, laisae, partieulièrerosnl dana 
sei parties trantoendant^s, un ehamp bien larga aux hypothèsea, aut 
doutèa, et dAa-lori f> la oontrodictinn: je dia plus, elle ne pent avan- 
e«r que par l'audace et par la lutte ». DupbkOiICH, A Monsieur L. 
Set^tvr, profeiseui- A la FacuUé dei lettre* de Dijort (Recherehés mr 
l'origine dee nonts do nombre japhétigues el simitiques, Gioisen, ISSI, 
pag. Y-vi). 

' « ... elicere dallo studio dei vocaboli le numerose verità Istori- 
elie, etnograQcfae e fllosoflcbe, dalla cai Moverta sembrava un presen- 
timento notevole l'antico nome di tale iadagloe: Btymologia, quasi 



^ 



Das incertezas que a einpecem seja esemplo urna palavra, 
urna tomada acaao, a ultima na lista dea que o ar. Adolpho 
Coelho rejeita ao dicciortario do ar. D. José de Lacerda — a pala- 
vra papagaio, que Conatancio nota corno voz americana, n A pa- 
lavra papagaio, que se encootra nos mais antigos trovadores e 
no Canctoneiro de D. Dinis, é dada no Diecionario comò de 
orì^m americana. Um pequeno co nli e ci mento da historia da ave 
e do seu nome evitarla este erro o- Ora em 183G Conatancio nlo 
podia, salvo se recorresse ao codice existent« em Roma, ser- 
vir-se do cancioneiro, ou haver noticia da fotlor ben talhad» 
do rei trovador: 



ElB tragiti Ds mSa 
HO pap*g»y mui fromopo 
CanUado muy aaboroHo 
Cu entrava o verSo ' . 

E nem cntSo Ihe baataria « um pequeno conhecimento da 
historia da ave e do seu nome n ; antea, que deavairadoa pa- 
receres ainda agora 1 que eneontrndas hypotheses sObrc a 
origem do nome de uma ave vulgar 1 



Sfosixione del vero n. Ascoli, Stu^ orientali e linguistici, fase 
ÌP, Gorizia, 1^5, pag. 241. — n Aa Iodr as etymoloiiy waa carried on 
OD Bnch principlBB [ vem falando da Harmottie étymologique de Gai- 
chard ], il eouid Dot cloim the name at a. acience. It was an ama- 
aement in which poople mìght dìaptay more or leas of leaming or 
ÌDRenuily, bwt U waa unworthy of ita noblo title, The Science ef 
Truthv. Max Mùller, Lectures on the Science of Language, t. 
U\ Londre», 1871. pag. 386. 

1 Cancioneiro de eìfei D. Oinis, pnblicado pelo dr. Caelano Lopea 
de Moura. Paris, 1847, piw. 86. O (crceiro verso da copia que pre- 
eode, n Estava ben vos (figo », assim transcripto pelo ar. Ibeopbilo 
Braga noa Troeadores galUcio-porttiguetes [1871, pag. 183), deve eor- 
rigir-Be, segundo a indicatào de Diez ( Ueber die erete portugieaiiehe 
Ktfnst-und Ho(poesie, 186:), pag. 137], ■ B estava n. 

Barai, refenado-ee a eata cantiga, Alt : « Il exiat'^ un aulre oenra da 
compoaition amoiu^use. . . . dans lequet le ròcit et le dialogue eont combi- 
nés et cornine fondus l'on dans l'antro : ce sont dea pièca dana lnsqQ'>UeB 
un tronbadonr, prenant un oiaeau pour meaBager, l'envoie portar & sa 
dame ees hommagea et sea vcenx, Cet oiaeau est tanLJt un rossignol, 
tantAt un étonrnoau. d'autrea foia c'cst une hirondoUe ou nn papegal 
{perroquel), tona oiseaui chera aux troubadours. Ur, c'est avec nn pa> 
pesai que s'entreticnt la bergère attrìstée du roi Diniz, c'flat un pappai 
qui la console. — Cetle picce se fait remarquer par un accent passionili 
que l'on trouve taremeot dans les paalourellea dea troubadoura, aax- 

Sinels te roi Diniz reprochaìl avec finease de ne pas toojonrs éprouver 
es mani dont ila ae plaignaient le plus ii. (Le* Troubadours et levr 



Bluteau {VocaÒKlario port%g%ez e Ialino , t. VI, 1720) diz: <i Que- 
rom 08 Castelhanoa, que Papagayo venha da Popò, y Gayo, porque 
tiene el papa gayo, H eit, vario e» colores, y alegre por ti alegria 
[BJc], ^ue cauta mirandolo. Aldovrando lie de parecer que papa~ 
gayo se chamosse assim, porque he corno o Papa, & o Rey das 
aves ; ou porque bum bom papagayo he preseute dig^ia de se 
offerecer a bum Papa. ExcogitàraO os curioso» estaa etymolo- 
gias por nSO acbarero analogia alguma de papagayo com os 
nomea das terras, onde nasce, porque na India o papagayo se 
chama Carindi, & no Brasil se chama ^iiim, ou Aiurucuruca, 
ou Tui, Tutele, Tittpara !fc conforme as auaa differentes es- 
pecies; &. pelo contrario todos os nomes, que na Europa se 
da6 a està ave, saO analogicos, porque os Portuguezes, & Cas- 
telhanos Iho chumaO, Papagayo ; os Italianos, Papagalio ; os 
Flamengos, & Alemaons, & antigamente os Francezcs, Pape- 
gag; OS Inglezes, Popingag; os Polacos, Papuga, ite. ». 

Scusa [ Vettigios da lingua arabica en Porlugal, ed. de 1830) 
derivtt-o de papagai. E observa: «É voz arabica, nfio obstante 

a etymologia estravagante que Aldovrando Ihe dà Colio, 

pag. 313, o traz com està aigniHcac&o : « Paittacut, vox illa 
Afìicana est, mde Hiap. Papagaio ». 

Hoquerort {DicUonitaire ilgmologique de la langue fran^iiiie^ 
Paris, XSSS, v. Papegai) dii: » On le derive de l'arabe baìga, 
d'nutres du grec psiltacot; en latin ptitlacus: en grec moderne 
papagai ; en italien papagalio ; en languedocien papo-gai et en 
bas-bretos papecod. Clapperton, Voyage en Afrique, t. ili, p. 207, 
■derive papegai de l'africain èagaga, oiaeau veri qui parie i>. 

Génin ( Ricriationt pkilologigues, t. I, Paris, 185tì, pag. 438] : 
« Le papegault, comme ou appela d'abord le perroquet, a certai- 
nemont rei^u ce nom de ce qu'il pape, c'est-à-dire màdie les 
branches de la forèt , du gaull. Voyei un perroquet sur son 
bAton : il est toujours à le micbonner. II était nature! de dC)- 
oisoau de son trsit caractéristique : c'est la force 



influencii sur la litUrature du midi de rEurope, 3i ed,, Paris, ilVìf, 
paa. 303-3%). — [No genero ila cadilo de D. Dmls veja n Sortita del 

KppagaUo, accurailannnte coLUcionoda com ai licfùxs do Biirl^tri i> 
.ynouard e idaerta por Stenget nos wub Studi aopra i cantonieri 
prooeniali di Firenze e di Rama (Rivista di filologia romania, l, 
Imola, 1873-1878, png. 36-89 }. J 




ilu bec. Plus tard on il dit papegay ; c'est une altération pro- 
bablemeut suggérée par te plumage wrd gay du perroquet ; 
mais la traduction latine papaffallus prouve que la forme pri- 
mitive était papegauU », 

Diez (BCymologUckes Wórlfrbueh der romanischen. SpraeheH, 
2'ed.,t. I, Bonn, 18fil, pog. 304): » Em itaìis-ìio pappagallo, ca- 
talSo papagall, wiilachio papagal, hispantiol e portuguès paptigofo, 
proventai papagai, anti^ francfis papegaì e papegaitt, inglès popinjay 
( antigamente papyngay, segando Halliwell), medio alto alle- 
mao pajjfydn, grego medio TraJ^aya^, neogrego ' TraTtoyaTAo?. ., 
O dominio romanico perdeu a palavra pìitlacus, que se conaer- 
vou no allem?lo sitlick (v. Diefenbach, Gloatarium latino-germu- 
nicnm, v. psitCacus). De difTerentes modoa se expliea a palavra 
moderna, suppondo-a, comò a appareneia inculca, palavra com- 
posta: v. g., de papa, padre, e do antigo francèa gai^fnn- 
cAs moderno geai, gaio; ou tambetii de papa e gallo, allean- 
do-se que eates passaros foram especialmente eatimados dos 
ecclesìa sticos [v. Frisch, II, 39'), expUcagilo com que parece 
conformar o nome inglés pope. NSo se deve comtudo esquecer 



que papa nfig signi 
que sentido seri 



ecclesiastico, mas aim papa ; de maneìra 
gaio ou gallo do papa, nome para o qual 
I fundamento. Outros dfLo a esplica^So de 
pavus galliti, pav5o, o que é mui diverso. Quem dii que a pa- 
lavra vem do arabe Òabagé deve advertir quo està n5o tem rain 
na lingua arabe, e aó parece empregada em tempo relativamente 
moderno (Golio, p. 213; Freytag, 1, 81'); alèm de que a subs- 
tituieSo do ò arabe pelo p romanico é pelo menos desusada *. 



I Haldoman dd ao neogrego o nomo de ellenico: « Moderi Gt-eA 
ÌB an awkward expresatun, anJ Romaic is iocorreat, and ita the lan- 
Ij^iago haa lost h, Hellenic has become Ellenic n. [Report on the presetU 
state ofotir knoìoledge of LinguUlie Bthnology, Cambridge, 1K6, pag. SI. 
— Sòbro e distinc^ào da lingua grega cm classica a helleniitiea, póde 
ver'Se a. IraducfSo belga doB Sijnonymos io Novo TestametUo do aree- 
biapo do Dttblin (Bnnellas, 186», pag. iix a iixvi), ou a franeew do 
ManiMl de Patrologia de Alzog (Beaancon, 1887. pag. 23, 29]. Na Mit- 
cetlanea heUenico-litieraria do ar. A. J. Vialo (Lisboa, 1868, pag. 3M) 
vem indicada a mesma dìstiucQSo. 

> Dozy. nag addi{dea a Engclmann ( Glossaire dea motx espagiult 
et portugais dirieÉs de Varabe, 2* ed., I-syde, I8G9, pag. 30) pradtut 
exemploB da convera3o do b inietal arabe em p. Òatro, eolmdo ns Ohrat- 
tomathie arabe de Silvestre de Sacy, ae p6da ver em Pihan, a, v. Por- 



'l. 



Oi9 ambes exprcssiun ao contrario o p extrangairo por b : So 
por eicmplo, corresponde a Hippoerales. Infeliz lembran^a foÌ a 
de Génin, dizendo rjue papa-gauU significa o paesaro que roe 
OB ramos do mato.... Com estas tentativas de expliCBc3o, por 
conseguirne, nada ha decidido ». 

Defrimcry [Mémoires ikisUirt orifxtah, parte IT, Parie, 1863, 
pag, 333) diz ; n On peut afflrmer qu'une bonne moitié des ter- 
mes francai» dérivés de l'arabe nous est Tenue par le canal 
dee Enpagnols ou des Italiens i>. E inclue papegai na relacSo 
dos que procederam de Hispanha. 

Scheier {Dictionnaire £itymologÌe frantaiie iaprislesTémUtits 
de la acince moderne, Bruxellas, 1862, t. Papegai ) : n L'origine 
de ee nom du perroquet reste douteuse. On a pretenda y voir 
nn compose de papa, prCtre, et de geat (vieux frangais gai), les 
prètres n ajnnt beaucoup iiimé ft entretenir cctte espÈce d'oi- 

Beau 1) NouB pennons que le mot se compose de gai ou geai 

et de pape, aiitre nom d'oiseau multicolore, espèce de verdier. 
Ou t'élémcnt pape tiendrait-ìL de la racine pap, babiller 7 d 

Narducci [Secondo Saggio dì voci it&liOMe derivate dall' arabo, 
Roma, 1S63, v. Pappagallo): « Uccello, che vien dall' Indie, ed 
k di più colori, o grandezze, o impara ad imitar la favella umana- 

lat. psiClaeus. Gr. •^tTraó.n. Da (babagi) che ha pari signi- 

Soato a. 

Pihan [Dictionnaire itymologipte des mois de la langue fra»- 
faiie dérivés de l'arabe, dtt pertan oh du ture, avee Igwt analogues 
freci, latins, etpagnoU, portugais et ttaliens, Paris, 1866) estende 
tafflbem quo a palavra francesa veiu diroctamente do arabe 
iahaghd. 

Dozy ( Qloseaire des moU espagnols et porlitgais dérivès de 
tarabe, 2' ed., Leyde, 186S>, v. Papagai/o) reporta-se a lima nota 
recento de Defréraery, que Ihe assigna, com leve differonga de 
■tranacripgSo [babbaga, lido por Dozy babagà), a meama origem, 
KCCreseenta : a Je crois bien quo les Europfens ont ro^u ce mot 



tèqxu. Tt. JoSo de Sousa. reteriado ao portU|;;uèa vaio, ave domestica, 
a etrmologin de batton, que Detrémery [ Journal asiatique, 5> seri§, 
i. Sn, imi. png. 87, M) ie batth, e Dozy bau, obsirva: n Eaerpve-se 
'<Mte nome cnm 60 n5a com p, porqne oa arabea aio toem no seu al- 
fabeto a Utlra p: porAm oa turcoi e penas a eontam 00 sen abco- 



Srlo 



136 

des Arabea; mais quoì qu'il soit assez ancien dans la lan^ue 
de ces demters, il n'eat pas d'origine arabe. M. de Slane, dans 
une note sur sa traduction d'Ibn-KbalUcàc (II, 149], a soupt^onné 
qu'il appartieni à quelque dialecte indien. Notre sarant tndia- 
niste , H. Eern, m'assure qu*il n'en est pa-t ainsi. Je suppose 
donc que e'est un terme africaia ». 

Bracbet [Dicltonmaire ilynologique de la lanpiu framcaiu, 
Paris, 1870 ) diz por ultimo ■ : «e Mot d'orice orientale (arabe 
balbaga, perroquet ] a. 

Caso é pois para repetir : Grammalifi eerlanl. Trari resol- 
vido litigio a nova edic&o do J>iccionariù etymoloffico de Dies f 
Deixal-o-ba tnb jitdice a terceira serie de fasciculos, ji pobli- 
cada, do de Lìttré T * 

Àpure-o quem tiver OS livros ao seu alcani^e. Eu, j& agon, 
Dio levantarei mfio do assumpto, sem produzir, com o esemplo 
da etymologia de outra palavra, nova demonstracSo da varie- 
dade de conceitoa e alvitrea que se podem pronunciar neste 
especlal genero de controveraiaa. 

Sera a etjmologia da palavra canuta, urna das que a vt. 
Adolpho Coelho averba de falsas. A nceusa^So que a este 
intento faz ao sr. D. José de Lacerda é concebida nos termos 

sGguintes : a Por urna sìngular cootradic^9o faz vir ratuiM 

do arabe, mas camiiola do egypcio kame, canbamo, e ijoì^ 
cobrir, o que é imaginoso, se acaso as palavras egypcias nls 
sfio invcntadas, corno algumas guppostas de outras linguas que 
se acbam no Diccionario, o que, ignoraudo o egvpcio, aio 
podÉmos veriflcar ». (d lingua porCuputsa, Pref'aiào, pag. tx.) 



1 [ 11 VopiaìKy. Il, papagallo, OFr. papegau, papegay. So. pa- 
pagayo, parroC, etfmolo(;icaUy talkiag cock. Devou poppirtg, ehatier- 
ina, latUmg: Bav. pappeln, to chalter, tattle, lalk; dur papali, the 
lafìter, a parrot. So :Sanscr. each, to speak; varha, a puirot. Tha 
chaago in the loat element tram II. galio, Fr. gau, gtau, a oìA, 
to gag, geai, a jay, probablv arosa from the tact that th« igw-, 
beiii^ remarfcable balli lor its brigbtroolourcd piumate and ehatleiiog 
voice, seeineij to come nearcr tlien the cock to llie nature of tlM 

Crrot », H. Weoqwood, A Dictionarg of English Elymologg. 3» ed., 
□drcs, 1872. ] 

* [£, pODcto por poucto, identico ao da anterior o ailiaa da ^ ed. 
de Dlez, t. I, Bona, lyeo, pag. 303, — Litlrd duo deixa a qoeslio mali 
adeaotada: louva-se em Delrémefy, e di u traaciJs papegai un paptgav* 
corno derivado do ari^ babbaga. j 



) por declarar qae a imputad» (roatradiccRo, se existe 
no diecioonrio de Coasttinuìo e era outros posteriore», nELo cxiste 

sr. D. José de Lncerda, o qual analogamente refere Éa duas 
jpalavras origem eg;puia. Pag. 207 das edi^Ses de 1856 e 1868 : 

« C&UISA ( Arab. camta ; talver. derivado do egypc. kame, 
cAnamo, e i(;ol. vestir). 

" CAMISOXiA ( Fr. camùole, do egjpcio kame, cànamo, e 
t^Ql, Dobrir, vestir] ». 

ReRiontando às fontes d'està opinilo, vé-se que Da Orige» 
■da lingiM porluffittsa { Lisboa, 16D6 ) inaere Duarte Nunea o vocar 
buio eamisa no rol doa muitoa de que nilo sabe dar eontii, e que 
1 por proprios, J* peciUiares nosios. Observa todavia (pag, 94, 

: " ...camiija, dh o bemauenturado Sam Hìeronyino que he 
Ootbico, a que eu mais creo que a Vuolfango Lazio..., Ao 
qua! em muitas cousaa tiue por auspecto de negligente, por 
as que Ihe vimos errar trataado dos Rcis do Portugal, a que 
ìgnorou & trocou os nomea que tiueraO, & os tempoa em 
que fonia, & oh fllhos que deixnraO, corno fazem os que se 
iktreuuin a eacreuer htstorias alheas, seado tanto trabaJho 
«screuer em certo [ne: a ed. do 1184 le « eacreuer eerton] as 
^opriaa « . 

Vestigioì da lingua arabica, edicilo citada, obaervam : 
ftParia quer que seja palavra punica ; porém ella é som duvida 
Wabioii : por isso no Alcorio, no cap. de José, vera mais 
de urna vex >. Ora os godos nSo consta que foasem a Ara- 
bia, uotn OS mouros a levaram de Hìspanha, pois ainda a 
n&o tinham invadìdo ; logo, é certo que a deixaram em Por- 
tugal quando a posriuJrnm >. 

Aquì u pnlavra punica » estii manifestamente por erro de 

lacripi^fto fm logar de u palavra gothica «. Faria e Soiisa, 
aeguindo litteral mente a Brito ', recenaeia-a com effeito entra 



In 



. ne me trompc, le iiioL . . . . [ carni;, Beguiido Enf'i'linann : 
Ifgamif nu transcr)p;ào de Pilinn ] cai le Seul iiom de vòU-nieril qui 
•e tfouve dana rAlcoron. Gel liablv étnil portù par MahoiDUl ( Oueuti 
~ aOuxr, [iian. 310. fol. \m V ), el il Alali fail de colon UUnc i>. II. 
i/y, Oirtiottnatre ditaiUé d/!s noitit dei Bitentunls chet Us Arabes, 
^materdBin, 1815, pag. Vìi. CU. pajj. lU-ll. 



OS vocabulo!) que tom&mos aos gudoa: « Pìensaa tLlguaoa qae de 

Ioa Godos tenemos e*toa vocabìos — Al^uuos destos porece 

a Duarte Nuuez que son mas del latin que de los Godos. Pero 

ellos aunque eran meramenta bestiaUs su lenona se tentan, 

y ta fuerca que dexasaen muchas vozes entre las Duestras 
{Europa Portuguesa, 2' ed., t. IH, Li-boa, 1680, pag. 395). 

Constancio, que, tìado Ba auctoridade doa Vestigios e d 
seus additidores, neeeitou a assercfto sem mais esame, bem 
come) a acceitou a aociedade de litteratos redactora do Jtìccio- 
Hario «niterfil ( Lisboa, 1814 ), repete-a do seguiate modo 
i Paria e Sousa diz que é palavra punica ', e eu a creìo deri- 



Sue, jardim, riqueza, ca;a, cabeta, tripae, ino;a, ama, bàdeira, elmo, 
arpa, lande, praca, ròca, tu^o. roubar, escàcar, andar, alvergar, e» 
grimir, camìaa, can^rfio, di oatras, que Torà processo inlìnìto reteriUaa 
cada hita par si : tiveraò usa de letras, corno lemos em Joio Ma^o, 
& coBlumavào eaculpir eai maraiores as obras lamosaa, U iligiias de 
lembrancB, quo he oouaa beni allieya da aiimp- de Barbaros, quo alxuii< 
Ihe cliauifLo u. Sggvnda Parla da Monarchia Lvsijtana, Lisboa, 11J09, 
I. v;, cap. I ( pag. 193 da ed. de I6a0 ). 

Viterbo, a. v. Kemiso. Darei por 

R KEMlbO. Camisa, camìsote, vestido immediato no Corpo. No de 
1026 veadeo Moiiilii huma lierJade iia Ter)^ da b'eira a Octicio; por- 
qua eate o tiuha resgatado, e a sua lillia Guncìna, Et sakaatet noUt 
ae tareoi de Laudomanes, S dedisiis prò nobis uno manto lobtn^, é 
una spada, é uno Kemiso. it tres lemas, di una naka. A tra modlM 
de aal finto- Doc. de Pedrosu. Faria quer que està palavra Camita aeja 
Punica. Sousa. non Yesligios da Lingua Arabica em Portugat, propaglM 
que he Arabica, e que dos Arubes a tomàrSo os Uespaiilioes. Eb me nSa 
occupo em avericuar o l'aiz que llic dcu o nasuìmeato : diga sii que anlet 
da ealrala dna Mouros nas Hespaahaa, era conliecida. e usada na En- 
ropa a palavra Camiiia.oa t'amixia; c^imo ae p6de ver fm i)w Cange. 
V. Xemplare, om que adux urna Escritara de MilSo di- 78L Hr. Bullet 
nas Mem. sabre a Lingua Celtira, l'om, I. P. 1. o. 14. mostra, qua 
Carnuti he palavra CeUica, e quo siffnilicava, Teatido de lìotio, intubi 
aotes que os Bomaaos pasaassem oa Àlpea ■. iEiucidario da» palacrar, 
termos, s frases, que em Portugal antiguametite se usdrio, e gut 
Aqjtf mgularr/ì/iTite se ignorSo, t. Il, Lisboa, 17a9]. 

Algumas Linhaa para iniellifieDcia do curioso docitnionto allesado pdo 
auclor: .iNodo 1096» imi loNasc uentode Cltrtsto = 1061 («en mU- 
leaiina lxii ata do conlr co— Lhjdoslujeb. Plr.itas nonuMdOI 

que em pOL|u nas voans ou ba ns faz a oa suos lepredasòea, odmìW&dl 
resaalesdas [.Bfis asi^uecap va an E ledano ir,p[^.86; Herpi' — 



Historia di Por ugal 1 
et la httérit e de lE 
pag. 271-352 Man 



DiuertopBsj ehrQnolog\ 
126). — Sal f nto \ 
Ribeiro, porAm rastitu ad 



sn t 



78 Doz Reche'rc'liea sur thiatok* 

fijpn àge. IV. I^'y.le, Ì9Si, 

tpa, que cobrìa tudo 

9 {Elucidario, pag. IM). 

obo n. (J. P. BibMre, 

1 pu tu II, Lisboa, 1^9, pae. 

a o pò u sai coalhado >i. Pag. Jai. 

I e ura lo documento : n ... et tru 



vada do egypoìo, Tonte do phenicio e cnrthagiilfis, kaMe, cànamo, 

djol, Testir, cobrir, ou Arbc, vp.-timcnta ». 

Stì neates ^imtro etvmologiatiis — doa quaes um assignu. & 

palavra oripem portuguesa; outro, origem arabe; nutro, po- 

thicii, e CI ultimo, egypcia — ha com que sntisfnzer opiniaea 

escholaa s uffici ante mente desencontmdas. Passo aos auctores 

extrangeiros. 

Diceianario de la lengua caslellaxa, comptieslo por la Stai 

Aeadenia Espattola ( t. II, Madrid, 1*23), v. Camita, a Ueflnicilo 

vestidura de lienzo, fabricada regularmentc de lino u ajuncta; 

Sucle bncerse tanibiea de liunzo de càSano, corno lo usan 

loB rùsticos : y aludieodo à esto, dice Covarnibin» rgue algu- 

;oii de sentir se dixo Camtsa de Cafiamfsa, por Laver aido 

priméro el uso del cfifiamo, que el del lino. El P. Mariana, 

Ambròsio de MorAles sieuten que es voz tomada de los 

Godos ; pero lo mas verisimil paréce liaverae assi dicho del 

lAti'no bàrbaro Camisia, ae^fun afinna San Isidoro n. 

Édélestnnd du Méril ( Essai philoiOfhique tur la fonnalion 
de la lanffue (ran^aise. Paria, 1852, pap. 146); i Chemite. GaSl 
et irlandais Caimù, en vieux allemaad Hemidi. Ckemùe se dit 
maintenant on armoricaia Kres, BivU (X Roi^hed; mais la racine 
jr existait certainement autrefois puisquo Kemener ' signifie en- 
core tailleur d'iiabits n. E a pag, 222: « Chemise, CamisoU, vieux 
allemand Hemidi, ou, cotnmff ddus l'avons dit, du celtique ». 
)ìe7. ( GrammaCii der romaniscken SpracAen, 2* ed., t. I, 
Bonn, 18ÓU, pag. 12) colloca na roRenha dos tocabuìa sordida 
(entcndido por sordidits trivial ou popular, segundo Gellio, IfocC. 
;«., IX, 13 ), rustica, ou tulgarìa do latini essa niesma palavra, 



mo^ios dp ■iu\. Unto in uno septuaijinta uioilioa ii, iibserva que finto in 
UTM signinca sommaào juneto. " quD su quei- iJìznr que tornado o 
Talur de aal com o doa uutros generos, viera a ilespcnder sepicnta mo- 
dioB, sanilo o costume do tempu avallar por modioa, ou len;os, ou bra- 

quat[]ucr genero ». OftjftrpoFJJe», pus, l;li; Eiaridario, II, a* ed., 

, .„ aX). Veja Porlvgaiiixe Monomania Hiìtoriea (Diplomata et Char- 
tait, voi. I, Lisboa, itì&ì, pog. 101 ), ootle a inlefira ila escriptura alludida 
lA: «... uno manto loMou et una spula et 1° kamisso ci ui lenioa et 
naa uaka et ui moilioe de Sai flnio sub uno lxx moillos u. 



liotidamente estudada no seu Dìccionano elymologico. « CamUia, 
pela primetra vez em S. Jeronymo : Soieat nililaiites kabere li- 
mas, quas camisias cocant; frequeuta na baixa latiaidade. D'ahi o 
italiano camicia, hispanhol e portu^uGs camùa, Tniiicga chemite, 

walachio ' Silo incerlas a ori^em e a edade da palavr» 

latina, expressSo soldadesca sem duvida muito yulgar n *. 

Mazure ( Dictionnaire élymologique de la langue vstulU et Ulte- 
raire, Paris, 1863 ) deriva do italiano o fraacós ekemUe, nome de 
que VoBsio considerava proveaiente o proprio vocabulo da b&ixa 
latinidade. 

Clievallet ( Origine et fornaCion de la langue fran^aise, parte I, 
1853, pag. 393) dd-o na lista da.^ vozes devidas k invasilo ger- 
manica. Opiniito confornie à de Dochez, de Ampère, de Luis 
de Baecker ( Nmveav Diclionnaire, 1860 ; Sistoire de la formaHon 
de la langue fran<;aise, 2' ed., 186y, pag. 3i6 ; Analogie de la lan- 
gue des Goths et dei Franks avec le sangkril, Gand, 1858, p. 20), 
mas que infelizmente parece encontrar a de Diefenbacb ( Ver- 
gleickeitdes WSrlerbucA der gothùchen Sprache, Francfort, IISI, 
II, 52G). — Sfio estas as palavras de Clievallet: n Ckbmisb; 
en basse latinità, camisia, qui signiUa d'abord une espèce de 
tunìque ou de sarrau, fort étroit, que portaient les soldats 
lioiis le Bas-Empire; ce mot appartennit à la langue vulgai- 
re, ninsi que nous l'apprend snint JÉròmo; et, comme nous 
le retrouvons dans lo tiidesque et daas d'autres ìdiomes ger- 
maniques, il est fort probable qae celle sorte de vétement 
avait été introduite daua lea armées romaines, soìt par les 



1 Pijr falta de cliaracteres proprioa, omitto o oiiuivalenle walachio, 
Ul cooao o auctor o inJÌCi>ii nas errntas ilu 2* eili(£o e o eorrìgiu na 
3°, diveraametite, ainla nssim, da transcrip^o aloptala por Oìbac 
DO IHclionnaire iTéli/iwiloyU daca-romanis. — [ SObre a maleria vela 
1 rectiQcaQio de Steng^l fi nova eJi;3a do Diccionario de Diei { Zm 



thographe d/t la langue coumiirte ( Rjnui di linguisiique et Ai nAWo- 
logie compirei, IV, pag. -2J8-ìai ) : Docu'umts poitr SirBir a Cétuit 
dts dialecles roumaiiis f Rseus da lingitMiijiii. V, 137^, paj<. ■Hi. nota, 
e 240): Schuchar.lt, De rorlhographe du rouinain, voi. Il ila Roma- 
nia. 1873, pag. 7a-7y. ] 

*{«... lUs latein, gewUs ìoeit Derbreitelen Soldatanausdrueliet a, 
Uastoii Paris e Augusto Bracliet { Intfoduclion. 18tì3. pag. 13; Gram- 
matre. 187tl. pag. 9) IraJazein ; « expression dea solilatB lomaiai, cef' 
B-répandne », ] 



I 



Germains qui eri fiiisaient partie corame ausiliaires, soit par 
les premiers de ces barbares qui envaliireut l'empire.,,. Cha- 
mise est emplojé poiir tunique dnn.s la Passion de N. S. Jésus- 
Christ, monument en langue d'oc ' du X' siècle, publié pnr 
M, Champollion-Figreac d. 

Holtzmann (KiUen vnd Gemane», eiuttgart, 1855, Galliscke 
Wòrter, pag, 98, v. Canuta ) ah: <• Se bem que eate Tocabulo em 
nenhiima parte seja expressamente cbamado gaulés, nflo pOiIo 

todnvìa pertencer a oiitro povo ' Ao antipo alIemBo kemirii 

deve ter precedido camUM, e està parece ter sido a antiga fórma 
gaiilcsa * da palavra, que, corno catnista, fot adoptada no Intim u. 



' Cfr. Diei, Zitr Kriiik der aUromattiacìien Passion Chrigti (Jnlir- 
bvch far roman. WAd engl. Uteratur, VII, Vm, v. :j7g-38u 1 : Gram- 
matik, 1*, pag. ISO. ^\>ni o lugar alleaain, Bartson, Chreslomathie de 
t'ancien franfaU (VIII'-XV* siirles), Leiiraig. 1886. col. Il, onde paro 
o Befrando Terso ae nota a lictSo critica (te Di'-z ( 2w«i allromamsche 
Gediehle, 1*2; cp, Jahrbuch,\U, 3tì8) ■ davan la porta do la cipUt « : 



t [ « Cplte légèreté, — sinRulier r-proclie anns doale adreasé par 
un Frantala à un savant Allemand I — avcc laquelle notre premier 
advereaire Iraltnit ou pnsaait sods le silence iea toxtpg qui le con- 
trarìAient, se révèli; piireillcment ilans la parile pliitologique de soo 
livre. Son exameri dos mota ganl'iis ae rédnit à qoarante mola doni 
It fnul <'n dédnlre premiéreraent qualre (fu'aucnn ancien n'a donnea 
eomnie tele f trìtrgui, eamina, brachio e dtdm-on ], pois, Iroia qu'il n'a 
pu, ite aon proprc aven, relrouver ilans les liliomes tuìlesqnes. Il en 
xealo donc irente-troìa, avac leaqupls on prétend germaniser totit l'ait- 
uen ganlois. Nous ne nou» arrèterima point h toulea 1«e nrgulipg L'i 
aiu asaTllona plas ou moina err<<nÉnB de M. Holtzmann. Nous lo laiS' 
SArona dnne Iea maina de MM. Brande» et Olikck, en penaunt qn'oppo- 
aei fk aa petite phatange dix foia plua d<i mota quii n'en a pu rénnir 
contre nous, c'eat le meilleur moynn do le combattre. Car. a'il jettn 
ulia<|iie foia un cri de victoire pour les crnq qu'il procUni'3 iiiciinlea- 
1abl»m°nt ffermaniques, ne doìl-il pna, nn consci'noe. e'avouer vnlncu 
par l'eerasante mqjurltd ile ccux doni il fst Impoa^lble de uier l'éiroite 
parcnliì avoe lei Idioinea d6 '-cetliqiiesT » Roort dk BKLi.ootiET, 
SihnogénU gaulùise, V, Glotsaire gauloU, Paria, 1S72, paR. 36-37. } 



entender por lingua gauleaa. ( Llttré, protaclo & 9* ed. d 
hitlorigue de A. Brachnt, 1HH6, pag. vi-vii: E. Moria, Eiquiisii eom- 
paratitu! de» dialeeta nioetltigum, lUntiea. 1 BS. pag. I-IT: Pict«l. 
Nouvel eiMi nir Ut inieriptionir gauloi''^», Paris. Iw', pag. ii-8, 87-88: 
Dief?nbacii. Ofiginig Kuropaeat, hrancfnrt a. M,, Ifltìl. pax. 15i : 
Oamctl. Philotoatcal Eiisaua, Leip»tt, WT**, pas. 148: Rog't deB-tloffU"!, 
Kthnogini- gavlmic. I». llf7J. pag. MM50: II. l»ll.p.iK. ff^flì: Aecoli. 
*- ' li glotiolvgi'i, voi. I, Milfto, 1870, pag. 76, Ole.). ■ Male apréa tont, 



Mnhn ( Etgmologùche Untersuchungen aitf dem, GeUete ier 
romaniicheit SpracAen, siipeimen iii, Berlin, 1R65, paR. 2l-'J2) : 
■ CAMICIA. — ...A pnlavr.i é de origem orientai. Pelo trncto 
do9 soliladoa romiinos coni its populapOes do Oriente, veiu deadu 
logo a ser usadn entra aquelles, conforme do lopir citado de 
Jeronymo se mo^itra. Elitre os arabes encontra-se a mesma pala- 
vra, conservada na fórma ktmis, & qunl, corno ja Dica observou, 
dio OS dicci D nari OS urna raiz logica e totalmente se m afBnidade. 
Deve pertanto aer disrivada de outra lingua nfto semitica. Per- 
guata-se entilo : de qunl ? Os olhoa voltam-ae logo para a Indi». 
Arabes e phenicos estavam em commercio com os povos ìdììbdos, 
e cram-lhesconliecidos sob o nome de Javana*. E em verdade co- 



que nous reste-t-il de cet ancieu (canlois? Queli^ues inscripUons ik 
peu prèB iiicxpltquéeB jusqu'h préseol, de bnii'ca l^gendes de man- 
naies et uri-> ciai^iiantaln'! ile mota peut-ètre, dont una viniftaine non» 
est psrvenue soub une fiirme latinist'e nd il faut les deviner. el dont 
le reste se cache, eaue qu'on puisse taire Butre cho«e qiie les soup- 

SiDDer, panni Ifs six ou sept cents innts dn nritre francais moderne 
aot l'oriffiriB est ancore inconnue, L'epeniant M. d'Arboia ile Jn- 
bainvìlle nous parie dea décUniilBons du gaulois al clas jl^xicina eltes- 
mètn-B qui aervent à y caradSUBer les nonreB, let nombres el lea 
C8B. Qu'eslrce donc qua ce gaulniB? Une lanaui doni la connais- 
saaci est tooilie, comma une livpotlièse, sur Ics spéeulationa acìen- 
tlHques dea Beclter, d's Stolies, des Elmi, et sur la Grammatica cel- 
tica lie Zeass Ci n'esl ym qa'm doiva 'WJai!{»er ces ingénieux 

et savanls travaux^ mais 11 UM »-> gavJer d'exaaéraT la portée dea r#- 
aullalB ohlenus iusi~|u*à pri-sfi' |iar eui:. La laatrue doni '/.nìisa n 
coinpriBi' la umili fti aire n'est [Ilis, cninra i on poun-alt lo troiro, le bbu- 
'" i Kroupe d'idlomes qui, suivsnt une hypot'i^M 
,.-... . i._ ... jij p[|jg g^ moin» proche 



loia lui-nléliie. . 

propoBée par l'auleur, doivrn. 

BTec lai; le BToupe dea Hinmes ( 
anciennetn^nt parler en Irland", ti 



les e 

SÌél!lOB."(A. Vnn. 

t. V, Vienna, Is^ 
gauloiì, 3> el . ) 
nelluclitn Form 
J. Grimm el M 



Ecus 






i l'critB 1.. ^_ 

'i- hnr/iii'itiqus el de phiinlogit; eompirit. 

;.:tl ., , J_ l'fr. Ron»t de B'Iloiwt, Glouairt 
■Ili 1' i^rimm " A. Pielet, Ueher die mor- 
ii, l-'Vi, 1)31,'. 67; d'Arboia de .lubninvIIlB, 

I- l!<ird.-niiic fiiémon-es de la Société d* 
ì. pa^. tìl-B.)); Qlùck, Die Sei Caiu 



fiendi!» /tvllwitan Namen, MnnicI 



1K7, p 



Arabie, pare que l'eucena qui vient il'Arabie est aonimé yacana; 
mala eelle nssertìoa est d#cidém''nt erronee: ce dernier mot no te 
Irouve Jusqu'lci que dans lAmarakosht el lii à o4té de luru^Ua, 
mot qui peut dime ile m "Ut filrc pria pour Irèa-ancien; il peul n'appai- 
tenir qu'.'i l'époquo dea relatioas commerrialei avec l'Arabie peu avnnt 
MaliomeL ou avae Ics Arabea ni*hométana, ou bien il pourrait aus>i. 




contra-ae entre as gentea dn India urna palnvra (^ue muito bera 
[xide ser o etj-mon e ter dailo aoa arabes a fórma rpspectiva 
d'este vocabulo. Ao qua 6 feìto de linbo chama-se em sflDPkrito 
ktckanrna;, adj., com visari;», em lni;nr de kickaìtnias (Bopp, 
Gloe.t., 95), de ktehwnd, linbo [ ^ kickamnt ) . . . . Das Indias 
vinha em direitura para oh hebreua e gregoa fina tela de linbo 
indiana, qua até d'essas terrns tirou o nome '. J& em Heroiloto 
se raenciona o ffcyBow e oivSwv ^vsaivn, qiie muito provavel- 
mentc deriva de XivSoi '= lì^iq. O hebrnico sddtn, qiie pela 
signitìca^fto corresponde ao ^luoùv doR Septenta, no diccionario 
de Geseaius, li, 120, vem traduzido por vestuario interior de 
linho, especie de camisa que stòbre o corpo nu se traz por 
baixo dns outros vestidoa. mesmo vocabulo é o arabe tadan, 

aaddn, ^dn, \e\\im ( Fre.vtafr, II, 302) Pnrece pois certa 

a orìgem orientai da palnvra romanica. Notavel ó referir-se, 

r eKemplo, em Wachfimutli, HUtoria da cieilisa^o. II, 301, 

que a6 do tempo dOB cruzados, e portimto ainda das relagOes 



I 



comme yaoanesMa, éttàn, et yavrmapfiya, poivre, Ics principauxobjiiU 
de commerce atee Ina Greci d'AU'uandrìe. avoir été nomnie, nnn pas 

Par les Arabea, mais par ces Gr^ca, puianu'ita lenaieni ausai de l'Iaile 
enc^s, comme l'élain el le po.vri i rjtsaen, I, 386 noi. ] I Parlnul 
où nous renconlronsi l-^a Yaitana» mentiODiiéa, daas l'epopèe oa dani 
d'aatree anaieus ouvrages Biiul'>i{ues, on ne peut compreiidre par c« 
noni que lea Greca x. A. W n Ij e r , Histoire de la tiiUrature in- 
dittme, cauri professe à tUnitiemté de ISerlin, tra.!, iU Aifrelo Sa- 
doua, Meaint, ISófl, pag, »4t. — « Mais les éciivaina sansci-its onl com- 

Brls les Romaìns «oui la denominatili ti Vavana qui serviL 'l'B''Ord en 
rlenl fk d^lRtier les loiiìons ou Gr«cs n. R e i n a D d , Rilations pò- 
liuauex et conxHxercirtUs lU l'empiri) romain avtc l'Asie ortantaU 
{ l'ilyrcanie, Clndt, la Baeiriiim et la Chine} pmdant lei einq ]>rv- 
minri sicplet dir t'tre chrétUnne, Paris, I8ti3, pjig. 183. — Cfr. V i v i e n 
de Saint-Martin, Ètttd<i avr la giographie el Us yopulalions pH- 
tnitives du -nord-ouest d^ VlruU d'apri» Us hymnes jiédiquiis. Pana, 1 £0, 
p. l'I. — ■ Both Weiier an 1 Miiller mentìon this word | tbn word yava- 
ndni. expliiin<>d by K&tyàyana and Pataajali aa meaning Ih" x uriiing 
of llie Yavanas » J, Uie furmer a^ meaniua << the vritinti of the Of'eks 
or SemitEB ( Ind. St, 1 p. 114), or, as hi later opiaea, ><t tlie lireeka 
alone f IV. 89 j ; the lattar [ p. 5.'t ] a a voriety of the -•(imllic alplia- 
bet, wliich, previous to Aleianler, and prsviciiis tu Pft dal, bacante 
the type of tlie Inliaa Alp lahet ». It woaU seem to' m>, that it 
denotes the writiiig of llie Persiana, and probably the cuneldirm wiit- 
inn which was knonn alrealy. tiefore the time of DariuB. and ia pe- 
caliar eii<Dgh in ita app'araiice, ani iliOérenl enon'jli from the alplia- 
bet <if tie HìDduH, tu eipluiii the fact thal its nam« called for tbA 
tormatlon ot a separate wnr I ". G o I il 8 1 & e k a r , Pdnini : hù plae» 
in Sanikrit LUerature. Lonlres (Ibirlford), tS61, pag. ' 18-13. 

1 ihrem VerhUUnisie 



com a Oriente, data o costume de traier camisa, comò se an- 
t«H d'isso OS povos occidentaes pouco ou absolutamente nunca 
as tivessem usado u. 

Zeuss ( Grammatica eeltiea e monumenta vfluslis lam kiber- 
nieae lingvae quam òrilannieamm diaUclonm cambrieae eomieoe 
aremorieae eomparatis gallicae priseit rfligviiit, ed. posthuma, 
por Kbel, Berlin, 1S71 , pn^. 181, sObre o velho irlnndes 
caimmse, Sg. 23i< ' ) : a GÌ. cambises, cui adscribitur a glossa- 
tore inter testura: proprium no. regis, in margine autem: L 
no. tteitù eamìmse; est enim vox iam ab Hieronymo usurpata, 
sed sine i, ramitia, quae videtur gallicae originìs, cf. cambr. 
canse Mah. • 2, 218 u ■ . 

Picttìt (Z« Origines indo-europénna ou les Aryas frimiiifi, 
parte IT, Paris, 1863, pag. 300) : n SiahpÙHh kamis, drap, étoffe, 
(BurneR, Voc. Jow. of the asial. soc. of Bengal. ISSA, p. 332.) 
Ce terme intéressant offre une preuve nouveUe . de l'oripine 
orientale de l'uncien irlandais caimmse. veetis, cymrique camJe, 
chemise, corDOunillaia kamf, surplis, armoricain kamju, aube, 
d'où Zeuss faìt provenir le baa-latin eamùia, etc. {Or. Celi., 
749). Cf. nnglo-saxon cemes, du celtique oii du latin, et, pour 
les langues néo-latines, Diez, Rortinn. Sjir. v. cit. L'ambo 
qamir, TÉtement de dessous, qui n'a pa? d'étymologia sémi- 
tique, paralt k Diea importé d'Europe, mais il pourrait l'etre 
aussi de lu Perse, ei le mot siahpósli Tenait à se retrouver 
dans les langues iraniennes. Ou a compare, non sans raison 
peut-étre, quant à la racine, le pothique hamón, vètir, anulo- 
saxoQ katna , koma , peau, chemise, scandinave hamr , hams. 



> a Codex Priaeiani Sancii Galli ( d. DOl, in hoc opere dcsìoDatus 
Sg. ], maitnain glossarum uiolem praeberiB, quiboe rerertoa est ab ìoi- 
tìo aaqu- ad pazìnaa 2S2 columnam setundam {22ìi'ì, tcI osquc ad 
fiD«m libri decimi quarti PrÌHciani, s qua usque iid nlLimaiu pu^nam 
319 niriùros tìunt gloasae >>. Praefatio aurtoris, pag. xi. 

• r/i« Mnbinogion, from the Llytr cooh o Hergest [ I.ivro vermelbo 
de Heri;eat |, and other ancient vielsh manvsirrvptì, wilh an englith 
transiahon artd notes. By Lady Charlotte Gueat. 3 voi., Londies, 1810. 

' « A pa'avra romanica chainse oncontra-ae tambem no velho It- 
landèa caimmse, « nomen vestì s » col. Prìsciaui. antiquissimo par- 
tanto; kyinrio eamse. vestitura comprida; e a)ii reoonliece Zeuss, lì, 
749, a ulyni'>ln','iu inJu'iitavel de eami-ìta, aem alias ìtivestiaar a ra- 
laeSo rn /iciil da pslavra celile i n. Die/., Etytnolngisches Wdrterbveh 
der romanischiin Sprachen, I*, Bona, ItìtìI, v. Camicia. 



peau, ancien allemand hemilhi, hemìdi ', ehemise, etc-, mais 
les corrélntifa orientaux manquent juaqu'à présent ». 

Brftfhrt [ Didionnaire ilgmologigw: de la langae francaùe, 
Paris, Itno, V. Cheniie, indicado corno pnlavra de oripem po- 
pular): n Dii latin raviisia (cliemisc), Paulus, abrévinteur de 
Festus, dit au mot supparus, vèternent de toile : Suppanu, tm- 
litncntum liueun qwd camisia dicilnr '. Sur le changement 
de ea en che, voj- ackaner et ac/ieterv. 

Leveque ( Recherehes sur CoTigine dts Gattloù, Gloisaire des 
mola jfMÌois cUét par les avleurs grecg et romains, Paris, 1869, 
paff. 102) : " L'analopie du mot camisia et de notre mot ehemise 
noua faìt ranger ce mot pnrmi le.s mota g«uloia. Sod origine 
reste cependant douteuae, quoique aaint Jérfime nona apprenne 
qu'il était employé cn Gaule dans le langage ordinaire au 
quatri6me siede b. 

Ebel [Celtic Studies, trad. de SullJvan, Dublin, 1863) lirai- 
ta-se u incluir a palavra nn aun lista Latin loan-words in Old 
Cellic. Pag. 100: "tcSmisi*! cainse] a. 

Cibac ( Dictionnaire d'élymologie daco-rontane ; èUmenU latins 
cowparés atee lei avtres langues romoMes, Mogiincia, 18^0, pa^, 
) produz, eonjunctamente ao nlbanés, tnmbem notado em 
Die» ( Wiirlerbvek, I, HI2), os equivslcntes romnnicos, e accres- 
centa: a Nouveau slave kamiz, kavtiza, polnnais ÌQvi:a, magyar 
iavusa, D0uvc-:ii prec xerfuì^a, xecp^iw, aube, L-liemise de prfi- 
tre, surplis; arabe gami{, vAtemont de dessous; pour In pro- 
Tflnance de ce mot cfr. BL. eama <■ lectus brevis et circa ter- 

» *, Isidorus, Orig. 20, 11, 2 ». 



et. Schleìcber, Die Deulsehe Sprache, 2" ed., e.__^„., , 

i&g. Iff): A. Schnler, Bléments germoniqwesdudieiionnair^ fratKaii. 
'- — "~- ""l. pag. 11, 30. 

Pallina Diac. in Epit 
mm. guod est iubttcula, id i 
In Bynooymis : 

Ciuaisium vcl inlcriiUiu ma ilicimi 
Additar talB aliu «ubilurs Subuculk 



" Diefenbach, Cetliea I; ipraehlirhe Doaanenle sur Gesrhichte 
Kelt«n, Mut^iarl, 188n. iiaR. I'l9; Muuliiu. Diccionario eiimólogieo. 

. pa« 281: Di»i, Orammatik, I', lo70, pag. 8G: Efj/moloowcAej: 

WOrUrbwih, li*, l!^), pag. Il'i. 



Monlau ( Biccionario etimològico de la lengua casleifana, Ma- 
drid, It&lì) deduz po.'iitivnmente de canta o latim eamisia : < 
canto, porque eneamiBa se duerme. Camisias vocamvs, dice 8. 
Isidoro ', ywd ili hù dormimi in camis, id est in stratii 
noitris a. 

Schcler [Dictionnaire d^itymologie franpaise, 1862, v. CA^nite]. 
referindo as pnlnvras de sancto Isidoro, pondera : a Cette opinimi 
De nous semljle pns n dédaÌBner ; cama peut fort bien avoir degagé 
un adjectif camieita » '- Mas o nosso Bluteau, sem a desdenhar, 
antea abonando-a com a auctoridada de Scaligero, candida- 
mente objecta: « Contra està et^'inologia esU, que camita na6 
teoi grande correspondencia com canta, porque rauitos se deiteO 
na cama sem camita, particulnrmente em Uetpanka, & outraa 
terriui quentes ; e naO menos de dia, que de notte trai a geuts 
camisa » '. Ao que accrescenta outra razfio historica uro aabio 
contemporaneo : « Isidore, pour se tirar d'affaire, a suppose 
chosB qui n'existait pas, car il est prouvé que la coutume de 
porter dea cheraisea ne remonto pas plus haut que les croi- 
aades, et, à l'Epoque où fut écrit le Roman de la Violette, on 
avait ancore l'habitude d'dter sa cbemise nvant de se coucher- 
Voy. p. 31. 3 de ce roman o '. 



I Nnéì e OarpentiT, Dictionnaire étymologigue, crititius, ale. 
Bescherelle, Diclionnrire National, ri'fernm esté teilo a Ortsenes, ftp^ 
vavplmento por cnnrusa-i do nome do aìictor giego com o tìlulo iMiaS 



« [ Na 2" edr^ao do Di 
esto parecr: «Isidore rapp"! 
de lìt, ■'- '" - ■" ' * ' 



I le Huflìxn 



fait qaelque dìMcutlé n. ] 



■ Mostmn aqul Bl 
Daluraea. Caaen^uve i 
reale — dlz o primeiro 



utenu mftlhor criUca que os doas auctoraa 
; Menane, a qucm viBivclin<<nte a°)ntìu. a . 
. —ramisia vieni de cama, nni 8ÌRniHoÌl aneiW 
iicui 111. un IH, uuiimie il Fait ancore cn Langue E^pac^ole: pftrcequ 
c'est le aeul babit <jue n-ìia porlone d'ordinaire dans le lit. la" — 
liv. 29. chaji, 21 ». {Les Origine! de la langue franpiisi. ed. da 
por S. d-^ Val-Héb»rll. — E o sesundo: o Camisia a été fait de ff 

comme Scaligflr l'a Ires véritahleioent rnmarqué sur le ìieu de P 

cy-iessLis rapporta Vossius v^ut nw. le Lalin camisia Vienna dk< 

FrangoiB chemise ; cn ouoy il e? trumpe. C'est dane Hon At FMIC' 
Seì-monU livre 2. cliapiim 4 ». ( Dif-tionnaire étymologique, < 
gines de la laitgac frarifaise, ed, de ItiQl]. 

* Segando A. F. Didot ( Essai de classifieation méthodigue 
noptique des roman» de ehevalerie inédits et puÒlUt. Paris, 18 
11 5, o Roman de la Vtùtetle, rescripto em prosa ( déritné ) pur 



Burgu.v, que assim discorre ( Grammaire de la ìaagve d'oli 

Grammaii-e dei dialecUs fran?au aux XII' et Xl/1' siicles, 2' 

, t. Ili, Glsitaire ili/mologigne, Halle, 1810, pap. '2 ), tem sO- 

bre a quesUo o seti pnrticular seutimento. £ justo ouvìrmol-o. 

■ L'iisape dea chnniìses et le nom de ce vétenient noua vien- 

nnnt de l'Orient, et plus epécìalement de l'Inde par l'intermé- 

} dea Arabes, Ccb derniers appellent In chemise kamis, 
qui derive sana doute du sttnacrit kschum& (kscbaiimì). 'in, 
itchaitma», fait de lìn ' ; et fon a donne au vétement le nom 

la matière- dont on le fahriquait. M. le Dr. M. Sacha 
prouve dans ses Beitràge lur Sprach-und Alterthurnsfor- 
schun<;, H. 2, p. 38. que l'Iiébreu ktonel a é^leraent signifié 
lin, étoffe de Un, puis vCtement fait de lin, chemise. C'est 
tette SBvnnte déduction, je doia le dire, qui in'a mia sur la 
voie que j'ai Buivie. Camitole est encore un derive de ca- 
misia u. 

Temos pois : latim barbaro, celtico, italiano, francèa, tu- 
deaco ou anligo allo a/lemSo, gnul^s, nrabe, eanskrito, hebralco. 



imprPSHO e 



'pnsigiio que Burguy se refere, e 
sffirma sn uito alludilo duiat 



Paris nm 15^. foi i 
seculQ XUI. Se é cor 
. , , „ fere, o DiPrUmnrio ntymologieo ilo Roqu"ftìrt 

sffirma sn uito alludilo duiavù' poslerior: u Jusqu'à la moilié du 
ri* eiècle, l'usale étoit en Fraitc de coneher sans diemiae: de lii 
_"tte fjuie d'ordonnaiice» do noa tuia et d™ leis de iiob uneiens cou- 
tiimicrs. qui déclurent convaincus dVidult^re la femme mariiVe ut rhom- 
me qu'nn aura soulunienl surpria nua dans une niAm'i chambre: de 
Uk, les peiues sóvòres que l'on infligeoit en Justice & celui gui avoit 
fait U sac i. une Bile, c'csl-»-dire, -jui par jou rauroit env ■Irippéa 
dAns les drap» de a >n lit enmmc dans un soc. parce qu'cn l'ùtat de 
DuditL^ uù pouf culle imjirudcnlP plaiaaulerìe il falloit avoir vu la lille. 
,Dn aviit pu DU l'on navoìl pa^ daii^tié la déshon^rer; ile, ik onfin, 
«el usn^ dea ancien' moines 'ini cnuclioìeat dans une chambre cum- 
nune, de dormir vètua. Dans l'histnlre manuscrite du diviirte de 
>>uÌ8 Xll Bvec Jeanne de Francu, la princlpal'* preuve i|u'aUfKui>Ìt 
S monarelit pnur pronver qu'il n'avoit paa consommé le mnriaee etoit 
Wllo-cl, qu'il n'avoit pas couché nu à nue avec la princesse ». — A 
mesm'i r-'ferenciit aj Romnn de la Violette appareco no DirUotinnire 
tfw proverbet <\e P. de la Mésanitére (3* e.l.. Paria, I8'Ì3. p. 117 ) : ■< Hans 
*' -Oman de Girard da Nears, un« viellh qui aiJe un' icinoiaello 
I ciuoher, un peut r'venlr de sm étonnemnnt de la vnir entrcr 
it on chemise D. — Nos Coniti et ditrours d'Eutrap;!, publicados 
Kti'i, No&l du t'ali, 'infrenilo falar de urna promcasa dinicil de 
eamprir, ilin ■ quVIle nsaEinliIo fi callo d'uni miiriée qui s'cngago- 
_... . _ ^^ m g^ chemise». 



' tambcm a de Malin. 



I. Uni diminuto esfor^o mais, e cliegiiremos Sa septentk 

I linguas dtt torre de Babel. 

I ! mas eaquectainoB o Graade Diceionario porluffuit, 

r ciicelleDcia. Junctn mente com outras muite^ 
cousaa, ficou assentado no prospecto doB ed ito re s : 1". Qu» 
leiicologia portugucsa nSo se tinha uinda introduzido a dìreceio 
critica : ella apparece pela primeira ere ho Diccionario de Fr. Do- 
viingot yieira. 2°. Que este se distingue de todoB os da lingiit 
portuguesa que o precederam n por apreaentar targag discussOoa 
de etymologia scientifica, ignorada por todos oh auctorea d'eases 
diccionurios a. 3". Que o narevìs&u e alargameuto do luanuscripto 



1 [ Awlrcn de o 
lOdelo « ■ - 



e cooIium; 



«ibux eqKìnorvm (Ramanische Sludien, fase, u, Quaestionex g 

tiene et etymotogicae. HaU.'. ISPa, pag. ISI "■' " 

da eruJicàr) elymologica. 

Fora curioso, por exemulo, s'ituir em Blut«aa. pm Die», . . 
Le Bknt ( Hiatoire dn la porcelairu, I, 1861, paa. 90 ) . SctuJer t V 
ed., Ì86Ì] OS variadns conjecturas adbre a oriKero do nome porctttatUt, 
Reatrinjo-m'' a traascrever ai)ui a r<'forcncla obsequioss ile iim orlitk-' 
talisla ile nomifbla, Leon de RoBoy: « l.es premiéres porcelainea OOB 
nnes en Kuropo y furent imnortécs par Ics Porlugaìa, qui, ài» 1 
coni mei I ceni eoi -iu seiziénie siécle, siUonaicnl ha mera d*- la Cliin 
de leiii-s eacaJr'-s avenlureuaea. Frappéa de la transparnnce ot dA 11 
beauU de ues oolerios, oompamblea à la niicre, ila lai doaoèMnt l 
nom d' PorcAtana, d'oii uoub avons tali Porcelaine u. [VarUU 
orientaUs, ^< od., Parìa. 1809, pa^. Ut). Polavraa a que a verdri 
p«de que se contraponham as de outrn philoloffo extrungeiro, \^ed 
uwoud, iiue, aem adeantar Ab ìnvatiitacùeB de Malin ( £{ytnoIiWÌKM 
Untersurhungxn, ii, Iffil. pag. 11-13), aflverle fui livro modend» 
Biuio : <■ Porcellone Is nicolioried by Marco Polo in Ihe Idth oenliii|^ 
lotiR befora Ih" inlercourae iit Ihe Piittugucae witli Ihe E"' 
Dictiùnary of EnglUh Etymology, •!• ed., l^nJres, 1872, i 
lane). ^^ 

A etymolnaia da palavra Uiranja, a reapeilo da cjoal noa r^tatti 
Bluleau OS dil1'erent>-8 einlicagòes resmniilas em nm livro do i 
XVII { Hesperides, sioe àe tnalorum aureorum cultura et wna -.. 
IV), e quo o auctor dos Vestìgio) deriva 8ÌnK'l"mente do arabe ti 
ratija l Enfrelmann )d nAraniH: Pilian nàt-indj- Sclieler, 2» ed-, Wl 
nàmifjn; Mnlin, apec. xix-xx, 1861, più; ir)S, nàratuUck ou ndroRfli 
é pur outroa nfcrida ao sauakrito. n De l'arabe nnranj — diz Lit- 
tra (t. Il, fase, pablicado em ltì68> — : persali, nnret^; saaskrìl, uà- 
garanga, qui vieodrait, d'apréa Wilson, de nóga, élépbant, et r/riy/, 
étre mala'le, ft cause que les élépbants mangent dea l'ranges à ac rcn- 
dre Ttialadea; ceci eal sana fondemeat. Le mot parali orientai, mail 
non sanscrit u. Ao que redargao Eugenio Fouriiiei* : « La citwtiuu ~^ 
incompléle pt la concluaion manquo d'exaclitude. En eflet Wì' 
donne commi également plausible uno aec'ind- élvmolngie sur lAqi 

a vaia insister plua loin et qui me parali excellenlo. et d'aillEnire 
ttré me pormetlra d'alUroiT aven toutes len preuves sou-i Ics yaii 
qne le mot esl bien aanscritn. { Memoires de la Sodile de lAngitit- 
U^pte de Paria, t. I, 1903-1871, pag, 422. J 






I 



origiiukl teem colUborodo peasoas competentìsaimna, e eatn 
outras o ar. Adolpho Coelho, o primeiro que em Portvgal estudit 
at liaffuag toh o poneto de tts'a ' tcientifico ». NSo nos havemos 
de esquivar portanto a ouvif n palavra inspirada do aimun- 
ciftdor ila nova doutrmn. 

Aberto o livro, que nSo póde mentir ao aeu titulo ila 
TkesQwro da lingtut porlitguesa, que se acha 1 Para eamùola, a 



Analj'samlo a phrase dn Bassuct b L'on riiunit, soiis un memo 
point de vue, \oa ptecìptea et les exompleB auc rScriture nous fjuralt n, 
e a de Rousseau ■ Sous m doublé poiot de vae nous trouvons entre 
eux taat de rapporta.... a, diz Littré no Dìccionario da lingua fran- 
cata ( V. Vue, a' •£> ] : a Ve li 'rnier eroploi, qui ne date Ruere que de 
RoUiii et de MassiUon. est aujourd'hai Irés-usité : ecpi^ii lant il ne pa- 
mlt pas exact. Pour voìr bÌon una chose, il ne [aut pas élre aoua le 
paini do vue, il taat èlre au point de vue, il faut fa considérer da 
poirit de vue. 11 y a lieu de aialinguer: si l'oa considero l'objet, il 
peut etre placò sous le point de vue. et il aera bien vu ; de celte fafon, 
la phroae de Bosauet avec sous sai oxacte. Si au cunlraire on conaidère 
l'observateur, il iie faut pas le piacer aoua le point de vue, car alors 
il serait tiora di's limiica da la viaion distiocle, il Tant le piacer au 
poial de vue, dans le point de vue u. 

Oe biapanlioes, adoptaado^, reduziram a locuijtio A sua Brma cor- 
reda, n Punto de vitto — diz Baralt, Diccionario de galici3mot, Ma- 
drid, lsr«, pag. 701) — para denotar aiiuel deade donne debe mìrarae 
UD obj^to para hacerae bi'^n cari{0 de sua circunatanciaa y accllentea, 
Mtà generalmeut? adoplado; asi decimos; Far, examinar un amunto 
*n «i punto de vista de està à lo atra; Ver, ej;aminar, conniderar 
aljrana cosa en t>ario$ puntos de vista. SÓn mas caalizos, sin enbarao, 
Ioa raoJos advorbiales A uitE.SA luz, A todas luchs. Por cl laiki, Ek 
KL ASPKCTO, Eh a. coscfipTO, E.v UUANTO, En RimoM, Por lo qub toc*, 
Poe LO •tur. coRREspoNDU, &c. u. — NeecsBitaroi leinbrar que ti 
portuguùs rònnas proprias para exprimir a i '■"'- ~ -' 



emprego iibusìvo d aiiuella cxpresiiio da arte 
de Ouiiol: « Sous quelque point de voe q ~ 

roRiain, vous y trouvcrez celle própond*i r— •— - 

viUea. et la non-ex.istence sociale des campa^^s u foi do ae^i 
traluzidu p?tu sr. A. H>!rculaao { Histoi-ia de Portugal, V 
■ Examiiiue a quo Inz vos aprouvcr o munJo romano, 
HcliarEiia ossa prcpond Tancia tiutui oxalusivii das cjdaiji* 
-existouria social dos campos d. D. Francisco do S. Luis ali 
Il el «(tante esemplo de Bornarles, ao qual 



Idea e alternar o 
e piatiira? Este lagar 
uà eoaaidérìez le monde 
preSi]UO exclusivD dea 



;a no Glos- 
... , . 're additar 

Ab vnssna lìontlsioens viatas 
istoB a oulra lu^, parece, qoe 



o de vieira [ SfrmSei. l, 1671). col. 468) 
a bua lux, parece, que tem que luuvar: 
tem quo condonnar ■• 

lima relleiào, t> eonclao. Que na babinga da juvriiil e jA tao 
snapiclosa i-seliola critica pnrtaguesa Vieira, S. Luis e Alexandre Il'r- 
eolano lenhani menai do peto, entende-se. Uis Littré, l.ittré, pelas 
declarav'i^d do ri>lhelo do sr. Adolpho Ouelhu, « £ am aabiu eminente n. 
0» deeJe UiXt hos oslava promelUda nas granJoa Icttras do aitt Pre- 
facio { pa^ xvni ) o exame da loeui;io sous ce point da rim. Nflo v& 
SAtra sr. A. Gjeltio. que j& se pi)B hoinbra por liombro com esae 
Mbjo, qui a> correspond" coni elio, e que, para dlier tu lo com urna 
palavra, tambem taj liccionarios, repetir-lbe que é diverso o pondo 
ie Ditta tob que trabalha. 



mesin& etymolofria de Blnteaa e 'le Cflnstancio ', o frani 



' Apeiar do scu immenso degdcni para eom os aaclor^ 
naes, o sr. Fraocisco Adolplio Coclbn aprov«ita a logarrs tdguma 
qua <?llea Ibe ileparam. Eìtas aio rarss, ha qu? psrece. FRUKft- 
aes e ponugae9<«, diùa Gartett em liora de humour, anJàmos pdt 
mesma, temos muilas paUvras. ■ iiaa lieasl qu> é d'ellasf Se Me~- 
rem mais ile se'u em Dagnesseau, Iriuta em BoflOD, ilei oa dola 
Ama^Ior AiTa«e, mostrcm-o-as ao donlor Icbfaeii, qne Ihes fic« mi 
obrigado >. Pur onde pjra o ar. Adolpbo Cosllio a pjiiiuaisaa ' 
AU^uuiba. QuoDilo està immulec^ oa cessa de agitarle eAbre a i 
pode, o instaoradur da gtotUca vai Ponagai eonsenle r-m serrà 
trivialmeQU das linhas cas-iras. Supponbaroos qne a< Iracta da ori( 
do lilolù catual. Bluleau d?signa-o por * lermo do Malavara. A 1* 
de Moraes di2 simplesmente ■ do MulaTar > : a 6*, ■ <lo persico ■. 
ConsUmcio if-se x termo astatico ■. Opportuno momenio para o 
Adolpho Coelho d^aeDtraaliar ama lias suas etymologias > batatdmt 
bn OS rig.irosoa piineipios hisloricoa e pboneticos s. Os dennulM 
(Malaria e catualitì, omissos Doa ontioa diceiooarios, 
corno taes pelo sr. Bodrìgo Feluer dos Stibiidics para a historim 
India portti^uesa ( Lisboa. 18U8 ), eset^pam-lbe a uni so tempo. O ad 
tador de Fr. Domingos Vieira tem a allencào imbebida era •anun) 
mtàa lerantado. P^ na peana, e, de nm ttafto. cnriqaeM ■ adi 
eia elyinolo(ica com a s^^ilnte varìaab*: ■ Cala vra asiotioi*. ( 
Deste poDcio oào presumo estur mais adeanta^lo qoe o ar. 

Coelho, Dem, na minha qualidade de simples dtlettante, tenho 

obrigacào u'isso; mas eia aqiti a indicacào quo qnalqu^r p&le ler 
Iìtto de um escriptor qoe aao è allemào. t>oa-a soli a rasponia 
lidaje do aactor. Ha luadamento na sua as«er(£o? È, o qoe nSa 



t tioilos 






■ !.« commissaire de polite, propremenl dit. 



txXK est fort ancien daos l'Inde; car les Portogais l'y trunv^nti < 
■1 eat menlionné dana lea Lusiade n. ( Cincin os Tisst, AMnMfiVM 
tea nonu propns et Us titrcr munUmaiu, Paris, ISJI, jiiw. dS.) 

[Uma amoatc» agora das largas discossò» de °ljRi(Uogta ideBl 
fica ignorada pur todos os auctores de licciaDarios qo» preeadena 
de Fr. Dnmingos Tieira. Conslancio perfiia ao ■ adj-ctivo aiticuttf 
rada [distributivo, segundo Goroes de Moura; distiibutiro SDiveifl 
indeclinavel. segando Soarea BaTtM>sa] aareodeocia grega: ■ Da pll 
po^fào Gr. tasi kala, signilìcaiido individaacij de escoiha, Utao. 
snecessiio- Vem de mt kai, lambem, od ti-n dia, depois, oa de ntt^ 
luuhcmai, por, assentar ■. O additador da 5* ed. de Moraes raàoBJ 
aaaim esle concilo : ■ Da prep- tir. Aala, sejninda, jtiDcto, por eaam. 
Hnalmenie BigniScando individnafio de escoiha, turno, e saci 
Pai-se entào odtìt a palavra oracular do sr. .\dolplio l'oeltio: 

, ineiactam- 

para deseobrir a verdadeìra etyÒKiloaia, aqoi, 

noaeroaos, è a comparata coro as /Armas correspondenlea dos ^ 

idiom«a romaoicos ■. Passai» pois em revista o italiano, o hispanbi 
o proTencal, o francès, o retho-romano (sic). Este csfùrfó de erudìfio 
costa ao sr. Alolpho Coelho... o trab^o de abrir o Diecionano M 
Diet. DeaJe o (lanc^s radhHM e cheun, ilfsde a antigo bispanhol fitu- 
c«daHno «té ao portvgvès fmsettdatim dos For>iS de Grsvio, alti se 
acham reanidas (t I », pag. Vì-9i) todas as migalbas da scienda do 
Grande Diceioitaria. Li estio os eqairalenles latinos, là os analoeM 



lamùoU '. Para e 



161 

- corno dizel-o? — a traduccflo servii da 



'do grnfjo; e o exempli) b kàthe dfndron, portuguRZ cada artora « res- 

ponde no <]o originai « xi9i itttpty—spaiiiat,ìi cada drbol «. Por deB- 

grata, titula d'issu prova coutrn a etyinolot[ÌB de Conslancio, sa qual, 

Mm o alverllr, o insigao romanista Paulo Meyer — qtie d'ealurlo 

Um ft infeliciJadi5 de se pur em dBaacoordo com o ar. À. Coelho — 

acaba cjo dar altamenU) rozào com o estudo publicailo no voi. II da 

Rotnanìa ( IcT/J, pag. 6&a5 ), sob o titillo « Qiuiiiue al cata dans la 

lar\gitiia rotnaruis o. Traslado apenas bb conclusoes; a L'étymoloi^e 

de cada, eelle qui satlstait A la foia hu sods et à la forme, y compria 

Vitalicn r<Uauno, c'est la prépositiort grecque invìi, et il esl d'autaut 

plOB singulier quo M. Uiez ne l'alt pas vu, qu'il a, précisèinciil Ik 

— ipoa (T- cadauno, cité le grec «iflivas qui répond exaetenieiit. ù en- 

■tio, cadaan, nte. De taOitas le grec le plus vulgnire a FonnA nidi, 

liflant n ctiBCiin n. C'est de m^me, selon M. Diez, que de eadautw 

■urait furmé cada. C'est peu probable, je l'ai dit plus haut, mais, 

1 anus arréter à discuter ce point, il nous faut conelaier qu=' la 

.litndn do furmation rntre cadauno et fsOjvn^ est beaucoup plus 

granile ciue ce qu'a pcns^ M. Die^, cada étant nxaulement xa-ti, et la 

Beale diiTérenCB ^taut quo uno esl roinao, et ìrat grec. Je crois qn'll 

ne peut s'dlnver aucun iloute sur lo rapport de sena qD'otTro uri 

"■ ■ " ■ ■ - ■ - ■ - latablo II priori est que la pré- 

n faU' ■ ■■ ' 



, BTCc' notte cada. Le seul point e 
osiliuii gn^cque alt élè employèe 






1 vulgalre 



s'enUnd, 



> super 



Et faciet a 

... FacUl agnìtm et sacrifidum «t oleum e 

tane. Ce l-'xte est d'autant plus impoctant qu'ici le seas tln eata 

-Jt exacteniint « chaque matin d: cada matin, edt-oii dit en 

roventai. Vullà cata s'apphquant au lemps: d'autroa eiumphs, rap- 
~ "i par Du Gange (au mot cata), nous le montreot s'appliquant 
._ ìhoses avec le sena de secundum, juxta..,. En Buuime, il resterà 
'Cbibli, je crois, que la prépoaition uri, 6taut adoptcìe par le laliu vul- 
gtire et s'Ótant spécialiiiAa en nn sens diatribntif, a èie employéM juaque 
vera li XII* siede au tnoin» dans tout l'empire des langues romaDes; 
et qne depaia cettc epoque elle n'a guére perdu qnc les pays de lan- 
gue d'oli aonsidérés dana leurs limites Ica plus ètroit^a, puisqu'elk vit 
j Mcore liana les patois du Poitou et de la Suìsae, qui apparliunneat 
Lpluldt ft la langoe d'oTt qa'il celle d'oc n. J 

> Grande Diccionario pùrtuguit. l- IT, pag. tj7 : 
« CAMISOtiA, «. f. l Ou do rranccz canMùle, ùix urna [onnag&o 
jisrallt'la, polii o portogU';! tem muitas fórmai produiidas pelo mpsmo 
. vid. Cai'arola) o. 

i Bupprir A deflciencia de esclarecimentos, procurale rafarola 
O logar resùcctivo. pag. 17, S" colntiiua 1 Nào se nnconlra. O dizionario 

■- Cavar a Cdcea. Buscn-se CaisarolaJ Diz : « s, f. Vid, 

■>. Admittindo alguni salto na orlem alpbabetica, volta-M B 

. 1Q7 l^^al resultado, e iniiaincieute, se quizerem: o llvro n&o d& 

ro. Enlri-'gue A alta empresa de aprofundar a origem da puluvra co- 

thorrada, o ar. A. Co"lho delsa-nos aem casarola. Nobilissima é cer- 

n sua indignacHo, quando, ao re terir-se A etymologia qui B vela 

l>i Damaso Monteiro iiiUoduziu na ó* edicao di Moroes, din: 

necessario dar tractos A imagina^o, corno se fax no Dicvìono- 

» dn Moraet, pura derivar •, otc. E na verdaie, a origem do nome 

"'•"•, quo Filinlo Elysio, depois de muitoa annos de indagaci, de- 

Qr actiadu, a 31 de outubro de IIW [Caso Iragieo mM< v«rdadeiro. 

Iti. SII 1. fica a perdor de vista da otymologìa de encaborritda, 

Adolpho Coelbo conseguiu esiabcleoer. NAo nego 




nota de Littré, adrede dc.imanchada na ordem doa periodos, 
a um poncto interpolada cotn outro farrapo de Engelrufvnn. 

TraduecSo servii, dite eu '. NSo tanto o sera, pois se l 
Qota differenza, um aó toque de differenza, mas apreciavel, 
Emquanto Littré declara ter tornado a Dicz os termos da dis- 
cuss5o, o sr. Adolpho Coelho faz-lhe a fineza de a considerar 
bella, indicando-s remotameate, corno se Ihe houvera pasaado 
a grande dintancia. 



neBto particular n trans ce □Jencìa daa sua^ cogitagùcs; mas repftro 
que fteralmeute dixeinos cancaliurrada-. aclio a palavra assiin esaripta 
no Thesouro da Hn^ua partuguesa do Benlo Pereira, no SumU- 
mento de BLuteau, uas Infermìdadeir da lingua de Manuel JoH da 
Paiva : leio era A. Uerculano, Carlos ao padre Racriio, pag. 11! 
n A.pena3 aeabei do eacrever o antocedento paragrnplio l0|^ o concio 
me dice que tinlia (eito grande cadoaburradu i> — e perguiilii quo ~~ 
plica^ào lio vacabulo nos darà em tal caso o sr. A(lol|>li<j Cuèlbo, 
■primeiTO que em Poriugal esiìtda as linguai sob o pondo et< vitta 
scienti/icù. 



I A co rrcspond ancia dos textos. 
Irarà que nào exaggero : 

E. LlTTRÈ, 

Dictionnairedelalangue fì-attfaite, 
I. I, 1» purliB, Paris, ISKI. 

w Boarg. chemime, ehaiminge: 
ptcard, ketnise; proveng. et eapagii. 
camisa; partug. camita: ilal. ca- 
micia, camiteia: tai. camicia, dans 
St^IérOme ; e'est 1° pluj ancieu 
exemple de ce mot, qui parali si- 
Rnilier un vètement en u^age dans 
les campa, ot avoìr él& un mei du 
langage populaire ( volo prò legen- 
tis [acilltate abati sermone vulga- 
to ; suleul inllltaiit<;H habcre lìDcas, 

« L'ancien haul-allemand faurnit 
hamtiit, heiaidi, chemise, où T'i 
pourrail se uhangsr en e, mais qui 
n'explique pas le aifinxc isia. Ce 
sultiie n'est paa non plus expliqaé 

par Isidore uni "-' -"- '- 

cama, lit. 



nqul fielmenti? reproduzidas, mos< 

A. Coelho, 

Grande Diceionairo PortugutM, 

raderaeta jl>, Porto, mi. 



is autigo esemplo At 
jaliirra é em l"'i"> 

i. Joroaymo. 



n No antìgo alto allemSo ha te- 
nMi, litmtdi, d'ondo o allemlo 
reo lerno hemd. N'aituella liDgu« o 
«Ci pò dia mudar-sG nm n h », bm 
o Mt/lit 1 aia 11 Ulto é explìeads 

Sor olla. A origem da pala*n I 
iincil de determinar, n aU agonj 
aptsar da bella discussio de OiMi 
Incerta. 

« No antigo traocz, ao late di 
chemiie ha chainte, esiofo A», tt 
nbo, quo suppòe umu TArniK fvtf 

lido comprido, no autigo 



E cinindo & Littré a observacfio do arabista hollande» 
Dozy, nfio advcrte qu« este a si mesmo se contradtz : dà-lhe 
raiSo. Tel-a-ha, ma.'! em obra anterior elle proprio assenta comò 
facto indubitavel o haver a paliivra arabe passado ks linguas ro- 
maaicas : « Oa sait qua le mot camtt a passe daas les lan^uea 



Taea as conquiatas da elymoloffia scientifica > inatituida em 
Portugal pelo sr. Adolpho Coelho. E quando, deaincantados , 



llc(ue caimis, géaitif caimae, che- caimis, geuitivo caimae { il'onde o 

taiae: mais le colliqua oe parali trance! ckaitise), mas no celtico 

Bvoir aacuiie raclae pour ees mota), nio parece exislir raiz qu; expU- 

toit daiis l'arabe gdmif, vèlemeiit i^ue essaa fórmaa. RecorreuBe tam- 

de dcasoLU. mot qui ae Irouve déjk bem au arabe qae fornace a fórma 

dans lo Coma, mais pour le>]uel eamip. 
l'arabe non plus ne fourolt póiat 
de racine. 

Gtouaira des mot$ espagfiols et 
portugais diriois de t'arabe, 

Uyde, 1BG9, pag. 377. 

« Bien que le nom da oe v6te- 
ment nous eoìt venu par l'inter- 
mi^iliaire Uee Arabea, il ntut eii chor- 
Cber t'orile plus liaui. Le mot 
arabe (Urive du Banscrit kschuma 
(kachauml). Un, kschaumtu, faìt 
de lin : le v^Uiiaent a reca co noni 
de la malière doni oii le fabri- 
qatut,,,.» Enoelmann. — a M. Bo- 
galmann aurati pu voir chez le dor- 
nier auUtur qu'ìl cite [ Uahn ] , 
qu'un Europ? ce mot eet beaucoup 
plus ancien quc rdpoiiuo arabe, 
attnnJn quc ramitia se trouve di^jÀ 
ebct un auUìur du IV° siécle, k sa- 
volr cUo! aaint JérOme o. Doit. 
Lirraa. 

M La coaclOHion de celle diacua- 
eion empruntéo k Die» esl que les 
languo romaota odi eo un raJiial 
eam, et une forme camU, d'oii la 
formo atljeclive eamiiM ; et r|u'on 
ne sali à quella langua rnttacher 



« En){elraann 8npp5e que l 

arabea que aa linguas roin: 

receberam a palavra. e que aqu^llea 
a lenham recebi do do sanalirito 
kshumà , liaho, kthaumas, feilo 
de liaho 1 maa corno a palavra se 
enconlra jà no tv aeculo, em S. Je- 
ronyrao ( o qua Doiy com razfio 
objecla a Ena^lmaan], nào lol pelo 
intermedio dea arabcs que ella 
chegou ao Occideat/^ : o a origem 
sanskrita, apcaar da coìncidi^ocis 
de fùrmaa, lica pura liyputlmee. 



a fórma, ailjectiva camiiia : qual, 
piirém, sRJn n origem d'essa (Òrma 
radicai eam, È o qae n&o pòJe 
aiuda aer deteriuiuado ■• 



u vitemtnli chei Ict Afabts. 

» [A pag. 15 da famosa prelecsio do Strasburgo, en tendendo de - 
monslrar por um ex^mplo coniUusivo os aj^ìgantados progresaos da ely- 
Biologia scientiUca, dà Atax Mùller por leaUmaaLo a recuaa dos melLores 



ilesvìfttnos os olhos d'esMa obra'^ balof&s, com tamnunho alirde 
eneareciJas, se acertimos dirigil-as a ^gnm d'aqaellea tn- 
balhoa enjeitados pela emdìcio conUmporanes, o Voeab^^H« 



^lologos em caosid?Tarein conto ama so palavra h^ e deiu, eaja od- 
gem commiim pareoe tao enJente- EsU eoaSssfid de am aantor qaa ks 
nisis papolaT das snas obns (fM?NW of Langwtge, il*, td7(, pag. 417) 
offirmarA liào se podet acMÌUr pan o termo grew elymoligÌB qne aio 
ione ecoalnente applicarci is voies carrespoaieot«« ?in saoaknlo a 
Ialini, ai>T«mos lel-a comò striemoe bfMneDa^m presIaJa i apiniao da 
eonlradietores iUusIres (Sehleicber, Compti^ium der oirgUUfkotdem 
GrammotiA der indttgermanisehe'n Spraéhen, » ed. 1371, pa^ -j06: 
Curtius, GrumUuge dir grUchiichen ÈtifntoU>gU,d* ed., 1859, paf. 4*"' 
« Ob arianos, ata aoni^ remonia a sua Ungna — diz nà>> mnito '-""^ 
O celebre indianista — reconbecnram a pres'Ufa da diviadad# 
nomenos claros, luraioosoi. helios da natureza. Por isso cbaa^ 
oemleo c^u, i alma t'rra, ao calesceate fogo, ao lucido dia, & d 
aurora e i javeoil primavera os seas D e t a s , ìslo é, as clar\ 
A m<>sm^ [ràjavra, deva em sanskrìlo. d e d a em latim. perwnnm. 
ìnalterada em todas as taas preces. nos s^os cattM, qa soa sapenti^, 
□a sua pbilosophiB; e aìnda lioje de milharda d^ cath<*draes e cap^Jas 
se eleva ao tea a mesma palarra. D ? a s, a qaal, antes qae bottveaM 
enigos e romanos, anl°s qnc bouvesse g^nnanoB e brahiaaaes. fai fii>r- 
nila sa obacnra oRieioa do espirito ariano >. ( U<!b€r dU RisuUatt ittr 
apraehwiaetachap. 3> ed., Strasborgo. 1S72, pag. 27.) 

Man giado pois as snas alias presump^oes e os seos ambiàosoi 
des^ios, qiiem nSo Tè que a plymologia. a ■ sciencia da verdale e, 
M debate aioda e a loda a bora nas ireras exieriores da iKnoraneia 
« da dnvila* Poaho o caso da palavra relitriJo. No qaeloca asoa rer- 
daicira orìsem. lemoe boie porventma maior certeta da qne bavik 
no tempo de Court de Gebelin, de sancto Agoatinho oa de Cietro f 
Com oa argamentoa e contradic^?a dos anclores mod^moa se p6de 
provar qne nSo. 

Elegantemente Fr. Amador Arraes { Dialogai, i*, <;ap. xu, C<nin- 
Iwa. 1^, pag. 388 da ed. <le 1916): «Mas fdo de r«ligiào m^a em 
CÒmnm, a qoal segando dii PUto, b? obligarse o bomem. & sobjeìlana 
a Deo0. Pelo que os Doutores Cbrisiàos en^inào, qne religiam m dia 
de religar, porqoe aqnelle se dìz religioso, qne s^ ala, & obriga aos 
preceptos de Deos >. 

E Raphael Blntean [VoccAvlario, L \11. 1720): • Qnerem algtuifl. 
qne se ebamasae a Beligiaò à reUgrndo Deum, porqns com ella o ho- 
ntem, qae bana deyiado a Deos, o tornon a boscar. . . • — Religia5 li 
bem be barn estsdo de vida, & modo de viver, separado do mldo '' 
RegiBs, GonstituÌQÒes, ti Volos, qa> nos ataò, & lìgaò om D^ 
por isso se cbama Beligiaò à RH^ndo, qaì quer dìzer .^M 
tornar a atar: porque o Religioso aìem do commum ligame doal 
dam^Dtos de Deos, de precevL^s da Ixreja, be onlra vet alato J 
' vincolo dos volos. a rej^raa -la Onlem, qn^ prof-ssa. 

1. Agostiobo, RjUgiaS sa df' - '- " " -- " 

tornar a etcoUier : porque 
para objecto do : 
cretaras. Querem 

qne quer dizer Degxar, & qne aqoella causa se obama Religiosa, qoa 
por sua santidade be s^parada das coasas orofanaa. OonJe oa Lati- 
nos vieraò a cbamar Lugar religioao, àquelle, que por sua difficnl- 
dade be remoto, il apartado da eonversafSo diA bomi-ns. lUHffi»- 
lum, (dii Gelilo, lib. *. cap. 9) est. quod propttr tanctilautn tOt- 
: sepositum à nobit al rerium à rWtngiHNdff 



Rebnoso *Ìoma a boscar, .Si escoloar 
aquelle Deos, i ' ' 



de Bluteftu, publicado ha aeculo e meio, vamos dar ahi com 
todas as novìdadea caducas quo n sciencìa actual pretende 
!he admittamoB a. poder de rotulea novos : — a opiniSo'de 
sBucto laidoro de Sevillia aùbre a etymoiogia da palavra camìfia. 



ioìts romaine de ìi. M'ominsen ( t. 



dicium: ou porque (conio aiiyerlio Vossio nos suas EtymotogiaB) Re- 
ligiosa loca proprie n*n(, qux mlinqimntui; nee amplius inseroiuitt 
undui huinnttis. Religiaò segando a sigiiiticncad da voi Latina Beli- 

S.0, lem ouiras muytas acceiicòu^ : toma-ea pela sciaiieia das coiuas 
iviuas, corno rofere Plutarco na vila de Paulo EmiUo; Igma-ae por 
temor (comò noia Servio soUre Virgilio) Aie. », 
Ou^mos, porém, os contemporaoeoa. 

Maznre { Dictionnaire étymolo^que de la langue francaiae unielle 
et liltèraire. Paria, Itì&ì } : e Par aotre ddHoitiun di la ruligion comma 
llen, Dous suivoDS rétymulogie la mieux rofue, religare. Laciance, 
Insl-, liv. IV, eh. ixiviu. et aaint Auguilia, i»« BÌr. rei. e. iv, admet- 
Unt ce beau sena; adaumoias Cicéran, De nal. ieor. liv. II, cb. 
xxvut, eipliqne la religion a reUgetuto, iJée de cboisir, esaminar ea 
maiiére de culle. Idée vague, peu précise, et qui permet de préfàrer 
l'aulre mot; otttricti Dea et religati, dit Lactaoce i. 

Rabaaté [ De la laague ùsque d'apris lei inseriptions et de ses 
rapports acec le latin, Kennea, Iftió, gag. 11 ) : a On lit dana l'hia- 

1 ; — j, w «r .n- I. ì n iji. a Haiigio, nom tout 

religion nona atta- 
e religio derivo da retigare: 
la chosa ne paralt poortant point possible. ReUgare donnerait religa- 
1*0, mm, ynentum commc creare, creatio: levare, levamen; firmare, 
ftrmamentum. Religio vient de ralegere ou religere, comma regio de 
regtre; or, relegere, religere ont-ils jamais eu le anna do religarel 11 
Berait téméraire de l'affirmer. Ce qa'oa peut aasurer, c'est (jae, dans 
retai acluel de la langue, religent, auqual se raltaobe religio, paralt 
flignitier proprement respectueuic. Relig'ins est oppose à negligent, ir- 
reapcctueux, dédaigneui ( deoruit negligens ac contemptor ), & peu 

rr^ comme en grec tv>i£>ì> eet oppose ^ JmaiSitt- H- idommaen ne 
ignote pas, maia il a c^dé k une préoccupation ethoologique et à la 
tentalion de peiadre ea un mot tout un coté du caractéro romaia, 
exact«menl comme d'aulres ont cède à dea prtoccupatioas relìgieuses, 
auand ìls ont vu duna religio la lien qui rattaclie la torre au ciel: 
ceat là une idée touts ctirétieone et bien étraiigòre au groaaier natu- 
raliame dea anciana romaina ». 

Max Mailer {Chips from a Oerman Worlishop, voi. I', Londres, 
1808, pag. 239-310: pag. 827 da troil. rrancesa sob o titulo Eaaaia 
aur Vhialoire des religions, P<irìs, U72 ) : a What distinguishes man 
from tba Test of the animai creation ia chieSv tliat innradìcable feel- 
ing of depend?nce and roliaoce upou some bicher power, a conacious- 
nosa of bondage from wbich the ve^ oame of 'religion ' was derived ■■ 
Coraaen 1 Ueber Austpraehe, Vokalismus una Betonung der la- 
teiMisehen Sprache, 3> ed., tomo I, Leipzig, 1308, pag. ibi ) : a O 
romano aenua-ae Ugado e predeatinado por entia sobrebumanamonta 
poderosos em qua cria e que addivìnhava, e por isso obrigado e 
aditrieto a sarvil-oa e aac r idear- Ihes. a indagar a voolade d^Ues e 
obodecer- Uiea : d'asta fitòjeifSo da comciencia oasceu loda a doti- 
trina doa pontilìcea e augurca romano^, com a sua acanbada a niorti- 
Oeaato escrupulosidade.... n Recolhimento do espirito n por opposivilo 
&a dislracfòes mundanaa, é urna idea chrìstan, que nAo romana : 
d'ahi vem o ser tanibeni falsa a derivalo da palavra ra-lig-io de 
Ug-ere. recolher, aiada quo este verbo pódo provir da mesraa rali 



aSo facilmente aceeita, corno era MooUu e Scheler, maB discu- 
tida, corno em Burguy e Diez ; h etjmologia arabe do cantUt 
frequente na versilo arabicn do Novo Testamento, e inculcada 
por mais pkusivol, corno em Engelmann ; e a uma e outra 
preferida a de camisia, vocal)ulo castrense, exempliflcado com. 
uni legar de Paulo Diacono, corno em Brachet. No emt»nto 
08 nugivendos das lettras, burlOes 

de nLniUue nifu, 

§ue dEo mardem com deatea, mas com treUa, 
qua impiaH'ir-anil vem, comò a patetss, 
GbEos por leurea, oatras por vidra^, 

ao falarem dos meritos do auctor, diiem-nos e afasti adameate : 
■ Bluteau é um primeiro passo » ! ' 



Estamos ainda a pag. 9 do folheto. 

B Em todas na minhas publìcacOes o sr. Innocencio Pran- 
cieco dn Silva apcnas conseguìu descobrir um erro. Se ou podease 
conlìar na Reiencia do nosso bibliographo, o seu artigo seri» 
para mim uma prova de que o meu livro tinha alto merito... 



leg-era, col- ti 



Littré (Dieiionnaife de ta langue frattfaUe, t. II, 2» parte, 1873): 
« Provencal religio, religion; espaipol reli^on; ìlalien TVligiont; 
da latin religionem, doni rét)'molo!;ie net douteiise entre relegete, n- 
OUaillir, et religare, relier. Poar relegers, on dlt que religare auralt 
tait rtUgatio { ce qui est inexact, car re-lig-io se cont^it, «tempie 
opl-io I, et on Cile fa phmsB : religentem esse oportet, religiostim tufìu 

ÌToy. pubumd}; en ce aea», religio vouilrait dire recoeit (c'est proW 
lement le sana prìmìf de Zea;), recueil de tormutoa rcilgiBuses, dia 
praliguos. Pour riligare, on cilc la phraae d'A.ulu-Oelle (ii, 28] : fàUa 
religione alligare, atium [ deitm ] prò alia nominando ; ce snrait une 
formule qui llait les dieux, et l'nomme fi ea\. En latia, religia, 
au sena d état monasiique, se trouve dèa la v siòcle u. — Cfr. Treneb. 
On the itudy of Wordt, U» ed., Londres. 1873, paa. 9, e veja Bart- 
lett, IHciionary of Americanisms, 3" ei., Boston, 1860, pag. 1(J9. 330.1 

1 C Lido, a eempasao qua 03 ^ciculos chetnlvam, a Inlroducf^O 
posta pelo sr. Adolplio Gnelbo ao Thasouro da lingut portugueta, 
aSto dera nnoca CÌnco miaulos aeguldoa ao exaina da texto, publicado 
Bob o nomo de Fr. Domìngos Vieìra, 

n Diccionario de Pr. Domingoa Vieìra e3t& escrlpto segando a 
maia rigorosa direocAo scientlHca. — Para verinas comò so trsctiB 
kUì oa vocabalos basta dizer qae caia um quasi que per ai conatitue 



■ Beede que publiquei o prinieiro fascieulo do meu livro, 
tenbo-o nubmetttdo a um esame pocìente, com o Sm de des- 



t palavTH Art£, Auto.... salisi 
_ ' e iiiiacado o aBsmnplo. — No 
Tkesotiro apparec« tradado com a mesma Imporlancia o arcbalBiiio 
e o neologÌBnio, a loculo vernacula e a papuJar- O idiotiamo, o <|iie 
accentua a crigiualìdnde de una lin^a, alli apparece com toda a 
BOB verdadeira riqnpia, — Grande Dicvionario. em vista da parte 
publicada, conta jA milhareB de palavras que tallam noa outroa dfccio- 

Dorlos tem aprcecDlado as etymoloplaa baseadas siìbre os rtgorosos 

principioB hiatoncoB e plioneticos : traz a deliui^So abnuigcndo tudos 
08 usoB da palavra que escapparam aos otitros lexicologos, olTerecendo 
(tiscussdos completas sAbro a artliugrapliia, crainiiialica e Bynonymia, 
tudo iato abonado cum riqupiaa eilraJiidfla oh eacriploreB classioos, e 

3 uè j>odem servir de docnmetilos para a bìatoria da origpm e ÌDtro- 
uc(ao de cnda patavra u. 

Aesim fal&ra do Grande Diccionario o Jornal do Porto; aaeim 
a repctiain as capas da obra : i&to me oertìBcava o ar. J. Ribeiro de 
Castro. Annnncios, declaragòca doB editorcs, proapectos protuasmenle 
dietribuidoB, artigoB do jornaes lof^ transcriploa na coberla dos fas- 
ciculoa, ludo e incesaanlemeiite nos pregoava, em meio ile applanaca 
ao Diccionario, o nome do sr. A. Coellio — « o primeiro qua em Por- 
Ingal eituda aa linguas sob o poncto de vista acientìDco >> — a o Joven 
escripior cm.0 leucou bb bPBes do uma esuhola philologica em Portu- 
gal jt, etc, Os oditoTcs dÌKiain - « No alargamento do manuscripto oriBlDal 
leem eoilaborado pesBoaa competentissimns, e entre oatras o ar. Ailol- 
pho Cnelbo ». « Os trabalhos db revisòo, etvmolo&iaa. accresce ntamentoa 
(U letlTft C em deanlc bAo teitoa pelo dietiiiclisaimo, conhfìcido em 
trabalhos profundiBaimos, o excelleDtiBsimo... * O Jornal do Porto 
completava : v lloie jà ae póde filar d'està obra comò de lun mono- 
loento que esl& flira do attaque do zoiloa capcioBOS ». Eacarecia-se a 
Bcccitatan que oas acsdemias extraugeiras tinliam enoootrado os dous 
ponderosos Tolumna doB leltraa A a D, com os doze mil vocaboloa 
accreaceatadoB aOB actuaes diccionarìos da lingua, com o sen numero 
ìacalcuJavel de sentidos novos, de locucòes eapeciacB... 

Acredìtei na palavra bonrada do sr. J. lUoeiro de Castro : ador- 
meci ncata eonfiatiEa; fccbei o llvro — lalvea roalmonla o fecbasso de- 
p0i> de adormeccr. 

Na traducfào de um logar de Bentey quo adeanle se loWi succe- 
d6ra-mo porém cmprefrar a palavra cvtlura corno equivalente do al- 
lemSo cultur. Empregara-a, fuudado na auctoridade do sr. A- Her- 
colano, cnjas Bào estiiB phrases : ■ No quarto aeculo a cultura e ao 
mesmo tempo a corrupcSo ile Roma abrangiam pleiiamonle todos aa 
provinclaa do imperio ». [Historia de Portvgal, I*, pag. 20). u O 

rroprio Alvaro, o mais Inatruido dos ailveraarios da cultura arabp.,, » 
ITI', 174, nota). Determiuei-nie em reconslderar a materia, ao Icr oo 
ultimo livro do sr. Jnaquim de VobcodcpIIos a nota seguinte : « Nio 
vemos inconveniente iUgnm em adoptar està palavra [ cultura J enm a 
BÌgniHcRcào Byntbettca que tcm no allemSo, para designar o resul- 
tado total dn progresso de uma nacao, ou Iblando em goral, de loda 
a humanidade. A palatra n civilisa^^ » lem uma certa Bynonymia com 
aqaella, mas expnmiu por muiio torneo, e aioda hoje exprlmc. uma 
aerìB do princìpioB confaeoB ; talava-B« uà civilisacfio e dava-se a t'rBtifa 
comò a conductora do movimento!! Todavia entro ambas as palavrae 
aehou-se ama dilferenca pntfunda nos principios da sua signitluafSo 
moral : esles principios nn idea riiriUiation ano accidentee. e na idea 
euliui; Bùo base lundamenlal i>. ( Fauni de Goethe, Porto, 1873, 



cobrìr que nelle ha de fRlso ; o habito das relraclattonet esU 
prof undam ente inoculado em mim ; alSm de que a fìilta de 



paR. 107). Oa exemploB de Kant, dtadoa por Jacob e Gnilhenne Grìmm 
iDeuttchJ!^ Wórterliuck, II, Leipiif-, 1860, v. Cititisieren e CieitiiU' 
rung] contTarìam.de algiiiD modo a definìcào do sr_ Vasconcellos : mu 
em sumina é esU timo imeatào em qne nào pretendo embrenliar-me. 
D. José de Mora, na ColUecion de ainónimos de la lengua castellatta 
pubticada pela Àcademia Hispaabola (Madrìit, 18ó5, pajt. 43) dji: 
■ Donde hay leyea, gobìemo, admiDÌatracion de iuatieia y lodo lo que 
constituye el òrden cìvil, hay eirilitacion. Don'le hay amor al saber, 
edueacio'n literarìa y cientilica. amor i las lelras y & las artcs, y pro- 
teccion y iialardones para los qne sobreaalcn en el cullivo de la in- 
teliReocia, hay cultura. La eiviliiacion depende en Rran parte <M 
régimen {tolilico y de la anUridad : la (altura, del teinple naeiooal, 
de la opinion pdcilici y de las costambree dominanles. llay nacìonei 
civUuadas qne estan tnuy l^jos de ser cultas. Bajo el nombre de 
nacion civiìisada se compreoden todas las clases qne la componen : 
mas no pnede deeirse lo mismo de las naiiìonea rvtlos, pu°s en alias 
hay forTosamente clasea eolerne 6. las que nopuede dar^e eate tltnloa. 
Em Littré {Jliatoire dg la langue fmnfaisg, n<, pas. 373 ) encontT»«e 
a reflexBo a^guinte ; a De rirljù, nou8 avons fait ciniliser, ciciluaHm, 
qitì en lalin seraienl dea barbarismes sana signiticalion préciae. Ce n'est 

rqne l'idée manquill aui T.abna, et il est eurìeux de voir daas 
QuJcberat comment ila l'onl exprimée. CipiiUalion est. dans Oi- 
céTOQ, liunianilof ou hien vita jpgrpolita humanilate, ou bien mltut 
vitx ; dsns Pline, humanitax ettce : dans Cesar, euUus : daae JusUn, 
eulti mores, ou cvUior ciciu», on vita eultior. on cvltim- viia unu; 
dans Sénéque. mUioren animi. K ces expreasiona j'ajoulerai celle qoe 
j'^ remarqoée dans Pline l'ancien : il ae s?rt da mot vita, la vU, 
d'une fafon t'alia qn'on ne peul la traduire que par ciuilisalioit ■■ 
meamo auctor escreve em onlro ingar ( Dictionnaire de la langvt 
franfaise): u CiviliBation n^sl dans le Dictionnaire d- l'Aeadémie 

5 u'à partir de l'élilion de 1b35, et n'a été beaucjjup employé que par 
{8 écrivaina modernes, quand le pensée publique a>st tiité« anr le 
dévcloppement de l'hisloire a. Gnizot e Buckle definiram em pallina* 
admiraveis, que lodo o bomeui de '^tudn leu. a idea dn rimliiafOo, 
Taclo, eslado, on o qae mellior julaarem. Benjamin Constant obaema, 
cuìdo que no discnrìin De la liì/erlé dss anciens comparse à celle Att 
tnoderttes : n Phu nona imporla qne le mot civilisation Vienne du mot 
cieitai; ce qui eat certain. c'>>st nue son aeceptìon A, chance en roBlaa. 
Tambem a palavra civilidadx tinba ainda entra nòs, no siculo poasado, 
urna significBfSo de todo opposta & qne hoje em dia Ihe relerìmos. 
É BIuti'Ru quom, eacrevendo em 1712, diz ; a Civilidade. Deacort^a, 
Grosserìa, Rusticidade. Pareee derìvado do Latim Ciciliias, mai em 
s^ntido contrarlo, &, por AMiphrasis, corno Bellum, guia minima 
bellum : & assi Cteit iliade, & (fivel em PortuRUez he conlradictorio da 
Civilitas, & de Cinilis no Latim n. ~ Constancio ; u Hoje signiflca cor- 
tezia, urbanidade, atten^ào obeequioBB. Anticamente era o mesmo que 
civeldade, acf&n de villào, de plobeu. vileza, villania. Mnito despn- 
zado devia ser naquelle t«mpo o lilulo e cbaracter de cìdadSo p«b>e 
que se appellidnvam uobres e BdalRos 1 n 

Foi neste pondo que me hmbruu aonsultar o segnndo volume do 
Grande Dieciortario portuguts, volnm" a qne raramente tìnlia recurso, 
volume que a& nas conjuacfòes solemnes me d''Cidìa abrii — nunca seta 
alguma interna turba^fto, cnmo quem ae approximasae do antro de Tro- 
phoaii), t'^meroao de dar de ntato com o espantallio de aeia ou oilo co- 
uinnas de lellra italica trasladsilas das OrdenafBes para esemplo da 



l«pìtica alheia me obriga a aer o critico de mira proprio. Pois 
u confesso francamente qtie lenho encontrado do meu livro 



n&o creiido ver eniamenrem aa voltas e esparsas de Chriatovam Falcao, 
einc(uanlo (iniìilamentc ac i?ntreinostrasaein, alirindo papato através dos 
frequ''Dtes centdes itos Novissimo^ do homem, do Fnlmeirim e dos 
Dietot da Freira, as phrases ora aìngularea, ora usuaes, os ex^mptoB, 
as locufòes polidisaimas d'Rqueltes que nos habituàmua a coaaideTar 
por mealres e arbilros da lini^ua. 

Enlrei a fulhear o diccionariu de Fr. Dooiìdeos Vieira, isto é, o di- 
Mionario dii ar. ThBophilo Braga, do ar. AduTpho Coellio e dos soua 
innoniinadoB collaborailorcs. E pois quo a hoje )à se pòde falar d'està 
obra corno de uro monumento quA està lòia, do attaque de toìIos capcìo- 
sos », aeabo pela segunda \ez de ler e conferir oa vocabuloa Cmili- 
4ade, CimlisafOo, Cultura, e d'aqui direi aObre o meu eiame. 

CiTUìdada. Pobriasimo arttgo, mas, sem embargo da sua pobre«i, 
traduzido de Lìttré. Troa linhas ìntermodiaa, acaso procede atea do 
nanuacrlplo primitivo. Nenhuma refereocia A Bignilicacào hoje deaa- 
sada que Blutaau, Moraea, Constando e os auclores do Dicctonario 
Unif erial ( 1. 1, lo44) Ibe assignam. Nenhuma ao valor particular codi 
qoe a eiaprefia o padre Manuel BernardeB neste exeinpl<i jà adduzido 
no Genio da lingua portuguesa : n Mortoa ae dizem tamh'<m em Direyto 
«a deportados, ou degra'IadoB, porque perdem a civiUdade, ou Uberdaile n. 
INova Fiorista. HI, 1711, pi^. 461). A syaooj'inia do vocabalo tradu- 
zida tambem, contractu e um tanto livrcmente, do Littré. Da traduccao 
nasce» um artiguinho coio, qu? nao alcanna certamente a eiac';£o 
ideologica do qu) tinhamoa em D. Franci<co de S. Luis, mas que nào 
chpQa lampimco ao tiu» nos deixou Rnquctte, eia parte traduzido de 
Olive, o qua] a grandea haualua bebeu em Goixot — unico que nào soube 



Teraào tr,ic 
àio Coelh 
ConsWncio 
gnaso do 



Ci-vUJaoQàa. Palavras de I.itlré, vertidaa teitualm^nie, o ap^naa oa, 
. __ jào tr,icada a pliraae de Turgot por ama sentenca da lavra do ar. Adol- 
dio Coelho : « A cÌvì1ìm;So em Portugal està muito atrniada n. A 
Jonsiancio pertence, segundo se pó<1e crer, a phrase ( mulilaUal ^ Pro- 
jnaso do m'-thoramento do estalo aocialu. Dir-me-hfio que oatas obraa 
vivem de empreaiimoa. Admilto. Gunheso aa attenuatitea, as declina- 
torias maia ou menoa plausiveìs que se nsam alleitar em laea casoa. 
Sei que ha, para explicol'OS, umaa engenhosas anliphroaes que j& se viram 
produiidaB e asaÌDnadas pelo ar. J. BibeJro do " ' — 



voellio. Se o anctur desvalijailo é portuguèa, da-se-lho ee^ranca de qua 
^8 aeus trabalhoa tt apparecom aproveitadoB com um raro senso, para 
[jQue B'* nSo perdesse nenlium dos pasBus deflniUvos apresentaioa na 
"Mieneia leiiculogica em Portugal s. Se é citrangeiro, conta-sc-lhe comò 
■e faziam antigamenle oi diccionarios: « Una pagavam quatrocentoae 
oilcnl^ reis a loda □ qualquer pessoa que apresentasse d'-z paiavraa 
DDVas : oulroa pagavam a ociosoa sargentoa da capital para Iraduxirem 
OH diccionarios de La Charto ou de iìeacherellc I fclatava-ae nesta doao- 
lai;ào quando appareceu o Dlenonario OU Thesouro da littguti porlu- 
gueaa de fr-»! Dinflinnos Vioira. lira de conscieacia pùl-o ao cor- 
Tante doa modemoB tranalbos do Fr^dirico Diez, de Littré e de outros 
Upie deram fi philologia um impulso que fórma uma das gloriaa do 
Meo secalo n. — Agradctumos por nossa parte o beneficio, o coattnue- 
lOB a ver corno està obra « de conscinncia » sa perfo*. 

Cnltora. Na confefcBo do presoota artigo enlram os ingredinntea 
jeguiuies: X". Etimologia e deSui^ tnuLadadas, verbum verbo, de 



defeitos [ custa a crer I ] que em breve descobrirei em publico, 
porqua so assim elle oa poderà conhecer a. 



Litlré.— 2°. Exenplo dos Lusiadas recolhtdo pelos addìtadores de Uo- 
raes. A oilBva inteira para abàno de urna polavra; o aulico plorai 
dSsx ( sepie vezea ero urna su pagina de Vieira, IV, SSl, o conto r "" 
a fórma lioerts) tranBcrìpto dons, Nào quTo iada^ar corno se acc( 
moilariam os revedoree do Oraitde Diccionario com est'outro lORor 
poeta, e. V, est. 95, quo leio pela cliamada segunda editao de 1572 

DA B terra Lusitana Sclpioès 
CeEarea. Alexandre», ìc da Aii^uab», 
Uos aSo llie M com ludo aquelles doSa 
Cuja Tolta os fai dunia b lobustos. 

Fica-me parém a liberdado de concltiir que nisto até o collaborador 
extrangeiro da Bibliogr/iphia critica, a doutor Reinharilsloettner, p6de 
dar liceòes ao sr. Adolplio Coelho. Beitraege lur Textkriiik der LM' 
siadas des CamSss, Manioh, 1873, pad. 11. — 3°. Verefi.) de dous signi- 
flcadoa de Littré. — 4?. Sanlido tropologico do vocabulo. No Grande 
DieciimaHo : « Figuradamente : A cattura das tettras, das scieM- 
ctas, das beltas-aries.— Os poucos confieeimento) gtte h-nho de- 
vo-os d cultura das bellas-artes. « Em Littré : « Fig. La culture de« 
lettrea, dea acieoces, dea beaui-ar(s. Le peu de connaissance qM 
j'ai, je le doia à la culture de botin''s lellres, patho, Horattgue de 
Cieéron pour Archias, daua richelet ». Da confronlacòo resulta 
qtii ar. Adolpho Coelbo calou a r?ferencia do loxto, e d'a M- 
tas-artes pela expressao bonnes leltres cum que Patni interpretéia 
o optimarum artium da oratSo latina. —Fi". Novo aignitlcado Tfr- 
tido de LilCré, — 0°, Bnalmento. A oxpressfio translata cultura dot 
almas. Fora do logar que llie cabla entre as accep^es Di^radas. 
Tropo e deUni^ao de Moraes, omittida na copia a indicai^Se da anch)- 
cldade classica. er. Adolpho Ooetlio, que se jacta de haver reduitdo 
a a um minimo u as folbaa de Moraes na refer^ncia doB losares 
transcrevo, nSo s6 aia completou a cilac5o. senSo que {Ulgou pt 
cancellar, corno iadiflerente ou nullo, o nome do padre Mi-ira, impressa 
por extenso no livro que llie servia de esemplar. A integra da phrase 
« para a boa adroinistracào, & cultura daiiuellas Almas d acha-se aa 
quarta parte dos SermJies, pag. &15, n° 581. È quasi ocioso diwr qtie 
no Brande Diccionario nera sequcr apparece aceiioda a nova ftCM- 
pcào com que a Historia de PoHugal naturalìza o vocabulo, aecepcao 
em que ulttmasiente o vimoa enconlrar noe Eiogios academieo» do 
sr. Latino Coelho ( t. I, pag. 44 ) ; « As linjtuaB — parece paradoxa 
cala doutrina — vSo-se corrompendo o degenerando ao pasao que da 
civilisac^o, que representavam, se transita para um momento novo 
na hialoria da iiumanidade e da cultura ». Assim, e -virliialmente, 
aentldo classico do cultura por estylo dos cultistag, e aindu a partl- 
cular signillcacao de cullo ou vencraflào relìaiosa ( frequente em ita- 
liano, Bcgundo se mostra pelo Vocabolario delta Crusca ; lalinìBsìtua, 
Como 'se v6 em Freund ), de que occorre enemplo na phrase cultura 
dos idalos de Fr. Dioso do RoBario, sSo pgualmento omissos. DA-oa 
«om ludo Moraes, e àquelle ajuncto, com Bluteau, o exemplo : a estrepilo 
de vozoa novas. a que cbamSo cultura a, tornado àa primeiras liiuuB 
de urna ohra eacbolar vulgarìssima, a Vida de D. JoSo de Castro. 

Denuncio estej factoa. Ao sr. A. Ci''lho, o auctor do recent» opn»- 
culo Sciencia e Probidade, e de outro jà nnnunclado com o tiluto Oi 
eosiumei titterarios em Portugal, nào pedirci explica^o d'elles. Havìa 
de Tosponder-me que o no Dieetortario è a parte da intToduccSo sdbre 4 
lingua portuguesa a. unica coosa em qua tem responsabilidade •■ ' 



Ha alguma differenza entrc eetas pomposas jactancins e 
as sinirelBS pnlavras de Griram: " A minha divisa é — Antei 
apprender qve ensinar b ' ; mas tamhera o grande Goethe dida 
que a modestia s6 convem aos maltrapilhos. 

« proprio erro qiie o Pr. Innocencio Francisco da Silva 
me nota, redus-se & simples ìgnorancia de um poncto de archeo- 
logia, e nao de glottica ; ignorancia que eu reconhecia )&, quando 
publiquci primeiro fasciculo do meu livro. n Nfio sabemoa, 

■ dizia eu, que em Portugal so tenha encontrado algum d'essea 

■ Bingelos moDumentoB (oa dolioens, eie.) do sentimento reli- 

■ gioso doB ccltas u. 

u E effe et ivam ente n&o sabia; confessava a mjnha ignorancia 
a esse resppito. Agora o sr. Innocencìo pretende dar-mc urna 
lìci;flo, diiendo-me que jà cento e trinta annos antes de eu escrever 
essan patavras, «Martinho do Pina e Proen^a lia na Academìa da 
« Hiatoria Portuguesa um Discurso sSbre ot Mliquìssimm e radei 
« allaret que te ackam «« varias partes de Portugal, e q%e vul- 
« garmenle se ehamam antas «, cÌtflndo-me os Monunenlos pre- 
kùloricos publicados pelo dr. F. A. Pereira da Costa no anno 
em que sahiu o meu livro, e creio que anteriormente a elle; ac- 
crescentando que, « dias depois da apparitilo da Lingua, o 
« sr. José Silvestre Ribeiro, em follietim inserto na RevolvcSo 
« de Seplemhro de 8 de septembro de 1868, nos Tala de urna 
H relagao de mais de trezentos dolmens existentea e conbecidoa 
• em Portugal n. 

« Ha perto de dona annos que li todos esses oscriptos 
mencionados pelo sr. Innoceneio Francisco da Silva, afóra as 
Ytagens de Kinsey e a Nora Thebaida Portuguesa, em que se 
ftcham mcDcionadas varias antas; n)lo me dii pois nada de 
novo o sr. Innoceneio Francisco da Silva. 

a Noto ajnda nma couea nessa passagem : é. que o auctor 
d'ella nfto leu o livro do dr. Pereira da Co.stn, alias nfio re- 
petirìa outro erro meu por sua propria conta. 

■ Eu cibava no me» livro os dolmens comò monumento» 
celticoH, e corno taes os olka o sr. Innoceneio; mas depois 



I .laeob Grìmm, liede auf WiUielm Grimm, 3* ed., pag. 17. Ber- 



pudo ler alguns dos principaes trabalhos recentes acSrca dos 
monumentos megalithicos e recouheci que, coro muitas boss 
razOes, os celtas tinham deixndo de ser cousideradoa corno os 
constructores dos dolmens. Essas pedras remontam a um pe- 
riodo anterior àquelle ora que os povos indo-germanicoa habi- 
taram a Europa. Os principaes dolmens pertencem, seguado 
Ljell, & 3* edade de pedra, é epocha das palafittas. 

n No livro do sr, Pereira da Costa acham-se mencionadas 
essas novaa vistas da sciencia acfirca dos dolmens ; t. p. 55 
e sqq. Se sr. Innocencìo o tivesse lido, em vet de se con- 
tentar com ver-lbe as estampaa e copiar-lhe o tituto, t«ria eri- 
tado repetir, comò eu, uma opìnijio falsa, e teria Udo o pra- 
zer de descobrir mais um erro no meu escripto >. 

Partamos em pequenìnos o pao da sapìencia do sr. Adol- 
pho Coelho. 

B Reconheci que os celtas tinham deixado de ser considerados 
corno 03 constructores dos dolmens. — Os principaes dolmene 
pertencem, segnnJo Lvell, & terceìra edade de pedra, & epocha 
das palatìttas. — No livro do sr. Pereira da Costa acham-aa 
meocionadas essas noras vistas da sciencia acSrca dos dol- 
mens B. 

E rigrorosamcnta exacto: acham-se menciooadas, de fei^ 
que o sr. Adolpho Coelho nao teve mais que abrir o livro em 
duas passagens ' para colher a m5os plena-s o que nos di corao 
fructo da leitura dos prxKcipaft trabalhos reeentes acérca dot •(►- 
nunevlos megaìitÀirot. E se n&o fosse o seu proposito de escu- 
recer, sempre e com a obstinacSo de um logar commum, ludo 
quanto é nosso e p6do interessar A, honra da nacfto, ahi meamo 
notarla que essas novoì vUtas nSo s&o novas e estavam TÌsIaB 



I B A ultima edsde da pedra, ^ segando o sr. Ljell, 4» __„ 

sr. Gervais, é a epocha das palaSttaa od das habilacòes lacustrea B 
das turfeìras da Dinamarca, e tambem, segando o sr. Lyell, a epudia 
dos principaes dolmìns •. — a Tendo-se rsconhecìdo qua oh dolmins, pDt 
mnito tempo attribuidos aos celtas, nlo s£o obra d'sstes povoa. qoa 
DBo occnparam muitos dos paysea em que estcs monnnieutos ae meatp' 
tram, al)[uns archeoloipis teem iidoptado. para designarem os oan«tnt- 

etor>ts d'eslaa monumeatos. o nome de •prota-eeìtas ■ (IVopOu jidtM 

o estado prehistorico da terra e do \omem. seguxdns da diiterippto il 
algtutt dotmifu ow antat de Portugal, Lisboa, lastt, p. 40 e 36.) 



Portufral, onda Martìnho de Pina, em 1733, enunoiSra a 
opinifio, hoje mais (feralmente, eeguida, que udscreve & cdade 
da pedra e considera anteriorea & do ferro os mais antigos 



ì 



Quando Biot, quando Roget de Bclloguet, e antes d'elles 
^jJoSo Keynaud, inqniriam dos textos aacros o pensamento da 
■Tchitectura ccllicn, que outra cousa faziam sen3a renovar as 
inda^Bi^Qes, j& entre oór ig-noradas ou csquecìdas, do obscuro 
srcLeoIogo portugués? ' 



1 « E digno de nolar-se que Mendon^a de Pina lìvesse estit nicama 
opiniào, e a exprimìsse com loda a eeRuranra nas scguintee ptirasee: 
o As anta3 mostram claramente a nideza do socnlo em que se crì- 
« giram. e STem d'aqucllas edades aureas em que o ferro, cscondido 

■ nas enlranhas da terra, d3o tinba aìiida ou lavrado od despedaQudo 
« B3 producete infoimes da natureza, pois, pondo-se todo o primor 
B da arte aenipre noa editlcios sacros, rAo terem estes lavor algiun 
a archi tecUmico, moitra a rudoza que leriatn os edifìcius vulgares, e 

■ quo o cuidaito grandeza de aeua auctores sA se empenhou em buE- 
• car, eonduilr e krantar peoliascos Rrandee e infórmes em que ca- 
« sualmeiit? se achava figura mais proporcìonada ao aeu uaj ». {NotZes, 
pag. «-) 

' B Noè, que na reataura^aò do Mundu oDerPceo sacriHcìos, e le- 
Tantou Aheres, be crìvel, que es fizesse de pedra naò lavraJa corno 
as noaSBS Autaa : porque naò havia de quer"r dilatar ( 
tempo, que gaslava em larrar, e polir as pedras para o 
que Huppoahiimos, qua tinba ob inatrunieattis para isar 
Seua notos bo provavel, que consenrariaò o ubo de Aras Ifscas, Imt- 
laodo flelmenle «9 rilos do quem Ibe linlia partìcipa io os dogmas 
da relÌKÌaiJ; e assim se iorcre di:i Capilulo SO. do Exodo, que para 
differenza cunliadiatinctiva da Idolatria, manda fabrìcar ( pm quanto 
te naò preparava o 'labTiiaculo ) bum aliar de pedra, quo naò fosse 
cortada ao terrò. — ... Aitar \nfinitce magtiilùdinis, que oa dous 
TribuB u mcyo levantaraò junto ao Jordaò, pm a tórma, e graniieza 
semelbante As nnssaa Antas. pra bum moiiumenlo. que clamava aos 
Yindourog : el Elohim Jehota, ou em vulpar, Buon verdadtiro, he o 
Dtos dai Dcoìe» a. Meudon^a de Pina {Noticiai da conferei- 
eia, que a Acadtmia Reat da HUtoria Portugiteta fei em 30. de Ju- 
Iho de 1733: na Colleciam dos Doeumentos. e Memorioa, 173t. parte II, 
n" IVI, pOR. 15 fl 17.) — » lls ( lea Celtea ) conaorvaient immuable- 
nent. de giénération pò generation, toutcs lea lols qui avaient eu coura 
dans leur berceau, et clìe qui Icur pres«rivaìt eca monumenta, que 
nous nommons de pierre brute, et qu'il scruit plus philosophique de 
nommer de pierre vierg", élait certaiocment de ce nombrn Ncm-seu- 
Icmenl sea caractéres intTlnséques l'indiquent, mais sa pròBen''.e, daaa 
le coic le plus important de la haute antiqnité, le démontre pina 
tonnell^mcnt encoro. En elTet, cette m6m? loi, que lea monumenta 
non* font soufisoooer thez les Celtes, b-* retrnuve on toutea lettroa 
chez lea ll^breui. Elle appartenait fi leurs palriarclipa qui, on qoit- 
Unl le berceau primordial, l'iivaient portée avec eux dans li Midi, 
' eo mme luB Celtea dans l'Occldeal: et auasi les voit-on, au sortir 
^tfSgypte, y taire retour, non par ignorance sana doutn. ni par bar-, 
^■irie, puisqu'ita tort&ieot jusl«ment da foyer 'mime de l'arcmlectort i 



it Essas pedras remontam a um periodo anterior fiquelli 
que oa povos ìndo-gennanieoa habitarair a Europa 



aavanle, mais par esprit de Dalionaim. n Si tu m'iilèTes un Rotei li 
n pi'-rres, dit le Seieneor dana l'Exode, la ne le ferss poinl avpc (h 
K pierres taillèes. Si tu ; mets le ciseau, il sera sonillé. « La 1< 
élait ai bi»!! dans la mémoire du pnuple, qu'elle est r^tée daus I 
Deutéronome. « Tu él^veras un aulel au Seif!:neur ton Dìeu avee da 
n pierres que le ter n'nura point toucliées, avec dea rochers 
n et non polis. » Voilà la clef des monumenta druidiques : et, ai i 
Judéo èlafi demenréo aussi fldèle aui institutions patri are holes qne ! 
Gaule, en Jailée comme cn Gaule, les aTcliéoloRueB n'apercevraiei 
d'autres monumenta, jusqu'ù l'époquo da la conqu&l« romaine, <p 
des dolmens et dea menhirs. — Cbose étrange I pour avoir l'inti-lligpai 
de l'atcljiti;clure celtlque, ce soDt donc les livres hébreux qa'il te 
oiivrir I Non-seulemeut Abraham, comme les druides, clierche, pot 
ofTrir Bea bnlncauates, des forHa de cbènos et non des leninlea: àaì 

Sor une conséquence du mème principe, s'il veut des aulda, il drel 
PS pierres » J. Reynaud, De Varchitectare aacrét, IMI { L'B 

prit de l/i Gaule, Parie, ISm, pag. 39-40).— « Enfin □□ pent bh t^ 
pelar encore que Jacob, après sa vision, prìt la pierre sur lannelle 
avait appuyè sa lete, et la dresaa pour indiquer le lieu où le S«ii 
lai avait rèvèlé les deatinées de sa race; ire:ait in titulum, i.. 
texte. CettA pierre commémorative est donc un véritable meithir. L'i 
tei eit pierres brutes. frìRé par Josué, est un dolmen, et lea di 
pierres du Jourdain formaienl ce qu'on nppelie dans notre 
nn cromUch. Quelquefois la pierre debout indiquait une limite' 
pavs, ou encore une tombe; alnsi Jacob él'>va une pierre sur U 

S alture de Rachel. L'Ecriture seinte nous fonmit donc l'explicat 
i plus Trais^mblBble de ces pierres leveéa, de ces encnintee, de ' 
tablcB de pierre qne l'on a lonplemps considérées comme des : 
buts spéciaux de la reliKton druidìqne a. Eduurdo Biot, 
moire tur guelques ancieni monuments de l'Asie analogues attx 
res druidiquea, Paris (ISlDTì pag. 3. 

' H L'ensemble dee faits coonns ne pormet pas do piacer au-desaod 
de l'an 20000 avant l'èro cbrólienne, les premiéres colonies qu'jis [ lo 
Jsphétit"Sl poussérent vera le Sud et vera l'Ouest. Un des prendali 
rameaux détacbés. parali ètre celui de Cel-tbs qui partirent qnaod k 
langue de leur patrie primitive était encore un peu inculte. On ignoti 
par quelle route et en quel temps ils arrivérent en Europe, et la mia 
ignorance piane sur lea stations premiéres des peuples dermaimb "* 
essaimèr^nt un peu plus tard u. G. Rodier, Antiguité dea i 
humaines; reconslitvtion de la chronologie et de Chxatoire des pp _ 
primitifs par Cexamen des documents originaum et par l'aslronoi 
h ed., Paria, 18134, paf;. ISO. — n M. Pruner-Bev. ainsi que le pia 
grand nomlire des auteurs modemes, fait venir les Ceiles de l'iaf~ 
et il voit dea traccs de leur paesane dans les populatìons celtiqn 
échelonné's entre l'Asie et l'Atantique ; mais, indépeodamment d 
eonaidérations naturell»s, les documenta historiques sont contrairea : 
catte manière de voir, car loutea lea invasions gauloises dont ili p 
lent ont èie diri^es de l'ouest à l'est. J'avoue, da restn, que la q 
tion des CelteH est ob.tcure ». J. d' Omalius d" Halloy, Orig 
indo-européennes fSuUetitis de la Sceiélé d'Antropologie de PaHt 
t. V, 186Ì, pag. ae7|. — BÉ fuori d'ogni dubbio, cbe i popoli ìodB 
europei sono parlili da un solo centro gpoRralìco. Ma ae questo centri 
geografico debba cercarsi in Asia uppare in Europa, è finora contro' 
verso, ed incerto ». Lignana, Le Trasfortnaitoiti delle specU » i 



livro do sr. Pereira da C03U acliam-ae mencionadaa essaa 
aovas Tistafl. Se o sr. Innocencio tiv^se lido, em vei de se 
contentar C':)in ver-the as estainpas e copiar-lhe titillo, teria 
evitado repetir urna opiniSo falsa n . 

Ma^, se de algiiem se póde dizer que copìou a obra a 
vulto, é do sr. Àdolpho Coelho, ao fazer sua, aem attencSo 
As palavras que immediatamente so Ihe seguem ', a indica^So 
de urna iercttra edade da pedra, tfio pouco recebida nn scien- 

', n&o unanime até agora em reconhecer a esiat«itcia de 



tre epoche delle lingue e letterature indo-europee, lioma, 1371, pog. 18. 
— i « L'epoque de l'arrivigli dea pretniera aryeoa dans noa pa;a est 
donc très-problematique. Il est certaln qu'ils y étaìenl ^ l'époguo do 
la pierre polio, -> les aépulturea de cet ago Bont là pour l'attester, — 

naia il eal jk croire qu'ils y viarent déjà anlérieurement Si doac 

Xous trouvons l'^a populahona aryenoes très-dcnseB iléjà ea Europe, 
Jt l'epoque de la pierre polle, e'est qae le mouvem'int etbniiiue qui 
les poriait vera rOccidnut i^talt dcpuis loagtempa commeace. Lee 
génératioDs ee succeJèreat les unes aux autrea comtue les flots d'une 
marèe montaale formant auUnt d'altuvions succcasives dialinctea par 
leor iiiiluslrie et leur d^gré de culture iDtellectiiello. C'ost ainai que nous 
TOyons_ apparaltre loul à coup la civUiaation ditó de la pierro polle, 
Importéa, sclon toute apparence, par uno émìgratloa cellique, ou Iraaa- 
" ■ " de procLe aa procne h traverà la laude et la forflt u, Adriano 
elio, La Qussiion préhistoriiiue. Parìa, 1873, pag. ì£J-23. Cfr. 

pag. aeo 

' B As oacillaQùeB que lem sofTrì'Io a tei do proercaao na vìda da 
hnmanidaJe tomam extremanieal^ diftlcil & dellmitacito das edailej em 
I se divide a dura^ào da especia bumaua.— ... Quando se [racta 
^- referir ob roatoa da industria tiumana prehiatorica, acbados em urna 
dada regiSo, & epoclia a que reatmenlo perteacem, poJem coniinetter 
ile graves erroa. purquf o eniprego de La'^s materia^ [ « as sutiatsocias 
imprugitclns no [nitrico dus armaa e dos ntcuailiusu ] nSo comecou nem 
icabou aimullaneamstite em toilaa aa regiò^s liabitodas pelo homem : 
Ift nìnda Jiuj^ povus qua, pelas armas e inatrumenloa de que se servem, 
je DCham nu sua eJade da pedra : sabe-se de oulros qu^ paiaaram da 
edado ilA poilra & dn ferro, ja nos [eiripoj liiatoricos. som passaruui pela 
'■"via iiiLennedìa do bronze n. [NoCSei sàbre o estado prehiatorico da 
•ra * do hOTuem, pog. il-12. ] 

» Lubbock. Pre-hittoHe Timei. Londr^s (Rprtrord). 18te, pan. 00: 
_imy, Précis ds paUoiUologie humaine, Paris. lUtTO, p. 3: II. le Hud, 
■X'Bomme foisiU en Europe. S* ed., Bruiellaa. ISiS. pag. 113; Paulo 
Cervuls, Rechei-chef £ur rancieitneti di Vhomme et la période qua- 



^ntA 



- les 



'anthropologie, l. I, 1871, i 



ia Vhomme en Europe ( Bulìetina de la Soeiété d'Anthrapolngie 
Varie, V, 1814, pag. 3191; C. Vigt, Vorlemngen uher den M-^vn^hen, 
Itiiu Stellung m der SefiSpfung utd der GanchieMt dtr Erde. i. II, 
fto(ao xit, Giess^D, 1868; Huxley. EindetKe ai to Man's place in Na- 
tttrt, 3> nd., citp. HI, LoudrcB. Hn, etc. [ Vnja uo voi. VII da revisfa 
BunsBl Malériaum pour l'hittoire primilioe et natttreUt de VMmme 



lima Bii edade a que propriamente caiba tal nome ' , e mei 
portanto aa siias inculcadas subdivisOes em edades ou pt»! 
diatinctas. « Nenhuma prova ha — declnra resolutamentc 
duque de Argyll — de que taes edades existiasem nunca 
mundo » *. 

Saberia acaao o sr. Adolpho Coelbo responder em qae ol 
de Lyell se acha ìndtcada, com a designac&a de terceira, « 
era recente da pedrat Nfio é qos Blementos de geologia. M 
é nas Provas da antiffuidade do homem, livro em que o 
se limita a admittir a successfio chroDologica de periodos 
belecida, sob os names de edade da pedra, cdade do braiu 
edade do ferro ', peloa antiquario^ e naturalistas da Saeci 
e da Diaamarca '. Nao é nos Principios de geologia. AU 



de in piiirrc : HilJebraod, Aire géographique de Vàge de la pierre. J 

1 Lubbock. The Origin ùf citilUation and the primitive mi 
(ion of Man, 2" ad., Londrea, 1H7(), pag. 393 ; Pre-historic Titnet, l... 
pBg. 61: Bttchner, L'Homme selon la science, Irad. de LeloarnMa 
parta i, Paria, 1870, pas- 81 ; Desor, Lei Pala/Utes du lae da W«^^ 
chatel, LSG5, pag. 10!), nota. 

* « For bere I must observe that ArchiBoIogists are using luguj 
OD tliis subject whicb, if dqI positively erroneous, rei^airss, at lew 
moro rìgorouB delinilioiis and limilatiuas ot mcaning ttian they al 
disaosei to attend to, Tbej talk of an Old Stoae A!;e ( PaluraUthìeì 
and of a Newer Stoae Age ( NuoUthic ) and or a Bronzo Age, ani e 
aa Iron Age. Now, thera ìs ao prouf what^vcr tbat Buch Ages err 
ezialed in tbe world ■. ( Primmal Man ,- an Examinaticn of io» 
recent a}tecuiations, Londrea, ]Sà9, pag. 180-181.) 

* [ 1 n n'r a pas juaqu'à cette distmctlon d'Agea do pìerre, fL 
broDze, de fer, adoptée pour marquer les étapes de l'Iiomme dans li 
Toie de la civilisatìon, qui ne aoit souvent arbitraire. ( La dirocUoB 

da Musée centrai roinaQO-germaaique de Mayence a abandooné CBlIr^^ 
classi Qcation daas aon s?uoad volume, aprèa l'avoir ailniBe daoa 11 
premier ). H. de 1' C p i a o i s , Critiquea et réfuCalions ; M. Hetm 
Martin et son a Histoire de Francs ■> Paris ( Le Maos ), ÌS7Ì, pag 
15. — N Siffatte epoche ai succedono, ma poi s'intrecciano, e il brooi 
al ferro si disposa e la pietra ad entrambi. La Preistoria moDaniM 
tale, interrogando i moaumeali ritrovati, induce da essi quali t 
gli uai, i cjslumi, i riti dei popoli primitivi. I suoi documenti i 
positivi, ma sinont pochi, come insultlcienti sono ancora quelli < 
Geologia per fornire le prove diralta a trasformare in teorìa fi 
mente dimostrata l'ipotesi darwiniana sulla origine dell' uomo < 
sulla sua discendinza ». N, Mar se Ili, La Scixnia delta ~ 
L l, Le Fasi dei pensiero storico, Turìn, 1873, pag. 9. ] 



I {ultima edi(3o, cap. x) adopta para a epocha da pedra ' a 
Idistiuc^ao em doiis periodos, paleolithico, e neolithico, proposta 
F por Lubbock. 

A rigor nSo fora iodifferente dixer-nos tambem o sr, Adol- 
Lpho Coelho onde d& Ljell a terceira edade da pedra corno a 
ftepocha das palaQttaa ', alias por elle refenda ou simples- 



i 



^ > N Notons que cat Ags (aDtaisJste n'a Óté ioventé qae pour pron- 

vor resialence de rhomme préaJamiiiutì. On n'avail pns besoia da 

['«etto aroumentaUoD folte: aos graaJa, Dos vruis savauts, Laplace, 

Sailly, BufToQ, Arogo, HumbolJt, avaieat parlò de l'exìstoDce anléhis- 

torìque de rbomme k tous ceux qui savaat lire: ils l'avaienL memo 

démontrée ». J. D e o i z e t , Leti Msnsongei de la acienee et le Jtf u- 

$ée ritrotpectif de Saint-Oermain, Paris, 1H68, pag. ».— " Notons de 

mfme que l'absenca daas Isti lombes de métaux et ta simple préaenM 

tl'iistanslies ea pìerre ne decido riea de l'&ge, pas plus que l'éxecu- 

,tion pLus ou moina parfaile de ccs derniers 1 Streeaslrup cuntre W'or- 

'taae). Pour décider de ì'iJgB dans les grottes et les teiraios où l'on 

Ftrouve les traces de la pròsence de l'hODiniB, il faut s'è n viro n ne r dea 

doanéas géulogico-paltìontolagiquQs. Meme règie pour les tombes où 

l'archéulogie finit par remplacer les sciences prècilées, surlout anx 

époques plus rapprochèeE de la nAlre n. Pruaer-Bey, Sur l'ori- 

ffiTie asi/iligue des Ettropéetts ( BuUelint de la Soriéié d'Antliropologie 

de Pa,-is, i. V, 1861. pag. 334),- <f Autant on se raisail gioire, hier 

eucore, d'i^tre la plus recente des créalures : autaat, aujourd'htiì, on 

prétend ù une incommensurable aatiquité. Une fois dans ca chcmÌD, 

craignons C|ue rillusìon a'ea mfile. Où nous arréler dans cette priae 

de poHseHsìon et ce débordcment des ^es géologiques? La moindre 

entrile sur un ossement fera l'effet sur nous dss pas de Vendredi 

■or le sable. N'allons pas nous É^arer daus ce mirale à la recherché 

Id"»!!! borceau qui s'éloigne loujoujs. Croyons-oous allonHer nolre vie 

'^ "OUB donnant cos quartiers de noblesse qui font & l'inBui? Vé- 

8 Hvec Boin notre arbre généalogique. Xvee tant do science, il 

L fAcheux de nous tromper da qu:lques milliers de siccles gnr 

Botre jour de naissance ». Edgar guiuet. La Créalion, t. II, 

, 1870, pag. 10-iI.— [ " Emffm o qu^ parece certo è que o ayn- 

ismo anlversal das edades da pefra. do bronxe e do ferro nSo 

Istla. Muilos povoB daa ìllias do Pacliìco, ila Au^ralia, dos duas 

— --caa «te., ainda estSo na edade da pedra, corno é sabido. O 

) ■ o Perù quando foram descobfirtoa pelos Iiispaahoee eslayam 

i edade do bronze. e da liistoria da conquista do Mexico consta 

;3ta r^eiSo se (abrìcavam os sabres de madeira, formando-lbea 

tgumc coq) laminns cortantes do eilex laaeado embulidas cm ranha- 

I aproprladaa >. Carlos Ribeiro, Relatttrio acérca da sexta 

unidado Congresso de Afithropologia e da Archeologia PrehislorKU, 

tnficada tia cidade de Bruxettas no m^x de Agosto de 1372, Lisboa, 

-T3, pag. Bl.— « Il ne faul donc pas juger de l'Age de la pierro polis, 

I ^nérw. par ce qui se passait dans l'Earope occidentalo ; on rìa- 

~iratt pout-ètrii de tomber dans une erreur aussi grave que si l'on 

itendait caractèriscr li? développemont de l'bumanitó uu dii-nea- 

~ie siéclo par les mceurs des Au^lraUcns, des habitants du Gdcq- 

„ . de la T^rre'de-Feu ou de l'Afrìque ecntrulo ». A. A ree Un, 

■ ÒM«>lion prihistorigue, Paris. 1871. pas. 35.— Cfr. Moreao de Jon- 

"t, L'Oeian det anciens et les peupies préhistorigum, 1873, pag. S+. ] 



) Da moment que d 



1 précODìi 



I mélhodas gàologique 



mente ao periodo neolithico ' ou conjunctameate àa ed&dos 
da pedrn e do bronzo ' ; mas bom aiata qua estes problemaa 
da divisào dos tempos antehistaricos, embora acclamada corno 
um dos grandes progresaos da sciencia antbropologics *, sSo 



„ . s pour l'étude de nos antiqnités Ifloaslrea, on cotnpreo- 
__a qae nous ayoos dà nous imposer la plus grande réserve quant k 
la decerminalioa de l'&ge de nos ditTéreattà palafilleB. Il ne peal guére 
fitre nuestion de datas qua pour l'ùpoque du fer ». E. Deaoc, 
Lea PalafiUes ou canstruclions lacustres du lae de NeuchùUl, Parìe, 
1365, pan- viti. — (c Dana toua les lacs de la Lombardie ou a tronvA 
d'BDcienneH slaliona doat M. Mariaoni a fait une trèa-bella mODognk- 

fhie : Bcpt dacia c«lui de Varese, desqui^tles quatre apparUenneot & 
Ugo de la pierre, les autres au conunencem^Dt de l'àge da bronw. 
Neuf Btationa du loc de Garda aont connues, deux d'entre elles peavent 
se rapporler a l'époqua néolittiique, et une k la première époqua dat 
métaiix >, Conde Gozzadiai, Congrés d'Archeologie et SAn- 
thropologie Préhistoriques, seision de Bologne ; discours ifoltvcrlMrv, 
Botonlia, 1371, pag. 7. — [ « 11 imporle d'abord de constater que l'oi 
comprend bous le nom d'àge du bronza pludìeurB époqu^B, et qoe l'on 
y rapporte dea types bien divers : les terramares, lea paìaftttu, 1m 
cimetieres, comms Hallstadt et Saint-Jean-de- Mauri enne, les Itinittll 
de l'Alleinagua, lea gnlgals de la BourKcgae, etc. p E. Desor, 
Ziaison <ies temps antéliislorigues ut hislorigues f Matiriaua pouf 
rhistoire primitive et naturelle de l'homme, voi. VII, TouloQse, \sJt, 
pBg. 99). — « Cello découverte [a daa palaUtta) do laj^o de PaladniJ 
est des plus impurtantes, car elle ugrandit singulièrement dans nei 
paj's, ot de la (a^ti la plus iuatiendue, la sphére des palalìttes. VoUi, 
en enei, des babitalious lacusiree, non plus seulement de l'Age da la 

Jierre ou du bronze, mais de l'epoque carloviagienne. Commnnt M 
lil-il toulelois que l'hisluire u'en tasse aucune nienlionf a {Mali- 
riaux, voi. cìt-, pag. 'Mt. ) ~ « L'etamen dea dèbris nombneoi et 
Tariés trouvéa au lond des lacs de ia Suisse, a pemiis de constatar 
l'oiislcnce des cilés lacuslres pendant les trois 'Ages de l'archécik^gifl. 
En d'auCros termcs, les £Ues Ai pierre, de brouie et de Icr y soDt 
égaleuicnt réprés^nl^s a. D, Rìolaccì, VArtcietineté d« Thom>M 
proueée par Vea^loration des cavirnes et dei Htis laeuslrtt, Patìa, 
IDijon), lrf73, pag. 42. — Cfr. Lubbock, Pre-hUlorie Timtt, 
Londres. 1865, pag. 135 e 169 : A. de Qualrefages, Aapper! 
3vr les progrès de Vanthr omologie. Paria, 1807, p«g. 174-17S; 8. H. 
Berlboud, Leu Os rfun géant, histoire famiUére du gliAt t^r* 
restre atanl les hommes, Paris (1H63J, pag. 3a8. — a A «iu8true{io 
de cabaoBs aObre eslacas Binda hoja se usa em Porln^^al iancio i 
costa maritinia para babita(Òei de pesca lores. Na Asia e iia Alrie» U 
Iiabìlagòes lacuslrea sstSo aìnda em oso, coma se re(?nu no Oongrowa' 
e é sabìdo por todos que sa dSo a este genero de estudos o. Cftrlov ' 
Hibeiro, Relalorio acereti da aiJita reuniOo do Conyresio de JU^ 
thropologia e de Archeologia Prehistoriea, Lisboa, 1H73, pug. tM. ] 



' PrincipUs af Geologi/, IO* ed., t. Il, eap. ; 



Londres, I 



* Blements of Qeology, cap. s [pag. 125 da od. noviasiroa, 1871 1. 

E P. Broca. Lea Hudes anthropologìques depais dix ans m At- 
ropa et en Amérique ( Revun des coìtrs scienti/iques de la Frane» tt 
de Vélranger, VI, Paris, lStì9, pag. &38). 



[ ,Cheio3 de difficuldades '. «Qui sflit », pergunta o auctor da 
pwta terrettre, André Lefèvre, jà pelos aeus ehamado o Ltt- 
recio do seculo XIX, 



I E um doB collabo rad ore a da Carta geologica de Franta, de 



Ri. 
f 



Jo partago lea idéoa émisea par notre collègue, M. Broca, an ce 

Sii concerno lea monumenta de rane de pierro, raaia je diffàre com- 
_ ètemeat de coUee de M. Pruner-Btiy. Je ne pcDBa pas corame lui 

ga'il n'y aìl qu'un aeul ftge do pierro Troia dgea de pierre bien dia- 

fiucta, ]e dlrais presque qaalre, noua aont róvélea juaqu'à ce jour. Ils 
se déteriaiuent par la nature et la cumparaìaon dea objeia divers qulla 
ont produitB n. Leguar, Sur t'Age de pierre (BulUtitis de la Sociélé 
SAnlhropologie de Parta, t. V, 18iil, pag. 415). — n Quant à la diviaion 
do l'jlge de pierro en divoraea époquea, jo ne croia paa qu'il soit 
auj Oli rd' lini poeaibte, daoa l'état actuel de iioa connaisaances en archeo- 
logìe, d'élablir calte dìvision d'une manière claire st rigonreaao ». 
D u r I- a n ( BnUetinn, pag. 419 ). — « La chronologie relativa anlà- 
bietoriquo un la Gaulo peut se divìser on doux Agos. 1. Age de la 
Pierre bi> subdiTiaanl en longues époquea et ai terminant aux dalmeos. 
gai màme aont, en pnrtie, dea tempa do transition. coire la pierre et 
.M metal. II. Age àu melai aubifivisé en : I» Épogue du brame, 
ivBC habltationa lacustrea ; caract^riaéc par Ioa UacUea et lea faucil- 
'« en bronzo ; 2° Première epoque du fer , avec dea millicrs de 
iraulus; caractérisée par l'iatroiluctign dea Hbuies ot l'usago dea fenll- 
8 do bronK!^, plus ou inuìna oriiéoa nu repouHsé et parfois rouléea 
'Doar tarmer dea objecta da parure ; 8° Époqìte des morvnaiei, carac- 
iériaéc par aea armoa en ter, aurtout par aoB épéea apécialaa, à fonr- 
reau d'i memo metal u. O. de Hortillet, Le Signe de la Croia: 
avntit le rhristiamtme. Paria, 1866, pag. 181-18ÌÌ. — a Je n'ai paa oaé 
diviaer, d'apréa leur Ago relatif, tea objala de notre période de la 
Pierre "n deux claa^ea, camme l'a fait M. Woraaae pour lo Danemark, 
où la première clasao renferme lea « KjiekkeamtBddingB n et les trou- 
Tailtea faitea aur les cdles à E^tt et ailleui'a, et la aeconde lua monu- 
meola mégalithiquea, car ie n'ai paa trouvO dea caraclèrea aa^ez AiUt- 
ronts pour juslifier noe Ielle diviaion ». N i 1 a a □ d , Les Ilabitanls 
— ' -■'Hfs de la Scandinavie, parte I, trad. do aueco por Kramor, VAge 
■pierre. Paria, 1868, p(w. tia. — [ a Omo ana plua tard ( 1881). 
iring lut. & la aéaace DuGliqua do la claase dee acìences, un dia- 

urs aur Les hommet dEngis et les hommes de Cliaucaux Il 

lercbe k établir uno chronologie dans ce qu'on a api>eló l'&ge de 
irr». Uno premiare période, pri-glaciaire, ae rapportorait k l'homme 
^_ tialre. qui aurait èie réellement le coutomporaia de ì'Elephaa meri- 
jtionalis, la secondo, post-glaeiaire, comprend, eotre autrea, l'homme 
lsìb, contemporoìn du mammoutli ; la trolaiéme, diluviale, de l'honune 
jhauvaux, poaséde aurtout le renoo et quelquoa eapécoa en voie de 
retirer vera lo Nord ou dona lea hautea montagnea; onlln, la qns- 
ime, mixle ou eelto-germanique, dous offro laa arm->s et Ice uatenaìiea 
Pierre mèléa i dea armca da bronzo et do Ter n. Di'Walque, Rap- 
-' séculaire sur Ui Iraoaus; de la rlaaae dea eciencen, p. 65 [Aea- 
\ Royale de Belgique, centiime annivarsaire de fondation, t. Il, 
^Uaa, 1873). — m "roiit récemment M. Dupont a, publié un ouvrage 
a pour Utre: L'homme pendant les Ages de la pierre dant Ut en- 



Lapparent, 
sidera : 



provavelmente melhor geologo que poota, 



CsrUa, je saia fort blen qu'U n'eat pas ioutne 
De jster quelque jour sur ces poiiits tanébreui, 
D« rediereliBr a VJiiimmr tal ou n'esl poiM/o*itìt, 
ABn d'elucider ce qui reiM douiem : 
Uua dBTint uà sujet d'anni giwide importsnoe 
11 bodniL quB chaconAa lalasdt peneirer 
D'on tria-virsesUment de san inauffl^aDce 
Et rtSÉotiit ae^ Ibia &vaDt qiis d'y entrar ! < 

Beizo pois o incidente das habita^Oes lacustres, pejado de 
todo acompanhamento de somes bsrbaros — PfaklboKU», 



tiirofu de Dinant-sur-Ueuse. Bniielles, tS71. Ce lìvre renfann» le ré- 
snmó dea reeberches enUepnses depuis cinq à sii sdb. L'aaleor te«oa- 
naìt, comme dans ses travaox aniéneure, troia périodes dans l'Age da la 
Pierre, celle du MammoiiUi, celle da Renne et celle de la pierre poUe*. 
P. J. VaD Beneden, Rapport sur Us travaux de zoologie, p. Oi 
{Centiéme annittersaire, voi. cit.) — b M. Daorkiaa T'f.at tout récem- 
meiiti a ta Socìèlé géologiqne de Lonilres, de critìqoer ot ds chansnr iMi 
trois èpoeiaes proposées por Lartet. Notre collègue du Congrés, ÌS.lSaittf 
avait dèjà préeédemmeDt modi&é ceB dÌTÌBÌona et nona Yojons netre ST 
vant et actii Secrétaire general, M. E. Dupont, ruilnire A deni les époqW_ 
de la pieire taillée: !■ L'époiiue du MainmouUi et du grand Ours réiuil% 
qn'il désigne sons le nam d'époqae des animaux éteints. la pina ancieuw^ 
2° L'é[>oqDo du B:eDne, qu'il nomme epoque des anìmaui èmìgréa, la 
plus recente. Cede diverganee d'opinione, entre dea paléoDtoloenea dt 
premier ordrc, suffit poor dèmontrer qu'il n'est pas possible d^tahBi^ 
pour la période do Uj)ierre taillée, dea JiTisions netteinent caractMalM 
par la faune. — ... Il Taut reieter les divisions basées sur la fMMk. 
et en établir de nouvelles aor les données ìndnstnellea. C'est ce qne J'A 
fkit. En étudiant avec soia la période de la pierre taillée od perioda 
paléolithiqne, j'ai reconnu on'elTe poavait tiès Dien former deus okoiIm 
eobdivisiona indnstrielles. La pTemiére, la plus longug et la puia an- 
cienne, pendant laqaelle l'homme ne se servait que d'in^irntneat' ~~ 
pjerre. la aeconde, plus recente, caracteriséo par l'apparition dlui 
loents en os et en boia de cervidés, qni oat prìs un Kraal iJéveloppein^nt 
et remplacé en parlie les instmments en pierre. Cette parlie Je la p' 
rìode palèolithique aree instmmenls en os, offre un ensemble asaet A 
moRène pour ne fonner qu'une epoque. L'autre panie de la pério 
paleolithiqae, c'est i dire, colle qui ne fooroit que dea ioslrameuta M 

Eierre, est plus varìée et peut se snbdiiiaer encore en trota épciqwr 
ien distìneles, ce qui porte à einq lea époques de l'dge de la pierra a. 
G. de Mortillet, CUusificatum da diverses pirxodes d« FAf* df 
la pi«rre (Congrèalntematitynal^AnlhropologitdiiA'rrìtioloffitP'' 

ìiUtoriquits, eompu rendu de la & testitm, BmxelUs, 1S73, pag. I , 

tS&. Bmi^llas, l!j73l. — ■ Je ne paia ètre de l'avis de l'honoTaLia prby 
pinant, M. de Mortillet, lorsqne, parlaot de l'tee de la pierre, it la. 
divìse en difl^renlas époques: Age glaciaire, Age du Mammouth, Ap te 
Reaue, eie. En m'écartant de cette opinion, je sais bien qae je sub ea 
eontradiction avec U manière de voir adoptéa en France et en BelgiipUi 
mais les faits valent mìeui qne les raiaons et je rais tous opposer '**' 
tuta otiservés aa .\lleQiagne. ... i> O. Fraas, o. e., pag- G^. ] 



EJòkieiHtiòddinffs, Eilehen-middfiu, Skotmosfr, Kjormoser — , e 
volto ao sr. Adolpho Coelho e li pngina do folhoto onde allega 
qne erro notedo no Dicdonario bibliographieo se redui k igrno- 
[intDcin de um poncto do nrcheolog^ia o nSo ds glottica. Livro 
glottien, livro elemcntar, a Qrammaire \istori^e de Augiusto 
.Brtichet laneii tGrmÌQBntomentc, no mnis ncccso do pleìto, a 
aepuinte assercSo ' : « Remarquons en passant que les monu- 
menta de pierre qu'oo déaigne en France par le nera de ctlti- 
fUes (dol-men, men-hir, etc. ) ne viennent sans doute point 
Gaulois, et que ces prétendues piorres drvidigufs a'eurent 
jamai» rien de coramun avec lea Druidea, Un savant danoia, 
Worsaae, et en France M, Prosper Mérimée, ont démon- 
récemment quo ces monumenta appartiennent ^ une huma- 



espèceg ds sauvagea habitant dea eavomea, qui, 
ut ivi métaui, avaient ìmaglné dea annes et dea 

n Pierre. T.. Voyez encore: Un a reliré dn fond dea loca suiases 

I uatenailea de ménaee, dea pot^ries, dea objeta en métah on y a 

»averl dea vcstiges a'Iiabitationa ; vite un autre systèmo; le aysteine 

I populatìoQS lacuatrea. Et nona voìià uvee d'autrca ancStrea qui, 

ponvant construiro leura maiaona et Tivr« sur la terre ferme, préCé- 

raient batir au mlllau dea laca, aur pilotla, dans nu climat ioclòment, 

«ans souci dea rliumatismes et dos fluiious de poltrine In D e u i z e t , 

La M^nsottges de la siHetKe, Paria, 1868. pug, 13. — a La aeule foia 

que l'Acudi^inie a pria part à nuo enquAt« aur cotte questioo [ u la 

B '■nsatiou si inl^reaaante de l'hlsloire de l'homme avaut lea tonipa hia- 

^Ulàrìqaoa u ], sea re presentai! ts y ont joué le rdle de dupes, en endoa- 

HiiBnt la Hupercberic de la fatneuae milclioire de Moulin-Quignon. On 

H'M rapelle ausai la célèbre chaiva k fond dee académiciens conlre lea 

■ andeas aleliers do l'epoque de la pierre tailiée du Grand-Preaigny ; un 

boianlflle crut y voir dea rost'ia d'ataliors de pierre A fusila, du tempa 



3 al grande consommatiOD, loraque 
ree loute l'Europe: et, pendaut quolquaa aùaace», on 
lua retourniona aoi fuBils fi nierro, et que Ics Tnaila 

^ ^._. .. .. aisniilo et lea chaaaepots allaient c^der le paa et 

I^4ispnraltrc dcvant lea découvorlefl rétroapectivea do l'Acodémie a. 
m9 ■ ti a reo il , La Science en France, parie 1, Paris, 18GS. poe. LIO. 
■_ s M. le D' Prunli^rea a pria enauile la parole pour parler calte foia 
K.d'U'tf (nume cité lacustre. Dans le lae de Saint-Adeol, dea pllolia, 
■das boia coupéa grogaiéreaieat avaient falt croire que dea cabauaa 

KMtoient jadia dreasées A la aurfoce de l'eau M. lo doctour Pru- 

■-"-— a rcconnu que lea pilotia et Ibs tronca d'arbrea coupi^B porlent 

., 3 dea denta de caalor: c'eet à ces animaui, depuis bien dea 

l.innéaa disparus du paya, qa'il faut attribner uoe digue et dea travanx 

^A*«rt. — M. Trutat exprime L'opinion qu'il n'eat poa impoaaible ccpen- 

'int que lea pilotia de rbomma acoompa^ent ceux du caator. t^ 

'-'"-n doit Ètre encore dtudiée ». Aiìocvtlion Fran^aise pour Vavatt' 

._ .. des leitncBì, premitre seiHon à Bordeaux (Matériaux pour 

mXSutoire primitive et naturette de l'Komme, t, VII, 18?2, pag. Vii). 



nité plus ancienne: jamais aucun peuple de In race iado- 
ropéenne n'a bàli de la sorte « '. OpiniSo certamente dictad 
pela leitura do easaio sObre a Poetia das raras cellicat de ] 
nesto Renan ', o qual por buh vez ae reporta a MÉrimée e i 
obeervacOes de Worsaae, a poncto dÌTulgadas em Franca, e 
o nome dos Biots parecìa ter cahido om esquecj mento *. 

Apezar, porèm, de Renan e dos antiquarioa de Copeoliftgai 
ha quem julgue mcinos expedi tornente està questSo, aprofim 
dada pelo sr. Adolplio Coelho noa « princìpaes trabalhos r 
tes acfirca dos monumentos megalithicos. u BUcbner, por e 



1 Publìcado Ila cérca de vinte annoa, o tmliallio de Worssae nSo 
tao recento nem ISo absoluto naa conclusùaB Quanta d'estas palaina 
podoria Inferir. Permitte-mi: justilicar a neRatìva um livro, de glott 
lambsm, que o tmnscreTe. Dictionnaire de lingvistique «t de jiM 
logie comparée ( Troisième Bnci/clopédie théologique pubtiie par 
rabbé Migne, t. XXSIV, Paris. 1861 ), nota vii ; « Los ennroi» 
OaruBC soni célébres par le nombro et la grandeur dea dolmeas qil*4t 
y reucontro. Quant aux alléea, il D'est pos facile de décider (Ti! t| 
en attribuer l'Órection aux Celtoa ou aux Druides, ni 8i l'oD pent U* 

' lappruclicr du monument de StoneSenge dans la plaìne de Saliit — 
en Angleterre. ... Sans pourair l'aSlrmer avec certitude, Je dìnria 
Idt que lea allées de Carnac, entouréea de tant de dolmeas, 

; l'OQTrage du poupla primitif qui, avant l'invasion des Celtes, oec 

le littoral de la France — L'origine coltique des instruoents' 

t>ronzs qn'on trouve en PraucB et en A.ngleterre ne me aemUa l . 

.douteuse. Lea antiquités qui leur succòdent immédialement sont n^ 

"mainea, et il cai évident que c'est la civilisation romaino qui BIT" 

' place l'ùge de brande dana la Gaule ». 

« Easais de morale et de critique, 3" ed., pag. 4ffi. Paris, ISBO. 

« n Ce furent, si je ne me trompe, l'illuBtre Biot et le grand if 
RTBphe Hitler, qui ouvrìrent décidément, l'uà parrai nona, l'aati* ■ 
Allcmagne, cette porte k la critiqua hiatoriqua en doub monuaat les ti 
■nnlaa (nigantesquea, les monhira, lea cromlechs et lea dolmena ripondi 
Jnsqun daaa l'Inde sur la anrface de l'Asie u. (Hooet de Bu.iamtoT' 
Blhmgénie gauloise. parte IH, Paria, 1868, pag. 4»7.) 

O 1° voi, da Asia de Bitter é de 13'3'j. Maa j& em loglatorr* lu^ 
conhecimento dos mearaua factoa por obaervai;5o anterior, que ' """■ 
reparta ao tempo da publicagSo da India Antigua do Rev. 
Maurice (17gi-lt»S? ) : n Mr. Maurice was, I believe, the Unt to uA 
ont, that in some parta of India, there are varioua monumeats of HM 
'wbich " recai stroagly tbosa myaterioua, aolitary, or clustered bm 
menta af unknown ongìu, so long the puzzle and deligbt ot anUralh 
ries, ^hich abonud in our native country, and are seca nera and tMit 
in ali parta of Europe and Western Asta ". M.r. Fergusson Eoes tutta; 
and argu'^9 witti great ioaenuity that the " Buddhiat archìteetatf li 
India, oa practiacu from Ibe tnird cantar]' b, a. %o aeventh t. a., M 
easentìally tumular, cìrcular, and external, thiis possessina t&e toMl' 
sreat characteriatìus of ali the se-cnlied Druidical remaios ". Prt-KiitaHù 
Times, Hertford, 19&j, paj. 56. — Cfr. J. Vinson, Inttructiotu «f'" 
graphigusa sur l'Inde àranidienne, Paris, 18K, pag. 5. 



pio, em lìvro receatissimo, à& uindn por Tncramente conjectural 
qnaoto até hoje se tem affirmado em rela^So assim ao destino 
de muitos d'aquelles monumentoa corno 6. natureza dos seus 
conatructorea '. 

Na sepunda Bessfio do Congresso Prehistorico Inttìmacional, 
celebrada em Paris em 1867, uin do9 anteaignaDoa d'està lite 
BCientifica, Worsaae, observava: «Avoiions, messieurs, <jue nona 
B'en sommes encore rju'au début de ces étudea.,.. Quand tous 
les reneeignements i^eroat réunis, alors seutement nous pourrone 
acquérir quelque certitude i '. 

E em verdade, se una — e sSo Loje os mais numerosos —, 
Bfi iins, corno Édélestand Du Méril, consideram os rtolmens mo- 
numentos funcrarios ' ; se oiitroa, t^omn Leflocq, Ihes consignam 
o duplo destino de jazìgos e mesas de sacrificio ' ; se estes, 
eomo Hildebrand e Lukis, os t«em por simples osBuarios ', 
:omo Steenatrup, aquelles os figuram habita^Ses do bomem 
tntebistorico • , ontros, eomo Rejnaud, persistem em quo a 
opÌDÌ9o que 08 dava por sltares foì rejeitada algum tanto abso- 



• Cottgrès International d'AnlhropologU «< d'Archeologie Préhis- 
Icriqìtet, eompte rendu de la 2" semion, Paris, 1607. pag. 193, Dw- 
eutiion generale ntr Us dolmem. 

> « Des coDBldératinns de touto nature so réunlssont (Ione pouc 
pronver qne la plupnrt de ces pierres élaìent dea inoauineDlB luné- 
raires : cor, dans l'ìipioraDce oa l'on se trouTe des mri-ars et des 
oroyaiices de tous les peuples qni se soni succedo dans lea Gaules, 
.11 B«rait lémèraire de ne point meltro uno grande riserve dans ses 
OtBrmalions ». Essai sw Vùrtgine, la dnglittalion et l'imporlanre hit- 
toriqut: des monvments ronnui sovs te nom de celtigues ( Mélanges 
arehiologiquei et IMérairtts, Paris, IffiO, pag. Ì05 I. 

• Éiudes de mythologie eeliiiiuii, pag. 92. Orleans, 1808. 



Sf<; 



' Dotmens du Westergothland ( Bettue des ci 



* « Il pense donc quo les penplea dea kj(elcenniofddings ont ite 
: 4ont A [ait stati onn ai re*, et il ne consiliare pas Ics tempa où ils ont 
' ncu eomme différeats de ceux des dolmens. II croit que co sont les 



Congrès International d'Anthropologie et d'Ar- 



I 



lutamente ■ ; e emqusDto Alexandre Bertrand os Tai remonttf 
i edade da pedra polida ■ , Desor e Worsaae Itaes assignam 
periodos e esbo^os de cifilisat^Ka diversos *. A diversas edades 
e a povos de varia origem oa attribue Lubbock ', ao passi) 



seitnHflgues, t. vfl. 1870. pag. 171 ].— Cfr. A. Gctfroy, i«. 
itudsa al Us dicouvertts arenéotogiguei dant le Nord ( BMU it» 
Dtux ìlondts, 2* periodo, L XLU, lOSl, pag. 16(i). 

I L'Btprit de la GauU, pag. 3U. Paris, 1866. 

* Propontioiu generala sur Us monumenU migalithiquei ( Con- 
I InUrttatiottal, sessio de 1667, pag. 168 J. Veja no t. V dos Sut-, 
ti de la Socièlé ifAnthropologie at Paris a memoria intitnlads Dt 

a race qui a éUr^ Us dolmens, 1361, pag. 383. 

* « M. Desor éprouve quelqnes scmpolea il admcttre les 
da Iravail de M. Bertrand, qui teodruent A taire remonter lea dol 

ìusqu'ft l'Ase de la pierre On a d'ailleura trouvé le lirooin 

certains dolmeTLi du midi de la Fraace. et ce tail eiceptionnel en Fi 
'--'--• ■- ■ ■ , Alttérie, ou l'on y a inème reneL'nlré dn ter aiad 

omaine •. \Congrès tnientatianal d'Antropdoti» d 
d'Arch^oiùgie Préhistoriques, sessao de ld67, pag. 213). — [ ■ Lea ti>m- 
beaiu en pierres bmles da midi do la Frane» coDtieooeot de notabrenc; 
objets eu melai. Il ?a( éiabli depois plosieurs aonées, par les traraas 
de MM. Caxalis de FoodooM et Cartailhac, qae ces moDuments ont M' 
élevés aui demiers momeals de l'&ge de la pierre polle. A raarar« di 
Vige du m^tal, les dolmena do Cenlre et du Nord de la Fnuica> iM' 
groltes sépulcrales <^iii les remplacent sonveDt, ne reelerment lea tncM 
qae de l'dge de la pierrepure. sana mélange da metal ■. {Conffri$ Z» 
temational. sessfic de 1873, pag. 439). — ■ Danstoosles paysoD aélaii^ 
& dea époques irès-diTeraes, BoiTaDl les tieui. des mLinumeDts en ^ir' 
r«« braiea qa'U serait incKaet d'aasimiler box tombeanx des primtti 
habitaots de la Gaule. C'e^ tout aa plus s'ti est pernii* de claaacr dai 
une mAme sèrie les monomaats de la Gru mie- Bretagna, eeoK de la Oaa-_ 
occidealale, du Portogal el de l'Algerie, qni présenteal de grande» an»'' 
logies de coostructìoo, avec tette difTérenre qae les uns apparliennaiit 
k rSpoqno de ta pierre polie : l?s aatres. ceni de l'Algerie. 4 IVnoqiia 
du bronie, et méme, par&it-il, à l'époqae romaine >. A. A r e al i a » 
La Questian prehistorigut, Paris, 1S73, pag. SL] 

' [ O genera Faidherbe, que, emqnanto so coubecia 
Roknia, dava aqaelle mctdo de sepoltara cerno espontaoojimeDte Ìn*a^ 
tado pelos iuiUgenas tioglodyifls de Africa, ezemptos de cgntA^ "~ 
OS poTos qae erigìntm em ontraa regiòes Inmnlijs analoff'>s {. 
che* OMlAropoIo^tòiK* sur la tombeaux mégaliOùguts de Sokm 
1883], Teia por attinia a diflbrente conclosào: ■ Après aroir 
cinq ft ala laille antres dolmeoa, au Boa Mertong. à l'Ooed 
Téfaena, à Gastal.... apris aroir prìs connaissauee des Iraraas «ari 
dolueas iTBBrDpe. noos aoumea reste utavainca qns le dolmen «t i 
monameol special, qui u'a pas été ìmaginé en deslieui direts puri 
1-^ ._.- • - 'les; el, pr "■ " 



s relatiODs «otre etles: < 






iti tìtivia par un m^m; people » , ,. _. 

IdTì. pag. UB-IOS). — Elata opinilo foi novameate impugnada fm 
Worsaae (o. r. pag. tìl]: ■ Je croia qn'on ne doit paa àtmlmM tM 



■q^ne Bonst«tten unica e exclusivamente entende rereril-os a 

fttribus pastoraes do Ualabar, qua, cntradas na Europa pelo 

t Caucaso, e divididag em duas correntes, urna em direccfio i 

Grecia e & Palestina, outra ao longo do Baltico e das coatas 

do Oceano ' , penetraram até Africa '. 

De alguns d'esaes monumentos, os meamos que Du Ué- 
ril ere serviriam para determinar os limìtes de dous estadoa, 
percuota o barilo de Belloguet se nSo serSo araa ou postos 
de observa^So * . Sdbre oa nwaffki da Sardenba multiplicam-Be 



les iIolmeoB à un Seul et lafnne peuplc. Je crai 
une formo assez naturelk pour les tumbeuiu. 
aux Incles dans les tompa trés niodcmcs, et i'( 
des dittéienlea partìos du monde ont été élevéa 
,1 1 ^j, discuasào p6cie 



que les dolmena aont 
)n cn retrouve enoore 
:iine quo les dolmena 
ar des peuples de di- 
lambcm a — 



, Daueinark, Angteterre, Irlande et Pranoe, ces 
ibués de fafon A tairp auppoaor que Ics popu- 
lutioris qui los ont ^levés tiabiiaient tes borda de la mer et les val- 
Ups des j^nds fleaves et de leurs afflueDls. Ce fait est uu moìns 
tré» -sensi Dio pour la Praoce i>. A. Bertrand, Propositions gi- 
nirates sur les monurmnts migalithique» ( Congrès Tnttmational, 
aessiio de 18ST, pag. 16ij). — a En ce qui concerne la France, j'ai 
vonlu, pour mon usago personnel, en dresser une carte, et jo suis 
arrivé li une conclusiòn tout à fait oppoaée k celle de natre savaut 
coUèguo M. Bertrand, c'cst-à-dire que lo nombre de ces monumenta 
qui ne »« trouvent pas pròs de l'Ocean ou des grands Deuves est bean- 
coup plus considérable que le chiffre de ceux qui suivcnt l'eau a. 
D n r e a u , Discussion generale sur les dolmens. o. e, pag. 301.— 
[ ■ n me B?nible qu'on est tout aussl Butorisó à oonclure oue le mou- 
Tcment est partì du Midi ot qu'il a sulvi les cdtes. Quaut A ea 
dernier pginf qui est d'une haute importance, il a été codstalé. en 
effet, que les dolmens se retrouvent surtoat le long dea cours d'cau 
qui abouliasent à la mer. Le mouvemcnt auralt donc él^, par con- 
Mquent, un monvement Uttoral d. E. D e S o r . Les dolmens d'Afri- 
gue (Congris International, sessio de 1872, pag. 423). — oli n'cat 

Saa tout Ct lait exaet de dire que les dolmens sont répandua le long 
es cdtes et dea riviéres. Il y a des millìnrs de dolmens au sud da 
plateau centrai do la France: Aveyron, Lozére, Hérault, Gard. Ha 
abondent dana l'Ardéche u. C a r t a i 1 h a e , a. e, pag. 430. ] 

* Essai sur les dolmens, pag. 40. Genebra, 1865. 

n Suppondo que a longa migra^fio do povo dos Dolmlna se offei- 
tnou corno o sr. barào de Bonatetben a desereTC, é forcoso admittir 
qan impi^riosos motivos obrigavaui esle povo a abandonar ancceasiva- 
mente, e para sempre, oa nolaveis monumentos que elica tinham an- 
teriormente elevado, com multo dispendio de tar<^ e de tempo, pant 
guardar os reatos dos aeua anlepussados. F. A. Pureiba da Costa, 

tiopSes sàbre - --*--'- 1--..— -■-- j- - ■ - ... _ 

laaS, pag. 61. 



< estado prehiatoi-ito da terra e do homem, Lisboa, 




gauloise ou Mhnoires critiqaes sur l'origine e 



la 



aa hypotheses '. Antiiunrioa da credito contam por necropoles 
ae fiortstat de menkirs que, segundo Keferstein, maroam m 
Scandinavia o lopar das prandes batalhan da edade heroica, 
Naa construccOes circulares megalitliìcas, de edade e proca* 
dencia nilo menos duvidosas, qual suppOi templos, qunl tri- 
bunaes ou arenas para lucta, qnal por ultimo recinetos dpstina- 
dos a assembleas politicaa e militares *. Templos consn^rados ao 
sol, templos ondo cada differente pedra tinha urna sipnifica^ 
astronomica, reputavano Colebrooke e outroB antiquHrios de In- 
glaterra ' alguns d'aquellea mysteriosos monumentoa que reta- 
Iham o solo britannico...' 

Assim, poder-se-hift quasi affirmar que ainda hoje agunrdam 
solu^So aa duvidaa propoataa ha mais de um secalo por Man- 
donca de Pina quanto àa nossaa antas, & sua applicatilo, e 
4 origem dos seus conatructores, os nntepassadoa do enropett 
moderno, ee mélts mille foit croisi des raees allophyles et arpi 



parenti des Cimmèriens, des Cimhres, des Ombres, des Betges, del 
lAgures et des anciens Ccltes, parte III, Preuvet inteUeetaelles, Li 
genie gaulois, pag. BU. Paris, 1808. 

« [M Tutti s'aceordono nel ripeterne la costmzione da un'età mollo 
rimota, perdentesi nel bujo de' tempi preistorici ; ma sono varie lo opi- 
nioni circa le loro origine e destinazione, facendosene autori eli Egi- 
lii, i Fenicii, i Libii, gl'Iberi, come anche i Pelasi, i Greci, i Tirreni, 
ecc., e valendo cbe siano cbi sepolcri, chi templi, cbi case, chi fortene, 
ecc. ». Fi,ECHt*, DelVoAgine della voce sarda n Nuraghe u; congettien 
etimologiche, Turin, 1872. pag. 5. ] 

, pag. 56; Congrèx Intenui- 

et litlérairea, pag. 105, nota 3. 

' n Le grand tempia circulaire de Stonehcnga, anprés de Saliabnry, 
et de 33 métres de diamétre, date de t'époqne celtique: il était canna 
dHécatée, et Dlodore nnus en donne une descrìption qui correapond 
avec ce qui en reste nnjonrii'hui Il ne reste nata rei lement qua 

Sen de vesliges dea lomps druiiiiques en Anelelerro, qui n'élaiant aani 
Dute paa sussi msti^jues qn'on le pense. Il y a lieu d'ailmettre qua 
cee pierres hrutea étaient revttuea de charpenles et de panneoux, quo 
les temples, ainsi que les longues avennos, étaicot couv^rta, et qnen 
ontre du culle qn'on y célébrait on y ouvraìt k certaines èpoquos des 
toiies, nccompagnées de fétas. La civilisatìoa romaine contribua toT- 
lement ft cHacer les reales de l'epoque c»llique ». Daniel Ramée, 
Bisloire generale de VArehitectvre, t. II, Paris, 18(2, pag. 1051— Cfr. 
Lubbock, Pn-historic Times, 1865, pag. 53-55; Roeet da 
Belloguet, EthtiogénU gauloise, parte III, Paria, 1868, pag. 



A mesma designacSo de nonumenlM mtgalithicos ' imposta 
SOB dolmens, foi, pouco ha, argucnento de renhida controversia. 

Segundo o reparo de Schuermans, os monumentos cyclopicos 
a o mesmo obelisco de Louqsor, forniados corno sSo de graades 
pedras, mereciam tambem o nome de ntegalithicos . Como pOr 
limite A confus&o frerada da impropriedade d'esse nome ar- 
bitrario ? Em v&o Alexandre Bertrand, protestando, vota quo de 
nina vei para sempre se coosiderem monumentos megal itili eoe 

is tumulos erigidos com grandes pedras bnitas, ou — corno 
mftis poetica, e, se querem, mais philosophicamente se dice 
dflpois — pedras virgens. Km v&o, para os distioguir do Knmac 
de Thebaa, por esemplo, ou dos obeliecos do Egypto, que sSo 
tSo megftlithicos comò oa menhirs do Carnac bretBo, lembra 
Belloguet que Ihes chamemos monumentos argo-megalithicos. 
A confusfio Bubsiste, e Worsaae, que a assignala, dà-se pressa 
em tranquillizar-nos na sua posse; « Certe confusion, qui est 
une suite des erreurs que nous a léguées le passe, durerà 
eocore longtemps n * . 

Aìnda bem todavia que os esttidos celtlcos, deaacreditadoa 
em Franca peias piedosns hjperboles de La Tour d'Auvergne e 
peloB excessos de uma seita que se arrogou a divisa Celtiea 
negala, negatur orìiis, tomam emUm em nossos dias, ao que se 
póde crer, o logar que de jus Ihes pertencia depoia das inves- 
Uga^Oes de Orellt e Mommsen para a epigraphia gallo-romana, 



u S3o OS monumentos tnegalithicos ile varias fórmas. Uds, siage- 
JJasimos, OS meM-hin, sào formados de uma unica pedra elavada em 

Siilha; obelisco tosco, mas do um cbaractcr muitaa vezes severo e gran- 
oso. UutroB. mais complicadoa, sào compoatos de pedras toscas, era 
numero vatiuvel, suslentadas b ori lon talmente por csteìoa tamliem da 
pedra ; Elio eates os que entro nta se cbamam anlas. Outros, os mais 
complexoB do todos, npresentam-se corno grandos circulos ou elllpBea, 
formados de pedras isofodas, ou cm sruppos, fechando eitonaos espa^os: 
bSo estes os denominados cromlecha ». Andrnde Corvo, fìa- 
visliz scientifica e imtuttrìat (A America, voi. II. Lisboa, ISb'J, pao. 
"" ) — B Km Portagal t&o os Dolmìos descobertos derignados pelo 

me de Anttu, quando assentam sdbre o solo: chamam-se vulgar- 

Biente Mamunhat, talvez por corrupfSo de Mamùa ou MoniAa, quanda 
sSo construidoe s4bre un monticulo artillcial ( tuinulus )». Pereira 
Costa, Noftles sibre o istado prekittarito da terra e do ho- 
I, 18(>H, pa);. 13. _ CCr, Viterbo, filueidorio, v. Antax, Ma- 
màa, Modarra. 




de Diefenbach, Ebel e Zeuss para as linguaa celticaa, de Sieg- 
fried, Pictet e Whitley Stokes para as inscripjOes gaulcsaa '. 

Ao eminente historiador H. Martin se deve em grande 
parte o impulso que eaeea eatudos receberam. Viagens, explo- 
ra^Qes scientifica^, exame de collec^5ea nuini-imaticas, visitas 
aos museus de archeologia, nenhum penso, nenbumn de tanUs 
fadigaa voi unt ari amente acceitas num loogo transcurso de annos 
Ibe pareceu nunca desproporcionada com o zSlo da verdade e 
com interèsse da sciencia. 

« Sana doute — eacrevia em ISOi — il subaisto et il subais- 
tera toujours dea obacuritéa sur ces monumenta corame sur 
tout ce qui regarde la Gaule, mais on a fort exagéré le mys- 
tère qui lea entoure, «usai bien que leur antiquité probable, 
et il y a des motifs plus que auffisants pour leur consenrer 
le nom de celtigues ' dans l'ouest, le nord et le centre de 
l'Europe, sana repouaaer la qualifleatien plus generale et indé- 
tcrminéo de migalitkiques cu monumenta de grandes pierres, 
que dea aavants proposent pour indiquer que ces monuments 
n'apparti ennent point excluaivement à un seni peuple ». 

Pelo mcsmo tempo em que o auctor da Hùtoria de Pran^* 
fazia ìmprìmir o seu estudo das AnliqvUis bretonnfs, Pruner 
-Bey, aeceitando sdbre o completo da qucstSo as conclus&es 
formuladaa na AUemanha por Branilea, em Franca pelo bario 
de Belloguet, declarava a Sociedade de Anthropologia de Paris : 



1 a Le monde celtique, longtenips recouvort par Ica couchea anccas- 
Blves de» traditions romaioe et germanique, achève da sortir du fond 
de la grotte de pUrre où il dormaìt enfoul depuis de lon^a flgiiS. Notre 
siede Bomblo une ère de jugement demier pour l'histoire. De tonte 
part Ih terre rettd sei morta: tandis que l'Inde et la Perse livrent à 
notre uénératìon leura antiqiutfia religieaaea. que l'Ègypte nous rèvèle 
enfln le mystére de sea hiéroglyphes, que Ninive, se levant tout & coup 
d'enlre les coUinea assyriennea, rouvre A nos regarda stupéfaita Ica palaia 
de la Biblo et d'Hérodote, la Gaule, notre mèro, iious rend piai 
o^uvrea d'art, plus que dea monumenla, symbolea de la pensée ; 
1 rend ea peaaee elle-mème ; aon &me ìmpérìssable aous parta It 
travera les siéclea, et noua n'en aommes plus excluaivemenl rédults pour 
coDQaltre le genie et la croj'anc'i de noa al'cux au téroeignage des raees 
étrangóres ». H. Martin, Histoire At Pi-ance, 4» ed,, t. I, pag. iij, 
Paria, 18.">5. — Cfr. E. C h a a 1 e a, £a guestion gauloise (Hisloire na- 
tionale de la littérature franfaise: originei, ItfTO, p^. 4ia-tó9): — 
[Luzel, De l'attikentieité ties ehattts du Bario: -Èrei», Sitinl-Brieno, 
1S73, pag. 15, note.] 



SI 



I 



« Ed somme, avec les restrictions sìgnalées, no3 Ceites dn l'&r- 
cliéologie ne renient guère leurs fròrcs issus de l'hìatoire et de 
la linguistiqiie. Toutefois, en ce qui concerno prÉcistìmcnt la 
partie la plus delicate et la plus probante peut-étre de l'archeo- 
logie, celle-ci on appello au Recours de l'analomie. En efiet, après 
avoir dépouillé aon acrutin artistique et objectjf, elio nous de- 
monde en demière ìnstance de déterminer et de clasaer les restea 
humains dont tombeaus et bijoux ne sont que l'apanage et lo 
cortége.,., Mea recherches, à ce sujet, on élé faitea sana opinion 
précon^ue; olles embrassoat presque toue les pays celtiques , et 
BOQt en parfait accord avec lee résullats obtonus par Retzius, 
Husehke, de Baer, Hyrtl, His, etc. A deasein, je ne cite que 
des anatomisttìs da profeaaion qui ae aont apécialcment occupéa 

■aniologie. Enfin le tj*pe gaulois monumentai, tei que iea 
recliereliea mÉmorables de M. Roget de Belloguet l'on fait con- 
naltre, conllrme les donnéea précédente» » '. 

Annos depois, na memoria lida perante o Congreaso Celtico 
Internacional, diiia H. Martin ' : a Les premiers progrès de l'nr- 
cliéologie contemporaine ont tenda à faire enlever aus Celtea 

►tout cet oaaemble de monumenta qua Iea antiquaires du temps 
passe conaidéraient comma excluaivement celtiques *. De nou- 
. 
téfair 
-I»73. 



* Éur la qltestian celligue ( BuUelins de la Sortile d'Anthropolo- 
'è d$ Paris, t. V, 1864, p. ©tó, 671. No mesmo voi.: Broca. QWes' "- 
M Ut Cellesi-, Girard de Riallo, De la r 
1 orai» Cetlei toni les vrais Gaulois). 



ì celiique ; Perier, Que 



» De Va 



•igine des montimenls mégalithigues ( Hei>ue des court 
la Franca et de VHraitgei; t. IV, 1867. pafl. 789. 
apiniòoa do auclor vcja do t. I da lìetve celtviue, 
464 e - ■■ ■ 



1 artigo de H. Qaidoz. ] 

• [ On Ina lanr contesls Bujourd'bui, et, pare* qu'on roncontre 
dea monaments ilu mème anace dans dea rL^ioos qui n'oDt poìnt 
élb habitéea par noa at'oux, les Cettes ou Gauli>is, au lieu d'en con- 
clurc que Iea eonatructiona de pierres non taiUées out ét^ un uaagn 
conimun, daus une Òro patri are li al e, aux Gaulois et & d'aulrea peu- 
plea bistoriques, tela que les Julfs, tea Lybieos, Us lodÌLne. Ica 
Aiycna nritnitifa do l'Asie caatrale, etc„ on Iea attribue en iiiasao & 
un pcupls ante bi sto rlqne qui aurait seme acs ceuvres giganti-snaos & 
traverà le monde, sana qu'il se conaorvat dn lui aucune trnilitioD, 
aucnn Bouveair. Cea iaeonnus auraient tout fait, et les peuples gaa- 
lois ou celtiques, qui oot domine t'Occideat durant uno Tingtalne de 
siitclea Bvant l'ère ebréiienne ot peut-£lrc davantaqe, ne nuus au- 
laiont paa laisié une piorre-lovéot ■. H. Mabtin, Èiuden d'arrhèolo- 

Cie vouag* dans les paus celtiques et scandiMavet, 
;, 18?3. 1 



veaux progrèa oblìgent maintcnant ile leur en reniire au moina 
un certain nombre, qup personne ne saurait plus leur contester 
depuis qu'on tes a considérés de plus prés » '. 

E finalmeato em nota enviada ao Congresso Prehistorioo 
de 18ff7, onde a sua palavra teve de justar com a dos mais 
esforeados co ntradi etere s da opinifto celtica: « De cea diverses 
considerati cins, je conclus que l'on peut, avec une vraisemblance 
telle qu'il serait peut-Étre permis de Vappeler une certitude mo- 
rale, que l'ou peut, die-je, attribuer à la race celtique les prands 

groupes de monuments mégalittiiques de l'Occident Per- 

mettez-moi cependant de poRer à mon tour une question. Sì, 
malgré tant d'indices en sa faveur, on persistait à refusar ces 



> [ Sapporiamos qae a noticia d'esles progreesoa chegou tatnbem 
ao Diccionario de Fr. Domingoe Vieira, bo fiouvesaoinoa de julgar pela 
deSnitSo qae allì ee ocha da palavra dolmen. HHo é mistnr proonrar 
tSo longe a explica^So : tetnol-a no dicclonaTio do Littré, corno ee 
veriUca, jnxtapondo ob tnxtoB : 

+ DOLif EN O H DOLMIN, a. m. — éttm. fJad. lolmBU, laòle de pitm, 
t DOI>MÌai, !■ m- < De gasi, lolnun, taboa de p«dra, 

(ti lol. fable. et meD, pierre 
de M, taboa, e mr», pedra 
patte mr dfKf pirrrts 
poBla sobre duas pedras I 
iiff/rt«les parli/:) it l'Enropf, SKrlOHl data l'ArmnHgue el tu AaffleUrn, 
iiiremoUìB putea da Europa, eobretudo em Inglkterra, 

7 CulMJ, el tnt HatOrH 
cellss, e quo onbo* 
Anni apparletUr à un pevpU aitUrieur li plnt s/nmaet. 
diiem pérlencar a um povo aDlerior e mais aelvogom. 

Nfio diz mais a monuracatal publicacào portiiguesa, que, no poaco 
qn6 di, noB d& muitisBimo. Aqui tnmos, pelo lado da Byntoke : ■ Bfo- 
nomento que se eTtcorttratn, que se attribue n: pelo lado da tradacj^: 
1 table de pierre, taboa de pedra a ; polo da traducpSo a da archeolo- 
gia: x surtout danf VAr'mOTHque et en Anglelerre . sobretudo em In- 
glateira a. Urna vcz, porèm, que o Grande Diccionario oOcrece « dìB- 
cnsadeB oompletag sabre a ort&ographia , grammatica , etc. , tado iato 
abooado com riquezas sxtrahldaa de escriptorea clasaicos, e gus podem 
servir de documentos para a liistoria da origem e introdnc^ao de cada 
palavra n, cuido que nito seria dcmosiado o pedir adbre a origem e ia- 
troducciio da palavra dolmen alluma cousb analoga a està ìndtcafào da 
Brechct: « Mot du patois de la basse Bretagne, introduit daoa notra 
laD^e, vora la fin du dix-linitième siècle, et qui est d'origine celljqna 
{gael, tolrnen, tablo da piorre ). i> Littrà acompanhn a sua deBDi^ com 
urna phraaa de Chateaubriand. Num Tkesouro da Htigua portugutMa 
bom so podia esperar tambcm algum esemplo em -vemoculo. Deviain, 
quando menos, ouiidir à memoria os nomes de doas tradaclorea doa 
Martgres , Francisco Manuel e Camillo Castello 'B ranco ; e a£o Kra. 
inutilsabormos que um escrcve dotmin e o oulro dolmen. Mas, eu- 
ctamente ao lado, para justitìcaT as varìantes graphicaa de doù por 



Bt^ la race celtique, à qui les RttribueraitH}n? Get-ce 
& la race iberienneT L'Eapagne n'en n'est pas dépourvue ; mais 
ìls sont beaucoup moios uombrcux et moins ccnaidérables sur 
son sol que sur celui dea Gaulea, ce qui parali indiquer que 
le mouvemeBt de coostruction n'est pas veau d'Eapagne, mais 
1 s'aSaiblir et mourii* cn Eapa^ne où lea Celtes l'avaient 
porte. ... ■ Si ce n'est paa aux Basques, sera-ce aux Finnoìs, dont 



■- Adolpho Coelho acabftvn de dar 

e Joilo de Barroa oom moia deenilo versoi 
Almeida Garrett — e esgottàta-se. Comtudo jà enlào astava fella e 
blicdda a obaarva^iki qui) segue: a EacrsyeitioB polmin e nSo Dolmon 



D'iLlfTiuD Ouerreiro Olilo sepultura >. 

Gncoritram-sn estaa palavras eoi am livro moderno; qiial? liVTO 

sr. Pereira da OosU, o livro de qua vinhamos falando, u mosmo qua 

motivou o ]ovÌa) retorqueo: ■ Se o sr. Inuocencio o Uvease lido, em 

\et de se conteutar coui vor-lbo aa eatampaa » Aa palavras tram- 

crìptas eatfio a ^!t%. 13: cam a nota a qua pertencem aDre a capìtolo 
teservado aoa dolmens. 

PostsFriftwm. No artigq Cairn do Grande Bicaionario parece Iriam- 

fhar de Unitivamente a opìniilu celtica; n GAIKN, s. m. (Do Rtrtieo 
«e, e no arligo aupra m gael. ] ram ou cairn, niuota de pedraa, ) 
UonUcula do terra e psdraa levaiitado polos coltas na Bretanha, Eacooia, 
Irlanda ete, n. Este arti^, porAm, corno outros, corno ceotenarea de 
ontros do Thetouro da lingua partugueta, nSo ò maia que iocorreeta 
tnetaplirase das palavras do Litiré, o que lira ao sr. A. Doelbo tnda a 
imputabilidade : a Moulìcate de torre et do pierres élovd par lea Cettea 
on Bretagoe, en Écoaae, en Irlande. — ètym. Gaèl. cam aa cairn, 
taa de pierres a. ] 

a Gstas primeiras migracòes ila Asia, ibriros, celta», ou o quB 

aolzerem, demaalado vizinhae da lataacìa do geni ro -bum ano, nào pò- 
iam Ber numerosas. Atraveasaudo a Europa som nenbuna melos ar- 
tifleìaes de transito, boati lizando-as mutuamenle em guerras que mal 
entram no dominio das affirmativos historieaa, nSo u^viam ter mul- 
t^ilicado a poncto de poder a sna individualidado resistir ao contacto 
daa colonìas phenicias que Ihea troaxerani os primeiroa boneScios 
da civiliaacào. No long» dominio carthaginfis a rnUuoDda punica lai 
por certo ainda mais profonda, e a conquista romana acabon quasi 
iQteiramente com o colticismo. Nla quereroos djzer com iato que 
neabnns veatiglos se posaam encontrar doa caltas. ExialirSo olgurou 
ruinaa das suaa ttrosaoiras moradas; al^rnmas palavras da aua lin- 
guagem; talvez algumaa aras broncas dos seua daus'^s quasi descoobe- 
eidoB D. A. Horculnno, Bitioria di Poriugat d^sde o cornato da 
monarehia até o firn do reinado de Affonso tll, t. I' . 1803, p. 90-81. 
— Ctr. Ama>lor de los Rios, Hiitoria crUira de la lUiratura aitatola, 
t I, leiil, p. 7 lo carilial Saraiva, Obra» compWiw, II, 1873, p. 80-S7. 
BéUas nas Hinpanhtsi — n Od reconnalt aujourit'bul preaquo unanime* 



meni que ccs 






faiaail autrcroia dcs autels druidiquus 



le róle devient aujourd'hui si important dans les àges antéhia- 
toriques? Il n'y a point de raonuments mégalithiques dana lea 
contréeB dont les braaches fìnnoises qui ont Ét& en contact 
avec nos aìeux ont gardé la posseasioa.... Si l'on bc peut 
attribucr no» monumenta mégalithir[ue3 ni à l'un dì ù l'autrB 
de ces deux peuples hiatoriquea, Finnois et Ibéres (je ne veux 
paa toucher a l'opinion nonvelle et hardie qui fait dea Ibère» 
et dea Finnois une méme race), il faudra donc créer, trouver, 
bì l'on aime mieus, un peuple inconnu et perdu pour l'oppoeer 
aus Ganlois? Un peuple venu on ne sait d'où, évanoui on no 
eait où ni commentT Hjpothèse pour hjpothèse, ai l'on veut 
qu'il n'y ait encore là que dea hypothèsea, n'eat-il pas con- 
venable de préf^ror celle qui s'appuie aur tant d'inductions 



ne Bont aulro chose quo dea tombeaux; c'est déjà un crand progrés. Vaus 
venez d'enloodre uue sèrie 'le communìcatioae trcs-ÌQtfressantns, on 
vouB a présente da superbes cartea; la queation est donc sérieuM' 
mont à fétude, et, en Portugal camme en France, nous connaltraos 
bienUt partaiU'mQnL la diatrìbution dea dolmeas n. Warsaae, Di*- 
cussion sur les dolmens ( Congrès Prékistorique, sessào Je 1807, 
pag. 192. Ctr. pag. tSO, Mottumerils mégalithigues liu Portugal.) — 
[aH. rullino, un dea savants étrangcrs invitea par l'AasociaUon, a 
IBit un rapport Sur les dtmih-es déeouvertes préhistoriques à^Èt- 

yagite tea monumenta "■'""im.; — " - — ■ 1^~ — «-~~— 

tout lo lilloral andaloua; i 

oombre dea gnritas on tvrnuli d'une epoque ._. 

anta», en Portugal; les mamOBS, dana la Gallici o : lea dolmena et 
salgala, dana lea provincsB basquee. Tous cea monumenta semblableh 
aont lo nom varie, manquent dans l'intéripur de l'Espagne ». Car- 
tailbac, Asaocialion Franfaise pour l'ataticement des sciene*$, 
!■ sessSo (Mat^riauj: pour Chistoire pritnilive et naturetlg de l'hotttmt, 
t. Vn, 1873, pag. 471. — No musmo voi., pag. tó-&4, Lei traoaux 
préhistoriquae en Esangue, pendant Vannèe 1871 ; pag. 3IJ3-201, Qwl- 
qaes dècouvarles preliistorigues en Portugal). — m Portugal, posniiado 
em algumas das siiaa provincias bastaiites monumentoa megalìUiieos, 
bem corno oa pequenos cabe^a tumularla de conalruccào mictoti- 
thioa, poderia talvez ter Comccido a tata oapecie de osludoa arcliea- 
logkOB um vali oso aubsidio, se ae tiveasem cxplorado com o me- 
thodo e regalaridade exi^ìdos nnatea trabalhos. — .... Doasa pajt 
encerra no aau aolo miutoa archivoa, onde o tempo e as revolntMS 
depoBìtaram precinsos monumentoa relntivos & hìatoria da huinanl- 
dade nos tenipos prebiatoricos. Aa camadas qaalemariaa, os depo»tOf 
daa cavernas, ob monticulos do concliaa analogos aos ìijokkenmoddingt 
da Dinamarca, os dolmens, oa veatigìos da preseaca do bomem aa 
edade do bronzo, tudo prova quo Portugal fol urna regìào eompre tw- 
bltada pelo bomem desile a opocba em que se depoaìtaram as ea- 
madas miocenes da bacìa do l'ejo. Esplorar esaaa rìquozaa scienS- 
ficaa, e dai a conhecer ao mundo illuatrado o que aào e o que valeiBi 
é dever de um povo que vive em communhSo com as outraa nagòM 
cultas », Carloa Ribeiro, Retatorio acèrca da sexta reiMìIO 
do Congresso de Anthropologia e de Archeologia Prehistorica, ■aag. 
5i e 90, Lisboa, 1873. ] 



arche olog'iquea et historiques, à celle qui se trouverait aitiBi 
i en quolque Aorte auspeadue dana le vide, aans point d'appui 
L-dans les fuita observables, sana racioe daiis la mémoire dea 

Estea 03 termos do debate ao encerrar-ae a aegunda se»- 
I aio do Congresso Internacìonal de Anthropologia e Archeolo- 
gìa Preb latori e Eis. 

Sente-sB que tal questSo nSo podin dettar de tetitnr a 
unìvoraftl curìosidade do auctor daa Aparas de urna officina 
allenan, Max Miiller. E que noa dii ao fulnr dos dolmena ' 



ì Compie rendu de la » teisiùn, pag. 311-213. Paria, ItiGS. 

[Ainda (Inpois, respondendo a Rogel de Belloguet, que na teroelra 
I parto (la sna obra, hoje intelraila coro utn volamo posihumo, coosa- 
gr&ra a eecfòo final ao poncto em litico {Les monumenti dil« celti- 
qms 01» druidiques appartienneM-ils au genie gmUoiit), voltoli a in- 
siatir ; ii Ponr conclurc sur les monumenta mégalitUlques, doub muin- 
tenons plus qae jamais ootre opinion que cea monumoiits appartìonnant 
Hux CblUs en Occident, et nous arliculona neltement celle opinion cor- 
relative : que l'àge do la pierre polie, avoc loquel cotnmonco la civilt- 
BAtioR, eat en Occident un ttafi celLique. Mala aoua aommes dispose à 
admeltre, dana de certaìnea limitPB, que les dolmens eu general a^par- 
liendraiont ani Celtes primilifa, à ceni qu'on appaile coramuueraont 
Oaels (M. de Bcllognot leur contesta ce oom pour l'atlribuor auit Li- 
gurea ), qui, en Irlande, ont continuò d'en élever iusq'à l'epoque lìDÌea- 
ne ou osalaniquc, dans lea prcmiera aiéclea de l'ère chréticono. Adi 
Gimmériena iCimbres ou Cymrys), Bretooa et Belges apparti cnJraient 
ea gónérol les tumolus, orands ou patita, lY chambrea non [néijalllbiquca. 
Ii«a cerclcs de pierrea, uignementa et menhirs iaolés seruieot cominuns 
aui di>iu granda ramoaux coltiques a. Étude$ d'archeologie ceUiqae. 
ISrra, pag. 2Ba.] 



V 



table (te pierre. Lea Franco -B reto o a appUquérent ce nom do dolmen 
ma grott's compoaées de quatre picrres ou davantag», parca qua la 

E'i^rrc ou lea pierrea qui recouvroit la grolla aonl posetta comme une 
bln sur si^B aupporls. Le terme de dolmen paralt on ofTet mleux 
iliqué aux grottes qu'aui pierrea levèes, ani, etani plantéea debout, 

rapellent pae l'idée d'une likblc. Les anllquairea doutre-mer don- 

nérent le nom de cromlech & ce que les nùlrea appelaient dolmen. 
Jci nona comprenoaa encore moia les motita dea savauta dea lles Brl- 
tanniquea. Ila interprétent cromlech par pierre courbe ou pierre In- 
elinée ; or, les pierrea dea dolmena ne présentont point do courbea, et 
la lablo n'est inclinée intantionnellemoot que dana un tréa-petit noni- 
bre de monumenta. Lea Franco -Bretin a appellent les cerdea de pierre 
cromlech!, c'eat-i-dira pierrea diaposées en courbe, en cercle. La 
vraie Interprétatioa serait-elle: pierrea du dieu CromT et lea anti- 
qnairos auraieat-ita cmprunté un nom troditionnel ? Cela n'eat Alagli 
-' — Va loxtea òcrita, ni ai 



de Cornwall? Que sSo restos dos tempos celticos aqneUtt 
extranhas construccOea ; que celtica é ft idea originai u 
corno nome ' d'essas monDOientos : « They speak for iii 
sehes [ observB 80 discorrer parti ciliarmente sflbre oa cnmUcJU 
da Irlanda ] , and tliej certainlv speak in a language that 
is neither Roman, Saxon, Dsnish, nor Norman. Hencs ia 
England they m^y, bv a kind of exhaustive process of reasoniag, 
be daimed as relics of Celtic civilisation. The same Big*» ' 
ment appUes to the cromlechs and stooe avenues of Caniae, 
io Britanj. Here, too, Unguage and history attest the fonMr 
presence of Celtic people, nor could any other race, that iofluea- 
ceti the hìstorical destìnies of the north of Gaul, claim . 
structures as thcir own *. Eveu in stìU more dìstant place 
the South of France, in Scandinavia, or Germanj, wben ■»- 
milar monumenta have been discovered, they may, thowgfc 
more hesitatinglr, be classed as Celtic, partìcularl; if t 
are found near the naturai high roads on \rliicb vt b 



■enerally fonod in clo&; promaitjr to oLber large i 

Thaj aro called mM-an-tol. hole-stones, in Corawall ; and H 

ot tot-men, or tb>t-men, V!hit,h ia Bomewhat promiscnoosl; a 

tic antiquarians, shonld be resUìcted to moDuments of t 

toB beine the Comìsh word for koU, min for tton 

eie. Freneh antiqnarians, taking dol or tól aa a corrnptic 

buia, use dolman in the sense of tabl£-stones, ani a~ 

'With cromlech, whUe they Erequenlly use cromlech i 

Etone circles. Tliia can bardly be justiQed. and leads at i 

to much confOBioQ ■. Hax Muller, Chips from a Cerna 

thop. t. m, Oxford, 197D, pag. £3. 

1 ■ Roman and Saxon hands may bave helped to erect t 

CTomleeha which are stili to be sean in Comwall, bnt U 

idea of socb moaomenu, and bence their name, is pnreW 1 
(Pag. 276). — tCp. FaiJlMrbe. £^ doIuMiu d'.lfVÌ4H« e Coi — ^ 
Mtloriqui, sessio de 1S72, pag. 107.] 

) • Où se tronvent placés les trois prìndpaox Kronpes < 
ments mégalilhioiuea : 1^ principani, au moins pai bara inai 
proportìoDS? 1* Dans la Bretagne armorieaine. la provioce er 
excellence de la France: ^ en Irlande, patrie at ta pliu 
brancbe da la race celtiqoe; en Irlaade, où la tradition t ' 
meliemeat cea eonstractions à nne Iribn sacerdotale, 
celtiqoe, et qui perdit phu tard l'empire, qne Ini ealeTa i 
héros, nne caste goenriara d'aotres Ceftas. qui passent poor n 
tes, oa aa moina venni d'Espagne. Enfta, 3* dans le o^Im 
gteterre mérìiliiuial (Slone-Heàse, Abory), dana ttiOe BreUmn i^ 
où Cesar nons apprend qa'élait le centre teligienx da dnUoiaats i 
tenps *. H. Miarm, HoU ettmpUmvntaire (w I» doln^mt /0 
Prihistonqui, sessio de 1357. pag. ao9). 



,1 the Celta ia their Wd^tward migratious preceded the Teu- 

.ic and Slavonic Aryans. But tha case ia totully dìffereut 

aa we hear of cromlecha, cairas, and kist-vaeas in the 

111 of Africn, ia Upper Egjpt, on the Lebanon, near tUe 

■dan, in Circassia, or io the South of India a '. 

E iDuia adeante, argaindo juQctnmBnte a incredulìdade 

desdenhosa de alguns arcbeologos, o dominio da moda at<^ nas 

ptediiec^Oes da scisncia '. e o publìco meaosprè^o d'aquellas 

retiquisa da primitiva ctyilisa<;fio britannica ■ : n There are man; 

itiquarians who att'ect to daapise the rude nrchiteuture of 

le Celta ', nay, who would think the namo of architecture 



_.i<I lapa^e dn réclamea leura produils fraUtéa. Pour eux, l'eipérienoe, 
ibservatian, l'aDHlyde mlnutleiue, le labeur da chaque jour, soot dea 
^mina trop longs. Ila ptiìlendDnt arrivor & la célóbrlté sana travail 
Mia9 étuife, par la cuniradiction, par le reoverssmeul de oe qui est. 
ssi les voil-on dàbuter par de graalee et merTeilleuses BynthèHea... 
. principal dan^er dea ayatèmaa sat de jeter daas la circulalion une 
iràséologie speciale qui, aous dea apparences iaolTensives, caclie dea 
' — iù ae Ioni prendra totia ceut qui ne rónéctilsaent paa, et le 
in est ^rand. G'eat oe qua Sloutaign» appelait la grande piperie 
s mota. Ainsi toutej cee etpreasions: Agi de pierre, lemps préliisto- 
]uee, race primilive, développement prùgressit, qu) appartlennent au 
niTeau T>>eabalaird arcliàolof{ique, n'auralont jdmais dù y entrar, parce 
l'altea prfilenl & l'éuuivoque n. A. A r e e 1 1 d , La Qmxtion préhu - 
riqite,jiag. 3j. — uti. Max Muller, La philosophis du ìangage 
aprii Darmin ( Revue politiqus et littéraire. III, 1873, p. 39;), ìa fin». ) 

Il (aut que, patlout <3Ìx elha aont encore debeut, ces pierrei 
laérablua mal alien ne nt, aui yeux dsa fsmiUea qui las enlourenl, l'aa- 
niA en inAme teinps qua le souvenir de noa ancèlres. Co soni dea 
tnoins (]ui ne sont raates que trop longternps silencieux, maia qui doi- 
nl disormaia reprendre la parole, et ontrotenir, josqu^ daaa le sein 
noe campannoB, le sentiinont du genìe ut de luuiouomie de notre 
Be. Noa-aeulement ila sont le vivant syinbole da notre solidarité avec 
Gaule, mala ila repréaentent tout auaii excellemni'mt Ics rapporta de 
nsan)fiitnit4 par lasqoels, malj^é tant da diversltéa, nous nous liana 
la iaì,iia principali dsa p)pulalions europdonnas, qui, aortìea dea 
tmes auurces, possèdeat bussi lea màmea tnonuioonts. An fond de 
LD^Ietirre. de l'Alternarne, da U 3uisso, de la d^.an Unavie, de l'Es- 
gae, le vioux sang oUique s) perpétue tiujoura, et l'urehilacture 
udlque, en y marquant la Iratarnlle d<3B tumps poss'W, fait appel & 
Ile de l'uveair a. J. HavNtUD, L'Btpril ili l/t GauU, lìi'ì. pa^. 315. 

* M La TelLgloii alnai concaa et le eulte ainai pratlqué nnt pro- 
it, au sein dea raoes cancfUlqaes, l' Archi [eotnre la più* jlevde, U 



186 



disgraced if applied to croinlechs and bee-hive huts Let 

antiquarians be as sceptical as they like, if they will only 
prevent the dishonest withdrawal of the evidence against which 
their scepticism is directed. Are lake-dwellings in Switzer- 
land, are flint-deposits- in France, is kitchen-rubbish in Den- 
mark, so very precious, and are the magnifìcent cromlechs, 
the curious holed stones, and even the rock-basins of Cornwall, 

80 conte mptible ? There is a fashion even in scientific tastes 

Two hundred years lience the antiquarians and anthropo- 
logists of the future will cali us hard names if they find 
out how we allowed these relics of the earliest civilisation of 

England to be destroyed These Celtic raonuments are public 

property as much as London Stone, Coronation Stone, or 
Westminster Abbey, and poste ri ty will hold the present gene- 
ration responsible for the safe keeping of the national heir- 
looms of England » *. 

Podia multiplicar provas em analogo sentido. As que ahi 
ficam parecem-me sufflcientes. Provar, diz o sr. Adolpho Ck)e- 
Iho, é proprio dos espiritos logicos. Vé-se d'està vez que nSo 
tive em pouco o seu aphorismo, e — por me servir do verbo 
tomado a um escriptor cujas obras bastam ainda agora » 
mostrar 

quanto 
Cdbedal (le expressùes nìio volvo a lioi^ua 
Costumarla a lalar ao mar e aos ventos ^ ; 



plus noblc et la plus élégaute. Ila ont donne naissance aux formes 
tes plus pures, les plus imposantes et en memo temps Ics plus gn- 
cieus'ts. l'elles furcnt les architoctures égyptienne, greoque, assyrieonc 
cu méJique, perso, indienno, et sous un autre rapport colle des Gel- 
tes qui, dans sa rustici tó matériolle, ne manque pas d'une haate et 
profjnd3 sublimité ». Danikl R.vmék, Histoire génèraU d'i VArchitec- 
tvre, t. I, pag. 72, Paris, 1830. 

« Chips, t. Ili, pag. 294-296 e 298. 

« A. Ribeiro dos Scinctos, A Antonio Ferreira de Sampaio» sòbri 
estudo da lingua portuguesa, pelo que respeita aos prosadom 
( Poesias dj Elpino Duriense, t. I, pag. 259, Lisboa, 1812). 

[ Gonsalves Dias, o grande poeta americano, exprimiu, em cir» 
do pouco divulgada pola imprensa, idea analos[a à d'estr» yenos» io 
annunciar om 1863 a traiuo^ào da Iliada de OJorico Mende»: •P®** 
aquelle bom velho, verdo na alma e no corpo e nas illosdes, liwa a 
tarde de seus dias a trabalhar com o ardor do jornaloiro, qae, por- 



■ (lo verbo que, ao trasladnr um passo da Escriptni 



npregou o padre Vìei 



Bflae rjnar e por forcn, ha de acabar a tarerà e sente o approxìmar 

■ oa Qoitn — vol4ra-se ao estudo e raapprendizagem do grego corno 

Imna ereuntiii, corno nem o AlSeri se atrcverio, se tivi>Bse a meama 

\ edaile, e sai da lacta glorioso e trìompbaiiDr ì Luct^i grande e maior 

qae grande — tiomerica. A lingua mais liarmooioaa que os homene 

nunca falaram ; o maior poeta qaa Deus creou no inejo doe mais 

favoravcis circumstancios, preparadas e corno prodispostae para o seu 

■pparecjm'.'nto, é d'eete grande noeta a obra por eicellencia. À([uelta 

, ^guagcni DDia da patria dos denses, d'ossa terra eternamente Ì'jvod, 

eonm a sua Hebe, terra que se abre e de lodas as parUts se es^orda 

Whro o ocsano corno uma llor, para beber todas as brisas e respirar 

\todaa 09 perfumes. opponha-se & a nosaa linzua, que, apezar de tar 

ispirado os odores das Sorcstas virgena da America, e de se ter iar- 

enienUi peTrumado com aa esscnclas balsamicas do Oriente, resen- 
se ainda do ciciar dos venios iios caboB alcatroalos, do gòsLo pe- 
netraol« do sol das ondas e d'aquellaa macliinas rudes e ptiiudas, que 
se moviam com a majeetado tardia de um elephanto a carregar a ca- 
milha do urna princesa, e lan^avam enormcs ballaa de pedra pnra de- 
fonder aa custosaa especiarìas do Ci-ylSo e do Ormut I E luctcm essas 
9 linguas, e luctem esses dous postai I n 

t Na sua Memoria hislorico e critica acérea do nadre AMotiio 
Vieira dix o rallecido bispo do Viseu D, l^rancisco Aloxiinilre Lobo 

KObras, t. II, 1SÌ9, pag. 35t ] : « Se o uso da nossa lingua se per 
W, e com elle por scaso ocabnrem todos os nosaoa escriptoe, quo 
nSo sSo OS Lvsitxdas e aa obras do Vieira, o portugaAs, quer no 
Wti/lo do prosa, qucr no poetico, ainda vivirà na sua perfeita iudole 
--■- - a aua riquissima copia e loucani». S^rA talvex opiniào te- 
nieninu, mas a niinlia é que oenliuia novo possuiu jamais nus obraa 
de utii aò liomein tao rìco e tito escolliìdo chesouro da lingua pro- 
pria, comò (i6s pkiBsnìmoB nas d'estc ootavel jesuita. Elle empregoii 
a llnguiu^nm eulta e publica, e tarnbem a tamiliar e domestica; fa- 
lou a iIoB uegocios, a d:i cortesia, a daa artcs, a dos provcrbios: e 
corno traclou tantos e tiio diversus assumptoH. pòde aHirmar-se, Fara 
de hyperbolo, que cm suas composi^ìes a resumia toda intcira com 
feUci'Wc siugular B. —E impossivel, porèm, racordar estas palavraa, 
•em Ihes contrapor urna pagina sequer do admiravet parallelo mie 
enire o estylo do cel'^braJo prégador e do scu contemporaneo Ma- 
nuel Bemordes fax o ar. viaconde de Costitho : k O eslylo de Bor- 
nardes. ... lem todaa ns cAres com insensirel graduai;So conio o arco 
iris : imiReaso. esplendido comò elle, eogolfa-se pelos cena, desce pelo» 
area, pousa adbro a ti?rra, e, mais do quo elle, mnreulha-se aindu, 

"' n. peloa horrores do abyamo. seu prodigioso talento gyra 

.- a espilerà immensa o ospeltiada. cujo elxo imbebe aa extre- 

iDidadoe no inferno e oo Empfreo, e, rcni^ctindo-oa, reSecte ao mesmo 
tempo e com egual proprieJade, a natureza, a terra, os homena, t a 
Vida : tudo alti ss aebuia som confusa», com as suas cdres proprias, 
iias grnndozas relativas. O lerror, a espcrnncB, o jabilo, a 
•creniilode se noa reveiam no seu rodear. Tndo visto alli ganlia 
nmn certa diaphanidade ; v^-se o interior das virtudes osciirns, qne 
é tcito de riso e loz: oa vicios por fora ridontea e luminosos, que 
b3o por dentro cinnaH e amargor. Nisto é qup n3o podèmos deixar 
de liislstìr. por eoovencilissimos, quo nSo ha escrlptor porlnguf^s tSo 
para tu1o por seu imaginar o sentir comò esle b. ( Ltvraria clas- 
atea portuipteKi. t. VII, pag. 103-104, Lisboa, 1815.) 



I 




lingua llie parecea pobre de palavraa senSo naquelie tento 
— nem se diri que lli'o infatuei. 



Proaeguem as OògervaaOes acèrea do Dtccionario biblioff*- 
pkico portuffués e leu aucCor : 

a Nfio &ei quaes sejam os altemSes que vejam hoje n& phi- 
lolo^ia, corno quer o sr. Innocencio, « um acervo de conhoci' 
« mentos que se approxima das raias da univ e rs alidade, e em 
a que ne compreliendem a mythologia comparaia, a linguistìck, 

■ a exegese litteraria, a h ermeneutica, a crìtica, a vida tktorica 
t e pracNca doa antìgos, as diseiplinas auxiliarcs da bistoria — 

■ geographia politicn, archeologia, etc., etc. » 



< Scrmoeni, pnrt« II. pag, 233. Lisboa, 1G33. 

No passo a que se rorare n consideracào de Vieira; Infatua, guato, 
Dominti, conìilium Achìtopìiel [Reg., t. U, cap. xv, ;ÌIJ A. Peieìni 
de Figueireilo, a ttuem S. Luis, Oarrelt e Anislinho de Maadonca 
Falcào nSo deadeabavam allegar por auctoridade em poaclos de Ita- 
gaasfem, verti : ■ Po^o-te, Senhor, que iotatOes o conselho il'Aqnf- 
tbrel >>. (A Bibita Sagrada, t. li, 1797. pag. SU). — Etn outro logar 
(parte III, pag. 476, Sermnm pelo Òom soccesso das arma» de Por- 
tvpal cantra ai de Hùllanda ) diz Vieiro : n ... os coDselhos aue. 

rindo vòs quereis castigar, se corrompem. otn uòs sejaò alumiado*. 
nelles en^lualoa, U coafusos b. — Infatuar acha-se esuolmeatf 
em Bernariles : b A eafera do qualquer Monarquia estriba noetes 
douH piMos. RetiijlSo. e Juslifa: suetentados estes, D^os dirtsirft m 
mais conselbos; menoa disso hade BDfatualtos, e tornar a Corte hnis 
Egfpto »■ (Wooa Fioretta, t. IV. 1731!. pag. 30). — P?dro José da 
Fonseca. ao pass^ que no Catalogo don auctor^i publiealo à frenle 
do Diecioìtario da Acadcmia Beai admira em Vieira a pareimoaia 
na innovafào de vocabulos. colloca lodavia o verbo infatuar eatm 
0> termos que k se hào de coasilerar novos, e por eonani^inte bar- 
baroa, emquanto o uso os mio honver naturalizado b. [Ritdimtnloi da 
fframmatlea porluginaa, 171)3, pag. 337). — Por ultimo, eia aqai. sa- 
pindo Blateau, a resolufSo dos acaditmicoa do eonde da Ericeira ns 
oonfereneia de 11 de marso de lti'J8: ■ Pareeeo quo naò era palavra 
Portu^ueu: temos Entonterer ; e temos Fatuo, mas nào Infatuar t. 
( Dactsoena academicai de palavras Portuguexas, proposlas, e «ra> 
tninada» nat eonferencias eruddas, qua te ceUbraraìS na Libraria 
do Conde da Ericeira (Prosit Portugaeias, parlo I, 1718, pag. W). 
— A palavra està no Vocabulario de Bluleau {Enfatuar, Infaluar\, 
nad obsiunte osta decisòo, f{rave decisSo. quo traz k memoria nm 
lBn{;i> do William Shakespeare de Victor Hugo, fatando de certa liti»- 
ratura de letlrados que tendia a Taier casta : n Tous les mots n'aTaieal 

fas droit à la taague. Le dictiouDaire accordait on n'accordiut pu 
su regie tram cut. Le diclionnaire avaìt sa volonlé à luì. Figarei-Toua 
la botaaique dÀclnrant à un vegetai qu'ìl n'eiiste pas, et la natim 
offraot timidement un inaect & Tantomologie qui le reruse coniM 
incorrect. Figuroz-vous l'astronomie ehioanaat bs aglres a. ( Pag. 108 da 
1» ed., Paris, 1884.) 



Se BESim è, se o Dicriotiario vciu nnsuncinr no tr. Adol- 
pho CopIIio fnctos ciue elle ignora, a concliisfio em nenhum 
Uso ptìdc Ber centra V. Ex. Pois è justamente centra V. Es. 
que elle conclue ; « NSo sei quses sejam os Bllem5es.. ,, 
er. Innoeencio parece comprazer-ee em revelar a sua profunda 
ìgnoranpia dna consns alleinnns. VC-sc claramente do que pre- 
cede com que conficiencia o sr. Innoeencio escrove». 

Os allemiles que accommodam h philologia o tropel de 
conheeimentos que fnz espanto ao sr. Adolpho Coelho, clia- 
legìSo. K Wolf, e Bóckh, é Niebuhr, é Otfried MUl- 
,ler; sSo 0» proprios fundadnres da eschola philologica, os re- 
^preBcntantts maximoe da sciencia da antiguidade. 
Nomiei-os; ou(;amol-os, 

Pala auctor dos Proltgomenos a Homtro: « A sciencia dit 
antiguidade [assim cliamou i pbilologiii. no proposito de codcì- 
liar as accep^es reatrìctas dndas no Dome < ] é o complcso dos 



t a Er machie das gesamnite Alterihum 3um selbat/IndiQeti de- 
gtiulande der Phitotogie und erhob s\e dadurch ùber ihre Iruhtre 
Dienslbarktit; »vm Zeichen design nannle er sie AÌUrlhumsviisitrt- 
Khafì, itm die einseitigen Auff ossuti gen, velette aich mit dent Namen 
FMlolCffie verbuniien haltitt, iu beseiligeti ». CoF(veRs*TioNs-I,BsiiioN, 
U* ed., t. XI, pag. 670, Leipzig, BrockhauE. 1}%7. — a Wir woUen 
' ~«aba de dlecorrer satire aa cipi'cssòea humaniora, i*MIoIoot«, elat- 
teft* GeUhrsamlieitZ diew Witsenschap tiennen die AlterUmmavls- 
inschaft oder Alb>rthuinekunde, oder atteh das Stadiuni iler alMn 
_iHerBlur nnd Kunst, ioclritta ontiouorum litterarum et artivtn. Dit» 
itt der beaste Avsdruek ». F. A. Wolf, ìiatnen dev AUei-thurns- 
witsensehaft (Vorlesungen ùbtr die Alterthumstcissenchaft, t. I, Lei- 
pzig, 18X9. pag. 11]. 

N. 8. Peco veaia para estas poucas linhas de allemào, cuja neces- 
•Idado nSo ha mister ser eiplicada. Nna doas volumes dos Musicos 
vorlugueses [colossal Irabalbo, calorosamente naudado porHafTner, 
Sibliographt musical, 1673, pog. 72-76] beni sei que avullain as cil* 
' 'St<a oaijuetta lingua, mas eu nào tenho a prelenaio de CBcrevor para o 



B S ibliogì 
Hcaes oai 
■Allure. 

V vamcDle 



'onfessando que o alleluio & poaeo culUvado entro os compa- 
ST. Jouquim de Vasconcellos, nóo nos humillietnos oxe«BBÌ- 

. que fora viciosa vergontia. J4 Hillebrend inostron que a 

Miencia de Alfin-Blieno, deiiaudo a lingua Ialina para se servir do 
orgam de expressio qne liie e proprio (e com iato a manifesla^ilo do 
penaumenti sanliou innegavelmpute em originalldade e forca), prejudi- 
c&ra à difTusao das uova» ideas. O teslimunlio do auctor, allemfio, na- 
turai de Oi;eaen, ei-prufeBBOr da Faculdade de L.e[tras de Donai, ea- 
erevendo ao flm do f|alnzc annos de resideacia em Franca, nilo sera 
ocolmado do luspelfiio : — a Con est fait do colte rfpublique dcs letlrea 



qai tormait ej 



ii't^ idMe et puremenl '. 



au-dessna 
iimuuaul^ 
inlluences du 



oonliecimentos hÌRtoricos e philosopLicoa pelos quaes potlfinos 
apprender a iivaliar, em todoa os aspectos possiveis, mediante 
US obras qiie d'ella^ nos refitam, ns nacOea do mundo antigo 
ou da antiguidade {dei- alien Welt oder dea Àllhtrlhums) » '. 



mail une Bcìen<!e, ug rìsquail pus de roeter confinét! el coinm>:' eofoncée 
dans Igb limìtes d'un pays. considèrée atee défiaoce par tea étrangers, 
camme une sorte de conlrebande dangereuse. Que de tempe u'BiirBU'il 
pas fallu à, Copernic pour se faìre reconuaUre par l'univers s'U av^ 
parlò polnnais, et n'cst-il pas probable qu'oo parlerai! de Bacon et de 

&„i ".otnine on parie de par le monde de Kant et de FicLlo, c'eat-i- 

les connaltre, h'ìIb a'étaieal aviséa d'écrjro ou au^loìs OU ea 






holIoudaiB? On ne aaurait le Dier, k partir du aiécle dcmier, c'eat-b- 
dire a partir du momi?n[ nif me di? sou plus grand easor. la scìence al- 
lemande a'est aliène le public europòen pour avoir voulu fiire csaeiitiel- 
lement allemande. De pina en plus natioaale, elle est devenue prcsqoa 
inlQtelligible pour lea étrangers : et la forme allemaade n'iniposànt 
plua aucune r^gle et aucune mesure à la pensée allemande, a imprinii 
au Tond mSme un earaotère exclusivem°nt national.... —Pour longMmpt 
encore, on l'a reconnu Franchement et hautement depujs i^u^lquea ao- 
nées, le prìncipal travail dea philolognes Iran^ais. anglais et italiana 
sera eti efTet de pénétrer et d'acclimaur dans leurs pairiea respectìrra 
les C(>nqu6t'>s posilives de la sclence allemande, avant de pouvoìr aonger 
& contìnuer ce courant d'òiudes, et le triage ni£mo de ce que l'on con- 
nalt enooro si itn parrai lement a besoin iffitre préparé sMìeusement. 
C'eat ce (lue l'on a compris, et c'est ce que l'on est occupé it faire «rea 
un désinlòressoment remarquuble. De grande talenta qui semblaUVI 
appeléa A ouvrir des voies nouvellea, eo dòvouent & celt« oeuTre dUm- 
terprélation et d'inilìation, et en étendant h l'Europe civilìsée des ^ 
diosaea qui n'appartenni e nt qu'fi un p^uple, ila en relèvent eiicore I» 

Srìx parce qu'its y portent celle claiié, et qu'ils les révàtvnt da celle 
)nne dont ils ont aeuls le secret u. {Èivde sur OtfHed SiùlUr, Mf. 
XBv-iivii, t. I da Histoire de la litléralure grecgim, Paris, 18E&).— 
rCfr, Gaaion Paria, Romania, I, 1873, pag. 10-20.] 

' Darei uqui a synopse textual daa disciplinas em que Wolf repaiU 
a sciencia da antiguidade: n I, Grammatica philoaophica ou primtoy 
aeraes daa duas antigas linguas. II, Grammatica da lìngua grega. lu. 
Grammatica da lingua latina. TV, Principioa da lienneaeutiea pUto- 
logica. V, Principioa de critica philogico e reviaao doa codicos. "n. 
Pnncipios da composic^Q prosaica e motrica ou theoria do estjrlo « m 
arte metrica. VII, Goographia e uranographia dos gregos e romanoii 
'Vili, Hlstoria univcraal antiga on hiatoria cerai dos povoa da antigti- 
dado. IX, Princlpios da chrunologia anliga e da critica bistorìca. X, Asti* 
guidades gregas ou bistoria das eondicòea, orguni«i{«o e costumM te 
prlncipacs estados e povos da Grecia. XI, Antiguidadi's romanu M 
arcbeologìa de Roma e do direito romano antiquissimo. XII, Blytholojdt 
dos gre^oa e romano», XtlI, Hlstoria litterarla dos gregos. TÙV, B» 
toria litteraria romana. XV, Bìalorin das artos liberues e daa aclendA 
entre os gregoa. XVI, Bistoria daa arles liberaes e dos oonheciinantM 
Bcientilicos entre db romnnoa. XVII, Noticia historlca dna attea mi 
de amboa os povos. XVIII, Introducfòo & arcbeolocìa da arte 
tecbnìaa ou noticia doa antigos monumentos e obras de arie que ainv 
existem. XIX, Theoria da arte arclieologica ou principìas das arte■di^ 
deaenbo e das arl«s nlastìcas entre os antigos. XX, Histuria geral di 
arte na antigiiidails. XXI, IntroducfSo ao conbecimento e A bistoria A- 
archìtectura antiga. XXII, Numismatica daa gregoa e romanos. XXJlt 



E pouco depois: <■ A scirneia da aiitiguiUade lem por fìto o con- 
juncto de conliccimeiitos que nos psIcnteiHQi as netOes, deMinoe, 
e&tndo politico, scientifico edonientico dos dou» mnis iiliimindos 
povos da antiguitlnde, ccm ss tuns lingua?, artes, acicncias, 
OOBtumeE, a sua relipifio, o Geu characttr nacional o modo de 
pensar ' ; conbecimcntos deduzidos àtt& obrns ciue noe restam. 



Epifiraptiia ou sciencia liaa inscriptùcB dos dona povos. XXIV, Ilialoria 
iJUcrariB da pliilologia ptpgn e Ialina e iloB mais cstuilos r«lalivo8 ft 
anliguiJadi', ìiiduiJa a bibliographiB )>. ( Darsleilvng dcr AUerlhum^- 
V>^stenllchaft, Leiptig, ISiS, pat'. 75-7(t, Ueberbttek iitìmmUirher TheiU 
ier Alterthums-WiMenschah). — Ctv. Beriihardy, Arthitekttmik 
der PhitologU ( Grundlinien tur Ettcì/hlopadie tkr Pliilolo«ie, Halle. 
1632, pag. 47-53). 

« La Filologìa ora stata cogli Italiani riprodu^iionc nrtislfca. e 
letteraria, in Francia con Scaligero, o Casaubono prcpBrny.ionc alla 
stona, coali UlandeBÌ era siala ermeneutica; nin con tuli'' c]iit>sli' ri- 
produzioni, iuvestigazioni, e conneesionì vauBalì colle ira^fnniiuzlDiii 
morali, arliatìche, e letlararie d'Europa, eoa tutte le sue stM|ierle, 
diciamolo pare francamente, la filologia verso il fine del secolo scnrao 
aon era ancora una scienza. Non vi lia scienza senza consapevolezza 
del metodo, dell'organismo, dei lini, e iloi limiti. Augusto Wolf fu 
il primo, che parlò di una llloiogia, ctie dovea essere scienza, cioi 

llfllema — Colla grammatica si^iricB, e Rloso&ca. la ermeneutica, 

itica diplomatica, e congetturale ai apra adunque il sistema &lo- 
I dì ^olf. Ma queste non sono, che lo ilisciplinc preliminari, 
eoal dire etromentali. — La Filologia è contemplazione dell'an- 
ittcliili'i. £ qui la serin Incomincia dalla geografia. Bisogna esplorare 
Il teatro, dove è vìssuta, ed ha operalo l'antìcliita. e qucsl'i teatro 
Ita una doppia scena, l'una empirica, e storica, che è tiipoi(raflu. e 
AorograHa, e l'altra aatìatorica, ciotV l'imaKine del mondo rìvurbcratb 
Sneonsapevolmenle dalla fantasia antica. La seconda delle discipline 

Mnteniplatrici della Biologìa é la storia antica Mentre la storia 

^^^"" Klta l'antìchìlà nella successione dei fatti, l'nrcht'oloiiÌB la studia 

nuìli delie istituzioni. L'archeiluKia pi:r Wolf una i* •iiicllo, 
e slato per Winckelmano, e l.cbMr>^. n hi pi>i- Oifri^il Shiller 
e la atoria dell'arte, uia é ijui'lUi iliB<-ipiìiia hl<>l>i^ii':t, clie. 

le. studia le condizioni privalo, euoiinniichi', ijuIìiicIk-, re- 

^4 milìlari dell'antichità. — Lo stulio il''] oiilci antico non 

SHieora una disciplina: lult'al più un desiderio della tilologìa. 

If ne segna il metodo, e i limiti, e come un presentinieuto di 

Ilo, che poi é divenuta questa disciplina dopo la scoperta dd 

scrito, raccomanda, che senza falaifìcare i tipi della fantasia 

e» unn si dimenlichi uno studio comparativo colla mitologia degli 

I popoli, e prineipalmenie orientali.... — L'antichità, per quanto 

BOpiosl siano i nionumenii, che ancora ne rimangono, é sempio un 

''Tso- bei settanta scrittori greci della prima guerra persiana non 

I rimasto mi si>lo. Noi non possediamo più, che Irtiiiii il'ili- cìn- 

"'■, dir (mono rappresentale sullii ■■■ ■ i i \!' li' '••^i\ 

vih.i li i|iiislioni. ohe sorgono linll-i n ■ ■ 

■:iu H li. H'attlìchltA. In queiti:i -' i ^iii> 

i .(i';;li ^.nii.iri, Vien dopo, e si'piii.ii ir,,, n; ■ 1 1 -i.>rni 
vera storia letteraria. ... —Alla storia ilelln lolle- 
tura succede nel sistema di Wolf quella delle arti mlmeticlie.... 



Bem a intellipencia das quaes nenhum nprofundaflo esame his- 
torico é possivel n '. 

Fala Btictor fin Economia foUtica dos alhfitifHS<s : « A philo- 
logia devo ser um inethodo hiskirieo, eooRngrndo a recortHituìr 
todo viver social e politico de um povo durante iitn detenni- 
nado periodo » '. No il e si nvol vi mento d'este systema, indicado 
por Klausen nas Biographias de humam'.ilas celfhres, repnrtiu 
Bdckh a philologia em duas sec^Oee, com preti end end o, de um 
lado, a hermeneutìca e a critica; do outro, a vida practic» e S 



Ultime, 



ra più isolate riinangrno nel Bialema l'epigiufla, e la 
- Quesle som le discipline, die secondo Wolt Mm- 
1 della filologia dossica. È il Peripler 






Songoiio il : _ 
ella scienza dell'antlcbiU, che incoiniiiciato da Petrarca, i 
e naBcoslo poi nel lavoro indelesso di otto seneraiìoni, WoK lia ter- 
minato, e scoperto al principio del secolo XIX. Dico ideale perchè 
la sua coslruzioDo reale incomincia invece da questo momento » 
L i g n a n a , La Filologia ol secolo XIX, pag. 31-87, Napoles, IM 
— [ <t F.-A, Wolf est le premier qui ait montré ft la pliilologie ni 
Renerai, b la scienco do l'antiqnil^. comme il l'appelHit pins jnstemeot, 
la vraie méthode de recherche et d'exposition. Il Qt voir comment 
toutes les éluilps sur la langue, la lilléroture, les moiura et les inali- 
tutìons dcvnienl ss prMer un mutue! nppui et étre Inspirées 

niéme esprit, qui est l'esprit liislorique. Il ne se contenta paa d, 

en (fuelqucB pages hicides le pian génfral des étudcs pliilolORiquM: 
il prtcha auBsi d'exemple n. C. Morel, Recti* criliiiue dkitUrìrt 
ti de tiUt'rature. Ih73, 1" semestre, pag, 21.] 

1 Friderico Augusto Wolf, Vorlesungen «6er die Alterthtuntìeih 
setuéhafi, 1. 1, 1-eipiie. 1839, pag. 13. IP. — Cf. SarsttUung der AU- 
thums-Wissenschaft rtach Begtiff, Urtifang, Zweek tittd Werth (pi 
9-76 do voi. jd cilado, Darstellting der Atterthvmswianenschaft). 

1 Vico, prìmeiro que os philologoa all^màes, estalielecen enlr« 

riincipios rùndamentaes da ecioncia da natureza das nafòes o aTÌW 
degnitb} seguinte: a La Filosofia contempla In ragione, onde vì'^nS te 
scienza d^t vero: la Filologia osserva l'autorità deirumano arMU^, 
onde vieoe la eosaienia dei eerto. Questa degniti perla seconda parta 
difQnisce, i Filologi essere tulti i Grammatici, Istorici. Critici, oha 
Eon occupati d'intorno alla cognizione delle lingue e de' fatti da' vofMs 
cosi in casa, come sono i rostumi e le Ungi; come fuori, quali scM 
lo gueiTe, le paci, l'odeon^e, i viaggi, i commer^j ». (J^iicì||" " 
Sdenta nuova. iS* ed., 1730, 1. i. Degli elementi, k). — Alludìnda 

Salavras ilo grande preoursor, escreve o seu eleganliasimo bioen 
icolau Tommaseo no (omo IX da Biografia deijH Italiani «Jw... . 
[e ft pag, 24 da Storia civile nella letteraria. Turili, 1873]: a La «to' 
locia dunque al Vico è la SlosoHa dell' autorità : è l'ordine e la ragioM 
de fatti : che raccogliendo lo sparso, e lo idee lotilane avvidnasdo, le 
illustra, riscalda, recooda. Essa comprende le lingue e le storie, i oo*- 
lumi e le azioni degli nomini. Primo il Vico, delta filologia tece adeai^ 
e vollo die reciprocamente essa e la lUosoQa a'ajuatasaero : noviti fa- 
conda di beni n. — [ Cfr. Marselli . La Scienza della storia, I, pag. 1» 
e Begg., Turin, 1S73; Vaclierul, La Science et la Consci '" 

a IIST Paris. 1870. j 



I 



\i(!ii theorica doe antigos '. Abrange n nda prae/iea : ',", o es- 
tudo dn Vida publira (liÌBtoria politica, naonumcntos politicos, 
chronologia e geograpliia) ; 2', o estiido da vida prinada (apri- 
CTiltura, industria, commercio, casamento, educacSn, familia, 
UB08 domesticos ). O conhecimento da Vida theorica funda-se: l", 
na manifesta^ao exterior do pensamento [culto, artes plasticas, 
musica, orchestica) ; 2", no conhecimento do pensar ou rax&o doa 
povoH, por outroa termos, no conLecimento do eslado inenlifico 
das na^Oes » *. 

Niebuhr, no prefaeio da sua obra capital, eacrevc : <> Uo8tr& 
-nos Voss lima nova era para a intellipencia da antigiiidade. 



I Da nutlcia biographica publiciuTa por Lehmann cm marco do 18GT 
( BocVIi inoireu ein agosto ilo mesnio anno) tradui H. Dlebt, calrc oatros, 
o periodo SPRuinle: n II n oaverl 4 la philologie cloasiqufl une voie large 
et Bure, cu elle fait Cliaquc jour de Douveaux progrés. Pout lui, la phl- 
loloelc ne consiste pas k accnmuler dea détails curleux sur lea Grecs et 
les itomaina : l'eaprit generali sab^or que le naturajiate porto dana aas 
observalions, Bt^ckli voulait qu'on le portai dans les étudcs de pliilo- 
logie. 8'il tenut fi aaisir la vìe moralfl d'un peuple dana Bea manifeata- 
tiona dìveraea, c'étaìt pour les rsmener au principe qui leur impriniait 
l'unilé, c'ètait pour reconstìtuer, rhistoire A la main et il la lumière dna 
tails, l'cnscnible dea eivilìBattons antiques >>. M. Bceekh, sa vie, sea tra- 
r-attm (Rnvve des coutj Hufrfxires iXe la Franca et de l'étrftngnr, t. IV, 
Paris, 1867, pag. 671 ). 

> Teve o aactor occosiin de expor e itefender o seu syetema em diCTe- 
rcntes orac<*es acndemicas. Na que proforiu em BFirliu no anno do 1823, 
lé-ae: " llaque ubi, quae et qualia piiilologìa meo iudieio sit, qnaeritis, 
simplicissima ratione responden, si unn laliore, qnae in ipso vocahulo 
inest, polestate accìpitur, scd ul anlet od antiqua! litleras refertur, 
esae enm universae anliquìtatis cognitioiiem biatoncam et philosiipliam. 
UnìTersae inquam antiqnìtalis ; quo distai quodammodo ab Ijistorìa 
rea ex ordine temporum gostas potiesimum Jocente, quum pbilologia 
ommem antiquomm populoruni Titam comprubnndat panu]ue per parte» 
qnasque cORnoacere conetur; quamquam qui rem aerina spcclaverit, 
nallam inTeniet pliilologiae partem, quin bisloriae possìt aràumentum 
fiori. Magnopere igitur errare mihi videnlar, qui buius disciplinae 
finse ad interpretis et critici artes resirìngunt, quìbua niaiiifestum est 
non snmmos doctrlnae fines, ecd veri inveniendì instrumenla con- 
tìncri.... — lam ne in hac re sane magna, quod umveraae doclrinae 
caput ilixerim, diutina immorer, ubi ad singulns partea perveneris..,. 
Ipsas aulem partea, suis rursum articulis divioendas, tribus vcrbis 
iniicn : prìmam rerum publice g'?staruni, cum temporum et lueorum 
notilia, et institutonmi civilìum, etiam iuris cugnitionom : alleram 
privatamm rerum, tertiatn religionum artìumque demonatrationem ; 

Juarlam doclrinanun omnium, philosopbiae, moralium et nalurallum 
iseiplinarum, Etilorum ac litterariorum generum liistoriam, postremo 
linguae, cui primitiva gentia scientia innata est, perfectam expliea- 
tionem: qnas psrles cunctam pliilologiae materiam uomplectenl«s cur 
ita composnerìm et diBiunxerìm, ampliorem exposcit ìndaginem t. Ora- 
tiones in Vnivertitate Litterarìa Friderica GviUlma B«rolinenai ha- 
btìae ( Gesammette kUine Sehrtften, t. I, pag. lOl-lOó, Leipzig, IBóH }. 



Altuncflndo deseobrir nos proprios classicos o que esles pre- 
BuppOem — ss idcas dos antigos emqutiiito a terra e aos deuses, 
fto me^mo passo que a sua vida e usos domesticos — leu e ìnUr- 
pretou Homero e Virgilio, corno se foram contemporaneos, apenne 
afaRtados de nò» pelo espaco.... — Nesse tempo a phìiolog'in 
attingfra na Allemanhn ao florescimento de que hoje nos podèmOB 
gloriar. Co mprelie udendo jà entSo o seu destino de medìadora 
da eternidade, deu-nos a gosar, através milhares de aunos, urna 
nfio interrompidn identìdade com os povos mais nobres e emi- 
n«ntc3 do mundo antigo, inÌcÌRDdo-nos, por meio da grammatica 
e da historia, no segredo das produccOea do aeu genio e nos do 
seu viver, conio se um abysmo nos nilo separasse d'elles ■ '. 
Ab opiniOes de Otfried MtiUer, jii resumìdas por Ferrai e por 
Hillebrnnd *, podem julgar-se das seguintes palavras : « Tem a 
philologia por alvo comprehender o periodo a cujo estudo ae 

applica, da civilisacfio do gcnero-humano conhecel-o scien- 

ttflcanieiite e approprial-o de lai fórma ao espirito.... que est^* 
se elave a mais alta intetligencia do que é human a mento 
nobre, grande e bello- Nfio se propOi logo a philologia inda- 
gar e registrar factos separados, nem d'elles procura deduxir 



I mmimh'! Ggsehichte, 2» od., l. I. pag. i\, x. Berlin. 1837. 

* H ... La philologia ou la criUque historique — ces lermes aunt 
preaqn' sj-non^mes — se propose, au moven de riocumeota <Ie langnv 
— "^.^Isf», 0" épara, ào pénélrer l'esprit 'Jes natioas hiatoriqnes, lenr 



B retìgieuse et morale, philoso- 



activitu inlcllectiielii;, et jasqD'à leur v 
phiijue et sociale.... Ausai les rapr— -'- 
Science critique et l'hiatoire, ont-il , „ . , 

Ica disciplinos auiiliares de l'hiatoire, lelles que archeologie, s^ogra- 
phic polllique et niytbolo^ìe, camme dea hraactiea de la pliilotO)!Ìe ; et 
c'eat grllco fi celle acceptiOD éleodue qu'elle occupc un rane ausai ini- 
porlaat dans lo mouvcment Intellectuel de te siede.... — L'helléniste 
moderoo ne a'arrOte poìnt k t'èluile de U liltéralure de la Greco. Toul 
ce qui louehe & sa civilisalion devienl objot d'eluda ponr lui ; parce que 
toul ce qui y loncliu, jelle dea luuiiéres sur celle littéraluro eC «a esl 
une aorte de commentaire indispeosable. Il veat eounsltre la vie Ra- 
tière de ce peuple privilégié k qui le monde doit tant, et il ne lu peut 
connaltre ou entìer qn'en étudianl separémenl et dans leur acUùn ré- 



oiproqu°, sa religion, : 

— '^quel elU b'cbI épan 



s ìnstituli'jQB, ses uiuvres d'aTt, \t 

. . ..i racines cachées de cet arhr» 

splendili^ ; Ics peuples voisins qui lui ont donne du leur, les héritier* 

Sul en ont souvent travesti ou troublé le lege: la roythalagie, l'hìatniR 
e la pliilosophie, l'economie poliliqu", l'archeologie, lik ^grapluK 
l'elliuo^traphie. sont devenues aulaiit de branchea nnuvelics el prus<|i» 
indiauenaatilca do la philologie ». {Ètud» sur Olfried Mailer ft tur tr- 
eoU hi3loriime de la philologie alUmantls, t. I da versilo citada, pati 
Liv-Lvi, Paris, 1865:. 




fbrmulaa abatractaB. . . . Peu firn i o ampio e totnl entendi- 
Biento da antigra vida intellectiial, comò ella se iuBnifeata na 
rflzBo, no Bentimento e na pliantasia n '. 

No syslema do illustre professor Haase, sjateaia hsvido 
ate Bpora fomo o «laifi repular e completo de rjunntoa teem 
procedido dos principios posto» por Wolf, a philologia repar- 
se em disciplinas instrumentaes e disciplinas pHocìpaea. 
1 primeiras inciuem a hÌRtoria lilteraria, a epigraphia, hh- 
sinatica, museo)?rapLia, bibliographia, lexieogrnpliia, gram- 
malica, paleographia, diplomatica, liermencutica e critica. Kas 
aegundas distìnguem-se ; gcogrspbia antica, origens aotehis- 
toricas, cuttos, linguistica * e m^tliologia coniparadag, condi^Oes 
ida no8 tempos historicos, aubentendidaa: no dominio da 
inorai, a vida publica e particular; no dominio da aciencia, 
a hi^loria geral das scienciua e a de cada urna em especial; 
no dominio da arte, a rhetoricA e a poetica ; gymnastiea, 
musica e mimica; arte architectonica, plastica e pintura. 

Kntre os auctores allemiies que particularmente se teem 
Spplicado a ficlencia das linguas nfio sera impossivel achar 



<■ Né si confonda la linguistica colla UIoIorìb. La tirnlogia é ili- 

Sventata nel secolo nostro, ninssim ani ente per opera ilello immortale P. 

A. Wolt, la ftcienxa della civiltà aotica di na popolo o di più popoli 

' aSini Ira loro ; lin^a, religione, arie, fllosoli^i boiiu );li ng^tU intorno 

essa se eacrcila d. D. F e e z i , Intrùduiionu nltu atudio della 

rieUnta d-ìl linguaggio, Turìn, 18UQ, paji. 41). — s Kri AJleniaRne la 

^^cstion est ju^e depuis longtemps, et l'étrange conruaion des dcux 

^lols <ln li unii ali I] uè et d? pliilnloaif; n'y exiaU t^én frale meni plus. — 

uvrant le Dictionnaire do M. Liltré nii timi « llni.'iiisllr|ue ■. nona 

..B la d^Bnition suivante 8i nous imus ri]iMi s, amis le méme 

livre, au mot n pbiloloi^e d, nona nou:i hnlJ^<>ll^ i n l.i> .' Jc la triple 
divisìon suivante: 1° ^rte de savoir at'ui liii .(ui i-'.'.Li-d' Ips bellps- 
lettrcB, lea langnes, U critique, otc. 8" Pm m uIji.-ih.eii. i-.imle et con- 
-Jiaissance d'une langae en tant qu'cUo i:sl I hidLuiiik iiL un le moynn 
.d'une lillòrature. !!■■ Philolocie Cijmparec, óliid^ ii|i]>IÌ4iiée ti plusicura 
Iwigues, quo l'on éclaire par Fa comparaison oalrc les unes et Ic^ autns.n 
Hans cette troisiémo et drrniére (livisiciii nous Irnuvons lornmli^ trés 
flxplicitement l'errenr couranle chei nous, et qui censiste A confondre 



nalencontreusement les deus 
compare^, en altribvant le raba 
de gram maire comparés est cbex 
S'occupa d" grammaire compara _. 
les lucrila, ics mota de tingulstiiiuo 
.philologuo. otTrent leur iiinpl< ' 
moina tuplioniquo ■ " - - • 



ì 4 l'un 



Liiiuo et de philulogie 
t A l'ai- ^' - 



de philologii^, colui qui 

phltoluguo; duna lo discuurSi dans 

t de philiiloglu. de Unguiale et de 

hasard ou solon l'Imprfssion plus ou 

ln3tructioiu pour l'elude élé- 



Jtxnlaire de Iti Iinguisliqu4 indo-europien-ti'!, Paris, 1871, pag. 8J-Si. 



conSrmadas estas ideas sObre o modo de considerar a pbilolo- 
gìt,. Que dig^o? Os proprios Buctoree nllegados pelo sr. Adolpho 
Coclho as confirinam '. 

Eis as palavTBs do folheto: « Na Allemanlia é prodigioso o 
Dumero de traboUtoB publicados sAbre he diversa» questOes 



■ [ Ainda nas cousbb em que os deveriamoa suppor m 
imporla eatar preveiiido contra as Icves B9seri,'ciea do» nossoa germa- 
□izantes. 

Viu-se ha pouco expregaomenie posto etn dnvitla o faclo de qiw ft 
palavra allemaD Teufel rhyme ou corresponda em consoante com Zweifél. 
■ Disparale acabadov, santeoceia o sr. Joaouiin de Vasconcellos. 
a Cdma pòde Teufely que se proDuncia — Toirel — ser unisono com 
ZxBeiftl, que se pronunda — Te-ceu-ai-fel! u {O Faust de Goathe, 
1872, pag. 05). 

D agni dou certexa aoa nossos criticos de que nào cooheQO « toda 
a litteratura fausUana em peso, tal corno ella se aeha mencionada na 
bibliographia de Peter, com oa 300 ou 400 numeros addicionaes reuDldos 
por Graca Barrelo ». (A. Coelho. Seiencia e prabidade, l!)73, p^. 76). 
Confessal-a é, ^r snmma vergonba e codCubìo ininha, declarar-mA 
inhabil para decidir enlre a opiniào do sr. Joaquim de Yasooneeiloa, 
que proclama sublime a segunda parte do Fausto, e a opiniio da 
tìervious, que a considera um capncho de velho, e, coni a auelorida- 
de qtit dd urna sciencia superior, a diz em parte merecedora de lor 
rel«;ada para enlre as produc<.-òeB insulsas e Sem valor. (T. V, 4* ed,, 
1853, pag. 638, da Hisloria da poeHa alleman, inexhaiirivet Ilvro : 
a livre étrange — diz RJaczko — , leuvre Ielle que n'en avait pas encore 
eonnue l'Allemagne et que rAllemagtie seulo pouvait produire ■). 

Similliantenienlc, e pela moia cfamorosa de todas as deaetcualdadea, 
aStì leoho, corno o sr, vasconcellos, diroito de deavauecer-me de estar 
« ba treze annos em rela^ào coDatanle com a AUemanha, em commonhio 
de iileas com os scus sabios, os seus moralislaa, os scus philosoptHM 
e OS seus artistas, as suas gratides Gfniras hìsioricas emlim ». A Dem 
dizer, as miahas relafòea nào passani de Nìctheroy, que è, imesiao mi. 
Domo nnem em Lisboa alIiniiaBse: n3o paasam de Cacìlbas. Ora, por 
ta^or dos nossoa criticos a altura da sciencia, nào ha quem hiria 
i^ore o que valem o BraziI e a sua capital, u Tabaeo, que eatre nM 
niDeuem se peja nem pòde pejar de pronunciar — dix por oxemplo e 
sr. Adolplio Cuelbo ( /nfrodwcf ffo ao Grande Dictionario, pae. xq] — 
é urna palavra obsceniseima no Brazil », Acoite por outro laido o ti. 
a de VaacODcelloB : e O que temos ouvido a brazlleiroa por re- 

, vezcB acérca do estado mora! e por consequencia intellectnal 

(lo Bmzil, excede tudo quanto se pòde imaeitiar, Itùla.' Basta lembntf 
que no Rio de Janeiro na umas 20 sociedades camaTalescas (sic) con 
termo medio 500 soeios cada urna (ba-ss de HOO) : cada socio paga 
5l!n)00 rs. (racos, mcosa^s, ou 608000 aiinuaes, u que. triplicado pot 
ÓOO, dà 30:(X)nSU00 rs.. e està somma por 30 (numero de sociedades] é 
egual a 600:0009000 ra. tracos ou 3O0:00UADOO rs. forles, distribi^doi 
Rtinualmenle por 10:00,') mancbos, approximadamente. \ applica^» 
d'eala somma é destinada &e saturnaes do carnavnl, onde apenss ■• 
vCem meretrizr^s e oh vadios que formam a mocidade osperan^osa dft 
Brazil e da colonia portngueaa i>. ( consummado gtrm<iniata e * 
mercado das lellras portugueaas. 1873, pag. 49-50, note). 

&Rm embargo, porèm, de tantas e taea abominacò(>s, cuja notidt 
QOa chpga pelo vapor da carreira do Porto; a despaih) de me taltarea 
por inteiro, a mim pessoalmento, os treze annoa de rela^ào constaote 






I 



d'essa sciencia. Benfey trajou ultimamento a hisloria d'easea 
trabalhoa num bello livro u. ( Pag. 17). 

Comecemos pelo bello livro de Benfey : « Para a eiacta eom- 
preliensfio e para o restabeleci mento do teito originai d'aquellas 
obra9 [as dos antigos clasaicos gregos e romanoa] importava 
couhecer a fundo as lingua» ein que foram concebidas, assim 
conio todas as condi^Oes de exìstencia e aeu desinvolvimento, 
«ujos productos eram. Ampliou-se, converteu-ae d'esto modo a 
philologia ero indaga^fio e intelligencia de toda a antiguidade 
classica, e da cultura gregna e romana em geral » '. 



eom a AllcDianlia e com as suaagrandea Qsuraa liiatoricas: mau grada 
em Bumma a mìnha ÌDvetera<la e tnieerabuissima ignoraacia de todoa 
OB nuini>roB addicionaea e cardiaes da liltcratura rnustiana, posso, 
ex-caroavaleaco o indignissiroo de pur os olhoa no sol da gloria do sr. 
Joaquim de Vasconcellos, posHo, aesaa segnnda parte do Fausto, que 
eUe coahece corno a palma das snas màoa, posso mostrar-lhe, logo 
no comefo do primoiro octo, urna fata do chanceller, onde as palavraa 
Teufel e Zionfel véem rhymadas. Iato bù no caao que o ar. Toaqaira 
de VasconcellaB pormitta que o Zeus do Olyinpu allemSu sabe alguma 
cousa iJa proauncla da aua lìagua — quando olio, qSo. Acto I, pag. 15 
■^ -•■ de Cotta, Stuttgart, 1860: 



Natur uad Oeint — so Bprlcht niBO nlclit zu CUriaten : 

DeBsaalb verbrenat man AtbeiBleti, 

Weil Bolche Redea bochit gerilliclich Blad, 

Natur ist moie. Qeist Ist^eulel ; 

.Sie \iBgea EWÌDcliea sich dea Zneirel, 

Ihr mlBBgealBltet Zwitlerktad. 

Yersos nos quaea se conlirma o dieta da n intermezzo » do Qoetlio : 
àxtf Teufil reimt d«r Ztoeifel nur, traduzido por Blaze do Burv: 
< Diable et doute rimont ensemble b; por Gerard de Nerval: k Le 
4oute paratt ploirs au diable n : por Porchat : « Diable rime aveo 

5'abU » , por Maffei : a Dubbio e diavolo rima ìa allemaao u : por 
''alck Lebahn : n Only Zweifgl { donbt ) rhymes to Teuf«l ( devil ] a ; 
rio sr. Asustinho de Orn-illas s Diuho rhyma com duvida ■, e mala 
lettra pelo proprio sr. Joaquim de Vasconcetlas; k Coiti o diabo rh}^a 



Ls6 a diiviia 



. inMizmente nSo dA sentido em portugage, 

pelo Dosso Tulgar proloquio se ehama rh^mar nabos eom bugalhot. 

Poaiscriptum. Uoindo-Be aos aeua coUegas. acaba o sr. vasoon- 

„iloa de resolver na Bibliographia rrilica (1873, pag. 982): « Nfta 

Kha rat;a Ialina u. Quem. oolretanto, recorre a am dos poucos escriplo- 

^M uue lioje om dia tem alampada em Mocu, e a um dos Rvros mais acre- 

dltadoB enlre os nossos Bcholiastes do Fqusi organico, a Introdiuv^o 

I Hìitoria do «acuto XIX de GervÌDua, Historia por onde amiude 

Uem a sua litteratura, obscrva, desde as prjmeiras paginas, a ings> 

tiidade tranquilla com que o aucljjr noa fala de ro^a latina e da 

— a germanica. E o eerto é que bq flea devéras perplexo entra a opÌ' 

] de Gervinua e o juizo d'aquelles aenhores! ] 



Voltando ao folheto: « sr. Innocencio parece oompra- 
ver-se em revcltkr a sua profuada ignoDLncia das coueas alle- 
inans. Os sfibios aUemiles ( tambem ha ignorantes atlemSea, 
mas aa opini6es d'esses nao se discutem) trajam urna prò- 
funda linha divisoria entra philologia e linguistica ou glot- 
tica ', coma clles melhor Ihe chamam. V. por esemplo o e 
cripto de G. Curtius Die Sprackeerghickung in ikrem Verhaelmiste 
(eie) zw dasHscher (sic) Philologie. Berlin, IStó; A, Schleicher 
Die deutsche Sprache. Stuttgart, 18ii0: Max Milller Leetures o% 
ike science of LaHffuage, first scries u. (Pag. 11 ). 

I>oa eacriptores a queni o ar. Adolpho Coelho appellida em 
prol da sua causa, que diz o primeiro? Dis : a Tornando agon 
a nossa que^tilo prini^ipal, a aaber, à relacSo que ha entre a 
linguistica comparada e a pbilologia, fica evidente (juc a com' 
parafilo philosophica da^ linguas interessa menoe i philologia, 
corno sciencia historica quo é, mas que a comparando historìi 
Ihe toca mui de perto. Se a philologia clai^sica em e^pecial é a 
»:ciencia da nntiguidade grega e romana; se urna das mais 3U- 
blimes manifesta^Oes do genio antÌRO sao aa lingu-is classicas, 
estudo aprofundnda d'estas serft sempre tambcm o principftl 
intuito da philologin » * . 

Mas, se o sr. Adolpho Coellio pretcndia alcancar « a noeta 



iiiprei^am no mismo sentilo. ... a. palavrs ! 
formaJa e barbara Unguisiique, derlvaila por meio da sunita gì 
-latino icu de Hnijiti»'! { glottico, investigaddr scientiilco da lioguagem )i 
i^ae é forniada de lingita por meio do sufltxo Kr>go ist, & manetta 19* 
manica, comò jornalista, dsntista, otc. » Iato aU o ar. Adolpho Go^Uto 
Da prlmeira pn^na :Ìo iipuaculo Sàbre a necissidade da introdiKffia 
do enfino da glotii'^a em Porlugal { Lisboa, novembro de IETTO) e aei^ 
discre|jancia o repotu aa IntroducfSo ao Grande Diccionario { 1873, 
pag. xui). Je prfinds moti bien où je te trovoe. A mesma reOeiSO H 
incontra em Schlcicher. Oie Aeutsche Sprache [» ed., 1860, pag. 1381! 
<■ LinguUIik ist von Liitguist { = Spracliforselier, GlotUker ) ntittu^ 
eiiies rateinisch-griecliiaclien SufQxeB, urspriltiglich -iko-t abael^tet, SM^, 
jTUut aber auf roroanisoho Art mit einer urspritnglich Rriecliiseben Efr^^ 
dnnR vom lateinlBcben lingua » Zuage, Sprache » Rebililet, wie a^UftU!}' 
nlsclipiafmlsta TODptatntiM, [lansdsisch dFTnfufe von detti, .jowmatMK' 
yan journal, artiste voa art u. a. : Litii;nufift (und ebenso XiH^uUtlfd^ 
demaach ein aur w?sentUah moderae unJ elwas barbariscbe Art gebSr 
detea Wort und stelit alao etnem Glotliker ubai an ». — Sem aqu«Ut 
malaventuradoeuilìxo greco-latino quo n originai diz -iho-s, e que o ~ 
■K. Coelho nos doua logares eacreve icu, o plagio aeria quasi inodensti 



1 ihren 



VerkaUnis 



jur cItunidWN 



que se fórma de pbilolog'ia hoje nn AlJpmnnlia u, niìo a 
devia poclir a esse escripto de Curtius, porflm à prelec^fio 
com que o auctor mais tarde inaugurou o seu eurso de phi- 
lolo^ia classica na Universidade de Leipzig : a Aaaim veiu 
pois a prevalecer pouco a pouco um terceiro modo do con- 
siderar a philologift, no sentido fundamental que F. A. Wolf Ihe 
estftbeleceu, de aciencia da antiguidade ', Fìxnndo d'est'arte 
i philologia o encar^ro de investigar a antiguidade no suu com- 
plexo, e conseguin temente à philologiu classica n de investi- 
gar a antiguidude greco-romana — nas diversas faces d'essa 
&ntiguidadc temos as particulares divisOes da scìencin, as 
qunes, em absoluttt efrunldade de direitoa entre si, offereccm 
no s^u todo a compieta imagem da antiga civilisacSo. Qua- 
tro silo OS aspectos priueipaes de urna civilisncao adeantada : 
lingua, cren^a religiosa, erte e costtimes. Cada uni fórma 
urna disciplina da philologia classica.... ■> *. 

Agora Schleicher na obra indicada : "A pliilolog'ia é urna 
disciplina historica. Consiste a sua tarefa em abranger e 
expor a vida iutellectual de povos ou gruppos de povos nota- 
veis.... S6 onde exiatir rida intollectual, bistorìa, e {iriaci- 
palraente litteratura, poderà a philologia exercitar a sua activi- 
dade, — ... A aciencia da linguageni, pelo contrari!), nilo é 
disciplina bistorica, mas disciplina da historia naturai. O seu 
objecto é, nao o viver intellectual dos povos, a bistoria {no 
mais ampio sentido ], sanfio semente a lingua; nilo a livre 
«ctividade intellectual {a bistoria), e sim a lingua, sub- 
ministrnda pela naturcza, e suhjeita a regras de forma^So 
invnriaveis. , . . « ". 



< u Lb odierna filologia non è più la rìproJuzioae tmpOBHibile dalla 

E Desia fi della eloquenza gieco-laUna o la raccolta inorgaaica di no- 
zie arclieologiehe, uia bensì la scioaza delle eivilUt aaticli't, consi- 
derate In lutti i loro clomenti. in lutti i loro periodi, in tutl^ le loro 
rivelazioni ». D. Pezii, Pietacio & Teorica dei tuoni S dille formt 
iella lingua latitia da Schweizer-Sidler, pag. v, Turin. Ia71. — [ Veja 
B e D 1 o e w , Aparcu giniral de la science comparatine (fa* lan/iii»». 
a» ed., ToalousB, 1872, pag. 6-9 - "' ■■ " • ■ - 
OtfHed Utilter, pag. va - lxi. 



e clr. HilU 



» DU dtulitchf Spraclu, a- ed., pag. 119-130. Slutti^arl, IStlf}. 



Nn laemoria aateriormsate publicadn pela Academia daa 
Sciencifts de S. Petersburgo, Schleicher deSne a philologia 
n n sciencia a. qual incumba indagar e expar o viver intel- 
lectual de povos conspicuos, aendo-lhe para tal flm dupU- 
menta nocessaria a lingua, prìmeiro comò Organon, comò 
hypothese, dapois comò mnnifestagSo do espirito daa na^Ces, 
quo em todoe os seotidos Ihe compete investigar b ■. 

Sigue-sa Max Miiller: n Phìlologj, whether classtcal or 
orientai, whether treating of aacieat or modem, of cultivated 
or barbarous languages, is aa hìstoricnl science. Lnnguage ìa 
here treated simply as a meana. The classica! scholar uaee 
Grcek or Latin, the orientiit scholar Hebrew or San^krit, or 
anj other langiiage, aa a key to an understanding of the 
literary monumeats -whìch bygoae ages bave bequaathed to 
UB, aa a speli to raise from the tomb of time the thougàts 
of great men in different ages and different countries, and 
aa a means ultimately to trace the social, moral, intellectual, 
aud religious progress of the human race ■ '. 

Continua o folheto: « Heyiìe, Syslen der SpraclneisseHSchafì, 
« s. n, deflue a philologia corno n urna sciancia historica, cujo 
K Sm É o conhecimento da caadÌQ9.o intellectual, dos trabalhos 
< e productos de urna natilo, ou nagOea congeneres, em epochu 
a particulares da chronologia geral, com reTereucia ao desio- 
n volvimento hìstorico de taes nacOes. >> Essa é a noi^fto qua 
se fùrma de philologia hoje na Allemanha ; segundo ella, pois, 
a philologia, apezar da vattidAo de conhacìmentos qua exigt 
peias multipli ces rela^Oes a qiie teoi de attender, nSo absorvs 
em ai aa aciencias historican ; é apanas um rama d'cs^aa seisn- 
cias. William Smith, referindo-ae a essa detinigSo, diz na sua 
edi^ao das Leclares on lite English Lingnage, by George Uarsh 
(1862), p. 10: n NSo ha uma so philologia, a saber, urna plii< 
a lologia grega e romana, maa miiitas philologias, taQt»3, sn 
t vardada, quantos povoa distinctos, ou familiaa de povos hftì 



39 characterea intellectuaea e acjSo podem ser conhecidoi 
t por meio das suas linguas (i. e., por metp dos monttmenlos dot 
I Sìiaa lingìias). Na phìlolo^ia, assim conaiderada, o estudo das 
I linguas t um meio para o flm especifìciulo na defini^So dada ». 

NSo vejo em qua possa a cxplanagao de Smith miniatrar 
for^a 6. contrariedade offcrecida pelo sr, Adolpbo Coelho '. 
auctor inglAs, affirmando quo ha tnntas philolo^ias quantas sia 
as nacionalidades hìstoricaa que deixaram documentos litte- 
rarios, repete trivialmante urna refleiiSo de Bóckh, de Otfried 
MiSUer, de Schleicher o do mesmo Heyse. 

Quanto & deSnigSo d'eate, é perfeita, nem quoro oiitra 
para justificac5o do Dicdonarto. Pedia unicamente ao sr. Adol- 
pho Coelho que, em vez de a tornar do inglSs, a ratificasse 
pela lìccSo orig'inal, sem prctermìttir as clauaulas que a ante- 
cedera e completam : a So nos nossoa tempos e maiormenta 
depois de Wolf — cscreve Hejse — so principiou a conformar 
a lima acieueia ohjectiva a massa daa disciplioas dependentes, 
a ordenal-as ae^undo um principio e sob um conceito com- 

mum Toma-se d'està sorte a philologia a sciencia da aii- 

ligìtidatU. ^ urna acieueia historiea qua tem por objacto o ser 
e viver completo dos dous povoa da antiguìdadc classica em 
todas Buas manìfcsta^Oes e producQÙes intellectuaes u. — E lago 
aptìa ns palavras invocadas pelo sr. Adolpho Coelho: o Além 
da philologìa classica, ha a iudiann, a semitica, a germa- 
nica e outras, cujo scopo é n5o meramente a lingua e litte- 
ratara dos referidoa povos on tribus, porflm o total conjuncto 
dus rcvelngQos da sua vida intolloctual. Em tal sentido, Jacob 



) a Dut philoloaìi, aad ile dorivaUvo adjective, havc acQuired, in 
the vocaboJary of CouliacDtaJ acience, a different meaning from that 
wliich we give them, more comprehonsìve in on<3 direction, more U- 
nited in another, aud, to suppty the -want which a TeslricUon o( 
tlieir earlier sunse has creuted, lingvistic or tinguislica, a t«rin Latin 
In ita radicai, Greck in ito form, has been introducod. PhUologtj waa 
Orìginally nppUod in GcrmaDj to tUs study ot tho claisieal lunmiagei 
aacT litcralure ot Grcecn and Itomo, as a meaos o( general Intellectuai 
enliuru. In Ila pres^nt oso, it is dennod aa a u bietorìeal acionce, whosa 



■ narai obronolngy, wìLli relurence lo tti« hiatorical devclopmenl o( aach 

) duUoiib d. [ SxiTU, Ucijào oddìcional das Lectures on the E»glith 

Lttnguaga, by George P. Marsh. 5* ed., paj?. 18-19, Londrea, ISOtì). — 

■ .n._ I ....ir._ nj-!.,- j^ filologia à dialrusiotie clastica, I, pog. 



guaga, by i 
III, J. Multar, Aivui' 
9-130, TuilD, 1873. ] 



Grìmin é em verdsde o ftmd&dor da philologia germanica, por- 
quanto d3o restringìa é tìngoa as saaa iaTcstigs^s, antea aa 
dilatoQ pelo domìnio da litteratara, religiSo, direito, etc., doa 
povoa gennanicoa > '. 

E nenhama conclusSo tirareì d'est« congesto de prona. 
Aa qnalificacOes excessivaa — alitllicia, ina fé, ixepeia, p*fi- 
MOt desgratadas, docvMeiUo nUteraeel — deizal-as-'hemos onde e 
ar. Adolpho Coelho as collocoa. 

Ha sotaques de argumentacio corno os ha de lingoagem. 
O esilio tem tambem a sua idiosjncrasia. 



Assim, 8ctia o sr. Adolpho Coelho que V. Ex. escreve mal. 
Nada mais lo^co. primeiro fascicnlo da Pkonologia dedara 
assertivEtmente que s o dementar mesmo da glottica » é igncr- 
rado em Portugal. Perenta V. Ex.: E qac sabem d'is^ 
na^ties mais adeantadast ■ A Inglaterra, por esemplo, que, sa- 
tisfeita com revelar fi Europa a lingua sagrada da India^ de» 
cansou do trabaltto ao septimo dia, e assim permanecen até 
que ao ar. Mai Mailer aprouve dar-lhe na propria casa pro- 
leccOes da scieneia da linguagem, inicial-a nos segredoa da 
phonologia, e fazer rir os collegas com os seus srstemas m;- 
thologicos? B — Entào o sr. .\dolptio Coelho, atalhando ; ■ No- 
temos em primeiro loghr a estulticia daa amptiacOes relhoriett 
do paragrapho transcripto. A esse modo de escrerer chama-M 
em Portugal escrever bem, Depoia a ironia de urna terceira M- 
pecie que escappou a Rìchter, mais comica do que a que elle 

condemna — Para o sr. Innocencio, corno para molto boa 

gente, cujo espirito Deus esclare^a. ...a 

Como se ve, n rbetortca vem trazida para aqui. . . por Qllft 
figura de rhetorica. Era forila culpal-a, embora de algviu 
pravidade innocente. Os cbascos, os Tulgares dicterìos contrt 
a rhetorica, ou antes contra o estylo comò condicio d'ella, 
pertencom hoje à esphera das tdeas communs a um gremJO 
de escrìptores que, sottopondo-se os seus tantos volumes — 



' Sì/sUtn dei- Sprachuistnuchaft voa K. \V. L. Hevse. Nach dM 
Tode heraosgegebeu tod Dr. H. Steiathal, pag. 17, 13. Beiiin, K 



poro crer que dÌTinamente penaaiios, mas em todo o cago 
BCriptoG — cuidn poder medir-se pela estatina do gram- 
BUatico de HauteviUe House ' : 



1 Aui armes. prose et vors ! fonaiu vos batalllons I 

< Voyex où l'on en est: la stropba a dea bUUoosI 

< L'aie s. lea fòri uux pleda. le draine osi en cellule. 

< Sur le Rsoloe mari la CampiiicroD pullulo 1 > 
Bollean griafo. dea denta : je lui dia: Ci-devaat, 
SilenMl et Je crìal dana la foudre et le veni ' 
ODerre t la iMCoiìque et pali à la ayotue 

Oo vit trembler V 



No papel intitulado Rclaiorio do jr. latino Coelho adrcn do 

WlHccionario da Aeademxa repetc-se està accusa^So em cada pagina: 

« Compara^fiea aem valor Bcientiflco, puramente rethoricas; — 

Qeneralidades etn que a ecieacia ae acha substituida pela retbo- 

ricB ; — A rethorica [ nuaca rhf lorica : innovucSo grnphica, comò 

u) gotico do Lottner ou o tataro de Schleichort] està aquì *, 



■ n J'ajoute qua COB considéralions <le forme, qui posscnt anz jeuz 
ia monde pour superUcielles, ne la soni point, et Victor Hugo moina 

Cperaonne ne les croit mintinos ou secontuires. Il dit tranquil- 
ent qn'il est le seul écrlvain cUissiqae da ce sièele, parce qu'il 
est. Ai lenteadre, le soul qui ait eu le eulte de la forme et le eoin de 
la languQ.... Ce quo nous pouvoue dès A présent lui accordar, c'eat 
qu'il est en effet, comma il e'ea vante ausai, un érndit de premiare 
rerce, ou selon sa propro eipressioo, un pedani, vrai raagieler d'école; 
peraenne, panni noe po^les, n'est ausai bon grammalrìcn que lui : per- 
Bonne no connalt, perenne ne possedè commo lui nan-aenlemeoi le 
mécanisme de la TersiScation, moia tont le matérial de la lenire fran- 
Caiso B. Paclo Stipfeb, Les Artisles Juges et parties, n, Le gram- 
mairien de Hauteville House, Paria ( iS"!? ) pag. 43. 

i om doB 



Alando todavia os que segucm : . 

Le mot, le terme, type oh ne aail d'ob verni, 

Fafio de riavliible, aàpect de Muconnu; 

Crue, par qui? toi^, par qui? JotUi de l'ombre. ... 

lavée, come outr'ora Lamatlino, deaculpa-ee 
Htas paiavras de eiordio au aeu cstudo Du s... . .. . , ... , 

- fiamme et la luiniire : s Co n'est pas ma laute 4 moi si cet article 
Oéologie positive emporte nvec sol un titre en apparencc purement 
'tique. La paèale est daii» les lan^es et ju l'y prenda touta taite. 
-0 cet alilatit (Da SouMe] et ce locaiit {a la parole).,., u] 



comò no resto, com detrimento dn verdade; —Elle substJtue a 
no^&o eiacta, scicntific» pela banalidEule rethorica; — Omatos 
oratorios que enquadram nocòes vulgares e algnns erros u. 

À falla de pecha contra a elocucSo sempre tersa e elegante, 
centra a luzentc, a polìdissima elocugfio de tal prosador', 
ar. Adolpho Coelho, professor de sciencia de linguagem, eocar- 
tado em campe&o de lingua franduna*, accusa-o de escrever a 



■ a Tcnbo sido accasado de oSo ter feito senào flores. De um alto 
peraooEigem boi oh que ma Si;z a honra d'este iuizo. E aioda se fin tw- 
dadeiro o concetto 1 Se Uorea tìvesse eu conaeguido fabricar 1 Um politioOi 
cujoa chistes a donaires andam em proloquio, jà dice de mim que eu eim 
vm estylo d procura de um asiumpto. Mas um egtylo é a consa mala 
preciosa a rara naa lettraa. Um eatylo é Cicero e Ohalcaubriaad. E proti- 
vera a Deoa que fura lambam exacta està censura ! u L-itino CoklhOi 
Beoista Ctmlamporama de Portugal e Brani, II, ISSO, pag. 11(1. 

> [Para defendel-a se desafoga a splendida bilis do ar. TheopUlo 
Braga naa palavras do um eacriplo recente, com quo prelende Ihe rei*- 
vem algum mau estylo, quasi amrmando que tambom doscobrin a Ame- 
rica: a Nunca leve estylo Cbristovam Colombo, e a ìmpressSo inune- 
diala da America tel-o descobrir na prosa ìmpensada daa snas Cartat 
es mais incalculaveis bellezas da liofcuasem; nuuca Liverain eatvlo oa 
manobeiroH que escappavam dos naufragios dos ualeòcs da India, e 
Dunca bouve eatyligta que escreveage conio urna pagma da Bistorta (ni- 
gico-niaritima. Nunca liveram eslylo 'l'renck, a Setigiosa portUgaeBSr 
OS i^hronistos da edade media, e nSo ha Itnguagem mais pittoresca, mlfa 
CEpotitauGU. nisùa viva, mais senUda, mus em caotacto com a verdada, 
do que u it'eales pobrea que teom de vez em quando algum mau M- 
tylo... Iato fu piedado, por ver ale que pondo uni velilo preconealto 
dea rbetorlcoa ainJa trauapira ueste secolo da critica. Um aia OS rb«- 
toricoa furam poBtos Torà de Roma; hoje os rhetoricos estào posto» f6n 
da sciencia. Como pàde Irabalbar-se para definir a, idea, dar o aan 
equivalente na palavru, expor cnm deduc^So, desiavolvot, fazer Bnrgir 
a verdade da fòrmula que se condonaou dos factos, e ao meamo tempo 
eetudar o rbythino dos periodoa, animal-oa com breves incidentes, lea- 
tizal-oa com alguna adjectivos, e procurar a amenidadeT A naiureia i 
severa com oa aous filboa; o penaador, o que aerve a idea, attinge pai 
vezea a sublimidade da lingua^em, corno vomoa em Kant, descreveudo 
as operaia do^ cspirito oa Critica da raiào »ura ; maa o onanista ile 
estylo, esse nào tem coherencla, é comò nm [nitlbo quo acirra o paladar 
Sem Ihe dar alimento, é um mcio qua nào possou de ai meamo. o qua 
dcixa no espirìto do quo estuda case tedio qua foi dizer: Wofds, tennis, 
wordsl n [OS Criticosda n Historim da litlsratnra portuguesa », p. iil). 

Nesla iiuealào rcprescnta o sr, Tbcophilo Braga um dos parlidos, 
parlido cujo motto està no prologo dos lantbos — o partido dOB niJ- 
vattorea iutrepidos a quem nao inquietam 



Z 



Isa vulffBJrea Bb»la 
li danneoE de I 



H Ics cbarlatona qui di 

— i.-_j. j ..,., .. i,j r«i»eurs d'emphase, 

ut sur li. pbnxe. 



Dira d'aqui a pouoo polo lado contrario o sr. Alexandre Kercalano. B 
no emtanlo regisirarei para memoria otguna periodoa de urna carta sua, 




ì 



' primor. Felin culpa! que é certo 6 que o auctor do Relalorio 
n&o podere fazer &o sr. A. Coelbo n mesma imputa^So. Bfaytlimo 
desenho, cor, movimento, nenhvima das condicOes do estylo 



nSo inteirnmcnle MttriuihB ao assumpto : n A soiencia moderna dìTidin 
u DinnisreatacneB da intellì);oncia. em reUcSo & lillevatura, em dnas 
classea. Urna pertence àa academias; << aristocratica, paceira, jmìtadora, 
coamopolita, dòscorada, pedante, velhaca. fazendo cscaadaloeo abuso da 
escova e da graTala. É aquella a que n publico octuol, o pnblico igno- 
rante, chaveiroso, papelro. ou, para usar dn rigorosa cxpresaSo adenti> 
fica, eretvnisado, cìiama Utinralara nacional. A ontra e domocraliea e 
bSo entra nas academias : prefere as hortas e a eova-fnnda : deUistu a 
oscova, a grammatica o a gravata. E urna fnnccSo fatai d'aquella seci;Jto 
da sociedade que n&o se lava. Vem espontaneamente das flbras, do 
sangue, do organismo, conio o furunculo ou a exostose. É radicalmente 
porfwKueaa, jiorqae oriunda da Allemanha. d'onde chegou ha tenipos, 
eia Mosarabia. A eciencia baptizon-a... nSo digo bem (o ctiristìania- 
mo dBa està cm gronde clieiro de sanelidade para com a. aciencìa mo- 
derna) denominou-a n nacional-litteratura » ou, segundo a mellior or- 
thographìa, r naciono-Iittcratara «. A litteratura nacional e a n na- 
ciona-littcratura -a s3o duas entìdados qne se distinguem essoncialDiente, 
qne 8C eiclaera, que se repellem, qne se odciam: que podem coexlstir 
unto corno o acido carbonico e a respiracSo: comò o S. Jorgo do cas- 
tello do Lisboa e o b^anctiago de (.'ompostclla. Essa antinomia explica-a 
admiravel mente a glottica.... a 

Se nào eston «m erro, fni jà depnis ile ostampadas no Almanach 
das senhoras as tinhaa prccedenles. toi. digo, qao o sr. Joai]ulm de 
VascunecUos tornou pnblica a sua protlssào de fé on credo do estylo 
livm: « noBBO estylo llvro, a no&sa linguagein, apeiar do «bar- 
barn II. niin a trui^Amos pelo oaropel, rontiado Dos ferro» velhoa, ondo 
(' \ ■ ■■ Il .1 'I ■ '';i-(ilhii e quejandos se vào sortir diia siias raridadea. 
A ti < '"I i< ili-'teituosa e ftor&ira corno é — é nossa.... Ima- 

t'i:i< M inteiro qne sonos barbarox, e que acbAnios a lin- 

i.'i< << •\o Caslilbo, nSo despotiue. mas niìaeravolineiite 

nsummado germanista, p, 17-1 ). — " ei' Vns'-uii- 



cf-lliis,.>|i:i' \n.- piirnc.; mais versaBo nas qnflstiwa 
dada ( pui>. H^} que nas da arte da eBcrever, lerla Iiib< 
mento, uum traballio de Scudo. Les éerits et la mws-iv" 
(Rntue iles Ditux itondes, marco de 1860: L'Attrita - 

611^-137 : cf. Wagner, Otiatre poètite^ (Vopih-as, l-^.l 
de grande eleyaeSo critico, cm que peze a Marsclli 
Anivao do que è a forma na arte, E comò n&o rolIecUa <}u< 
"■"a lìngua a ^ne propriamente possa cliamar ""— '■ -'"—'■ 



lingua da n 



> sr. Adolpho Coelbo, familiar e 



é deixar da falKF a 



B migbt tliink ob well vt chnng- 

_. ._. atlon ot our blood, or of adding 

a incb lo our heiehi, as of altoring the laws of apccch^ or Invcnting 
new words according lo our own pleusnre. As man is the lord oTt 
nature only if he knonrs her lawa nnd aubmits lo tbem, the post 
and tho phitosopher bccome the lords of langua»e only if thay know 

its Inws aud obey tbem — Though Ihe individuai seema lo be 

ttie prime ageot iu nroduclng new words and oew grammatical Fonns, 

he is SD only after hia indiviilnalitv has been mertred in tho i 

action of Ihc famìly, tritio or natlon lo which he bclongs. 
do DOthing hy bimself.... B ] 




Lopefliff 



ao8 seua olhoB '. Ora, neste poncto, de Solu 
até Ranke e de Feuerbach até Bunsen, nSo 



1 Porvenfura lembrado ile urna phrase àe Taine, honva qnem ob' 
ssrvasBo. falaoilo da Ilisloria de Franpa ile U. Martin: a La piéoe- 
onpation liu style a tue lo stylo », Ora, onde ilìi Taino que « La sap- 
pression du style est la perfection du fttvle n? No livra em qoe se detùn 
a moBtrar-nos as eicellenciaa da elocufao de Beyle, e onde estas palt- 
vras Boas resumem a critica do estylo de Michelet: n II est composi 
^'exagératioDs ». E aquclla mesua opiniào que è em substancia 
urna variante das tamosas seutcncas da Pascal : n L'éloquence eontinna 
enouio d: — a La vraie éloquence se inoque de l'dloquence u ! 

Estas questSee de cloquencia e eetylo ache-as tractadas com snpe- 
rior discernimento em dona livros moasrnos coroados pela Acodemia 
Francesa, o Chateaubriand de Benoit e o Bossuet orateitr de Gandar. 
D livro de Emilio Dcscbanel, Physiologie des écrivaÌTts et da artitUtt. 
seri talvez mais canliecido. No Èaai sw l'esprit des littérMurt* <k 
Benloew e na Ehitorigue populaire de Laboolaye o asaumpto appftreee 
considcrado a outras luzes. 

Victor Hugo (Littérature et philosophie, t. I, pag. 21) conaagra à 

demonatrafào do proeeito Gardom-notts des modes dans là slyfe 

pagina dignissima de cogitatSo. Nisard tinha dicto antes d'elle: 
poarra parler successivement daus sa vio cinq ou sis languea & la moda; 
OD n'anra jamais eu de laugue il soi v. (Poètes latins de la déead^wt, 
II, 399 ). — Nflo ha quem nao conheijB a celebre invectivtt de VieiM 
centra o ealyio nsado no eea tempo. Tem no sarmào da Seiaseainu 
prégado em 1655, eermào, <Ie entre lodoa oe que compia, eacolhiio 

{elo anctor corno prologo dos demais : « Bete deaventarado eatylt 
Oje se usa, oe mie o querem liourar, cbamadUio culto; 08 >, 
coDdemnnò, cbamaolfao eacuro ; mas aìnda Iho fazera muyta Uonn. 
eatylo culto nai5 he CBCiiro, he neRro, & negro bocal, 4 muyto cemd.. 
He possivel quo somo» Portuguezes, & havemos de ouvìi um pregato 
em Portugucz, & naò havemos de ontender o que diiì» sr. *"" 
Coelho characterixa algnres num breve traco a « litlfratora 
cada e precioaa-rldicula do aecnlo do D, Jo&a V n — secolo 
a Nova Arte de eonceitta de Franeiaco Leìtào Ferreira desi 
ArU da injenio de Oracian ; om qua a Fenin yenatcida piepuK 
BecOf, gu« o Clarim da Fama dà: PostilhaS de Apollo, nr"'' 
Ito Pegaso, girando o Unieerso, para divulgar ao Orba li 
as peregrinas flores da Poesia Pùrtuqueja, com qae viatot- 
»» BsmaltaZ os jardins dai Musa* iJo Pamato; Academia JMvef-- 
sai, «M a qual se recolhem os cnjstaes mais puros, que o« farnij/*- 
rattos Engenhos LuiUanos beberaS nas fontes de Hiporrent. Bt- 
lieona, e Agnnipe, U'oase perìodo litlerario dellniou Beuellii da Siln 
larjin ijuodro no spu estuilo da Areadia poriuguesa ( Anna/:t da* 
Scisncias e Leltras, t. l, lti57). Um fragmonto anonymo do Oarrclt, 
puliUcado em ISW no Jorwtl do Conservatorio — Tohu-bohv, «wito 
al^hometico, lyrico, phantasticù, A., pelo doutor in utroque IcIJ^ 
( Liipaig e FlarhsenfCngen } — deixa resvalar està allnsòo aos ilisinM 
de ha trinta annua : 

03 driLiDas ilo embutidoe. e ceses ver- 
Boa de truz. aucLapiV. tria-tnlB uambados, 
Quo me parécchi relloa por aposta. 

Polo meumo tsmpo Bscrevla o sr- Aleinndru Hcrculano no parMtt ■ 
aAbro n dram» D- Maria Tciles : « O pstylo, para dizer tudo em pr"~* 
palavras, A o da moda, ìslo é, a moìor parte das vezcs falso: < 




mas creio que a philoaophia e o espirito litterario do toda a 
Allemanha o coademnam '. Darei por testimunho, na quadra 
mais brìlhante das lettraa, o Laocoonie ou a Dramainrgia de 
Lessing? os escriptos de Herder e de Varnhagea de Ense? Para 
que OS daria? chamado abeceiario do romanlismo, a IntrodìicfHo 
i Bsthetica, referida por allusSo no folbeto do sr. À. Coelbo, esse 



I 



paracHeB frequentea, qne a situaefio moral iloe peraonagans que as fti- 
zem uSo comporta; certa poesia db die^ impropria do dialoco; 
fartura d'essas eiaggoraoSea com que ombasbacam oh parvos da pla- 
tea, e que os homena de juizo nao podem sofTrer. ka màos cheiaa 
estao por ahi Jerramadas as maldicfòes, ob aDjoa de azas branca^, os 
Tochedos em braza, oa infernos, os domonios, e toda a mais ferra' 
menta dramatica, nsada hoje no theatro, e que nSo sabamoa d'onde 
vciu..,. O estyjo é tado, dizìa Volture. Nao eomos da sua opì- 
niào abBOlalamonte ; mas é ìncoateataTel que nma obra Utterarta ox- 
cellonte em todas as domais partcB, se Ibe faUecer a propriedade do 
eatylo, aunca podere obter para seu auctor urna reputacào duradoora. 
NSo foltam na hiatnria lìtteraria do todaa as nasòcs exemplos d'està 
exactissima ot>GervB;5o ». {Memorias do Conserralorio Real de Lis- 
boa. 1812, pag. 144). 

Som ine onyeni ente se poderia sMoir ató aoa nossoa dias a bistoria 
das modns no estylo, vindo dos criticoa medieviitaa o dos eipoaitorea 
de ttacionaUitteratura nos poetaa da eschola satanica, eujo arauto sa 
féi alf^m leropo na Ri-volufffo de Seplembro o sr. Luciano Cordeiro. 



Ruatin Ttaierrv. pas m£nia quo tout archéoli^G attaché le lecteur pro> 
laDo commo M. Ampère on M. Vitot. Cependant lo manqus abaolu 
de cnmposition et la lourdeur inconparoblo dii style, chez la plupart 
dea savanta allemands, sont pina que dea inconvenieuts, ce sont dea 
Tices qui porlent un tort conaldérable et aux idéea qu'ils défendent 
et anx connaisaanccs (jn'ils accnmulont, t la diffuaion snrtout de eoa 
idées et de ces connaiasanccs. SI le Francala sacrifie porfois un peu 
trop l'atre au paraitfe, ne peut-on pas oirs do l'AUemand qu'il né- 

fliòe par Irop lo paraltre, qui, aprés tout, est ausai nScesaaìre à 
'èljc quo le corps l'cat A IflmeT Qui n'a été mìa au supplice h 
cherclier péniblemont dos idées sonvent f^andea et fécondcs, A tra- 
vera le langage compliqné, Itrrtnré, bériaaé d'incidentes, <l'un savant 
oUemandl Qui n'a dd s'arm-^r de Ionie sa patìence, de tonte aa pine- 
tralion, do latteation la plus soutenue pour auivro la marche cTe ces 
idéoB, interrompua ici par une dip-esaon, arrÙWe là par un détail 
mat^riol ou par la dlscuseion cDUquo d'un faitl.... Qni n'a manie cea 

«ros voltunes de papier liuviurd, aaos alinéaa, Hans indeil sana ta- 
lea de matiàrea, où lont de ecionce, d'idées nouvellea et juatcs, de 
5a<^tiriucs images et d'inR^niuases comparalaona, taut d'admirables ta- 
leaus ot portraits sont entouis pOlo-mAle et semblent attendre la main 
onlonaatrico qui loa mette dans un ionr favorahlo In Karl H i 1 1 e- 
b r a n il , Elude sur Otfried Mailer, 186.1. pag. scn. — Cfr. Hegel, 
Svilirne dcs Beaux-Aris, trad. de C. Bénard. I. I». Paris, 1860, pas. 
13-14: Dollfns, Dn l'esprit fnxntais et de Vesprit alUmartd, isei, 
p. 8-Uop. 20: noBsort, Dts e/a-nHèfe» générauas de la Httirature 
allemanae, dùcours prononeé à l'ouwirtwre ifw cows da littiratur« 
atUmtande, A la Sortionne, ÌSSS, iiea- W : Uelnrtcti, Sittoire de 
ta littiratitra allemande. 1. 1, Paris (Lyon). ÌSIO, p. 811 t, U, 3ljl-3^. 



fli5 livro de JoSo Paulo me basta. Veja-se o corno discorre & volta 
do purismo de Campe, do formoso e musical estjlo de Engel ' ; 
corno cifra em um eó preceito as leis qaasì indetermÌD&Teia 



. Q homcm, ù fo9se inaeusiTel ao nùmero, e lianRonìa da 

dlMurso, quando via quc todo o poro com puMicos applaagos nioa- 
traya o seu contentainaoto de ouiir a cadeueia namerosit de sena 

reriodoB : Condotte^ seepe esclamare vidi, cuin nerba apie cecidiisent. 
Cic. Orat. n. 158). » — «A eloquenoia de Demosthenea, diz nm 
grande émnlo deste Orador, nSo fnsUaiia seas ratos eom taaU forga, 
ae n3D tosea o nùmero, e liarmoaia queos acompanho. (Orat. a. 70)b. 
A. Di8 Nkyes Pbbkira, Medianica daspalavms, em ordem d Inar- 
monici do dixcurso eloquente, Lisboa, ITST, pag. 8, 13. 

Transcrevo estaa maximaa latinas em razào de as ver allegodas 
por um dos poucoa u homcna saperiores & cschola em quo sa fiUa- 
Ten D, nm dòa auctorcs com qnem o sr. A. Goelho dà por morta 6. 
naacODca a philologia inrlu^^esa. Eu Scarsi aqucm na aamira^fio das 
li'V'S obraa do oratoriano. onde juleo doscobrir qua oa triviliadades de lin- 

V' ' gnagem, às vczes tSo outra da do scu contemporaneo Dias Gomes, 

nào atto menoa IrogaonteB qua oa Inpsos de critica — nelle algo dtmsft 
da larga critica de Paoli, o ■penuUimo de' puruli, tao ao vivo retntUda 
por De SanctÌB [Saggi arittci, 2> ed., pag. 5SS-535, Napales, 1900). 

Aaaim, no Ensaio sàbre a philologia porttiguesa, nrenuKdo peift 
Academia na sessSo pitblica de 1703, diz, tendo pela edi£3o d« 1771 
[I, pag. 148 ) OS versoB de Ferreira ; 

Pagri» g»do gorAi} da verdora 
Da serra, que reyila se queioiava 
Fara Ihe renovsr sua poslura, 

jyV dix-Qoa t^'avemente : n Metàfora propriissiira pela analogia de pos- 

' ' tura do resto, oii fei^, coni postura da surra, monte, £c., qua n- 

novando-se lem nova face, ou mostra nova apparcncia com a ver- 
dura u. {Memorias de liUero,tura poj-tugiiesa, t. Y, 1793, pag. 139). 
Ondo, tornando comò belleza poetica o erro typet^pliico postura por • 

pastura, depoia notado, ao lado de outros das reimprossòes dos no 

claaaicos, na errati anonyma de Joaquim Isnacio de Freltaa 11 
•pletncfflo de que, comò parie integrante, se devem prover, etc., tSi 

bra, 1625}, faz tembrar a indigaaquo da-Toltniro em j)restiaca do v 

do Edipo: u Le sane a peu de uroits dans le séxe imbecille b, a eajt 
leitnra, o dealembrado da acceptJo recta da palavra imbécHe — hT" 
communi, no sentìdo de faible, impuissanl, sans energie, entra i 
eterea uada monos notaveis pelo seu decoro qua Pascal, BoasneL , 
S. Francisco do Salos — eiclama: <i C'est une injure trOa-deplaoéa tt 
trèa-grosaière, fort mal expriméB ". ( Commentaire sur ComeilU, ai 
de F. Didot, 18S9, pag. 435 ; Friderico Oodcfroy, Leicigue comparii 
de la l'inguc de Comeille et de la langue dtt XVII' sièste en p""' 

mi, t. I, 1863, pag. 372). Oa tambem a reBeiBo do meamo 

tador àiindles outros veraoB do Heraclio: 



a Forcer un pére ft voir égorger ses onfanta, cst-ce li simplemeiit 
le sfinerT n'eat-ce paa lui taire aoulFrir un snp^co afTrenxf Que to 
mot propre est rare! mais qu'ìl est Décessaìre b (Pag. 310). Ortt, coma 



i liarmonia na proea, negada oo periodo ■viril de Klopstock, 
3ì8a em poesia verdadeiro corapositor e artista do aom. 

« L'idée nue, dépourrae de tout ce qu'cUe tient de l'ex- 



rno aeenlo XTII géner, « pela energia do sentido etyiDOlogico b, Bignifl- 
I cava mettre à la torture, tourmenter crìtelUment l melire d la gène, 
A la gi^henne; faire aouffrir ea!trèmemeiit, Marty-Layeaux, LeaHque de 
la Inngue de J. Racine, 1373, pog. li ] , razSo tem Oodetroy para afflr- 
mar : <i 1a remarque de Voltaire et Bea interroffatìons et eielamatìoiis 
aont étonnantes, et presqaQ risiblos ■. — CammineB, d'Aubi^oé e Mon- 
taigne oscrovem olnda gehenner, Tlsivel deriva;So de gèhenrta, que em 
Tertulliano o Pmdencio, Iwm comò nos Evangelhoa, tem a signinoasao 
de inferno on legar de penas eternas, e j& em outros eecrìptores ec«Ie' 
Bìastioos da edade media esprime, segando Max Mùller, a idea m^s 
goral de nadecimento e pena. Primitivamente era Gehenna o nome do 
■ valle de Hinnom, perto de Jerusalem, onde os jndeuB immolavam pelo 
fogo OS proprioB filhoa. « How few persona think now — oljserva o an- 
ctor dna Lcetures, TI*, png. 361— of Uic sacriflces oflered to Moloch in. 
the Tsllev of Hinnom whcn they aak their triends to make tbemselves 
comfortaule, and say. Ne cous gène» pas n. — Voltaire nfio se esquecfira 
de Moloch oem da fiiblìa, porfim ignorava um dea usos da palavra, qual 
o havinm ^nsagrado oa escriplores dos seculos XVI e XVII : « Le mot 
giner ne slgniflo pormi nous qa'embarraìser, inquiétei: Ainsi, Pyrrtaos 
dit k Andromaqno: Ahi que vous m» génei I II vient à la vérité ori- 
ginairement de géhenne, vieux mot tire de la Bible, qui signiQe torturet 
•priiori : mais jamaia il n'eat pria en ce deraier sena ». ( Commentaire, 
pag. 317). B comtudo o nianuacripto do Commentario fAra sabineltido 
ao exame attentissimo da Academia Franceau. Vollsire prouurfijra iote- 
rcsaal-a no sen trabalho, propondo- lli'o por assumpto de gloria nacio- 
Dol, coni a ambi;^ do dar h obm individuai de uni ocademico a auoto- 
ridaitii do todn a corporai;So. Dirlgindo-se aos seus confrades, cujas 
Inzes conaelho repoUdaa vnz^a aoUìeil&ra, escrevia a d'AJeniberl em 
septembro de 17(1] : « Souvenez-vous que les dtrangers doivent apprnndre 
la langnn franc^'iae dans ce livrc. Qaand j'aurat oabliS une fante de 
langagc, ne l'oublìcz paa; e'eat Ift l'objet prìncipal. On apprend notre 
langue h Mnatiou, A Co paoli ngif, a Bude et h Lisbonne. Oa n'y fera 
point de IractìiHoa Irancaises ; mais il est cssoatiel qa'on n'y pranoe 
pclnt dc3 Holecismes pour dea beaulfia : Tona inatruirez rEuropn en voua 
amasant o. [Lexiquo dt la langue lU Compiile, 1. 1, pag. lsxxvii). 

Analogo tu> do Voltaire 6 n caso dos nosaos grammaticoa que du- 
rante aesBenla annoa andaram a notar um erro da concordancia do 
terceìro cacto dos Lusiadas, est. 41 : 

Qua mais o Persa Ibi nBijurlla cmpreaa, 
Ondo roste k asrlice «e cortaua ! 

Exemplo mie nm doa rcdactoros do Dv:eionario da Academìa. Pedro 
José da Ponseca {Rudintantos da grammatica, 1791). png. 808) ia- 
duiu uà categoria dos erroe do syntaxn, e quo o sr. ^Ivn TnlUo, sob 
m aoctorldade d'aquelle proa tantissimo pliilotogo, tomou a dar por so- 
lecismo indefcnaavel, « aoleciamo qwi ainda ningnem euatcnUiu u, noa 
Bitudof da lingua materna ( Archilo Pittoresco, IV, 1901, pa«. 09 ). 
KSo 6, porflin, oo ar. conaelheiro Viale aue o poeta devo, corno de- 

S>is julgou o auctor doa Estudot lArchtvo. pag. 135), o dcsaggravo 
aquelle falso teatinunho. Muite autea advemra Searea liarboaa 
( Orammatiea philasophica. pag. S78 da 3* od. } no equivoco dos fiudi- 
mentos, alias manifesto a qaem quer qua honvesse lìcsSo dn feilo 
Ì6 Zopyro, que, n calando Babylonla em armas contra elle I Dario ], 




s iastructioD aride », dizia Gui- 



pression, offre tout au plus i 
Iherme de Humboldt '. 

Se numa obra lìtterarìa a fdrma fosse indifferente, Heine, 
que algures zomba dos omatos da palavra, ces carialides de la 



& tendoa cercatla aem esporan^a de a cobrar, Zopirìo se mandou c«rtai 
te orellias, & narUes o. (Brito, Monarchia Lrisi/tana, I, 1597. foL 106], 
Revert^ ao padre Nevea. A pag. 77 do Eruaio, aaalyaaado o eetylo 
de Gamùes, perenta: a Que diremosde Murice, Cant. II. Est. ^ì Meta. 
Cant. lU. Est. 3. Mesta. Cant. IV. Est. 19., e de outroB aemelhantes qiu 
'valem tanto em Portaguez, corno em Lioeua Flamenga? Pandas ata», 
Cant. rV. Est 49. foz nojo. E quem poderà tragar argento da furiosa 
ihetÌB, por claras ondos, e Eobre tudo tantos vozes repetido por dltfe- 
lentes modos em todo o corpo do Poema, corno agitas nitvlas de argento, 
Cant. III. Est. 63. vias hutnidas de argento, Cant. II. Est. 67. Salto 
aryento, Cant. 1. Est. 18. &c. ? Mas os Commentadoros daqnella t«mpo 
acbaò-lbe graga, e com razaò: porque som estea vocabulos roysterlosas 
nao leriaò occasiaò de ostentar a sua eruditaò pedanUaca h. — Como 
aflronta ao maior Renio da nac^ doem as palavraa do critico ao animo 
inalaoHrido d'aqucllo bonrado porluguèa D. José Maria de Souaa Bo- 
tellio, que na suuiptuosa edi^ dos Lusiadas responde fi notB a vandas 
ajos taz nojo u. Garrott, cujaa obraa teem de titoc algnm tanto mala 
quo as dissertafòes do panegyrista de Tbeodoro do Almeida, adeanta-se, 
e no monumento quo toTunta à immortalidada do poeta o & sua propria 
immortaJidado, mtu acaba de exarar a data nefasta do embarque de D. 
Sebostiào para Africa, grava a improcacòo sublimo : 



< texto mcrcoe Lranscripgào por exteoso : a Et partant, 
paa principalemcut ce qne l'individuali té de l'homme ajoulc à la 

c'eat-i-dire, lo stjle dans les laogues et dans les ouvrages, qui n 

éprouver cette Batisfoctlou que procure la locture dea autenrs aocieDa et 
modemesT L'id^ nuo, dépourvuo de t«ut ce qu'oUe tiont -le l'cipres^oil, 
QltiB tout an plus une inatruction aride. Les ouvr^es loa plus natt- 
quables, analysés de cette manière, donneraicnt uji résul&t bien peo 
aatìsfaìsant. C'est la manière de rendro et de présenljar leB fdMS, 
d'euitor l'esprit à la méditaUon, de romuer Vaniu, de lui Eaire d^ 
convrir des rontes nonvellea pour la pensfic ot le sentimont, oti 
tranamet, non pas seulemeot les doctrìnos, mais la force ìntaUeutHlb 
mème qui les a prodult^a, d'Ago en Ago, et juaqu'à une posterité n- 

culée ». Lettre ù M. Abel-Rémusat, sur la nature dei forma ' 

maticalea, paK. 58-59, Paris, 1637. ( Cf. Charma, Essai sur le ' 
» ed,, cap. XI, Caen, :""" " 



[Àntes de fecliar a n 



i roflexno. Àpezar ilo eiomplo do tt. 

ì resolvo a cliamnr ao auctor da CorM 

: pouco. recem-taUestdt 



e Vasconceilos, nao 

Wilnelm ifon Humboldt, Iato vai _ _ ^ , 

Mareoa Antonio do Maee>lo tinha jà firado mais al)!uinu3 conaequandai 
do systoma. Para elle oa allomfies s.^ci sempre os Deutschs ou DM' 
tsclien. Eie, sem dlscrepancia de pondo ou virala, um exceivb) dt 
sua ExpoxUom das alterasons e termos neologicos: i Oa babitaSM 
do interior da Deutschland temendo as invazona e domìnio dos D«» 
techa do sul.... tratarom seriamente de fazer com oUes pai, e lìM 
em boa haimonia. Bm conaeqnenoia appareceu a grande confedeniuB 
Scbwaben, tendo por Umites, ao sul na Scbweiz (Suisae) & l'esle W 



■fensie que toks appclez la. belle phrase, nfio compnraria a tra- 
dnc^So francoaa dos seus poemaa Ijricoa a. laar evtpalhado '. 



Segue o testo ; 

n No ultimo paragrapho transcripto do hobbo bibliogrnpho 
ha urna mentirà Torjada adroda e urna prova de completa igno- 
rancia da qucstSo de que quer fatar. er. Innocencio nSo sabe 
quem C Max MilUer, nem até que poncto a Inglaterra tem cul- 
tivado a scicncia das liag^uaa. sr. Innocencio € incapaz de 
"provar que Max Moller fizesse em sua propria casa preLeccOes 
da scieneia ila lin^agem, e multo menos que fliesse rir oa col- 
legas fa nSo serem oa Leonia, Innoceneios e Lacerdos, collegas 
de Max Miiller comò membro, segundo creio, da noasa AcaUe- 



pals Job Bajrorn (Bavaros], & oeste ds cordUbeira VogeBen (Vosges) 
e ao norie pein Rhein (Rlieno) abaixo ató o Mein.... m { Obsercasoìii 
toòre as seci^as do Caard, pag. 10, Stnttgart. 1871). — E, BO unda no 
Boculo passado chamaTamos oos suissoa Suiiaros ( Bernordea, Fio- 
resta, 1, pag. 3 ), até, Bogundo Blnteau, Siripos Oli Esguitaros, nào 
■era muito que eatas inodnB venham todas a adoptar-ae, uma vci lus 
noe deem cxemplo os nossos mo(0B aUemlea... 

Quando em 1857 chogava a Paris o cebo daa acclamacòes ao Tan- 
«Uftue»', Scudo, nel ao culto Joa unicos ìndigotea da theogonia alle- 
man a quem aacri(\coa, fiel a Meyorbeer e Scìiubert, MsudclsBohn 
.* Weber, HìeDìIsI, Boethoveu. Mozart. Haydu, Gluck, Scbaatiào Bach, 
lembrou-BS de parodiar oa veisoa do Y, Hugo no refrSo da cantina 
BoMibtlìa, l'homme à la carabine. Bom aei iioo o vento aopra hojo do 
Borio; tnoa porìaso mesmo t^mo que nos appli<]ui>m ob versos uà parodia : 



[ u O niethodo, o eatyto, a linguagom, as condìpios, em flumma, 
da arte de eecrever ano, oc mundo das lettraa, o que a boa eilnoa- 
''- a corte^a, as altencòes, o respcito para com os usoa recebidos 
IO traeto eìvll, o que oa rìtos sSo nas aocicdadca reUgioaoa. No 
ente qns cooìta, a. idea póde e ba de variar com o decurao do tempo, 
com a ampliatSo dna liorizontes do penaamonlo. Sobrupùl-se oradual- 
BfDte a verdade ao erro, e ainda mal quo, outras vczes, e o erro 
quo euccade ao erro, quando nào k vordnde. Apprender quasi aem- 
fte 6 esqnecer : nAtmur quasi aempre è negar : eB<|uecar o quo ap' 
prendemos: negar o quo n6s proprios aOtrmaroos. G por isso quo, do 
neio de milhoea de duvidae, cada goracSo leja A qa4 Iba auccede 
poDCaa vordadea incontrastava i a, e que a Inntidiio do progreaBO real iS 
nm bem triate e deaenganador dj^namometro da tSo limitada poten- 
cla daa facnldadea bumanas. Nifo assim pelo nae tota &s fàrmiUas 
das manifoalacòes do ospirlto. O incompleto, o barbaro, o vìcioao, o 
^tolhido, o desordenado, o obacuro aSo sSo o rovolotear do oceano 
éua ideaa: aito simpleamente ignorancìa ou prigulgoso deaalinho, mala 
' — menoB indeaculpaveia ». A. Hebcul&ko, OpUicvuìi, U I, pag. v, 1878. ] 



mia). Isso é urna aaser^fio imaginarìs que so um homem ci 
nosso biblìograplio poderia escrerer. Max Uflller é um 

primeiroB aabìos da Europa membro dos prìmeiros coi 

scìentiflcos do mundo ; os seus cursos de glottìca teem sido ] 
fessados na UniTeraidade de Oxford, de que é membro d( 
1850. A.OS seus collegas no ensìno d'aquella uDiversidade dedi' 
as suas £ectwes m the Science of Langvage, first series; por ci 
nBo foram esses os que na phrase miseravel do dosso bibi 
grapho se riram dos se%s ggstfmas nytkologicos. Esse livro do 1 
guista roubado pela Inglaterra 6. Allemanha, publicado apenas 
1861, ji conta seis edigSes no origliai.... Essas licjHes foi 
feitas no InstiMo Seal. . . . Quem nSo conbece os trabalhos 
illustre professor, nSo està k altura da sciencia da sua epochE 

Supprimidos na transcrip^So dous ou tres incisos, apurt 
de todo este diluvio de palavras, eom referencia &9 Zecturei 
Max Miiller, urna novidade recondita e sublime... qua qi 
quer ptìde ver no frontispicìo do volume. Pelo titulo origi 
nas primeiras edicOes: a Delivered at the Rojal Inatitution 
Great Britain in Aprii, May, & June, 1861 ». No rost« da ver 
franceaa : n Cours professe à l'Institution Rojale de la Gran 
Bretagne en l'année 1861 ». 

Nega JHccionario, por pensamento ou palavra, està ■ 

dada patenti ss ima ? Vejamos ae nega. «A Inglaterra 

tisfeita com revelar & Europa a lingoa sagrada da India, è 
cansou do trabaiho ao septimo dia, e «ssim permanecen 
que ao sr. Max Miiller aprouve dar-lhe na propria casa j 
leesSes da seiencia da linguagem o. 

Duvido que haja dous bachareis em linguaa capazes de 
equivocarem no sentido da phrase. Dar-lhe p-elecfOes na prof 
casa, iato é, na propria casa britannica, em Inglaterra, porta 
dentro da na^So, al home, corno precisamente diria um fllho 
Reìno-Unido, no mesmissimo lar domestico em summa do p< 
ingléa, o duro inglés, apoatrophado pelo dosso epico no canto ^ 



E é lendo a primeira vez, tornando a ler no acto de ( 
piar, e relendo ao imprimir, que o sr. Adolpho Coelbo desi 



Il jue ae llia provo que Max Milller, n o linguiata roubado 
jk^Rg^tteiva i Alletnanlia a, Hzesae em sua propria casa 
sciencia da linguagcm I Orando laEtìma, se no 
j dOB m-^numetitos da lingua cuja historia ae propSi cs- 
)Ter a hcrmeneutica do sr. Francisco Adolpho Coelbo nfio 
1 utn pouco alfirol 



■ sr. Innocencio & incapai; de provar quo Mas Milller fl- 
zesse rir os collegaa. — Por certo nao foram os aeus collegas 
no GQsino d'aquella uaiversidade os que ae riram dos seits 
tystemas mgtkologieos ». 

Pois quo dou9 auguros se nSo podiam eacarar sem rìso, isso 

tei^o comsigo dous professores de mytUologia comparada, que, 

onde Heyne descobriu um symptomii de penuria, diclionù egetliu, 

diaguostiquem urna infermdaie de linguagem ' ; semeadores da 

■ palevra da sciencia, que, n5o esquocidos de que ha com os ou- 

^> a Colto ttiùorio de Ilayae vioot d'Atre reproduiie do nouveau par 
. Max MtiUer, qui appella maladie [disease) ce quo Heyne appe- 
lli pauvrelé. On a do la peiae A s'expliquer celle m^riao do t'enii- 
neat lingiUateu. Karl Hìllebrand, Elude sur OlfrUd MtilUr, 
ISffi), pag, cLXtv. — n Taudis que l'école syinboliqac coosidére la my- 
tbologie coturni^ l'eipression nalunillu el poéliqua dea cruyancos ivu- 
gìoUBos, l'iknle qu'oa poucrait appaiar plulologiqac n'y volt plus qu'uaa 
snila (le fonnes sana lèalité, nutnina nomina, dea mètapboreB prlses 
mal k propos du picd de la Inttre, dea jaox de mota dout od a Ani 
par ètre dape: brof otte aorta d'excroÌBeauce puraaite, une vérìlable 
maUdie du laagaije. Calle eipressiOD, quo M. Max Mailer rdpAte phi- 
aieura foia et qui pciot bìen soa aysUme, nst plus piquaate quuUa 
D'est vraio. C'eat & peu près oammo eÌ on dìsait que la Ueur est 
uu<> nialadio de la piante. Uocore faudrait-il admetlro quo le lan- 

Sago a ttoaaù naisaance à la uiylliolo|jlo commo la piante produit la 
eur, co qua ponr tua part jo soia loia d'accorder. Conx qnl acccp- 
tenl uette manière de voir aont uuiarellomont porléa à attaotior botar 
Coup plus d'iinportanca aux muta qu'uux idóes, et an lieu do r^>pio- 
clier iQs diviiiitda dea dlDéruiits peiiploa d'après la ressaoiblsace dea 
fonciiiins Pt ilrg nlirlbula, oomni« le Talaait raniiquité, ila so conlan- 
ln„i 1 .,..,1 .-...,,1,.,,]^ ile noms. Ils arrivent ainai quolquefoU à dea 

II' iii"ux, plus aouvenl à dea explicatioas forcéea et 

I iiriùras La philologie comparéo usui randre 

i: •;;ique des servicea ntilea, dont il no faudrait pos 
1 '" . .Ili I niporlaDco, mala elle no pcut oa aucunu faoon la 

r<.'iM|ii.iiji'r: Il y il, ciana lea fonnes vivantes quo donne A la niligioa 
Iti i^uutu ui'ùuUfur des épouuos primitives. quclque cbose de plus aé- 
lìoiH qu'une coUection de rébua ou de calemboitra a. Luis M à - 
n a r d , Tracau» recenti sur la Unguiatiqut »t ia mi/thologie { L' An- 
ni* pUilonophiaue; eludei crUi^es lur U moucemeni dea idées giné- 
raU'i lìann ui àieers ordres de connaistances, I, pag. (00, Paria, 1808). 
— t n Uii'i (ois engagé dans cotte vola dea intetprétaUoiia pmlologi- 
quea, od admet ndcessairemeat quo toula concoption d'un penonnaga 



Tintea, corno o personagem de Molière diz quo os ha com o 
ceu, des accoramodemenls ', acabem de eiplicar ao seu auditorio ' 



<Iivia peut se rcduire & des élémeats lineai stiques, c'cst-à-dire à dea 
métapoorea. Od en TÌent k dire, avec M. Max Mtiller, qae a tea dieox 
i__ __ ._ .. — _. _._. ggj l'eipresaion la plus niilta ilea 



doctrìnes nihilìstes appliquée à t'étude 
Burnouf, La Science aes religi 
Bergaigne, Eeoue critique d'ili 



de liti 



I e Des reprocbos pina jastes, à notre sana, porteraient sur les 
reatriclions et lea inoonséqueoces quo M. Mdller se laìsse imposer par 
le cant rouUnier de sea audìteurs aaglais, sur l'inqualiUablè pathos 
myatiqne dont il ìnduit, comma d'un tade miei, lea borda de la fe- 
rite ( voìT aa le^oD X, p. 147-161 ). Ce diaciple de Locke, c« poaitì- 
Yiate de lo phìlologie, n'oBa aliar juaqn'au boat de sea défiouvertes ; 
il préfére, par une étrange palinodie, rentrer dans ce syroboUame 

Sk'O tait profoaaion do mépriser. ... La locique dea fils da Voltaire 
do Diderot aufllt k écarter de pareUlea bauaUtéa ». AndbS LEFt- 
VBX, Le Mouvement philologigKe ( Almanacfi de VBncyclopédie gi»i- 
rale, pag. 57, Paris, 1S7D]- 

• [ Na celebre conferencia de Strasburgo remos a incamacSo iioTÌB- 
eima das grandes tamildadea de eiposiGào do auctor. Um dos sens tro- 
dueloras babituaes escreve a este proposito na Reoue politique et lit- 
Uraire [II, Paris, 1872, pog. 154): a M. Mailer n'est pas 8(?nlement un 
très-savant professeur, un pbiiologue puissamment originai et popola- 
riaateur au plua hant degre. Il est encore un très-babUe bomme, M- 
ctiant Eon monde, et se pliant avec una souplesae tonte dìplomatiqiM 
ani gollts et aux eiìgoncea d« ses divers aaditoires. Il y a en son talent 
une nuance proCondément aagloise, je yetu dire pratiquc: et c'est pti- 
cisément parce qu'il est deveau si Anglais, — au seoa q&e je Tiens da 
dire, — quii a'aat renouvelé quelqne peu et comma mètamorphosé «a 
ses le^ons de Straabonrg. 1>evant un public allemand — on, pour miMix 
dire, prusaien — cette sorte d'onotion didactique qui est en Anglateira 
un das plua sùrs éléments du succéa qua M. Max Miuler y oblient, e<U Ut 
cbose fort superflue, pour ne paa dire ridicule. Auasi la conférence qn'OQ 
va lire s'eslreiie fatte rapide, aècbe, pmssienne en un mot: ella a dA- 

fauiitè preaque eomplétament la gràce, la richesaa d'images, la largenr, 
émotion scientiHque, qui coracterisent d'babitnde la parole du picht- 
seur. A l'Ingtttut royal de Londres oii il a tait tontes sea grandes JefOiU, 
rorcbodoxie est de rigueur; M. Max MilUer y a toujoars témoigni là 
pluB profond respect aux cioyancea ambiantcs; et loraqull iraitoìt ds 
la science de la religion, c'dtait avec forco protestations d'ortbodoile : 
à Strasbourg, il se laiase aller davnntage, assnré de ne point dépbùrc 
et il se révèle tei qu'il est sans douto daoa la réalité. On verrà plos 
loin quelques pbrases qua Ics Anglais qualiSeraient voloatiers de liW- 
tioes, et qui na eeraient pas tomoées des lóvres de l'orateur — maltn, 
comme il l'est, de sa parole — en son ampbithéiltre babituel ». — HM 



fflssor comò o te?. Abel ., _-- _- 

da Reoue de linguistiqtie et de :philologie comporta ( t. V, pag. SU, 
Vienna, 1873], ariiao cuja integra & asta: a Nous ne connaissions an- 
core M. Max Miiller qua comme le complaisant arrangenr dea rf- 
Bultats de la science du laiiga;^ au nieilleur gre d'un public cagot; 
sana lui donoer l'importance scienliliqua que bien des personnea pt* 
raissent lui attribuer, nous le tenions au moios pour ud honuna d6 
tact et de goQt : il noua cn faut bien revonir n. ] 



cerco de Troia, reduiindo-o a um phenomeno solar ', e toda 
B lUada & a personìficncSo da passngcm do dia & noite, acom- 
panhada de tempestnde o *. 

Mas nlo é tanto provar que alguem se ri d'essa « geologia 
das lingTiaa u, d'esaca nnthropomorpliiamos e sjmbolismoB in- 
genhosos ' que ora nos transportam a Origcnt de toitos os mltot 
de Dupuia, ora & Theomylhnlogia do padre Hardouin, auctor do 
Pteudo-VirgiliKS e do Pseudo-Roraliuì *, ora àa ?,ombaria3 do 
Swift ', ora tìnalmentc ao Camme quoi Napoléon n'a jamaù existi 
do padre Férès ; nSo é tanto provar que alguem se ri dos 






Science of Language, l. II", 1R71, pan. 515. — Cfr. Chips frùm 
Qerman Workshop, II", 1868, pae. llO-lll; Benlmw, Les Simitss 
nion ou la virité sur la guerre de Troie, Paris, IBSi ; L. Méuard, 
la Starale nvant les philosoph/ss, 1863, pag. 6; Baudry, Les Dieuto 
.__ „,.__. .„. (<j.|j, . „. .. .« ■ 



lei Héroi, 1867, pag. ' 



Grolo, A Histor 



[ Fustel da Coulanges, La Cile antique, V eJ., 1879, pag. 167-170; 
Prellct, Les JDieux de Vancienne Rome, trad, de L. DieU, S* ed., 
1866, PAR. 411-456; GomparetU, Virgilio nel medio evo, t. I, Li- 
vorno, 1873, pag. U. ] 

< Peco ao sr. A. Ooellio nfio Unvide de que ne fora facii pOr-lha 
deanto dos olhos alguma pagina de franca zornbaria a eata methodo 
de inlerprotaf&o. O riso ó facii, duda em inatcrias allìBBimas. No do- 
minio aostoro da sciencia a contradìoii^ ter& mais efficacia. 

• [ a II serait iajuate de méconnaltre les bona eCTcts que Ics 6crit« 
de M. Max Milller ont eus sor le progrèa de ces rocherclies panni 
nona. Le nouveau volume d'esaais de ce philologuo, dout M. Harris 
vieni do publiev la traduotion ( Essais sur l'kistoire des religions, 
Paris, 18ra), continuerà d'eitcitar vivement la pensée et d'ei "" 



aaiutairo ìnflucnce, pourvu qu'on aache v faire la pari do la > 
-•-'■' ... - - .jgg^ q,, 

S'aa --- -- 

;. &liiUor ft Bon recueil, qua 



-- - , . . . _ , ._o y II 

objccUvc et dee vues persODoelles, qaelquefois troa particulìérei 
1. — ...._^ pourvu surtout qn'on n'oubtie — — "" ■"""' — '" " 



dea a copeaux a Achappés au travail d'un grand atelier scieutilique, et 
ne dispensent en rien de se mottre k l'éeoie pina sevèro d'Adalbert 
Kuhn et de ceux qui appliqueot aux mythea la rigoureuso móthoda 
d'analyee qnc Bopp sut eppliquer aax sona a. E . Renan, Rap- 
port anrtuet fait A (a Società Asiatique, dans la séance du 21 Juin 
fc72, pag. 13-14, Paria, 1879. — Cfr. A. Pictet, Les OHgims» indo- 
europèennes oa les Argaa primitifs, essai da paleontologie tittguitH- 
que, t II, 1863, pag. 675; Girard de Rialle, Lea Études ei- 
diques et érattiennes dans rhi»toir«, diseours éToutierture du court 
de sanskrìt tédiqtfe et de lend fait à la Salle Serson. 1870, pag. 23. ] 



mytliologicos ' corno provar que se ri di 
linguisticos de Max MQller. Darei, poriBSO meamo, prefèren- 
cia à aegunda prova, exliibindo-a sani mais trabalho que o de 
pedil-a a um livro moderno que tenho & mio: 

« Je voudrais bieo parler sériauaement des livres qui ont 
coùté d'immenses rocherches, et fait à leurs auteura ime rÉputa- 
tioQ do savoir plus qu'européenne *, comme les Nouvellet ZepHU 
sur ia Science dn lattgage de M. Max Mailer, traduites de Tan- 
glais par MM. Georges Harris et Georges Perrot; mais j'en de- 
mande pardon à l'illustre profeaseur de l'univeraité d'Oxford, 
correspondant de l'Institut de Franco, membre dea grande» 



>, Alexander l\e Great as u ali eggs uodiìr the grate 
WniTssLY, Langvagc and the study ofLartguage, Londres. 1807, p. 338. 

1 Sòbre ss modenias escliolas de ìaterpretacSo mythologioa {aoùV 
lindo a enumeratilo doa trabalbos allemfies): Breal, UtrcuU «l CaOU, 
ét»de de mythologie comparée. Paris, 1668, pog. i&^; Renan, La Ba- 
ligions de l'anliquité ( Étades iChUtoire religieuse, 6i ed., I8G3, p«. 
1-71): L. Ménard, Pu Folytltéixme helUniquc, 1863, pag. i-xsvn; Leo 
Jonbert, Lei Beligions de la Grece antique f Esaaù de rrili^ue d 
d'histoira, 1868, pog. lUU-Ul ] ; Alfredo Maur;, La Retigion A«S ^^Vit 
Ls Lion die Nimée ( Croyances et légendes de l'antiquità, 3* Od., ufBi 
pag. T-158, 1B&-217 ) : A. Berlraad, Essai svr les diettai prottcinn 
dee héros grecs et tronenu dans l'Iliade, Eennes, 1858; ilbrr, Ai 
Bercaau de t'eepèce iiumaine, telon les Indiens, lei Pemes et lei 
Hébreum. Amiens, ISótj, pag. 173 e seRg. : E. Tournier, Hémfiii M- 
la jaloueie des dietu:, Paris, ÌS63: UladatoDe, Studine ott Uomif 
and the Homeric Age, t. II, Oitord, 1KB; Greto, A UisUtry ot 
Cfjwce, nova ed., t. f-U. LouJrea, IBCtì; Gcn, The Mytbolom/ of Oà 
Aryan nations, 1870; Baudry, Lee DUux et les iféroe, PrifiK», 
pag. 



IV, Paris, 18(>7: L'Inierprétation mi/thotogÌque f ìtimue gtr- 
. t -__ j_ ■..^■-. ^. ,. .. _ ij,,ii,i; ( Mémoires Ai la 



maniglie, fevareiro de 1865); Sur le tnot noafinSiii f Memo 
Sociité de Linguistique, I, 1871, pog. 337-3M } ; Gaston Parti 
Poucet (Mémoires, pag. 372-40*); Girard de Eialle, !>■• • 
en mythologie ( Revue de linguistique et de phiM^'r 
t. m-IV. 1870-1871); Bréal, Le Mythe d'CBdipe, In 
Edipo e la mitologia comparata, Pisa, 1867; [Angel" i 
Zoologieal Mythotoyij, or the legende of animali, i 
Fiake, 3Sgths and Myth-makers: ald lales and auii-^ .■ 
preted by comparative mythùlogy, tìoaion, 1873; C. 11 
fMémoires de la Société de Linguistique, II, 1873, 



:, 313-323); B. B. lE. Blacbére ). Bseai s 

i879, pag. 1340: F. Lenormtuit, La Legende de «dnitcaxni-, jii-cimi 
■mimnire de m])thologie eomparatitt, Bcuxellua, 167^, piig. ^.;.J 



■ « Un exposé euecincl mais gatisfuisaut de la linguisti ^ ne, da lA 
origineB, de son biatoire, de ses progrés et de ses nrineipes a éU pB- 
blìe par M. Baudr;, à roccaslon d%n Uvrc qiii a lait en Europa BM 
certafne sensalioD, malgró les matiòres abatraitca dont il s'occupa: Ir 



I 



SOCiWdB savantes il'Atiemngne, j'eu domande pardon à ses estk- 
mftbles interprètes, ces fameuaca élucubrations de la haute piti- 
lologie me paraianent propres à compromettrc la science devant 
le bun sena TranifaiB. Il est de mode d'accusar notru ignorance 
et notre frivolité, et je me auia moi-mème élevé plus d'ime foi» 
coatre elles; mais Je me demanda s'il ne vaut pa8 mìeux ne 
ricn savoir, et avouer Tranchcment qu'on ne aait rieu, cjiic da 
tróner pompeuaement au milieu d'une prÉtendue sciente trans- 
cendante qui iHoufTe quclques iatéressantes découvertes aous un 
«mas d'nmhitieuses chimérea. 

. On a souvent cité l'épigramme sur l'étymologie d'al- 
tfana, qui " vient à'e^uut sans doute », oprés avoir bcaucoup 

'n chemin; on connalt auasi les plaiaanteriea de Voltaire 
sur la ftliation dea mots ou " lea voycUes, diaait-il, ne comptent 
rien et les consonnes pour pas gran'chose a. M. Max MUUer 
aemble avoir pris à ticlie de douner raison à Voltaire et a tous 
les raauvais pUisants. Dans aes NouvflUs Ze{Otu sur la icienee 
du iavffttfft, il y en a une, la septième, presque entiéretneut cod- 
«acrée à n l'biatoire de la racine mak (broyer) ' et dea iiombreux 
« rejetons qui on sont sortis dans tnutes les tangucs aryennaa u. 
11 D'y a guarà d'Jdées dans l'esprit qui ne se rattnchent, avec de 
la bonne volonté, à celle de broyer; il n'y a guère de mota qui 
BO puisaent so rnmener, avec le renfort de la acience, aux aons 



! liti langnge do M. Mai Mailer 



i psycliologi<iUGs oL grani 111 aticaux, quo dans leurs rapporta avec l'orua- 
Bisiiie huiaaia. Appujé sur ranat.mìo, le aavant proFesscur d'Oiford 
1 dans le langage une productii>ii organlque suscopllble de crois- 
B ( Ktowtb ], tout comme les végélaux. Celle doclrltie hardie a 
f renoiUr^, comme on devait a'y altendre, d'ardenta aotauniiisieB. La 
uè manque pour cxaminer la doclrino dea uns et iles autr's. Je 
_-. „ etto d'astant plua qu'elles sonI lo tocsin qui annonoo l'aitanie 
mie motliodes doni on s'eat più nagndro h, vanler la portéo et nui auc- 
ftoombent DiisérablemeDt devanl d'aulrea mélliodeB, doni lo merita est 
Banrtout de Taire prcsaeatir l'approche d'une 6ro Douvellii pour la IIb- 

■ Tuiatiiiue comparéa v. Lfeow de Kosnv, Rappi»-t annuii fati a la Su- 
Aiti a' Bthnographie sur les trataux et tur Iss progyèi de.i science» 
^hnograyhigues pendant l'année ltì61, tiag. 107-I(Xl, Paria, li6i>. — 

■ VeJH Biaaum, La Filologia comparata, V ed., Venezn, 1867, pa;^. 19. 

I CU. L. Delatro, La langua franfaiae dana tea rapporti aver le 
icrii et avec tes aulren langueì inào-turùpèennei, t. I, Parìa, 1861, 

S'^ ig. ir75-37G. tWhitaey, Orientili and Linguutic Studiti, Nuva York, 
SW, pag. 959. ] 



218 



artìculés qui désignent le broiement chez les pères de la race 
aryenae. Avant de donner les applications, voici les principes 
scientifiques : 

« 1® i2 et Z sont congénères et peuvent se remplacer; par 
conséquent, mar = mal; 

« 2« ilr, en sanscrit, s'abrége en une simple voyelle que Toh 
figure par ri; de là, mar = mri; 

« 3® Ar peut se prononcer ra, et al peut se prononcer la; 
de là, mar = mra, mal = mia; 

« 4* Mra et mia se changent, en grec, en mòro et mòlo, et, 
par la chute de m, en òro et blo, 

« En résumé, mar égale Wo : c'est démontré. Il égale bien 
d'autres choses, comme on peut le voir par les innombrables 
applications entre lesquelles je vais prendre au hasard. De mar, 
■signifiant broyer, vient d'abord tout ce qui se rapporto à l'idée 
de meule: en grec mylos, en latin mola, en gothique malan, en 
allemand milhle, en anglais mtll, en francais meule; viennent 
ensuite, dans d'autres sens: en grec, marnamai, se battre; ma- 
raino, se faner, consumer, d'où notre mot marasme; puis, en 
latin et chez nous, tous les mots relatifs à la mori, comme en 
grec brotoSy mortel, et son contraire ambrotos, ainsi que Vam- 
brotsie, nourriture des immortels, et, en passant, la maladie, 
morbtis, cause de mort; puis le mot membre, membrum, pour mem- 
rum, et Tusage des membres, membloka, en grec, marcher; puis 
le latin mora, délai, d'où le francais demeurer; puis encore 
en latin mare, la mer, c'est-à-dire eau morte; puis le dieu 
Jifars, sous sa forme grecque, Arès, aussi bien que sous sa 
forme latine; puis le grec melffo et le latin mulgeo, traire, 
avec l'allemand milch et l'anglais milk, lait; puis l'adjectif 
malaKos, signifiant mou, c'est-à-dire, à l'origine, frotte, poli, 
et blax, mou d'esprit ou sol; puis arpazo, saisir; puis blapto, 
blesser, d'où le francais bldme ou blasphème ; puis en gothique 
et en anglais mild, doux, puis en grec meldomai et eldomai, 
désirer, ainsi que molpis et elpis, espérance; en latin memor, 
et les dérivés relatifs à la mémoire, sans compter tous les 
noms, prénoms et surnoms de dieux ou d'hommes qui rap- 
pellent l'idée primitive de broyer, soit directemeixt, soit par 
antiphrase. M. Max M4iller dit, en finissant : « Les destinées 
et la fortune de cette seule racine mah ne composent qu'on 



219 



court chapitre de Thistoire du développement des langues aryen- 
nes ; mais elles donnent l'idée de la force et de Vélasiicité des 
racines et font voir l'empire illimité qu'exerce la métaphore 
sur la formation des idées nouvelles » . Ajoutons : et sur Tima- 
gination des philologues. 

« La mesure qui convient, en toutes choses, à l'esprit fran- 
cais, sera-t-elle portée par nos propres savants dans les tra- 
vaux philologiques ? On Tespére en voyant s'entreprendre des 
livres comme la Qrammaire comparée des langues classiques par 
M. F. Baudry. ...» 

Calo de pensado, para deixar ao sr. Adolpho Coelho o 
prazer das conjecturas e addivinha^òes, o nome do auctor 
d'este juizo, em um so poncto do qual me considero apto a 
declarar opiniao. 

Parece ao critico que Max Miiller tomou a peito confirmar 
OS motejos de Voltaire. No caso presente nJo cabe duvida: 
ha certeza real e actual. que Voltaire reputava por sarcasmo 
tornou-se um dos principios da moderna doutrina. À etymolo- 
gia scientifica nSLo Ihe importa o som das palavras cuja rela^So 
de parentesco estuda. Dil-o formalmente o brilhante profes- 
sor * . Whitney accrescenta que, assim comò o som, a signi- 
ficacelo dos vocabulos é indifferente ao etymologista *. 

Devcmos logo entender que no conceito tantas vezes cita- 
do, bein corno no prefacio da Eistoria na Russia ', Voltaire nfio 



I « It is only in the present century that etymoloffy has takcn its 
rank as a sci enee, and it is curious to observe that wliat Voltaire in- 
toni led as a sarcasm has now beconie one of its acknowledged prin- 
ciples. Etymology is indeed a science in which identity, or evcn si- 
milarity, whother of sound or meaning, is of no importanco whatever. 
Sound otymologv has nothing to do with sound ». Science of Lanyuage, 
IP, 2i'Ày/— [ C^r. a liccào do auctor Ueber die Resultate der Sprach- 
wissenschoft, 3* ed., Strasburgo, 1872, pag. 15; o Opp'^rt, Ouverture 
du cours de philologie comparée des langues indo-curopéennes^ Paris, 
1864, pag. 10-12. ] 

« Language and the Study of Language: twelve lectures on the 
Principles of Linguistic Science, Lonures, 18G7, pag. 386. 

^ a Enfin il est évident aue les premiers rois do la Chine ont poi*té 
les noms des anciens rois a Égypte : car dans le nom de la famille 
Yu, on nnut trouver les caracteres qui, arrangés d'une autre fa^n, 
formcnt le mot Menès. Il est dono incontestable que rempereur Yu 
prit son nom de Menès, roi d^Égypte, et l'empereur Ki pst évidemment 
le roi Atoès en changeant k en a et % en toés ». ( Histoire de VEmpire 
de RiMsie sous Pierre-le-Grand, Priface historiqùe et criti^flie, Siu.) 



sao 



gracejava e sim proplietizava, o que, segundo S. Paulo, Tale 
mais do que falar muitas linguas. 

Final e necessaria advertencia. As palavras que a discussie. 
ahi me obrigou a produzir exprimem a opinifto de um homem, 
nSo um julgamento de ultima instancia. Ao lado do livro d'onde 
as transcrevo, outro està aberto, que, escripto na mesma lingua 
e datado de 1870, ao cabo de quasi cem paginas de analyse, 
melhor dirla exposicfto apologetica das obras de Max MUller, 
acclama continuador de Leibniz e Ihe affirma direito de ci- 
dade na metropole que consagra os sabios e os artistas ^ 

a C'est par un travail incessant, une ardeur sans égale 
que Max. MUller est parvenu à ce haut degré de culture 
intellectuelle. Dans ses livres, on est transporté comme en 

une atmosphère sereine où piane le genie de la science 

En France, les vrais savants ont acclamé Max MUller comme 
le continuateur de Leibniz, lui ont donne droit de cité dans 
la metropole où Fon sacre les savants et les grands artistes. 
L'Occident s'occupe à lui Iresser une couronne. 

« AUemagne I patrie feconde, envoie-nous encore de tes 
enfants, si bien doués. Tu sais ce qu'en fait la Franca: des 
hommes I Vois la destinée de tes purs génies: Goethe, Jean* 
Paul, A. Humboldt; au contact de la terre sacrée, ils ont ceint 
le nimbo de Timmortalité » *. 



Primeiro que a Inglaterra teve Portugal conheci mento do 
sanskrlto ', a lingua perfetta^ a lingua samsucrutà » dos antigos 



> [ Tocante a està opiniào fraoosa no modo de julgar a capital 
do mando, a cidaie sancta, Paris, Mecque des peuples bourdonnanls, 
pòde-se ver o opusculo de Kreyssi^ sòbre o movimento intellectual da 
Franga contemporanea {Ueber die franzosische Geistesbewegung im 19. 
JahrhunderU Berlin, 1873 ), no introito da 3* conferencia, cuja trada- 
CQào publicou a Revue politique et littéraire de 30 do agosto ultimo. ] 

' G. Dugat, Histoire des orientalistes de l'Europe du XII^ au XIX* 
siede, t II, pag. 191. Paris, 1870. 

^ « La prima volta, che un dialetto sanscritico risuonò ali* orM- 
Ohio degli Europei dell' évo moderno, fu il giorno, in cui Vasco De 
Gama pose pieae a Galicut (9 maggio 1499). Non molto più tardi 
(1559), sappiamo che i missionarii europn stabiliti in Goa stuiiavan» 
la vera antica lingua, il Sànscrito, e la sacra letteratura, per con- 
vincere nelle dispute i Brahmani degli errori e falsità delle loro ere- 



miesionanos ' 



I Iftrcdào do aosso Lucena *, scieticia gnf > 



a retiKÌORe, e eonvarlirli al Cristi a neaiiTio o. Fumi. Intomo rtgli 
ii [in^Mutiri ( llltulranoni filologico-comparatìBe, NapnleK, lUBS, 
n. L?i ).— Cfr. Roteiro da t>iao«m (fc Vasco dn tìamn em MCÒCCXCVII, 
V ed., por A. IlertiuUno □ o Dario do C'aaiello de l'nlva, I8iil, p. 17, Ilo. 
— a C'eit devsnu une cIiOH polir ninsi dire vulmiiro aujourd'liui, qoc de 
rappeUr les inimenaes uvanUaeB inlallectuels ijui onl róenlté dana eoa 
ilerniers teinpg do l'i^xannen approfondi <Ies antiqui lés de l'Inde nt aurtont 
du aanskrìt. C'ertes, il na pus lenu aux Porlugaìa qu'on ne découvrlt 
plua vite 00 Irésor cache, ce monde nonvenu do l'intolliaence, dnnt l'espio- 
mtlon marcile do p»ir aujount'liui, pt^ur ainei dire, avec l'elude de no* 
antlqail^s clHgsiqueB. Dìaons-ln A iimnneur dea écrivaina du aeUlòme 
aìécii^ appaiicnnnt (k celle nation : s'ils ont mélé l'erreur A la vérlté dans 
' 'sae pnipnrtion qn^lqnefoia elTrayante, ila ont commencé l'initiation : ita 
nt réyelé avec une aauBcité queiqaefois profonde, ce que lea Amia avaicnt 
t pour ne prendre que les aommiléa. qu*oii ouvre en offut Bar- 
iquerque, I.ncena, on y verrik claTremeTiC indiquòea toa liantDB 
jnéatinns qui préoccapent aujoard'hui l'EMropc ^avarile. 3o&o de Bar- 
ros en aait pina sur l'Inde •>t sur In c«nlì|niratlon d<! aea terree qu>^ D'eu 
^«avent certaÌDB erudita da di»-linlliéme aìéclo s'occupanl spi'cialemenl 
le la i]U(>8lion. Le grand Albnqnerque ne cunnalt pas encoro lea Iréaon 
Ittéroirea que doit révAler is aansliiil; maia il appr^cie IViigienco de 
latte langue antique, et il la déxlgne cUlrement iniond il dit qu'clle eat 
"^inr lea Hindoua ce que le latin eat pour les Euron^ens. L'élri^sat 
iteur de la vie de saiat Praiitois Xavier, Lucena, enfln. parie avec aa 
èciaion ordlnaire des ouvraoes sana nonibre que renforme rnnti'iaB 
tarature de ces contréea; 11 inslate sur lear caraetèrc vnrié, sur i'ba- 
ratuilo où aont Ics Hindiiua de se servir du métre poélique pour repro- 
daire jusqu'siii pr^ccptns de la scinnre: peu s'^n faut qu'ìl ne nomme 
le ilnra et les variiitéa dii metro sanBkrit ». K e r il i a a n d Denis, 
Portugal, pag. 3a(, Paria, 184J. 

I n Eate quarto livro [ i IV. Livro qne ae chamit Venerannd b ] 
he du arie de apprender a lingua Sirnsuerutd. que he 'b ruaneìto doa 
Brameiins aem comparacaO comò entre nós a Latina, n tamWm por 
olla enmpnem art^a dna linguas estran nei ras, e por ellas n-< appren- 
dem i>. ( Breve relafaZ liai esrriturat dos Gentio.s da tftdia Orientai, 
« dot tevs eo^tumet, na Colleectto de noticias para a hìstorin e geo- 
grapMa das nnpSejt wltramarin"-^. publicada pela Academia Real dai 
Srtónrtn», t, I, W12, pag. 50, — Veja no meamn tomo NoHria tumma- 
ria do fffMtifiimo da Afta. pag. 63, — A Prefafflo da Acadcmia dc- 
elnra que os dnue mannsciiplos n Tiram feitiia por algnna dos iiossoa 
niiasionarioe, n provavlmonls em o prineipio ito fl'Hialo de seiscentos ». 
— O nome Satmnscrtttd. que o le^lo impresso ila Nolieia *ummti-ia 
<i& ao Banskrlto, ninda lem alguma coniiruencia <Mim a Sanurruta da 
mcrcudor fiorentino Sassoni na caria ile j me Ini de ì^iH5, citala por 
Nerucci. Ascoli, Perai o Max MAIIor. Maa Jdtiuaruid, confortile ae 
imprimiu a p^, -li), u manifeslamente erro de lettura. ] 

' Na lìistoria ita Vida dn Padre Franeisro de Xavier ( llvTo II, 
cap. XI. Lis'raa, lUOO. pan. M-O.'i |. Iraclando da naturata, lorUt, tati- 
iades. d nuiumen do gmlio dn Indit, ilix: " Bscrenom eom pnnu 
da ferro. Ai serucm llios de papel (corno de mil outias oousasl as 
felhas <las suna palmeiraa, du quo latum nrAden linrns [ cfr. Paolino 
4e S. Bartlioloineu. Vyaearana, Roma. l.'W, pa;;. H37, De Indica bi- 
Uiographia el patiographia rorollarium] das historios dos tompoB. 
ft doulrns muylos maUnas, osai em prosa, corno f>m rima, da qual, 
& de luda a sorlo de poesia sam per ralrt" " ""' " '" "" 



brahmanes kaviam entre si por Ungwigem ' , e i^ue nSo podìa per- 



louFidos, que pera o DBmonìo p6r sens ministros Ihes fazer crer 
mais rabuloaaa patranhus cantrarias a suas propriae leys, & rea 
naturai, baata pori-'mlhaB, & cantaromlhas eia verso : que posto qua ao 
numero das syllabas scja rnuy dilTeroiite do dosso, & do latino Ipor- 
que em cada hum ha d'auer Beteata & duas ) nam dnixa de ter bus 
gra;a, li, masestade. NcBtCB vemos eatÀ eacrila em bua linsna paiti- 
cular ctmmada Gcroduiu, a sua Filosofa, & Theologia, qun os Br&rae- 
nes ostudam, & leni eni vniuersidades per loda a India..-. * 

Que sìfcaifìca e d'onde tomou Lncena a palavra gerodSol Explica-( 
desde as prìmeiras linhas o Uvro d^ Friderìeo Solilejfel ì/rbir dù Spraehe 
vnd W«M/t«il der Indiar ( Hoidelbern, 1803), quando diz <}ne ■ a SD- 
tiga tinnua du India, cliainada pelos habitaates sanskrilo, iato d, lìn- 
gua eulta ou perfeita, se nom-'ia tambeca gronthon, quo Tale Unto 
comò lìngua doa ewrìptos ou doa Jivroa ». — Benfev ( Getchiehit 
Sprachwistenschall. 1869, p. 335), sùbre o titulo da Ùrammaliea Grati- 
donica d'i Uaniteden, adverte teitualmcnte : u Diesti iat der Tìtel dar 
Hanxleden' acì\ea Sanakrìt-Granimatik voa sanakrit ^rantha ' Bach '. ■ 
— Alnda que sobremaneira iastructìva, a discuasào do GoUstllcker 
{Panini: his place in Sanskrit Literature, 1H61, pafl. 29-31). reapeetin 
BOB ' aignilicados que Wab"r e Max Mailer atlrìbuem a pranlAo, — '' 
inleresB» por agora ao dosso poncto a nota de Fr. Paulino de S. 
tholomeu; a Saquìtur P. Hanilsden Grammatica Samscrdamiea, , 
ille inBorìpsit; Grammatica Grandoniea. Granlha, ci quo jam oUn 
apud EuropaeoB corruptant Grandao vel Grandon. libram, Dumenuc 
Ss. sylIabaruDi, doctrinani vel scientiam signillcat: itaque libri qù 
IJDftua samacriliimica eiarantur, Graniha vocantor; unde otiam Uii|[U 
Grandoniea. Grammatica Grandoniea dicitur, quae raven Samscna- 
mica est ». ( De Uannscriptis codicibvì Indids, Vienna, 1133, pag- 4-' 

1 n Estes Bramencs sani hOs lioiuSs religiosos (corno c& antra lite 
Bacerdolcs) qne tein cuidado de aeus paRodes. Tem antre sì li^a seien- 
cia por linRoagiim, qae be corno enln nòs o Latim, que nSo na enUnde 
sena>i qucm uà aprnnje ». { Commsntarios do Grande Afotuo Balbo- 
gjiergoe, -i" parie, cap. xvit, pag. 317 da e 1. de 1576. ) 

L'hommt qui atsignait pow la première foia le ring occupi p*P 
U sanskrit dam lei liltératwis aruntaUs, aaaim desiena FeriinUM 
Denis {NouKilU Biographis ginéraU, l. I. \Sól. col. liliS) a Attònao de 
Wbuqueriiue, ao qual sttribua «rande parie na composicào dos Ce»- 
mtnlarioì. Poslerior & prim^lra eJicào do livro (1537) è ìndabiUve]< 
manie o codice Inedito que minìatrou a PauUno d'i S. Barlholomaa 
[Vyaear'ina, p. ix) urna espUcatSo analoga à do noBSo i 
lingua Snmscril (Samscrta) i una lingwi morta nel pufrlieo. nM 
benii la lingua dei Libri, che chiamano anche lingua dii Dei, «he f 
rebbe come fra noi la lingua Latina, che non si «a se non da chi fi' 
para con studia. R. P. Marena a Tuniba in cod. *n». in Iti. p- 193. 
Musco Borgiano asservalo n. — Està cooipara^So coin o lalìm, eompar 
«ilo que talvez lioje tara aurrir os ilesdanhosoa, vlmoa acbal-a emprafllr 
da por Sclileicher, tres aecubs depois 4p dado & e^tampa o livro ** 
Afioiiso di! Albu [uerque, na celebre carta pubiica ao aactor da SMoi 
da creafao nalural : n ... Une laniue écrile qui ne Tal jamais I 
populaire, le sanscrit, la lan^ue de la liLtérature postvA.hque, et . 
peut appelnr le latio do rinde, pnrce qui, comme le latin écrit de Rina,, 
elle est reste'? jusqu'à iioa jours la lanjnie d'-a aavants ». ( La Thtori* 
de Dnrtnin et la sci^nce da langage, tran, por de Pommnyrol. lr<G3, p. 10.' 

Ao nstudo do sanskrilo, « lantpie dont od ì^norail jusqu'au non 
il s- a un aiiiolc i peioeu — alììrina menos exaetamente Vivi?n de SklOl 
•UnrtiD, Elude tur la géographie et lei populaiions piHtnitires du nord-i 






manecer larpo tempo a 



mpenetravel, comò ntto o permane- 



I 



MMil df l'Inda d'après lus hy»)H«i eidigues, 1860. pan. vu [ cfr. flwioiiv 
(t« Io Giographie et dei découneries géograpkiques, 1873, pag &IS | — pó- 
de-se nppliear o que diz Quatretuaes reapeito ao i>8tudo da anthrupDlo- 

5ia: « Bicn (juo Cnlomb ail touché nux Liicaves d4s 1193. et qui Vasco 
e Gaina ait doublé le Gap cinq ans iipréa. les Bciencea géuRraphìques. 
et pir cnnaéqaeat la cnnnaissance il^a nroupea humalns. ont proBreasò 
aaaaz lentcment. G'est seulement en 1768 que Cook, Pallaa nt ìirace 
partirent presquQ on mSme temps pour la mer du Sud, l'Asie et le 
Doni de l'Afrìqne. OUe-ci, abonlée aujoiird'hai de tant do cCtléa, ne 
fut sérieuseniant attaquoe au 8U<1 par Levaillant que trelze ans plus 
tard, et tea voyaa»s de MunEo-Park vont do 1795 & 1805. Ceux do 
Humbnlilt. de d'Orbigny cn AmArique fte anni accomplis de noa jours. 
Oli sait comment so aont muUipliós les suceesseura de ces grand» 
pionriprs de la terre et de^ mera, et jusqu'ou la Gòigrapliit en eat 
arrlvée maialenant. Bornona-nous h, binatalnr que cliaque pna en avant 
falt daaa cette \oie a. ét& aignalé pour amai dire par un prDRrés cor- 
respindant, accomnli dans la scienc; dea homm>>B. HeconnaiasoDB que 

far cela mème cette derniére n'a pu ae constituer que de noa joura s. 
Bapport sur les progrè$ de l'Anlnroptlopie, Paris, 1867. pag- 9. ] 
Na ora^ inauKural do curao de aanskrlto, prafarlda em Pari» em 
18Ó7, o profKBsor allentilo Oppen allude por eale modo oo conliecimento 
quo OB portuguesea tiveram da lingua liioratica da India: « Loraque, 
vera le milieu du dernier siàc>e. l'empin du Rranl Moeul comraen- 
gait ù a'ébraaler, et qu'^ des liommee illustres. dont la gioire a grandi 
lavec leur insuccès, eliercliaienl à rendre Irtbutaires de la France des 
Conlrées aujimrd'bni soumises au trident brìtanniqne, on avait déjà 
Tftguewenl soup^nné la parenl^ du sanalirit et dea langues européen- 
nna. Maia cea affinitéa n'élaient pas connuea alora dana leur enaein- 
bh; les conquèrants Francais du U>kliaD, cnnime loura pródècesfleurs 
Portugaie, n'avainnl été irappés qui de la concordane? de quelqaes 
mota iaulés. Ce ne fut qua p«u de lempa avanl li cliùte de l'empire de 
Mysoro que la lan^e sacre ^ de l'Iade Tnt déuoavert--. et on a'apergut 
alora que ta reaaemblance ne se lioriiait paa A dea exprensions seules, 
mais qu'nlte s'étenilail sur le syalèoie eiitìer de la afammaire ■>. ( Con- 
tidératiotu ginèraUi sur In philologie comparie des laìxguea indo- 
turopéennea, 1868, p. 'O. — E Max Miiller, resumindn coin n siiarostu- 
mada BCiencia o que Fumi d'toornìna la lunga bmsiin/iri :i,-i si'iim;'ìio. 
dix: « VVho waa tliellrat b^uropean that krntw DtSar>.'iklL^ ■■< iliui ...'{ui- 
red a. kuiiwl-dge of rianskril. it Isdiffieull lo say. Wlu u y.t-r., ,i^i i .uma 
laniled al Calical, on the 9lli of May. Ili», l'adrn iv.li.. i> - .■. ut ..nc.^ 
to preach to ilie nativea, and linil suITered a murtvr's iicniii in'fi.n' [he 

diacovercr nf India returneil to I.isbon — Tlie liisrory ut what may 

be called European Snnskrìl pliilnloin' datcs trom the foundatìon of 
, the Asialic Socieiy al Calcutta, in 17^1, For altlinugh some ot the 
I early misalonnries seom to hnve poasesaed a Far more con sii lembi» 
knowled^e of Sanakrit Ihan wna al one time snpp.isel, yct il wos 
, throui^li tlie tabours of Slr v^'illiam Jonna. Witkins. Carey, Forster, 
dleliroiko, and other m^mbera of that illuslrious aoci'ly. tlint the 
I ìangaaf^ and litTature nt the Itrahmans became Dret ecce^silile to 
I European scholara >. { lAriure», l' , png~ 171 e IH) T. — Cfr. !.. Snanll, 
LHiiioirt de la litUmiure dea HindoìU, Paris, IHe'), pas- Vi\-Vìl: 
f ElcliliolT. Poesie heroique des Indinne vomparée à l'évopii grei-qv» tt 
f romaine. I8U0. pag. ì; liOiseleur Deelnniisclianipa, Essai imr les 1^- 
kM« indientus et tur Uur inlroductioM in» Europe, lr{)8, paa. 37; 
l'À. Weber. Sui" les reeherehis récentea j-elativai a l'Inde ancienne, 
l'trad. de Saduua ( tlistoire de la ìiltiralure indienne, I8J0, p&g. 5-B ) - 



224 



ceram aos teus olhos as linguas de outras regiOes apartadas * , 
prole de Luso, ' 

Quand* oltre alle colonne, ed oltre ai liti 

Cui strìder 1* onde all' attuffar del sole 

Parve udir su la sera, agi' infiniti 

Flutti commesso, ritrovasti il raggio 

Del Sol caduto, e il siorno 

Che nasce allor eh' ai nostri è giunto al fondo ^. 

Dizendo-a pois antonomasticamente « a reveladora da lin- 
gua sagrada da India », partilhou V. Ex. à Inglaterra o 



> « Eu b^m conbe^o que h3a das mayores finezas, que se pòdem 
offerPCT a Deos abaixo de dar a vida, be applicalla ao martyrio, ouao 
difRcultosissimo estudo d.is linguas barbaras, que tao trabalbosamente 
se che?a5 a entender, & fallar.... Diremos pois que se tem ensrossado 
as antiji^as fìn^zas, ou se tem apa^rado, & quando menos esfriado este 
fo$;o das lin<Tuas na nossa Provincia, por se ver menos cultivaJa boje 
nella a lin<;ua f^eral do Brasil? NaÒ digo, nem se pòde dizer tal cousa: 
pois h'^ certo que à diminuicào de huma lin^a tem succedido sinco. A 
Portucrueza, com aue por tantos meyos se insiste na reformagaò dos 
PortuTuezes: a Etniopica, co que so nesta Cidade se doutrinaò, ài cate- 

?|nizad vinte & ciuco mil negrns, naò fallando no infinito numero dos de 
óra : as duas de Tapuyas, com que no mais interior dos Certoens ainda 
remotissimos se tem levantado as scis novas Christadades dos Payayàs, 
& Chiriris : nem finalmente a propria Brasilica, & géral, com que nas 
doze residencias mais visinhas ao mar em quatrocentas l'^guas de costa 
doutrina a Companbia & conserva as reliquias dos Indios deste nome, 
que jà e:$taria5 acabados, se ella os nao conservàra ». P. Antonio 
V i e i r a , Sermoens, VI, 1693, pao:. 521-52-2. — « Paso ya à dar noticia 
breve d'^ las diversas lengnas del Brasil, segun be podido formar el ca- 
tàlogo dn ellas e m ayuda de al«^nos apuntamientos del senor Abate D. 
Francisco Gomez, ex-jesuita portusrues, y e m otros excelent-»» que me 
ha enviaio el senor Camano, babiéndolos sacalo de varios manuscrìtos 
que él tiene sobre ol Brasil, y principalmente de los que d-^xó el erudito 
senor Abate Don Francisco Fonseca, que poco tiempo ha paso à roojor 
Vida: de una historia manuscrita y anònima del Brasil : de un exem- 
plar manuscrito del P. Vasconcellos : de otro exemplar de la relacion 
que de la mision de Ibiapaba hizo el célèbre P. Vieria f^tc] ; y de un 
excelentc mapa manuscrito del Brasil. Segun estos documentos, y las 
noticias que se Icen en las obras del P. Acuna, y de otros historiadores 
de America, las cincuenta y una naciones qu') nombraré inm^diatamente, 
tienen lenguas diferentes de la tupl ». L. Hervàs, Catàlogo de las 
lenguas de las naciones conocidas, voi. I, Madrid, 1800, pag. 151-152. 

* Leoparii, Ad Angelo Mai, por occasiào de encontrar o pa- 
li mpsesto da Republica, 

Na edigào dos Cantos publìcada em 1835 o auctor ajunctou a estes 
versos a indicando dos logares do Tacito, de Strabào, de Floro e dos 
poetas latinos que alludem a « questa fama divul<;ata anticamente, che 
m Ispagna e in Portogallo, quando il sole tramontava, si udisse di 
mezzo air Oceano uno stridore simile a quello che fanno i carboni 
accasi, un ferro rovente, quan lo é tuffato nelì* acqua ». O passo de Ja- 
venal foi jà d*este modo trasladado à nossa lingua : 

ouviràs do Sol cadente 
estridor, do Oceano entrando as aguas. 



Lmaximo '[ninhfta de louvor que se Ihe podin Httrihiiir '. Sem 

L'itten^fto, porAiD, às pnlavraa do Bicnonario, di? o sr. Adol- 

Ijilio Coellio: ■ Kncher-se-binm lonffas pnginas para mencionar 

trahallios linpuiRticos fcitos na Inplaterrn, e aceumular 



1 <la questa pubblicato [ fola da Sooieduile do (ìal- 
I CUtlA I, unil« Bi] altri studj fatti nel inndeBÌiiia tempo in Iniiin o In 
I Insili Iterra da iloUi inKlexi. sparsero, tra altro, iuee nhandantn nnlla 
|llninin n U letteratura dell' India antica; le ({Dali al princìpio del ae- 
) dffcrninnnn'i ai potevan dire presilo ehe ioimie all' Europa, e ORcidt 
anno priiressats nelle prìneipali UnivaraitA n, Ascoli, Studf 
Mritntnli k littguisliH, I, Goriiin, IS&l, paR. StiSì. — « Snns doule le 
diciinnnaire lédpé ft Saint-Pélerabonrg. de 1T87 ìi tT!)0, par les orilrea 
de rimp^ratrica Catherine, bìcti quViablI aur deii baoca pen aatiarai- 
santPB. a n^nmoii» puisaamment eontrìbuó k AvoUl^r et à facillter 
l'étiiile romparatlTo dea Innguea: mais l'eKtennon de In domination 

'aise liana tout )e irlobi', et parti calte romeni dana Ina Indea. nerfa 

velie Illudi une ioSnonce pluB decisive enoore en ressnacitant ot 

riianiiHnt nne dea lanniea les plus purea et tea plus ailmirablea, 

nntAo jiiS't'alora à pen prea inconnae. La perfeclion el la mnjestueuse 

--' mance ilu sanscflt iovilérent à étudier en elle-mÈme celle langue, 

luvrait d'iiill'^urg l'accòB d'une riche et anti<)UD poesìe. De* qne 

'On eiil r<iinpu la jlnce, dòs in'on cut découv^rt la boussole qui devait 

"^navnnt sui lor u-ux qui s'avctiturcraient sur l'ocAan ilu langntp, il 

rrtpHn'Iit Hur le vasto domaine das idi<)ni«s iinmA.liatement parente 

iniiscrit une lumière vive et ìnatlendue qui nt nppnrnltre A l'oell 

innf du lìni^ìslo le apeclacle de l'blatoire de tnitea ct'E lanmiea M 

— ilsnl. en liRn's distincles ou en traila (i pein" ilhaucliés, avee 

nn corténe df oonsèquencos imprSvues el Hconiles ». Jacob 

tn m , J>« rorigint da Umgng*, Irad. ile F do Weamann, Paria, 

pa», 9. — ■ Ce soni lea Aiiitlaìs <|ai onl nnvert la mute en nona 

nt pi^nétrer dnns le monde inconnii de l'Ind"^ ancienne, mais c'est 

ìbiico allotnanJe aurtout qui a su fairo fructiHer eeite découverte. 

Franco ausai a apporta aon conooura à l>uvre, ear c'est h elle 

l'on dnit la conqaàte du ten-U col jilinme tivui du snnscril poor 

icirnnel<>, par le zele adiniral)lQ d'Anqueliì du Pf>rrun d'alKird, paia 

,._.' lea )ienu« travani de niluatic: Burnnuf ». A. P 1 e I li I . Ut 

Ùrigitiei indoeitroféennci ou U» Argai primitifit. l. I, lt*0. paa. 5, 

— n i'Iin Science »f Lansnajre. as it la now puraued. may be lo'ked 
Buon nH one ol the rssnllH ot tbe estahllahment of liritìan dominion 

Por Rrilisb residente, tìir Wlllinm .lonea amonusl tbe Hrst, 
n'I l)roa<;ht over tlie slorus ot llii-" tincl -'il lii. mliirii. which 
liiloloaisls. willi profimnd risl'hivIi jin.l .rii|..Tnifiilile parae- 

live mal" subaervienl Io tini iini-i I il 1 nll Ilio Rlster 

". Thomas llUrk, TI--- st'„l.;ii\ ii,ni'l'"--i^ of Com- 
immmar, applUd tn thf H'inshrif. /■■•ul. liivi-h. Latin, 
Golhic. Atuilo-Snxtm, and Enylish l^ngungus. l.'in iies, l.sirì, pan. 6. 

— ■ Ces il';ui liommes dminena | William .loiies e Cnlebrooke J "ur^nt 
le presse II li ninni dea srandes dAcnuvertee réservAes ft ceui qui nd- 
vraient Jcurs Iracea. Ila furent ka vOrilabloa conquAntna de l'Inda 
■nei'-nnp, et on l'-ar doit <>n srande partie co qui s'ost fait deputa 

d* nnbllO B. T. Pavia. Le Rif- 

'•lU-t JRerrtte cUs Detui Uonii», 

la France qu'est parli le mon- 

..B maiutenant loules lea Unlvereit^ de r&iropo. C'eet 

ni a donne un" nouvnllo vie it l'anseisnement da l'arabe 

c'est M. Abel-Rémusal qui a racllité l'AIudv .lu chinuis : 



provaa de quf 
e &preciad)iH i 



refutnpao da tliet 



m^'s foram logo do comodo coahecidas 
dos sabios allcmiles sdbre a scìencÌK 
5 Georf-e Cornewnll Lewis publicnvn i 
n de Raynouard Hdbre n hintoria dus Iìd- 



, , , ■ le fionlinent ta 

sanacrit. ^. ' ,.,. ,__ ; __ 

Prance, ella France ea a place te dépAt ilane nos maìus ■. Kei nnud. 
Notici kistorique et liltéraire tur M. U baron Silvestre da Sacf, 
tue à ta séance generale de la Société AHalique, 3> ed., 1833. pag. 
87. — a Avoir révéié h l'Europe Vexislence flt Ics uiuvrea de la langae 
anchDtie dea BrahmancB, voitH irne des Krandes glairDS scieDttUquM 
de r A n die terre. Mais les consèqiiences inipoftantes qui découlérent de 
cette réTélation ne sont plus Vaiuvre des savants bcitanniques. Un 
Boldat francalB. Anqu^tìl Duperron. bravaci toute espèc? d'i ilangera 
et de prlTatiooB, rapporta las franmenta des textea vÉnérés ila Zeada- 
cisla. Ces débris de la doctrine de Zoroastre aont rèdigéa daas la 
laiiKue lettde, assez voiaioe da aanscrìt, et ìnconnue alors Su retai- 
reoiion est ésalemcnt un tilre éclatant de la scienon fran^iae: ja 
n'ai pas beBrjiii dt prononcer en préaence do ce publiu le Dom d'EA- 
gène Burnaur, qui est désormaia attaché à Mtte branche de la acieiU!« 
oTìontaln. (."est Tainement que Us Anjilaia, qui ont si Rrandement mo- 
rite dee letlres asiatiques. en faisant connaltre le sanscrit. ont cherebJ 
i ternlr le noni d' Antequii Duperron et à contestar jusqu'fr la meraliU 
de sa di^coaverte. Le temps a tait juatice de ces persoli un li tèe : on 
tanx orfiucil nationat ne pense plus à ravir à la Prance un grand tiln 
BCieDtitique, digne du nnuple qni a fait tevìvre Memphis et Ninive n. 
J, Oppert. Considérationit géniraUs svr la phxiologu eomparit 
da» langues iado-extropéenrìei, 18']3, pac. 5-C. — CTr. Q. d e Bl'alla, 
Let Études T:édiquea et éranienries aoTts l'hUtoire, 1870, paft- SS: 
Lignana, Annijiaraorio flopp, Napoles, 186Q, p, 13; A. Geffrojr, 
Rapporti sur tea éludes hùitoriquea: Antiquilé. Paria, 1%7, pa^. 19-lS. 

— ■ L'étuiie (lu Hanacrit a èli imporlée en Europe par les Analais : iw 
le conttuent elle tnt retardée par le systAme contiuental de BottapKrte, 
qui t^ènait Lautes les Communications, mOme purement liitéiair». En 
France et en A11eniat;ne le auccés ult^rieur do cette élu le me parali 
assurti, puisquB j'y yois rivaliser de zèìe plusìeurs savans d'un mitit* 
distìnfcue. En e^t-il de mèmn en Angleterro? .le l'ignore. Les uoinp- 
sités d'Oxford et de CambriJRe ne se sont pas ancora occupéea, qne 
je BBche, de ce nouveau f;enre d'érudition. Lea coUé^ros de (jalcntU el 
de Hayleybury, fonJés esclusiveinent pour l'Inalruction des iennett 
AuKlais, appelÉs k des fonclions alminiatrativea dans l'Inde. atteiKasnt 
lour but. si les étulians y acquiérent les premiere ét^niens d>s languea 
savantea: du sanscrit, de l'arabe, du persan; et une uonnuisutiic« 
nauetlc des dialectcs modernes, du bensalique, de l'ìndostanique, ete. 
Ces ìilioin'-B, dont la connaissance est si utile pour les all'aires. sotis 
le point de vue scientinqne, n'occupent qu'nn rann très- su bai terne ■■ 
Quillierme de SchleRel, Réftiùjions sur l'étude des langìM 
asiatigues adresìéss a Sir Jam-is Mackinloih, Bann, l'Si, pag. 07-9O. 

— DéBez-vouB, monaieur, ile l'école anglaise, dans la'iuelle vone me 
paraissez avoir appris votre sanacrit, qui n'est pas uelui de inea 
maltres. Les Anplma, juson'ioi, nont guére cultivé les lanmiea orien- 
taloJ que dans l'inlerÈt de leur commerce et de Icur domìnation : 
l'amour de la acience ns vient chez pux qu'cn secondi» liRni. LM 
i^tu les d'un ordre élevé, au^quell^a quelquea una de leurs aarani i« 
sont adonnéa, avaient pour nriiére-pensé? de capUver la binnveillanM 
dea clasaes aupérieures de l'Inde, et d'accroltre alasi la popularili du 



guas romanicaa ' Desde 1842 a PhUoiogieal Society da Loa- 

drea Em 1)^28 Eonnsdy nas auas Rtsearckes iuta the Origim 

l Origi* ] (ini^ Affinitf of the principal Langvaga of AHa ' ani 
, Europe n 



I 
I 

I 



aom angliÙB, Un ftùL qui vieot appuyer mon aasartion, c'est nue lee 
Anslaia sa soDt beaueoup plus occupes dea lanf^ea vulsairea de l'In- 
douatan qua du aanscrit lituraique, et lour ont consacra plus de gram- 
mair^sat de diclionnairea <|ii'ft l'idiome sacre: }'ai dit pourf^uni ». J. A. 
Chaho, Lettre à M. Xavier Raymond, $w Us analogtex qui ean*- 
Unt ettti-e la lingue basque et U aanscrit. Paria. 1836. pai;, S6. — Cfr, 
Silvestre de Sacv, Observation^ sur Us cours da santkrii al 
(b cMìtois créés au Collège de France (Mélanges de liUfrnlure orien- 
toI«, ISei, pag. 69): — [e GarciQ de Taeay. La Langue et lo 
ìittérature kitidoustanies en ISTI, Paris. Wi, pag. 6-7. 38-11. ] 

< Ahi inesmo dechra que entre oa buinanìstas e pliilolngos inRleses 

Siaai nSo haviain abtida al[«ii^ aa obraa de RaynouaTd : a In Kn- 
and. Iiowewer, oa Tar aa I am awara. M. Rayiiouitrd'a works liave 
ooC attract«d evon amonK acbolars and philologiats th° allenlìon wliich 
tb^y unquestioDAbly deservo; and thcrefore I propoan in fio presenl 
WOrk to lay before the readnr sudi an account at Ihe prìneipal parta 
of th»m aa may enabh tiim to forni a judi^ment of iFic naturo aud 
Vaine of theirs conUinta ». {An Eaiay on the origin and formnliim 
Of Cw Rotnance Languagea, pag. 31. — E no prefacio da 'i' ed. 
(18e2i pag. vili), ao falar da tncoria da derivacSo daa lin)(uas voma- 
nieas, eupponho quo omitlindo menciouar a obra dn Bruc>-Whyte por 
ter aldo piiblìcada em francèa: « I may add Ihat my E^say alili t~ 



maina tbe ouly Englisb u-ork i 
len^tb, and in sach a manner a, 
dependent julgmeiit reapecting it 



L whicb t!ii8 
to onable a 
Boluliun II, 






[ Fora impoaalvel eacarccer lotalmente a contrìbuioSo doit por* 
tuRueaes oos difTerentea ramos doe eatudoa afiiaticos. Aos ([ue para 
tanto tenham posacs flque o eacreviir a hialorìa d'easea trabalboa; 
aqu) nào farei mais do que reunir algumas notaa de leitura fortuila- 
inenle col hi daa. 

Um m-inuBcriplo ilt auctor novso relativo à materia da ji cìtada 
NoHcia summaria do gentitUmo da Aiia foi conhecl'ln a Fr. Fau- 
lino de S. Bartholomeu. Colhe-se Ao seu opusculo De Veteribwi IndU 
Hixertatio (Etoma. 1796, pag;. 3G): n Krthtia (IndicuB Appollo) ni- 
grttm sonat; ol Oopàla paatorem. Quare rocte ait Sonnerat, Voyage 
aux Inàes, lib. 2. pai;. 30fl. Qvichena ( Krslina) un Bfrgtr nair : 
il naquit de Devogui tftwr du Cnmjeft ( Knmaa ) Ro<i de Madure. 
Et P. Joannea de Britt) in cod. ma. Lusitano: A nona incamttfao 
(dei Vis'ina) fo]/ em hum homem chamado Khrishnen, qua ^teì- 
diier hamem negro n. 

illustre sinologo Baailio de Gl^mona, que a Entyrloji.:dia de 
Erscli p Gruber fax nancido em PortUjFal, racentea indoffa^o'Hi provamm 
que b o italiano Fr. Biisilin Brolla. naturai de (lemona. Ascoli, Sttido 
orientali » linguistici. I. Gr>rixia. IB^il. pu». U'i-Uì. 

Cenaculo, no Elogiti dt Fr. Joaquim Jote Pimenta, rclata corno, 
voltando do Oriente o enpellio-mór Fr. IJenrique FTanccIisla. ae 
accenderà "ntro oe rellgioaos da sua ordom o amar b,o <!Btu<lo daa lEn- 
guos : n De palavra, em patavrn. ftieeis a crescer em r-'pelidas con- 
versaeòes, viemos a pnl'niler o clamor da reiigiSo natnelle* sUioa pelo 
■ciencia ilas linguaa. Perguntailo entio cimo se fi^rma juiio practico 



Dippenfio-me de compiotar a trans cripQ fio, Na obra ^e 
eseriptor seu, impressa em Pa<iua em 1798, Dt anti- 



para xentcncear ob crros, dice qne liavia bniis ii 

em 1721 era biapo coadjutor e futuro sucoeasor l. . , 

cebisp'i <\e (<aa. n veneravpl sacerdote da ordeni daa ertmilas d 
AftUBtìnho, Fr. Ea)fnio 'J ti){ueiroa, e sabla «a linguas, pois vi alguos 
quarlernoB do seu vocahniano do linRuas orientaes [ é pi>rventura tn- 
gmento lOste vocabulario o mnnuscripto da BìbliotbMa Publica £bO- 
retiB» roferiiio a pag. 345 do calalogo da ar. conBelheiro l.ivarB. sob o 
titulo Nomea de cùusai e meiinhas em portugues e iftdwtam ow 

versio] Certo é que o vic«-rei .loào de Salatmha, <^m u anno de 

trinta d'eate secalo havia mnndado para a AcademÌA Real muilos ea- 
erlptoE de lioftuas orientaes e saas versòcB. pudre Jacome Gon- 
aalves. do oralorio de Goa, sabìo nas linpuas do pays, cscreven sAbve 
ell<a anies do anno de (luarenta Do arccliìapo de Cnuigaiior, D. Jota, 
tenlio eu c«r(eza di> sabnr aa lin^uas do oriente pelas nolicias dfulu 
por eeus ìrmaos. Com estas contra-eepecies rerm'ntan a cuii'>afdade, 
e levantariR està aiM^endalha cbamnia nuradoura, jà que cliegoa * sar 
mallo visivi, se frioa astros nàn a tomassem de a vesso n. A> Ut- 
tras na Oì-dem T«rce\ra de S. Francisco (Panorama, I&M. p«R. 179). 
Da memoria de Fr. Vicenl" Salpadn, OHgem « prograsioi dat 
llmpìuia orientaes na Congrega^So da Terceira Ordem de Portugal 
(Lisboa, 17%), retere o sr. eonsellielro J. ^ilvosira Ribeìro : ■ Logo 
DOS primeiros tempos Job nossos descobrìinenloa itiarilinios, a «w- 
ecBBlYomeDle aie a epccha do nosao maior poder i)aa conquintu, 
appareeem retifriosos da Congrefimfia da Terceira Ordem de Portoni, 
e lanib(>ni de outraa ordeiis, que foratn bona companheiros nagutlUi 
troboihos, levando a palma evangelica à Africa e & Asia, para o ^U 
ou iam jil muniios do conliecimento daa linitaas orientaes, na «e 
8deBtr»vam nn manejo d'aqa>>llas que se lalavam em determìnadu 
reiiiòeH n. ( Primeiro» trafos de unta Resenha da litteratura potila- 
mesa. It:S8, pa({, 39), — Ct. Hisloria do* estabelecimuntos seientifiooi, 
litterarios e artisticos da Portugal, 1, 1871, pag. 257. 

Ao praxo noe decorre apùa a funda^òo da Academia Real da HI»- 
tona ( 17»)) dìEeni respeito as palavraa do Freire do Cnrvalho do Pri- 
meiro tniaio làbre historia litteraria de Portugal, 1S15, p. ^i:a NÌo 
fez meriorcB proRreEsos cm Portuflal neate periodo o eatudo de algamaB 
lingnsB nrienlaes, }& cultivadaa i-om pruspero n eitenso desempenbo 
nos tempos anlerioreB da nossa apurada lilleratura, nos quaes Por- 
tugal. comò llie aumprla, visto ser o paya europea qa» primoirii de- 
vaaBÀra anuellaa longinquaa regiòcs, apresentou tranulboa ìmportM- 
tìseimoa sdhre o conbecimento doa idiomas ehinéa, japinii e maltt- 
bar, no^ daa duas costai, orientai e oceidental, da Africa e itlutt 
ai^arentes, e bum aasim nos de diffarentuì ffivos do Braxil ». 

Larga menciio de r^scriptos anteriures lax o sr. Cunba Rivan, 
empenhaJo a moalrar corno na familia franciscnna e na companbU 
de Jesus, na aejpinda pri nei paini ente, foram cultivadas os linRoas da 
India: ■ No priniRlro fogo da conquisto derru1>nram-sc os pa^les. 
camigalliaram-so todos os emblemas do cullo gentilico, e iiueimaram 
-ae tódos os livros eacriptoa na lingua vemacula, corno convieloa ok 
tuspeiioB de conterern os precoilos e doutrina da idolatria O des^o 
era '■xitirminar tambem tnda a porto da popnlai;à < que se nSo cin- 
vertesse lo^: e rido so era este o dn^ejo de enl^. mas ^ndii ps>- 
aados dons seculos havia quem oom gravidade maitiBtral ac >iiselhiisM 
00 governi osta providencia [ « Pareter de Fr. Caelaoo de S, .[«■"ph. 
rellsinso domlnico, dadu no Collegio de S. TbnmA» a 10 de japiein 
de nas. Liv. dos MoncSes, n' <M, fi. l'Jl » L A India porAm nfto ent 



fUt/ale et a/'finiiaie ìingnx zendicx, samscrdaiitiae, et germa'MiM 



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— Os jesuiUs, movidos oa poc mais verilsdeifo zelo 

da propaRAcSo da ti. ou pelo mais efticaz desejo de auginentar a in- 
flucncia (lo companljla, foram oa que iiflo h6 nàn (leapruiaram nem 
perasguintni h8 ImoiiaB e inonuiiienbja lilterarìoB doB puvoa ìiidiKenBB, 
mas anies as estuùarain coni calor, e composeram noìlaa grande du- 
m'irli de obrai de divenos assumplus. 1^ para nSo talarmoB sonSo 
do padre Henrique Henriques, a quem chamam o Apostolo do Como- 
rim. illustre e digno companlipiro de S. FraocÌBCO Xavinr, é adtntra- 
\el a perfeì^o cotn que aauuelles primilivos tempos da couqutgte 
mmprefiendea n lingua malaWlca (tamulV), e, além de uin excel' 
leiile vocabulario e gramin allea, coinpds nella muitaa obruB, cujo ca- 
taliieo se pèdo ver na Ilibliotheca Lusitana do abbade DixRo Barlioss 
Harhado. Inrelìzinenle nSo ai> para oa progressos da litleraturn orien- 
tai, mas para lioara e gloria do nome portuguèB, lodas esias obras 
flcaram iiieditas, e, corno diz M. Ferdinand Denis, correram a sorte 
da niaior parte daa melhorr's obrns dos auctorea porlugueses, aa unaes. 
mcsnio no Icmpo de sua ìnBuencìa, Hcaram quasi sempre occuUas e 
dcBcoNliecidas aos Babii>s das oulras na(òes : e 063 podemos aecres- 
cenlar qiie ainda aos proprioB nac^lonaea i>. [Etuaio hulonro da li»' 
pua roneani, pag. xi.lx e t-vii da Grammatira do padra Tboiiiùs Ea- 
— .m, ^ ed., Noia Goa, 1857.) 

Ao que da novo assenso o sr. dr. Bernardino Antonio flomea 

Elogio hiitorico do padre JoOo de Loureiro, lido ero 18(ti) na 

_. jào solemne ila Acadetnia Real das Scìencìas (pax- 10-11,: « As 

provas do vasln con beci mento quo aìcancou da lingua unnamiUi ou do 

eoehiucbin^s nào abun'lam meitos Possue-ss a Aca^lemia uos seus ar- 

ehivoB No prologo de urna LralucfAo fraocesa da Artf da Ungua 

do Japao de outro miasionario portugu^a, o padri.' Joito llodrigues, 
publicnda oni \iS& pela Socìcdade Aniaiicu de l'aris, estA escripto qD« 
ninRuem tliei'a ainda, senào os nilB^ìonarios purLugueses, estuilo re- 

Silar profundo da lingua japonesa, U cuitladii Hpre(;o cani quo 
I teita e receliida està versào da grammatica do padre BodriKuea. é 
ontro documento do que valcram us nossoB missiouarlos nestes ser- 
tIcos 6s missòes A sciencia. Uultivaram estudos aimiliiantes ns pa- 
dres C. Alvarps e Calado, corno o attestam as grammaticas que nflea 
deixaram do mestno idioma. G n que para o ctilin Tex lambem o paJre 
Alvaro Sainedo, e muito depoìs, j& em nossos dias, professor do 
Collegio de Macau e socio d'està Acndeinia, J. A. GonBaLves, Ucando 
do jirìmeiro um dicclonario, e do seijumlo diccioaario e itrammutloa, 
que foratn r»cebid>is dentro e fora do pays corno obras, no Beu gè- 
non. de subido pre^. E que obtivei'am, para o jiiponAs u cliim, 
Rodrigues, Alrares, Calado. i^medo e òonsalves, alcaai;ou I/)arniro 
para u lingua annamita. Ahi exiato manuscriplo um diccionario de 
■un composlijfio : os competentes que o aprcclem e aproveìiem, a\\\»i 
que vsntiR a ter a sorte do nue delxou Alvaro Semedo, cujo mauus- 
cripto desappareceu, sem ter sido pulilicado n. 

U voto extenBHmonte motivarlo de Al>el Rémusat [Nùuoeaux mi- 
Utitgtt aaintiiiuts, IS^, t. 1, pag. .347-357; II. 922-20-)) conserva ainda 
à Arte do padre HenrlqueB a estima dos linguistas. £ pordm v?r- 
dadn que Leon de Sosny a julga menoa [avoravelment«: n Un tnaU' 
qnait des grands lexi<]ueB ialijénes. lors^ue Klaproth et Absl-Hé- 
mUBst osaayòrent à bur tour d'introduira en Europe l'étude de la lan- 
gue Japonaise. Leur première iJte, ponr alteindre ce but, fui de pro- 
voquer la publicatioD de l'abrégé de la (trammalre du pére Rodrìguei 
qal se trouve en manuscrit à Ili Bibllothéque imperiale de Paria- C" 
'Snntucrlt, traduit du porlugvia. parat eo 1843 aox fraii et bous Ina 



dUsfrtatio. por Fr. Paulint 



auapl<^aB Ae la Società asiatique. Dans un avant-propos, rèdìtour an- 
QODi^it quii H'étail propose ile mettru entre les ninins des urientslìetos 
ime cRUvre d'une giniplirilé encnnrageante et n sur l'ezactitade ile Ik- 

Jiuelle las éladianls puasent cooipter s. L'eipcrìeace a établi ce qu'il 
allait peosT de cetle déclaraliaa et dans quelle mesure servirait ans 
frogrès de la lingulstique c«t ouvrage patrone par Abel-Rémusat. Dwis 
sxainen quii eii Ut, un an aprés son apparìtion, Guilhaume de Hnin- 
boldt signala certaines BinRularités qui choqn^ent 9on Bcntìnienl pliilo- 

logìque Aussì, uialgré de louables efforta, lea tenlatìvea de Klaportli 

et d Abel-RéinuHat éclj onere ni- etles k peu près eouiplètement, et on dnt 
renoncer ft une elude qui, ùintc de secoura suflisanta, èlait encire pri- 
maturée ■, [Discours prononté à l'ounerturv du cours de Japonait 
à l'EroU itnpériale et tpériale des langues orientaUs, Paris, 18B3, 
pac. 11-12.] — Cfr. Dugat, Hisloire des onenlalistes de l'Europe, t. II, 
1970, pHg. 313 e -USi. 

Enlre as raflexòea qne suggere a Ranan a publica^ào doa ulUmot 
Irabalijoa ai^bri.' u bistoria àn Japào encontro a reterencia scinte : 
<■ La rèìmpression par M. l'abbe Bernard Petìljean, vìcaìre aposto- 
liqne nu Japon, du dictionnaire japonaia dea jèsuìtes imprima A Ama- 
cuaa en 15^, aura sana dnale aoii ulilité u. ( Rapport annoti faU'à 
la Sociéié Asiatique, Parie, 1S72, pag. ^ }. A nova edicào d'aquelle ra- 
rissimo livro { Dircionario bibliographieo. II, pas- 140: Ascili. Stu^ 
orientali, I, pag. 33) tem por titolo: L^ncon latino^aponii^m de- 
protnptum ex opere cui titulus Lhcrtositanu lATlNO-LusiTAMCtiM *C 

JXPONIFUU TVFIS VRIMUM HANDtTUM IN AUàCUSA IN COLLEGIO JaPO- 

Nico Soc. Jeau anko DoMt!ii MDXCV. Nunc denuo emendtitum ot^w 
ouctiim a tieario apostoliro JaponUie. Roma, ItfiO, 4* de iv-710 pag. 
AcÈrcft da traduccòo de outro livro nosao, o Vocabulario da (w- 
goa de Japam, que j& exiatìa vertido em castellianu (Urunet, &■ ed.: 
Dice, hibtxogr., t. VU, pag. 4^), lé-ae no Journal aiiatigue (lì* sertoi 
t. 11, pag. Icl3-134, Rapport annuel tur les tratauiB du Comitil dt la 
HeciMe pendant Vannée 1802-1863, por J. Mohl ) ; <• Mais ce qui miuiqiM 
le plus aux. éLudes japonaiaes, ce eont dea die Ilo nani rea. ^l. GochkiA- 
vltcb •?n a publiè un h Sunt-Pétersbourg, ii y a quolqura ttnnéasi mal* 
commn la traJuciion est seulement en russe, il ne eert iju'à p«u de 
personnea bora de la liasaie. M. de Bosny en avait eommencé un, nt^ 
il n'en a pam que le premier cabier. M. Leon Pagès a entrepria alon 
de publier de iiuuveau le dictionnaire imprimd en 1003 par Ina JisoitMi 
au Japon. Dana ce livre, lea mota j^iooaia èlaìent imprimès ea IrUis- 
crlptiun latine et l'interprétation éiait en portu^ais. M. Pagés a tradiitìt 
l'interprélalion (>n franèais; il a garda la tranacrìption en caraeténs 
latina, mais en la cliangeant aelon la prononcialion francaise, et y ■ 
ajoulé leauiractères japoiims en firokana u.— LTm doa uricnLalisias clU- 
doB, L. de RcBiiy, tliacorrendo sAbre os ìnconvenientes da transcripcio 
laUna e si'ibrc a falla doa siptaes idcugraphicos, verte do originai russo da 
Goskiéwitach ( Gocbkevìlcli ou Gochkiévrtcb : Platào Vakcel. Quadrai da 
litleratura, das sciencias e artes na RusHa, FuncbaI, IStìft, le GotM- 
ritch ) algumua palavras relalivaa &s publicsfòes do» noasos mìBsionft- 
rioe: n Le défaut principa) de loules ces ébaucbea de lexieogi^ptiia 
( Hodrlguea, Calado, eie. } tiont A ce qu'elles donnent lee mota iapo- 
nais tranacrlts en caractòres latina, et par conaéquent plus od moiBB 
déligurés ». ( Journal asiatigue, ó* sene, t. XV, lt«0. pag. 370, NMt 
ntr In nature de la langua japonaise. Cfr. Rosny, Variélés urunialw, 
a* ed., Itìm, pag, 311].— O pnmeiro faaclculo da iraduccào fraocoa da 
L. Pagés vem nsaim descripto etii Otttì ìjyreax (l. IV, 1871): W- 
rtionn/tirf japonais-fratteait, traduit du Dictionnaire japonai*-portU- 



miasionario na India, naturai de Hotf, no siculo JoAo Philì|ipe 



I gaia, compose par les miasionnairei in Ui Compagnie ite Jèsun et im- 

I primi <»t 1603, a Nangasaki, et reou sur la traduction espugnoU du 

I inètni! ouvmge. redige par un Pére dominicain, et imprime en 1630. A 

tM"ti'Uii. !'• livraison. 10-4", Paria, l(lt5d.— Do syllatiario Japonéii qoe 

[nella Bfl empraga dà Klaprotli a «egninte noticia: r Un un apréa la 

mort ile Kibi, naauit le tanmux h^^n^^ Ko bo, auLeur d'un aain syllo- 

bairc qui fut di^finlUvement employé A écrire la langua jAponaUa seule. 

siins qu'il fili Decessa i re d'avoir recours aux earactérea cliinois. Ca ayl- 

labaire, ijai porte le nom de fira Xana ou d'^fri(i«-B igale ou itendua, 

e eompoM, aiosi que le katn hnna, de qytaranU'Sept Bignes iìAt\iéa 

e caractères ohinois d, {Théorie dea signes: apergu de l'origine des 

' •■■■ ■■•■ *'- #. feaj, pag. ajj.— Cfr. 



Mnerses icritures de l'tit 



fThe Academy, voi, lU, Lnridres, 1072, pag. '216 

□n ilo noAny ( ArehiDei peléographigues de l'Orienl et de l'Ami- 
■- I. 1870, pag. WS, L'ìmprimerie indigene |, moncioiiandn oa 




I monde. 



\'Sru piiblicacòes cm aanskrito feitaa na India in^lesa ( 1780, e 
*" ■ Bien avaat Mite épai|ue les l'ortugais avaianl inlrodóìt 
lerie k Goa, capitale de leurs ètabllssements dans lliiile ( An- 
it remonter rinlroduction da l'imprimerie duna celle ville i. 
1&36. Bìbliot. nona. t. I, p. fi3S ] : mnlB il ne parali pa3 qne 
.-Mea de celle ville aleni praduit aucnn uuvrage ou méTiiotr^ re- 
fi la lan^nie sacrée di> linde o. — A este proposito ié-ao no Pa- 
(I, 1(07, p^. 165, Origeru da tgpogriìphia): a Salee le na 
ina jA urna Impreuea eni ISSÌ, e ani ae estampou. a Kmpti- 
lìniiir-in.i christan. Composta em lingua bramana polo padre 

I ; Siihi>mos pelo Dxccìonario Òioliographico ( 11. paif. 179] 

I : --l'I IndieacSo nm erro de seculo. A Deeiarafàm da 

. foi impressa em lfid'2. A lingua bramana em que 

II ''iiipLo I! B concani ou concAniCii, à qual os ulssiotia- 
uju 3,D ^luvam aqnellti noms, derivado, nota o sr. Hivara, 

US tirulimonce qui^m so entra os genlios eabìa ter o oa- 
Na Uemorta para a hisloria da Igpographia portugutM 
.,0 necìàìo XVI aponcla Bibelro dog iianctos olgumas raras edicoes de 
obriis ìin|ir«s3aB em (ioa. A primeira em data i de 1361. Ao aitno 
de XWÌ rvf're o auctor a putjtjcac&o de uni llvro que a Blhlioitieea 
Ltudtnna diz escripto em «lingua abexinan: « Mag.tsph atMtat, on 
Flagello dot mxnlirax: no Collesio de :i. Paulo ein li)12; obru do pa- 
dre Antonio t'ernandei, jesnlta, impri-ssa em cliarecterea abexina, qiw 
Iiaviiiui sido mandodoB ao potrìarclia D. AfTonao Mendes pelo papa 
L Urimno Viti. | Real Bibliothcca de Lisboa)*, 
j — ?or addifSo A, nota de pag, 23 resta indicar o curioso ensaio, 
I uodernacnent^ viodo A luz, produc{3o de um philologo italiano celft- 
Bbre, 'i'etn, acArca do dinlooto do Ccyliio— lingua iniio-portuguena ou 
Wwingalo-porlugtteaa, secando ulte a denomina. Sahiu no periodico da 
Solonlia II Propugnatore; sludii philologici. utorici n bibliogi-a/lci di 



CTCvnr 



i si andarono corrumpeado, c'ó il portoghese di Seilano. 
% Oli olanilesl, venuti nell'isola prima degli Inglèai, cercarono ad ogni 
modo di distruggere le memoria di una lingua ch^ era testimonio 
della polooza del Ugli dd Tago. da no bocoIh e metzo: ina non riu- 
scirono nella loro impresa. Quanti oggi la p^irlino, non so: né che libri 
vi sì EiBinpino ad educare quella genie o a rallegrarla. Non conosco 
- ohe il Nuoto lettamento [ Londres. l!fl8 J : olia di una grammatica e 
un ^inionario [ « BerrengOf, A grammatieat arrrmgèment on tlie 
\ethod of feomfNjf the wrrupUd porluguea* a» ipofutn in India. 



Wesdin <, teve a Allemanha a primeira indÌQacio BOientiSm 
da unidade originai dos povos e dos idiomas indo-europeus *, 



Ser. edit.. Colombo, 1811 ; — Fox. A Oiclionary of the Centon-por- 
lugueie. sittgaltse nnd «nglith la-aguagea. A compcndiutn of the Cef- 
lon-portugueae language. Columbp. \£3 ■ ] pubblicati iiall'isola, e 
cerculì da lunghi ìiimi indarno, non ho potuto far prò, A chi giudichi 
di loaUiio parrA strana cobh Ui orlo che. invece di p6r|>utuare con iuta 
nuova i«tteraiura i|ueBte tnagre Torme imbarberitn, Don si temi di rìat' 
laccarvi la perduta trallzlone. dolU lingua di (Jamoens. Ma, 9tt il tenaria 
iliacostB non puà conferire al brne dilla colonia, ehi cerca la stona della 
parola umana anche dello oorruzioui ai rallegra e vi si getta ci 
paziente curìositft u. ] 

■ Werdin, seeundo Meus^l ( 

~ Ascoli [Stìidj orientali, I, pag. 37 ) 
:turet, 1*, pag. WO), Wisdin. 

* CliBvée, Les Langues et les Races, pag. Vi, Paris, 1SG2. — Nilo d 
sala a opiniSo de Weber, Indiarhe Skitien, Berlin, ViJi7, que nSo aù 
nega lodo o valor scientifico a.ia eacriptoB do mìsaiouario, mas reouM 
uada attribuir'lhes a mennr influencia easencial nu esLudo do sanakclto. 
Benfey tax mala jasLifa a Fr. Paulino de S. Uartholomeu, ombara »• 
conheca que ente em parte se utiliz<>u dua manuscriptos de Hau&teilaii, 
o europeu qiie prJmeiro e impOs urna grammatica sanstrita — e o ans 
primeiro laiiibem empr'-lienden um diccionurìo molabarìco-Banaknto 
-poTtUiiUL'a. {Geschichlt der Sprachaiissgnschafl und orientaiiseh^n Più- 
lologie in Deutschland, Municli, 1)U!J, pag SSj. 3&Ì). —Ctr. Abel lìéOM- 
sat, Souveattx miianges asiatiques, t. Il, Paria, 1939, pag. 314^15; 
G. de S«lilea<^l, R^lexioru /un- l'étwle des langues nSiattquet. tìOM, 
ISIS, pag, 27-28: Fridenuo SchleEGi, Essai sur la langtte it la shiJo* 
Sophie dei Indient, trai de A. Mazure, Parie, lUdT, pag. 7-»: AaeoU, 
Studi orientali e linguistici. I, (ìoriiiiB, 1851, pag. Sì : Max MUUari 
aàenee of Lrmgwtgi, I", 1H7I, pag, 18(1; Bréal. InlroducVwn a ìa 
Ortimmnire eomparée des langues indo-européennen da M. l'i: Bùpf; 
extraxt du tome premier. laèci, pag. xis e xxxiv. 

Clio fiequent'"! nos escriplos de Fr. Paulino as refereucias aoc 
diccìonarios de Hanxleden. ExnmploB : « Èicipit duaa P. Eroseti 
grammaticas ipsius vocabulariam Samscrdamico-MalHbarico-Lusitoniun, 

3ood ipse praemalunt morie corroptua non niai ad literam r. par- 
uxit, K. P. Haiiseguer vero accurate et diligenler deacripnit. Libri 
lemma est: VonabiUarium Malabarico L^tsitanicìim : sud pleraqnC 
nomina aunt sa m acni a mica, saepe llleris Gr., id est, vncabuluin GroH- 
thamicum notata. In verbts s^mscritamica proles deest, ac prolnde ID 
secunla parte libri Brahmaniui, A'marasinha jnscripti, est quaerenda. 
Hoc dictionarium HanxleJiBiium nuxit et absolvit Uluslriasimils M 
Rmus D. Anlonìus PimeiiUl à. 1. Arcbiepiscopus Crangsaoresi' 

qui fato ceasìL in oppido Puttencera anno 1752, die ti. Mav P.. 

simile hnic alleruni eat Dictimiarium P. Haoileden, sed alio ordiM 
dlflpojutum. luscribitur Sictionarium Tì-ilingue, Lusitano- Latino-MM- 
labariewm ac Grandonxcum, cujus ooeabula atterico notata s—' 

Ordo nomìnum Lusitanum idioma calleiitlbus est accommodua, 

primo Lusilanicum ac Latinum. deln Malabaricum, ac pnslca Ona- 
tliHmicum vocabulum atTert, quod asterisco notat, V. G. AbsMto, 
absorptns, a seiisibus abstractua, Malab. ParavaiJien, ' Asoatandrl, 
Abastado, rico, alHuens, opul^ntua, Malab. Sambanen, ' l'anocdit, 
pushta. AjuntamcnLo, coiijunctio, congregatio, Malab. Kùtam, yd- 



. ConsequBDCia oecess&ria do grande incidente do sanskrito ', 
equipnrado por Bopp, e antes d'elle por Hegel, ao dea cobri men- 
to de um novo mundo. 

Mas, ainda deaprezadoa oa ensaioa do missionario carme- 

L lita, e contando dos traballios de Schlegel e Bopp, que da- 



gam, ' Samgamana, sangam u, ( Ct) Manvscriptia eodicibi>a Indicit 
B. F. Joatt. Emesti Hanxle<ien epistola, Vianna, 1799, pag. 5-6). — 
« Lingua Samicrit seu Samsci-damica en est, qaa, Brahmaiies Indi 
in liturria, in crationìbus & acienliis trodendis, ac sacrìflciìa poffi- 
CiendÌB nodiedum utuntnr. Qiiapropler lingua Sapientum dicitiir, a 
lingua dos Sabios, ait P. I. E. HaDxIcdcQ in 8uo DicUonario Gran- 
thamico-Mtlabarieo sub voce Samserda n. ( De Antiguitate et affini- 
tate tìngiME lertdicce, aanucrdamicie, et germanicce dissertano, Pa- 
dna, 171^, pag. iti ).— « Sanscrta aigaìficat oLìam rem bens conditam, 

keoncinnatam, coma bem concertada, aie P. Hanaleden t. ( Vuaca- 
Tana seu locupleiìssinìa Samscrdamicae tinguae institutio, Roma, 
iBùi, pag. 975.) — n niustriss. D. Pimentel Aichiep. Cran^norenals 
In appeadioe Leiici Hanilediani BQb voce Shica, a < — ' -'■■ ■' 
ait : Shica, Rolete, ou qualquer nò de cabelios e 
AntiqaitaU, pag. xliv )• — Ji Hic auctor^ Indicns 



gamscrd 

»tinha, e 
Aiiopiac 



cabefri ■ . {De 

. ^ „ ... jquentìa Sama- 

crdamica nomina t>esti attribuii : Tschóta, Curbasaea, Malnbarice, Cu- 
fitiyam : ad quod Tocabulum habot P. Hanxleden : Citpdyam, nestido, 
veste que cobre o superior do corpo u> ( Pag. xlv). — « Oronìa hiBC 
gamacrdamica vocabula congessi ox Vocabolario Brahmanico Amora- 
ttnha, ex Dictionario H. P. Hatixleden, Biscoping, &, Cluat. D. Ar- 
^liopìacopi Crangaaorensis Pim^nteli, ex Orammatica Samscrdamica, 
n. t!. ..- gg^ velari historia Indicali. (Pag. xxxni. ) 

Peut-Etre on me dira qua dans cet intervalle a'était produit 
la grand iocidcnt du saascrit. Cerila il est imposaible de nier qae 
la elaniliàre trouvaille de ce (rére loinlain da grec et du latin ualt 
projete un flot de lumière but l'étude comparativo dea languea. Mais, 
méne sana lui, lea erudita n'auioicnt paa tarde à saìair la lir^n qui 
nnit les laoguea aryenncs, et, avec plus de paine et molns de per- 
tectioo, ila ne a'en seraient pas moina mia en possesaion de Dotions 
décistves dans la grainmaire, daos l'Alymologie, daas la tonnalioa 
«adiielle dea idiomea et dans la fili alio n dea penples ». Li t tré, 
Préfaee de la deuxième éditiott, na Grammaife historiqtte de la iangue 
mffranpiine de À. Brachet, 1806, pag. ii-iu ). — Cfr. Pumi, Intorno 
■ — 'i ftudii linguistici, specialmente greci e compnratiri (Illustra- 
'i alla Grammatica dil doti. Giorgio Cttrtius, Napolea, 18U8, pag. 
ui]. — ■ C'eat du trésor iDépui8al>le do la iangue eanaorite que 
I philolognea ont babituellement ìirà la matiére de leurs compa- 
"ons.... Par un eatralnemcnt très-facile A. comprendra, Us font la 
. trop grande au sanscrit. Non pas i]u'aucan d'aux ait jamais 

ondu que nos idiomes de l'Europe (uaaent dérivés i' ' 

l'Inde: une assarlion ausai tacilo a refater ne s'est }t 

I le livro d'ancun linguiste de profession. Maia, coir- 

t de tous Ica idiomes lado-europi^ens le plua arcbalL _ _. __ .... 

uisparent, comme il a auc aes trères l'avantage inappraciable d'avoir 

' ~ '~ 'e bonno heure h une analyaa sussi fine que iutlc, comme 

} ptiìaenlait aux suvanls ouropéens avac dea lialaa de raciues et 

Bumies toulcs prùparées par Las gramniairiens indigénes, comme 

t la découverte du sanscrit imi a uonn£ noissance & la philologie 

Bcmporatire, et que la plupart de noa grammairiena étaient en mème 

13 




la Iangue 
is troavée 
la aaiiBcrit 
et le plus 



tam de 1808 e ISIiS' <, cntende o sr. Adolpho Coelho, 
enumera^So do escriptos de 1835 e lBi2, convencer-noa d 
quo as n obras doB sabios allerafiea foram logo do comedo con 
cidas e apreciadaa cm Inglaterrn « ? A assercSo de que a 



tcmpa iles inilinnistes, il n'eat iiaa ftnanant que, anna y pcnser, _ 
aiem quelqaofois occordé trop de poìds au lémoignage. d'aìttenrs i 
conaidérablfl, de la langue de rlude n. Miguel Bréal, Les Progii 
de la grammaire cornpaive (Jdèmoirt;^ de la Société da Lingutatifl 
de Paris, t, T, 18B^, pag. 90). — n Camme il nrrìve pour tonto àèexn 
verte oouvelle, auaai ouUc-ci fnt outre mtisare próatìe. La déconvn^ 
de la litlératuie indìenne donna le aìgnal i une sèrie d'bjpotbM 
preoaat le noia et la Coree d'axìomes, et que noua devona approdi 
anjourd'hui. Permetlez-niot, Mesaleurs, de jeler, corame profeMOr d 

BBDScrit, un reeard ri^trospectif sor cea études On a beBucv~ 

parie dea lamierea que la pliilologie coaiparée d'uae part, et I 
etndes dea Tédaa de l'autre, j«taieat sur rfilstoire de l'burnanitjé. ( 
a vouln Taire dea conclusioaa trop précipitéea de la coofonnité ^ 
He quelques idiomcs eatre eux, sur la commune orione des peni 
qui Ica parlaient, et dana ce sena on est allò trop loin. La ohi'- 
gie peut, dana cet ordre d'idéea, servir k éclaircir quelquefoia dea 
accidentela, mala aurtoat quani ceiu-ci appartienuvat aux tempa pai 
faìtem^nt historìques. Aiasi. je vous ai eipoaé oue, par les methode 
philologiauea, on pourra prouver cme le rii nest paa venn dli 
inent do l'Inde ea (jréce, mala que la forme mème (tu mot rir, i 
en grec, démontre que ce mot a dd srendre le chemin de la F.._ 
Cea politea noliona ne «ont paa à dénaigner, cotnme rien ne daiX il 
mépnsé, Eì eiigu qu'll paraiaae dana la graade m 

cea liumainea; mais, franthement, lea données n . 

gnent jusqu'ici lea resultata véritablement sùra de la uaguistiqoe, p,_ 
vent-elles prétendre à prendre place panni les graudes révélatiimi à 
l'histoiro ? Noua ne le peaaona pas u, .1. Oppert, L'Arutnitml 
disroun Souveì'twe pi-ortone^ a la BUiliothéque Imperiate, " 
1866, pag. 3, 5. 

> n Fio dal secolo XVI uà mercante fiorentino avea creduto 
acorgere traccìe di aOinitÀ Ira l'italiano o l'antica lingua ariftiw d 
l'India. Questa teoria della trasformazione delle apecie, contro cn 
Gesuiti sono eoa! inclinati a scagliare le loro invetiivo nei L. 
giorni fu iniziata nella linguistica da un gesuita tedesco in Koi 

Sroprio nel collegio di Propaganda 1^'ide. Quaado frate Paolino o« 
i stabilire la prima volta ali indizzii d! affiniti'i fra il Sanscrito, I 
Zendico, ed il Latino retliRcù senza accorgersene, l'applicauona dt 
concetto di specie..,. La dimostrazione delìnitiva di queste affiolll 
tutte le lìngue Indo-europee é coat«auta II 



-D'opera, che fonda una nuova epoca negli studi linguislici, la 
matica comparata di Bopp u. Lignana, Le Trasformaiioni 
specie e le tre epoche dille lingue e letterature indo-europee, H 
Ìa71, pag. 9- 10. — Cfr. Biasutti, La Filologia comparata e .. 
segnamentó classico dei ginnasi, 2> ed., Veneza, 1867, pag. 13, 19. 
« E qui Ilo udito proporre una difficoltà di altro genere. QuaV è fin 
mente questa grande scoperta di Bopp? — L'affiniU storica di UH 
lo lingue In (Io -Europee. — Ma non era questa una scoperta noi . 
facile dopo l'introduzione del Sanacrito in Europa? Chi é colai «ha 
dopo aver sugierato il segno devanagarico, e ruminati alcuni fjocbi 
della Bhagavadgita, o del Naio non percepisca immediatamente, H 
egli è Ariano, l'aQìoità della propria colla lingua sanscrita ? Non sono 





glaterra houve até mister que um c\traiiìio Ihe dosae na propria 
casa preleccOes de soienoia da lioguagem ' pensarà o sr. A, 
Coelho repugnal-a com aiSrmar que « cm Edimburgo tem pro- 
feseado essa sciencia um ootavel Uoguist-a allem5o, Aufrecht? n 



cose giji detto molto teiapo prima da Frate Paolina, da Olearìua, chi; 
parlò di affinità del Tedeaco col Persiano, il che equivale a dire col 
SanacritoT L'alltnità storica delle Ua^a Inda-Eurapee é contenuta corno 
indizio la molti diarii di viaggiatori italiani nelT Asia. La scoperta 
di Bopp, quando non sia p«r coso, è il frullo lungamente maturo 
delta scionza raccolto a tempo opportuno con molta (ortiuia. — Il 
popolo italiano La una risposta molto arguta a questo genero di 
diffleoltà, ma a mio avviso qui uou opportuna. Gli indizii di Frate 
Paolino, di Oiearius, od aactia quelle dì Lelbnitz non hanno alcuna 
eonnesalone colla scoporla di Bopp, e meno ancora si può dire latta 
8 caso : Bopp non Iscuopro l'affimi storica della lingue Indo-Europee, 
come Colombo l'America, cioè malg:rndo una serie di errori evitabi- 
lissimi, non crede di essere al Cataio quando 6 a Cuba, ma per mezzo 
dell'analisi più. rigorosa ed esatta degli elementi della parola, col 
lavoro più. pazienta e regolare della riflessone Rlologica.... Non ai 
tratta più di trovare aOInìtà o identità nelle focili rassomiglianze de' 
suoni, ma al contrarlo di provare per mcizo di una legge inesorabilo 
di trasformazione sierica, identità e alllnitA di quello elle è diverso, 
che é diventalo diverso nel processo storico delia parola. La favola 
etimologica è ctilusa per sempre, o tutt' al più destinata a qualche 
postuma reviviscenia academiea. Bopp prima di scoprire il nuovo 
mondo della Filologia, ha scoperta la bussola, la legge della trastor- 
marioQi fonetiche B. Lignana, Dalla Grammatica comparata ili 
Bopp ( Anniììersario Bopp. Solenne ndunanxa nel Museo Naiionate 
di Napoli XVI. Maggio MDCCCLXVt, png. 9 e 10. Napoles, 1866). 
— Cfr. Ascoli , Lettoni di fonologia comparata del sanscrito, del 
gmeo e del latino, Milflo, 1870, pag. vni. 

I [ « When, in Ihe year 1860, I pnblished my book on the ' Ori- 

rof Langnage ', it was, I belleve, the oidy book clistinetly devoted 
Ihat suDject which had appeared in Bngland stnce the end of 
the last century. Since tbat time Philology has been daily galning 
ground as a study of ioflotte imporlance, aad I believe that the sti- 
mulos it has received has been mainly due to the cloquence and 
genius of Professor Max Mùller, whose first scries of Lectures was 

GblUhod in 1961 b. F. W. Farrar, Chapters on Language, i' ed., 
□dres, 1ST3, pag. ix. — u Such was the goodness ot the cause I 
had thpn lo ilefand, that, howovor imperfect tny own pleadìng, tho ver- 
dict of the public has been immediate and abnost unanimous. During 
the years that bave elapsed since the delivery of my Qrst course of lec- 
tures, the- Science of Languagc has had its full share of public reco- 
Eition. Whether wo look at the nuraber of books that bava been pub- 
bed for the advancement and elncidatìon oC our scienco, or at the 
excellent articles in the daily, vceekly, tortntghlly, monthly, and quar- 
terly roviewa , or at the frequent notices of its resulta scottered ahout 
in Works on philosophy. theology, and aocient history, we may well 
rest satisQed. The eiample set by Franco and Germany in founding 
chairs of Sanskrit and Comparative Philoloey, has been followed of 
late in nearly ali tho unìversities of Eaglaad, Ireland, and Scotland. 

We need not tear for the futuro of the Science of Langnago — The 

introducUon of Gieek into the nniversilies of Europe in the Qfteenth 
century could hardly have eaused a greater revolution than the disco- 



a Ha annos sao a grammatica comparativa e outros rtunos 
da gì ottica professados em diversas universidades do Bei- 
OO-Unido ■ . , . . Latham, Trench, Gaost, Stokes, Sttodardt 
[tic], Wedgwood, Lottner, e ntuitos outros de que se farit 
longa lista, teem-3e dedicado no Beino-tTnido com affioco 4 
mesma sciencia >. 

Abstrahìndo do leve defetto de ser allemEo o ultimo doa 
auctores allegados, e lerindo em conta a difficoldade de vn- 
rigaar qumes os trabathos que entre as nomes dos coiTpbeus da 
novissima sciencìa coUoc«m o nome de Gnert ( William Gnestt 
Charlotte Guest, a ftm»* doetùnmA citadano prefacio de ZenssT 
Bdvìn Gaest *, o anctor da Historf «/ B^lUk Skftkms'i), este 
Tol de appellidos offerace ^»eiias o incoaveaiente de «ì se poder 



OernwiiT or wogld be allowei Io (eaeh at a potaùe aetaMil, wttbori 
bariag m«o "»■»■■"* ia Itae pnudplM ot CoùamtiTe Ptuiotagr, ny 
in tbe eteMeitt e/t Baanfcril [[ Wlir abosU it be difieraat ia 



ITC, I know, H 
bebndaud in thajwthaf Genaur.... • Maa Mallo r.J 
dMcNMta OWSeiMiMOfBffvMat. LoMrM, ISTS^ pag. S-L ] 

I ■ Ia TMto teeaaatìfadìaa dea tealeB enea et latias mi a'eat Mti 
4ip«B dnqUBle aM e>t rtrane de rAHea^ne. Ia pfatloloaie cM- 
pvia alt la eriaAMa de »;*"— -g— La enti^ae hinonqftte lai doi^ 



. __ ^ — — „j» a wJir a l i mw . i« ne — 

Kranbéalane et lea TSTaflee acàeKìftfaea «* aa ^oire amt tp W e. 
) ujvMtilé aUenattda de derater oe^e. Cinwim «w GieibwaM, ««al 



BBB pelikw h^abidei élmi 



kàme ci fas^fint^ tm pln pov reattt 
» nivanili 4\>^i, btoc aea BÌlfioM li 



ea BiU>M 

wauìa « 
f m — . » 
I mi nai 1 

Mata « fc n aet, «Ut co^peua par la gi aai iai dea 

Itehlew 4redu«BliaM ■■rialle»: «aia daM )eei. .^,. ^ 

|iliniiiiij,ifi II. te jpaa ^ diafaaiÉìea de respnt ■■ti*"' pa«r eoniaaafa ' 
•a 4H ■''Mi MA Bù. )a pea a al e wr 4a «■ ^«s he« aeaa peatàna. mtt 
«*•« i«èce «Wae ea «ea «tetea. lai cneU km ricU> UfitùnU: OL 
dinil «ree t-aftìtaiB bmf ha Br «art m«« parlMs cat <ai aMT 



a l'inlifie à la aefitiaM •. E. Kcwx, <NiifierM < 
»na.»lM>. &«/ 



acompanhBr com titulos de obras modemas, a comprar pela 
PMtosopAia da Unguagem de Stoddart, e Andando no Diedonario 
da eiynoìegia de Wedgwood ', nos Synonymos do Nono Testa- 
•ttitnto ou no Glotsariù das palavras ovtr'ora itsadas «» aentidoè 
differenUs do areebispo de Dublio. 

Em lodo caso, ho o sr. Francisco Adolpho n5o presume 

DBF mais no alheio que os escriptores britannicoa no aeu, 

so^er-me-ha lembrar-lhe as palavraa de um d'elles, auctor nSo 



) [ k prìmelra edi;io é do 1S60-1862 ( Bninat, Table mitkùdiqut, 
_ 11816} ou de 1859-1867 (Ebert e Lemcke, Jahrbìich fiir romaniseha 
und mgliiche Literatvr, II, pag. 483 : IX, pag. 480 ). A seganda ( <le- 
xembro de 1871 a atirìl de 1873) foi iulgada num breve arlioo de H. 
Swect. — Principia: n Mr. Wedgwood ovidcnlly belonga lo the " old 
■ehool ■' ot PhiColof^, The two main principles ot ali systematio ety- 
molopy — 1) thal beiore compariog two words, they maat be traced 
back to tbeìr oldcst forma; and 2) that evoi? chance o[ torni muat be 
jostiBed by a reforeaco to the kDOwa laws of sound chango in tho lan- 
— gè or langusti:!}» in qucstloD — are per^atenlly ignored by him. 
method ia simply to take a word in modem EngUah, and without 
tionbHng bimaelf to aacerloiii ita prevloas history, to eet it down as 
imitative of the idea il repreeenta, aupporting bis poaiUon with parallela 
drawn at randon from the modero Teutonic or Slavonìc languages u. — 
Tennina ; « Ecfore parling from Mr. Wedgwood, we cannot out cxpreas 
onr regrct tbat he hai not token more trouble lo familiarise himaelf 
witb the leading priocìplea of phìloloRical invesligation: a few montha 
at any gooU comparative grommar tnight bave saved him From nearly 
atl the seriouB errora ho haa fallei) into, and enabled him to tum 
hia extensive rendìnR to a really prolltablo account n. [The Aeademg, 
Tol. in, Londre», 1873. pag. 218, 319). 

Qnaai ao tempo em que Wedgwood reimprimia à frante do Die- 
rionarto o san trabaUio a^bre a origom do linguagem, publicava Moi^ 
gan Kavanagh dona volumea propostos ao mosmo assumpto, Origin 
Of Lanffuage and MythJi. Coubn a està obra a boa fortuna de acnar 
A critica de hnmor para recebel-a, corno ae JulcarA pelo seguinte ox- 
eerpto: « Wheo ho teli ub that " the two Italian worda il sole ( the 
Riut ) havo in french become soleil, " wa foel ioclined to leave him 
alone, with M. PuUn'a polite remark, " je ne me aens en meaure ni 
de VOU3 approuver, ni de voua contredire; " or to imitate Sir John 
Herschel, who. when Mr. James Smith said aolemnly to him, " Sir 
John, I bave squared the cìrcle, " replied, " Then, Mr. Smith, I maat 
viah you a vniy good morning. " 

Km relacSo aoa proprios estudoa do Inglès nfio se mostra nté aqui sa- 
Uflfeita om grande exlremo a oplD)9o doa que a podcm ter no ossampto, 
01 quaes oii declaradnmento reconbecem a insullici oncia daa tentalivas 
cxialentcs, ou a dennnclam pelas multiplicadaa remissòea a urna obra 
'e que a' In^latprra é penaionaria à actividade allenian. Tal a ruteron- 
la do areebispo Tronca, ao apresentar a sua rcla^ilo de Ijomogruphoa; 
For a nearly completo list of these hi^teroilynamic worrls, eee Màtzner's 
»w(. Orammatih, voi. i. p. 187-901 ». lOn the Stttdu of Words. 14« 
ed.. Londres, 1872, pag. 389). A de Abbott, uà » «dicio de um Uvro 
«ttbmavei pablicado pela primelra vez em 18^: « Beaiilea obligaliona 
nenlioned in the First Eililion, I must ocknowledge llie greai aiisis- 

e I havo recaived from Màtzncr's EngiUche Gi-ammatik (3 vois,, 



menos versado nas lettras liivìnas que nas humanas, parta 
nesta mosma questfto, e iateresBado em eaclarecel-a, assim pot 
amor & sciencia corno por zèìo do Dome ingrlèa. Noraiei car» 
dial Wiseman. Ser-me-ba aqui necessario traslndar por ex* 
Udbo o eeu conceito aeèrca das lucubracOes de Murray, Diigal4ì 
Stewart, Weston, Crolyf a aua lastimavel conclusfio quanto all' 
estado da ethnographia linguistica em Inglaterra no fuino dtc 
1S%, no inesma anno que o ar. Àdolpbo Coelho nos d& e 
asaignalado pelo advento da obra de Cornewall Lewis ? ' 



Continua o folbeto : 

D Estas cuHsB iadica^es bastam para moatrar a profonda 
ignorancia que tem da aciencia inglesa o dosso bibliographo^ 
asaim corno a raà fé com que inventa asserciJes ridiculas pai» 
dar urna apparencìa de demonstrafSo àa suas opiDÌOea. ConTictfl 



Berlin, 19S5 ], whose enormous coUectioa of examplea deeerTas natica^ 
I am indflbted to the same anthor for some poinls illustmliog tbacc — 
naction botween Early and Eliiabolhan Eagllah». {A S/«i**»m — ■' 
Orammar; an attempi to illuslrale some of (Ae differencet « 
Eliiabethan and Modùm Engliih, nova ed., Londree, 1S72, pas- xxiUb 
A. de Walter Skeat: « The coUectìDD of examplea in Matznera Orw 
mar, ali Ihoroughly woll arraoged, Is ostonishmgly copious: the "Iw^^ 
fleM or English literatare haa been carefuUy traversed, and ao mn 
cxamples setcclcd tbat oa oae aod the samo page we frequaptljr fla 
quolations from the Towneley MysterieB, Piera the Plowman.l" 
ShakeapearB, Otway, Chaucer, and Charles Dickens ». [ The AtMdem 
voi. II, 1871, pag. 123). — Finalmenle o pareoer de H. Swoet. ascr 
vendo acérca do recente livro de Karle, The PhiMogij of the EttgliA 
Tongiie: a The attempi to famìliarise En^jlish readers with the rMOll 
of Bciaalific philoloay la alwaya an arduous one, but iis difBcaLUaa ar^ 
greatly increased vrhen, as in thia work, ìt ia based on Engtlah ItM 

— a language of wboso hlstory and atructure most Bnglisb peop 
'are entirely Ignoraat. Tt is trae that the want of grammaUcA al 

critiual knowledm ia to a cartaio cxlent — though very 

— Comp?naated by the training invoWed in the study of Oreek 
Latin, bui ihe iznorance of the oarlier slages of the language 
of the cognate dialecta is a serious bar to b thorough tre' 
of the Bubiect o. ( The Aeademy, voi. II, pag. rffij ). 

' B When we are obligod to put forward as our greatesl . 
grapher, one who, lìko Dr. Murray, blenda the rareat enidttion wl 
the most ridicnlous tbeorioa, — who with a profound k.nowledg« 
many languag'^a, maintains that ali those of Europe bave tlielr 
gin from nine abaurd monoayllablea, espressive ol diCTerent aortl 
atrokes: when a phUosopher UelJ greaùy in respect bv bis sella 
so late aa IS'JT, speaka of the affinlty between Grcek and Sanskrit 
^Hnetbing new and atraage; refera to " a Oerman publieatioa 
Francia Bopp, " and an " Essay od the Language and Pbilosopbf 4f 



dn cegueira dos que o admiram, 6 talvez por isso que se 
streme com a maior temeridade a falar de couaas de que nada 
sabe nera ptìde entender. 

« Vamos agora ver corno elle mostra que a Fran^EL n3o 
aabe mais que nós de glottica. 

« Se olhermos para a Pranza, vercmos que, em materia de 
« origeos, juràra até ha pouco successivamente pelo grego com 
« Henrique Estevam, pelo hebraico com Bochart, pelo latim com 
« Du Gange, pelo celtico com Bullet, pelo sanskrito com Chézji 
K e pelo provenni com Raynouard. Possuia era verdade um Du 
<t Uéril ; porém d'elle ninguem falava, e tanto que o seu nome 



tbe IndianB. by Ihe cetcbraled M. F. Schlegel, " as works yet unknown 

to uà eicppt EhrouKh the quotalions ot a review : nientiona Gobelin, 

Be Brosses, and Lcibailz, as tlie beat autlioritiea upoa these studiea; 

and occupiea many poges in attempting to prove that Sanskrit ia a 

Jorgon made up from Greek and Latin, and iUuatratea bis position 

from hitcìien-Laiin, and macarronic versai [Theao obsarvatìons will 

ali bo fouDd in Dngald Stewart's " Elements ot tho Phìlosophy of 

the Human Mind, " voi. iii. London, 1827, pp. 100-137 J : wben a 

learnod linguist profeBaas to prove the contormity or the Enropean 

Tvith Orientai languages, and lor that piu-Mise eonrusea together pri- 

mary aod derivative, ancienl and modem, Semilic and Indo-Europeao 

'Worda: giving auch terme from tlie Arabie as astrotabe and melan- 

choly, which it, as well aa wo, receivod from the Greeke [ See 

" A Specimen ot the Contormity ot the Enropean Languages, par- 

l'iicularly tho English, with the Orientai Langtugea. " By Stephen 

LWestoD, B. D. London, 1802]: when, in short, in tho very last 

Byear, we bave a divine, I bcliuve ot some celebrity, bringing tbla 

■ TMy study to bear upon the Moetìc history, by completely oVErlooking 

nUl ita modero resiuts, and considerìng the Teutonic, Oreek, and 

^lemitic aa torming the throe prìncipal olhnographic reisna; telling ng 

Diat " tho conatructiou ot the three great famìlies of language, tbe 

Viiental, tlic Western, and the Northorn, ìs actuallv so distinet that 

' woniler arìacs from the pcrtect adoqnacy of each to perforai 

e purpoaes of human communication [" Divino Providenca ; 

, ..0 Threo Cycles of Revelation, " by the Bev. G. Croly, LL. D. 

yndon, tfflt, e. nli. p. 301 1 : when we aee so many others amongst 

, whom it would be long to enumerate, pertinacionsly clinging to 

Q old dreama of Uebrew etymologieB, 

" Trattando lombre come cosa saldili ; " 

e cannot but feel that the r^proacli made against uà is but too well 
-junded, that wa bave neolncied to keep pace with the progress of 
I Mience upon tbe conUnent; and be ketmlv mortlfloJ wlien wa 
■*, instead ot amcnlment, anotbcr repetition of what liaa liere- 
(lUtified the charge », ( Twelve Le<:tur«g on thg eoTtnaeion 
I Scitnee and Revealeà Ridigion, 5* ed., t. I, I.ondres, 18S1, 
. 18-51. ) — Cfr. Donaldson, The Naie Craluius. 4« ed., 1808, l. i, 
~, The hùloryi and presenl siale of Philologg, pag. 51-57. 



n nSo appnrece Bera ainda na edicSo do Diccionarto dos contem- 
a poraneos de Vapereau feita em 1865. Em qua consistem poÌ9, 
« e de quando datam os trabalhos dos erudìtos franeeses neste 

■ ramo do saber? Na Grammatica historica da lingua franctis, 

> por A. Brachet, epitome publicado em 1867 T Na Grammatica 

■ indo-europea de EichhofF, que 6 do mesmo anno, ou no Paral- 
K telo das linguas, que a precedeu? Em dous ou tres livros sd- 
ii bre a theoria da accentua^flo ? ou nas Nofdes elemenlaret de 
« Emilio EggerT... — Aa Origens indo-europeat alo obra de um 
« Buisao, Adolpho Pictet, de qaera vemoa darem j& por atrn- 
« sada a Affinidade dos linguai cellicas, que o Inatituto Ihe co- 

> To&ra ha trinta nnnos, Chavée É belga, corno o é tambem 
« Augnato Scheler, auctor do Diccionario de elymologia franceta- 

■ Mazure, que pubUcou em 1863 urna obra aimilhante, quasi 
« nSo é lido. Cbevallet foi poato de parte. Ampère eatava ulti- 
« mamentc transformando ou traostornnndo a sua antidatilo di 
K lingua francesa, que, annunciada dcsde 18Q1, nSo acabava de 
« sabir do prelo. Do tfio falado Diccionario de Littré ji a parte 
« etymologica foi declarada insufficiente pelo seu contempora- 
« nflo Larouase, o fustigada até por um sr. Terzuolo, que pelo 
« Dome n5o perca, NSo teem os franceses, ou pelo mfnos nSo 
H tiaham ha um anno , urna trnduccHo sequer dos livros de 
n Fucba, Diefenbach, Mahn, Delìus. NSo a tinham ao menoB da 

« Grammatica franeesa de Matzner. A versfio da Grammatica 
M eonparada de Boop, originariamente publicsda ha mais da 
« meio seculo, levava ainda a imprimir todo o anno de 1S69 e 
N nSo sei se j& veiu <l luz. Da Grammatica das lingwis romanat 
« de Friderico Diez exiatia em Franca em 18C8 traduzida e 
« publicada apeaas a introdue^ao. E eis aqui, pouco mais ou 

N menoa, o inventario doa haveres frauceaea neste genero I j» 



M Nestes periodos do sr. Innocencio sffo tóo numerosa» as 
ignoraneias, até de simples dados que um catalogo de lin- 
guistica de Haar Steinert ou Klincksieck Ihe podia fornecer, 
que me vejo obrigado, para nSo alargar, sem convelli e ncia, 
estas observBQSee, a indicar aa principaea. 

e Em primeiro logar é absolutamente falao que os trab»' 
Ihos franceses sflbre glottica se reduzam aos que o nosso 
bibliographo meneiona. Se elle lesse o Diccionario dos conttm- 



F foraneos de Vaperesu, que cita, e que é o seu grande mestre 
para o estudo da litteratura o nciencia contemporanea dan aa- 
5OBS extrftngeirns, evitarla facilmente esse erro. A quem um 
pouco ao facto da sciencia franeeaa 6 desconhecido o noma 
do sempre chorado Eugenio Burnouf, que com o ausilio da 
grammatica comparativa decifrou pela primeira vez lesto 
do Zend-Aveata ? ' É mister andar allieado no meio do mo- 
Timento scientifico moderno para n5o conhocer esse nome. 
A primeira edi^flo da HiHoire generale des lanpuet tmitigva 
de Renan foi publicada ùm 1865, e o seu primeiro esbo^ 

I ftpresentado no concurso do premio Volney em 1847 s. 

De tJ(o obvio, entra pelos olhos qua Diccionario, em tanto 
fqne sa referia a eacriptos originaes, apenas quiz indicar oa 
l maia eepecialmente attinente» ao francfis na sua dependencia 
K das linguas classicas * e nas suaa relacOes com a historìa 



I [ Aqoi — e a pag. S do oposeulo Sibre a nwessidade da intro' 
I tfuep^o do emino da glotUca itm Foriugal; pag. xui-xrv da Zntro- 
' Vuce/to ao Diceiùnario de Pr. Doniingos Vìeira— eHquoceu-ao o ar 
Àdolpho Coelbo do dcctarar que tomou por guia a Max Mailer: 
waa Bamoat who, bv meaiiB of bla knowledge of Sanakrit and Com- 
parative Grammar, deciphered for iho Arai (ime the very words of 

the touoder of the anclout rotigion ot light His premature dgatb 

will long be moumed ». Science of Language, I'. pag. 193. 1 

* Por lin);uas claaaieaa ontendo o qne so entcnde communi mente — 
o gteao e o latim. « Man ist gewohnt daa Griechtacho und Lateinischa 
die clBSSÌBcben Sprachen za nennen ». (Cartlns, Eriltuiemngen ju 
meiTier ^riechiKhen Schulgrammalik , 2« ed., Praga, lÉf70, pag. I ). — 
Renan dw, é certo (Hirtoìre des tangues sémitiques, 1. 1, 4» od., p. 413): 
■ n cat ineiact de donner à la dénomination de classiqtte un sena 
absolu et de la reslreìndre A un ou denx idiomes, comme ai c'élait par 
un prlvilége cssentìel et ràaoltant do lour nature qn'lls Tuasent prédes- 
tin^s li faire l'éducotion de tous lea ponples d. Maa 08 que appllcom 
a outras lini^aa esae qualiflcalivo -~ ao fraocfla, por esemplo, coma 
Egger, ou ao sanakrìto, comò ElchlioiT— fazom-n-o por uma eapécìe de 
permisBào de que se reputam obrìgailos a pcdir venia: «... Tello n'est 

Sas la tacile qui uous eat dévolao dana cea lenona consacrées iV une 
tude apéciole, laouelle concerne avant lout le trani^aia, le latin, le 
grec, langues clasalquos, aaiquellea nona ne pouvons cependant liéaiter 
a'sD adjoindre une autn^, le eanaerit ». (EicbuofT, Coura libre de gram- 
maire et de philotogie comparèe. di^cours d'oui^eriure. Paria, 188*t 

. 10). — B Par celle dénomination jlanguea claaaiqaea) nous cntea- 

n-BeuIcment le gree et le latin qui soat dopuls longtempa en 
osMaaion de ce titrc , mais encore le aanakrlt, auquel ou ne peut 
mqner, selon nous. de le donner>un jonr, dans l'enaelgnement secon- 
Jre, comme il l'a déjft dans l'enBeignemeiil aupéricur », { A. de Caix 
« Saint'Aymour, La Qveslion de l'enseignement dei tangttes clasti- 
'■■\tiet dei tangues vietinles, Paris, ItìUB, pag. 11). 



dos idiomas romanieos, Ikis young branek of phìlologj/, pela 
phrase de Stengel '. Qua n5o podia estar no pensamento de 
ninguetn inculcar coma roduzindo-se àquellea 03 trabaUioa 
franceses noa diversos ramoa da sciencia das linguas, pro- 
vam-n-o os nomee de Henriq^ue Estcvam, Bocliart, Du Gange, 
BuUet, Chézy e Raj-nouard, antes oitados. Prova-o, para os 
mesmos eatudos modernoB, a aposìopese ou reticencia quo 
segue nome de Emilia Egger. E nao é a i^uem veraou aa 
NofOet elementares d'eate auctor * que se ha de imputar igno- 
rancia de taea estudos, porquanto as notas do livro, 6. sua 
parte, offerecem urna bibliographia locupletissima de publi- 
cacQes congeneree fi^itas até ]8G5. 



I a Qoand, avec le dix-neuviènie siécle, une aouvelle période a'oa- 
vrit pour la acienee comme pour Uiutes les activltès de l'esprit bum^n, 
les études qui nous occupent actuellemeot étaient dans une sitnation 
déplorable. . . . Lee qucsUons «lue comporte la philologie francaiae étaient 
regardées comme vaincs ou ridìcnles; la plupart du tempa, od Qe se lea 
posait niSme pas. Oo diasertaìt à perle de vue sur l'orione et la vsleni 
métapbysique du langage; on ne aoogeait pas A ciaminer blstorique- 
ment celui mÈme qn'oa parlati. Chez lea leltréB. avec dea nuanoea di- 
versea, régnait une sorte d'oplaion generalo : le fraacais ólail une laagoa 
admirable, seuLe digne d'ètre écrite et cultivéa, mais elle ne devait cette 
beaulé et celle polìtessa qu'à l'^e claesique ; auparavanl, c'était un lan- 
gage barbare et grosaier, aui n^vait memo pas de ròglea, et qui éttò 
sorti du mélange informe de jargona plus barbare» encore, panni le» 
quels le cellique avait certainement une place. Le latin avait ensnite 
fourni UD Iréa-grand nombre de mota, aiusi que le grec, et c'était en 
grande parile par cea beareux emprunla que le raoioge de uos pères était 
devenu une langue dìgue d'étro parlée par dea gens èclairès et cìvìIìsiÌb. 
Il pouvait eire curìeuK de fouiller dana le chaos de l'ancien fraacùs, 
mais c'était une tflche fori rebutnnte et au fond peu utile, car ce lan- 
gage grossier n'avait évidemmenl rien à nous npprendre sur le nOtre, 
et quant à en avoir une connaisaance scientiuoue, il n'y Tallait paa 
songer: il n'y avait k celle epoque aucune lai fiie; lea noma elìea 
verbes preoaient au haaarii n imporle quelles lerminaisans : lea poCtes 
abrégaient, allongeaieal, alléraient lea mote ìi leur guise pour faira leun 
vera. Tout ce qu'on pouvait fairo, c'était de pécher ^ et la dans et 
fumier quelque expressiou hcurcuse. quelque locution caractérisUqiu, 
quelquo vieux mot qui pouvait élre remia en usoge. — ToUe était l'opi- 
nion d'alors, et, oommc lea resultata de la acience se propageat ptiu 
lentement en Franca ane partout ailleufs, telle eat encore, un peu adaiuua 

Fulrdlre, l'opiniou d'uà grand nombre de litléraleura u. Gaston 
aria, Les èlades sur la langun franfaise ( Recve de Frana, 1. 1, 
Paris, lÙTI, pag. 435). — C(r. Renan, L'instruction pt^liqùt m 
France jugeé par les Altemands (QaestioTis conlempùraines, 1868, pag. 
S81-S83 ) ; — [ L i 1 1 r é , Discoìtrs pronùnce à l'Académie PranfaUett 
}our de sa reception, 1873, pag. 27-28, ] 

• Notions élémenlaires de grammaire comparie pour servir d 
l'ituile des troii langues classigues (grego, latim, francési. 6* Od.. 
Paris, 18K3. 



No poncto stricto dn queatSo a que viriti pois o nome de 
Eugenio Burnouf ' e li traduccSo do Zend-Avesiaì 

u Hoje livro do Benan conta quatro edicOes w. Junctas, 
que formam porèra as quatro edieOes? A prìmeira parte da 
obra, toda preenchida com a hìstorìa exlerna da familla de liii- 
guaa que, 6, falta de melhor nome, dizem temiticas » — n leur 
rate dana le temps et l'espace, leur géog^raphie et leur chrono- 
logie, l'ordre et le caractère dea monuments éorita qui nous les 
font connattre ». A segunda, a parte theorìca, annunciada no 
tìtulo, promettida deade 1855, a que, devendo abrncger o aya- 
tema comparado doa idiomaa svro-arabea, mais poderia im- 
portar ao romanista *, a aegunda parte, & qual precederia um 



1 Max MflUer, na Tersòo do Rig-Veda, commemora ealemncmente 
OS Bervicos de Eugenio Burnouf à pbiloloftia sanskrila. A traduccSo do 
passo rftspectivo vem a paj. xìx-ixi) da Noliee sur la vìe et Uà oumvi- 
ges de M. Max Mùllgr, anteposta por Harris ùm Nùuveiles I^eons Jwr 
la scUnce dtt langage, Paris, 1867. — Sfibre o mesoio assumpto, Renan, 
Tt^is profesaeuri au ColUge de France (Questiona cotitemporaines.lSGS, 
p. 1I&163), e Bréal, Étu& dtt sarmcrit, du letid, du pali (Recueil de 
rapporta sur (sj progrès des Uittres al dts Kienees en Prance: Progrès 
de» itudes relalives (t VÉgypte et à VOrienl. lue?, pag. 303-308). 

■ Syro-arabet fora, oo pareeer de Renan, a appellacSo mais propria 
d'estas liiiguas, para as quaos Leibniz propAs o nome de arabicas. 
Os gramuiBticos do seculo passarlo diziam-n-as orientaes, e do nies- 
tno secalo é a dflnominaf9o de linguas semiticas, imaRinada por Eicb' 
horn, ■ Mais cetta déDOmination est tout i, fait défectueuse puisqu'un 
grand nombre de oeaples qui parlaieot dei langues sémitiquos, les Ptié- 

"""■" "ile, et plus' ■-" ■""" ^•-'--' '■ — •-■-.-■- 

, _i la Genét_, __ 

peuplea donnea par le mAme document ( 



_ Sem, 1 

_.. . . . , , . langua Bémiliqlie n. iHU- 

taire generale et suntéme comparée dea langues sémiiiques, t. I, 4" ed., 
m63, pag. 2. -~ Cfr. Renan, De la part des peuples sémitigues dans 
IhUfoir^ de Ui civilisation, discours d'ouverture du cours de langues 
hàitraique, chaldaìgueel st/riaque. au Collège de France, 186^, pag. 10). 
— Ouvircmos, nltimamente, o alvllre de Muak : n .Te croie qu'on pourrait 
donner aux langnes dites sémitiquua un nero I)eaucaup plus caractéris- 
tique, en les appelant langues Irilitéres ou dissultaòiqùes : car, auisì 
haut qne nona pouvans remooter dans l'histoìre dos langues sémitjquea, 
colles-ei nous présenlont des racines de troia lettrss lidee ensemble par 
dcux voyellea et formant deux syltabes t cp. Anceasi, L' S causatif et 
le thèm» N dans les langues de Sem et de Cham, 1873, p. 71-74 J, tandis 
qne les langnes indo-européennes ont tontes des racines monosjrtlabi- 
gues a. (Cours de langues Kébralque, chaldaìque et sgriaque. avi Col- 
tége de France ;-ieson douverture, 1865. p. 10). — Veia StoJdart. Glos- 
Mlogy, 3* ed., Londre». 19Q1, pag, 11: Gamelt, Philalogieal EssaifS. 
Leipzig, 1859. pag. 85-86: Lstbaro, Opuscula. 1860. pag. 12. 



J 



volume de Eitudoa semiticoi indispensavel &. sua ìntelligencia, 
nSo tìu até hoje a luz. 

ÀBBim corno Diccioitario se nSo fé;: cargro do mencionor 



Eia, prosesuindo no confronto, o voto de RcniiQ por occasiSo da 
3* edìc5o do ùiossario de Engelinann : « Il est peu de queBliODB sur 
Icaqiietlea on se Boit plus égaré qa'en ca qn) concerne les emprmits 
do mota faits par les langues romanes à l'arabe. Lea orienUlistea et 
les romanÌB(£S aemblent miT ce sujet s'£lre donne le mot pour dérai- 
Bonner fi l'envi. Lea problémes c[ui posent sur dea spécialitéa bit 
diversea aont toujours aìDEi les demieis à Stre résolua. Uq excelleot 
livre BUT les étymoloeieB de la langue fran^aise, paru U y a quelqoeB 
jonra, livre on la doctrìne de la dérìTation est airivée au demier 
defjré do la précision, contieni cncore un article sur les mota francais 
empruntéa aux lanpieB orionlalea [ allude mani testarne nte ao capitalo 
Mols d'origine sHnitigue do Diclionnaire élymologique de Augusto 
Brachet ] , qui renferme preaquo autant d'erreura que de mota. Le livre 
de MM. Dozy et Engelmann devra ètre entre lea maina de tous les 
romaniBtcB qui ont à coeur d'£lro irróprochables, m£nie dana les dé- 
toila aécondairea de leur étude », ( Rajrport sur les tr^vaux du Con- 
seil de la Société Aiiatique pendane t'année 1869-1670, no Journal 
Asialigue. 8' eerie. t. xVl, pag. 71-73). 

D. José Amador de los Rios, Sabre los origenes y formacion dt 
las Utii/uas romattcai ( Historia critica de la literalura espaHota, 
t. IT, Madrid, 1S62, pag. 361 } julga neates termos os encontrados m- 
receres gue ainda agora divìdom os eruditoa do Uiapanba ; n Aquelloe 

3 ne debieron su educacion literarìa A loa catudìas cl&slcos, Uevados 
el profundo respcto que les ìnspiraba la antigiledad piega y romana. 
Dada ò mny poco ballar"" — ' — i--j- _- -. 



quo lograron el eonocimienlo del àrabe y del bebreo, creyeron por lo 
contrario reconocer en todas partes loa veatigios de eatoB ricoB idiomaa, 
que han merecido aer claaifleados enlre las lenguas sàbias n. — E afr 
orescenta em nota: « Una y otra manera de conaiderar los origenes io 
la lenii^a capanola prosigoe dominando entre los doctoa qne cn noestros 
dias han tralado tan importante materia. Son (iadores de cela verdad, 
entre otros discursos leidoa en las juntas pùblicas celebrndas por la 
Beai Academia do la Lcngua, los muy notables debidos é. don Fedro 
Felìpe Monlau y à don Severo Catalina del Amo. profesor el prìmero 
de latin v lenguaa roinancea en la escuela de Diplomfitica, y catedri&tieo 
el Beeundo de lengna v literatura hebrea en la Facultad do Letraa da 
la Univeraidad rentral. Soatiene aquel la t£siB de que n sólo del latin 
n naciò el romance castellano b : propónese denioatrar esto quo ■ si e] 
« diccìonario de la lengua casleliana tiene m&s de latino que do semi- 
a tico, la gram&tica de la lengua castellana tiene m&s de semitica qiw 
K de latina b. Lcyd Monlau au discurso en 27 de junio de 1859: hizolo 
Catalina en % de marzo de 1861, apareciendo en consecuencia los trs- 
bajna do uno y otro muebos aìies despuea de realizados estns nucstros 
CBtudìoa. Dan ambas obraa motivo no escaso & la meditacioo. mostrando 
en sua autores csquiaita erudicion y perspicuidad nada comnnes aun 
enlre los doctoa; pero caminando cada cual per opuesto sendero, al 
ilnatran con oportunas obaervaciones y soaticnen con alti) ingenio sns 
roBpectivas téais, jasto ea tambien reconocer que ceden & veccs m&a de 
lo quj el interés de la cìencia filològica pide, al imperio de aus predi- 
lectoB esturlioa, halagodos sin dnda por el anbcto de arrojar nueva Ini 
sobre el diflcil punto, de que tratan ». 

NSo é entre nùs menos declarado o dissìdio dns opiniòca. Conatan- 



ft obra tambcm incompleta de DcUtre, Za Zangue fra«(aite 
dans ses rapporis ante le stitiscril et avec /« autres langw» in- 



183C { Novo Diccionario e _ <. _ , 

■ A dominnG^ ^oa arabes tendo Bido ile menos durafoo em Portà- 
gal, OS portaguosea so adoptaram d'elles um certo numero de termos 

^nos alguma locugào, que nào inflaiu na canBtruc(3o grammatica! ; 

pronuncia reioitaram aa gutturaea, as aaptracòes fortes. que pre- 
Taloccram do costclliano ». Asser^ao corrente quanto fi primeira parto ; 
controversa qtiaiito & ultima. | Deliiu, FamilU romane, na trad. l-et 
Langues de l'Europe moderne de Scbleicher, pag. 219; Die», Grutn- 
maUk. t. I', 308, 360, toitos indicadoa pelo sr. A. Cueiho, A Lingua 
forluj/uesa, pag/j^. — Veia Diez, I', 371: Doxy e Enaelmann, Qlos- 
»oir«, pag. 16; wolf, Jahr^h de Ebert, t. V, 106-109; scbleicher, Zttr 
vergUicKénden Sprachengeschichte, Bonn, 1818, p. 73, 75; e ctr. Baret, 
BUloire de la Littèrature «spagnole, ?°"'' - '"■ •-" — ' — " 



e elymoloqico, pag. i 
los durafoo em Por 



D Aree, Gramatica 



_ _.. Latino Coelho o seu pensamento: a S^ duUob ob eEIeilos 

produzidos na flcxas pelo systema dos sufBxos arabigos, e sSo puucos, 
ainda que nSo de (odo impcrcoptiveis, os vestìgios que da sua conslrucgòo 
grammatica! permanecem ainda hoje iias Unguas peningnlaras, priucipol- 

' numdizor do povo, cnjne fùrmaa syntaclicas t.% vezesmais 

. .. ,.. . . ajuitam pelas srammaticas semiticas do quo palas rórmas 
theorieamento mais correctas da construccSo greco-latina. Eatre estos se- 
mitistnos da lingua portugnesa popular (a lilteraria é sempre mais ou 
menos artiticlal e privativa das geotes cultivadas e cruditas, e constitue 
eccepì ao falar commum ] um dos mais frequentea é sem duvida 
o principiar a ora^ào por um nome que figura no caso recto e todavia 
aio Ò seu agente grammatical, mas logicamente repreaenta a idea 
predominante no conìuncto de um pensamento.... Omitlimos o reterir 
outros parti cut aridades que na ìndole idiomatica do portuguès revelam 
(|(ue a manoira de dispor o penaarneoto e de o rettallar quanto ó pos- 
uvei na palavra semitica, deiiou eetampados aqui e acold' oa testimu- 
nhos de qua n^ toi da todo inerte para a nossii Hnguagem vemacula 
s diuturna inBuoncìa doa arabes durante a sua longa dominacio n. ( Elo- 
gios academicos, t. I. Lisboa. 1873. png. 6»flO. ) 

Transciovendo dos Estudos da lingua portuguesa do sr. Antonio 
Francisco Barata a opiniào citada a pag, J6, diz o sr. A. OoeLho ( A 
QtKtt/lo do enfino, conferùncia pablica feila no Catino Lisbonertte, 
pag. 52, Porto, li^ ] ; B G pena que o auctor aio noa dò oa no- 
mos d'esaea abalizados philolo^oa de Coimbra, cnja repulafào nSo ae 
extenda prò va v>>l mente alìm do Mondego, e sobretudo ijue noa aia 
revele o do signatarlo da preciosa carta que publica para oossa illus- 
tra;^: é sem duvida esse signatarlo aigiiui professor respeitado da 
Universidade ou do Lyceu. As idoos expostas na carta ocliam-se to- 
cados no livro'de um professor de medicina. Rcferindo-so este & in- 
fluencia do ambe sàbre o portu/uès. quo olita comò celtico uni tanto 
altorado, oacrevc o auctor: a Entendemos tambem que a lingua por- 
tuguesa devia rcceber tanto melltor a profuoda modificofSo arabica 
(a parto as aspiracòes, ijue conlrartavam sua doluta nativa), quanto 
o elemento aborigene [ o celtico ] cosava mais com o orientol-am- 
bico do (tue com o romano ». Moeedo Pioto, lUadicina administra- 
tiva e legiilativa, l. 1, pag, 110 ». — Da nota do sr. dr. Macodo Piato 
so legar transcripto. a'iui expurgado dos lapaoa de copia do sr. Adol- 
pho Uoelho, ae ifeixa porAm inferir que o auctor da caria ó o ar- Joa- 

r' n Alves de Sousa. professor de hebraico no Lyceu da Coimbra, e 
bem auctor da Qrammatica elemtntar UUitta, o qoal, aiperamento 



do-europétnnts ', assim se abstevp de referir (ntm eral hit loeut) il 
a HUtoire gcniraìe et syslème compare des langues sàmitiqws de 



jnlgado pelo sr. Silva Dias na traduce^ ^^ Madvig, jà no Ben n- 
CTÌptO do combato Reitposta a wm critico [ Coimbra, 1873) niosln 
haver'Se adestrado na [ledilo de Bopp, Scbleicher. Zeuss, Max HttlUr, 
CoiEsen, Zumpt, Kuliner e outros linguistsa juslameote celebrw. 

A reHexào ile Munk sdbre a abaadanciH do vocabolario arabe 
i DotiL de pag. 57 ), reQexSo que se nos depara em outroa auclores 
(Pococke, Herder, de Sacy, Calligaris, ete.)> talvez nSo sera odoao 
combinal-a com a de E^r: « On a pltisieurs Tois signalé la richesee 
de ortaioes langues en mola eynonjines pour l'expression dea idée» qui 
leur sont hmìlièreH. Par enemple, le Dictiunaaire anglo-arabe de ni- 
chordsoQ présente pour le mot tion deux cent an equivaleots «A- 
diaanls arabes. 'Panni ces éqnivalents, il est vrai i^ue plDaieun sont 
persane on turcs: Irs autrea, & t'exceptìon de troia, aced, leiOi el 
sba', ne désìgnent le lion qae mètaphonqnemeat. ( Note commuoiqné 

Snrmon savant confrère M. De Siane). Alex, de Humboldt romarqne 
ans aes TabUentx de la nature { t. I, p. 806. trad, Galusky, Pam, 
1651, in-13), combien de mots arabes et persane désìgoent les plaìnei, 
lea Bteppes et les deserta: combien de mots caBtillana d^i^ent tea 
massPB de monttunies, etc. u. ( Comptes rendus de l'Academie ótt Ih- 
eriptions et Selles-Lettres, 1870, pag. 909, Des mots qui dans la lait- 
gite gì'ecque expriment U eommandement et la supòHorité, J 

• K Lea originea du francais, examinées dans la langue aanseift^ 
b'éelairenl pas comment il a émané du latin, ou comment le latin, e(k 

Slus torte raìson lea autrea langues de U (amilie indienne, ont èmuiì 
u sanscrit, L'épìgraphe cliuieie par M. Delatre [nLa langue francitisa, 
éladìce dans aes origines, peul servir de cleC pour toutcs les langoes 
de la famille indienne i> j me parolt dictée, non par la science ét^nno- 
logiqne, mais par un patriotisme qui ne doit point prévaloìr dans lei 

aaeBtìuns do scionc« et d'bistoìre. —, . . On est en droit de dire qua e'eat 
:er à l'étude étymologique du fran^ais sa vraie nature, que de la filtra 
dépendre dee éléments aanscrits. Dona ootre èlymologie, il s'agit non 
pas de savoir comment un de nos mots provient d'un radicai sanscrit, 
il n'y a, il ne peni v avoir aucune règie pour cela, mais comment un da 
nos mots provieni du latin; pour eeia U y a des règlea que les ^Ijmto- 
logistps ont treuvées et qu'on n'a plus qui perfeclionner et a élendre. 
C'eat Ik ce qui est instructif et curieus comme bistoire et thdorìs du 

langs^ — En un mot. ce qui interesse dans l'étude philolo^irae da 

Irancaia, c'est, com p arati vement, d'examiner rìmmenso paralléUsme 
dea langues roraanes: c'est. organiquement, de coneidérer le procède 
par lequel les éléments da mot latia se modifìent pour donner les éU- 
monts du mot frangais; c'est, logìquement, de reohercher par quel tra- 
vail les signiiications latioes sont devennea les signiScations franfaìMS. 
Ces prémisses ainsi posées, il est clair que la recbercbe des dlémenta 
aanscrits est sur un autre pian et sert snrtout à taire apprécier l'airti- 

Sailé dea radicaux, leur Gens primitif. el la sèrie souveut si singnlUra 
OS sens dérivéa u. E. L ì t Ir é , Histoire de la langue fi-anftkte, 
t. I', 1863, pag. 83, 85. 88. — n En principe, c'est le latin qui sera 1« 
limile de nos recbercties : nous ne poursuivrous paa plus loin notn 
travati. En elTet la t&cbe de la philologio romane est accomplie qatuid 
elle est nrrìvée à rejoindre au latin les langues qu'elle étuiue; creati 
la grammaire comparée dea langues indo-europècnnes à reprendn la 
chalne au point où le romauiatela lui (end et & la continuer pour «ni 
compie. —De mème nous ne cbercberons pas à détermìner quellea soat 
ìea causes phyBiologiqucs et psycbologiques des lois que noiu otMei^ 



Renan. Com maior fundamento pediria mengSo o volume in- 
titulado De l'origine d« langage, do mesmo auctor '. Viriam 



verona; c'est A Ir selenee generale du laneage A prolìter des riaonées qae 
Ini Hura Tournies l't-tudu speciale d'une languo pour un tirar lìes con' 
cliisions uni dépasBenl cetto eluda memo». Gastoii Paris, 
Gramriuiiris hisforiuud de la tangue /Vanfrìito, cours professe A la Sor- 
bonne nu GersOn, leeon dounerture, ISUtì, pag- 94-25. — Utr. Les éta- 
dea de la lanffue franfaUe do mesmo auctor (itetrue de Franre, voi. t, 
I87i, pag. &9D); Brigai, Les progrès de la arammaire eomparée 
(Mémoires de la Société de LinguistigM de ParU, t. I, 1M6S-1870, 
p^. H8-891; Curtius, Orundiùffe der griechitchen Etimologie, é^ 
ed., Leipzig, 186<J, pog. 31. 

< [ Quo D sr. Adolpbo Coelho lucraria em o estndar mais e cm o 
citar monoii. dÌ7-m'o a explicH^ào ()uq da (ihrase Entrar um carnaio 
pelo fundo de vmn agulha dà o Diceìonario de Fr. Doiningos Viuira. 
Constancio rofere, siin. a essa locQ^So proverbiai — tao culmi meati; 
iDlerpretada pela eritica moderoa corno a tradieSo do esterquiliiiio do 
Job (Calien, Ij/ab, lo\. 7; Le Ilìr, Liere de Job, pog. 353) — o sontido 
de " entrar nma corda on Calabre, e aào o animai t; mas nSo i^ prò- 
vavel que o sr. Adolpbo Coelho entenda escudar-ae com a opiniSo de 
Dm homem que Da etymolc^a de cadafaUo n disparata oomieamento 
segnilo o seu coBtnme s; que n pareco nSo ter sabido latim ■ {Orande 
JHteionario, art. Cdeo : o latim do que ahi se faz pra^a è copiado de 
Die;(), e que em aumma « deriva IneptamAnteo do iaglèa n nomurcu- 
tifai, nome lusitano, pnculiar nosso, um dos qua oa portugui^aes lem 
tewi natiuos, que nrtìf tomaraS de outi-as gentcs, on nada sabìa d'iato 
Duarte Nuneslia pcrto de Ires seculoa. 

Falcmoa do (iroverbio evangelico. Renan dìzla em 1849; a Que 
_ . se pronon^t i en Orient où tot introduite la vocaliaatloQ syHa- 
' que de Tliéophilo d'Edesse, c'est ce qui est mis absolument hors de 
' donle par le choix inème qu'il a lait de l'i pour représenter le son i. 
— ... Du reste, on ne' peut gnére donter quo la prononclation ioto- 
eìaie ne fùt dés une haute antiquité la prononclation du neupte en 
Orient, quand on voit les nombreuses trncea qu'cn offre la vorsion 
des SBptanta, et ettrtont les écrivains du NouTeau-Testamont. Kri^.)ac = 
KduiJcf (Matth., 19, 21. = Lnc., 18, SS),...» Ao que ajuncta eoi 
noia : « D'oO le jeu de mots du cfible et du cbameau qui passo par 
le tron d'une niguille. Le sena de chamcau est prérérable, car le pro- 
Tcrlie «e relrouve ainsì dans le Talmud », ( Éclaiivissementii tirés des 
UtTtgues témitigues svr quelgues pointa de la prononciation grcegue, 
[. 14, 16). — E mais expllcitamnnte depaia uà Vie de Jesus (IO* ed., 
3, pag. 175; IV. 1373, pug. 183); « Ce Ite locution proverbiale se 
rctrouve dana le Talmud ( Bab,, lierahoth, 5Ò b. Babà metsia. 88 6) 
et dans le Coran (Sur. vii, 38). Orìgine et les intsrprdtes greca, 
igDorant le proverbe sémitique, ont cru à tort qu'il s'agisuit d'un 
dble (>£iiiìa?)». — A phrasa do Talmud acho-a tambom lembtads 
em outro locar : n Quolques interprèieEi pensent que ce prnverbe a été 
altère par la sabstìlution d'un s à un t dana lorthographe du mot 
Iiébrcu que la Vulgalji traduit par chameau, et qu'il faudnill traduire 
par cAble, en admettant lenr rectlfication. Maia ila se trompent; et 
ce qui le prouve, e'i-^l cet autre provorbe familier aux ancìena Juifs, 
-" rapporlé dans le Talmud: Serais-tu camme ceux de Pumbédél/i, 
qui font passer un éUpImnt par le trou d'une aiguille I { Quilard, 
' oietio'nKxaire des proverbee et dea lo'Mtio'M prvterinales de la langite 
frantaise. Paria, 1812, pag. 190). — Lido na versilo de Kasimiraki 



948 



depois as traduc^Oes do Litro de Job e do Cantico dot canlicot; e 
d'aquelte ao /joi de Cahen ', e ao Job, drama em etneo aetos, COM 
prologo e epilogo, pelo propheCa hains ', fora breve a distancia. 

« S6 quem Dio coohece 03 trabalhos de Sanie;, StanUlms 
Julien, Adolplio Regnier, Baudi^, Bréal, etc., poderi suppor 
qae a Franca n&o tenba acompanliado a Allemanha no B6ii 
moTtmeuto linguistico u. 

IndÌTÌduarei e distingulrei. 

Cmonart de Saulcv. Inclino-me. Escreveu livros de nu- 
mismatica, do archeologia, de cbroDologia, de viagens. Um re- 
latorio (le seu punho enumera os servicos que Ilio deve a 
nova Bciencia da assyriohgia '. Em 1815 publicou trinta e tres 



[ Les Livres laeris de rOi-Unl, Paris, 1853, pag. 567), o passo do Aleo- 
rio leza: a Cerbaa, ceox (lui oat traiti nos eDseign«ments de men- 
songes et qui les ool dédoìgnés, l?s part^a da ciel db s'oavriroat point 

tour eni; ila D'entreront an paradis qua quand un cliameau pasaera pat 
ì Irou d'une aignille. C'est ainsi quo nous récompenBerons Ids cri- 
duddIb b. — Bossuet, que eutre os iuterpretes da Bibita tem um dot 
logares nào laenos preeminentcs, verte e commenta d'eate modo o l«sto 
de S. Mattheus: H est plus aisé à un chameau de passer par Tow- 
verture d'UTU aiguille gu'il ne l'est à ti» riche d'entrer dansle royem- 
me des cieux. Ne vous élonuez pos de ceU« facon de parler, qui 
nous parolt extraordinaire. Cétoit un proverbe panni les Hdbreiix. 
par lequel ils exprimoient ordiuairement les chosea qit'ila cro^irioiit 
unpoBsiblcs: comme qui diroìt parmì nous: Plutùt le ciel tombemtt; 
on qaelque antro semblabe eipresslon ». ( H. Walloo, Lei SaulU 
Éoangiles, traduction tirée de Bosmet, avec des réflexion* priMt dw 
fnéme auteur, t. I, 1S63, pap. 1£.) 

Pois é quando assim conjuoctam o Bvangellio e Alcorio; mando 
Bossuet e Renan — a orthodoiia cathobca e a exei^eae racionauota — 
estào de accordo, é entào que o sr. Adolpho Coelho, Sem advertir nft 
exisl«ncia de livros qne andam nas màos de loda a gente, vem truer i 
lexicologla porluguesa o adminiculo do seguinte arttgo do Grande Die- 
cionario:~ ii2,] Cahelo. Termo do nautica. Um Calabre RTosao.nS 
neste senlido qu? a palavra é empregada na locu(3o do Novo Testa- 
mento : n entrar um camelo pelo fando de urna aoulha «. — Basta qu 
um philologo d altura da scicncia tem, em IsTl. o raro inerito de 
nada adeanlor a Conslancio e de Qcar inferior a Quìtnrd, do qnal nam 
ao menoa ae póde dizur que 6 auutor allemSol ] 



* /o&t drame en cing actes, at 
phite Iiam, retroucé. rétabli dans * 
tur te texle hébreu par Pierre Lerowe. .ruria, looo. 

• Exposé historique du dichiffì-ement des icrituros cvniifaniiM. 
No Recu4il de ravpm-ts sur les progrès dea lettres et de sciencet » 
France; ProgrÈs <Us études reUitices à VÈgypte et ù VOriénl, Palili 
1807, pag. tó-86. 



ineia folhas da Analyst grammaticale dn texte dimolique du 
crei de Rosette. Para mais ampia iaforma^&o, vide, si lihet, os 
I dados » de um catalogo de linguistica de Haar & Steinert. 
EsTANisL.vu JuLiEN. Auctor do livro de dialogo» intitulado 
Ji-tck'ang-k'eowt'fou-hoa. Max MUUer dil-o o primeiro sinologo 
da Europa. Kequeiro ao sr. Adolpho Coelho logar na sua lista 
para o nome de outro lettr&do chìnés, Guilberme Pauthier, 
traductor do Ta-Sio, do Tdo-U-£Ìng, do Tdo... J'e* paste ti 
des meiilevrs. 

AuoLPHo Regmbr. N9io acabo de decidir qual das suas obras 
Ihe daria raais pertinente accesso era urna relasfio quasi privatiTB 
de livToa de pliilologia romanica. Traile de la formaiion dea 
tMU dans la langite grecqite'i A memoria Sur l'kisloire des la*- 
» germaniguest volume de Éiudes sur l'idiome des Védas et 
Ut origiìies de la langue satiscritet Os tres de Éivdes sur la 
frammaire védigue; Pr&litikhya du Rig-Vida"^ 

l-'aiDERico Baudhy. Publicou em 1852: Risumé élémenlaire 
it la tkéorie dei fonnes grammalicates du sanscrit. Fez imprìmir 
nulsa urna Qotìcia estampoda na Reoue arckiotogigue em 1864: 
33e la Science da langage et de tori état aetuel. volume primeiro, 
- ""■■ "gora unico, da Grammaire comparée des languet clas- 
HS*es, comprehendendo a tlieoria elementar da forma^fio das 
«Javras era sanskrito, em grcgo e em latim, 6 de 18(58. Pro- 
iiette esplicar num prefacio que sahir& com a secgao tìnal da 
bbra a parte que teve na traduc^^o da Orammaire comparée des 
ianguet iado-europiemes. 

MiflOEL Bréal. Aqui, por menos dispostos que estejamoa 
adjuirar, maraviltiemo'-noa de que o ar. Adolpbo Coelho, 
kcbaado cxplicitamente indicada no Diccionarìo a traduc^ilo da 
grande obra <le Bopp, pretenda monopolizar tambem o conlieci- 
mento do nome do traductor I A demnis de uma tbese latina 
publicada em 1863, e d'aquelle vasto labor de interprctacilo, 
lia a propria AllemanLa reconbeceu pela voz do seu emi- 
ttente philologo Adalberto Kuhn, Bréal so poderia dar a rol 
res oragOes inauguraes do curso de grammatica comparada 
rofeasado no Collegio de Fran<^& ' : De la méthode comparativi 



1 [ Accede em 1973 : Quelle place doit Unir In grammaire < 
parie dan» l'enieigttmttnt elastine. 8> ds U pag. ] 



appliguie à l'itude des langws (8' de 23 pag., 18&1) ; De la forme 
et de la fonction des moti ( 22 pag., 1866 ) ; Lei Idéet latente! d* 
langage (31 pag., 1868). 

Quem agora, seguindo o Diccionario bib/iopraphico, passa 
das obras originaes àa traducsOes, vfi quamraanho numero de 
ftuctores prìncipaes fallecem & lingua em cujo louvor Filinto 
Elysio, apostado iaimigo da gal liei-paria, qua nito d'ella, con- 
fessava 



O Compendiwn de Schleicher, entra outros, summario das 
doutrinas de um dos mais emineates representantes da aoTa 
sciencia, o grande livro aj-nthetico que a Italia naturalizou ji 
no aeu idioma, aio foi aìndu traaladado para francés. NSo 
foram tampoueo os Priitcipios de elymolùgia grega de Curtius ', 
08 seus Comtneittarios d Grammatica ' ou ao menoa a Orammatiea 
esckolar grega ', livro, diz Pezzi , n in cui i risultati più certi 



■ [A t«rceira edicào é de 1869. A quarta, reccm-publicoda, tem por 

titulo : Orundnige der griechischen Etijmoloffie. Von Georg Curliiu. 
Vierte durch VergUichungen aits den Xeitischen Sprachen Don Ernst 
Windisch eiiceiterle Auflage. Leipzig, ItJTS. ] 

» ErlSutervngen lu meiner griechisehen Schuigmmmalik, * ed., 
Pra^a, ltì70. Ha d'eate livro duas veraòaa ìtoliaDas — niustraiùmi IU«- 
logico-eomparatipe alla Grammatica greca del dolt. Giorgio Curtiiu^ 
tradotte dà; tedesco per cura dèi dolt. Faueto- Gherardo Pumt 

Icom um largo proemio do traJuctor, pag. iv-ci, e appea(lic«i, pBg. 
49-254), 8» gr. Napolea, 1863; e Commiato alla Grammatica grtea 
di Giorgio Curliua, recato in italiano da Giuseppe Mùller, Turia, ISÌB6, 
XI.-1S pag. de a*, compre head endo as primeiras utna prefacSo do tn- 
ductor. — Ao annunciar a trasladacSo ingleaa do Evelyn Abbott {BIi*- 
cidations of the Student's Greek Gramtnar, by Prof. Curtius, Londre!, 
1971) ), QBCreve Max Miiller : u Profasaor Georg Curtius haa dona moM 
tban an; living scbolar lor utilising the reauits of comparative pili* 
lology io the interest of clasaìcal studies, and he hna made the Uid* 
versity ot Leipzig tlie very centre of philological lite in Gerniany. Hi« 
sehool marks, io fact, a decìd^d advance beyond Bopp. Instéad ol 
merely coUecUnp the coincidencea, real or apparent, ia tbo grammi- 
tical structuro of cognate kagUBaes, such as Snnskrit, Zend, ArDienioa, 
Greek, Latin, Gothic, Iriah, and Palara- Slavo ilio, he lios drawn putt- 
cular attenlion lo the importance ot atudying each individuai langnan 
by tha ligbt darived from a comparative study of the whole faffiib 
01 apcech to which it belonga..., u ( The Academg, II, 1871, pag. lU.) 




delle nuove inveBtigaxioni linguistiche sono introdotti con mi- 
rabile sapienza didattica, e che sarà tra poco il testo esclu- 
sivo per lo studio della lingua grecft a '. 

A promettida versSo da Grammatica de Diez njU> chegou a 
tir a lume '. J6 em 1863, ao publicar a Introduca d'essa obra 



I « n s'est forme à Paria une société d'enconragetncnt pour lea 
études grecquea aui rcnfermc daiiB son soin toni ce quc la Fraoce 

E te li'amis éclairi^s de la scienco dlevée. Pourquoì cette société, 
cu de suivro de vieux et Bt^rileB erremenis, en instiluant des 
prix qui certes ne créeront polnt de savant, ni D'inspircront les vrajes 
et sBÌnes méchodes, pourquoi n'a-t-elle paa aìmplenient crèé une bouree 
d'AUemagne qui lui pcrmlt d'euvoyer toua les nna un BAr^gé de gram- 

— -'te, ponrvu du certilicBl d'aptitude à renBeigoement de l'allemand 
_ _n dea sémiuBireB de Leìpiiig ou de GOttingea, de Bonn ou de 
Berlin, ou il travaillBrait sous la direction personnelle de» RitSChl et 
dea Haupt, des Curtiua et dea ^auppe, dea Jahn et dea Beraavs. c'est- 
&-dÌre dea premiers hellénistes vivants? Oa ai elle croit plus A la 
puissaace dea Iìttcs qu'à celle de l'enseignement, que n*a-t-elle fait 
traduire un de ees ouvrages qui soat des jalons de la conquèle sciea- 
tifique, tela que la Gratnmaire grecgue de U, Curtiua?» Karl 
Hillebrand, De la Réforme Se l'erueigtiement supérievr, Paris 
(Bordeus), liSS. pan- 181-182. — Cfr. E. Egger, L'Hellénistne en 
Prance, IsfOns sur Vinfluenee des études greequea darts U déTieloppement 
de la langue et de la littérnture frangaises, t. II, Paris, l*M, pag. 
462-455; A. Bailly, Grammaire grecqve èlèmtntaire, ViiU, Préface. 

. — "In meno di 16 anni la Graimnalica Greca di Curtiua si è pro- 

, pacata iti quasi lutto il mondo civile ed à in procinto di divenire il 

testo cacluaivo per lo aludio del Oroco. Dal 1B52 Ano al 1868 aonosi 

Sbblicate di essa 8 edizioni in tedesco del numero complcBSivo di 
OOU esemplari; vi hanno versioni {alcune delle quali hanno già 
avuto più d'nnH cdirione) o riduzioni in 9 lingue n. Fumi, In- 
torno agli studii linguistiti, .■qtecialmenle greci e eomparatitii ( HIiu- 
iraiioni filologico-comparatine, Napoles, 1868, pa^. xii}. — o Ve ne 
hanno quattro versioni italiane ( l'ultima delle quab fatla dal cbiarissl- 
mo professor Ci. MUller, edita da E. Loescher), uu' edizione inglese, 
due americane, una ungherese, una boema, una norvcgia, una svedese, 
una olandese, una neo-ellenica oltre due riduzioni libere ». D. Pezzi, 
Inlrodujione allo sludio della sdenta del linguaggio, Turin, 1869, 

;)BR. 76. — Cfr. G i a m b e 1 1 i , Delio sludio comparato della lingua 
taUana, latina e greca ( Due Lettere jUolo^iche, Xuiin, ISTI, pag. Zi); 
Bonazzi, L'Insegnamento del greco in Italia e la Grammatica 
di a. Curtius, Napoles, lti69; [o G. Oliva, La deei7nit ediiione 
della Grammatica Greca di Giorgio Curtius, na Rinista di filologio 
« d-istrutione classica, t. II. Turin, 1873-1874, pag. 330-353, ] 

■ [ Tradnzìdos por Angusto Brachet e Gaston Paris, publicaram-se 

' finalmente dous faseiculos, um em abril de 1873, outro, integrante 

do primeiro l^mo, em fevereiro de 1874 A traducete do fasciculo sub- 

■equente, noticia a Romania, està a cargo de G. Paris e Morel-Fatio. 

— Em 1609 o editor annunciava na Collection philologiguc : « Ce 
D'est pas une simple iradnction de la 3° édition aUemande en cours 
d'impression de cette grammaire ai connue que none voulans donner; 
U revision des lextes (trangi^rs est contlée fi des philologuos dislin- 
gnés qui ont bion voulu dous promettre lear concours. C'est siasi 
que jusqu'à prèsent MM. Gaalon Parìa et Brachel se sont chargéa de 



idamental ', manifestava Gaston Paria o desejo, nSo satisfeito 
até agora, de ver traduiido o livro de Fueha: « Cet ouvrage 
d'un philologue cnleTÓ trop tOt à la science [les Languet ro~ 
manes dans leur rapporl ante le latin, Halle, 1849) est plein de 
recherchea curieuses élégamment expoaées. I! móritait à tous 
les titrea d'fitre traduit en frangais a. Ahi mesmo advertia, ea- 
peoializando os meios de obaervacSo que a seiencia etimologica 
tem hoje ao sea alcaace: « C'est en effet gràce à la compa- 
raison, a l'histoire et à la phonologie, que non-seulemeilt la 



._ _._ leitea frangais, M. P. Mejer de colle dea teitea pro- 

ven^aux, et M. Mussafla de nelle dea textes ilaliena el valaquea; les 
teitee ''spagnola, portURaìs et romaoclies aeront ausai l'objet d'aoe 
réviaioD apeeiale. De plus, nous donnerons en notes la traUuction des 
passaffes aes deuK pretniéres édìtions supprimés par M. Dìez daas la 
demìére éditioD et dea citalions complètes de son dlctionnaire élymo- 
logique: de celle inamère on aura daas celle-cl tonte la peuflée dn 
maitre a. — Alterado o primitivo deBenbo, declara o editor na ad- 
vertencia liminar da prosente versào: « Cet ouvrage, véritablement 
claaaique et iDdispenaable à tona ceux qui e'occupont de philologie ro- 
mane et de linguistique generale, était impatiemmeut atteadu da pu- 
blic francala.... Le second volume aera publiè, sans faute, an mois de 
juillet 1874, la troiaiémo et dernier au mois de juillet \€ia. . . . Ces troia 
votames contiendront exclusivetnent la traduction exacte du t«xte ori- 
ginai. Un volume camplémentaiie, pour lequel M- Gaston Parìa a'est 
asauré la collaboratlon dea romanisles les plus autoriaés, et qui san 

Sublié immédiat-^mcnt après le trosiéme, comprendra: 1° Une iotro- 
uctlou éleiidue sur t'histoire des laugues rouianes et da la philo- 
lofpe romane: 2" des additions pt correntiona imporluntes aux trois vo- 
lam<:s précéileuts: 3° una tablc analytiquu tres-Iéiaillée des qaatf« 
volumea».] 

1 "... ce livre admirable qui est notre blble, la Grammaxr^ lUi 
langues romanes. Le premier volume parut en lt<;i6, l'année raème 
de La mort de Raynouard; lea deni autrea suivirent do près; ail boat 
de viDgt aoa ( 1^ ), la seconde oditìon commen^ £ paraltre, et le 
preminr volume de la troisiéme a paru l'année derniére. Le beatia 
de tea éditions successives mentre l'activité qni, depuia trnnte ana, 
régno dana ces étudea: je ne saia toutefois si c'eat dans lea paya où •• 

Carlent les laoguea romanea que les édlteura de M. Diez aurunt venda 
; plus d'exemplaires n. Gaston Paris, Les éludes sur la lam- 
gue franfaise ( Renue de France, I, 1871, pag.SSO). — n Les deux prin- 

CÌpaux ouvrages da philologue allemand no aont pas, il est vr^ 

realéa inapercua en France. Un lioinme d'nne science reconnue et pina 
compétent, peut-ètro, en csa matières qu'aucun autre dea aca compa- 
triotes, M, Littré, a mis en lumière les grandos ci Solidea qaaliUi 
qui les distìnguent. ... Néanmoins, en jugeant d'après ce qui, dana 
ces derniérea annéea, a été jeté dans la grande circulalion par des àói^ 
teurs rran^aia en fait de travaux lexicograptiiquos. nona avons liea 
de croire quo Diez et eon aystéme ne sont pas encore naturaliséa en 
France. ny jonrsaent paa encore. dans le monde erudii, de lout» la 
conaidéralion qu'ila mèritent el qui, bitona-nous de le dire, leur a 
été Tranchement accordée par lea pbitoiogues bel|iea: les Grsndgagnage, 
lea Bormans, los Gacliet, les ChavÉe, et autrea». A.. ScSeler, 



BCience étymologique, mais la linguistique tout entière, doit le 
progréa qu'elle aceomplit chaque jour. De ces troia guides, 
l'uD des plus sQrs et le moins connu cncore, en France du 
motns, est la phonologie ». {Préface, pag, vii). E comtudo 
poder-sc-hift responder qua a phonologia do francés, a his- 
toria da u deformacto ou desorganiza^ao » do latim sur le ter- 
ritoire gaulois itn de^à de la Zoire^ historìa em ciijo estudo ae 
havia de desvelar depois o illustre romanista belga que aasim 
a define ' , estava desde 1845 tractada nesaa lingua — por 
um allemfio, 6 certo, o doutor Carlo!< Zange, e numa publica- 
5fio nlleman ', mas emfim tractada '. 



Dielìonnaire d'étifmoloniv f^anraise d'aprica les resultati àe la science 
moderne, Bruxi^llas, 1H62, pas. ni.— [ a La philologie romane n'a pas 
à 6tre tondée en Franee, où, à c6lé du erand aotn rie M. Littré, on peut 
cìler les noms de roaltres tela que MM. Guessard, Gaslon Paria, Paul 
Meyer. Mais elle n'eat pas encore sortic d'un ccrrle d'ìniti^a: le 
nombre de ses diaciples est enoore restreint n. H. Gaidoz. M. Fri- 
dériu Diti et la éludes romanes (Recuepolitigue et littéraire. III. Parla, 
1873, pag. 70 ).— « Strano a dirsi) Il Littré moetra di conoscerò ed ap- 
prezzare altamente VEti/m. WA-t, del Diaz; ma non cita mai la Rom. 
Gratnm. Clis l'abbia inorata? Pare che si, quando si coneirleri che 
il Littré àk p=r proprie certe teoriche già trovate prima del Dier, 
'■'-, per eaampio Hist, de la lana, frani.. Il', 118, e Som. Gr. IV, 
I, nolan. Canello, X£ Prof. Federigo IHex e la plologia ro- 
ma, nel nostro secolo, Fiorenza, IB72, pag. ti6. ] 



• Jahresberieht uber das Furstl. Schioarjb. Gymnanum xu Son- 
dershausen, paR. 3-25, Exposition dei lois fui goueern^nt la per- 
tntUatitm des lettres, dans le passage des mots latina aux mais 
ft-aneait. d'aprés le (sic) Grammatik Aer romanischen Sprachen con 
Friedrich Dxes. Sooderahauaen, 1845. 



« tSe . 



I taluno poco bnnlcnamente ootA, che la 



terza edizione tlella jtom. Ommmatik del Diez non mostra di ( 

noscere tutti i più recenti trovati della scienza, noi non iscuseremo 

l'autore colla sua grave età, ma trarremo invece di qui nuovo ar- 

Ìiomerilo di lode per il Rran maestro, che in una scienza fatta da 
ni. infon leva tanta vitaiilÀ. da non pntitr più abbracciarla tutta 
quanta dopo non luni^a carriera. La Rom. Gram. del Diex é però 
« resterà sempre per la glattologia neo-latin-i, quello ch'tì la Oram. 
eomparala del Bopp per la glottoloitia izonerale. quella del Grìmm 
per le lini^e tedesche, quella dal Hiklosicli per Rlj idiome alavi: vale 
■ dire: il più perfetto rappreaentante della a--"'"- ' '"""" ■ "" 
ottimo iatrailamcnto alla glottologìa generale -. 

Federù/o Diei e la fiiologia roman-ta nel nostr. . ,...__._. 

pag. T3. — Ctr. Ascoli, Archimo glottologico tt/tliano, t. I, Mitao, 1873, 

n. il: e vej, ììslixu, Jahrbuch fW romanische und englische Littratur, 
, Berlin, 1359, p«3. 350-3U8. t. IX./T^ipziR, \mi, pas. 91-lOtt, "~" 

leDgel.,77u' Acidemjf, voi. II, Lonfrea, 1«71, pag. £9-861. ] 



) inoltre 



Se ftos noiui^s lembr&dos ajuQctarmos os de Leo Meyer, 
Coraaen, Fick, Schucimrdt, Brambach, SchweÌKer-Sidler. Benfey, 
Neue, Ritschl, Ebal, Bucheler ', Holtze... 

NSo pretendo, porèra, nomiar todos os liaguistaa de A.lèm 
-Rheno que osperam a hora da sua vulftariza^So em Franca, e 
de melhor grado aqui me proporla apreseotar, para estimulo 
e esemplo de trabalhos analogoa, o elencbo daa obraa origi- 
naes com que a pliilologia Francesa partìcular e comparada, 
era especial a primeira, se enriquece. 

Mas tal rela^iio, coocedido que eu a podease fazer, e tran 
vezes maia completa que a de Pelliasier no livro Za Zanfite 
(ran^aisf, tableau hislorique de sa formatìm et de ses progrès ', 
uma relacilo que, entro tantas obras ahi eaqueddaa, incluiaae a 
Diclioniaire des lermes mu en vogKe par la Revolution d-i Buée ■ , 



■ n Lea mota — cscreve Francia Wey em nota à palavra démar- 
qttisei' — sont. en quelque sorte, la formule alaélirique dea idées d'une 
epoque. Il est curieux d'enumerar la quDotìlé de vocables qua l'on 
cùmpoHa (ians ces iours de démolition, do dénastation, ile destruction, 
à l'aMc de la partlcule de, i^ni joua a peu pròs partout le memo rdle 
quo <1bdb cea troia mota. Rieu ne prouve ir — 



X fabsence de toote do- 



s mots marque, plua sUrement qua toute autre chose, la 
lenilaace generali dea esprits et la p ré occupati ou babituelle dea éori- 
vains «. ( lUmarqueis sur la langue frangaise att dix-neutsième siMt, 
t. 1. Paria, ISló, pa^. 178). — E acArca da palavra déméìmgement, pto- 

Sosta por Mercier em logar do aubetanlivo ntort: « Curieux monument 
D déiame philosopMqu? et Bootlmeuta! ds 94. Voici ce qua propose gn- 
Tement Mercier : n . . . Gomme ce mot iftnolile, mori, n'a pninl de sena, at 
« qu'il est à effacar du vocabtUaira de l'adorateur de l'Ètre suprème, ie 
H Toudrais qu'on y aubstitu&t le terme Constant, heureux et Hmplt « 
■ dAhènasembst d. — Entre oa volumes qua formarSo o aanuneUdo 
Cwso hiitorico de lingua francesa, um promette Marly-Laveanx oom 
o tilulo Lanpage de la Revolution. No ira);mento que, sob a robrioa 
La Coneeniion et la grammaire, vem naa auaa obraa. allude Nodier a» 
relalorìo de Barrère Sur la nécessilé de rénolulionner la langtte. « L'o- 
rateur se plaint d'fitre né dans un pays où l'on ne pouvoit se paasei' 
d'un cartairt ranftge pour Atre re^u en tionno compagnie. Il désire de 
le yoir disparollre at>ec les bochets d'une cour perverse; et il éloit 
dìfnciie, à la vérité, que ca ranuige Boutlut long-iempa la concurreaM 
dea harlemants épouraatahlea qui retenlissoient nlors dana nos assen- 
bléea publiques. Par bonheur, c'an étoiC fait, et Vorgueil mème tu» ' 



^9 Discotirs sur Ut zices du langage judieiaire de Berriat Saint 
I ', Tritar det origines e a Archeologie francaise de Pou- 
Bgens ', Lexique compare dt la langut d« Molière de Génin ', 
mwi Recherehes sur la formalio» d» langage poliligne en France 



sonore n'eaistoit plus. Il éloit réservé au citoyen Barrère 
e proscrire ratistócralle de la prononeiatioD ■. {Souoenirs 
de la Réootution et de l'Empire, ed. de 19G0, L I, pao. 151). — auctor 
do Rapport tur la tUcesHté Sanéantir les paloU, GréRoire, cura e de- 
pois biBpo de Blois, altimanieDte coQde e seoador ISibliothèque ro- 
mane, fase. 1, Toulanse, 1863, pag. a) è neste livrojulgado porvenlura 
eoin eicoBflìva severidoda. A attenoanta das opinìoes de Nodier póde 
[ Ter-so na llistoire tittéraire de la Convention Ifatiattale de UaroQ, 
L Oa no livro mais recente de Despois, Le Vandalisme rétrolutionnaire; 
hLfimdations tittéraires, scientifigues et artistiques de la Cont^entìan. 

I Cfr. Borges Carneiro, Grammatica, Lisboa, 1830, pag. 33-S7 ; 
t JoSo Pedro Ribeiro, ReflexSes vhitologioas, a' 4, Coimbra, 1935 : A. 
Ef ereira de FiguoiraJo, Sreoe aiceionario da latittidad^ pura e im- 
■jiura. Lisboa, 1760, pag. 38, nota. 

» Arehiologie franraìse, ou Voeabulaire de mots ancicns tombéx 
t an dfsttitìtde, et propres a tire restituii au langage moderne, 3 voi.. 
I Paris, 18-21-1835. 

■ [Scheler, o insigne etymoloKiata belKa, leni no prcto o aeu J^ni- 
.-1 de Froisiart. Da oollecjao doa Grandi écrivaiits de la Franee 
eita d^baixo da direc(;ào de ReRnier, estào publicados : Lcxiqae de la 
ìangue de Madame de Séoìgné, por EJJuardo iìommer, 2 voi-, 1866 ; 
■'— ' — 1 de la tangue de Oorneilù, por Marty-Laveaux, 3 voi., 1868; 
L.4e la tangue de Malherbe, pur Alolpho He(^iler, lillio, 1669; 
C la langue d^ J. lìaeine, por Marty-Laveaux, 1873. A està 
U aìunctar-ae o Vocabulaire pour les teuores de La Fontaine 
ro l.orin, 1^13: o Lexigue de la langwe de Corneille et de la 
mXVZI' liècle en generai, de Godetroy, 2 voi-, 1883; o Diction- 

_ . itiwe des loeuiions et des alliances de mots introduites dans 

B Umgue p-anfaise par J. Bacine de Aimé-Martin, 1841; — Eisai sur 

Lia langue de La Fontaine, por Marty-Laveaux. Il£>3: La Langue du 

I^raii dans le théótre de Molière, por Paringanlt, 18Q1 : Sur le atgle de 

^Sabelais et sur les particularités de sa si/ntaa;e, por Eckerdt, 1861; 

mMémoire sur la langue de Joinvitle, por Natalia de Wailly, 1868. 

■ A idea de diccionarioa patticularca da lioRuagem dos auclores mo- 

I dernoe tivcram-n-a entra nòs o celebre hellenista Joaquim de Poyoe, e 

I o 8CU ri3o manoB celebre coaleinparan'>o Antonio Pereira do Fìgueiredo. 

f Do primeiro vem na reimpressao de FernSo d'Alvares do Oriente teita 

wn 1781 UDÌ eicallente, posto que breve Indieo de wirias palaoras e 

frases da LT>sitania Trans formada. O asKundo off'>receu ei[| ma- 

noaurìpto à Academla (1781): Espirito da Lingua e Eloquencia Por- 

tugueia, extrahido das Dicadas do insigne Escritor Jodo de Barrai, 

e redutido a um Diceionario Critico das suas palacras e frases 

Vtais e.speciaes. cofiftrmadas ou illuatradas puntamente com as de 

' tr. Bernardo de Brito, de Fr. Luis de Sousa, io Padre Antonio 

Vieira. Saliiu o diceionario em I7W no tomo I[I das Memorias de 

titteratura portugucta, publicadas pela Academia; a inlroduc;3o rea- 

Lpeotlva {Dissertando prhiia sàbre o mereeimtnto de Jodo de Barros. 

\s sàbre OS neoterùmos, arehaismos e idiolismos da lingua porluguit- 

I Jd) DO voi. VI do Jomal de Coimbra, 1818, pag, 8-19, aegulda de umEi' 



de J. Re;, a Srrata dm DirtiOHnaire de VAfodimie de Paat«x > 
a Framem da Diclùmnairet Ae Nodier, as Thèset de gramwtaife 
de JnUien, a Sìfnificatio» de» moU de L. Michel, o tnet»- 
do De la nigaNon dant la langnei romants de la Frane* de 



cario*A errala, creio qoa de JoBanim Ignacio de Freitas. no rol. Tin, 
partn I, 1815. paff. 50. O mio do maonseripbi, comprehendendo • (rea 
calalo^, nm de Brìto. oatro de Sonaa, oatro di vieira d, eonaena- 
va-se. dii o et. visconde de Paiva Hanao {Eloffio de A. Pereira di 
Figueiredo. l.S5<i. pei;. 191. em poder do professor Francisco José dea 
SaocUis Man-ooiiB. Oatro inedito de valla foi adqnirìdo pelo sr. Ol^pio 
Nìcolan Rny Femandes, qae, ainda mal, o tem privado da Ini pablietL 
Palo da Concordancia mi indice de todos os cocaòulos do.t Lustadas dt 
Imìs de CamSes, fmcto da eBCmpulosa dilisencia do jà nomiado J. 1. 
de Fr°iU4. Palavraa do (tossnidor, qne o é tambem das Obiervafllet 
grammaticnes aóbre os principaes elassieos portugueses de Jeronjmo 
Soare» Barbosa: a ConUin. por ordem alpbabetica, os lernioa qne u 
' -1 poema, e dia os logares em que se achani: no firn, 



.. , .. ...^r ...lalijte dòs Lusindas, Coìnt- 

bra, Ifftì, pati. Zt]. O celebra fanmaniata Gones de Moora taiia branda 
conta d'este traballio: ■ Na lic^ dos classicos portomiesee devenei 

advertir 9». Que a critica, tSo fclizmeDte emprega-la na eorreocte 

do texlo dos auctores rtckds e latinos, aioda se acha entre nÒs no e»- 
tado de infancia, piti razào de nào ter «do (leralinente applicada a noaaoa 
escrìptores. examinando de novo os maniiscriptos dos mais antigos, e 
confrontando estcs eom as edi;Òea. e eslas entra si. Devo exceptnar 
Canòes. de cojos Luriadas ha edicòes criticas, mas nào de lodo per< 
feitas. A mais crìtica de todae asperAmos com ìmpaciencia do Iomo e 
beni dirieido traballio <lo emdìto Joaquim I^cnado de Freitas, contreii' 
lada com todae aa edif5es, e limpa dos erros t;pagra[)hico8 das prì- 
meiras, e enrjqn^cida com nm In^x de palorras, psactissimo e ufvcs 
o tnajs completo qne ha, feilo a nossos clasBli-^s ». {Nolicia aueeinrbi 
dos tnonumenlos da lingua littitì/i e dos subsidios necessarios para a rj- 
tudodn metnui, Coimbra, Ì823. p. 437). — A 1 ruds dos inalar iaea pam aiit- 
tentada edi^ào, preparados por Joaquim Isnacio de Freitns e Jaai;uim 
Urbano de Sampalo, gnarda-os o meemo depositario do Indice. Garretl. 
qne penson tambem em dar-nos urna edifSo critica do poema (v^j. o 
vot. I do ar. visconde de Jnromenlia, pae. 3951, nà<) chegon a p4t por 
obra o am desisnio. Pretende asora encher està lacuna, ao qne onann- . 
tia Boehmer ( Romtinitehe Studien, fase, m, 18^. pas. 438), n dr. Carloa 
de fieinljardelflttner : mas, ae liei de jnltiar pela Hnbilitationssrhrilt 
impressa em Mnoich em 1873, Beitraege tur TextkriUk der Lutiada* <U$ 
CamSet, nSo sera aioda pela lonTavei diliftencia do benevolo extranimiTO 
qne veremos satisfeito o intento, o qoal me parece so poderi Ber desem- 
penliado por nocionaes bastantemente senhores do idioma. I,embra-me 
qne no Proaramma da Aeademia Real dai Seieneiax, annunciaiio na 
seasSo poblica de 1863 e nas subseqaentes, vem proposto, corno o pri* 
meiro da classe de litteratura, o assumpto de nma memoria que dbo sei 
fosse at^ agora apresentada : a Qnal era o estado da Un^na portaicneH 
na epoclia da publicagSo dos Luiiada» àe Camòes : e qne infloencia 
leve estc poema nos progresso» da mesma lingua ».] 



de eertaifies règia à .«(abtir. 2» ed.. Paris, 1 



Schweighaeuser, a Influence du laitgii^e popuiaire de Agnel, 
o Glossairi nanli^ue do Augusto Jal ', Ze Langage des marins 



pag. — R Cd travEtìl, faJt sana aacnriH malve ili ance, <7st un lìps instru- 
menU les plus hUIn à avoir sona la main pour l'éiIilìoD nouvelte n. 
( Sjuntb-Beovb, Noutieaux Itntdis, t. XI, 18(i9, pag. Siri ), — NSo vem 
ahi aponi^lada a famnsQ ina<] verte ncia da Academia na palavra Éclipse, 
que 03 quarenta aactor^s detlnem: ■> Disparition apparente d'un astra, 
caiisé« par l'ìnterposition d'un Bulre corpa celeste eoire cet astra 
et l'observateur «. Ora diz Arago: n II y a troia mille ans qua 
l'on obaerve dea éctipses de lune sana quii y ait un corps celesta 
iatfirpoaé entre la lum ot l'obaervateur n. ( Lalanne, Curio/iiiés ìit- 
térairea, 1857, pag. 3^3). — Gustavo Pianelle assignala em pa^inaa eie- 
gantisaimas. mas nSo raenoa eli^Ranles que mordentos ( Portmits litlé- 
rnirci, t. Il, 1836, pag. 4>')-483 ) algnna ponct«8 vulneravcia da a'-ila 
edicàn do diccionario. Outra edicào sa prepara, e em breve deverà 
entrar no jirelo. « Lt travail eat dirige par M, Patio, dont les prin- 
dpaux auxiliairea sont, panni les acadfmiciena, M. de Sacy, trèa- 
veraé dans la langne du grand siede et fort oppose auz invasioDS 
da néoliigiame: M. Bandeau, plus audacieux et Jont lea idéea pro- 

Beasistea en fait de langage ont aonvent Rain de cause: M. Camille 
oiicot, délivré des souoia de la c^naure théiltrale; M. Mignet. quo 
«on Hialoìre de la Réeolution francaisa clasae parmì les écrivaina 
' lea plus purs de notre lìtléralnre contemporaine, mais qui, trop as- 
Bidu auprós de aon ami M, Tliiers, o'assiate quo rarement aui rè- 
nnions ri ebdomada! rea du jeudi. Les obscrvationa crìtiques de cea im- 
mortela sont mises en ordro par un órudit des plus oompétenta, 
M. Leo Joubert, et on statue ensuite sur la ròdaclion definitive de 
cbaqne article. Catte édilioa sera la aeptiéme du celebro dictioanaire ; 
la aìxiéme eat de lyye. La première à" toutea, commencé sous i'ina- 
piration du cardinal de Rlchelieu, en 1039, no vit le jonr nu'en 1691: 
olle eat dua surtaut f> Vangelas, A Mézeraf et à Regnier-Desmaraia. 
La seconde ( 1718 ) eat l'a-uvre presque exoluaive de l'iiellénisle Da- 
eler; la troisiéme [ 1761 ], du grammairien d'Oiivet, qui moiiifÌB l'or- 
Uwgiraplie de 5,iyi mota environ sur 30,0n0; Voltaire collabora il la 

Jnatriéme «. ( BMiographie de la Franse, Chroniifue n' iH, outubro 
e 1S7I ). D& mais particularizada noticia d'estas idiQòes um doa coUa- 
boradoros alludidoa, Leo Jatibr>rt I Reeuede France, 1S71, nag. 472-177), 
i]ual nos faz aaaistir aos traballios da Academia, e desie os pri- 
meirns annos da sua funla^o a mostra occapada em orga ni zar o ca- 
talogo dos melhores auctons da lingua, a II sat plus piquant qu'ins- 
tnictif A", rnmarquer que d<>s prosateurs comme d'E^peisses, Bardln, 
dn Cbaatelet, d'» Dammartin, de Refugi, .\udiguÌ9r ; des poCtes comme 
Mi^tin. Touvaot, Mnnfuron ont compia parmi les autnrit^s de la laa- 
pue 1). — Tal a cm lodo o tempo a questSo dos taitoa claasicos, a 
inexhaurivel dnvida poata Aa Academlaa que aó concedem honras de 
ìmraortalldaJB aoa quo morrem. Eotre nfta, por extmplo, tìis, quanto 
a BoC'ige, a dccis&o du primeiro dos seus biographoa e seu grande 
honrador: ■ Bem Dzeram oa modernos lexicographos, nSo r-cuiando 
Aa obrna de Bocage um iogar de honra, em que alias tinliam jA sldo 

Jreodtdas pela iradoctflo Aa^ Arithmetiea de Baiioutl polaa Bomelit» 
B Fr. Fedro l'alvo! pelo SaiUoral de Pr. CliriaUivam de Lisboa I pela 
Arte do Sanqrador, e outros ellittico» a nuocn por certo a lingua por- 
toguesa qSo é devedora de tìa nobres, nteis e multiplicados servìfos n. 
( j! F. d5 Oaatilho, Livraria eCtuaica, t. XXV. Lisboa, 1817. pag. W ). 

■ Publicado em Portugal eonta-se : Novo Diccionario da marinha 
do gttarra e mercante, conteutde lodo» oi termos mariiitno». astrano- 
mieot, eomtrucfSù « artilhcria naval, por Antonio Gregorio de Frei- 



de La Landelle, Z« Mot H la chose de Sarcej, Lei Anomalia 
de la langue frantaùe de Léger NoSl, a Onomalologit comparée 
de Mowat ', Zm ExceittricUés du lartgage de Larchey ', a i' 
lologie comparte sur l'argot de Francisque-Michel, Les Seerelt 
des coulùtes de Duflot ', o Dicciottario neologico ' de Desfon- 



tas, Lisboa, ISjó. — Exceptaando oa trabalhos brazileiroB, é, cuìdo ea. 
quanto podèmos oppor ao repertorio pnlyglotta, ao vasto ensaìo àt hU- 
tbria da Hn^a maritima claoorado pelo auctor do Virgilio naiUieo 6 
da Archeologia naoal. 

■ Afùra OS deus Vocabttlarios de nomes proprios que Bliit«aa 
traz no tomo I[ do Supplemento — a» nào foram 08 qua?9 estarìunos 
reduzidos ao Indiculo universal do padre Pomey, aos catalogos de 
Madureira e de Pr. Luis do Monte Carmelo — nnda poBstiinioB na 
especie digao de Icmbrani^. Importam ao intento oh cnrìosos reparoc 
do ir. Cunha Bivara na !■ parie daa Be/IexSes sàbre a lingua portu- 
guesa de Francisco José Freìm, 181^. paa. 179-180 ( vej. Duerte Nunea, 
Orthographia. ed. de 1784, pag. 207; Barnardea, Nodi Floreita.n, 
pag. IS ), e o3 do aactor, db 3> parte, pag. 32-20. Obra recomnMndaTU 
para o estudo da onomastica peoinsular e o Ensayo histórico etimoUgi^ 
filològico iobre tos apellidos castellanos, composto por D. Jose GiMor 
Alc&ntara, premiado pela Academia Hispanbola, e impresso em ISTI. 

> [0 titillo da ultima edi^ reza : Dictionnaire ìtisCori^ue, Ay- 
motogigue et aaecdotique de l'argot parisien. Sixième édìtion dit 
ExcEijTiUGiTÈs Du LitNouAQE tttise à la hauteur des rivotutions in 
jour, par Loridan Larchey. Illustration» de J. Férat et Ryckebuatìt. 
Paris, ISÌÌ. -- Illuatrada lambem, e^mo quem dicesso representadt 
ao VITO, illuatrada pelo mais elegante dos S9us liesentiadores, pubU- 
cou o Jùumal amusant em 18B5 (n° 532, 30 de dczembro]: Le lart- 
gage de Vavenir, conférenee pour rire, par Jeanne Benoiton, sti- 
nographUe par A. Grèoin. ] 

■ Glossario de rìt» theatral. Julio Noriac diz no prefac 
Dietionnaire des Coutisses de Joachim Duflot est pcut-ètre la pi*- 

mier ohapitre du Véritable Guide du Parisien dans Paris ■— 

Si Tous n'fìtes pBB un penseur atlant au fond dea choses et mdditaat, 
vous en sere» quite pour taire connaissance aree un petit pesple 
étranse, clui des comédiens. Penple pout-étrs moins digne d'mteiM 
que les Cafres, mais tout sussi bixaiTO a. 

' Dictionnaire neologique a rusage des Beaux-Esprils d» Si4el4, 
aeec l'Eloge historique de Pantalon-Phoebus, par un Ajytcat de PrO' 
t>ince. Septieme edition. (Paris), 1756. — « Quelquea bibliographea Mtt 
cru que lAeaait de prooince était l'auteur de tout la volume, ' " 



bicàtie qui y est jointe, VÈloge de ParUaUon (sic) Phébus u. [Qd^basd. 
Las Supercheries lilUrairea divoiUes, t. I, » ed-, 1869. col. 430 f ). 
— Livel reouiiciou talvez & poblioa^So da obra em que trabaHiava, Ó- 
auQciada era 1^59, La mode d/trts le langage. O que tal tivro sabirta 
das mSos do auctor p6de-se auppor por outro jA publicado. La Gram- 

maire franfaise et le* grammairtens du XVI' s"' - - -' 

edi^Bea do Dictionnaire des Pricieuses e '' 

Franfaise de PeilissoQ e d'Olivot. 



■ taìnes, o Diccionario comico de Leroux, o da Laugve eerU i 
Delv&u ■, o dits Onomatopeiat de Nodier, o dos Pritativos* t 
Pougena, o daa Dif^culdades de Laveaux, o dos AntOìtymos * ( 



FI Dietionnaire de la langwe verte. Argots parìsiem eomparéa. 
eiì.. Parìe. 1867. 
Emilio B|ii;er diz quB o livro se poderi» chamar: Dietionnaire dét 
mots tt loevtiotis à eviter pour le oon usage de la langue franfaise. 
E André Lf^fòvre, no retrospecto do ìitooimenlo philologiro de 1869, 
depoÌB de faUr de vocabularloa e grammaticas malnias : <■ Le java- 
naia uoua antoriso h meiilioaner loa amusants dictionnalres ai la 
lanftae verte da MM. Delvau et L. Larchcy ». Por sua parto o anctor, 
neatas linhas do prefacio, pòi maoiresto o penaamento da sua obra: 
« ... Puisquo je rais le Glnsaaire de la lanf^uc du peuple parisien, 
le Compcndìum dii slang. La languo verte, aa reboura de lo langue 
académi^ue. se compose préciEément des mots i]ui ne e'écrìvent paa, 
mais qui se parlent 4 certains étaRes de la société o. (Pag. itììÌ). — 
A deflnitSo que vem no corpo do glossario é : a LiUIODE vbrtb. Argot 
dea joueura, des omateurs de tapis vert. Il y a. daus Us Nuits de 
III Seine, drame de Marc Fouraier, un professeur de Inngue verte 
qui enseippia et pratique ies tricberìes ordinaires dea grecs. Le skbs 
aa mot s'est étendu ; on aait quel il est aujourd'hni. Langue verta 1 
Lantiue qui se forme, qui est en troin de mllrìr, parbleul n — Na 
«xteRsa classa das obrns de eira, cuja bibliogrnpbia se encontra om 
Stoddflrt, Glossology. 1861, pa«. 87 ; Ascoli. Slitti critici, 1861, paR. lOS 
[ Larebey, Dietionnaire de l'argot pai-isien, pag. 30-21 ; C, Nisard, 
Langage popitlaire ow patoù de Paris et de sa banlieue, 1872. pag. 
'~T-449], merece referonci» pela sinKularidale do titulo: A Dietity- 
of modera slang, eant and tmlgar ir>ord.t used at the preient 
in the aireels of London, the vmveraitics of Oxford and Cam- 

je, the Aoww* of Parliament, tfie dens of St. Giles and the pn- 

laees of St. James, preceded by a Historu of cant and vul^ar tan- 
guage, from the [ime of Henry Vlfl. shoteing it,ì connection wilh 
the Gipsii tongwe : vrith Glossaries of tuta secret langwagee tpoken bg 
the toandering Irìbes of London, the costermongers and the patterers. 
Bg 1 London Anli'juary ti. CamdoD Hotten], Loudrcs, Iffiìl. ( Ascoli , 
Studi critici, t, pan. 133-liI7. nota ; Ebert, Jahrbueh far romaniscfie 
und mgliìche Litcratur. II. pag;. 4SI ). SAbre a S" eJiciln (8° de 
xsi-3(6 pag., Londrea, 1861), LemcRe, Jahrbuch. VI, pag. 4^. 

* Vocnbulaire de nottreaux prif-atifs franpais, imiUs des lan- 
guii Latine, Itatienne, Espagnole, Porlugaise, Allemande et Anglaise, 
emec de» nutoritis tirtes ae.i meilleurs éeritiains. Sitici de la tabU 
biblioi/raphique des auteurs cités. Oum-age ìttile aux orateurs et eiux 
poeta. Paris ( 1791. ), l'an second de la Répablir^ue Fran«aise. 

E ri^almeiite notavel a copia de anctores portuguesea que Fougens 
leu pai-ft o seu traballio. Do aystcma adoptailo lio Vocabulario 96 
jvigarà nelas seguintes amoatraa: n Oouronner. v. a. — Fa. Dàcon- 
ronner, I tal. Scòrondre. Crusc. Poht. Descoroar. Vìeir. t 7. p. 89. 
col. 3. Andl. To aneróton Dryd. Alb. uHCrimlnallaiiieiit. adv. — Fa. 
Incrini inoli e ment. L*t. InetUpabiliter. R. Stepb. Esp. IncttlpabU- 
mente. Madr. Port. Inculpa'Belmente. Far. Pronipt. mor. 47. Anol. 
Irtculpabtij, South. || Ennul. a. m. — Fa. Déseniiui, Port. Deienfà' 
iamento. Moo. LusiL t. i. 239. col. 3. Desettfado. Chag. 1.2. 88 ■. 



m 



( Un pliìlologue subtil, M. Paul Ackermaun, a lait v 



Ackermann, o da Pronuncia de Feline, o dos Provtrbioi de 



pie dn fran^ais, qua ohiiqae mot d'une lanone ayant son contraila, OB 
comme dit l'auteur son antont/tne, le vocabolaire eotier pouvaìt ttn £•- 
pos^ pnr couplaa et fanner nn vnsle syatèine dnalìsle n. ( Phociihok, 
Sì/it"'ie des contradietions éconamiguea. ou philoaophie de la mUAv, 
L II, ISM, pof;. Il 1). — O Buetor explica nas s>^guinles palavraB o ton- 
damento logico da sd.i obra: « C'est en 'ipposanl à un mot les teniHt 
qni ont une Bignìtlcation negative de son sene, qu'on le défiDirs avM 
la plus p-ande eiaclitade. De celle opposìtion jaillira snr le sena do 
mei ts ciarla la plus vive et la plua aOrn. L'anlìihèse délìtnite et dé- 
Dnlt la thèse: la négation pst la contrépreuvn de l'affirniation. Aptdi 
aToir éliminé toatea les nésationB d'une notìon, on arrive au dé^^ 
ment compiei ei A la connaissaace réQèctiie de la vérité ». {Introdue' 
lion, pag. ui). — Um eacriptor inglfis que Iractou o mesmo usninpta 
observa: n Worde which agree in eipressieg one or more clianuter- 
iBlie ideas in common he [the Anthor] has ragarded os Synoojnnu. 
those which neRatlve one or more sncli idcas lie liaa called AnlA- 
nvms. . . , The Etymolo^ of the word iinniiita merely expreeses Ito 



word naed m suòstitution for, which in matterà of vcrbat 
debate, ìb equìvalent praclically lo opposition to another; a donbli: fon» 
which in adTlilion to ita analogy to Synonyni, seemed lo render Anto- 
nym a preferable word to Cownterterm, The word Counterterm, bow- 
ever, la here auRReatcd to those who may prefer it u. {Synimymt 
and Anlornjms: or, kindred words nnd Iheir oppotita. CtilleeUd atti 
eontrajted by C. J. Smith, Londrca, l(flO, pag. v, vi). —Nos diodo- 
narloH quo poesuimos escassamente apparecem indìcados oe antoayniM 
do portuRUfis. (Vpj, Academia, Actual, opposto de originai; Idonui, 
A praaei; opposto do a peiar; Pender, contrario de Jorrar). EstiO 
no emtanto oa auclorca claasicos chcios d'esias correlatHes anfttfMtetf 
on oppoaitùes do vocabalos, de quo ac poderia formar largo TOtonei 
Procurare! alguiis poutos cxempIoB. u Mais de pressa adoecem os 0M 
entre os enfermos, do que conualet^em t^ntre oa sSoa oa doentM >. 
[LocBNA, ed. de IGOn, pag. 533]. n O corasam bem mais largo qlUH 
pra;as do Oceano : li conflanta tam desapegnda da terra, anam itgf^ 
ra do ceo...l a ( Tag. iJOO). « Mas fui o Senhor servido, que da 
lobo» tornAròo coTvtfiroi: & nio so cordeiros, mas Umbem TsleroiM 
mastins, Al guardadores dos rebanhos Catholicos ■- (Sousa., Vida it 
Aretb., I. n, e. SS). « Aioda qne nas càa repreai^ntava idade nuufUM, 
era robusto & temeroao de aapeìto, verde na dlaposicSo ti fortas ■. 
(L. m, e. 15). B Por parte de Deos atogava a Fé: por parie de lane 
eomtrnditia teda a naturai» b, (Vibira. Sermoen», I, 16/9, col. GOO). 
« <iue BO erra em huma bataiha, pòde-se emendar na entra: & o une 
se perdeo em huma rota, póde-ae recuperar em huma eitoria ». ( [, 
col. 1051). « As ertea, ou cìancias praUcas naò a>> apretidem eò a- 

Seeulatido. bpobò exercitando ». fi. sei, lOM ). • Pela simulataò 
ngimoB o que naÒ ha: pela dìssimutaaiJi encobrimos o que ha ■, 
(BEaNARDGS, Fioretta. Ul. 341). a Nas letros encomm^nda a Escrì- 
tnra sazrada. fobrìedade. Mas ao amor de Dens aconselha a ebrieda- 
de a. [Lui, e Calar, 1696, pag. 7l!]. n Que maia facilmente podeuin* 
acarretar os males quando e^taù longe de nùs. do que dosTlalka 
quando eataò impendentes \ a [Eslimulo pratico, pai;. 393). " N3 foTio 
OB bitonhos: de Pòpeio Magno, iguaes aos t^eteranos de Julìo Cesai 
eiercitadoB naii Gatlìas dei annoa a. {kanjisi. Dialogo^, ed. de 1846, pB^ 
285). B Tudo conquista a fortaleia perlinai, & o finirne moUe & dis- 
soluto, nunqua tevanta o collo té aa estrellas ». (Pag. 4331. " Quante 
mais eheos eviia ob homens de virlude Se hd saber, tanto tnais se 
humildam & abatem, di quanto mcds witio* d'iato estSo, tanto mai* 
se empinam & ensoberbecem i. (Hkitor Finto, ed. de 1843, t. Il, 388). 



ms Ànaloffias de BoiSBière, o dos Latinittnos de 



< Apezar do voto ha mais da vinte 






expresso j 
Feira dos onexins de E 
que hoje se poBSUR pur ìntegra IDicr.. 



Uerculauo, por: 

Manuel de Hello, i 
bibl. IX. pag. 38-2) e 
publicadoa ein 1H64 n , 

, COnheeiiJa pelas citacòes da Hora de reartyo na$ feriàt de r»c ^ores 
~twdiw, e oppretsSo de maym-es cuidados do P. Joào Baptiata de Castro. 
Nesta espicele natia posauitDos que poesu compatir uso dirai j& com 
I ttllimo lirro de ijuitaid [Études hinloriques, liiléraires et moraiei 
itr l»i prùoerlus fr/itif aia et Is langage proverbiai, 1860). pri in eira prova 
e trabalbo mais ampio, com a Histoire generale dea proneròes de 
L de Uéry [S voi., 1(12^1899), com o Diceionario dn P. de la Mésan- 
'" , as jiiiHnées Sinonoisei de Tuet, aa coUecfòiis de Crapelet o Le 
E de I^ncy, mas snquer com a Sabìduria de las nacìOTtea de 

Ab, as Ctiriosités de l'étì/motogie de Nìsard, os PetUes ignorai^- 

9 de Rozaa, e nem aiida com a recopUagào de Dcsciseaux (asHì- 
atnra nSo expliC4i:ln nos Pseudonynies du jour, em d'Heilly ou Lo- 
a), som OS desambieìosoa livrinaos de Duplesais {La Fleur daa 
' 't fì^anfois recitexUìs et annotés, 1853; Pelili! Bncticlopidie des 
FMnverbts fratifais, par Hilaire le Gai, 1860), o\x com a SylUcexe de 
Smaa Martin, bem conbecido radactor do Courrier de Vaugelas, a 
follia ({ratnmatical levemenle aat^riiada pelos seas con tempora neos do 
Figaro. Nfio me refiro a colleccoes particulares, corno a Parémiotogit 
tntMieaU de Kaatner. o Théatre d'AgrieuUure et Mesnage dei champs de 
Olivier de Serrea IProverbes et dictonn agrieotes de France, Strasburgo, 
IBTB; Proverbe.1 météorologiqugs, cnlligidos em Aspiran o publicados por 
A. Espat^ne, Reeu.: des lanyu^-s romanes, IV, 1873, pag. bOG-li^-J], as 
IfUtUutea cùutumiires (!.■ I.oysol (fiJi,.'ao de Dupin a LaTioulaye, lal6), 
a ultima das quaes meLt^u U[ii ai grandi; numero da axiomas du direito 
qne perUucem hoje a linguaguin proverbiai. 

Bosqueio' de poaco valor, a Philosophiit vulgar do J 
' e da Cui ' " """"■ = - - - ■ ■ . _ . _ _ 



Freire d 
wralliar é 



inba (1806;, nSo pa'isou daa primi 



lÀlertUure, ■» serie, t. 1* 1831, pag. 410-474) nem com o Èmiiio »óbre o 
philceophia de SnneAo Panpa, introducfSo ao B>-ahme oof/asew de 
Ferdinand Denis. — Na coUecc&o de Antonio Uelicado os adagias estSo, 
Domo no Trésor des senlettce.i dorées et argentee» do Meurier, eufiadas 
por ordem alphabetica, sem daelaracfio algama de origem e sentìdo. A 
coinpilncìio de Kolland {F. B. I. L. E. L., Francisco BoUand, Im- 
presmr-iivroiro em Lisboa, siala Ou iniciatismo imilado dn Dictio»- 
ii"ii'e l'tv iiroverben de J. P. D. L. N. D. L. E. F., Joseph Panckou- 
ck ■, il'jL'ieiir, lìbraiie, natii de Lille en Fiandre] aó differa do Véritable 
H'ni<-ho-l''m;n em que iieste os proverbioa vdem distribuidos por de- 
xenus i; L'cnturìos, e aquella os apresonta roduiidos a logaret com- 
niK'tì. Da aoKuuda dix Freire da Cimba no jé. reterido prologo da 
Phìlosvj>liÌ-i vulyar : n Aliim de que o oollector anonymo noo expiH o 
serilldo .Je cada um due bgus provorbios. eliti lambem nSo OB ai- 
pbaljein Icomti k costume, e ordem eìBincialmcnle ìnalteravel) pela 

material n SRBuida serie das lettras do abeccdario goral; i -'~ 

s tla varie- _........_ .. _....■... 



polas leltrsa t: 



I particulnres, que de arbitrio ss ossi' 



atleotou no mosmo defeìto, afltrma ; ■ Dans catta riche nomencla- 
tuie, il se trouve un grand nombru de Dictovu toulrft-Ialt spéciaiu 
et appartenanL exclusivement au Portugal. Ella merita dono un esa- 
men all'intif. Matlicureusement, le compilataur n'a ioint a san recueil 
■'=— "i mflme da courtes notes.... Jai dit uUeors et 




Planche, o dos Germanismtn de Gran^ier, 

Brachet ', n3o akiin^aria, aindn asflìm, 



je rappelle ici qa'on troave ud asscz ^and nombre de Proc*rb«t 
poriugnis dune le recoeil de Huiiei publie boub le litre de : Refrayttt 
o Proverbios en romance, ete. ». ( BxbHographie parimiologiqvt. Parila 
1817. ptif;. 3t7j. — Bento Pereira, no Thesoxtrù da lingìta portuguaa, 
BÓ cnrou de ajunctar os aDeiins e rifòea a que Ibo parecen ootro- 
poaderen milroB do latim. (Cff. A Lingua portuguesa è filha da kt- 
lina. Lisboa, 1613, pog. 3»43; J. Castilho, Grtnalda da Arte de amar, 
t. n, Rio de Janeiro. 1602, pag. 199-21:1). t a ColUcfSa da Pasto 
PerestreUo [Rio de JuDeiro, 1SI8] o primeiro e imperfeitiBsimo ten- 
tamen de inlerprctac3o dos nossoa diciados e locn^s pi>pulareB. Pelo 
coQtrario ns deiinicòes escasBeiam no Ensaio phraseohgico do sr. Più 
Manique. Numerosos adagios andam eomludo expltcados nos oscriptom 
classicos e noa diccìonarioe que ainda lioje tazem anctoridaie. — Fmeto 
da vasta liccio do auctor do Cento da lingua portuguesa, promette-M 
emlìin ( Oi Fastos de Ovidio, Catalogo dot Vxt annotadora. pag. lo, 
186S ) : Nono diccionario portugués de phraset, anexins e outras pt- 
cutiaridades, que oxalA veafaa aeudir à minerà que neste ramo p*- 
dece a philologìa nacioual. 

Pindarei com um reparo. Avallando pelo specimen impremo en 
1871. a Acodemia, no .se» projocio de publicacào do diccioaarìo di 
Bamolho, ao passo que desliloe tantas Jas abonacòos classicM qw 
D manuscriptù ajunctou. cede, quanto eu posso julgur, DÌmio eapaga 
aos modismos e locu^es proverbiaea. JoSo Pudro Kiboiro ]& om 
18^ adfertia : "A pliilolosia da lingua é asaumpto de urna obik 
apartada do diecionario. uà adagìos mesmo jà se acham coUigidcw 
e pablicados: excusado é repetil-os no iticciouarios. [Rettei^es pM> 
lologieas, n* 1 ]. Nesla censura incorreu a Academla Francesa com a 

Srimeira edi^ào da sua ohra quasi secnlar. « Les provRrbes ynbondeol». 
iz Leo Joubert: non sent parlout resprit gnulois de uéieraya. Fot 
■sto occaaiào de nue um anonymo [ Artaud, dii Barbicr, I*. 167% 
col. 966^: cp. DuplesHìs, Btbliographie. pag, IBI] sahiase doua aoMf 
depois com a publica^ quo tanto dea em que falar, DictioniMirc 
dei Halles, ou Extrait du Diclionnairiì de l'Académit 
principio attribuido a Fureliére, o celebre auctor dos Fattttms. 

' [ No capìtulo v:i da Origem da lingoa Porttgresa dii DuArU 
Nunes: n Mudamos o mesmo vocabulo Ialino em diuersas fórma* 
por a Tarìedade da signittcataò conio està pataura macula, que quandi» 
qneremas por ella sinniScar ab^rtara de rede, mudamola era mallu, 
& quando queremos significar labe, ou peccado, ou sentimento do noìmo 
muJamola em magoa [ cp. Fuchs, Die ramaninthen Sprarhen in ihrvM 
Verhàitnisse ium Lateinisc)ien , WIS, pag. 128: Leoni. Genio ito Un- 
qua portuguesa, t. 1. 1856, pag. 48 e 38; Dias Gomes. Analj/te, e eouf 
iinapSe) ploso/UMs sabre a elocuQSo. e estylo de Sa de Miranda, Ftr- 
reira, Bernardes, Caminha, e CamUes, no t. IV das Memm: ìe liXL 

Sort., 1793, pag, 81]. & quando nodoa em mancba, & de pulveK 
iiemoa poo, & poluora per differcnls BignLQcafaS ». (Pag. 88 dal* 
ed.. 42 da 2"), — Nào me demoro a inquirir se algum ouln dM 
nossos gratnmaticos dea allena ao facto -. basta-me one jà em lOOt 
o houveasetaoa recoohecido. Ém 1803 escrevia o sr. Latino Coellta: 
•t Era raioatcl que, para enriqnecer e adornar as linguaa neo-roB»' 
nas, nihoa. aìnda que baslardas e ingratos, da lingua do Lodo, aa 
fossem pcdir aa altaias e as joias & opulenta màe, de quem hftTian 
lierJado ob seua prìmeiros haveres. latim entrou pela aegnnda ret 
uus lingu^ena modernas, nòo impoeto pelo diroilo da conquista, B^ 



» 



nem reailir o julgamento de quantos afflrmam o atntBO re- 
lativo da Franca cèrea da scìencia que Chavée classifica corno 
ramo mais elevado da historia naturai das ragns. 

Quando, pois, o sr. AJolpho Coelho, decidido a provar que 
scieuria francesa tem acompanhado a Allemanha n no seu 



Ilio invocado piiloB aperreìiiOBÌor«s das litteraturas m eridi onaes. È de 
«nt£o que dala a sogunda camada de palavras latinas no noaso idio- 
ma patrio : é deade entào quo nós vemos o Dotavc! ptienomeno da 
Ufparecer a mescna idea represcnlada pnr cluas palavras. ambas ellos 
sfmilhanUs, ambas cUaa orìginulincntc latinas; urna, porèm, aorrora- 
pida a conlemporanea doa primeiros liDeamentoa da lingua ; a oulra, 
genuinameQle classica e sera dìfTerenca alguma orthagraphìca em re- 
MfSo i palavra romaDB. Da paEavra Ialina factirias fez-se pela coiv 
ntPcSo, na priineira elabora^ da lingua ponuguesa, fiiilifo. Maa a 
palavra romana li appareee depoìs no remodclanicnlo culto <la lìngua- 
geo], aportuguesada na palavra faclicio, hoje nacionalizada nos nosaos 
lexlcoa, PosifSo. derivada, com a corrupfòo iodi ape osa ve) da desinen- 
cia, da palavra latina positio, so deu entràda no idioma portugues com 
a eeKunda invasàu ou com b invasào litteraria e eulta da latintdade 
nas leltras patriaB. Fostur/i toi o termo que, corrompido do lattm 
vulgar, entrou nos primeiros esbo;oB da noasa linguagem nacional. 
O meamo se pódo dizer do feito, palavra corrompiJa, e facto promia- 
CUamente latina: auto, da edade primitiva da linguci, e aclo, de sua edade 
philoso pitica, metaphysiea, raciocinadora e litteraria n. {0 Panorama, 
8» serie, t. I, pag. 407]. Pouco depois, Moiiiau { Diccirmario etimo- 
lògico, Madrid, 1«», pag. W): « Otro resultodo uotable del fenò- 
meno de la doble formacion, es que en muclios casoa una sola VOE 
latina ba traido al castellano dos romanceadas: la una popular. y 
la oira erudita. AsI, de acer tenemos ayrio y acre: de clavis se han 



. .... -y de ahi naceo por preciaion dos sèriea da derivados, l08 
eoales parecen diversoe en su etimologia, sin serio realmente, comò 
» incederò y faelible, letrado y lit«rato, llavero y clavaria, lleno y 
"Ifcno, (dal, ojoso, eie., y ocular, oculista, etc., racionero y ru*o- 
taòle, lite., nae son de una mìsma familia etimològica, por mas qua 
"1 fisionomia sea diferent«, y diferento su signilìcado ». 

Quanto & Frao;a a^ra. a Cettn doublé formation dea mots, dont 

k constatatioD a passe d'abord pour une découvsrta toule moderne, 

tait déjà connuc au xvii< aiècle. Un érudit proteatant qui a en 

bnelque part à l'éducation du Uauphin, Jean Rou, parie, en passant, 

"t ce fait cnrieux dans ses Mcmotrea [ Mémoires inedita et opuscu- 

t de Jean Aau publiéa par F. Wadington, Paris, 1S57, t. Il, pag. 

"], Kt Nicolas Catherìnot, couseiller au presidiai de Bourges, coni> 

! liès IM) un petit traile apècial, longlemps oublié, sur ce quii 

wpelle d'un nom ^ien traocais et fori digue d'fttre délinilivement 

idoplù : Us doubleta de la langue franfoise i>. [ Marty-Laveaux, Da 

^n^eignement de notre langt*e, I9!i, pan, 100). Egger, porfim [No- 

Ons iUmeiUaires, 6» ed., pag. '214;, preiere ao nome do douòlets o 

9 dérivalions dicerpenta qua Ihes deu Bnlet. trabalbo de Catbe- 

not, n qui en publia une lisl« fori incomplète sans ponvoir donner 

' — 1----I (Jq (g ainguUer phénom^ne », é hoje avaliado em pouco. 

• siécle — cooclue Bracliel — , Turgot, dans un excellent ar- 

jele de l'Encyelopédic ; au xi\', Uutcì, daos sa Lexilogie (1801); 
PVachs, dans aon elude sur lex Langues romanes et teur rapport 



movimento linguistico ■, confessa que « as obras origini! 
glottica publicadas em Franca s£o em numero incompiira vel- 
ale le latin (1619, pagp 135i; M. Egger, daoa sa Grananaire com- 
puree [ 1&J3, pas. l&'j, rappeléreaL TalUulioii dea saTaots sur le 

Sfaéaoméne philolo^ique des iloublets. et réanireol un ceruùa nombre 
'eiemplea u. { Dicttonnairi: da dovblcU ou doublet formet da In 
latigue franfaise, ISÌ4. pag. 5()|. lodicacóes a que releva ailuieur A 
Mguinte noia de Eguer ( Otiservation» mr un procède de dn-it>ation 
tr*s-fré^y«fit dona la langue fran^aise et dans le» atare» idicm0 
néo-ìalmx, 1661, pag. Sì ) : ■ M. S. Luce a réuai un granU n«mktt 
d'euniples semblablea cUds sa Ibéee I>e Gaidone, earmine ^alHM 
EMtMtiore (Parie, ItWO), p. 101, ut il auDunce l'iuteolioD de pafaUtr 
de ces mots & dérìvatioa divergente un leiiquc spéual, doat D • 
lu la pri^'fticc clan» une séauce de l'Académie des iaBcripliona et bollM 
lettrea [ prétace imprimée dans le Journal general ae iinstritetì^ 
puòlique du 39 avnl et du 18 mai 18U3 ] u. O Supplemento de BraAtt 
\ lEf71, pas. 1 J eiaiuina do seguinta m(>do as deuimiuasòes propoitU! 
■ Le nombre de mota qui ont donne on frantais. non pas di^ux nuda 
troia et porfois qustre dérìTations, est si considérable qu'il vaudnll 
peut-etre mieux donner & ce pbénoméne pbilolosique un aulre non 

![tù celui de doublet, invenlé par Catherinot en 1SB3: le nom de diM» 
9ffie (de ^iTTòj doublé), propose par K. W. L. Heyse [jyfCon Ar 
^rachurissenichaft, g 90J, est un équivalent égalemenl in»""" — ' 
£b ISOl, Butet [Lexilo^ie, p. xvui) appela plus justemcnt 
mes dea dérxtations divergente!, et M. Egger, duna sa Gre 
eomparée (p. 1116), se rauge à l'opinion de Bulel. Diei leur dMUM 
siroplemont le nom du bifurcation {òramntaiik, I, 50. 3> édit. i a. 

No anno immediato ao da pubticatào do Diecionarxo de BraAit 
ter o sr. Adolpho Coellic» inserir no Joi-nal litià-arìo de Cuimbn 
(I, pag. 3. 13) o sea primeiro onsaio Dos dttplot porCugu^tes, àBl- 
pUado depois e reimpresso na Inlrodtii:(ao no dìccjonai-io de Fi. DOf 
mlngoB Vieira ( pag. i.exik e segc. : pag. 97-101 das tiueHìies itn lingua' 

fartugtteia, I, Porto, IM74). OTtlmanienle^ no 7" ftac. da RomaMia 
hns, pag. &J1-3UI), deu o mesmo sr. urna lista mais completa ub 
o titulo FoTtnes divergentei de mots jiortugais. Aeftroa dos dupli* 
hispanhooi promette esae periodico um ensino da eUilora do liomim- 
cero del dà. Carolina Mlcliaells. A Rivista di ploloaia r»m<m« 
( rase. IH, Ie78) annuncia: Sttidio tulle dittologie o forme doppìi 
delln lingua italiana, publica^ào posthuma de A. Du Colle. ■ Anello 
11 giovane e stadioso Canello — accresce nta Mussaila — prepara per _ 
l'Archivio glottologico una disaertazione sui doppioni (doubletsj d«lnM* 
liane a. [Rivista di filologia « d'ialruiione classica, t. (, fase. 11*J 
LilerarischBi Centi-albtatt, 107^, n° 16). Les doublets latins, iiis o ■■• 
aompto das investigatòes mie nns Memorias da Si'Cledudc ao Linenir- 
tlea de Paris {ìm, paR. 163-1701 se propds Miguel liréal. 

Sùbre urna eepecie j& tractada por Stoddart lOlottolùgy, ^ «d., 
1601, pag. 8Q2-30y), e anteriormente por Booti), publicou a tbUolo^eN 
Soeieiy em lUGO: A Diclionary of Reduplicated tcords in Ih* Afr 

Slith tanguage. anctor, H. Wheatley, reporta-se tambem ao httf 
e Pott, Dopuelung ( Redwplication, GeminaUon), impresso em Lemfr 
em 1SG2. Nao lonuo noticia de trabalbo analot^o em lingua franeosi. 
UoTcriam egualmente colllglr-se as eipressdes reduplieadas do parta- 
guSs, quaos sào : trajie-jape. las-ias. trus-tT-us [J. UaptisU do CuUo^ 
Espelho da eloguencia, pag. 51): ligue-tague, tigue-ixgue. vof-emC' 
bwe-bule, tefe-tefe, tira-ttra. meche-meehe, tSo-sdo (Leoni, Ctanfotti 
lingua portuguesa, 11,294); tique-laque, tim-tim. luie-lun (Blut«Mt): 
sns-trat, lutquefusque ( Lux quie fitgitl Lsoni, t. I, 79); 
k-Qcha-moche, lufa-lufa, ehus nem bus, etc ] 



mente menor », in^s iogo accreacecta : a o que falta em livros 
d&-o eoBino » , permittirà que eu me alo contente com a 
sua palarra, e Ihe opponha o depoimento de homens idoaeos, 
maiorea que toda a excep^So. 

Um, Ernesto Renan, discorrendo sòbre os quadros de en- 
fino do Collegio (le Frauda, escrevia ha annos : « N'eat-il pas re- 
grettable qu'aucun vide ne se soit encoro produit qui ait per- 
nia de créer une chaire de zend, une chaire de littérature 
^édique, et surtout une chaire de langues et de littératures eel- 

3S? Ce dernier point est pour lea amis des études savantes 
l'objet d'améres réiloxions. 11 n'j a pas eu Alleinagne, je ne dia 
pas une université, mais une école d'un ordre élevé, qui n'ait 
ÌM chaire de langues et de littératures germaniques anciennes. 
S^rait-ce que lea langues coltiques possèdent moins de mo~ 
l^omentB, qu'elìes donnent lieu à des problémes de critique 
moÌDB ìntéressanta et moins variés? Kou ccrtes. Les textes 
éerìi» dans les quatre dialectes celtiques forment une masse 
preaque égale à celle des anciens textes germaniques; ils re- 
nontent preaque nussi haut, et, sous le rapport de l'intérSt 
biatorique et poétique, ils sont, selon nioi, supérieurs '. Eh 
fcien, ces tréaors nationaus aont cbez nous oubliés. Il a suffl 
9 quelijues esagérations niuiaes, dea ridiculea d'une ou deux 
ycadémiea celtiques au commencement de ce siécle * pour jeter 



u [ L'étnde des taiiRues, lìes liltératoreB et dea antiquìtés coltì- 



ntes appaile Vattenlioo du pbilologue, du lettre et de l'histoiien pai 
lj^_ . .. , .. =..., .___ , .... . 



imporlance du n)le quo les Celtee ont jouè dane l'aDcieDDe histoiie 
le 1 Europe et qubsì par les richesBea dea litlératurea néo-celtjquea. 
\a pt'h'Hle gBuloiaa de aotro liiatoire n'eat pas la molus importante 
tour èlre In moma codduo ; Arthur et lea Romaos de la Table- 
luudo iléCrayeat une bonno partie de la littérature du moyen-àad ; 
le Purautoire da Saint Patrìce et le Voyago de aaint Breadan ont été 
ncont^ dana preaque toutea les lansuea de l'EuTope ; aa aalt quelle 
Togue, QU commoncsmcnt do ce aìécle, s'attucba pour un lemps au 
som d'Ossian. La vive et cbarmantc iDiaeinaiion des races celU- 
oues a laiasé daas leot littérature dea trésors inappréciés de pos- 
ale.... U. (.iAii>oz, Eevut eellique. t. 1. 1870-18T3, pag. v. ] 

• [ A aeita que o sr. Adolpho Coelho nos dava corno exlineta 1& 
(Ara a deaiite de ineeperadoa deacobrimentos f?itoa no campo da lin- 
magem j> revive e de dia para dia cobra novas ror{as. Um doa prin- 
fipaee coUaboradores da J(«t>u« lUt langues rotnanes, A, Bouulierie, 
I raeamo a quem a Société pour l'eucouragemenl des étudea grecques 
«aba de conferir o premio de 500 Cr. pela publìcucìlD dus leiloa de 
inlio Pollui, jolga ilo eesuiulfl modo ( Rttruv. t . Tv. 1873, pac. 348) 
a HUtoire da origina da la langvt ftangaite de Granier de Cas- 



see 



un discrédit complétement injuste sur ces étades ': nos vieilles 
langues indigènes ne jooissent pas da méme honneur que le 



aaf^ac : « C*est un travail eoDsidérable. L'aotenr, et je n*ai pas 
besoin de dire qae je partage sod opinion ( V. Bulletin de la So- 
ciété des Langues romanes, p. d»>, 2t), eroit qae lea lanfmea néo- 
latines ne soni pas nées seulement de la corraption de la langne 
latine, et qae lear ressemblance avec elle indiqae an rapport de m- 
temité et non de filiation ; en d^aatres termes, qa'elles sont les soeors 
et non les filles da latin. Selon lai, la race gaaloise, qai a essaimé 
par grandes masses en Italie, en Esnagne et sar le Danabe, en 
aarait été le principal propagatear. óette conclasion est aossi la 
mienne, comme on peut s'en assorer en jetant les yeax sar Tarticle 
déjà cité. J*y ai taxi observer, en efiet, « qae, partoat où Ton re- 
troave des traces de la lan^e latine, en dehors de Tltalie^ rhis- 
toire noas montre nne émigration saoloise antérieore ». — É de hontem 
està affirmativa de am livro pabucado em Faris : « Mais enfin, noas 
savons, noas, qae la langae fran^aise n'est rìen autre cbose qae la 
langae gaaloise oa celtique ; qae nos bons prìncipes sont simplement 
les prìncipes ^ae le séjoar des Bomains n a point détroits ; qae nos 
manvais prìncipes sont les prìncipes latins ^ffés sar la langae gaa- 
loise ». ( Origines du patois de la Tarentaxse, ancienne Kenironie, 
par Tabbé G. Pont, 1872, pag. 15). — Sào de boje estas conclnsòes 
aa obra de uni escriptor considerado. Barbe, membro do Félibrìge 
provencal, da Société poar Tétade des langues romanes, am eradito 
« qui a lu Diez, Littré, Parìs, Bracbet et nombre d'aatres aateurs, 
que d'ailleurs il cite volontiers». recorda Abel Hovelacque na Revu$ 
ae ìinguistique de Janeiro de 1874: «I. Il n*y a pas d*aatres Geltes 
que les Gauiois, et d'autres Gaulois que les habitants de la Franca 
actuelle, abstraction faite des Br?tons, des Basques, des Fiamands, 
des Normands et des Alsaciens. — II. Il n'y a pas d*antre langae 
celtique ou gaaloise que la langae connue sous le nom de romane 
ou langue d'O. — III. Les prétendas idiomes romans ou néo-latins de 
TEspagne, de l'Italie, du Portugal, de la Fraoce, de la Valachie et 
de quelques cantons de la Suisse et da Tyrol, ne sont et ne pea- 
vent étre que d ;s dialectes seulement de la' langue celtiqae, ou lan- 
gae d'O, deus dénominations absolument synonymes ». {La Vénti 
sur la langue d'O, précédée de considératians historiques, phiiasophi' 
ques et philologiques, t. n, Tolosa, 1873, pag. o08). — A8»m, em- 
quanto Morgan Kavanag^ em Inglaterra descobrìa na palavra francesa 
soleil, duas palavras italianas, te sole ( nota de pag. £)7 }, em Franca 
Paulo Barbe excogitava està explica^ào, qae nào posso deixar de incol- 
car à lembranca dos coUeoeionadores : « Le mot soleil. . . . est déaigaé 
en Ecosse par le mot antique grian et non point par celai de tot, qoi 
dérìve du gaulois soulel, R'^uUivement à ce demier terme gaBlo», 
qa*on nous permette de faire remarquer, en passant, qae ce n'est point 
un mot sìmple, mais un mot compose, et quo son exacte tiadactioa 
est le Seul etti, soul, seul, èl, ail ». ( II, pas. II ). — E é talvez por 
qae livros d'estes se publìcam ainda hoje em Fran^, e na proprìa ca- 
pital, quo am professor eminente, Gaston Paris, querendo encarecer a 
Bibliograj^ia critica do sr. Àdolpho Coelho, escreve a nesso respeito 
( Retme critigue d'histoire et de httérature^ 1873, 1* semestre, pag. 15 ): 
« Le Portagal est aajoard*hai le pays de TBarope où les étades sdett- 
tifiques de toute sorte sont le plos en anière ». ] 

t « Cos folies, généralement dédaignées des ^ns sérieuz, n'en- 
tniTérent pas beeoicoap la philologie finmc^ise. mais elles enrent nn 
ineonyénieat grave. Elles jetèneat tar les étoaes oeKiques, si belles 



t&re et ie jtivanaia ' -. elles n'ont jaraais été représentées dans 
notre haut eaaeignement « '. 



et si natioDalea, uà iliacrédit lìoat ellea no se aont paa relevées eii 
Fnnce. C'oal ìl peìne si, dopuis i^ucliufs annóes, deux on trois eb- 
vanU, aoiméB par leu travaux fails à l'i^lraDger, ont eu le courago 
<le B'eugnaui" dans culle «oìb i>, Gaaton Paria, Les étuiles 
mr la wn^tw frnnfaisii ( Heoue de Fi-njue, I, 1871, pag- 195). — Con- 
unnÉo dalia troia départe menta de la Basec-B retarne, 1 antique langue 
de nas pi'res est ilevenue piiur tea bearne espnta im ohjet de ile- 
dala et de ralilerie. On ae rappelle rinhumaiae plaisantene de ma- 
dame de S^vigné sur ces paysana rebelkes, traqoée par le due de 
Chaulnes et qui a'écTinient ea plenrant: « mea culval le seni mot 

■ fniDcais qu'ils aaclient b. Un eilclo pine tard, Voltaire eat tout ausai 
dédai^ncux. u Lea Celtes, dit-il dans sod Dietitmrtaire philosophigua 
« {article Franceì, espi^ce de aauvages dunt on ne oornalt que le 

■ nom et qué l'on a voulu on vain illusirer par dcs fablea.... Un 
( reste de leiii' ancien pritoij a'est encore ranserve chei quelquea 
•I mstrea danti la Basse-Brotagne... et nilleiira. Pauvrea Celtes-Wel- 
a eli^e, pernieLtez-moi da vous dire ausai bien qu'aux Httnt, t|ue dea 

■ Mns r|iii n'ont pas eu la moindre teiotnru A^a arts ntiles ou aorèa- 
* Elee ne móritent pas plus nos rechercliee que lea porca ou lea anes 
« qui ont Iiabit^ leur paya a, I>. L^e g e r , La eeitomanU et tu 
tìiidui cettiques ( Recue des covra lUtéraires, TU, 1S70, pag, BIS). — 
[ ( 11 tallail un eaprìt d'une Brande sagacité et d'une rare vigueor 

'poar ne pas s'égar^jr dans Ics brouasfULlea et tea ronoes dont la cel- 
lomanie avnit cuuv'^rt le torrain dea étud^a cetttquea. Lea eaprita 
lea plus dialingués oux-memes n'avnient pas trouvó ie viw cbcniìii : M. 
Àmédée Tlii^rn, par exemple, dont le syatéme otbnograptiiquo sur lea 
Oauloia a tnit long[viTipa autorilé oq Fronce. Lo fait que lea rf^voriea 
draiUiqnea de Juan Reynaud avaient pu ae produire au grand jour 
saas Aire aussitfìt misea à l'index par la crìtique a^iiouse [Tej. 
Frappili, Sainl Irénie ti l'élo^uettee chrétienne aamt la Gaulé peit- 
doMl lèt deuiB premiem titclei, court d'élogtienei; sacrèt ftiU a la 
SorboriTie pendant l'année 1S60-186I. pag. 13-17, 35-31] montre assei 
oombien oa Atait loia, en Friinco, d'apporter ans études celllquea Is 
mdthodB et la critìque qui avaient déjn pènétré ics autrea branchea de 
Ik selenee historique u. 11. G a i il o z , M. de Bellaguat el (ex rtmUt 
goMloiaes en Frana, na Reeue politique el litUraire, II, 1873, pag. tó7. ] 
1 latin pour 6ire lu dans lea pa);a 



<i ZcusB avait écrit si 

uaionl I. 

I chi noia. 



.1 dire, pour 6tre iuste. a 



T te I 



nùo proore de la llnguiatlque eelUque, noua ne voyona guére que deus 
tavanla iranfais qui s'y soient encore aventuréa ei qui aienl à ee litro 
méril'^ d'ètie Domméa dans la préface de la nouvelle édilion de U 
Orammaticn celtica : M. d'Arboia de Juliainvillc, archiviata de L'AubQ 
et correspondant da l'inatltut, et M. Oaidoz, profeasenr ft l'Ecola dea 

sciencea politiques — L'Allemagne qui déjà possMe dix-aept chaìrea 

de languee romanca dana aes unlveraiiés (quand la Franca n'en poe- 
aòda que troia et n'a pour lea langues gernnaniquca quo la citaìre du 
C«Uége du l''rance), gardc et oagnK^ntc encore aon avance acientifiqua 
■or nuua ou inuugurant a l'Universilé de Berlin l'cnaaignenient dea 
lujtues celtlquea o. Reoue de linguistiqiu ut de pltilologie romparin, 
- " ", Vienna, 187a, Lei études ceUiquti. pag. 43U, 410, 445. ] 

■ Qwttioni contemporainet, pag. Ut7-108. Paria, 1868. 



Outro, Eugenio Baret, auctor da Sùtoria da lilleratun 
panhola, do livro Os Trovadore ', da Bispanka e Provenca, do 
ostudo sAbre as orìgens do Amsdis de Gaula, escreveu ha dias : 
B Éprise de sa littérature, fière de l'univerealité de sa lan^e, 
coofiante en cette univeraalité, la nation fran^&ise ne cesse de 
s'admirer elle-móme, sans scuci de la langue, de la littéreture, 
presque de l'existence de aes voisins. Peut-on itrt Pertan ! di- 
SHÌent les Parisiens du temps de Montesquieu ; et Volbiire. 
après avoir pratiqué pendant quelques années les Allemanda de 
Berlin, se bornait à leur souhaìter plus de aprii et moitt de 
consoimes ' . Et voilà un jugement en dernier ressort 1 Cepsn- 



■ Em 1829 Raynouard tinha inedita e propnnUa-se publicar sob o 
titillo Grammaire historigve de la lanaue frangaise lima obra de qne 
deixou excerptos nas Observations ■phiioìogiquta et grammatieaU* tur 
le Roman de Row, et sur quélqxtes règUs de la langue des troviti 
rea ait doaiième siècle. { Consulte o appendice de Aa^uslo le PrevoflU 
Rupplément atix notes historiqueì sur te Roman de Rou, Buào, i. »., 
Paris, 1829; e vcj. Paulo Meyer, Documents manttscrits de t'aiieienne 
littérature de la France conserve» dans les bibliothéques de la OroH' 
de-Rretagne, Parìa, 1871, pag. 6-7 1. Ao comecar do saculo, pordni. tio 
escasaas eram as nofòes historieas do franerà, que Boìasonade, escreTendO 
em 1809 acirca do Nourtau Vocabulaire dos de Waillya, Tocabuluio qne 
alias quaiitlca de excellente, necessitava nSo su aOlrmaT, mas aindk 
prodnzir demonstrai^ào da differcnca do traubadour a trovvire : « Aa 
mot TROuvÈRS, le lecteur est renvoyé A taoubadoch. ancien poM* 
provenfal. D'où il suit que Trouvere ei TVoubadotir soni sraonjF- 
niea, el quo les Tì'ouvères sont d'ancieas pootes provcncaiu. L'AM- 
déniie a juBtemoDt distingue les troubadoiirs mèridionauii, et les tron- 
vères qui sont iios aneieua poStes francals. Ce soni les trouvàres qm 
ont forme notre langage et commencé notre tliéàtre. Qu'on Uh la 
coliection des Fabliaux que M. Méoo nona a donnée récemment; qu 
l'on compare ces ouvrages de noe antiques trouvèrea à ce qui nona 
reste iles troubadours, ot l'on verrà qu'il y a entro les uns et Iw 
antres uue aussi grande diffórence de tnlent que de tangage i>. {Ori- 
tique littéraire tous le premier Empire, i. n, Paris, 18d3, pax. MT]. 
— E pasaados dous annos: a J'avais fait sur U quatriéme édltiOD 

'■ j remarques dout M. da Wailly n'a paa lanu grand contpte. 
, avoir raìBon: cependant il ne m'est pas encore de man Ire qu 

ott cxplétit daQB la pliras? it y a dei geni qui. . . , et qu'il faull 
confundre les ZVaupdrei et les Troubadours ». ( Pa$. 449). — Os aoein- 
res do voeabulario nSo se deram por voncidos nem convencidos. Vi 
18* edi^ào, publicoda om 1832, lè-ae: a TaouBiDoon, ancien poéte pr9- 
Tentai o. — b Tbouverre on TnonvaoR. V. lYoubadourii. 

* « Le Frantala ne comprend rìen au genie des autres peuplea, et 
si on le laiasait faire, il moulerait toute la terre aur la plaine de la 
Beanee : il ne comprend pas, par exemple, ot mème il deteate le rif 
esprit des Mérìdionaui : c'est aìnsi que le Gascon est devenn bh 
tvpe de ri dicale, qui amuse A peu de frais la socie té fran^ldM 
depuis dea temps trés-reculés. L'imagination de nos voisins da 
nord est si peu feconde, qu'ils en aont réduiu à chercher dn 
comique dana la langue ot jnsquo dans les noms propres de no- 



quelqu^'s 



J 



ì 



dtnt, en laì^^ant de coté In masse d'idées et de conaaisaances 
poBÌtiveB, repréaentées par la littérature et les scienees, en An- 
glet«rre et en Allemapne, quoi de plus utile, au point de vue 
de la sóreté dea informutioDa, de In directioa de l'opinion, i^ue 
de pouvoir, par la lecture du Times, de la Gaiette de Cotogne^ 
de la Neue PreussùcAe Zeilung ( on lea trouve au pnaang^e de 
l'Opera), connaltre la tendance des esprit» et lea juj-etneiits 
de l'étranger à notre épard ?. . . . — Prenons encore esemplo 
Biir l'Allemagne. Est-ce que, dana ce grave pays, l'étude du 
rran<;aìs ou de l'eapagnol ' nuit à la coansiasance du sanscrit 



,. -.. ralUeries éternelles sur Carpentras, sur Pézenaa oa 

Brive9-ia-0aiUarde caractérìaent easenliellemenl. t'osprit frani;ala. Ches 
ancun peuple intelli|;ent, ou iuste, u qai est la mèine chose, oa 
ne \orra Ica écrlvaina pranare pour Ihéme de plaisaotorie lea 
noma ile quclques villes Aloignèea, qu'ils ne eannaissent paa et 
qui resaemblenl d'aìUeurs h Liutea les autrf^s. Le Fraagals n'aime 
et ne snnfTre que ce qu'!! Tait ou ce qu'il possedè d. Les Vies 
dés Troubadoun, Aritea en roman par dea awtertrs du XIII' sii- 
fle et Iraduites en franfais par un indiarne ( Bibliothique roma- 






M L'éradition altomanile ne s'est paa boraée à relrouver, avec 
la tténéalofclG <les lantnips appeléea depuia lanftuca indo-euro- 
.,.— i: A reconstituer, avec .Tacque» Grìmui, l'histoire des langnes 
:g|nnaniqaes. Sca iaTcatigaliona ant é\A plus vastca et plus coamo- 
polltM; elte a créd, avec Zeuss, la phllolu^e celtique; avec Dìez, Ift 
pÌiiIolii(!ie romane. Ce aont dea Doms qui devraient ètro connus et 
estima chez nnus, car il est peu do Francala qui aient fait autant 
que CB deux derniers érudils jiour l'étudo do nos orìgines et de no- 
tre langae ». H . G a 1 dH i , M. Prédérìc Diex et les Hudes romimes 
(JfofUir politique et litléraire. HI, 1873, pag. 69). — <• ... Les préju- 
s4a. forinAs au dix-aoptìcme siedo et propagéa au dix-huiliémei con- 
fre ecttc vieille littérature nationale, commcntftient b s'efTacer; mola 

E tur la plupart des l'^ctenrs, le lancaffe dea Mncìena l<^xUis reatalt un 
Qgage baroare, aans lien bien marqpo aveu notre langue actuelte. 
Pendant ce lemps, dfl l'autre cóle da Riiin, oq avait trouvé on nar- 
tie les originca da vicu^ francats et auivi ses transformalinna regn- 
lifros d'Ago en &ge. En d'aatres termos, nos voìsìna nvalent une oia- 
loire et une grammaire de notre idiome primi ti f, Utndis «me nous ne 
posaédions qui> dea textes Isoiés d. C. Dareroberg, Histoire d« 
la fùrmation di! la langue fi'imfaìsc de J. J. Ampère, 2* ed.. 1SU9, 
Avanl-propo.t. pag. i-h. — «Getto langue qu'on neglige est Inen la 
ndtre: quelqui>B somaincs d'un travail a^able, souvent mflnie un 
Btmple remanieuient d'ortbngrapho, aufflraicnt pour la rendre fami- 
liare fi notre Drcille. C'cst cotte laneun, Kardons-nous de l'oublier, 
dont les prcmièrcs inaaifestaiions ont et^ dea trìomphes aons la piume 
des Joiiivillc. dos Benolt de Salnto-More, dos Wace. di<s Guiol de 
Provios. des Robert de Clari e» dna Villehardouin icfr. Paolino Pa- 
rla, Les Hisloriens des croisades, diseoura d'ouMrtufe du cauta de 
tanaue et litlilraiure du moy«n ùge, 1S58, pag. 91-2!: Les Chaninns de 
gale, poèmes du .V/Ì» et du XIIP siiele, diteouri d'ouverture irronoticé 



ou dii grec ? Lea Alleinands étiidieal avec la méme coDacienoe, 
111 méme pasaion, le latin et les Imig^ues néo-lotìnes. lls avfiieiit 
des chairos de laagiie romane (all-fraiitòsische,aU-frovencaHtcìH 
ipracke'), longtempa avaat U création de la chaire uDtqiW 



te dicembre 1858 i 



V'épopfe franfnUe, 1S(j7, paH,'5o-56; Òaston Paria, La Vi* Se 
Saint Al«xis,poème du XI' sièste, 18?3. pag. I3S-136 1 ; c'eat eUa q " 






B ses premiere paa, a triomplié du saxon ut du latin: et «st de- 
Tenue par acclamation, au dire de Brunetto Ialini, « la parleun U 

Slus detictable [sic] et cominune iV toute Rent ii. Malgr^^ cea glorìeni 
ébuts, on poQirait croire aux ensoigaeinents de nos coUégae, qua It 
fraacals n'a été ou'uu ìmpur palois, jusqu'à Mallierbe; qu'ìl ne ^ot 
éii^é li la dignité d'ididiiie acceptable et de langage honnSte qu't 
l'ombre de la aolennelle perruquo de Louis XIV. (''est A pAìna 11 
les lourds pédaats, coutemporaina <Ie Bolleau, consentaient ft ra n- 
connaltre lea racines dans le siede deB.deroiers Vaiola », Antonj 
M é r a y , La Vie au tsmps dea T>-oui>èrvs, Arras, 1373, pag. 39, — 
Cfr. Bastia, Les Nouvetles reeherches sur la tartgttc frarifaiu H 
leurs résultats, BrusellaB, 1872, pag. 115. — ■ Arrive an moDrtal i» 
conclure. noua nous bonterons à rappeler que le JébaI reale CQ- 
rert. MM. les Allemanda ont tire lea premiera, ila étaient baanooilp 
plus nombreux, influiment mieux préparés ; 11 se passera des u- 
ni^es avant que la philologie cu Pnince alt forme assoz de recrMI 

Sour Intter avec rétrant;er. Aajourd'huì, tio Fran^ais qui Tent Un 
e sa propre laogae uno étude EcientiQque ne saurait se paaser dei 
livrea aLemanda. Los auteura de cee livrea ont fait faire de gnodB 
progrès à la connaissancc philologique de aotre lacgue; et dans u 
tempa ùù l'on no pen3° qu^ toot le mal que les Aireinanda onl biti 
il est juste de rappeler lea serviees que quelqueB-uus d'entre eux Mi 
rendus. Mais il y a là, on pout le dire, non espèce d'occnpAtìoo 
de territoire — bfenveitlante aans doute et utile en definitive, c'ert 
I distiogua de l'autre, — mais on eouliaiterait fort qn'eUl 
iill : en cela toutea (ieux ai re^semblent. 11 Taat que l*aiit 
cease comme l'autre. et que Ica aavanls francala repreanenl, dui 
l'étude de leur langue malernelle, le rana aouverain, qui seul est iSjnA 
deui». EuBenfo Bitter. Z- '^ " ' 

franfaise, t 

' 1 Comma c?a plantes dont le pollen, dirige par des loia mystt- 
rieuaes, viont féconder d'aulrea plantes Juaque-là atériles, ninsi doU 
voj'oni llnBu'>nce provengale gagn^r de pro«he en proehe la FrMC% 
r.Mlemagoe, l'Italie, l'Espaene, et y faire Beurir des tilt^ratam qn 
sout demcurèes Celebris, tandis que celln des Provengami est pRKpt 
oubliée. [ Cfr. o recente livro do auctor, Les Demitrs rroubadovn tt 
la Promence, 1871, pag. I-G, e a nota & sua memoria ix- -Salwt if omoar 
dans les littératitres provengale et franfaise, ItlSl, pag. 5 ]. La ad«H) 
seule a pu lui reslituer une place qun la tradition ne lui avait pM 
coaservée. dette place n'est pas ìnlérieure à celle que le latin Ofr 
cupe par rapport aui. langues romanea : sana les troubàdoars, en Mt, 
l'air ile famille qui r^pproche les trouvérea fran^ais, italiena, OlriU- 
lans, portugaia, et lea minncaiugers allemanda resterait inexpUqni. lA 
critique péaétranle dea Italiens de la Benaissance, éclaìrée. tfu TOU, 
par une tradition plus complète qu'aiilcurs, ne s'y est pas tro mpw . 
Hlle a reeonnu la première qa<i lea tronbadoura étaient les préenrOTin 
de Pétrarque [cfr. Gidel, Lgs Troi^iadours et Pitrarque. Anget*, 1887. 



[Ut e:iiste cliez nous au Collège de France '. Molière et Bliaks- 

3 Dnt été étudiés par Oer?iaus et Ereysaig aussi profon- 

Itment qu' Homèra le fut par F.-A. Wolf à la fin du dernier 



. j. 69-171 ; Bartoli. I pyimi due secoli della lettm^lura italiana, cap. 

1, g 11, Milào, 1872) et no l'a point caolié. En b'ranoe, on ne s'oat 

» Ì8CBpé sériensement de lenr bistotre qu'fk partir du xvtii* siécle. Dea 

matériaux immeases turent recaeillis par ^inte-Polaye ; des travaux 

Cefflcaces furent entreprls par Raynouard, L'All<)mai{ae, venne la 
iAre, reprìt les études provencalèa au poiut où Raynunard iM 
■valt laiBsées, Diez, il y a nuariuite ans, lem donna une direction 
vraimeDt seientiUquc qui a été suivie et qui chaque jour produU de 
nouveaux résulUts. Ohei nona un homme saul [ Queasard ], mon 
maitre et celui de beaucoup d'entra vous, mesaieurs, a contiaué la 
tradition da RiiynouHrd.... n Paulo Meypr, Cours d'hisloire dtf 
te litléralUì^ pi-ovenpa!e, Ufon d'ovnarture, Paris, 1865, pag. 11. 

1 ■ Ce ne snnt pas aaulemenl les ouvraues de doctrine : o'oat 
ausai, e'eat parliculi^renient l'è nscigne moni orai qui cootribue à rfi- 
pandre en Allemagne In connaiasancn et le goAt des lanqnes et dea 
lìtlératiirea roman»s. Pmsque tontes lea università alleuiRadas ont une 
cbaire consacrée A «et euseisnement. Ed France, nous n'avona ett 
pendant longtcmps qu'un Beni coura dont le profesaauT pàt se croire 
obligé à remonter Jusau'au nioyen Age et fi enlretenir s>^s auditeura 
de aoa orìginca. (jdtait le coura ile lanftue et de littérature frangaiae 
da (^Uége ile Frane. Cet ótat Jc choses h dure juaqu'en 1B17, data 
de la réorganìsation de l'Écoie des Charles, où M. Gnessnrd est cliargd, 
depuis vlngt ans, d'on cnasignemont qui embrasao concurreninienl la 
launlté du moyen Age, la langue vuii^ire (lana aea principaux dia- 

iMtes da midi et da nord, et la ronnation de la lanino nalionale 

Cast lenlement depuis la tondation de la chaira de l'École des cbartes 
^^-- '- nuTH du Collège de France a elfi dédoublé, et qua M. Paulin 
eu mìssion speciale d'enseleacr dane ce grand Atablìssemeat 
I laugue et la llttérature fran;alses du moyen Age *. [Gucsaard], 
appari lur Ut ètudea rtlatiees à la langue et à la littfratvre 
TI tncyen àge (ReeueU de rapporti sur l'Hai dea lettres et U-f 
roffrii dei scienees en FVance: Progr^s des étudesclaìsiquei rt du 
lOffen àge, p\ilologie reltigue, numismatigue. Parla, 1S^> Pag- tl<i)' 
- [ rtr. Rapporl sur VÈcolepralxque iles luiutes éivàu, 18J3.1873, pag. 
' "' H On Eaìt aujoDrd'hnl qae l'enseigneniont aupérieur de l'/tUe- 
Hagne a die la pri&cipal instrumenl de aa renaiasanco politique. 
*"-< qui a donne A ceite renaìssanco tant d'élan et de torce, ce 
aont point les enthouaiaBnies étroita et naìfs de nuelquoa aa- 
^nnls, d'un Vilmar, d'un Giesebrecbt ou d'un Treitsclike: c'est an 
l'esprit de sevère et univeraelle investigation scientinqne 
inde dix-s«pt chaires de langues romanes dana l<<s UniveF- 
Btés d'Allemagne, quand la France n'en possedè que troi^ et n'a 
bs une cbaire de langues germaniques ; c'cst cotto foi dana la science 
l|[Bi a falt cr^r A StroBbourg uno Universitó mieux dotée qne l'eD- 
Hlgnement supérieur tout entit^r de la France, et qui, aa leii<1emain 
da IBló, falsùt enlreprendre le grand recueiL cles liiatoriens du moyau- 
Age, Ics Monumenta Germaniae, avec cello Apigr^iph^^ Amor patriae 
dal aniraum. Lea Allemands oot pf<naÓ aue léludo criliciue el appro- 
(ondie do l'hisloiro et dea lillémturea étaii puisBanlc ponr readie 
A un peuple ai&ibli et divisi la conscience de lui-mème: ot t'évfi- 
— Éement a prouvé qu'ìla ne s'étaient paa Irompéa n. Hecue crilique 
fFhittoire el de Httirature, 1873, l* aameslre, pag. 4. ] 



siede. Oli fiont, en France, les livrea, où aont les chaire 
traitent du vieil allemand 1 ■ ■ 

Simillmntemento, se o sr. Adotpho Coelho noa sesevan 
que R em varia» escholns dns provincias francesas teem sido 
tambsin professados cursos de glottica » ; que « no Seminario 
de Strasburgo, por esemplo, fez de 1864 a 1865 o professor 
Stahl um curao de fhiiologia geral comparada " , tAo estranhari 
que eu, sem duvidnr d'estes factos particulares, peraistn em 
ouvir a opiniHo de Renan, quando ns sua carta aos directorea 
da RevUta germanica os acon^elhava a bu^carem o desinvoWj- 
mento do espirito alIem9o nfio sdmente na Allemanba, mas 
em S. Petersburgo. em Inalatemi, nn Hollnnda, un Suinsa... ' 

« Enfln, cherchez aussi l'Allemapne en France. Nous p09- 
aédons parmi nouH una colonie allemande qui, en mème temps 
qu'elle communique largement nvec le centre des idées fran- 
^aises, puise direetement encore aux mamelles permaniquea, 
dont elle n'est point détachée : c'est l'école de Straaboui^ '..,. 



■ De V Enseignement dea langues Ktranlsi dans les lycées, 1871, p^ 
e 8. — Cfr. Montuccl, Les Langues viratitas avant et nprH la guerre, ISTI, 

p. 3; [ Weil, Des Langues vioantes et de leur enseignetit'mt, 1S7S, p.2]. 

I B J'oBerai vouH conseiller de ne paa cherclipr le développement dt 
l'esprit allemand seulement en Altsmaene. Je ne sais ai te me Irompe, , 
mais je crois voir lo moment appriiiher où les AUemanila jonsront la 
mème rdle que cea Scota de la première moitié du moyen Age, qn*OD 
tiouve partout h l'état de missionnair'-s d" la aclence et rie gramnul- 
riens. Déjà presque tout le travul matérial d" In philolo)tie est «op- 

KTté danB le monde par dea AUemantls, Ne négUffei dune paa d'em< 
asser «tana votre recneil ces uombreuses coloniea où. gr&ce k M 
puiSHance d'expansion, la race (termaniqne p— '- -"" ^-a^.ti i-t^ivu. 



:z-1b dans 1 



._ _..i activité tatoUw- 
9 de S^nt-Pètereboura, 
ia.\(u& des suaceptibiliUs aaaez naturelli^B. la acience allemands 
s'est creò une importàate succarsal». peti inférìeure fi l'Académle da 
Berlin, surtout pour les aciences géo^rapliiques. Gherchez-la en AD- 
glelerre, à Oxford, ù Londres, nù vous renconCrerez à l'état d'eiiUs 
voloataires quelqtieB-uns des meillours rnpréaentants de la nonveUS 
école, MM. Max Mùller et Aufrecht. Hs écnvent en anglais; mais ImUf 
Mience, lear pensée aonl allemandes: cela doit voas suCHro a, llettrt 
sur les ftudès philolopigues et orienlales en Allemagne, nn /tfMM 
germanique, I, Paris, ISaB, pag. 2^.] 

' A carta é de 1857, e foi reltnpreasa em ISGS nas Quifslions con- 
temporainas. Em aeplembro de 1871 o auetor escrevia a Strauss : " VoM 
avez li'vé dans le monde le drapeau dp '" " "*'■ ■■--■-' 

arcljcolofciqne en place de la politi — 

aera latale. La pfiilologie comparie, qoe vou_ ,__ 

avez tranaportéo A tort snr le torrain de la rolìUqne, tous Jouera ds 
manvais tourg. Lea Slavea s'y paasionnont: cliaquo maitre d'dcole sUtS 
est ponr vous nn ennemi, un termite qui ruìne votre «""' — ' ' 



eau d? la pnlitiqne ethnosraphlqna it 
ilitiqne liberale; cetle poutiqae ntu 
irée, qae vous avez créée et qua <roBI 



Vous connaisBez aans (Joute la Setme de Théologie de M. Co- 
ltili, eicellent écho de ce qu'ìl y a de meilleur dane l'eségèsa 
«llemande. Lea travaux de M. Reuas, de M. Bergmann, hono- 
leraieDt une Uaiversité d'outre-Rhio ; ih sont ehez nous pres- 
qoe inconnua, et j'ignore si, en dehors de Vestirne d'un petit 
Itombre, Ub ont jamais regu le moindre encouragemeot de 
l'opinion». 

Gravee palavras, que, passados doze anno», havia aìnda 
■ àe confirmar o proprio Bergmann I ' E no emtanto o folheto 
'«onclue: n Tudo isto prova o interesse que ha na Franca 
^r eaae ramo de sciencia ' e a importancia que Ift se Ihe 
TBCODliece » I 

Sem alargar a vista pelas dìlatadas possesflOes da philolo- 
gia comparativa, « acience nouvelle, encore peu popularisée en 



Slave, <Ians cinquactc ans, saura quo c'est voub qui avex fnit sod nom 
aynonyme d' R eBclaven: il vorrà cette lonoue exploìlation de sa race 
par la vAtre, et le nonibre des Slaves est doublé du vOtre, et le Slave, 
comme le dr^oo de l'Apocalypse, dont la uupue balaye la troìBième 
partie dea étoilns, trainerà un jour aprèe lai le troupeau de l'Aaie can- 
■ ""Bienne clientèle des riengislthaii et des Tamerlan ». — E mais 
Sousprétexta d'una étymntogìe germanique, vous preuaz poar 
Pnisae tei villane de Lorraìne. LeB nniss de Vienne ( YinaoboTUi ), de 
''orma [Borbitomìxgìis), de Mayenee {Mogùntiaeam) sont gHuIofs: noua 
ne voos réclamerons jamaiii cea vilìes : mais, si un jour les Slaves vien- 
nent mvendlquer la PruSHe proprement dite, la Pomératiìe, la Silésie, 
Berlin, p:ir la rmson que tona cea noma snnt slavea, s'ils font snr l'Elbe 
et flor t'Oder co que vous avez fait sur la Moselle, s'ils pointent sur 
la carte les villasBS obotritiis ou vélatabcs, qu'aurqz'vous fi dire?ii (La 
Sipn-me intetlectuette et morale, IS?!, pag. 199-303.) 

' n ìv.B róaultals de mes ètudes, résuméa dans ce premier volume, 
E Irouveront-Lls aujourd'huì un Ifrratn bcancoup niieux défriché quo il y 
I» quelqnes aniiMS? je ne le aai^. JnsqD'ici, pour différontes raiaona 

■ me je m'abstlena d'apprécier, mea Iravaux n'ont été ni aperpis ni dis- 
Eutés. Lu Bcicnce de l'avenlr dira ce que valent ees résuUnts, et s'ils 

BtnAritnìent l'inapperreption par laquelle insqu'ici ila ont élh tenus à 

■ l'écart s. {Résvmi d'eludei d'antologie g&nérale et de linguUti^[u« gé- 
Xnéraìe, 2» ed., Strasburgo, 1869, paK. vii). — [ « Productions forUis 
£'et récondea. trop peu connues ici et trop peu appréci6es, dans lea- 

anelles il aéveloppe ou condense d-'B vues orisinalet et aeuvee de 
nguistique et d'histoire a, iiiz Sainte-Benve, falando de BCrgniaun, 
^p.-J. Proudhon. sa vie et so correipondance, Itì'ra. pag. 21. i 

n Mais, dana nos établisae menta d'instruction secondaire, eoa 
I, aujoard'hul eiicom, aont accueilliea psrfoia evee <léQance; 
_i métbodo D'en est pas parlAut nooeptén ni comprise comme il fau' 

■^h^it C'est lA ce qui fall sana loute que, privée, depois quelques 

B|uin£es, dn tnut appui officiel, dans les écoles de l'Etat, ia giiim' 
aire comparée s'y soutient avo paino par le ziìn d'un petit nombre 

■ uL P'^f'^Bseurs, turtout de oeux qui en apprannent lea princìpes à 
l'Isole normale, où elle garde sa place dans les exercices d'une 



274 



France i ', « science qui n ^té la tréation de l'Allemagne et 
((ui resterà longtemps aon domaine partkulier ■ ' ; attentando 
no aimples estiido do idioma romance, eatudo psr» o quii 
nio fRltain nem grammaticas nem tractados especiaea ', d»- 
claro ao sr. Adolpho Coelho que o sentimento dos raros ini- 



conférence ». E. E it ^ t> r, Notiota élémenUiires de grammaìrt 
atmparée. 6" ed.. Paria. 1965, pag. i-u. — [ b Bien dèa toìi, n l'heur* 

Su'il est, ont déjft parie de réfiéDérer noire enseicnement E«mn- 
aire en enseitifnant A la rois le grcc, le latin et le fran^ais d'^iréa 
les prìneipes de la philologie coniparèc. (Test trop pour commen- 
cer n. J. If ilEan d, L^s Études rìassiques rt l'enxeignement |ni- 
blic, 1872. pag. TI. — e Je ne plaide pas senlenient la cause de la 
grammaire comparse. D'antres éttides, aon rnoius fécondes, non noim 
néceaaaires, aont dppnU lonfitemps en sonfTrance. Pour ne pas trop 
nou3 éloigner du aajet de notre coors, quo sont dnvenvs la eran- 
maire p;recqne, la grammaire latine apprìses snr lea leites. cornine 
le faisaient autretoìs cbez nous les saranls dn xvi* aièele. el comme 
le font nncore k l'étranger les Kuhner el lea Madvig? Quand on re- 
garde nos roanuels, oa volt qné ce sont toajouTa lea mAmes exent- 
ples qui paaaent de livro en lirra et que se tranamettent les gfioA- 
ratìons.,.. Après avoìr copie Ics maltrea. ce soni les copies q;U, 
& lenr tour, aervent de modéles, et ainsl l'héritage des aneìens ioon 
TB tonjODTS en s'ami neìaaant >. Bréal. Qvelln place doii Unir la 
grammaire eomparée datu l'erisgignemenl cituaigué C(«iWi finte a» 
Collège de France . pour la riovterture du cours de grammain 
atmparée), 1873, pag. 16, — Cfr, E. Egger, Du rdle da itvAet 
greniwes dans Venseignement setondaire en Pranee, lìcfào do cono 
da Sorbonne, na Eetae ^oHtigwe et tittéraire, II, 1872, pag. 59B, ] 

I de philologU rompaeéi, 

' Renan, Rapporl xur les tmvauas du conseil de la Société AH^ 
gue pendant l'année I869-1S70 [Journal asiatigue. Sf serie, t. XVI. 
pag. 5l ). 

■ « M. Teli ( Ejymsé general de la tangve (rati^aise, Paris, I8S3] 
signale lea inconvénienta de la muttitude de granimmrEs, qui ra tnn- 
joura croissant, et rappi^Ue que déjà, en 1806, dans un rappoit but 
par Van Praet A Napoléon I*', il est dil a ou'il exisle un tei inon- 
■ ceau (Io (jrammairea que seize chevaux atteles pourraienl h peine t> 
a tralner ». Il eet probable qae le rapportenr a compris sous le tìln 
de i^mmaìre les oictionnaires, les traiteli, les critiques, les mannelo, 
Tudimenis, uiéthodes, journaux pédagogiqueg, ete. s. k. F, Diilot, 
Obseroations SMr l'oHhographe ou ortogra/le francaise, 2* ed.. Paria, 
1668, pag. 317. — C« L'examen, memo aapcrflciet, d'une bibliograpble 
medicale tait voir que c'est prècisément sur les maladies les phu 
terriblea et lea moins connues qn'oD a surtout écrit. C'eat \ pÀint 
si la fluxion de poitrine tlont on sait les causea et la marche, at 
qae, la plnpart du temps, on eaigne avec sucoéa. a tourni le snìet dt 
quelques broeburea: la peste, le cholèra, la ra^e ont entanté dea od)- 
liers de volumes. Cette loogue Ale de gi'ammairee trancaisea aoDOO- 
cerait-elle que notre ifcnoraacc à l'éttard de notre lan|j;ue est iu«w»- 
ble?» Martv-Laveaux, De l' Etiteignemenl da AOtre lanaitt, 
1873. pag. 19-20. ] 



cìadofl DO eonhecimento hìatorico ila liagua francean contraria 
abortamontc a attestacfio do seu opusculo ' . 



« Et pourtaat noiu ne la connaisBona [ notre langue, une ^f.a plus 
beUea et des plus ricliea qae l'on parto sur U terrò], nnus ne l'étuilions 

dre qa'eo vue de la pratiqu^. Sos orìgines et la auile de son déve- 
pemeot sont choaes fort négllgées, non-Beulament de cenx i(ui éerì- 
véat l'hlitoiro (téoérale de la l-Yanee. mais de eeux tnèmea qui nous 
ncontenl l'bistiiire de la littéroture trantaÌBO. Noua avoiis, il est vrai. 
soas le nnm d'£cole dea Charles, un étabtiaaeinoat od l'on profease, 
entro autre» anjela il'étnde, la scìence du vieux TraacaU; une cbnire a 
tilt récemmenl. loDdés au ColléaB de Frauce pour le infini'' onsei^nement ; 
i'Ecole Normale supérieure y prépare en quelque mesure li-s profesaeura 
mi doivent dirìf^i les étndes de la jeunease dana IcB coltéBea et dana 
US lycées: mais tous ces elTorta n'ont paa eacore réusai à répandre 
dui> le public bflauconp de notiona «atiafaisaiites sur nn sujet iusque-li 
réservé anx savanta de profi-ssion a. Emilio ERSer, De Vhiìtoii-e 
4t du 6on luage de la Inttgiu fi-anfaUe, Paris, 18B8, pag. 8-9. — « Il 
&ut le (tire nou^-mémea, pour éviter le déaa^m^nt de doob l'iintendre 
dire, les Allemauds, sans négli)!er pour cela les études antìques, 
aaoa niaRqur>r au devoir d'étudier Icura propres origìnes, se sont 
impose avec succès la lOclie, toute benèvole, soit de déterrer et do 
remettro en lumière les monumenta de nos deux ancii^nnes litUratures 
du midi et du nord, soit eurtout de retrouvor et do faire connaltre 
1m loia perduea aui ràgisaaient les idiomes de nos troubadnurs et de 
no* trouvéres. S'ils ODt réussi dans c«tte entrcprlso, c'est sana doute 
parce qu'ìls y ont apporté plus d'ardeur que nous: mais c'est avant 
tout parce quc plus de faveur s'eat attachée <i Icurs travaui. plus 
d'faonneur il laars elTorts. Il s'on faut bieo que ch"z nous la roule 
Kit été Buasi ouvert«, le voyatie aussi attrayant pour ti-ax qui m 
■ont engsffés dan^i cotte direction. C'eat peu à p°n et péniblement 

Iu'ils ou pu K^Kner du torrain: c'est un par un qu'ila oe a >iif a'ijoint 
«e compagnona ; enlln c'est d'hier simlement qn'ih se aentein moins 
iBoléa, et qu'ils ont conquls l'estime d'un public encore Irop rea- 
trAlnl, mais dont lea sulirages, cependant, suffisent A les nncoura- 
ger 11. F. Guessard. Rapport !mr l>a Hudm i-elatiees à la lan- 
jfue et à la litiéralure du tnoyin tge en Frante ( Recueil ék rap- 
ports, 1889. patt. 101-103 ). — ■ Le premier en dote de cmm qui 
essayérent de taira pour le francala ce que Raynouard avait lail pour 
la provenni. FiiUot tui peu npprécii) de ses auccesaeurs: Ampère 
l'ignore, Oénin le raitle, Chevaliet ne s'en sert pss. C'est en Aite- 
magne qu'll devr^t trouver sea véritablea ]n(;ea. M. Diez n reconnn 
ses mMtes dana la asconde édition de aa Grammairo, et M. Burguy 
n'a Tait on somme quo développer et remplir juaqu'au liout le pian 
de Fallot dana sa Grammaire du la lanmttr d'oil I Berlin, 18>i3) : 
encore peut-on dlrn que ai M. Burguy a iWpouilli'' plua dn tosles et 
mnt-^lre abordé plus de détails [ cp. Dìoz. Kritìsclùir Ankang sut» 
Btymolog^chen Wdrtet-buehe dei' romanischen Spmch^n, Bonn, 1859, 
pag. SH-SB], il n'a paa toujoura montrA l'excellent jngnmeul de Fallot 
et la métliodo sevère qui aurait cerlaiuemenl distingue snn livre, »'U 
l'avnit aebevé aprÒs la Grammaire de Diez n. Gaston Paris, 
Le» ètudes sur la (angue franfaine f flj-PMc de Franrv. 1871, paif, .W3Ì. 
— [ 1 Nous apprenons le latin de Cicéron et de Virgile, le francala 
de Corneille et de Boaauot. Mais entre cea dea\ idiomes s'élond un 
vide immense que nos maltres ne aongcnl nullement k combler. Aa 
lìeu de chercher dans le latin lea cauaes de la grammaire rrancaise, 
ila juxtapoaont, eomme nons l'avons tu, lea d«nx idlotnes d'une fsfon 
toni ompirlque, en oppMBot galliciame à tatlniame. Non-seulement 



Quanto ao mais, o testimunho jii hoje nntìp^o de Theil ' , 
o testimunho mais recente de Caben, laatimando que a igno- 
rancia da lingrua alleman deixe permanecer lettre morta para 
a Franca os traballios consideraveiB de investiga^io germanica ' ; 



rUnÌTOFSité. coiitrairciiiBDt i\ sea afflnnations publìgnes, n'Éclaire point 
par le latin la formation ilu la graimnaire frangaise, mais elle a un 
véritable élolgnemcnt et une répulsion instinctive pour ce genre 
d'étude.... — N'est-il pas étoonant qu'une natioa qui a derrière elle 
un passe littóraire satis é^l parmi les peaples modernes, le laisM 
ignorer 4 tei point & sa jeunesfle, que les reRarda dea plus ìnsLmita 
dentre noe collépens se promèncnt sur un texle fran^ais du ireiiième 
siècle comme sor nn livre écrit dans nne langun étrangère? En Al- 
lemagne, où, f> l'exception dos Nibelungen, la litt^ratare liu inuyeD- 
flge ne présente guÉro que dea traductiona, il n'y a point de gymDasfl 
qui D'alt aes le^ons de moyen haat-allemand ; tee jeuaes gens appren- 
nent & y connaltre et y admirar, sous le nom de Hartmann von 
Aue ou de Walthnr von der Vovelweide, lea jiogmca empruntés à noa 
trouvérea, [ Cp. D'Assaily, Lei Chevaliers-poelea de l'Allemagne (Slitt- 
nesinger), 1862, pas. Il e 57 ; (iervlnua, Geschichle der deutschtK 
DicWunj, 5' ed.,, t. I, 1»71, pag. 510. 545 e segg.]. C'est une partie do 



Cfr. B, Beeuvoìe, Hisioire lér/endaire des Franca et d 

eondes au III' et IF* sUrlai, Sena, ItìtìT, pag. vili. — « S'appuyanl sur 
ra principes philologiquoe poeés par M. Dioz, MM. Bartach et Matinar 
en Xllemagne, en Franca MM. I.ittrij, Huesaard, P. Mcyer, G. Paria, 
ont repris san leuvre pour la laiigue franfaise en particuller, et pu 
de nombreux travaux de détail uni éctairci le jiTablème de dos ori- 
Rine9. Ifalgré ces eSorts incesaants, les prineipes de la philologie 
mint;BÌse. n peine connus ch^z dods du public savant, sout eDOom 

ì&ncirés de la grande mnjorité du nublic lettre Ches noa voiainB 

d'Allcmagne et d'Ani;leterre, l'étude de la langue nationale a conqnie 
son dralt do eitó dana le» colléges et les gymnaaes, où elle règne aoni 
conleaCe A cOlé du grec et du latiu: 6lle na encore péni^lrà cliei noni, 
pRs mfimn dans l'enseigneraent supérìeur n. A. Brachet, Oram- 
maire historique de la [angue fì-anpaixe. 
Cfr. Baudry, (tuestiom scolaires, 18^.,, 
Dictionnaire àe la ttmgae frangaise au XII' et 
Introduction, pag. i-iii. ] 



* XIII' si^cle. 1873, 



( des Bomàrides, Prffnft, pag. 

' 'I Nos aavants ne annt paa aus-ii familiarisés avec l'allemand 
que lea savants étrangera le sotit avec notre langue. Si pnur elle c'est 
DQ grand honncur, il n'en est paa moina vrai i^tia bisa dea iravanx im- 
portaats de la savante Alleinagoe courent amai le risijue de reater 
lonptemps enoore lettre dose pour notre jeunasse 8tndi"UBe.... M. 
le doctear 2unz se plaint avec raìaon de l'abandon dana lequel K 
trouvB l'ItistoirR littéraire du Jariaisme; on pcut avec non moins da 
raison vivement regretter no d -senio me nt l'abandon des éludes bibU* 
ques en France, inaia auasi rignorance dans laquello restent panni 
nouB, fante de traductiona. tant de productions nliilalogiqneB sur lea 
teatea hèbreux dont l'Allemagne est ni riche. Pula Sion s-nons revoir 
parmi nous des llochart, des Richard Simon et des Sflvestre de 



^os de Guerrier de Dumast, Renan e Maurj ' ; o de Ewerbeck, 
pocurando em vfio em Paris um editor para a traducala 



I 



( La Biòle, traduclion nou»elt«, avec l'hébreu en regard, t. 
', Paris, 1851, paé. xv-xvj ). — [ Cfr. Renan, Vie da Jesus, Prifitcs 
■4* la treUième fdtìion, pag. xiv da 14", 1873: LAntechHst, Intro- 
■'nclKM!. 1978, pag. X1.V-3LV1I. ] 

■ ■ Soua la Reataaratìon, et mème peudant les premières annéas 
la monarchie de JutUet, noua élìons, pour l'orienlaliame, fi la Ifite 
— l'Earope [ «fr. Pauthior, Cours compUmentaire de géographie, 
ffhistoire et de légàlalion des Etata de l'extrétìU Orienl d t'Eeole 
Épieiaie des langues orientales vivanies, discourx d'ouverture, Paris, 
ÌSIS, p. 17-19]: nous BomnieB actuellement preaque A la queue. Depuis 
▼iDgt ans, nous n'avoas non tuit. rien tonde de sérieux, en faveur 

dea laugaea de l'Orient Or, vingt années ont aufll pour que les 

Vitree aalions, vivement stimuléea ou par leura KouvernemenlB, ou por 
dea patrona^us éclairés ot géni^reux, noua aicnt successi ve me nt rejoints 
d'abord, [ims décassès en partie. Maintenant, débordés i, l'envi, par 
les AnglaiB. par les Busses, par Ica Géni^vois, — par les Sardes mème 
( leeqnela font fi Turin, pour leurs bellea publications sanBcrites, das 
aacrincea aupérieurs, relativement au moina, à ceax dont oa se con- 
tente à Pana ), — noua Bomines surtout laìaséa en arrière par les Al- 
.lamands, qui tonibent bien quelquefois un peu dana le rève, mais q)d, 
en somme, ae soni donne la peine d'apprenare, et pour qui notre man- 
ine trop general de aavoir, dans cea matièrea, commence fi derenir 
nn sujet de comparaieons dèdaigneuses a. [G. de Dumast], 
1,'Orientalisme rendu claisigue dati» la taesuve de l'ulive et du possi- 
bl«, Nancy, 1851. pag. 37. — u En France, on ètait jusqu'à ces der- 
niers temps demeuré presque ètranger à cob découvertes de la lìn- 
Euiallque, La philoluiie coniparée n'avait rencontré parmi noua que 
lort peu d'adeptea. Abul RémuuaC, dana aee Rechercnes «ut* les lan- 

Cues tartarea, on appUqua quelquea priucipes, mais il aénéralìsa pan 
is resultata qu'il obtint, et la mort l'enleva avant quii eùl' acbsvé 
Bon ceuvre. Klaprnth ne marcbait point ancore d'un paa bien sOr 
dana la voie Douvellament ouverte; U n'avait pas assex approrondi 
la grammaire comparéo pour s'ftre rarolliarisè avec nnn mètbode qui 
demandali d'abord h Atre solidement assise, et puia d'i^Ueurs, qooi- 
qua habitnnl la Franca, il écrivait génèralement sur ces matièreg en 
Allemand. Cesi au-delfi du Rhin qu'il faut aliar cbercber les Térita- 
bles tondateurs de la science nouvelle: Onillaume de Hamboldt, F. 
Bopp, Jacques Grimm. Leurs ouvragos n'ont malheurausement point 
encoro ÈIA Iraduits cn trancia, et les principcs qn'ila ont pasés n'ont 
Duàre pu ao répandre hors de Icur pays. Farmi nos étudiis, un Seul, 
Eugéne Burnouf. entra en mime tomps qu'eux dans catte voie d'eia- 
dea et fut eondnit anx mAmea doctrinea; mais U nature speciale de 
Bea travaux empéeha nos philologuea de e'ìnitier aux méthodea et 
BUI idées dont 11 avait si tiabilement eaial l'cspril u. A- Manry, 
La Philologie comparée, se* principet et ses appHcations nou(<«II«f, 
Paris, I^'^ pag. 2. — H J'ai tonjours donne pour bnt à ma carrière 
ScientiQque de contribuer selon raes forces fi relever les dtndes sémi- 
tiques anciennes do l'abaissement où , mal^S d'honnorables exeep- 
tions, allea sont resléea, en Franca, depuis Richard Simon. De benne 
beura je reconnua que l'ìnférioritó criti^ue de la Franca, au dix-hni- 
tiéme siede et au commencemant du dìi-Qeuvléme, surtout quand il 
•'agii de la hanla antitjuilé, teaait fi la taiblesse de cas études parmi 
Bous. Haltresse des sciences bistoriquos jusqu'h In révocatlon de l'édit 
de Naalae, la Franca, dapuìa catte latale epoque, légne A la lloUande 




dos Linffvas da Europa moderna ile .Schleicher ' ; o de Guessard, 
rejeitado entre os aous, escfimecendo ironicBment^ dos que 
He perdem nas cntacumbiis da historia ou da liitteratura sob 
color de estudarem questCes de origens ' ; o de Littré ', oe 



«t k rAllemagno H soia de continuer l'^EUvre qu'elle avaìt %i ^oricQ- 
semont commeDC^- H y a lA un arand arrìÉrA de deux aìòcU's à rèpa- 
rer ». K e n a n , La Chaire d'hmreu au Collège de Fmnce, explica- 
tiims à mes collimai, » ed., 1S63. p^. G. — Gir. Destitution iftM 
professeur ai* Collège ila Frante ( Quentions contemporaines, 1868, 
pag. 313 ). 

1 E Cea traraux [o livro L'Allemagne et tes Allemanda « as tra- 
dnec^B de Schleicher e Fenurbaeli ] m'ont pam lellement urKents, qua 
je n'ai pas béailé d'y sacrìfler uqq très-graode partie de ma fortone, 
aprés avoir dierehè en vain ud édlleiir A Paris, ville qnt alino ponr- 
tant à s'inlituler capitala il» monde cimlisé «. ( Les Languoi de 
l'Europe moderne, Préface du traducteur. Paria, 1833, pag. viu. ) 

* « Belles queslions, vreiDieat, et bicn digaes de nousl C'eet atw 
ùtranReTB qH'ìl faut laisser le souci de tes débrouiller et de Ica óelair- 
cir. C'est aui Allemanda que revient de droit cett? tfLchq péolble et 
tastìdieuae. Peadajit qn'ils ont la simpUcité de poager lour l?inpa et 
d'user lettre furces i\ deterrei- lea alatues mutilées da aos onciena 
poÈtea, A relronver les régles perduea de noe enei eoa dialectaa, 
la litierature et la librarle fraticaisea s'acquiàrent uno gioire immor- 
Ielle par la publicalioii ile roniaus k quatre aous et dea pèriodAgmi 
iiluttris à touB prixl — .... Ceux dea librairea mes compatTÌÓtW> 
l'i qui j'ai demandé timidement s'ila voulaìent bìen c<iiisenLtr & M.' 
cbarger de celle pabliealion, se sont emprossés du me nJpoadre imm. 
ìjt premier èditeur allemand anquel j'ai cu rccours m'a réponda 

Cohi aveo uno axtràme eaortoisie. GrA«es lai en eoioat readuea, A 
et a la docte Allemagae, qui étadie plus que nous et parfois raieiuc 
que nous lea origine» de notre langne et de iiotro liuératurn u. (Grom- 
maires proeenfales de Hugues Faidit et de Raymond Viéat de B*- 
«audun, a* ed., Bmnsvic, 1858, pog. \in-Kyi. ) 

* i Juaqu'^ pri^nt les demi-aa vanta, lés épluchoura de mots. aa 
sont amDSóà à réaair dea expressieoa énergìquea qu'ils uni dédwd 
n'Blre pae traacaises: à Trapper du titre de gssconismes, dea locnUona 
iudigòues bìen supérieures k celles dant naus noua servons, an lieo 

d'an enriohir auasi la liiiigue natioaale Je eonnaia bieu dea aa- 

vants, trés-reepectablea d'aifleurs, qui auraieat un trés-grand beaoÌD de 
conoaltro aoa patois, ei cela pour bìen écrire leur propre laogoe i. 

j, ,-. — i,,.,j|^^ Htatoire littèraire, philologigua 

et de l'tUiliU de lear itmk, nova ed., 

. «Si, par lea Iravaux de la renaiasanca, 

lar les cbefo-d'ueuvre des Cerneille, dea Molière, dea Bacine, dea Voi- 

langue tranfaise eu est arrivée à cel admìrable éiat où ella 

raiaon pour oublier lea vieux dialscles délaìssó» 

et aouservés encore par la province plus lidéle it 

coulumes vénÉrables qui sont autant d'honneun 

— payéa il un passe auqnel n 



tìe 

et bibliographigtttì des potai 
Evreux, 1858 pag. — 

ELT les obeta-d'i— 
ire, 

dea boaux pàrleu 



grande pour la 
laina mola du lan^ 
dea patois.... Ei 



. ^^-- — , - devons d'eire oa 

Làlude des Jialecles n'eel paa sans importaUM 
sanoe approfondie de la laugue {ran;«ise, Car- 
actoel seraieut mCme inexplicables sana l'étude 
'■fitude des patoia n'eat ""'' ""<-■ ■ -^-~— •■•■'- » 



s néceasaiie à 



de Gastou Paris ' e Emilio Algrlave ' ; estea teatimunlios so- 
bejnriio a instruir o processo scientifico da Franca Dos ultiniOB 

Abel Hovelacque, a quera por certo se nSo argairà nem ti- 
bieza neia inilecisao de espirito aacional, dizia ainda hontern — 
ha tanM tempo que j& a sua voz deixou de ser ouvida : <i C'est 
ailleurs un cas bien fréquent quo de rencontrer encorc à 
l'heure nctuolle nombre de lettrés, et des plus dìetioguée, 
raisoonaot dea langues, de leur formation, de leur consti- 



H 



Pi-ujet 



celai IO' ^^1' savoiT ce que Bont dovenas les termes latius en France 
~ 'A celili ijui veut lire et eompreiidro le vìeux fratii:ai8. Le premier 
vera bioii itee lacunes comblées de l)t Burle: il verrà, par cxemple, 
le palois d'AngoulAme a seul conservi^ le ererifire lalia dans aoa 
t/à'étntr, brAler. le mmert latia daaa soii trinus, osur, que le seul Moi- 
Tandiau dit eacore moime pour minimus, et que ce n eat qu'au Berry 
me JubiUire esc reste eoos In Torme do jeitUr. Le second, iToutre part, 
^espliqucra maint sena, malate inlerpréution diffloilo des 
. par la coonaissaace des dialectes ». Girard de Rial 

JtCmKltttg tur Ut patois franfoit, Paris, 1863, pag. 5, 7 e _ 

, heureuHm<;at Coutes ces sources de langue qui coalent duna les patois 
■ont loin d'ètre i\ la port^'^ du lexicographe. Il s'eo faiit beaaceup nae 
le doinaino dea parlerà priiTÌricianic alt éCé eunìBBniment esplorò. Il y 
Male eiiwre de tràs-coiialdfirables lacunes. O'esC aux savanta de pro- 
Vìnce li y pourvolr; et c'est A rAvadèinie des inacriptions et Ixilles-lut- 
'raa k eacjarasat lea savanta de province n. L ì 1 1 r é . Dictionifiit! 
't la laniiue frtin<;aùie, Pré(ace, ISM, pag. xxviii. ^ Ufr. Hixloire de 
I lamju.: frunfaine. l. IP, IHlia. pag. 9J-113: e Bróal, Les ItUes 
■ìatentes du langtige. 18d8. p^. &«, 

■ a Cotte étudn eat la llióse que j'ai souienue à l'Ecole dea Gliar- 

puur oblenir lo dlplùnie d'urei iiv iste- paléo^raph e. La bieiiveil- 

se avec taquelle elle a élé accueillie ma oneourasi; a la pulilier, 

a que je ne me fasae pas d'illusions sur le nomore do lecleurs 

< 4U'elle peut ralsonDablemant cspércr. Les ain:kteurs ds pbilologie 
nancais? aout Loujou.r8 bien rares. et la plupart mètne de chux qui 
«'oGcupeiit de tiotre vieux lanitaKe «n font uiiiquemeat une alIaJre de 
«arioaité. Je serais iieureux si je pouvaia cuntribuer k taire voìr que 
C'est uue BCience au»si bien que la pliiloiogie clasaique ou orien- 
talo.... i> ( Étude SUI- te ròte ite Vaccent latin dam la langut f^an- 
faUe, 1>0Ì, pag. 1.) 



n Eu e 



) déjù s 



férents siécles, les p!ia _.. ._ .. _ ___ 

gaia, ol nulle part ou n'a apergu celle prétendue langue r 

^4e par Raynouard sur dea indiees inBigDiUaDtB, ìdiome qui auroit 

suucódft dans tonte t'Earope rornaine au latin proprement dit, et auralt 

Ini-mdme sorvi .de aouclie coramune a loutea les langues néo - latin'; s. . . 

I Auasi la laii);ue romane ne comple-t-olle plus que do bien rarcs par- 

I tiaans parmi noe órudita; mais elle rógne eneoru dans renaeìguement 

I aecondaire oCi les idées aonveUea ont toujonrs bcaucoup do peine fi 

t.aa taire accepter, ce qui le tìent aouvent.en retard de plus de vingt 

Lana sur le mouvement Intelleetuel ». (L'Ecùle des Charles et son en- 

E Jaignenxnt. Na Remte des coura littéraires ile la Franae et de fé- 

f trunirei', t. " ""' ""' — '"" ' 



tiition et de leurs variations, eomrae si Bopp n'avait jamais 

existé Oh ne parie guère physique ou chimie sana &Tftìr 

étudié la pbyaique ou la chimie ; on s'abstient moins d^à 
de tran che r selon les fantaisìes du moment dea questions 
naturelles telles que celles de l'hétéro^nie, du polj^nisme, 
de la mutabilité dea espécea ; mais l'oa devient tout à fiùt 
concluant sur le terrain linguistique '. Quant à s'inqaiéter du 
devenir uaturel, quant à se procurar une simple notioa de U 
morphologie comparée, raSme de la phonétique la plus élémen- 
taire, h quoi bon cela? a ' 

E auctoT, para justiflcar as siias palavras, lembra o exem- 
pio de um grande nome. Qoal f de Dupanloup. E em que 
lirro entfto I No que se intitula De la haute édvcaiioK inlelìee- 
lueile. Gilde o latim é dado corno urna deriva^fio doa dialeetoa 
dorico e eolico >. 

Ora, o TÌcio d'està opinifio, que ainda assìm é a de Niebuhr 
e de OtfrieU Miiller *, foi demonstrado pela linguistica mo- 



' [ Vej., acèrca de L'Homme qui rit, J. Vinson, Victor Hugo <t 
la lan0i^ ba^Mie, na Bevue de linmisligue «t de philologie com- 
parée, U V, Vienna. U73, pas, 434-6. E aa Revue criligite iThjf- 
loire et de littéi-aUtre ( abrif de 1874, pag. 219-223) o arUgo do L. 
Havet por accaBi3o do Quatreningt-treite. ] 



■ (• Ainsi, aavez-Toua quelle idèe possdde et inculqoe concemant 
la parente du grec et du latin l'on de nos Quaranta, et dea plua en 
scéne? Voici: o Je ne puìs oublìer lei un dea mérites, un dee pria- 
« cipaux litrea de gioire de la langue grecque : c'est qu'eLle a eie la 
« mère de la langue latine, et. par elle, et avec elle, la mère et 
n rinspiratrice dea plus bellee languee modemea de l'Earopo. Le la- 
s tin, en effet, n'eat qu'une dérivalion dee dialectes dorién et éolien ». 
Ajoutez que ces lignee, si dostnatiquement et décidément préseDlAea, 
oont extraites d'un ouvrage amiblé ilu titre « De la hante éducation 
ialallectuelle u tome I page 187 [ll>7 da edi^ào de 1870], et que leor 
auteur, ai je ne me trompe, eat celui qui a combatta avec un a-propoa 
et une lempérance de lanóso peu vol^aìrea la candidature acadèmi- 
gue de M. Littré a. — [ veja L'ÈlecHon de M. Littré à l'Aaidém'U 
Pranfaise, par Mgr. l'éoéme d'Orléaiie, suini d'une répùnae au /omt- 
*mI ies Dibalt, Paria, 1872 ; e cfr. A. Milcent, Da Dictiottnaire dà 
Ifoateti tranefìtrmé en dictUmnaire de médecÌ7ie matérialiste par Ì£i£. 
Uttré et RoHn. 1856. ] 

' H Quanto non ai era pensato e scritto per determinare la genesi 
e la relazioDO reciproca delle due lìngue 1 Onde sono esse proveniUa: 
Bono aorelle, o figlio l'una ilell'aUra? Qual ò il tipo della loro fonna- 
sione t Con che diritto le chiamiamo noi in mezzo a tutte le altra dell' 
umanitù lingue claasicbeT Le risposte a questi probledti non eiaM 




I 



^ern& '; e tìchleiclier jà em 1^0 considerava mais facil provar 
qao o gvego procedeu do latim do que mostrar que o latim 
derivou do grego *. Quando se estada a anatomia comparada 
■doa idiomas, diz Delius, veriaca-ae ser o corpo da lingua la- 



state che un mucchio di errori. Per NiebuUr questa forte e compatta 
-omosenoilù latina non era che il risultato arliQcioBO cioè riflesso di un 
«iocretiamo italo-greco, e la parola alata di Omero, quest'organo dell'i- 
dealità più autonoma del mondo, non era per Butimanu, che un gruppo 
di anomalie u. Llonaua, Annitersario Bopp, Napoles, IdGG, pa^. 10. 
— I Cfr. Max M Q 1 1 o r , Uiiber die Resultate der Sprachwiiseit' 
Mhufl, 3> ed., Strasburgo, 1872, pag. 11.] 



m 



Se dois combattre une ancienne opinion, abandonnfe aujoar- 
k eavolr i^ue la latin était une sìmplc Jérivatioa du grec. 
pbilologie comparse nous ensugno, ou contraire, que, dans besu- 
^ de eas, l'idiome de l'Itatie a conservò des formes plus antìques 
pìm rapnroclides du langa^e primitif dea Aryas que ne U aont 
formes lournies par ics dialectos grucs Ics plju ancicns ». O p - 
"*, Considirationii f/ènéralea sur la philolOf/te comparve dea lait- 
indo-wropiennes. Paria, 19KJ,_ pa^- li- — Ctr. H e y 8 e ^ Suttim 



dw tiprachìeUtenschaft, Beriia, ISÓtl, 3 73, pag. l^'i: A 
La philologie comparée. ses vrinciue:! et let atinliciitìoi. 
Paris, 18Ó7, pt^. 11 



I 



nùuveìtes, 
. , „ , .De lói-i'jine du langage, 

tnd. do F. ile Wegmann. 1959, pag. 7; Omcliichte der dtulselien 
Mttnwftt, t. I>, Leipzig, 1803, pag. li; Cbavée, Let LanfueM et lei 

' Paris, 1803, pa». 14; Brèal, De la Màthode commratim ap- 

! a félxtde dea ìangueì, 18U1, pag. 8; Baili j'. Notionx hiato- 
sur lei rapporta de pareiité du grec et du latin ( Manuel pour 
des raeinet grecquei * latim», im>, pag. 19-ai!: DI Fran- 
zo pattato e lo iipi>enirv della Itnguiatira ( Saggi di logologìa, 
1. 1, Messina, 187(1, pai. la ) ; — [ F a r r a r , Fatitities of Speech, 2* ed., 
Londrea. l«7:l, pag. 13 ] — o Yet more nntenable, and wantiug even a 
semblanee of loundatiou, is the derìTatTon of Latin trom (ìreek, a fa- 
vonrito dogma of lìmee not long paat, bnt at prcseiit nbandoiied by 
every comparative philologlat wbose opinion is of the sliahtesi vaine u. 
■W h i t n e y , Language and the stud]/ of Language, Londros, 1867, 
pag. 2'X). — a U IS as imposaible to derive Latiti (rom Greek, or 
Oreek from Sanakrit, as It is lo treal French aa a modiflcuiion of 
Proventai », Max AI U 1 1 e r , Science of Language, I', pag. 197. 

* Les Langues de l'Europe moderne, traducgio de Ewerbeck, pag, 
176, lUS. Paris, ISia. 

Sem embargo da sua grande enidicio, Obry, a qu>;m em lS3ó eraui 
JA tamiliares oa tralialbos de Bopp (vej. a memoria iniiiulaJa Su 
Verbe lubalantif et de $ort emvioi cornine amieiliaire. dani les coiijugai- 
tona aanaci-Ue, grecque et latine, à la t>oi» Mtive, pm. 7 I, escruve mala 
TMentemente : • U. Froocia Wey bliìme peut-^tre d'une inaaiérs trop 
Absolue c-t DOS vieuK grammairiena d'avoJr conetmit la grammalra fraa- 
caise sur le modòle des Latine, et lea prammairiens romains de la dé- 
cadonce d'avolr bAtl la leur snr le pian des Greca. Rien n'dtait plus 
natiirel quo catte doublé inilaUou, puisque la latin s'él«it forme da 
grec éolien. cornine lo franuaia est né du latin >>. ( Elude hiatoriyue et 
philologigue sur le partiripe paasi franfaia et »ur lea verbe» auttiliai- 
rei, Paris, IfìSÌ, pag. 1)). — E L. Michel, Étudea aur la aìgnifieation 
dea mot» d'aprili lea élimenls dont ila sont format et Ut famillna 
ttjpnologiquti dont il» f<mi parile, 2< ed., IBGó, pag. 173: « La lati- 



ì antigo que o da grega. Deduzir o latim do dìklecto 
mporta, lopo, um anachronìemo '. 



« er. iQQOcencio liniita-Be a falar-nos da Inglaterra. e da 
Pran^. Fez bero, alias mentiria aiiida mais u. 



K Se falasse da Italia) n&o verta que nos estudos lìngujs- 
ticoB esse pays nos enverponha tambem. Na Universidade de 
MilSo OB cursos de Ascoli rivalizam com o^ do mais habìl pro- 
fessor de AUemanhft. Instituto de Franca fez justÌQt ulti- 
mamente a esse sabio eminente, coroando-lho o scu Iìyto in- 



eue fmncaìse <lérive de la laague latine, qui cUe-mAme derive de !a 
langue t^recqiie ». — « E de suppor que o latim, procedendo do do- 
rico e eolico », dÌK tambem o sr. biirSo de Villa-Nova de Poicoa no 

seu inestìniBvcl opuBCulo A Lingua portugtuisa é filh» dn latina, 
Lisboa, 1813. — ApÀzar de que se conta de IttlO o descobrimeala da nnl- 
dBde genealogica aas lin^an indo-europeaEj, a verdade é que a posicio 
do Banskriti) aioda annoa depoie nSo nstava cUramente delerminaot. , 
a Je ne croia paa, dit M. Bopp dans les Annatea de litléralure orien- ^ 
tale (18»1, qu\l faille conaidtìrer comma iasus du sanscrit In grec, U 
latin et les autres langues de l'Europe. , . Je auis olntiìt porti^ li renr- 
der tous ces idlomea sana cxception somme Ics moaiflcations eraduellM 
d'une aeule et mAme langue primitive b. ( Bafui,, Introduetioti A fa 
Grammaire camptirée des UirùfWtìS indo-etiropiienTies, extrait du lama 
premier, Parii, 1668, pag, xuc. — Cfr, Lignana, La Ttya(i)rmo- 
lioni delle spècie e le t>-e epoche dalle lingue e ìatteì'atu^r» in^^ 
europee, Roma, 1CJ71, pag. 17). — Comtudo, em IS3I, um aucUir homo 
hoje quasi esquecido, BodrìRO Ferreira da Coata, aillnuava nM ilit- 
morias da Aciidemia (t. Vili, part. i, ReflexSiis e oliterva^es pr^- 
1 a escùlha do melhor systemn de orthùgraphia portuguttu, 
, „ -, ■ Tem-ae nomiodo a lingua grega avo da portugueso, lepn- 
tando-ae a latina filba d'ella: mas isto aSa é exacto. iH osta ae achaTS 
formaila pclaa dos aalinos liabitantea do l^acio, e polida ao )nialo doa 
roinanoB, quando a communica^ d'estea com os gregos, e estudo qua 
paasaraui a fazer jlas doutrinas e ayslemoa da Grecia, abriu entràda 
no latim a muitaa dicfSes gregas, que Binda nos ultimoa tempoa da re- 
pablica oa doutoe ao receavam de empregar. Hàu paia as linguas gran 
e latina veriladeirameate irmana o contomporaneas o. N'io fliliaa ao 
sanskrilo — accresceota o sr. conselbelro Viale [MUrellaneii hell«itieO 
-lilterariii, IStSè, pag. 182) — a aen^ irmana mais novas, formadas [comò 
seculos depoia ae falaram e eacreverom] do cablai primitivo recebido 
dos aryaa e de numeroaÌBsimas acquisicùès feitaa em resnltailo de mui- 
taa e varias migracSes e da frequente communicai;^ com na^Ses die 
dilTerente origem b 

■ Mommaen ( Hómitehe Gesrhichte, 1. i, cap. ii, pag. 13-13 da ed. 
de IS&S ), estabeleceado em reUfSo aos outros ìdiomae indO'Curopeiw 
a indtvidualidadc da linguagem italica, pòi de manifesto, ;-'>:'" —'' 



s para 
ì. sii: . 






fitulado Cvrso de pionoloffia comparada. Em Pisa fez-se eonhe- 
cido pelea sena traballios o professor Comparetti ; g nfio s5o 
csses OS Tinicos linguistas de Itnlia. Nos Estados-UnidoB, na 
India, nos pajses scnndinnvos, na Russia, na Austria [ até 
TM Austria tem cultores umA sciencia alleman < : toca em pro- 
digio! ] tem a seiencia de Bopp muitos cultores b. 

Realmente, se, fnlando da Italia, V. Ex. Ihe magasse em 
licpruistica produccOes anteriores às de Ascoli e Comparetti, se 
fizease, dirla contra a conscieneia ', Tnltaria a verdade ', 
mentirla emfim — mentiria pela gorja ou pela gioite, é indif- 
ferente por onde. Deseulpe-me o sr. Adolpho Coelho alguma 



lado da goograpbia cenno pela <la linguislica, o seu esLroito paren- 
tewo com o grego: — « i>i'«coa e itnlos sno irrnSos; primos dVlles, 
té celtAS, oa garmnnos e os slavos ». — Alnda aoui, porèm, Burgem 
asperas difflculdades : e a nplnlào de urna intimldade maior entre o 
grego e o latini, ilefcndida com telento por Gnrtlus, enlende Hove- 
UCqiu qae n3o resiste às conslderacùes enunciadas por Ebel, t^tt- 
ner, Ciino e Sclileiclier, uaanìines ero afllrmarem mais aperlada lì- 
gacÀo entre as lingua» celtieas e itallcas. ( Irutì-uctions, pag. &> ). 
[Cir. BeotM de lirtffuistique et de -phitologie eomparée, t. V. Vienna, 
ÌS73-1B7Ì3. pog. lOG : Rabasté, De la languì osque d'aprés lei inscrip- 
tions et de sei rnpports aree te latin, Rennes, 1885, pB«. 87-98; 
A- Pick, V'ergleichendea Wsrierbuch iteJ- indogermamsehe» Sprni^he», 
S* ed., t. U, Gottingen. Ig7I, pag. IOJI-106'I: J. Schmidt, Ili'e Ver- 
KattUeìiaftsverhilUniase der indogeitnaninehen Sptyichfn, Weimar, 18?^, 

r. 38-2j ; Max Miiller, Ueber aie Resultate der Spmchìciiixerurhafl, 
ed., Strasburso, ISJi, pag. 18-19: Hovelacque, Notiee sur lei sub- 
ditrisions de la Intigue commune iìido-europùnne, no t. I da Retane 
a'aTtthrovologie, Paris, 1972, pag. 476-477 : e Les Celtes de la linguit- 
(■?tte, no t. Il, 1678, pag. 487-490. ] 

I ■ A moderna glottica A essencial mento urna seiencia alleinnn ; 
fai na Allemanha que naacea, 6 là que a maior parte dos trabalhns 
de que é objecto ou em que se applica teem aido feitos ■. F. Aholpho 
Coelho, Sàbre a necessidade da introducilo do etisino da gloltìca 
em Portu^l, Lislioa, ISli), pag. G. 

* ■ le Bfay blen que les grammairiens font diff<3rence entre clìre 
ntensonge, et mentir: el dì^nt que dire mensonge, c'est dire ehose 
hulae, mais qu'on a prlne pour vraye ; et que la dellnilion (tu mot 
de menUr en latin, d'oii nostre franfois est party, pnne auiant 
comme aller contre sa eonscience [ • Mentivi, quasi eonlra_ mentem 
ire », dii Coste, nota da ed. de 1745] : et que, par consequent, cela 
ne tonche que ceuU qui disent contre ce qu'ils sgavent, desqucls ie 
parie *. Montajone, Estais, 1. i, cap. is, 

* [ ■ £ um dos symptomas cbaracteristicos de nosso eslailo, que 
para ludo o que é illicito e infame se aehasse urna palavra bonita, 
coni que se podesse mascnrar o vicio.... follar d rerdad^, em 
logar de mentir, é urna inveo^ào da nossa sociedade, onde se res- 
pira a mentirà e a impadencia com o ar da Vida ». Joaquiu I'E 
*' " :{insitmmado germanista, Porlo, 1873, pag, 171.] 



imperceptivel hesita^So face a face da palavra accommodada, 
le mot propre, ce nutre. Detinha-me um quasi nada de escra^ 
pillo. WSjò se afouta um a romper assim de repente com os 
usos: a preoccupatilo talvez nos vem de Franca ^ ou de mais 
longe. É a metonymia parte do sangue das linguas. Soc- 
corremo'-nos amiude às periphrases medrosas, moeda falsa. do 
espirito; consentimos k boamente nessas petÌQ5es de princi- 
pio a servilo do vocabulario; recebemol-as, com ellas nos 
pagàmos... 

Pourtant votre beure est proche, 5 spectres du langrag^e ! ' 

Estavamos na Italia, magna parens frugum^ e em presenta 
dos seus philologos. 

Lambruschini, que teve a Ouida delV Educatore honrada 
com applauso de Ascoli *, e Galvani, auctor de urna dis- 
sertacSo sàbre o latim archaico citada por Diez % sSio-nos j4 
conhecidos. 

Eis Biondelli e Carlos Cattaneo, ambos celebres, um pelo 
seu Atlante linguistico d' Europa^ pelo Saggio sui dialetti gallo 
'italici^ pelos Studii linguistici^ a cujo proposito Ascoli escrevia 
em 1861: « Linguista più operoso del Biondelli non saprei 
citare in Italia » ' ; o outro pelos varios escriptos Del nesso 



1 (( Le blàme énergique qui s*est attaché & la signiflcation primi- 
tive de Inconvenancet Insolenceet Impertinence est une preuve frap- 
Dante de ramour du frangais pour les usages re^us ». Éoèlestano 
Du Méril, Essai philosophique sur la formation de la langue fran- 
faise, Paris, 1852, pag. 9d. 

« André Lefévre, L'Epopèe terrestre^ pag. 139. Paris, 1868. 

' Lezioni di fonologia comparata del sanscrito y del greco e del 
latino^ date nella Regia Academia Scientifico- Letteraria di MilanOf 
pag. 21, nota. Mildk), 1870. 

^ c( Né passeremo por ultimo sotto silenzio i sudati lavori del bene- 
merito nostro italico Qiovanni Galvani, che, sulle traccio del Ray- 
nouard, e sorretto 4a profondi studj sui monumenti occitanici inediti, 
superò tutti i suol connazionali in quest* arringa ». Biondelli, 
Studii linguistici, Milào, 1856, pag. lì», — Gfr. Risi, Dei tentativi 
fatti per spiegare le antiche lingue italiche e specialmente V etrusca, 
1863, pag. 175 ; [ F 1 e e h 1 a. Archivio glottologico italiano, IL 1873, 
pag. 1; Tobler e D' Ancona, Romania, II, pag. 337, 407-8]. 

* Studj critici, I, pag. 3. Gorizia, 1861. 



fra la Ungna taìaea t l'italiana (1837), Sul principio iUorico 
delie linffw europee (ld42), Su la lingua e le leggi dei Celti 
(1844), DO primeiro dos quaes avcntura a idea a q«e Max 
Mailer, nnnos depoìs, na eloquente conrereni^m Rtìbren Slrali/i- 
cacSo da lingnagem, linviii de emprestar o brìlho do seu g^rande 
talento e a abundancia do seu vasto aaber : b Cosi il fugèvole 
testimonio delta rozza parola vuljrare può èssere per 1' istoria 
delle società umane ciò che le strati flc azioni del suolo sono 
per 1" istoria del globo » ' . 

numero dos operarios avulta d'ahi a deante, e o das 
obras cresco de monte a monte. 

Amari, ttorreeio, Fabretti, Conestabile, Luizatta, Narducci, 
e Maggi, e Sanpruinetti, o Paulo Marzolo, e o decano dos orien- 
talisliu, Amadeu Pejron *, e outros e outros illustram a bisto- 
ria d'easc periodo, sObre tortos fecundo para a glottologia se- 
mitica e indiana *. 

Depois vem Ascoli e ob SttidJ orientali, ob Stttdj ariose- 
mitici, OS Slwtj irani, os Frammenti linguistici, oa Corsi di 



I Alcuni scritti, vo!. I, MilSo, IStó, pag. 199. — [ Cfr. Curtius, 
Jfur Chronologie der indogeitnanisrhert Sprachforschung, 2" ed., Leip- 
zig, 187.J, pag. lO-n.l 

■ [ n or italiani sodo ancora ben lungi da (jaella BobrietA, che ti la 
vera forza dei teili'Gchi. Raese!;narBi a modesti coufini. rasBogaarsi a 
(fuell' ampiezza cbo nun proviene se nnn dalla pmfondilJi o dagli in- 
grandimenti del microscopio, i cosa ancora ben rara tra noi. Ripugnano 
" qnesio le nuiiche abiindini delie scorrerie illimitate, la presunzione, 
rse non vana, ili una particolare attitudine B queir opera connetlÌTa 
che altruve par diventata impersonale, o la presunzione, non del tutto 
vana anch' essa. c\m il gran dilatarsi di ogni singola provincia non vieti 
Ancora all' insL'gno italiano quella versatilità che ba permesso ad Ame- 
dno Peyroa di stampar cosi profonde orme sopra campi t»nlo dispa- 
rato ». Ascoli, Lettere eAtiche, na l, VI dn Revue de tinguisLi'/ue 
ci de philologie ramparle, Vienna, 1ST3- 1674, pag. 106. — Cfr. Calll- 
garls, Le Compagnon de tous. ou IHctxonnaire polgglotte, t. J, 
pwte 2-, pag. 8, Tunn, laUl. ] 

• Ascoli, Studj orientili e linguistici, fase, i, Gorizia, ISQl, pag. 
di 6 146; Biftsutti, La Filologia comp/irnla e t' insegnamento classico 
OH ginnasi, 2» ed., Veneia, 1M67. poR. 30-21; Dugat, Ilistoire des 
oritntalisteM de tEurope. t. I. Paris, ItttS. pag. xuu. 

C« Anx BociétéB asialiqaea d^j)\ exlstantes en Anglelerre, daas 
l'Inda anglaiBe, en Amòriqne. en Allemngnn, --' ...._.. 






•onnee qui composent retto socìétó nona «st un gage assoré dee ner- 
vice* quelle rendra. L'Italie a toujours tiinu dans les Alades oricn- 
taloa un rani< distingue; sa posìtion polilìque, soe vieilles colleetion^. 



286 



glottologia ; Comparetti e os Saggi dei dialetti greci deir Italia 
meridionale * ; Morosi e os Studi sui dialetti greci della Terra 
^Otranto ». 

A pouco e poaco a Italia, a grande morta, tem readqui- 
rido a consciencia de si mesma. Retinnem-lhe aos ouvidos as 
impreca^s de Leconte de Lisle: 



Hérisse de farear tea cheveux par les aire, 
Reprends Fongle et la dent de la louve du Tibre, 
Et poosse un cri suprème en secouant tea fere. 

Debout! debout! Agia! sois vivante, soia libre! ^ 



Inscrevem-se antes e ao mesmo passo qua os trabalhos 
de Nannucci ^ e Traina, os de Demattio > e Risi, Tommaseo 



les rares qoalités de son esprit national, la mettent à mème de con- 
trìbaer pnissamment aux progrès de certaines branches. Groapés en 
faisceaa, ses efforts vont acqaérir an noaveau degré de viguear ». 
E. Renan, Rapport sur les travatéx du conseil de la Socièté Asiati^ 
que pendant Vannée 187*2-1873, no Journal asiatique, serie 7«, t. TI, 
pag. 81-82. — Vej. Annuario della Società italiana per gli studj 
orientali, anno I, Roma, 1873. ] 

1 [ Consulte, na Rivista di filologia e d* istruzione classica, t. II, 
Turin, 1873-1874, A. Pellegrini, Il dialetto greco-calabro di Bota. Para 
o voL ni do Archimo glottologico italiano annunciara-se : I dialetti ro- 
maici del mandamento di Bova in Calabria, descritti da G. Morosi. ] 

< [ Acirca dos namerosos trabalhos sdbre os dialectos italianos, 
E. Picot, De deux publications récentes relatives aux dialectes de 
V Italie septentrionale^ no t. VI da Revue de linguistique et de 
philologie comparée, Vienna, 1874, pag. 281. — Cfr. Bibliothèque pa- 
toise de M. Burgaud des Marets, parte i, Paris, 1878: parte ii, 
1874; H Proptégnatore, i. V, parte n, Bolonba, 1872-1873, paj?. 306 
-319 ( Giullari, Proposta di unt^ bibliografia de* dialetti italiani ) ; 
t. VI, parte i, pag. 279 ( Corazzini, Programma per una società 
dialettologica itiuiana in Firenze ) ; Pi tre. Bibliografia dei canti 
popolari d^Italia (Biblioteca delle tradizioni popolaH siciliane, t. I, 
Mermo, 1871, pag. 175-181: cfr. t. in, 1872, passim): Pitré, Le Let- 
tere, le scienze e le arti in Sicilia negli anni 1870-1871, pag. 5-7; 
Ajscoli, Saggi ladini, 1, MilSo, 1873, pag. 252, 407, 477, etc. — No estu- 
do Del' posto che spetta al ligure nel sistema dei dialetti italiani 
promette oste ultimo aiìctor um Indice bibliografico que fecharà o 
voi. II do Archimo glottologico. ] ' 

* Poésies barbares, pag. 186. Paris, 1862. 

• Voci e locuzioni italiane derivate dalla lingui provenzale. 
Fiorenza, 1840. 

^ Origine, formazione ed elementi della lingua italiana, Inos- 
bruck, 1869. 



m Spaoo, Cantii ' e Emilio Tosa; inacrevem-se ao Iftdo doa de 
Hign, l'itimable diplomate qui est cn mème tempa un plii- 
lologue de premier ordre ■ ', oa de um auctor que a Italia 
fieiTindicB para sì, Musaafia •, cuja reputatilo abrange oa dous 
iBundos. 

Succedem-ae & porfia a Grammatica sanscrita de Flechia, a 
Granmatoloffia comparata della tingva albanese de Camarda, a 
Piccola Enciclopedia indiala de Angelo De Gubornatis, os Prin- 
tipii di grammatica sanscrita de Giu^enni, ob Saffgt di logologiit 
de Raphael Di Francia, a Grammatica greca de Inama, o Trattato 
itila prosodia, dell' accento e della pronuncia nella lingua latina 
1 Minotto, aa traducQSea de Heyae, Max Mailer, Schletcher, 
Leo Meyer, Curtius, Schultz, Carlos SchenkI, Boeckel, Schwei- 
«er'^dler... 

E nao obataDte lodo o atvoro^o e actividnde d'eate graode 
nfego scieatiAco, a despeito do movimento communicado ao 
è&Bino nos cursos de profesaores eminentea ', Coroparetti em 



, nota; E. Picot, Revue di) ImguUtique, VI, pag-i 

* [ ■ Le università italiane oggi snno come tagliale fuori del mo- 
vimento nazioDale, seni' alcuna aziono sullo Stato che ni dichiara 
emere neutro, e con piccolissima aiiono anlla Bocìetà di cui non 
osano interrogare lu viacure. Divenute tabbricbe di avvocati, di medici 
e d' archiletli, se intenditranno questa missione delta scienza odierna, 
se naando la libertà che loro & data, affronteranno problemi attuali 
e taglieranno aut vivo, se avranno 1' energia dì farsi esso capo e guida 
di questa restaurazione nazionale, ritorneranno, quali erano un tempo. 
U gran vivaio delle nuove generazioni, centri viventi e irraegiantl 
dello spirito nuovo a. ¥. Ti e Sanctia, La Scienza » In eUa, 
discorso inaugurale Iella nella Unirersilà di Napoli, 187B, pag, 11. 
— ■ La Bcarailà dei suaaldj mi ha impedito di portare lo studio 
d<^' idiomi pracrillci a quella maturila che io sperava. Poiché l'Italia 
muvft ha benai istituito, con una larghezza che la onora, molti in- 
segnomenli glottologici rd orientali ; ma i ret^itorl della publica isiru- 
dooe, distratti da curo più urgenti, non s) sono forse paranco for- 
mati al pensiero, che le nostre catedre, senza doviziose bibllotcohc 
ad essi speciali, sono altrettanti istituti astronomici cni manchino le 
specole od i telescop] ». Ascoli, Corsi di gtoUologia, I. I. MIlSo, 
Is70, pag. zi:. — a Sarebbe utile davvero, che anche l' insegnamento 
della grammatica Ialina venisse nelle scuole più raiionaluento trat- 



J 



Pisa, Ascoli em Milflo, Flechia em Turin, Lipauntt em Nh- 
poles, confes.^ia B!a»utti ' qite a philolog^ia comparmln a non è 
gran fatto coltiunta in Italia n, e Pezzi • sento ainiJa hoje 
que a n nova lingtiiaticn « tem de luctar eom o prcconceito, 
com lì ij;norancia e com a indifferencn ', comò ha dezesepte 



Iato, almcna nella classi superiori Ma per ora parn vana la bH' 

ranui di vedere un progreaso la quella parte dell' inseanamento ^n- 
naslale, comò puro in quslln della lingua italiana. Forse esarate- 
ranno una salatare Influenza quello calioilro di grammatica grsea e 
latina, e di lilologia romanza, che verranno istituite alla facoltà di 
lettere dell' Universitfi di Roma ». J, Miller, Grnmrruitiea dMa 
lingua givca di G. Curtius, versione iteiliana, prefacìo da S^ ed., 
Turin, 1873, pag. iv. — ■ Qui una plobe di pedanti, per ininpleatat 
per arroganza, per intln^rdaggine, per cnpidi<{lA, si arrabatta eontra 
■ ""ovi luotodi germanici pù razionali per io Inaegaamento del 1^ 
) del Rreco ne' ginnasii e ne' licei ed erulla Bciocelierie lati tìt» 
non merltono 1' onore di nna risposte.' ÌA Un volgo di relori cainnflfett 
da fllologi raglia, calunniando, contro la scienza del linguaggio, della 
quale fu creatrice ad è ancora suprema maestra 1' AUemagoa. ÈS m* 
con lepida Eravith dottorala accusano i linguisti di voler roHUringais 
lo stadio del latino a ricerche etimologiche, di non essere altro che 
uccellatori di suoni, di sillabo, di distogliere i giovani dal calta dei 
classici antichi e di ottundere el' ingegni : ora, mutando la toga del 
professore nella vesto dì Arlecchino, sgavazzano bu Ho n oggi andò, pro- 
ponendo, a nome della odierna glottologia, certo strampalate «farì- 
vazloni di vocaboli ». Pezzi, ConaUIei-anoni xuW iatru^iona, »• 
pratlulto elaxsica, in Itnlia ( Rieistn di pìnlogia e d' islrution« Cttt* 
sica, t. T, Turin. 1873-1878, pog. 4ÓL ). — Ofr. Téoricn Oei suoni « 
delle formi! della lingua latina de Schwoizer-Sidler, pretaoio do tim> 
ductor, 1871, pag. vin ; e Ascoli. Archivio gloUoìogico ttoIioMO, 
t. I, Milào, ISS. pag. xxsvr, nota. ] 



a del llnijunggio, pag. SS e 

* n La quale, benché vada gloriosa di una piccala, ma ìllnstre 
falange di Linguisti e di Gomporatori, che sureero al surjzcr dalla 
Scienza e lavorando stronuamealo progredirono coi progressi di quelli^ 
si mostrò più del dovere difHdente o incurante di quei nuovi prìne^tl, 
che venivano A' oltr' alpe un po' burbanzosi a scalzare dalle fondamenta 
il venerando ediflcto delia vecchia Filologia ». Fumi, Intoìim agli 
Aiutiti linguiatioi ( Itlustraiioni filologicoscompanUive. Napolea, I6b8i 
pa;;. xviii). — i La grammatica ' lllosalica, e slorica di Wolf non ni& 
piÀ essere che quella, chi si fa mcdianto li criterio del tipo Indo-Ba* 
ropeo. Genoralmante poco si bada alln consi.'[j[i''n7c di quosta ' 
tmsformazioUQ. Alooni, come nnliit fm^'', ririiimniii, para? 
derc le poche reliquie della lauta liiim-hi !il'i<<iji' I'H.i rin:i4c<'i 
altri saugiamento memori dell' auri;;i iii-iiii.nt.i ln^i.i i|ii;'i, <' 
volo dedotto a caso dalla nuova snrui'iiii- ^iilli' f^j^lir, pei* s^m. 

ridite», i. iguana. La Filologia ni serolo XIX. Napoies, Il 

pag. X. — Il La flliilo^a comparata, le cui uorme hanno illumini^ 








Ascoli deplocavn a squallida condùìone cm que se viam, 
1, patria de Luzzntto e Amari, os esttidos orientaea ', e corno 
Bioadelli se envergonhava de que deixassem a extrangeiros o 
incarno de ascreverem a historia raciocinada do italiauo * , 



{MuiHi, u uiiu wiaii£u nuova e che conta pochissimi aullori in 

Crediamo adunque far cosa graia al leltora, adombrando sue- 

cintamente ! principii sui quali poggia questa scienza, che non puA 
mancare di divenire, forse in un tempo non lontano, il regolo dello 
atudio delle lingue in tutte le scuote dei mondo incivilito n. Delatra, 
Voeabùìi germattici e loro Aenvati netta Imgxta italiana, Itoma, ltf71, 
pog. vili. — [ « Furono i Tedesclii rI' iniziatori di quello stuJio storico- 
comparativo delle arie favelle, die non e ultimo certamente tra i vanti 
Bcientllici ilella otA nostra: è pertanto affatto naturale che da quasta 
nobile e potente cospiraitione di studi venisse in (ìermania, e non al- 
cove, irradiato di nuova e non sperata luce il Ungua^oio dei nostri 
padri, nel singoli eleménti ond' esso 6 costituito, nei vani periodi delia 
ana vita, nei rapporti esistenti Tra esso e gì' idiomi cognati e I' arie pri- 
mitivo e fondamentale, di cui ù questi e quello non sono se non formo 
flvolteai variamente nello spalilo e nel tempo... . Sciaicuratamente queste 
livèlBxionl della scienza cermanisa sono per lo piit o ignorato, o, peggio, 
oOnOBciute fra noi Italiani n. Pozzi, Grammatica slorico-eom- 
\tiva della lingua latina giusta i risultati Arigli sludi ptiì recititi, 



1873, pag. 1 
S(uc(t orientali e linguistic 



t. I, pag. 116. Gorizia, V&i. 



: gli Ita; 



* * In simiglìanto maniera scomparvero altri preziosi manoscritti, 
ehe a nostra vergosna vediamo notati nei cataloglii della biblioteche 
brilanniehe e francesi ; e cosi spariranno quelli che ci rimangono, 
obbliati noi nostri nrchivj pubblici e privati, se ci staremo ancora colle 
mani a cintola, cont<^nti delle sluechevoli poatiUo del Dante o del 
Pataflla, aspettando che ali stranieri intossano la storia rni^onata di 
nostra lingua, pnbblicando quel materiali medesimi che ci hanno cai- 
piti D. Bionaelli, Studj sulU lingue ronutoie (Studii lingul- 
itici, Milito. iyó6, pag. 140 ). — « Noi piiseiamo initne alla orai — "— 
slorìoB dell' italiano, per la quale è doloroso soltanto che i 
lani abbiano cosi poco lavorato.... Dissertazioni poi sulle „ .. 
della nostra lingua non mancano nelle nunieroBe storie letterarie che 
avemmo negli ultimi tempi; ma sono tutto copie di copie, e fatto 
per (punta da quagli alti Imrgravil del regno letterario con sommo 
disdegna riella n pedantesche indagini grammaticali n. Canello, 
Ti Prof. Federigo Diei e la filologia romanza nel nostro secolo, Fio- 
renza, ISTI, pa^. 71, 73.— [ «Messa in chiaro la origino del nostri) 
idioma e conosciute te leggi generali delle lingue: lo Qliazioni, le 
Bomiglìanze, lo parentele fra le diverse favello : hi reso possibile di 
aptogar anttamenle e sicuramente le (orme della grammatica italiana 
non-meno che delle lingue sorelle nella loro relazion'? colla madre 
latina. A ciò hanno dato opera con mollo buon successo vari dotti 
stnnieri, quali sono il Raynouard, 11 Fucbs, il Blanc e, per tacere di 
tanti nitri. Federico Diez, che può dirsi il Bopp delle lingue romane b. 
Fornacinri, Gi-ammatica sloi-ica della lingua itatiana estrattn 
e eoMpendiata dalla Grammatica romana di Federico Diei, part. I, 
Tiirìn, 1S73, pag, lu. — n La conoscenza delle cose nostro letterarie, 
mercé V applicazione di questa Lia lilologia comparata] é salila fuori 
d'Italia od altezze rapido ed inspev.ile. Ed essa ogni fa parte di 
una scienza. In quale in molli paesi lioriscc splen<Iidamente ; mìvo 



a lingua que Di GioTsanì dù conserrada i Italia pela To«- 



cbe nel nostro, ore lo geoerale ae ne ifnionuio finanche i rìanlUti 
più OTTÌL Chi crederebbe a tanla rergofina? Volgono già quasi qna- 
ront'anni, ed uno straniem il cui nome svania ogni lode, it prof. 
Federico Diez, darà in luce la grammatica comparata delle lin(;iie n>- 
manze. Qaest' opera cite rinnovava ■<■ fondamenta della filologia neo- 
latina, creando una scienza che dorrebb' essere tutta cosa noatia : 
qnest' opera, che in Germania ha eia veduta la lena ristampa, Ln 
Italia non troTÓ Onora un editare che ardiase pubblicarne una tra- 
douooe I Eppure all' estero essa fu la potente scintilla, da cui ebba 
origine tutto quel movimento ncientifico, che ota ci fa qua^ slapili ». 



_ _ _ , Proemio da Ricista di filologia ronuin^a, t. I, Uncria, 

1SÌ2-187:}, pas. Ei-ti. — ■! ligg. A. Brachct e G. Paris hanno eontln- 
ciato a pubblicare la loro traduzione della Gramimatica deUe lingue 
romance di F. Diea. -Nei pae^ nostri dove il tedesco è ignorato 
ancora da molti do}ti. questa traduzione render» Analmente noto no 
libro cbe da quasi 40 anni rinnovava la fllologia romania, seaca che 
la maggior parte dei Blolo^ nostri se ne fosse per anco accorta». 
Rivitta Tornatila, pB». 137.— « Riconosciamo di bnoo grado come ge- 
neralmente in caso ( fala do opusculo SulV orìijine dell' wniea forma 
fletaiùnale del nome italiano de Francisco D'Ovidio} il giovane au- 
tore non solo siasi mostralo peritissimo della sua materia, ma abbia 
dato bella prova dì quel criterio storico delle lingue che pur troppo 
In Italia é ancora una dote aasoi rara, ancbe tra coloro che fan pro- 
festione di lettere e Otologia : e ci ralWriomo pertanto che la lio- 
guistica Tenga ad avere in questo egregio professore un valente cul- 
tore, cbe coti insegnamento e cogU scrìtti potrà certo giovar grandemeaU 
a promuover questa sorta di studi nel nostro paese d. Fleehia, 
RÌKÌtta di ^ofogia e d' Utrusione clasnca, t. I, Turin, 1873-1S73, pag. 
100.— << Noi non vediamo le cose cosi color dì rosa come il pr^ 
Demaltio e ci pare affatto impossible che il suo libro [ Sintasti ocUit 
linffva itnliann. con riguardo alle principati attinente delta tintatti 
latina e greca ] e quello del sig. Fornaciarì possano per ora Yttot 
introdotti nel liceo, e meno ancora nel ginnasio. Che possono upen, 
e che cosa possono integnare di questa materìa nuovissima i «ae- 

stri o giA vecchi per età o vecchi per melodi? La Germania n' ha 

preceduti da nn pezzo in questa vio, e gli Anfangs yrunde der deutidt^n 
Orammatik per le classi snperìori ginnasiali del D' Vilmar sono alta 
sellima ediziono : per 1' Inghilterra il Gleig | Historu af engtitK W- 

Stage) fece il simigliante, e il suo libro entrò nelle scuole; Angoslo 
rachet in pochi anni fece sci edizioni in Francia della sua firam- 
maire hiitoriqve, quantunque a noi non consti che il libro aia stalo 
adolUto nel pubblico insegnamento. Qualche cosa, si spera, faremo 
ancbe noi in Italia: e sporiamo anche non si voglia ospettara che 
ì Portoghesi o i Valacchi ci dieno il buon esempio u. Canello, 
Tre tltuti neotolini, Imola, 1873, pag. 23-21.— C(r. Del Afelodo nella 
studio delle lingue romance, prelezione tenuta nella R. Unicersitè di 
Padova, Fiorenza, 1S73, pag. 13.— s Abbiamo in Italia cattedra di 
sanscrito, d' arabo, di cinese : non abbiamo ancora un corso stian- 
tiflco speciale di latino e defili altri idiomi italici antichi né di lin- 
gue neolatine, alle quali appartiene la nostra odierna favella. [ b All' Ac- 
cademia letteraria di Miuino è stata istituita una cattedra per la 
lingue romanze, e a rappresentarla vi e stato eletto in qualiti di 
professore straordinario il valente nostro collaboratore, sig. Pio Bajna. 
E questa la prima cattedra assegnata in Italia ai nostri studi ■. M- 
tn»in romamn, 1973, png. 206]. Vadono in Germania, al fooolaiio 
allievi di professori tedeschi quei pochi fra noi, cui piglierà Togbena 
di conoscere protondamcnto l'idioma dei nostri' padri e qnelu chA 



^Cana ' — conaervada osaim na lingua, roflectia SuIvìqÌ, l' Italia 
h Ilalia —, lingua do *l, a mesma cuja origem andn atii 
presente controvertida '. 



SuperfluidaJe fòra levar adeants està demonstra^So. 
Tal corno OS Heu9 vulgnrizadores a deQnem e as ìnd»gacOea 
lodenias a couatituiram, a gioatologia ou « linguìstica geral 



parliamo noi stellai I Si lasci neli stranieri la cura d' insegnarci anche 
((nesto: ao ci avverrà di sentirci offesi nella nostra alterewa, trove- 
remo tosto nn coro il) retori che declameranno le nostre lodi, svil- 
lanegKiando la barbara Germania I » V aiz\, Consideraiioni tuli' i- 
ttru3ione, soprattutto classicn, in Italia, no l. I da Rivista di filolo- 
già eiasiica, 187'J-ia73, pag. 315,] 

' « A' tempi andati si disputi tanto se In linRua por lutti gli 
scrittori usata in Italia avesse a chiamarsi liorentlno o toscana o 

italiana: e queale dìspute vennero sino al nostri tempi In Toscana 

ebbe sede il pulito e illustre volRare, che tinche fa delle plebi tu 
italico: poi 3iciliuno quando entriS in Corte di Palermo; indi toieano 
quando toscani furono 1 mlRiiori scrittori d' Italia; e ora italiana, 
perchè & lingua nobile e vincolo di tutta la nazione, non di una pro- 
vincia aolamente ». { Del volgare italiano « de' canti popolari e prò- 
fXrW i» Cicilia e in Toscana, no t. I da Filologia e lelteralara sici- 

■"• 1, Palermo. 1871, paff, 164. 193). — Cfr. Tommaseo, JHjioitario 

' ~ limi delta lingua italiana, 5" ed, milanesa, pag. six e segn. ; 
, Saggio ivlla storia della lingua e d«i dialetti d' Italia, 
, \Wi, pag. 110-153; G alter, Za Letteratura italiana del 
»J« XIX (Il Propugnatore, t. VII, parte i, Bolonha, 1S71, pag. 
P): Cane Ilo, Sulla storia dilla lingua italiaivt. teiione, Padua, 
"1, pan. W-ai]. 

« Siccome 6 indubitato che l' idioma latino corse per diverse 
, la congbiettura di alcuni eruditi, che la lin)(un italiana non 
. t tanto una corruzione dell' ultima di quello, quanto un ristora- 
^ato della prima, e contenga molte dizioni appartenenti all' antica 
pvella del Lazio e for»e dell' Etruria, tiene assai del probabili. Non 
ti vuol giA iaferirne che il nostro italico aia 1' etrusco, o 1' naco, o 

ìi aabellico, o alcun' altra di quella prische lingue ■ Gioberti. 

Del Primato morale e civile degli Italiani, 2» ed,. Bruxellas. IS^, 
pag, 403. — « Se intatti i prischi dialetti italici non si spensero mai, 
nemmeno allora che l' idioma del superbi Quiriti, camminando a grandi 
giornate te vìe che la politica romana aveva tracciato dall' uno all' al- 
tro contine d'Italia, portava ai vinti i comandi e le legai di Roma, 
ogni ragione ci persuade a credere, che infrunla la unitfi romana, 
smembrato 1' impero e eottontrate agli ultimi anelili dello lettere la- 
tine* le incondite voci dei barbari, queste lingua popolari, o catgari, 
o primitive, o territoriali, comunque piaccia chiamarle, cercassero di 
riacquistare il terreno perduto ingaggiando una lotta, nella quale l'e- 
lemento latino trovossi a fronte quanto ancor rimaneva dei nostri 
antichi parlari. E 1' italianità pus;n<'i questa volta con miglior for- 
tuna ohe nella guerra sociale, poìchà il latino acomparve come lin- 
t parlata, e lo antiche favelle rianimandosi, poterono fornire un 
1 contingente, e quasi direi, la sostanza e fa materia prima a 



tnmptniiv^ > , la tcunte potùitv det ory^mìtwut tftlaHfaet it 



quei Tolearì iiiod^niì, che eoo lento lavoro ti fonnaTano in meno 
•tu Icnriin nairerHali e al tileoiìo letlenuio dì quasi Lre woolì >. 
Fedro Rial. Dti Tmuici fatti per tpiegoFt U aalicht lingue ttalt- 
fhe. ìliìSo. laoj, pan. ]e§.— alK^aaibiilUri, leiterato fioRnUno del 
■eeólo dectmocesto, dettò una iliBKrtaiione. nella quale preundera 
dimoatrare ci e 1' idioma loteauo era nn dialetto, non gik del latino, 
ma dell' arameo. Ai giorni aoMrì, il padre Titrqaifu, eoUabofmlnn 
della CiaiUà Cattolica, ha attsl/-naUi in quel periodico, che il laUiso 
è nn dialelto dMl' ebraico*. Loia Delatre, Vocaboli gtnma- 
niei e loro ilerÌBnti netta linaua ilali/tna, Boma, 1S71, pag. v. — Ctt. 
Riai, o. e, pas. 80. H8. 111. — [a II peggio eì é che un Ut nMlodo 

4 quello che ha dorato fino ai nostri tempi in Italia E te ora 

■i moalra mattiàor rispetto alle esigenze storiche, le quali non mu- 
■entono raffronti Ira Ungue affatto disparate, quando non siano aeea- 
dnli tutti da (a credere ad ano scamCiìo di vocj tra due popoli, non 
mancano però anche ofif;i di quelli che aneaturono, spediunienlA par 
le vncì uscore dei dialetti, congetture ed ipotesi da ncordare qarUa 
del Giambnllari e del Perion *. N . C a i x , Saggio mUn storia <UU<I 
iiwtta e lUi diletti iT Italia, Parma, VÌTÌ, pag. xrt. — «Basta fi- 
volgere lo sgnarlo al una biblioieca di icntiori eccleaìnstici, dk- 
poeti secondo 1' ordino dei tempi, incomindando dalla Bibbia latina 
detta coljiaca, nella qnale ai trova spesso itatiaon perQno la M- 
Btnulone dei periodi : ai Rerum italiearuni acriptorea mcoolU od 11* 
lustrali dal Muratori: e di per sé di secolo in secolo è peovala 
A tutta evidenza con doeauienti la gradaata metamorCusi della Un- 
iniA latina nella presente italiana n. L. Gaiter, Il dialttte it 
Verona nel iiecolo di Dante (Il Propugnatore, t. VI, pari, i, Boto- 
nha, ÌSIZ, pBg. 283). — « Qu'>8ta spigolatura di voci o dimenticati 
o maltrattate o manomesse dal Latici e Vocabolari, nella sua la- 
nnitji, mostra anch' elln c|uanto tempo mai e quale portentoso con- 
corso di vicende fosse chiesto per la trsaformazione della lingua IO- 
mana e come, dopo tante vicissìludiDi e forlunc, il linguaggio n< 
stasie sempri il medesimo nella sua sostanza. La quale considenBOW 
può valere di risposta a coloro, dia reputano la lingua volf^aro M- 
s«re una appari»oue, e non lento e pigro lavorio di secoli: quasi 
che che i popoli cambiassero la favella, come le persone i paDnL 
11 llncuaRgiu é eterno ii. F. Liveranì, Lesiicografia itMiana, 
no voi. citjulo do Propugnatore, pag. .T?a, — n L' Allighieri ed il Pe- 
trarca solenti Finente con fessurano, che dalla lineun latina attinsaro 
<|Uanto di meglio dettarono nella lingua del si, (a quale non i una 
lingua diversa, ma una palingenesi della latina. Chiamaronla nQoVo 
ialino i nostri tri^centisli per quella sapienza ininitiva. che cosiltuiSM 
il buon senso del popolo.... Ma se questo è, perclié nella Rivinta 
lUaiogiea si agitano ancora le secolari questioni intorno alla mater- 
nità di questa lingua? Perchà il professor Coraizlni rimprovera il 
professor Fornociari di avur dello col Dici, che «nadrc della lingoft 
nostra è la IntinaT ìfsdre nel senso della filologia, e non già la 
quello della xnotagia, come a difesa del professor Fomacisri accenna! 
sul Giornale Ai Vironri n. 956. Perchè sulla Rivista filologica il pro- 
fessor Corazzini scrive ancora Sulla pralrabile deriraiione di aletmt 
forme ramante, rifacendosi alla nascila della nostra litica? n 0*1- 
ter. Sui rlialetli italiani, art. i, I cagili della lingua italiana, SO 
t. VI do Propugnatore, part. n, 1BT3, pag. 11, 4. — n ... Quanto 
all' altra maniera, che si risolvn nel paradosso di voler che la faOM 
italica della parola romanza sia alTalto rimota dal latino dei a^ti 
lessici e delle solite grammaticiie, baaterfi che ai tocchi dei meno u- 



[ peasée ', acienoia que Malte-Brua singelamente appelli* 



e per- 
ii afret- 



iliUti suoi [autori: i <miili, mentre esagerano e trnnlendoni') le ìm- 
'portanti veritft clic si vengono scoprendo circa le diversità simulta- 
nee, o eacce«Bive, che la evoluzione atorica della jiarola latina Ita 
«eco portato, non sembrano accorgersi del folto cardinale, per la cui 
virtù ricac« appuoto, fra laut' allro, inaila parte delle accennate eco- 
perle, e conaiate nei saldissimi e diretti rapporti che la scienza lia 
ormai alabillto e sempre meglio raisoJu, per ogni lato dell' orga- 
nisioo glossico, fra il fatino dei soliti lessici o delle solite granima- 
ticlie elnflcuna di quelle divers-) favello che diciamo romance o neo- 
laline a. Ascoli, Prosmio do Archivio glottologico italiano, voi. I, 
MilSo, l'nS, p.ig. K\xv)u.— «Noi sappiamo oramai con sicurezza che 
il vocabolario italiano é quasi tutto nel latino popolare. Ma come 
accadde la trasCurmazlone ? A quali legzi sogK>acqii: ?.,.. Non volendo 
supporre che 1' iiatiano del secolo tredicesimo e quailordieesìmo sia 
COBI quale noi lo vediamo nato improvvisamente, nato adulto e ~~ 
futto, e trovandolo in questi secoli cosi vicino al francese, i 
tamnnte fratello ^ due dialetti della Francia, di farlo parere piut- 
tosto un terzo dialetto che una lingua diversa, noi potremo in lurr^ 
che questa somiglianza dovesse esistere anco un secolo, anco due se- 
culi, anco tre secoli prima, e che quella medesima forza di evolu- 
zione che condusse in Francia a passare dal latino al volgare, ope- 
rasse idenUcamentc in Italia. Né Ik né qua vi fu soluzione di con- 
tinuiti tra il latino volare e le lingue romane. Tutta l' Europa 
latina nvrubl>e avuUi una lingua sola, che si sarebbe sviluppata con- 
tempo laii e amente in tutte le varie parti di essa, si non fossero esi- 
stito diverse pronunzie e diverse influente locali u. A . B a r t o l i . 
/ primi due sucoli delta letteratura italiana f L' Italia sotto r agpttto 
fisico, ^storico, artistico e statislico. parte H). Milào. 187a-1873C?J. 
pag. 20, 31. — N (Questa naturale in11u?nza delle aoUche prononcie 
popolnri, la loro mozione contro 11 latino importato ci spiega a suilì- 
cienza perchè i nostri dialetti sieno ora tanto distanti dal latino, 
meatre assai piccola é la distanza fra il greco di Salomos, di Cri- 
alopulo e quello di Platone e di Sofocle ». G a n e 1 1 o , Sulla itoria 
dalia lingua italiana, Padua, 137.), pag. 11. — a Né, per ciò che s'at- 
tiene al modo come ne derivò l'italiano, par necessario ammettere 
col Meyer la concorrenza della corruzione nella evoluzione. I fattori 
della Irasformaziouo furono l' inarzlu degli orgitni vocali e gì' incro- 
ciamenti etnici: quindi non vera corruzione ci fu, ma soltanto, conte 
sempre, evoluzione ■. H: mesto stonaci, Ricitla di filologia 
rontarua, fase, iir, Imola. 1878, pag. ÌTi. ] 

■ Cliavée, La Science da langage et M. Taine, srligo publicaJo na 
Loi de a de julbo de ItJTO. 

[ Kuctor repetg em outro logar : a I^ linguistique est la scieuce de) 
organismes syllabiques de la p'ns^e, lesqu^ls sont entre eux camme 
les races qui les onl spontanemenl créés. I.a linguistique eit doiic 
la branche la plus Olevée de l'anthropo logie, comma 1 anthropolo^e 
est elle-jii'^me la plus nohle et la plus utile des scionces uaturel- 
les s. ( L'Anlhropologie et la méthode intégrale en liìiguiatique, Bor- 
deufl, 187^, pig. 1 1. — Andrò Lefévra. que dà à sciencia o nome da 
pbitologia, dil-a : ■ Une geologie morale qui, de couehe cn couche, 
reléva W allured et les pliysionomies dea peuples et range par classea 
Ica dleut ftiBsilea dont eìle constate l'origine verbale, cest-a-.lire liu- 
maine n. [Aim'm'ich di V Encgclopédie generale, Paris, 1870, pag. &5, 
Le mouciin^nl philotogigueì, — Ascoli. Coni di fflottoloaìa, t. I, pag, 
XIV, deilne-a; ■ L' istoria scientiflca della parola, che é TiBloria acien- 
tmca della natura umana, dello nazioni e della civiltii ». ] 



k 



da idiomegrapiia ', o a que Regnier heGÌtou em dar o nome 
antigo de grammatica * por urna razSo analoga a (jue obetou 



t a The HìBlory of LanRuaBie, in nll ita various bearineB. may be 
not improperi; desigoated by Uie term Gtùssology, which I prefer to 
Glotlology, a word reciìntly employed by some continental writers; 
tirgt. becaiue the [ortner sounds to Engliah cara less harsli; and, se- 
condly, because it suits helter with eeveral words which we niready 
pOBSeM, Buch as Glo$s, Glotser, Slostnlor, Gloasographer, Glottùgra- 
phy, ali derived from the common Greek word -/iua» [Àtlicé, ylAna), 
the l'ongue ». Stodilart, The Philosophy of Lnngttagt, 3* ed., 
Londres, ItìfiI, pag, 4. — Cfr. C a r t i a a . Philologie una Sprachioit- 
aenscKaft, Leipzig. 181)2, pag. 5 : L a t h a m , Elements of Comparatiti* 
Philùlogu, Londres, 18(É, pag. vii. — « That the barbarous hybrìd word 
lingttistique ia wboUy uanecessary ia obvious, tor Uie deflnilion giran 
ot it, in 1S)5, exnclly applies to gloitology as used bv some continental 
writars, or to glossology, which I prefer ». Stoddar t.GìoMOtya. 
or the hUtorical relnlionn of languages, 8* ed., Londres, ISSI, pag. SHI. 
— a La Scienza poti;^bC forse chiamarsi LingìtUtiea Generate, diTiM 
in Lingui3tica Camparaliea e Liitguvilica Specutaiita ; o, ae par 
bratto quel Liitguistiai, sostituirvi Glottica che a Schleicher piace di 
più. Eppoi, dacché il vocabolario dr^lle scienxe é ormai tutto KrMO, 
perché spregiare il nome Glottologia di Stoddart, ricontato anche da 
Curtius? Non dico che mi quadri mollo il termine di Glottologia, ma 
sarebbe breve e no verrebbero benissimo, a esprimere i dne suoi noni, 
i termini Gtoitogrnfia e Glottosofia ». Fami, Intorno agli stttdi tin- 
guistici ( llluttraiioni /ilologicocomparatite, Napolea, 1888, pag. xsv), 

* ■ Fu denominata grammaire generale dai dotti di Port-Royal, da 
Beauxée, da Sicard, da verdier, da S. de Sacy, da Tracy, da Gitane, 
da Thurol, da Albert-Montémont, da Perron. da Pavne : gi-ammairt 
generale atiali/tigue da Domer^e: gi-ammaire gMéràle tgnttiAimie da 
i«ber: grammaire ttniverselle et comparative da Court de Gebelin; 
grammnire philotophique da Tliiebault n. Pezzi, Introiiutione dito 
stKdio delia tcienta del linguaggio, l'urin, 18G9, pan. 2. — 



T o o k e , Eva Ttripavita. or the Divertions of Purìeg, ed. de R. Taylor. 
Londres, 1660, pag. 5, nota. — ■ Se Bacon diz qne a granimalieaj^l- 
loBOpbica oBtA por nascer, é talvez porque ncm Scaligero nos sens mu 
livTOS de Cauxtt Linguae Lotinae (nom depois Sdoppio cm sua Grmn- 
DMtica, par elle chamada philotophica ), chegaram a desempeabar o 
assumptu que se propoaeram. Coutinuaram pois a pnblicar-se fcram- 
maticas pliilosophicas: e appareeeram outras com os titulos de univer- 
saet, geraet, comparadas e tranteertdent/ief ; os quaes nomes imporla 
deSnir ■. Gomes de Moura, Nolicia sucrincla dos monunwnio* 
da lingua latina. Coimbra, 18S3, pa^. 3S7. Cfr. pag. 15. — Je n'ai qne peo 
de chose adire d'un autre groupe degrammalriens, les grammairìens pU- 
losopbos. Les uns, ce sont les plus raisonoables, analyaont la langna n 
lant qn'elle est le vètement de la pensée ; ila s'en servent comme d^B 
moyen de contrOler lea opérationa da l'esprit, et nppliqnent de m*me In 

Jrocédés logiques a l'explicatìon des pbénomènes linqnistiqnes. Ponacét 
bout, celle direction s'éloigne toat-^fait dea étudea qui nona ocoii- 
pent: la Grammaire de ConJillac est en réalité une Lo^ique. AttMl 
peat-on appliquer la mCme mjthode aux langnes les pluB direrses: dJji. 
an di\-septième siécle, le Port-Royal avail doané une Grammaire gi- 
Mérale; le dix-hnitiéme siécle aima ausai A s'enga^er dans eeUe v«c, 
où il apporta seulement d'antres idéea philosopfalqnes ■. G a s t o U 
Paria, Les iiudes sur la langue franpnixe (Reeue de Franee, L I, 
1871, pag. VXS ).— l« .\njourJ"hui une acience nouvella, la linguUtiTUe, 



que Humboldt posasse o de Cosmographia ao seu Coswos', 6 
urna Bciencia nova, ou, pela expreasao de Ascoli, n scienza che 
ancora è fanciulla » . 

«The SciBNCE OF Làncuage ia a science of very modem 
date ■, afBrma Max Mdller no esordio das suas Lfrtttret*. 
• Mae acieace qui ne date que d'hier i, accrescentaco os aeus 
traductores franccaes. Scìencia a que ainda s". recusa essa 
digDÌdade, objecta Farrar '. « La plus nouvelle de toutea les 
sciencesB, insiste o auctor do livro A Maral anUs dos pkilo- 



B'est dèflnitivement coastituéc, et cependant la grammaire comput-ée 
eommence 6 peine, après tantdB remarquables Iravaux, A consister lei 
mpports et leB dìfférencea qui exielent eatre les idiomea de mème fa- 
milEe, eans oser encore prévoir l'epoque od ce monumont déflajtìf, la 
grammaim generale, poarm, non pas Aire termine, mais seuloment 
entrepris avcc quelau<! apparence de maturile et de succès a. M a r t y • 
Laveaux, ì>e l'Ensetgnement de notre In-ngue, Paris, 1872, pag. 
32. — Cfr. Li 1 1 r é , Prefacio da Grammaire hùtorigue da A. Brachet, 
9* ed. (1873), pag, xiii : Egger, ApùUoniui Dyscoìe; «Mai tur 
l'hisloire dei ihiorìes grammaticaliis dans l'antiguiti!, 1851, può. 51-52; 
*. anjainais, Diicours préliminaire, na Hiatoire nalttrello dt la 
mrole de Court de Gébelin. 1810, pag. x-w; Ileyeo, System dei- 
Ipraehviitienschaft. Berlin, IBSi, pag. 10-13; C o o b e r ì s , Hisloire 
ì la gmmmaire. Paris ( 1872T j, pag. 2-4.] 



_.. cette étude à la 

• et dos ftuts, qu'on s'c 

j mal bit, auquel je préFéreraÌB pour 
..1 Tonlalt bien lui litisaor tout son sei . 
1 diH, trés-reapectable nom de grammalre 



s théorique et pratiqne, étude des prin- 
habitué Jk nommer lingui»tiaue, il'an 

„r mnn COHlpte, JB 1 aVOUB, BÌ 

vieux, et quoi qtt'on 
l Traiti de la forma- 



s daits ta tangue givcque, Paris, ÌSm, pag. i 

■ [ Attor the progress achieved in a scientìllc study of itie pria- 
cipal brancbea of llie vaat roalin of human speech, our new science, 
the Science ot Languaee, migbt cltum by riglit ils aeat at the Round- 
labla of the ìntelleclual ctiìviilry of our ags s. Max M ii 1 1 e r , 
XrUrodxirtion lo the Scienre of Religion, four lectures deliDemd at the 
t^Bojfal Inslilution, Oxford, ttfìS, pag. 2.J 

Hi i«'Cest t une date fort rapprochte do nous que l'étude du lan- 
Pp^B s'eat élevée nu rane (lu'elle oceupe, que les philologuea ont re- 
C mndlqod poar l'objet de leurs recherehes le nom de seience. Ce 
nom mèoie, cet honneur, on ne l'accorda encore k la philologie qua 
limiilemeiit : il somble que Ics autrea sciencea, celles-là mèmea qui 
ont avec elle la plus flroite affinile soient jalousea de knr plus jeuae 
swur, de ses progrèa, de ses succès loujoura croissants. ... Geux 

Sui ont eu le plaisir de connallre le demier pr^sident de la Société 
'etbnolo^e savent comblen M. Crawford [Crawfard], ce aavanC si 
autori sé, Mait dispose Ji tenir peu de compie des co nsidé ratio ns de lin- 
Kuistiqne en malière d'anthropologle. M. Crawford anra probablement 
eté le dornicr des hommea de science considérables, qui alt refuié 
r, d'^joate^ tal aux décoaverles les plns éclatantes, les moina conteslablea 
ds la pliiloLogie comparse. Il avait l'iiabitude de trailer en aourìant 
■ d'bérésìe aryane ii la théorìe qui veni établir l'unite dea langnes 




sophotf Luis Mt-ntinl ' , critico « qua son langagu et à e^ 
méthode on prenJraìt pour un contemporaiu dea fltotciena ■ '. 

Reconhece-o Bracliet no appendico dn Grammatica kùtoriea : 
n L'étymologie, — qui recherche l'oripine dea mots et lea loia 
de trHDaformatìon de» lan^iiuea, — est une scicuce nouvelle. 
C'est depuia trente ans seulement qu'elle est entrée dan» le 
concert dea aciencea d'observation». Egger ropete-o & frentA 
do DiecioHario etymologico do mesmo auctor: « L'étymologie, 
c'eat-à-dire l'explic&tion du vrai sena dea mota par lem Iub- 
toire, est une des seiences les plus anciennes à la fois et 
les plua neuvea dans les éeolea de l'Europe cìviliaée. Ceat 
une des plus aneiennes, cnr les Greca a'y sont esaayéa de 
trés-bonno heure, et Ics Homaìna l'ont cultivée apre» los 
Greca, les peuples modernea aprcs leura maftres greca et ro- 
matns. C'est une des plus neuves, car la méthode, qui Beale 
eonstitue vraiment une science, n'a été que tout récemmest 
appliquée à eea recherches ». 

Batabelecida a thcsc, determinou-lhe V. Ex. as natunefe 
conclttsOes. Se entrc povoa maia adeantados, quaes a Pranza e 
a Ingrlaterra, sO modernamente se domiciltou o cultivo da 
scieucia da lingua^em; so a lni;laterra, a sua parte, houve até 
mister que um professor alleiu3o ' Ui'a lesse em cursos pu- 



aryanea, et ne laissait jimaia écliappcr roccaaioa de ré[>£teT celta 
plaiflsoterie n. [ Qve la phìlolagie est wne science, conrer>ncia bila 
no Inslllulo Rsai da Gran-Brelanha, trad. de H. Dielz. Na Rmut dtt 
eowrit littò-airet, t, VI. Paria, 1988-1800. pag. 710.) — [ Ctr. LyeU. 
The Geological Er-idertees ot the ^neiawieu of Man. !• ed.. Loodrea, 
1878, pag. 00*-&)5. ] 

' Travaux recenti sur tii linguiatv/u« el la mythùlogU [ L'Anni* 
phiÌ039phiquc : études cHtigua* sur le mouvement des iacea génàraU» 
dans les dieers ordres de connaisaances, t. I, Paris, 18(!8, pag. 4iS1é 

* Bréal, HtrcuU el Cacus, pag. 19. Paris, 1863. 

* [ n .... Professor Max MitUer, by whose leclures, so ori^nal, 
so eloqueot. ani so full of genins, an impulsa has bcen given In 
Engìarid to linguìstic porsuits, wbicb vili, I bope, ultimntely prodDM 
worhers among us, especially among yuung studenls, and atnooK 
tboaa wbo are, gifted ivith thi ineHlimable blosBJngs of lelsure OBO 
the love ot toil, Bucb as may Bave England from tbe diacrodlt of 
lailing and laigìng behind in Ihe aptendld torch-race which ab*. 
moBt iindoubtedly, taad tbe lionour to bfgin ». Farrar, FamlliU 
of Spetìch: four leclures delivtred before the Rogai Institution ef 
(heal Bi-itain in Mnreh ISJS, nova ed., Londres, 1^73, pag. 90. — Ob. 
T rencb , Engliih, post and preient, 9* ed., 18% pig. 6.] 



997 



blicos, nSo é muito que a Portugal a mesma sciencia tar- 
dasse em affluir dos seus mananciaes germanicos ^. 

Contra està simples proposigSlo, que é todo o thema e 
argumento de V. Ex., despediu o sr. Adolpho Coelho o carcaz 
inteiro das suas vinte paginas, onde se terà notado que a in- 
Tectiva enche mais espaco do que as boas razOes. 

Mas. . . decorreram meses. Nfio passam em vfto os meses 
para o sr. Adolpho Coelho. habito das retractationes està 
profundamente inoculado no seu espirito. A falta « de critica 
alheia »... Meses depois o consummado glottico offerecia 
4 attenevo publica, necessariamente excitada, k curi'osidade so- 
frega dos fiéis a sua Theoria da conjugoQào em latim e por- 
tugués^ em cujo introito, uns e outros, conversos e pagSos, 
deviamos ler : « Nascida ha tao pouco tempo, so pelo seu 
sentido vasto e profundo poderia essa sciencia absorver, num 
pays comò a. AUemanha , annos de applicagào constante a 
espiritos de primeira ordem .... E é antes por falta de ho- 
mens dedicados a urna sciencia tao difficil, pela vastidSo e 
seccura das investigagOes que exige, do que por n5o se reco- 
nhecer a sua importane! a, que ella em payses que silo dos 
primeiros nos interesses do espirito, comò a Franga e a In- 
glaterra, tem no ensino um logar ainda bastante limitado. 
No ultimo d'estes payses, por exemplo, até chamam de AUe- 
manha professores para ensinarem a sciencia de que Bopp 
foi fundador (Max Miiller em Oxford, Aufrecht em Edim- 
burgo) ». 

E pois que estamos todos de accòrdo, bem podia eu dar 
aqui por fiudo o arrazoado. Deixaria, porém, sem resposta al- 
gumas crises e impugnacOes do opusculo, o que o sr. Adolpho 
Coelho me havia por certo de tomar comò desprimor de cor- 
tezia. Nem tudo no seu folheto é prata fina ou metal da 
rica pelle de Colchos. Entremeiam-se ós perolas 



pegas mais somenos, 
Cuntus de crystallino transparente, 
Àlg^uns soante» cascaveis pequenos. 



1 [ <( (ìernian writers point with pardonablo pride te the fact that 
for nearly lifty ycars the profound study of Comparative Philology 

90 



Embora se enlremeiem. Acompunhnrei o auctor ató ao flm do 
folheto; em companhia ttto instructiva irla ao firn 'lo mundo. 

li Os franceaes oSo t«em iiinda urna grammatica htstorica 
da Bua liugùa qiie satisfarà a todas as exigencias dn sciencia; 
as obras do Du Méril, que, apeiar de nSo aer mencionado por 
Vapefeau, corno outroa de maior merito, se tomou notavel pelu 
SUBS obras adbre a poesia da edado media, etc; de Cheyallet, 
de Ampere, etc., aòbre a formacSiO da lingua franceaa, fiSo 
DBtudos irregulirea, muìtns vezes inlìois ao methodo dit scion- 
CÌb ; mas o Dictionnaire de la langite fran^aisg de Littrfi i 
um doa primeiros trabalhos lexicologicos d'ente aeculo, coni que 
tó póde competir o DeuUche Worterbuech [tic] dos irmfioB 
Qrimms. So um ignorante corao o sr. Innocaucio podia ilap 
attendilo a opinifto da Larousse sàbre aa etymologiaa de Lìttrf, 
todas determinadas pelo methodo acientifieo; Larousse é tim 
compilador; Littré um sabio eminente». 

Por fortuna, tudo iato està longe de ser a suprema in»- 
tancia em assumptos da critica ; e oa livros de Chevallet e Du 
Méril, por eiemplo, diversissimamente avnliados du julgadorea 
competentes, que os leram <, gosam ainda hoje urna estimael» 



haa been almost eidasìvely conQnoi] lo liioir coanlrymen. KtOD ia 
otbor ceuritries Gerinans are the must promineat aapporiers of the 
SCiericG. Hs Max Milller ìa BDglaaJ, Oppert io Krance. Builenz io HoB* 

Kry, Bl'nk in Soullt Africa, Sba. «. Farrar, Pantities of SpMoh, 
txtrus, Ifl.t, pa^. 30.— Ctr. Benfey , GtschicMe der Spraehwiutn- 
MCha/t unii 0T-ientali3Chen PhUologie in Deuischland, hlunich, ÌSti, 
pag. 15-ie: Vi net, L'Art et l'archeologie. Paria, ltt74, pa^. 313-3490 

* ■ I.'ouvrage le plus compiei et le plus métlioilitfue sur l'origine 
et la roriDatiiio de nolre lanpuo est aujoiirj'huj celtu do M. A, do 
OhevalleU dont le premier volume vieni, na parattro (ParU, I1S58) ». E, 
Eg se r, Notions etémentaires ds grammaire compare^, li' ed., L'aris, 
ISsSj pnit. I(i7. — Vi>j. a praracio do Dictionnaire étamoloi/iiìH': ite A. 
Bracliul (lu;0), pag. i. — a Le livre de M, de Clieval'iet. pltin de fdiU, 
de couaiildrattonB prudenles, incoatealatilea. me parali étro Tn'uvre la 
pina eompleie d'un boinme nurli de l'écule franfaise et turmd à Ift 
mdUande de M. Guesanrd ■. Sainte-Beuve. Du point lU lUpiutt tt 
(IM ongirui da la langue et de la ItttArature franfau£$ fRiCut con' 
tenporaina, t. L, ISM. pag. 256). — [ Cfr. Baslin, Les nouvellM . 
rechirchet Jur ta languì frantaise et lourt riiutlats. BruxollaSt 
1873, puv. ai-M.] — R M. du Méril, plus verse dans les UDi;iittt steui 
da la nOlre, et au ceurant da tous las prnurés de la scieuce, a eoa- 
eontnì dtius aon court Essai philosophijue sur la forination dt 



POS iniprovisos do sr. Adolplio Coelho nfio hSo de provavol- 
meute abnlar. 

Sem difflculdade se reconhecc que o diccionario de La- 
rousse é frequentemente trabalho da compilacSo, o que n&o 
obata a que a imprensa de Frnn^a o proclame ; « oeuvre gi- 
ffantesque, que nous eavipat diijà noa voisins d'Allemagne et 
d'Angieterre u ( Journal des Débats ) ; — n vaste ouvrape, un 
dee plus larpement con^us de ce temps-ci » (Carlos Ro- 
MEY, La Liberté ' ) ; — « raonument où se trabit, ne fùt-ce que 
dans la hardìesse dcs proportiona et dans les prodÌgieu\ dé- 
TCloppements de l'édiflce, la main d'un puisaant ouvrier ■ 
{VtCTOB FocaNKL, Gaiflle de Frante^ ). A parte etymolugica, 
» que para aqui mais importa, nvalia-a d'este modo um profes- 
sor dit academia de NeufcMtel: « Félicitoas M. LarouHse et sea 
CoUaborateurs de a'Mre largeracnt ìuspirés de Bopp, de Max 
Mailer, de Pott, de Kuhn, de Pictet, de Weber et, en general, 
de la philologie allemande, dont les procédés et les resultata 
prìncipaux introduits dans le Grand Dictionnaire le distinguent 
safBsamment dea ouvragea ordinaires du méme genre » *. 



la langue franpaùe une foule d'idéea et de taits qui n'alteatent t 
moina d'éruditiou que de penetrante intelligence*. Gaston Pari 

prefaciu da Introduclion a la Gramtnaire des langiu- 

F, Diez, 1663, pag, un. — Ctr. Beirue de Frutice, I, 1871, pag. fi 

< Nesta mesma noticia 18-se ■■ t 
passeronl, le Grand DxMonnaire 
compiei des ricliesB^s acquiaes par l'espril humain jusqu'à l'hèure 

Stése D te ] patrimoine cummun de la cìvllisation croissanle; tlambuau 
e la sdence et du genie de l'homme, doni la lumière 9,'aM.TiM inces- 
•aminent, ?t <|ue, coinme le Haitibeau ilo la vìe dout parie I.uurócf, la 
generation presente passera ^ ee\le qui la suit.,.. Il r>!Etera somme 
un moimment élevé à la gioire de l'esprit al aui grande principes 
des sociélès modernss, auxquels l'avenir appartieni n. 

* Le mot CatGckisub tei gu'il figure dans les colonnes du Gratttl 
Dietionnaìre, pag. 66. — Apresenta està opusculo o aegulnle tiundro 
comparativo das proparcSes do artigo CatechUmo nas obraa encyclo- 
pediuaa mais eHliniadài : « Dictionttaire de l'Académie, 19 lignee; — 
de Buiste. tì ; — de Bcacherella, a«; — de Poiievin, 23; — de Litlré, MS; 
— de Dnpiney do Vor^pierre. 11: Dictiotìnnire de la eaneeraati'm, 
VU: Ennjcloiiédie mDd,!ri)f:. IH? ; KifirliipMif eathohqu^. fi*); Eff 
euHofidia nnglaise . ^9 ; E ii'V''"'"l "■''"' '"' ,>^Vlll' siécl» ( l'idn'.n «t 



d'AU-ni 



ri). ■ 









loeophique, h . Pillon. 



\IX' .néri,:. iJK»*i), - Niv I 
e Larouaae pur auxiliar o dirci; 



•.ti. Grand Die- 
largito do artif^ 
r dd Arm«<i pht' 



univertel dti XIX' sièclt, t. Ili, pag. 1174 



No que toca a Littré, h mesiaa AUemanhHi se incumbe de 
reseindir o parallelo feito pelo sr. Adolpiiu Coelho. « De atèiae 
qu'Adtìlung (diz um artigo da OazHa de Colonia citado por 
Baudrj ' ) avait imité et surpassé le Dictionnaire anglaU de 
Johnson, Grimm a fait anitre, en France, un ouvrage analogue, 
qui resterà fort au-dessous, au moins pour la finesse du sens 
liQpuistiquc et la puisaance compréhensive». 

Littré é um sabio eminente. Creio-o, nfio porque o sr. 
Adulpho Coellio o affirmo, mas a deepeito de que m'o aSlrma. 
Se pois a consulta iquelle vasto traballio lexicologico, um dos 
mniorea entro os primeiros, me descobre, comò nas palavraa 
Biographie, Prochroaisme, Herminentiqui-, urna ou owtra deflmjfto 
mesncta ou defectiva, quo fago? Noto-aa a margum do meu 
excmplar, conforme Max Mailer recorameuda practiquemoa ijuao- 
do acharmos levea defeitos num grande auctor — h»t tee do net 
erme oeer tkrm like schoolmasUrs or ralher si-hoolboys '. 

Negar-rae-hei, porèm, a reeonbecer, se o proprio auctor o 
nìlo occulta, que a parte bistorica da sua obra, parte em que, 
de mais, a antecederam o Novo Diccionario de Docbei e o 
Hùcioitario kùlorico da Aeademia, S9 opulentou grandemente 
coui OS immeasos materiaes incditos de Pougens e La Curile 
de Sainte-Palaye ? ^ A minha aiimiragao para eom o auctor 



* Chips fi-otn a Garmuti Workshop, t. U', pag. IM, Lindres, IdSS. 

' Littré, DiclionMirt de la lanyun franp-tiae, t. I, 1803, Prifiun, 
pag. XXXIX. — eie. Oftston Paris, Let éiutles sur la langue fi-a«tal1t 
(Heeue de Frarux, t. l, \.m\, pag. 191); Saiiite-Beuve, Du, point Si 
iMpiirt «e des origines de ta langus et de la liltérature fiitngalitl 
{ Iteoue contemporaitie, l. L, Id.iS, pag. .'■II-JIJ): Rmiucforl, Mé- 
moift sur la nècnHté d'un glossaire géitéral de rancieniu laww 
fì-an(aise, 1811, pag. S-i; Bayiiouartl, Obseroatians philologijviit tt 
gramm'Uicales sur le Roman de Rou, ISii, pjg. Uj-if; V. La tSaKi, 
Instruclioni du Comitè da la ianpua, dt l'hisloire et tki arti d* ift 
France ; ìection de philologie, 18j1, pag. 5 ; Saiiite-Beuvo, .Ve(ice Mi^ 
M. Littré, sa pie et sei travaua, 18S), pag. ìiJ: DictiounaÌr« htfW^ 
r^ue (te la langue fraHsaUa. publié par VAcadémie, t. I, ItìK, pUà- 
vili -, (JuessarJ, Rapport mr las études relatioei a ta langue tt A l«> 
Hticratwe (tu moyen Ags en France (Recueil de ravoorts: ~ 
des étudeg etrtsaiques et i 
La langue fran\;ai^e de.pi 
BrnkL-lmann, Verlorene Uandschriftan , no t. XI ilo Jahr^uck d< 
Lernck.;, Leipzig. 1«70, pag. gi-'j?. — tE vej. Saliile-Palaye, />r<y'«I(ruM 



L verlìirii que outros pecam — em nome da sciencin — n rpvisiio 
I de alpumaa dna Rtias etymoln^ias, « todas deterniinndns ' tiHo 
f n^liodo Bcientifico » 7 ' 

Pani se apreciar ainda a falta de coiiscìpncia e sciencia 

Ldo nosso biblingrapho, observarei que c!Ir nté entropia titulos 

\àe livrns e nomes de auctores ; tradiiz, por esemplo, o titulo 

i fibra de Ampère Formalion de la langw- Irancaine por Fun- 

|'<ftlf3o da Hugua francesa, cousa qiie nnda siRniApn, e era vez do 

lopp escreve Boop, provando, ao que pnreee, que nnnca viu 

ripto o nome do fundndor da grammatica comparativa u. 



11 paft. B-13, r . 
innnaire hUtoriq\te de ì'f 
Mpai*. DW Gtossaire de la langua franfoise depvis 
■ t txèele de Louis Xrv, 10 voi. em 4". | 



: origine 



. _ Mrvm todns determinadas pelo methodo sci<-nt'fcu nS<> tollie 
que o ar. A. Cnellio, para encarecar nSo sei nue inespurndn (kscobri- 
mentodo ar. Tbeopliilo Braga, doBcobrimentri que jàearav < Mti) lia iguasi 
dous seeulus pi^lo aanota (or de Mfinage ( vej. Pniicens, Trimr des origi- 
na, Paris. 1-.19. pan %^u 3U 1. adirme no Diccionano d« Pr, Umninstos 
^l'ialra, v. CJuicouna: h Dlez, I itlré, "te, niifi atieod''iam «nm a sovcri- 
'làé ila sciencia etymoloRica b si poi fi caca >. Tlieopliilo Braca \Enopeias 
a rifa monarabe, pan ;J7 e ì^rk-] indica a vcrdaileira ctviniilogla n. 
pneri noe o ar Tbeophilo Rrai^a llie retrlbue em lima noLa do Ama- 
Vg de Gau'a (1^.1, pò;!. 591: « SAbre esia palavra escreve o nosso 
iRÌnenl<> pliild.>)(o K. A. Caelbo.... d ComoI ae o eminente pViìlologo 
EdMtera ine no Diccionario h e a parto da inlroduccSo afibre a lingua 
TOAugnesa a nnica cousa em que tem ipnponsabÌllda<Ie i> ? ] 

' r '^astun Paris, (pie conaiiiera n diccionario da Llllré o Vneuvre 
MJantlflquo à la foia la pina r^naid^raMe et la plus nationnlc qu<> la 
?rano" ait vue dan^ ce nécle ", di« sfibre o astiuniplo ; ■ i^'uoi qu'il en 
^t, le D<ct-ovna''re <le M I.iltré pent Aire coiiai<'éré. ao polnt de 
ma étymnlnitiiiue. comma repr*«entant le iiemiT éiat 'le la science, 
ktraat-fk-dirn le résumé ile lout ce 'lui a ^lé étnbli par les tinvoUleors 
■ lAileata, aunmeiité et eontrflW par tea n^herohea "t la criiiftue d'u^ 

■ ■ ■ \lfn,n ' ■ ~ •■■ 



Mvant lo premier ordre ». { Mi'moìrus de la Socìélé de Lìngw 
la Paris, t. I, I8IS-lt(71, paH, ■Hi-a84). —Qua-' 
"■" ' " "■ " "Il faut venir ju3|u'' 



i/n 



rsvia Emilio Eir-'er: ■■ Il faut venir jusiii'à cea d'rniéies aa- 
nÉ-»» ponr tr"iiver une métbudi d'analyse vraimont rl'inuri-'uae appli- 
que)! ntix étvm dorica de la tan-nie tran^aise. particuliòrement A ct'llea 
OÙ le L'rec a quolque part. O'osl M. Dinz, c'est M Sdieler. Cesi 
M. Litlri!, 'iiii pouwent Str' "nUo cnnsnltéa avec c-n'lancp par tei 
-«rsonries cuiieiiaes de cea reclierohes 11* n'ont paa de répon-ea ì 
ratea les queati.ma : mai' quand Ila donnent nne r^ponsc, elle est, 
k pitia souvctit, bien tondée : pnur tona les eoa douieui. ila saveot 
lailtar, et Hs reluire uà rAle moleste de rapparlaurs ites opinioiis et 
•« «onjiictures entro lesquelle-' il est iTud^nt de a'abitenir >>. {L'Ilei- 
initme en Fmnc^, t. i, I8B9, pai;. 13^MS3). — Bradi el, couiLudo, 
mpIlHear com 'lima palavra a dilTer'iiQa do melliorUi qua se- 
san Diccionario etymotoffieo, obs^rva (pag. vi): n Taadi« 



Se me admittem aste modo de incluR^So, provarci qiu 
ar. Adolpho Coelho, errando titulos de livroa, deturpando no- 
mea da auctores ', escrevendo Sttodardt por Stoddart, Sehelegel 
por Schlpfie! (pafr- U), Haar Steinert (Hanr 6t Steinert), Stani- 
las (Staninlas) Julien, Bludeau em lo^ar de Blutcau (pag. 19), 
Dntsche Wortfrbiireh em vez de Deutsehfs Wàrterìmcti (pag-. 16), 
n&o aù Dilo abrìii jamais a Philosopk]/ of Language^ o Tocab%la- 



i|UO M. Lìtlré et M. Diaz discuteat les hypottiàsea émises sur l'ori- 
gine da co mot et en prÓBBntent de noavellea, jc me borile à cOQsta- 
(er cette lacune de la science et je pawe oulre ; c'eat surtout dani 
renBeiRiicment que le doule eat pire mie l'ignorance et quo la maùme 
in diibiis abitine trouvu aon application ». K no lim da pagina : 
« M. Bréal, profeoaeur au Collège de franco, siRiialaìt exoellammeiit 
les pérìlH n d'une méthode qui prélend tout expliquer et ne saie point 
■ ■e résoudre h l'ifinorance de beaucoup de cliosesu. DaoB l'enaei' 
piement, rien do nuit à l'eatorHé d'une scienue cornine une discussioii 
sane conclusion i>. 

Depois que SoJieler na 2» riì, do Diccianai-io de etymologia fran- 
eesn. Gaston ParìB e EuRenio FoumiT nae Memarias -da Socitdadt 
de Linguistica, lyArbois de Jnbainville na Beì>ista celtica, poserra 
em queatèo al^mas ■^'moloRias de Littré, Intenton Boucberie ( He- 
»ue cUt langiKis romanes, t, IV, 1873. pag. 527-657 ; t. V, 1874, pag. 
340-354; cfr. G. Paris, Romania. Ili, 1874, pag. 116. 419) o exame de 
OUtras. Favrot e Séilillut julgani necessaria uà obra de Littré a rnrisào 
da teda a parte das origens arabea. Por se traotar de umn palavra 
nosaa, tranaoreverei a reflexào do Defréinerj', que no /ornai aiia- 
tico (6> Kerie. t. Xm, Itìm. pag. 534] imput^na um logar da » ed. 
do Glofitrio de Engeimann : a Sona lo mot nababo, en francais na- 
bab, M, Dozy fait obsorver que e'est par erretir qu'on a adopl* ce 
mot sous la rornie du plurlei, au lieu Ab prendre le singulier nàib. 
Mais cette irrégularitA trouve son expUcntion dans un usa^e propre fc 
la langue liitiJcmatani, à laquelle In Piirtu^iia ont emprunté leot 
mot nabnbo. Dana oette langue, bÌ'iisì que l'a reniarqué Silvestre de 
Saey,. on emploie aasez souvent des pluriels arabes comme dea sin- 
Rnìien u. Ao que aiuncta em nota: n C'oeC sane dout» par saite 
d'nn doublé lapsus ealami qu'on lit ilans le dictionnaìre de M. Liltri 
qu° nabfib vieni de l'arabe nabab, ^luriel le nabib; il faut lira 
nouujdù et jKIìùb. — Clr. Marcel DeVH^ Leu moti francai* d'ori^n» 
arabe, note sur le Dictionnaire de ìi. È. Littré fRenuedf Vinstme' 
tionjiubligue, de la litlérature et dei scicneet, t. XXV, I8&'>-1»66, pag. 
070-7); P. Meyer, Revue erttiguf.U, 1*7, 3» wm., pag. SJ-aS: BMtin, 
Les NouveUes recherches 3ur la langue franpaise, ItìTi, pag. 99-98; 
D'Arboia de Jubainville, Romanùt, I, 1872, pag. 141. ] 

' Pag. 4, History of the spanittt ( 6f Spanish) litterature f Li- 
terature). Pag. 11. Di* Sorarhvergltiehung in ihrem VerkaeltniSM 
[ Verkaetinisì no Orando ÌHccìon'irio, t. I., pa;;. eim, nota 'ì ] xw 
cloMiicher {i. e., VerhUténiff *ur elassistgCen ) Philalogie. Più. 13, 

Reiearches inlo the Origina (Origini and Affiniti/ ^^l! 14, Biut- 

1 Origin af celtie (of th* Celtìe) Salxons. Pag. 15, Hiatoire gini- 
■ '-J lanfiliet ■'• '-^■'■* ' ■>" " — - "-- '- " -■- 



raU de! I 



«liei temitigues ( sémitiquen ) de Renan. Pag. l_, 

, _ . onnaire} de U< langue franpaige de Littré. Pas- Itì, Por- 
tu^esische f Portugiesiiches ) Oebiet. Pag. 19, Vocabolario do Bladean, 
aliaa Vocabularìo de Bluteau. 



p pùriuguez e latino e as outraa obraa cuja leitura blasona, 
as até que nuoca lan^ou os olhos a um djccionario ullemAo. 
Na affirmativa do Svpptemento : a Ampère estavn ultima- 
mente transformando ou transtornando a sua Ftindafào da 
lingua francesa, que, annunciada desde 1861, nfto acabava de 
»ahir do prelo o, neata affirmativa, digo, o erro tjpofjraphìco 
te FvndaQ&o, dado corno equivalente de Forma/io», resalta da 
iropria contestura da phrase, no cognato ou allitterai^fio que 
Tsivelmente se quia eaipregar de formac&o e IransformatSo, 
«Jogando do vocabulo » ', comò diria Fr. Luis de Sousa, e 
titando recurso das deriva^fles, comò farla o seu arcebìspo. 

K Observarei aìnda que Ducange nada escreveu acflrca da 
orifem da lingua latina». 

Oue diz a este respeìto o Diedettariol Diz: a A Fran- 
ca, tue em materia de origens [geiiieet, origens da lingua 
franotsa J jur&ra até lia pouco success iva mente pelo grego 
flom Xenrique Eatevam, pelo hebraico com Bochart, pelo la- 



' Giinmentando o tnito (ios Psalmos Dies formabtintur. et Memo 
in ei*v liz Vieira : ■ Oa dias i\Ari a ffirma, & nineiuiii se cuiifAnna 
com «Ut: porque Bendo a tórma de oada ETangelho ordenada coda 
dia à r(tomnai;ain ile cada vieto, em vez de se ver a emenda, ft 
r«fonna;fen, continuào aa meamas deformidados. & pòde sor que 
mavorea» {Seitnoena, t. Ili, il" 875). — A. daa Nevea Pereira {Emaio 
tritieo fotre qttal jfljVi teso pruaenta (few patapraa de que se sar- 
vtraS OS loMos botts Eacritoret do Stento XV., e XVI.: « d«iaéna 
agueeer o. que depofi se segutraS até ao firesente, 1793, parto I, pM- 
(Trt) d6 pò eiemplar dn efeganln figura tirada da etymologia a oo 
mestno oraior: t Nào fallo de tenior que tao. Limidoa, senào ao tRinor 
qne fax UniTatos: nùo do tsmor que la.z temcro^oa dos hompns, aenSo 
dotemor qn faz temenWs a Deos «. iSermoitns. t. XIV. n^lZ]. 

OtttcOB ucemplos, que talvez d&o serlam hnje para imitar, d'osta 
espwie de ddva^ffo, va^égMenon, paroméon ou corno melhor nome 
luya, reunlu 'oào Baptista de ('astro no Bauelho da eloguencin por- 
tugueta illiarado pàlas emsmplaret Ime» do verdadeiro Sol da EU- 
ganeia. o iwwvjpei Padre Antonio Vieira (Lisboa, 1TJ4): « O mes- 
mo laAre dosìllustreH Ibe tira o temor, &. os cache, ou india de ao- 
mnnidfldeBo. ( ", n" 93B ). — o Olhou para buma molher, que naS era 
flua, & aste sòilhur llie deu olbado à valentia: & oste quebraalo Ibe 
quel>r>intou o vtor, ft o animo u, (VI, n° 301]. — a Tarn necessaria he 
a doutrina Ohrisòa noB Pafoa, corno na* pra(^, & noB cstrados, corno 
nas eslradaa ». Pili, pag. m). — « E dande se fundou esto computa 
tao exceasivo, qunto vay de tinui a dex mil ? Fundouse, & rundoa-o 
David na vltona^la sua fanda ». |IX, n° 4T:){. — ■ Uà louvoreH da 
tnrba nSo eó aaììturbailoii. mas Lurbulentos, qua tal ha o oeu juizo ■. 
(X.n» a9}. — ■ Nà be Symbolo da Fé, iie Fé do cymbalo. Qua im- 
porta Boar do rer «em a consonancìa d» obrar? Que importa o 
«anii, ou oa tinosda FA com os desatlnos dasvidasT» (SJ, n° SSQ. 



^ 



304 



tim eom Da Gange, pelo celtico com Ballet ...» Està i 
unica referencia ao nome de Du Gange. Ao yel-a por ta! 
fdrma glossada no folheto, entro a reflectir que os sclioliastes 
de GamOeSf auctores das notas do rio Mandinga^ dos pisccB 
de Gezimbra e do rei Threicio *, difficilmente seriam ma^ 
ingenhosos qne o sr. Adolpho Goelho. 

Mas, aventurando-se a affirmar que Henrique Estevaai 
jurou pelas origens gregas do francés, advertiu V. Ex. qie 
està comprehendido na inhibitoria fulminada pela scien;ia 
infallìvel, pelas sciencias infusas e adquiridas do prodigbso 
glottico ? 

Eis' caso. Ao discorrer sdbre a publicacfio do dicci>na- 
rio de Ramalho, e vindo a alludir aos sabios do seculo XVI, 
o relator da Academia esereY^sn, um tanto de leve, sepindo 
parece : « É o tempo eni que o celebrado Henrique Es;ienne 
faz descender do tronco hellenico o francés d'aquelle leculo, 
no seu Traiti de la conformiti du langage fran^ois avec > grec, 
impresso em 1560 ». Levanta-se o sr. Adolpbo Goelbo e, de 
golp^, Sem retteencias nem ambaeres : « H. Estiene nuica teve 
\ ^k opinifio que o sr. Latino Goelho, guiando-se por ^m erro 
de outros e nfio pela leitura das obras do grande 3bilologo 
francés, Ihe attribue ; e é sinornlar que elle repita e«a asser- 
(&o, porque j& Max Mailer ìndicou a falsìdade della num 
livro citado pelo sr. Latiao Goalho » ' . ^ 

Grande estupefaccfio entré- os ledores de aitigualhas. 
Alguns abriram o livro do professor allemfio, e imiudeceram. 
sr. Adolpho Goelho, imperterrt^ solemne e subirne, trium- 
phava. Abri eu tambem o livro; novamente o alrirei. Nada 
mais positivo, com effeito, que o texto para onde o sr. Adol- 
pho Goelho nos remette •. 

É pois materia irrevogavel e finalmente nsolvida. N5o 



t Mende Trigoso, Booamé critico das primeiras anco edigòes dos 
Lusiadas, pag. 13 e li. Lisboa ( 1821 }. 

« RelatùTio do sr. Latino Coelho acèrca do D^cionario da Aca- 
demia^ pag. 14. Lisboa, 1870. 

* (f He has been unjustiy aceosH i of hivii)'? drived French from 
Greek. See his Traieté do la Conformate du La^age frangais avsc 






\ 



305 



podendo duvidar da sciencia de Max MuUer, s<5 me fica entSo 
rccurso de concluir que o livro de Henrique Estienne («Etien- 
ne » escrevem al^iins; «Estiene » é orthographia hoje particular 
do sr. Adolpho Coelho : os nossos maiores chamavam ao auctor 
Henrique Estevam ) nunca cheg^ou a ser entendido pelos fran- 
ceses para quem foi escripto, os quaes desde Du Gange * até 
Goiijet * ; desde Thiirot ^ e Nodier * até Villemain e Acker- 
mann ' ; desde Wey ^ e Philarète Chasles "^ até Blignières ' e 
Obry ^ ; desde Du Méril '<>, desde Feugère e Génin ** até Didot 



le grecj about 1566. It contains chiefly syntactìcal and prammatica! 
remarks, and its object is to show tbat moles of expression in 
Gre k, wliich sound anomalous an>l difficult, can bo rendered easy 
bv a comparison of analopous expr^ssions in Frencb ». ( Lectures on 
the Sciertce of Language, t. I , 1871, pag. 144. — Cfr. t. II, 264. ) 

« « Tis porro non immoror, qui plera<^qae px vulparibus Lingais 
Gra^CM' ortus suos d^b^re ( onlendunt , quod de Francica hodiernà 
Joachimus P^rionius et Tlenricns Stepha'ius, de Ttalica Monosinius, 
de Hispanica Matutius pì Allretus, d^ Anglica Stepbanus Skynnerus, 
qui v^rbnnim Tatalocos subind cimt«xu"re, quje a Ora^cia profluxisse 
volunt ». ( Glossarium medite et infìmce. latinitatiSf ed. de Henschel, 
Pnrfot'o, pag. 12.) 

* BiòIiothf*que frangoise, ou Ilistoire de la littérature fran^ise, 
ì. I, Paris, 1740, pag. 46 ^ Disroiirs préliminaire na trad. le Her^ 
mè<i, ou R^cherches philosophiques sur la grammn^re univers^^ìle de 
Harris n706). pag. Ixij-lxiv. — * Notwns élémentair 'x de livgui.'it'que, 
ed. rio Brux llas, ls:34, pacr. l'»6. — •' Dictionnnire de l'Acndémie Frati- 
pai9'?, p' cfacio da G» ed., 18.%, pa'^. xxii : — Discours aur le bon u<nge de 
la languì fran^aise^ na e l do livro de Du Bell y La Deffence et illustra- 
tiov de la langue fi^ancóyse^ P;iris. 18ÌÌ9, pag 26. — « lI'Stoire des révo- 
lutiori'i du langage en Frartce. IH 8, pai?. U)'. — ' Etudes surie seisième 
siede eri France (1848), pag. l«iS — * Essai sur Amyot et les traducteurs 
frangais au XVI^ siécle^ IKM, na'» '6 — ^ Étud''. histor que et philO' 
log {que sur le participe passe franga' s et sur les verbes auxdìa res 
(Amiens), 18.')2, pag. :i4. — *<> Eshhì phiiosophique sur la formation 
de la langue frangaise, 1852, pag. 16), nota 1. 

<< « Le but de ce livre est d'établir qu*^ la lancrue des anciens Tf^cs 
a encore plus d'afRnité au*^ celle des T^aiins avec la langue fran- 
Caise : en vue de faire prévaloir cette opinion, le mécanisme de n"trc 
idiome est étudié avec un soin scrupuleux et bnbilement mis «n 

oeuvre —La direction d*i lées qui a provoqué ce livre n'a pas 

été, au roste, particuliére à la 'rance. Presque toiis les p^uples do 
TEurope civilisée s'accordaient alois h. rapporter leur naissance aox 
Troyens ou aux Grecs : curicux lémoigna-re de rimmcnso impression 

Sroduite sur lr»8 imaginations par le« poèmes d'FIomére et de Virgile. 
Fon contenta de rovendiquer ces titn-s d» noblesse pouf leur orisene 
poli tiqup, ils les réclamaiont égalem-^nt p<iar leur fìliation intellectu 'Ile 
et p «ur lenrs langu-'S». L. Feugére, Essai sur la vie et les 
ouvrages de Henri Estienne, Pa» is, 18'8. par. 68, 78. Cfr. Étude sur 
Henri Estienne^ na ed. do livro La Prereìhnce du langage francoiiy 
1850, pag. XXI. '« Périon voit tout le frangais dans le gr^c, qu*un fiU 



e DUbner ' ; desde Livel ' e Sacy ' até Boissoande ' e Nisnrd » 
desde Littré * «té à Academia Francesa ', e desde a Acade- 
mia até Loiseau ', até Burpuy ' a Egger '", Ampère 
Bastia ", Braehet '* e Gastoo Paris ", Iha suppoaeraia 
em todoB os tempos o intuito que o ar. Latino Coelho, V. Ex. « 
eu ( eu mais humildemente quo niuguem ) llie attribuimos ' 



de Japliot, Satnotliéa, apporta dona le* Gflules. Henri Eatienne a repijl 
en aous-oiuvre l'ìJée ile Périon. en élagiuint It^s abaurJitis et prinoln 
palemeat le Ala de Japhetu. F. Genia, Récréation-i pMlologiquei 
ou Recueii de notes pour servir à l'histoire dei mols ae (a SittfiM 
ffanfaUe, t. I, 1856, pag. 381, nota. 

1 Nouoelle biographie generale, t. XVI, Paris, Ifirifi, col, 577. — t 
Oranimaire [ranfaise et lei p-ammairiens ùv. XVI' siècle. Park, 16 
pag, 339: 40:J, nota 1. — " Variétés litléraires. moraUs et hùtoritpttti 
a* ed., t. I, 1861, pag. 30-33. — ' Critime littéraire sous U prmiM 

Empire, t. Il, 1863, paft. 4:J2. — ' Curiosités de Vétymologie f '— 

1863, pag. rv — • Compliment Ae la Préface. ou Coup d'n'ff i 
taire de la langue franfaise ( Dietionnai're, 1. I, 1863, pi 

^ H AiQsi, au lìeiziéme sìécle, Henri Estioane, dans de pìquAUtl 
éorita Ina^iTéa, camme certaios chapitres de Rabstais, par un» aoltB 
de patriotiame littéraire, signale, grand tilre de gioire fi ses yem' 
la conformiti de nolrn langue avec la langue grecque, procioni» I 
préeellenea panni l»s languea modernes, défend son integrile conb 
rioTasion dn nouveax langage franfois italianisé et, coitiine il dìaa. 
ansai, eapagnùlisé a . ( Dictionnaire hislryrimte de la langue frangait^ 
publié par l'Académie Francaise, t. I, 1865, pag. xj. ) 



1 Le mouvement philologigue en Franre dans ces demi^et 
! Reru e de l'inutruction publique, de la littérature et des st 
t. XXVI. IKiC, pag. 419). — ' Grammaire de laìatigue d'oil, Tf e 
(Halle I, 1869, pag. 3. — " L'Hellénisme en France^ lefon» n 
fivence des études grecguea dani le développement de la langià 
la litUrature fran^aises, t. I, Paris, iH60. pag. lli)-112.— " 
re de In formation de la langue franfaise, 2» ed., 1869, pi„- -_ 
— 's Etudet philologigues sur la langue franQoise, S. Petorabumo, 18? 
pag.1.— '> Dictionnaire étymologique de la langue franfoiit, I>--«*^ 
(1È70). pag. XLU; Grammaire hislorique, :!• ed. (1871?), pag. &ì)^, n 



" " Sans vouloir, comme Pirionet Hamus, 

mAmes de la langue. Henri Estienne nous présente, . . . 

un peu dilTér'nt", la mfine inspiration que aea prédéceaseura. 
livro da la Conformile du langage fi-anfais aoec le gite est un I 
en forme, mais dont lo but est pralique plus que acienliftqiie. li 
BUrtout à prouver que le francala resaemble dune Ia;i>n etonnanU 
la langue grecque, qu'il a eu eemmun avec elle une Faule de tonra i 
de liicutfons, et quìi lui doit un aasez grand nombro de moU.i 
L'idée Dxe fi'Estinnne, c'est d'éloigner le FraucaìB da latin, parca qoT 
falsant ain^i il l'éloiaiie du in£me coup de ViUlìen. et qu'il a juré u 
liainci à mort à Vitatianisme qui enTafìisaait alora la langue des gs 
de cour rt qui a laisaé une trace profonde dans notre vocabuloirs' 
(Les études sur In langue francaise, no voi. I da Reoue de Pram 
1871, pag. 137-138.) 

que lli'o attribusn 



Lembra-rae, nào obstante, urna regra que è fundaraental 
em Jiplomntica '. Essa regra fel-a sua a sciencia da lingua- 
gem, e, bavera agora vinte annos, a estabeleceu SchleicLer 
DOS termos seguintea: « verdadeiro linguista nio se rcporta 
i opìni&o de outrem, nem rapete urna cita^So alheia sem a ter 
Terificado b •. 

Lat^ tempo se contendeu ncdrcn da aaturalidnde do pa- 
dre Autoaio Vieìra. Diziam-n-o uns naacido em Lisboa, outros 
na Bahia. asaumpto foi proposto ao Instituto Historico e 
Geograpbìco do Brazil. Produsiram-se argumentos por e contra. 
A. TGrdade, porgili, verdade conatatite, é que, para miiitos, ainda 
depois de impressa a ummoria do areebìspo da Bahia, pendia 
indeciso o pleito. Por sor o mais naturai, nSo occorreu logo, e 
tarde aecogitou de ouvir, mediante o depoimento posthumo das 
saas obras, o proprio Vieira. Até que V, Es. foi mostrar aas 
obstinados, numa pagina dos SermOes., em estampa de gradoe 
characteres de missal, no t. Vili, Xavier dormindo, e Xavier 



:tTaiigeirDB profundamente versados nesLes estudos Die ollir- 
nam o masmo intento. Bastar-me-ba aponctar : Denina, La GUf dei 
ìanffvei ou Obstn-oalions sur l'origine et la forniation des principaUs 
Im^uw qu'on parte et qu'on écrit en Europe, l. Il, Berlin, 1804, 
pae. 66;<Marzoro, ISoaumenli starici rivefnti dall' analisi della jiarota, 
l. I, Padna, 1959, pag. i) ; [ Napijl"^' ■ Cait, Saggio sulla stona della lin- 
gua t dei dialetti d' Italia, Parma. ìflTi, pag. xi ] : Fuchs, Die ro- 
manUehen Spi-achen in ihrem Verhaitnisse sum Lateinisehen, Halle, 
1849, pag- IO; Diei, Grammalik der romtmischen Sprachen. I», Bono, 
1870, pag. 57 t51 da trod. de A. Brachet e Q. Paria, 1871]. 

< ■ Du point de dépnrt, du principe fortdamental de l'Éeole de* 
Cliartat. — A tous ses élévea l'Ècole lionne tout d'abord pour devlBB, pour 
principe, pour mot d'onlre, cette propoRilion fonilanientale : Las eocs- 



eia*. L. Oautier, Queli/uet mote sur l elude de la paleografie 
10 de la diplomatique. 3> ed., Paris, IStll, pag. 17. 

» Let Langues de l'Europe modeifie. trad. de Eweibeck, pag. 31. 
Parla. 16^. 

[ E, sem -liscrepancia, a regra expresaa por Max MUller na mmlerna 
«ooCirADCia sdbre os resultados da Bciencla da Un^agem : « Wir mUasen, 
ifcan wir una (lesselben b-di«nen [ titla de um genero ilo aaher a 
qae etasma de algibeira. difTeronte e comtudo nSo menoB necesiario 
para os estados comparatìvne que n saber de i^ue realmente f.iKemoB 
alitnento, que convertemos in sueeum et sangwinem'\, nicht nur atsk 
avi die Quellan luriickKelin, niobts au( Trou und Gbiuben annehmen, 
nicbtB von iweiter Hancl oitiren, aomlern Jeden einielnen Punkt mtt 
der iirassteu Vorsicht verifliireii, elie wir irgeoil welchan Gobniuch da- 
TOn filr Tergleichende Zweclca machemi. l/eber die Resultate der 
Sprachaissenschap, '3* ed., Stiasbargo, 1872, pag. 30.1 



308 



acordado^ està Advertencia necessaria: « Porque sondo o Autbor 
tam conhecido em todo o mundo, ainda anda em opìniam 
donde he naturai, & de presente sahio hum livro impresso, 
que faz naturai da Cidade da Bahia; he bem se saìba, que 
Padre Antonio Vieyra nasceo em Lisboa, & foi bautizado aos 
quinze de Fevereiro do anno de mil, & seiscentos, & oito, 
na Sé da mesma Cidade » * 

Na duvida movida, n?lo sei se a favor, se contra Henrique 
Estevam, parece-me que se devia egualmente ter corae^ado pelo 
principio. 

Vamo'-nos ao livro. titulo reza : Traicté de la conforma 
té du langage franQois avec le grec. Divise en trois livres, doni 
les deux premiers traictent des manieres de parler conformes; le 
troisieme contieni plusieurs mots frangois, les uns pris du grec en- 
tierement, les autres en partie, cest-à-dire, en ayans retenu queU 
ques lettres par lesquelles on peult remargiier leur etyriiologie Ora, 
se o honesto impressor * « nunca teve a opinilo que o sr. 
Latino Coclho Ihe attribue » ; se n^o o podémos collocar entre 
08 que prete ndiam, no dizer do auctor dos Discours non plus 
mélancoligues que divers^ « tirer tout le francais du grépeois », 
entfto titulo da obra, à similhanca d'este outro, Le Droit au 
vol^ posto por Nadar a urna apologia da aeronnutica, é simples 
burla, ou aquf està a hypothese figurada por Garrett : titulo 
que n?lo devia ter livro. 

Deixemos a dedicatoria. prefacio, documento decisivo, 
trabalho de um d'aquelles homens senhores do seu assumpto, 
costumados a gizarem no preambulo dos livros que compu- 



* A Breve Memoria de D. KomuaMo Antonio de Seixas (Bahia, 
1857, pan. 7) allude tambem a està declara^ào, que, comò bem diz o 
Diccionario (VIH, pa^. 31B), «considerada deviàamente, poderia ter 
prevenido teda a controversia ». 

> « Des presses de cet imprim'^ur jaillissait une lumière que 
redontaient ces pedante barbares: ils s*épuisaient p>n eflTorts poor 
rétein ire. Mais la véritó ftst le feu électrique : f'ssay^z de l'étouffer: 
il s'échappe et revole à Tair libre. Une voix fut assez audacieuse 
ponr prendre la défense d'Henri Estierine: « Vouz avez beau faire, 
* disait-elle, un frenerai qui a Kagné vingt batailles ^t pris cin(]uante 
« villes, a moina fait pour la Franca que cet impnmeur ». Mots 
vraiment admirablea et qui apparti <)nnent à Àu<;uste de Thou ». 
pHTL\aÀTB Chaslbs, Étìides sur le seizième siècle en France, Paris 
(1848), pag. 265. 






309 



nliam Vensemble de leurs méthodes et le tableau general de leurs 
idées * , o prefacio diz assim : « En une epistre latine que je mi, 
l'an passe, audevant de quelsques miens dialogues grecs, ce 
propos m'escliapa : Quia multo majorem gallica lingua cum graca 
habet affinitatem quam latina, et quidem tantam (absit invidia 
dieta )y ut GalloSf eo ipso quod nati sint Galli y maximum ad lingua 
grcBcacB cognitionem npozépyìixoc seu TÙ.covéy,TY)iJLoc afferre putem . . . Ce 
propos (selon que j'ay peu cognoistre) a esté trouvé de bon 
goust et de bonne digestion par plusieurs de ma nation, 
bien disposez pour juger de telle chose: mais je me suis apper- 
ceu que beaucoup d'estrangers, au contraire, Tont trouvé fort 
creu, et qu'il leur a esté de si dure digestion que tousjours de- 
puis ils l'ont gardé en Testomach ; ' et mesmes aucuns d'eux 
m'ont ouvertement faict entendre le peu de contentement qu'ils 
en. avoyent receu.... Or, les raisons que j'ay à deduire ne se- 
ront diffìciles à comprendre, d'autant qu'elles consistent en 
exemples monstrans à l'oeil combien le langage francois est 
voisin du grec, non seulement en un grand nombre de mots 
(ce que feu mon pere a ja monstre parcidevant en partie), 
mais aussi en plusieures belles manieres de parler; afin que 
par ceste coraparaison chascun voye combien le latin, l'italien, 
l'espagnoi sont esloignoz du grec, duquel le nostre est prochain 
voisin ; et par consequent combien celuy qui est né Francois 
trouvé lu cheinin plus court pour parvenir à la cognoissance 
d'iceluy : ce qui sera suffisant, ce me semble, pour me justi- 
fìer et monstrer que je n'ay rien avance en cest endroict, mais 
ay parie avec bon fondement » *. 

Se sr. Adolpho Coelho convem nisso, findaremos aqui 
a leitura e o incidente *. 

Era, se me nào engano, o auctor dos Erudito^ a la vio- 
leta, aquella fina ironia que talvez suggeriu a Malhào a idea 
do Sabio em mès e m^io, era elle que vedava ingresso na sua 



1 Francis Wey, Ilistoire des révolutions du langage en France, 
pag. 107. Paris, 1818. 

8 Edirùo do L. Fougèr.j, Paris, 18>3, pag. 17-18. 

5 L Vcjo-o toJavia re vi ver nas Questdes da lingua portuguesa do 
sr. Adolplit) Coellio, parte I, 1874, pag. 2. A observacào sòbre Henri- 
que EslieiiiK' ahi reapparece -- alii e à freute do Grande Diccionario — 



310 



escbola aos que, para verificarem urna cita^So, se ficavam 
horas e horas con los codos compenetrados con el bufete, « De 
qué me servirian unos hombres que para adelantar en pù- 
blico una proposicion, abren diez libros, preguntan à veinte 
doctos, y gastan cuarenta nocbes en rumiar la *especìe, y 
aun despues de osto la profieren con modestia y desconfianza? 
De nada servirian sino de entristecer mi academia, de lo que 
Dios nos defienda. ... £1 Miércoles os ensené todos los miste- 
rios de la filosofia de antano y de ogano, de aquende y de 
allende. ; Pero qué bien I » 

Quem de certo n&o havia de entristecer a academia do 
humorista hispanbol é o sr. Adolpho Coellio. Quer V. Ex. urna 
prova da sua naturai disposigào para o systema da escueia 
hehdomadalt Pois se quer, nSlo tem mais do que colbel-a na 



emphaticamente enunciada, e com que rigor logico ! « Quando am sabìo 
corno Max Muller julga necessario desaffrontar a memoria de om phi- 
lologo do secalo aVI, Henri Etienne, mostrando ser falso que este 
descunliccesse a origom latina do francès, que considera^ào se póde ter 

Sor honiens que em o nosso seculo se fazom defensores estrenuoB 
OS absurdos da celto-mania? » O modo naturai de discorrr^r imagino 
que seria: «Quando um sabio conio Max Mtìller julga necessario... 
nào admira, nào é multo que », etc. Mas o sr. Adolpho Goellio nào ac- 
ceitou a obrisacào de discorrer segando o commum. O padre Har- 
douin, que dizia fabricada nos mosteiros do seculo XIV boa parte 
das obras da antiguidade, e chamava a Virgilio e Horacio Frei Vir- 
gilio e Dom Horacio, tinha por costume responder aos quo extra- 
nhavam a singularidade da sua opiniào : — <x Kh ! croyez-vous que je 
me lève tous Ics jours à quatre heures du matin pour penser comme 
tout le monde ? » —Das obras publicadas por lienrìque Estevam na ma- 
dureza da sua vida e cstudos nào é por certo o ThesaunAS grceccs Un- 
guce o que mais parcce favorecer a opiniào dcfcndida pelo sr. A. 
Coolho. Vé-se (la palavra cyu no t. Ili da odigào de F. Didot, col. 
262^3, B. Se no livro intitulack) Hypomneses de gallica lingua o auctor 
« revient encore à plusieura dns idéos émises dans la Confonnité ( Feu- 
gére, Essai, pag. 7^), na Precellence du langage fì'ancois explicita> 
mente declara: « Àinsi je confesse que los fondemens dont j*ay faict 
mention n'anront esté assis par moy, sinon pour^ ceux qui ont telle 
congnoissance de ceste languc grccque, qu'ils pcuvent juger si la nostre 
luy est tant conforme ». (Kd. de 1850, pag. 35-36). O tractado De La- 
tinitate falso suspecta, que nas Réflexions sur la langue latine vul- 
gaire suggeriu a Bonamy numerosos additamentos, e pois a obra que 
ainda servirla para dar alguma apparencia de fundamonlo ao conceito de 
Max Miillcr. '< Cet ouvrage, par les analogi^s frappantes qu'il presenta 
entre l'^s doux langucs, pourrait aussi èirf^ appele un tratte de la con- 
formité du frau^ais avec le latin ». Mas Feugére, que assim a consi- 
dera, diz poucas paginas ant'^s {Essai^ 75; Caractères et portraits IH- 
téraires du XVI* siede, IP, (K>), alludindo ahi & Conformité du langaqe 
franpois avec le greci « Henri Èstienne a fait lui-mème la contre-partie 
de son ingónieux traité, ou plutót il a sensiblement infirmò la valear 



seteria da coHjuffacSo em latim « fortugut», livro 
I suctor cUamn « a primeira t»?atativa de applicatilo mothortica 
[ dOB priupìpìns da fj^raminatica eotnpnrntiva indogermanica ' a 
l'Vma lin^a roniFinica u. 

Pag. lltf. sr. A, Coolho disserta sObre o modo de espri- 
Vnir fiituro nas linguas neo-latinns; acabn de tmnsorever uni 
togar de Duarte Nunoc, e accresoenla; « Todos uà grammaticos 
Ki^terìorcs a Nunes de Leao parecem tur ignorado a natu- 
ra do noaso futuro, j& porqiie nSo conheceram a p!LS§agem 
bjtitdn d'aquelle eecriptor, jà porque, conliecendo-a, nfio Ihe 
Bernui attendilo ou nSo a coraprehemieram. Antonio das Neves 
URS Memorias de lilteratura porlvgttesa, X. IV, 341, 



. s oonalusionB, quand il a rccueUli, pnur l'intAci^t, d'une aatre cause, 
a Boll livra de la Latinité fiumement nunpecte, un grand iiombre 
Cpreaalone latin'?» dont la sìmillluii') frappante nvna les franGaiscs 

• mleujt encore uno origine eommunu ». ] 

> K fmproprte'laile d'eata ilesignaffto foi ]& de muito denunciada 
e Bopp, Vtrglcichende Grammntik, prefacio ila ^ ed., pag. xxiv, 
^.1 O passo respucUvn na trn>iuc;^ de Migu«l Bréal ( I, pag. 'Zi ) : 
Kilé no pnis approuvur l'expresHioii n indo -gemi anique n, af voyant 
*W pourpii}! fon prendrait lea i-iunnains pour las raprAaculaiiLB <le 
tv lofi peuplOB de noin coiil.in»iit, (juani il s'a^t de designer nne 
.nllla nassl vaste, el qne le nom duit s'appliiuer^alemnnt au pased 
it Wl présnat de la race. Je pr£ròr«rais l'exii ressi un a Indo-olaaslque », 
Mite ({uo le gres et le latin. aurtAut In premier, cut annservi le 
Jnie or^tiufl ae k fnmille mienx que l'jui aatre idioma europùen.... 
Ijoant A présent. poìa #tre plus i!"iimi1einpnt cumpriB, ]e me servi* 
-il da nc'ii " I l'I min -Piir, ,,„'.,. n ", 'ttii a ^ii'i' r-.^u u[|e cerlaina conaé- 



Bde lionnidB^u a f.ivur du uiL-siiia t:i[iiessuu; « Tiiis greal class nf li 

[ naUM. extending troni India tu tlie Britiah lales, liaa b»eii cnll< 

L<J*pfi«Uc, Arma, Iranian, Sanacril. Indo-Buropean or Iado-(iur 

f ftuntly. We aliali adopt the iast af tliese namcB, becauae It puiiits at 

onca In llie twu most iaiudi-tatit t'raNtlj<'E or tliQ rainil.v, the lii<llnn and 

Teutonlc lan;n>aBi^n, and >> frixi (vun Ih'; v.'U'ii''ii<^-^ wliich nti.iiolies lo 

"w U-rn Inlo-Europonii; l.r Hmr.. un' liiumitiL-,;, in l'Iunijio wliicli Imvo 

_o e»UtJish''J ailinitv witl. thi, f;i(iiilv " i Th,; .Wicj Crxt'ilai. V ed., 

I L"ii'/iLr. ^-^.^, ]'wi. mj. — 'i llenco iirtni' :ì i-lus.iiiii.'alioii o[ Il 



^ograpliioal 
colunits wliii^ 
tlie PuciUc, li 



":X 



!«'!, ■ 



JIed 



, tndo-Caucuiiart, Indo-Euroiieai 
ic. Japhgtic, and, of late, Xrjfln " — di/ ^t'uldurt, 
l^Mil, pù. 9. — E l-'arrar: u As ttie naiitu liilo.iler- 
1 1 nriainally propnscd, Ìb obviously loo nai row aiid ei- 
liido-Luropoan, wtiicli coiivcni'jnll^ repre8"iits tlii'in by 
uà, is aleo too narrow for tlin universal and cro^ving 
this racti has founded uven in the remoteai islanils ot 
a clear tliat At-yan reinaine at preaent tim lie~L nainv 



312 



reconhece 08 elementos do futuro portugués, mas os nossos 
grainrnaticos ^coutinuaram e continuarli na sua ignorancia a 
estc respeito ». 

A affirmacSo é animosa. Todos os grammaticos I Tomo o 
primeiro que me està à mio, Antonio de Moraes Silva, e leio: 
« Iria^ viria sSo [ variagOes j visivelmente compostas de ia tir^ 



by wliich to cali them j». Families of Speech [ed. de 1873, pag. 53: 
vej. A. Ludwig, Agglutination oder Adaptatiofi t Praga, 1873, pag. 243. 
— Trauscrevo do Eicliiioff as linhas que seguem : <c Daus le vaste 
systéme Indo- persati ou piutòt Imlo-eurupécn, qui a étendu sou rés^aa 
des monlB liiiualayas au cap Nord, et des bouches du Gange à celles 
du Tage, nous ne voyous régner qu'un seul vocabuluirc, coinmun à 
tous ces peupies rivaux ». ( Gramrifnjcire generale indo-européenne, 
Nancy, I8(i7, pag. 2). — A estc systema de iinguas, que, segundo Max 
Miiller (Lectuves, P, pag. 84), « constitutc the great 'Imio-Luropean 
or Aryaii fauiiiy of speecu », dà Ascoli o uome de ario-europeu, «fepuis 
adopiado por Diefonuach, nào sem a anticipada venia: In veràis simus 
facilcs ! [Origines Europaeae. Die alien Vólker Europas mit ihren 
Sippen und Nachbam, traukfort s/M., 1861, pajj. 3t ,. Palavras de As- 
coli {Stu<\i orientali e li^igiiistici, t. I, 18ó4-18j6, pag. 2G3): «Ario-eu- 
ropea si ilini con maggior convenienza la illustre iamiglia di lingue, che 
altriuienti è appellata iìido-yermanica^ indo-europeny sanscritica. La 
prima denoininuzione pecca d' inesattezza in ambo le sue parti ; giacchò 
' in Asia non ali' Inaia soltanto, ed in Europa non ai soli paesi i^^^r- 
manici si restringono le favello di cui trattiamo ». E nos Corsi di 
glottologia (I, 1870, pag. 2): «... quel nobilissimo sistema di lingue, 
che variamente si aduiinanda: ariano, indo-europeo, sanscritico, e 
men correttamente: indo -germanico ». — Pictet {Les Origines indo- 
européenneSy t. I, l85y, pag. 27 ) : « ... les noms de familie indo-ger- 
munyiue ou indo-europeenne, lesquels no sont ni logiques, ni Dar- 
monieux; car ils u'expninent qu'iinparfaitcmcnt lo sena qui l^ur est 
attrioué, et leur longueur démesurce en rend rcmploi fort peu com- 
mode. Le nouì de faniiile arienne nous semblotde tons points pré- 
férable, et d'autant plus qu'il parait avoir qi4i;lque droit ù uno valour 
histonque ». — .>lovvat {Etudes d'onomatolofjie comparèe, 18(>8, pag. 
47): « J'eniploie à de-^sein le mot indo-celtiques qu'il est désirable de 
substiluer à indo-gcifmaniques, ou à indo-curoitèeyuies, locati ons <iui 
pèchent coutre i'exaciitude ou la précision ». — Finalmente Hove- 
lacquc: tt Si, bieu évidemment, le nom d'ct indo-européen » est tout-à- 
fait vicieux, disaut plus et moins i\\x\i ne veut dire... le noni d'ft in- 
do-gerinanique » est fautif à un plus liaut degré oncore: on compren- 
druit miuux u indu-celtique », emhrassant les deux extrèmes de la 
familii}. Dans le inaiique d'un m>iUeur t inno il est sage de sVn t«.Miir 
au plus usitó, peut-eire au nioiiis défectu-ìux, à savoir oelui d'in- 
do- ouropéoii. Ce qu'il y a de bizarre c'est de voir ics savants allc- 
inands ne vouloir pas* démordre do l'cxpression « indo-gcriìianique » 
et repouàs<;r dailleurs tres-fonnellcnient les inols a Germanio, ger- 
mani, germani. iu»" w, sous i)rL'tc\ttì que lour origine et leur vi-riiable 
portee ne Suiii [»us coiniues, ce cpii est d'ailleurs exact ». {Instrur- 
tions poui' l'ctud'j l'icnient'ur*: de la liìKjuisttyue indo-curo^u'enne, 
ltì71, pa>;. (>!;. - Cfr. Bauiry, De in scicnr,; du langage et de i>on ètat 
at'tujl, l.-^il, pa^. 1..; i aix do Saint- Aymour, La Long uè latine étitdièe 
daìis l'unite indo-'juropèjnney 1, 18 i8, pa;,'. 8: l Ìj. ilavet, Hcmie crxUque^ 
ib'i\.. Io seni., pag. Il», e Me.noires de la Sociétè ile Linguistique de 
Paris, t. il, iy/:i-lb/l, pag. 2(51, L'unito linyuistique europé<rnne.\ 



J.. 1. I 



IJJi,' ri',„;„„j,;,. l.;,„,r.,'M.U'-', '../■•kyl.uH,. V|ll, 

"wWlUOhiinlt. Voiiah!nnm, i. (. WPi, p. UH : II, 
S^fiunmatVi, TX*. I^.| 

KxnoOrdm du lingua (loHwtMsa. Piu-ia, p. lO'j, IHH 



, itiiiiut. Prinriiiioi Jj ammmiUiea puriuiiui:fi 
iCiea notional [ctmo elvmtntnt], 



314 



da Grammatica prartica « verifico que protcstam nfto monos 
i'ormalmente contra as palavras do Sr. Adolpho Coelho. K tao 
Clara ó nas obras nacionaes a observac&o subjeita, quc uin ex- 
tran ho, Notley, talvez sein mais nccessidade que a de se servir 
do epitome de Constancio, (irammaire poriuguaisc n Vusage dcs 
J'rancais, a traslada na sua intoireza -. 

Afora aquella extranhissiina assero2\o ', nào ha na passa- 
gom iadicada do livro do sr. Adolpho Coelho ( pajj. 115-lHv. 
unica quo me dei a fadiga de confrontar, urna idea que Ih-.' 
pertcnr^a, l'ìxemplos de outras lingua^, alI'jgarOis de textos e 
de auctores, tudo o que nào ó respigado om Schleicher. em V. 
N'ine, cm Corssen ou alhures, e traduzido de Dicz. e por 
muito favor alinhavado com alguma referencia caseira das 



' Silva Dias, Grammatuyj prncfify.f ila liììgifa jiOì'fUfjiH'ji"., p:iji. l'i*,', 
notati. Purto, 18"iO. 

- '( Thfi sìiudIo future of ali Portuj^ut-sc vcrb> is lormutl !>y the- 
ad'Iitiou uf bei, Imb, òic. Vi the inlinitive, tlic lotlor h Ix-iiij» 8up])ros$Qil . 
as, aiiiar-hei bucoiui'S amaroi — l will lovo ». N o t l ir v , A f^omit'i- 
rnlìra (inxinmnr of the Frewh^ Italit/n, .S/i'z?n«/», find l*orìwfu*^sc fau- 
iptntjesy PMinihurjjfo, iy<H, pa^t'^ll.— « J,«j futur vi»^nt de h-.'i ajouió à 
Viiilìnilif, V. g., nmar-Iun : VU ost supj)rìin«) parco qu'il nv sonno poiml'. 
rr,nnr-hns^ <'tc. ». C o u s t a n i o, N'fur.'fi; Gr" ninni in: portuyiis' 
il Viisnifc des Froni;<ns, tìà, «lo Paris, l'sti'i, pajT. PX). 

•■' Os escriptos do sr, Adolpho (joollio cstào cheios do atììrmaiivus 
assini livianas. 

Jlfffriiido-so às otyui'ildfiias «In (ì^min dn lingìoi pOi'tinjtt':<'t^ Jiz 

pur f\enipl<> : «... Moderno »h'. hudìcvììii.'i^ ».: outj'as de ('j:*ual valur 

niostraiii ((mìo inscirutifìcann-ntc o livro fui cnuiposiu ». (-1 lÀnijw* por- 

ttéffw'.^fi, pa^. X ]. — Coni elVuito, a (ìi'iìiiiìaaiirii d is Iìììiiuiis roinf(ììo''fs 

■ Ù, *^1) da por on«,'«.;ni «la palavra o latini ìnoderniiSf^ ersi boi IVis- 

cian und ('assiodor » | « pela primdra vuz oni I\'isfio »» assini traluzciii 

as fjti.'stòtis do liynfwi porUfifuosir^ parte 1. pa^'. W'ì |. Eni E^:ic» 

l«:-s»; : Modermi^tf mot lr(''S-bi«.'n formo sMou Panalo;»io d«/ diunmw 

hodimnis, In:sti!nìus ( pour /un'i't';rnuò\ ìii;si(;'rnus), w s'ust retrouvr 

jns«|u'i«-i qu»; «lans Priscion ot «lans (.'assiudoro ». {OOscrr'tfiotis .su/ 

nn prorrdr de dérirrttio/i t è'i's-frt'qu'.id. d'nts hi ìn.nijHtì f'rnnyaisj e* 

d'ins Ics tuitres idioni*:^ nco-lntin^, iMii, pa<;. 10) uivi^ p«>n'ni, <t:i 

dr's«x»nli'^cido a«) nosso auctor, f K'-jg'-r escruveu depois «l'olio. Mas 

]{luteau, cuja anturioridade (piasi t; do dous st'^culos ? Blutoau os- 

(Tovia •■ni 17 lo : « Deriva-se do Latita barbaro ModeninSf ipu* s-^ 

a(;lja (.'m Cassiodoro, nas (.'olloctaneas do Oriojjrrapho, oni iJcda d-. 

Mt'trfSf «'ni Ivo (''arnotens(j na sua (.'hronica de Fra«;a. & em outro* 

muitos. l'oi feito d«) advorbio Modò^ corno «pieni dissera, (Jìii «<oi'" 

rivit, ou 'jui //jod'o «;)•</«».— Et yniologia tao obvia «!• possivcl «pK 

f'isso d»'sprezada no Genio d'i Uiiijìm porht'jues'f ? A berlo o primeir.» 

tonili, l«*'-.se a pa^. '2 > : « Moi.»liìno. Ilodicrfìus. Na baixa lalinidad-: 

dizia-s»' jà f/todt'rmiSj sondo naturai «pio pf)r intermedio il'esie s'* 

formasse o vocabulo portugiiòs. Yid. Nolteu, Le.\. Anti-barb.» 



315 



Trovas e cantares e dos Actos dos Apostolos^ esforgo de erudi^So 
com quo o sr. A. Coelho se jalga quite. Ora exemplos portu- 
gueses, e n&o menos concluairoB, jà os tinhamos na obra 
de um extrangeiro, pablicada ha cinquenta annos, a Gram- 
maire comparée des langues de l'Europe latine de Haynouard >. 
Por ultimo, pena-me nSo poder admirar em multo ex- 
cesso modo de appropriatilo usado pelo eminente renovador 
da philologia portug^uesa. modo é o seguiate. Le em Diez, 
sapponhamos : « Conforme Blanc, Grammatica italiana, pag. 36(), 
primeiro que observou està origem do futuro foi Antonio de 
Nebrija ( U02 } » ^ Que faz ? Cala o nome de Blanc, e escreve 



* Pag. 298. — Vej. Influencc de la Inngue romane rustiquc sur 
les langues de l'Europe latine, Paris, 183C, pa*?. 12. 

* Grammatik der romanischen Sprochen, t. TI*, 1858, pag. 112. 

I Nflo obstante està clarissima reforencia, e corno se so houvesse 
atiendido a urna antiga nota do Dioz ( Vie Poesie der Troubadours, 
lH2(i, pag. 1303), escr(3ve Max Miillor na ultima edi^ào da Scieuriu da 
linyungem, t. I, 1871, pag. 201: a Tlio tìrst, as far as I know, who 
tlius o.Kplained tlio ori^iin of tlio Romance future was Castelcetro in 
liis Correttiove (Basil;i*a, l.')??)». — É manifesto o lapso de Bruce- 
Whytc CUI collocar o Diàlogo de las lemjuas conio antenor a N«brissa, 
cujo' nome a cada passo se rcpete na producgito anonyma: «Le pre- 
mier écrivain qui, j\ notre avis, cn IH la remaniue pòur Tespagnol, 
i-st l'autour anonyme du «Dialogo do las lenguas », et aprós lui An- 
tonio de Nebrija, dont nous avoiis eu le honheur de posseder la rare et 
admirabl»^ grammairo castillane». { Ilistoire des lanaues romayxes et 
deleur littèrature, t. I, Paris, 1841, pag. 210). l'm breve trecho do 
Diàlogo, escripto hojc geralmente attribuido a Joào de Valdés (Ama- 
dor de los liios, Uistoria criticn^ t. IT, Madrid, lb(j2, pag. 305 ; Clayangos 
e Vedia, notas aTicknor, t. TI, 18.')!, pag. 512), bastara a »Iemónstrar 
o equivoco: — (fSegun eso, i no debeis de haber leido el arte de la 
gram&tica castellana, que diz quo compuso nuestro Antonio de Le- 
brija para las damas de la serenisima reina dona Isabel, de inmortai 
memoria?» {Origenes de la lengua capanola, cnmpuestos por varios 
aulores, recogidos por J). Gregorio Maifans y Sisrar, 2» ed., Madrid, 
1878, pag. 41 ). — As palavras de Bracliet na sua Grammaire historique 
(pag. 187 dal)* ed., 1873) dcvem considerar-se restrictivas a lingua 
francesa : «(-'est un savant du siécle dernier, Lacurne de Sainto- 
Palaye, qui signala le premiar ce niodo de ft)rmatioM du temps futur, 
dt'ooùverte conlirmée i»ar Ics travaux poslérieurs do Baynouard et «le 
Dii'Z ». Xho parecii higo cabido aquello rcparo do professor ('anello: 
«Vedi... A. Bracbi't, Grani, hist., a pag. 1H7, dove falsamente, forse 
|KT un malinteso amor nazionale, il Sainte-Palayo vien detto prinìo 
autore d«'lla scoperta». {Del Metodo nello studio delle lingue ro- 
rnuì^ze, Fiorenza, \^y.\, pag. 10).— Ainda era relagào A Kranra, a 
prioridnde da explicacào nào se póde todavia perlìlhar a SaiuK -Pa- 
lay«». Notou-o Kgger, Olservations, pag. 5<J, acrrca «las fórnms do iw- 
Uìì'o je rererraij Je viendrai, }e parlerai — «fornu'S dont rorigin»' et 
le vrài curactèro, signaln jadis avi*»* jusb»8se par Hegni^r Dt'smarais, 
d«*muntré plus tard par La ('urne de Sainte-Paiaye, Sfinble aujourd'hui 
reconnu, sauf do rare» excoptions — Bonaaiy, Orelly e Ampère, citados 



316 



comò reflex&o propria : <c Foi Antonio de Nebridsa quem na sua 
grammatica hispanhola ( 1492) primeiro reconhecea o modo por 
quo se formoa o futuro romanico » >. Ào passo* poróm, qua o 
seu desprendi mento de espirito se manifesta aqui em um desvio 



por Chovallet ; UrilVenberg, cilado por Schei er ; Mastrofinl, por Ca- 
nello; posteriorincnto Biirggraft*, Principes do (iraniìnnire generale^ 
JJòfjo, 18G3, pap. o'.)5 ; Borginaim, Cours ih: ìiniynUtifjiie. fnit ìfioi/e^ì- 
■ivtiìt Vantt.lyse tjlo.^soìogitjiie (ics viota tic in Jnhìe de Lnfontaine Le 
lini de cille et l^ì Hot des chm/ìpa (Strasburgo, lyir»),pag. 2'211» par toufl los 
linguist^js «le quoUjno aiitorilé cn ces inatièros u O proprio Saiiite-Palavi^, 
no f'scripto alludiilo Mt'moires de ìitt arature ^ tu'rs de< feyistves d-: 
f'Aradt'tnie Rnfjfde des Itìifcriptioììs et BeUes-LcUre!iy l. X>ClV, 17')*i, 
pag. »i*<4, Jiemàrfjìies sur la (angue FratH^ois-:. des A'//.*' A- XI fi - 
.?iVr/#.'.v oxpressaiTicnt»/ attribue a observarào ii obra do Rcgnior, piiltlicada 
ftm l/Oó ou 170i): a Jo linis par uno oì>.servntion «grammaticale peu ìm- 
porianto cu flle-m'*'me, mais qui servirà d'urna nou volle preuve à la 
conformiti dea langucs Franroisc, Italioune \ Spagnolo, iNi justìtìpra 
oncnro la remaripie d'un de nos plus cólóbros grauìmairiens sur la for- 
niatinn do notro futur. Elle sa fait, suivant labbr- llognìor {Grani, 
Fm»,', p, ;jc>.s, d- ò'Mir.). pjii* la jonction ou lóunion du tf-mps pròscnt 
do j'indicalif du vorbe auxiliain» ovoiì\ òa de rinlinitif ; y«>»c'r«i, lu 
fùnierfts, H tihnt'vni II est rmi, ajoiito-t-il qiie d'iììs In première iC 
dntìs lit secoìidt' personale dì( plurielj le tetnps pnseììt de CiììdicnHf 
Tiìiìne du rerife n'esl pos rnis dans tonte soti lUendue ; in^ns cela rifnt 
de re 'luautrefois on a dit, nous ons A: vous <./, pour nous avons 
tN: vous avf'Z, «tìnsi qiCon peitt eneore Juger ji/tr f" troisoì/ìo p*:,\<nnìh: 
du plurieì, oì'. on a ronserv'- ila rmt ».* | ('fr. (>uicherat, Tmif'- de 
rcrsifirrrtion fnnn^ftisti, Paris, IS-'iO, pag. 4()*.)-Jll. j— K amii so p^'-d»' vor 
antici|tado esto r»'paro tie l)armost«*tor, foito ù Xouì^elle Grammaire 
do liradirt : « Il est absolumont nócossaire dVxpliquer la chulo do nv 
dans nvoììSy nicz, a^fiSy otc; car k'S òlóvos no manquoront pas do si.- 
dcuìandor pounpioi l'on no dit pas ìwus aimevavnus». Rerue crltiqì:e 
1^71, '2.0 srm., png. :in5.— Vcj. no 1.° som. do 18<>S, pag. 2'.», O. l'nris 
sobre» um logar da Grtimmairc JUstori'^ue «lo imjsmo auctor.) 

* I Facto cnja observacào ó porventura antcrior a Nobrissa {So- 
brija. lifbrixa, l.cbrija), em nossos dias aponas so eucontrarA papel 
nu livn» (In sissumpto gVammalical ou do hisloria littoraria quo o nào 
noord*'. K\flu(» lotlos os quo coustam da nota do Pozzi, a pag. B da 
su:i Fornvi zinne deJ futuin nttifo urgH idiouìi italici ed ellenici, 
ruriii, ì^'rì; oxchin oulros, corno os dò Tobkr e Pott .Etffìnologixrhe 
Forsrhi*ng^n\ quo rof«.ridi>^ mi ('amilo e Obry, n:lo tivo ao mou al- 
canne—»' posso ap'Oìclar: Diez, Di'' Poesie d''r Trovff"doi(rs^ Zwickau, 
i^i.^'i» pa^JT :tt)3 ; Diofiiibach, l'e'>*yr die jetzigen romonischen tchri- 
lis^rrurlmn, J.oi|izi«:, ls:U, pag. 0S-'>.»; Fuclis\ l'bcr die siufcn^nnUen 
iniregelniii^aigen /.eitn'i'utei' in den ronianisclien Sprffchf.'tì^ Bf-rlin, 
l^li», pau. :r/-:».»; l^ruc-- Whylo, llistnii-e des Inngues rorn"i\.'s »*t de 
l'tfr tittrrnture depuis leur' ornfine ìno^u'tnf Xli'*' si^rle^ i. I, r*aris. 
I.^U, pag. t>:;0.>i:ì: a. (1. do Schlegel, 0'><err»'tinns sur In bnigur et In 
UUrt f'fure petn-i'n^-nh's \Kssais lifl.rnires et Ìiifitorif/Utis^ l»onn, ISIi?, 




l>i'nliHr\v, De CArri'ntUfitioìì d'tns fes Ifnigues ÌndO'euro2n''''nnes tnut 
"neieìines que moderne^, 1817, pag iìVS', Delius, Famille rumane. 



317 



de texto, além descai em litteralidades pouco desculpaveis. 
poBtulado: a Todas as linguas romanicas, a exccpcao do va- 
lacbio, aproveitaram aquella conatruc^&o latina para exprimi- 
rem o futuro », é na verdade identico a cst'outro de Chcvallet : 



no Uvro de Schleicher Lt^s Lnìniiie.^ de i Europe modenu^ Iraiì. fr., 

lsr)2, paf». 2(.»'2-4 ; K. dii M/tìI, /Vvsv/i iddlosophii^Uf; sur In forinntion 

de la ItnìfjH^ fraiì^v/isf^ Kyì, jiaj,'. o7'J: Obry, Étude hìstoritjio; et phi- 

f(iln<ji(jue Sili' le pnyfiripc itnssr j'mvt'nis et sur Ics vcrfjt'S ttuxilittirtjs, 

is."»!;*, iia^. 1<>5-171 ; Kaiirirl, lUmf,: t;t ìt's oviffiìirs d>: hi ìmMjuo et 

d*: In lìttrrtdvre il'liniiics, t. IT, l.s')t. paj^'. tó-JJ; Max Mnll«»r,' Su*/- 

tjtfstifnìs fnr the nssistanre of ttffiriers in Irnrfìiìnj lite ItìVfjutigtJs of 

the sent of irnr ili Ih»'. Jùisty l.«iinlivs, 1.SÓ4, pap. '20-21 ; —27»i; Tur(f- 

7iìfnì Fnyìiihj nf jMV(jua(ft\ ictter tu t'hevaliev Bunsctìi no l. Ili da 

ohra di' IJiiiiSOn CJir'istitiìiiti/ oid Mf'n/Uìid, liOndrcs, iHót, pap[. !^3 ; 

Wi'il BfMiloow, Thi'oì'in t/rtii'rnl dr Varcentuntioìì Inthiv, Paris, ISVi, 

pap. 278-1»; DcUìtro, Teoriòti d»:' vrrln itali'ttìi, riorenra, l-ST)*», paj?. 10-11; 

Chavóo, Fmìi'/ais ut trnllim^ ii/n-nllrl! liìiyuistitjuHy Paris, 1<^)7, pag. 

sTi-HT ; Donaldson, Vtrrroìiifnms: w nitiml' and hisiorirnl Inirudutrkim 

to the ICthuogi'fiphi/ of furirnf Jtnhf aìnt to the iihilolof/iml studfj of 

Lntin lir/ì,/Ufn/.\ y.a »mI., Caiiilirid}:»', IS iO, pajj. ."»in.l: P.(>pp," WTijleirhrndt: 

Gìfiìiìììmiith tlfjs Sfinskt'it^ S-'ìnl^ Anìietìisclirìì, (jvu't'hisrh.'n, Lntci- 

nìHiìttuì, Litauischm^ Al's/ftrifli,')i^ GoUsrhf'ii und Jìrutsrluni^ t. lJI-\ 

Mf'riiii, is;l, (^ •;")«.» (prt^^ ;;<h; «la irai. fr. ; ('.«riicwai I..!\vis, .1;/ 

E^snij Olì lì\e oriiiiiì nyid jnrìn"!i(nt of the linìnfinr,' Ijiìujwnit's^ 2^ 

(d., J.oiidre-s, ls«";2, ])a«^. \','A-'i ; .Mussalia, liritrìuft' zur (ìrsrìnr'ht,- der 

ronifinisclieìi Sprncht'ìi [Sitc.inujslu'richte der htiiscrlirìirii Ahtideinie 

d*:r W'isseìtschffft: phiìo.^nipliisth-historisrhQ <'lns<,\ì. XXXIX, Viciuia, 

l-r.2, pag. ."il2->); A.F.lVdt. l)oiqn-lumj {liedv)dì1intioHy Gowitintion) 

(ils eiyii's der ìfirhtif/sfen Jiildu/njsinfttrl der Siirnche, {.•.'Imjt(i, 1H»;2, pa<?. 

'MI»; Maini, Cher die Eìdstehiiiìii, JiedeufUìiif, /.ìrerhe und /irle der 

roìnfiiìiseìteu ì*hilo1oiiv\ WovWw,' \^'ù\, pa^^ lo-ll; Lithv, Jlistoire de 

hi hrììtjue frt'nrnisii, \, II', l»aris, lsr>;!. paj^', xx, 117-118 : llréal, i>.W" 

M*'thode rotnp'irdtice np^diiiìfr'. " ì\tud,'. des t/iìiijueSj iM)!, pau. 18-11; 

Kji;/«'r, OOserrafioìis sut- un proc>d' de d^rirntioìì trt'"i-fre'jiw'ìit dnn^' 

Ut h'fiijue fraìì^'fiis.' et d'ms fes t>iftr,s -ìilitinies m'o-hdius '/^.MmI. S(d» 

oliliili»: J.es Suhsf(ft,tif< r.t^'i'hdìt.i: ftfrrni's [tm fpocnpe d>' rinfiuitif\ 

Mfiiitprlii.r, lS/1 j. Paris, 1S»1, paj:. ')<;; Villeniain. T'ifdcu de In littr- 

rtiinre cu ìtWffi'n t'n/e, «il. .Ir lsr,r», t. I, paj;. 71; Uiasutti, Delhi Fi- 

Inhujin cotnpcratn e tlrfh' sitt- r<'hizi(nii rollo studio ttrUy Iìììi/U'' coW 

orriteologi"^ rolV i!tììnlo4ji'/^ coi hi sfuri" «• roìffi filosofiti^ VctH'/.a, IKii.'), 

pa;^. U-ló ; <ì. S<lniiilinsky, De propìirtnte sermimis J'hiutini usu lin- 

ijuttru oi romnniruruìn ilìustrntn^ diss:'rt(itio iufnnjiivfdis pltHolotiirn, 

jlallr;, lS»;r», pnu'.2s; Kic'hlinlV, (iromìocire ynif'nrie iiìdo-funquenìie^ 

Naiii'y, 17ri7, pai,'. Ili; Iìmusì'Ii, ^'(nh"'>'is>' ;?/;• fr(ii::;n<isrhen (ìmm- 

ni'iUli aus dem Vuhjarhitfio ; lìir fruìi ziisisrìf' FiiluridftiìdinKj [Jnhr 

ffUrh fnr riiiinniisi'lte und engiisch.' I.itrrntni', t. Vili, Ii«Mpzi_', l><»i7. 

pa^. 1H-I21i; Wliitnoy, Lfniijicnje end tìie siudij o/ LftiitiUfOiey ì.on- 

dnj-^, 1^»7, paj,' US; }i\iir>-h/ Lrr't !/,>•'< mi thf E, njìisìi L'inni'Cfj.: rditrd 

fiij \V,Sìiiith, rp ed., r^fls, pa;i.'i:I>; Sacf) Arcf', (ircnii'ticn t/filh';/it, 

liii^'o, l*^is, pa^. T.'i ; Lillr»-, l'rrfir' d.' In ileuj'i'ni' rditinti, u.i iirom- 

..inire hisforiffu: di' .\. Hr.n'lird, l':iris ( Iscs ,i, i.aj». \v-\m; A. d«' <'ai\ di- 

Saint -Av m<»ur, /.-•/ hnujui' hii'no- iimìi.',- dutìs l'uiiit'' iinttì-rimnn ntue 

|iarli- 1, lN„s, pau'. I '••'»-«;; Max .Miill<r. r/»j/»N' Jro,,i ti (i.'rnitin U /iì-A>/j/*/i 

I. 11*. I.Mndps, IMN, paij. is;— O/i //»-■ S'r'f'ifì'i'H'tn of L'Hiifun,/,', iH'iS 

pa({.2l; Dnnalilson, The Sew (\"t,du<: or, i'tnJrifnitunis fiornrds o 

inore (ireurtile /;nuirledi/e itf the (ire-'l; LtnìtjUfit/r, l^ l'tl. fl.t'ip/ig'. 1^»^ 



318 



'( Tous le? idiomes néo-latins, excepté le valaque, ont forme 
le futur de la mdme manière » ' Diefenbach e Deliua -, 
Ampere " a Dlez % Scheler '' e Fucha " , Schmilinak? ' e 



papr. l/Ji-ó : Thcopliio Hra^a, Ilistoria da ìittei'atura portupues»; 
Introducano^ Porto, 1J<70, pag. lU ; Cesar Cantù, Vestigia xtAmtiire 
d^iln lingun e d-t' diaìetti italiani 'Atti rf<.7 R*:gio Istituto Veneto di 
srienzti, lettere ed nrti^ ^ .^ ^^n . , t. XVI, Veiieza, IhTO-li^l, paji. tìU-hi!; 
Max Miiller, le^^turus on th»? tirìmrrj of Longunrfe, V, Londra, 1n7Ì. 
paj?. 'S^')'X, 'ir2 : Mus>afìa, D'irstefluìì't dt'r romàgnolisrhen Mundnrt, 
ViMiiia, 1x71, paj;. 71; Gaston Paris, L'a Vie de saint Alexis^ poème 
dii A'// *j/W^ :NoKf*iit le-Kotroii), 1^7'2, pa*?. 12'ì: Marty-Lawau, t'our.^ 
histOì'ifjìont*i (angue Jrniit/ni^c: ItcV'niseignemtfntde notre (angue, Paris 
lH7:i, j»ajr. «Il, 7r» ; Cliavóo, Ens-:ign*nnent sricntifique de la. lecture (|J*72), 
pajf. H:i ; Itastin, L'.'S nonvelìes- rach'jì'chcs sur la lingue francoixe 
ift tnurs rrsultats, Brux<.llas, 1h7*J, pay. 73 : Bouclicri**, La Vie de 
sninte Euphrosgne, texU' romano- lui Ì7\ du VIII^-IX*^ sicrle, Mont- 
pf'llii-r, 1H72, pàf?. -1«) ; I-'orn apiari, GranUHatira storica d^lln lingua 
itahnnn^ l'Stratfff e noinpendinifi dnììa (iynn/natica rotnana di Fe- 
derico Diez. 1.^ parie, Morfologin., Turili, 1H72. pa^'. r)l-32 ; N. l'ais, 
Sfiggio sulla .storia dt*1ln lingua e dt'i dialetti d' Italia, con un' in- 
trùttucione soiira l' origina dell': lingutf neolatine, Parma, la72, pac. 
XI. vili : Cartoli, / pritnulu-! «.yo/i dèlia letteratura italiana (V Italia 
sotto l'asii''tfo /ì.^iro, storiro^ firtisUro e statisticOt pìirte II: Milào, 
1SV2?;, pii;;. !i«)-'il : ('jin«llo, // l'rof, FMerigo I)iez e la filologia ro- 
rnanz/i nul nosiru secolo, Kioroii«;a 1*^7"?, pai». ;"V:3 ; — Del Metodo nello 
studio diléi lingua- rorn"r,C'\ l.s7:^ paf?. lo-l'i ; Ascoli, Arrhitio glot- 
tfilogiro italinnn, t. \, Milào, Is'/;; p.iir. ipi-'i, 4^/2: llnrtzcnbusch, '(/W- 




J{t!-:ht.'rrh,!s historifjUt's d- rtghìnlonitju*j$ si'r Iti langue tmglaise ijtis- 
toiri'. ut grnìnn\aire\ Mf^auk. 1><7:{, paj;. «w: Tamagni, Storia drìUa let- 
ti'.raturn roìnmif, Milsìo {1^7•2-l■S7 1-, pa;;. WMj; A. Loisoaii, Ilistoire 
ties progrrs d,ì In grnmmnir*: */>/ Fé'f.nrc d''i)ìiis l'epoque de In He- 
iiaissanre jiisi/n'f't nos ìfjur\\ *J.« fase, Anpcrs, 1S71, pa;,'. GÌ .* C'haba- 
ri(.au, (irffiiini'tir'' liniousinK\ 1. ii {Hr'rue des l^ngues ronianes^ l. VI, 
Monlpflli«T, ls71, pa;,'. 171, 17*^ : P-rarlifl, "SourrlU grnrmnnire Imn^'aise 
fonthu' sur f hist'iirc deh' langue^ Paris. ISTI, paj:;. vii, lir», 12S: Uonsoh 
Itfthi unti Vulgati! : d'^s Spici hid toni d>'r urrliristUrìien Itala und ihir 
/intimi isrln'n Vuhjntfr untf.r hfìri'rhsifìdigìiaìig der roìnisrh''» Volkx- 
■<l>rnrì,,i, y." <:«l.,' Marì)urK, l'S/ó, paj,'. M*.» : A'barmcstt'ter, Trnitr de la 
furini'Utni iles mots coinposrs dmis la langue f'ran^-aise coniparce aux 
autr,*s hingw'.s roman^^s et rni hdin, l'aris, 1S7.'>, pag. Gt; \Vliitiii»y, 
L(( Vie dù hnigtige, IraJ. fr., ISV.')-. paj;. 7.S, 103. | 

' Origine et format ion d.: hi hiìigu,' f'r'(7i{'aist^, l. II, Paris lJ<i7, 
pai». ;M';.— « Oliras citaiias, pa^5. l<>j o "J^.K- '^ Jlistoire de la f'orma- 
tiofi dt*. la langue /ran',nis>.\ 'J.» «-J., iHi'.i, pap[. l.M. — • Graminatik^ 
t. II,*'.* I-I., "pa^. Ili I 3.a p.i^r. 121; IM (latrali, fr. \^'' Mr moire 
sur la ('onjugaisun f'rain'"isc runsitb'rve snus le é'apport rtymologi- 
/y//.', Bru\t;ìlas, l!^!'), pai.', iil.— *' Vie roni'nìisrJi,:,^ spracheu in iltretn 
VrhUItnisst: zum Lat-inisilicn, llallf, 1S|'.», pa«r. 34>;. 

' Tinse citaila, pai,'. 'if< : « S«'«| in «liali'do KaHo-romaiiica ìion 
ti'iiipiis rinMniisorilaliir p'^r reair'\ valliti reng a cantar -.. ital. ranterù 
ìli Vulacliica pfT relie, vt-'iili, rotu i unta.» 



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Pott ', BriiC6-Whytc • o Chabaneau ^ inostraram, porèm. 
que duas, niio uina. sào as lìnguas oxccptuadas — o walachio '• 
e "O rheto-romanico '. Njin se oxcuso o sr Adolpho Coelho 

I JJopiisluuff ( Redupfif<ation, Gemiììntion) nls eines dtir tcichti- 
ijsletì liildiingsmittel dcr SprachCy Oelduchet aus Sprachen ali Welt- 
fheite, pai;. :^1. Lomgo, IStiD. 

^ Obra citada, pag. 02 e 23.». 

' Hisloire et thèorU de la cònìHfjaison fra^n^'aiscy AnKOulònit*» 
18(>8, pag. 4t5.— I Cfr. Pezzi, Forma anione del/utm-o attiro negli idiomi 
iifdice ed ellenice^ Turin, IBTti, pag. '21 : Mussutia, Zur rumàìiisrhen 
Fovtncnlhere { Jalxrhuch fv.r romanifidn; und englische JAteratur, t. A'. 
Leipzig, 1860, pag. 370); Ascoli, Studi critioiy t. I, Gorizia, 18i51, 
pag. 05 ; Dicz, Grammaiili, \\:\ 1871, 12(>. | 

* I a La consanguinitu dos dcsix languos est irrécusable, le roumain 
08t ì)ien issu en ligne dirccto do la luriguo virile des Roniains, à 
la<tiiollo 08t vcnuc s'ajoutor coinme uno grùce, qiufbpies óléinents da- 
i:it]Ues et slaves. Kn Krancc on a étó longlomps saiis savoir «pio la 
laiigiic roumaiiio òtait aiissi latitic (pie la languc frunraise, si long- 
t(!inps, quo le VlHonnaire politiijue» edite par la liUrairio Pajiuorre, 
f.'U ls(ii). c'est-A-dire ci»«.i aus apn'\s la guerre de Crimée, atlìriue «pio 
\^H Valaquos ut les Mulda\-es soni d{i:i peuplos slavcs »>. F r i «1 e r i o o 
Dami'', La Lnìitjue ronmttine [La UOHiu'mm roììietnpornint'. ut les 
peuplcs de l'Euro in: oricntfrlo, t. I. Paris, lS/4, pag. IO')). — Vej. a 
nota do pag. 101-2 ; (j cfr.» U bici ii i, Aiierf'usur la hmgue rot/mnirìc, 
na (iramynffire de la languc roioìt^n'ne «lo Mircesro, I-SJ^J, pag. \vii-x\ ; 
Max Miller, SuggeMioìis for fh»*, nssist'Uio; of ofj'triers in le'irn- 
iììg the loìiguages of' thr seat of *i'/tr in th<: Fast, Loniiros, l.<)t, pag. 
:jS"-&) ; Ito'esler, Darit^r and Koìmìnen^ Vit-iina, 1H>!), pag. 71-JS2. 
K. Picot, Documi'nt^ pour sarcir tr Vrtud'i d'is di^'h'cte^ ì'oumain^\ 
1 ;IH72). pag. 1-0 ; S eh uè li a rd t, J)e l'oriograpìu: du rouninin, no 
l. Il (la Itoìnfrnia, ìf>7'A, pag. 7*J-V'.) ; 1*. M «j'y i; r, litfjtpo ^v, sur la 
philofogic rum fine {TransfKtiijiìs of ih', ì*ìiiìological ^ci'jlif, 18/3-1, 
jaig. Wi'ìi^ : 187.J-0, pag. l'3i-l) : liiO/ioih/ne d' l'V>oi.i drs Charter, 
1«74, pag. (V37-10 : l«*/.\ pag ;rr>-:j.| 

•• I '< Hieu i\\Uì peli c<>uuu, re d«'bri«; «lu laugu^ tascn-liitiiie a n-rii 
un n )ii) (lillV'rciil «li! chacuu (.!'.• eeu\ <|iti tu uiit parlt';. Au moycu 
j'ig»', li-s All'^iainls l'ont iìi»jimu<' gaulnis ile Ct»ir«', welclir ti».' <.'<»iie . 
l«'s moderuL'S, ruiuari d'iiiiigadiin;, rliu'td-romauelj»», huliii, roinaiioeelti- 
«|ue, rnniani«|ue uu ruiinuii'pi».', rn:»'tieii, etc. Le nioius usitV- a ♦'•It* 
le vcrilal)l«\ l»j é'umonsrj,, | rumoiiscli i Liguo grise ), ruuiauuscli, r<»- 
niauusdi.roinauntscli, ruinanseh, rnuiaucli, ruiuousrii, selou li'S <.iialeei*'s 
tt l(^s uiitoiir.s |. ('«.'Ini «pi'.^ lui «loiiiM'ut les (riisons l'iix lurun.-s, ol (|u>j 
jai t»juu à cuiiservrr, coiuiii'i s>:iil ••xaet vi justifi»'.» K o q u e-K <; r ; 
1' i e r, l'ìi v^'.rutìiì di: ^ 4)i'sii:.<{ rumon^iht:s ( Rernt: d^:<i langues ro- 
manes'y i. V. Mntit|>''Hi»'r l.Sì'l. ]ììI'^. •>')> : >. — Cfr. (ì a ston * P ari s. 
liom'ini*', t. I, 1S/*J, pa'-j. \) \ Se li ii e h a r «l t, Ih'.r Vnh'iìismus dt:s 
Vulgiirlot-iinM, t. 1, pag. '.»"/ : t. HI, pai;. 0, Loipzij:, isjyJ-LstJS : H •mi f ey- 
(iexrìiirhl': der Sprffi'ìncis^ 'ns«'li"f't ìind nrirntali^rh':n ì'hiìoìogie in 
Di'ut.s*htand, Mujiicli, H'»S V'i^. •'>•'»>; Se h e 1 e li r r, J)ie I)t:utsrhr 
Sprarh'i, '2* ed., Stiittiiarf, H;». pag. "#i; ; hioz, Grammo* idi, 1', ISTn, 
pag.;»*. — Segiiudo Uuiisoii ( r/»r<.vr*V/>n/7 and Mfnikiml, t. Ili, IH."»!, 
pag. S» — a appelln«;:*to que se le tn) tijxto — uuia das uiais usualiu«'nt»^ 
•la>las au idionia da R:i tia, " f<>r lliis is Un: truù urtography, uut 
lìhiilia )» — deversi.-hia escrover ri:to-romoyiiro,\ 



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coin a pouca iinportancia d*osta ultima liagua, releg^ada corno 
simples dialecto, na segiinda odicelo da (frammaiica de Dìez, 
para o llrn da Introdurrào, Stonjjel ex proba ao grande